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domingo, 15 de novembro de 2020

With The Beatles? Sim, para Sempre!!!

                                                                                                                   Capítulo 37 

Esta é minha saga  

O Universo das Canções dos Beatles


Todos os Capítulos têm acesso neste LINK 

Após o grande sucesso do lançamento de Please Please Me, em março de 1963, que seguia firme no topo das paradas, os Beatles se embrenhavam em ritmo alucinante sendo convidados para shows em palcos cada vez mais importantes, e em todas as regiões da Inglaterra e em outros países do Reino Unido, quase todos os dias, plateias cada vez mais enlouquecidas, além de programas de rádio e TV, onde despejavam seu enorme carisma! Cantavam nesses shows também o sucesso From MeTo You que foi lançado em abril, em compacto com Thank You Girl, que também foi ao topo da parada.

Lá pelo meio do ano, a EMI viu o tamanho do fenômeno e mandou recado aos rapazes: Bora voltar pro estúdio pra gravar mais um LP! Isso iniciava uma rotina de lançamento de dois LP's por ano que somente seria interrompida em 1966. Alguém dirá que em 1968 também foi um LP só, mas eu retruco dizendo que era um Álbum Duplo, valia por Dois, isso é o que vale! A produtividade deles era imbatível! Não havia nada parecido com eles!

No começo de julho, gravaram nada menos que She Loves You, aquela do Yeah Yeah Yeah, destinada a ser mais um sucesso, em compacto com I'll Get You, que seria lançado em agosto. Elas não apareceriam no LP em curso. 

O transcorrer daquele ano seria consagrador, e culminaria no fenômeno da Beatlemania, sobre o qual falarei ao final deste capítulo.
 
Voltando ao LP, desta vez, não foi apenas uma sessão insana, aquela que gravou 10 canções (na verdade, 11) num só dia em fevereiro. Foram 7 sessões ao longo de 100 dias, quando gravaram 8 canções autorais, mais 6 covers de artistas americanos, repetindo os quantitativos do primeiro LP. 

Detalhes sobre essas canções mais abaixo...

  1. It Won´t Be Long (Lennon/McCartney)
  2. All I´ve Got to Do (Lennon/McCartney)
  3. All My Loving (Lennon/McCartney)
  4. Don´t Bother Me (Lennon/McCartney)
  5. Little Child (Lennon/McCartney)
  6. Till There Was You (Meredith Willson)
  7. Please Mr.Postman (Dobbins, Garrett, Gorman, Holland, Bateman)
  8. Roll Over Beethoven (Chuck Berry)
  9. Hold Me Tight (Lennon/McCartney)
  10. You Really Got a Hold on Me (Robinson)
  11. I Wanna Be Your Man (Lennon/McCartney)
  12. Devil in Her Heart (Drapkin)
  13. Not a Second Time (Lennon/McCartney)
  14. Money -That´s What I Want (Bradford/Gordy)
Começando novamente pelos covers,  todos faziam parte do set list dos shows que faziam em Liverpool e no Reino Unido naquela época. E vamos fazer a análise na ordem em que aparecem no LP. 

Till There Was You foi composta por Meredith Wilson para o musical da Broadway 'The Music Man' do final da década anterior. É uma canção sem bateria, nem guitarras base ou solo, apenas violões, e bongô, uma balada romântica que Paul fazia questão de cantar para mostrar a versatilidade do grupo. Ela fez parte do set list do teste na gravadora Decca e de shows importantes dos Beatles como, por exemplo, o que fizeram no programa de Ed Sullivan, quando conquistaram a América, onde ele fez questão de apresentar a canção como da trilha do citado musical, que foi sucesso por lá! Ah... esse Paul, sempre antenado! 

Please Mr. Postman era um sucesso mundial e ganhou uma versão espetacular dos Beatles. Era John, em vigoroso vocal principal, que implorava ao carteiro por uma carta de seu amor. Paul e George capricharam no contracanto perfeito e nos u-u-u-u's. Destaque para os magníficos handclaps (palmas), no início e no fim da gravação, tão singelas que resolvi colocar aqui este link para as pessoas se deliciarem numa apresentação ao vivo, em que dublaram a gravação de estúdio! Imperdível! Vale o destaque de que a canção, que foi lançada pelo grupo vocal feminino (mais um!) The Marvelletes, teve inúmeras versões cover, uma delas que ouvi muito, dos Carpenters, 10 anos depois.

Roll Over Beethoven era uma favorita de John, Paul e George, feita por Chuck Berry, guindado por John ao posto de Rei do Rock & Roll. Era um dos compactos que chegaram às docas de Liverpool antes do resto da Europa, e que os três tiraram em suas guitarras, desde 1956, e que eles tocavam sempre, e continuaram a tocar até as turnês de 1964 pelos EUA. Foi George quem deu vocal a esse hino, direcionado ao compositor clássico Beethoven (e Tchaikovski e outros), dizendo pra ele se revirar no túmulo porque o Rock chegou!

"I don't like you but I love you!" Assim começa uma favorita do álbum pra muita gente. Linda balada! John e George fazem um dueto no vocal principal, e Paul faz harmonia em backing. Ela foi gravada na primeira sessão de gravação do LP, em 18 de julho. É de George Martin o magnífico piano da introdução, que volta no meio e no final! You Really Got A Hold On Me foi tocada ao vivo em sessões da BBC, e depois aparece no filme Let It Be, das sessões do Projeto Get Back, de 1969.

Devil in Her Heart não foi grande sucesso, mas atingiu estrelato na voz dos Beatles, mais particularmente na de George, que ganha de novo duas aparições no vocal principal em um álbum Beatles, sendo que a outra foi sua primeira autoral.

Passemos, então às 'Lennon/McCartney' do álbum, colocando-as na mesma filosofia desta saga, com os assuntos e classes, e tudo o mais.

Percebam a tabela abaixo. 


Mais detalhes sobre a divisão entre Heart & Mind Song, aqui, neste LINK

Traduzindo
  • Todas as 8 falam ao Coração (nenhuma às Mentes)
  • São 5 canções no Assunto Garotas e 3 no Assunto Saudade
  • Das 5 Girl Songs, 3 são de Amor, duas de Paquera
  • As 3 Miss Songs relatam Tristeza, Desprezo e Retorno
With The Beatles é, portanto, um 

100% Heart, 62% Girl, 37% Love Album!

Na tabela abaixo, as evidências, nas letras, do porquê da classificação acima!




Vamos à análise das canções de autoria dos Beatles!!

A numeração da canção obedece à do LP


LADO A

1. It Won´t Be Long  (Love Girl Song by John Lennon)

John anseia: "Toda noite, lágrimas escorrem pelo meu rosto. Todo dia eu não tenho feito nada além de chorar! Não vai demorar, yeah Não vai demorar, yeah  Não vai demorar, yeah , para que eu seja seu"
Saudade no modo "Quero voltar pra ela". Essa quantidade toda de yeah's do refrão foi caso pensado de John. Ele estava animado com os yeah's  de She Loves You (yeah yeah yeah), e queriam produzir mais um sucesso N° 1 com a mesma fórmula. Aproveitou para fazer de novo um jogo de palavras como fizera em Please Please Me, o outro N°1 anterior, juntando na mesma frase uma expressão verbal ("be-long") e um verbo ("belong") com significados diferentes ("demorar"pertencer")! Duas fórmulas de sucesso combinadas não podia dar errado.... mas deu! Quer dizer, não deu porque não houve um compacto com a canção! Começava ali a política de lançarem canções inéditas sem colocá-las em LPs.  Paul contribuiu com letras internas e com arranjos harmônicos, além dos vocais no duelo de yeah's, George, com os backings do middle eight. Apesar de ser a canção de abertura do LP, nunca a tocaram ao vivo, apenas em dublagens em shows de TV.

2. All I´ve Got to Do (Love Girl Song by John Lennon)

John declara: "E quando e-e-e-u, eu quiser te beijar, tudo que tenho que fazer é sussurrar em seu ouvido as palavras que você quer ouvir e eu estarei te beijando!
Imaginem a seguinte cena. Era 11 de setembro, a terceira sessão de gravação do álbum, John chega ao estúdio da Abbey Road e diz parra Paul, George e Ringo: "Camaradas, tenho esta canção aqui, que vocês nunca ouviram, vai servir para encher o nosso álbum!" E, 15 takes depois, ela está pronta, sem necessidade de overdubs ou qualquer outro efeito. Assim foi essa canção, a qual os Beatles se dedicaram, pela primeira e ÚLTIMA vez! Nunca a tocaram em nenhum show, foi pouquíssimo tocada em rádios, se é que foi, nunca lhe deram a menor atenção! E mesmo sendo uma album filler, é uma ótima canção, que nós adoramos! Era John inspirado em Smokey Robinson na melodia, e com letra mais dedicada ao público americano, pois falava em chamar a garota ao telefone, coisa que não fazia parte da juventude, um recurso que ele viria a usar de novo em No Reply, um ano depois.

3. All My Loving  (Love Girl Song by Paul McCartney)

Paul promete: "E enquanto eu estiver fora, escreverei para casa todo dia e mandarei todo meu amor pra você. Todo meu amor, eu mandarei pra você. Todo meu amor, querida, eu serei verdadeiro"
Promessa de cartas diárias a seu amor, Jane Asher, enquanto estiver fora. Era maio de 1963, e ele estava começando um relacionamento com a atriz que conhecera um mês antes, nos camarins do show dos Beatles no Albert Hall! Foi a primeira vez que Paul escreveu primeiro a letra, depois encaixou a melodia. Ponto altíssimo do disco! Na gravação, é Paul quem faz todos os vocais principais, inclusive o do terceiro verso, dobrando sua segunda voz sobre a primeira. Nos shows, naturalmente seria John quem faria a segunda voz, mas não seria possível pois ele estava muitíssimo concentrado  em sua es-pe-ta-cu-lar guitarra base em triplets, aquele tara-rarara-rarara-rararara contínuo e sonoríssimo! Então, era George quem fazia esse papel, muito bem. Isso é que era uma banda. John faz um vocal de apoio, junto com George, mas apenas no refrão, em U-u-u-u-s!!!! George faz um solo de guitarra inesquecível, e Ringo sempre espanando sua bateria, como nínguém! Até deixo aqui este LINK, para poderem apreciar tudo o que foi mencionado! A canção foi tocada durante todo o ano de 1964, com grande sucesso, inclusive foi escolhida para abrir, e dar o tom da primeira aparição no Ed Sullivan Show, em 9 de fevereiro de 1964, a "Noite Que Mudou A América"! John sempre considerou esta canção como uma obra-prima de Paul!

  4. Don't Bother Me  (Sadness Miss Song by George Harrison)

George lamenta: " Desde que ela se foi, eu não quero ninguém pra conversar comigo. Não é a mesma coisa mas eu sou responsável, é fácil de ver. Então vá embora, me deixe sozinho, não me amole"
Primeira canção de George nos Beatles. E vem com uma canção de Saudade, no modo Tristeza, uma das poucas que escapavam àquele estilo 'happy-go-lucky', de garotos felizes e apaixonados. Ela foi feita durante uma turnê em Bournemouth, em que ele mais ficou na cama por estar doente, só saía de lá pra tocar, nos 6 shows.  São apenas os quatro Beatles tocando seus instrumentos usuais (e Ringo também no bongô e John no pandeiro), mas usaram pela primeira vez um equipamento eletrônico, que aparece na guitarra de John, dando um som de trêmulo. Por incrível que possa parecer, ela nunca mais foi tocada pelos Beatles, e nem por George em sua carreira solo, e nem por seus amigos no concerto de despedida, um ano depois de sua morte! Felizmente, ela acabou entrando para a posteridade pois aparece no filme A Hard Day's Night no ano seguinte ao seu lançamento, mas apenas como música incidental, é uma das que toca enquanto os Beatles dançam.

  5. Little Child  (Flirt Girl Song by John Lennon)

John propõe: "Se você quer alguém que te faça feliz, então nos divertiremos quando você for minha. Então vamos lá"
A canção era a chamada work song, mais um album filler, mais de John que de Paul, para Ringo cantar, mas ele não se sentiu bem cantando a letra "I'm so sad and lonely", ele gostava de entrar no clima da canção, e  ele não estava nem triste nem solitário. Foi John, então, que levou o vocal principal dessa canção de paquera simples e direta, até um pouco direta demais com algum apelo sexual. Instrumentos usuais mais um piano de Paul e uma gaita de John! Outra que também não viu a luz do sol de uma apresentação ao vivo!


LADO B

9. Hold Me Tight  (Love Girl Song by Paul McCartney)

Paul pede à garota: "Sinta agora, segure-me forte, diga-me que sou o  eu, e então eu poderia nunca estar sozinho. Então segure-me forte esta noite (esta noite), é você você, você, você, oo"
Olha, prestando atenção mais na letra dessa canção que eu ADORO, poderia muito bem tê-la classificado como Sex Song, "making love" e "alone tonight with you", humm, decerto era, e só não teve problemas com a censura porque não foi muito tocada nas rádios. Hold Me Tight era pra sair no primeiro LP! Ela foi gravada naquela sessão histórica em que gravaram e finalizaram 10 canções em um só dia, o já famoso 11 de fevereiro de 1963.  Pois é, foram 11! Entretanto, foi considerada mais fraca, e foi deixada de lado. Depois, na ânsia  de angariar canções para o novo álbum, lembraram-se dela, só que... não acharam o tape! Ou gravaram por cima! Então, começaram do zero! E foi um primor!! Muitas escolhas magníficas, (i) o começo "It feels so right now..." com o final da ponte, que reaparece mais duas vezes, lá do meio da canção, (ii) a guitarra de George, pulsante, brilhante, o tempo todo, (iii) o duelo pergunta-resposta "Hold (Hold) Me tight (Me tight) Tonight (Tonight)", as palmas o tempo TODO, e (iv) o final desacelerando. Um espetáculo! Era uma daquelas que eu ouvia e repetia e repetia, de meu LP Beatles Again, já mencionado! É uma canção sub-avaliada na minha opinião! Embora tocada nos tempos do Cavern Club, nunca mais foi tocada ao vivo após seu lançamento. Felizmente, alguma justiça lhe foi feita ao ser lembrada para a sequência inicial do filme Across The Universe.

11. I Wanna Be Your Man  (Flirt Girl Song by Paul McCartney)

Ringo se declara à garota: "Quero ser seu amor, garota, quero ser seu homem, amo você como ninguém, quero ser seu homem"
Com a recusa de Ringo em cantar Little Child, John e Paul tinham que arrumar outra para seu baterista, afinal era regra que ele deveria cantar ao menos uma em todo LP, dado seu número crescente de fãs! John teve a ideia do título, Paul fez o resto. E o resto não é muito! A letra TODA está ali em cima! São apenas 10 palavras, repetidas à exaustão!! Simples, simples, simples, e com amplitude vocal reduzida, para Ringo poder cantar tocando bateria, ao vivo! Mais interessante porém, na história dessa canção, é que numa certa tarde, tendo a canção ainda em começo de estruturação, John e Paul caminhavam em Londres (quando eles podiam!) e viram Mick Jaegger e Keith Richards num táxi e pegaram uma carona com eles, sabe, né, aqueles táxis negros, espaçosíssimos, em que se sentam 5 pessoas de frente umas pras outras, com espaço para uma mesinha entre eles, um táxi social, enfim. Conversa vai, conversa vem, Mick pergunta: "Got any songs?", Paul e John se entreolharam, com a mesma ideia, e responderam uníssono: "Yes!", seguiram com eles até o estúdio, finalizaram a canção que era pra Ringo, em 10 minutos, e depois os Rolling Stones a gravaram, constituindo-se em seu primeiro Hit nas paradas inglesas, atingindo o posto N°12. Ringo também gravou, claro, e cantou muitas vezes ao vivo!

 13. Not a Second Time (Disdain MisSong by John Lennon)

John despreza a ex-namorada: "Você está contando a mesma velha história e eu me pergunto para quê! Você me magoou e agora voltou. Não, não, não, não uma segunda vez"
Se há uma canção que parece mais solo que Beatles, essa é Not A Second Time. A música é apenas de John, abandonado pela namorada (Miss Song), mas nem aí para as tentativas de volta (Disdain Class), apenas John canta (inclusive as segundas vozes), quase não se ouve o baixo de Paul, suplantado pelo magnífico piano de George Martin, inclusive no solo, e a guitarra de George está bem escondida. Ringo aparece um pouco mais, principalmente porque a bateria não entra de imediato mas somente ao final do primeiro verso, sonora! A canção teve o mesmo destino de outras 5 autorais do LP (de um total de 8): nunca subiu ao palco. Apenas All My Loving e I Wanna Be Your Man tiveram esse privilégio. A estrutura de acordes da canção era complexa, com sétimas e nonas, além de apresentar heterodoxias na relação entre harmonia e melodia, a ponto de merecer um artigo de um crítico musical do The Times ,um certo Mr. William Mann, um mês após o lançamento, que elevou o trabalho dos 'meninos' a um patamar bem acima dos cabeludos-fazendo-música-barulhenta-enlouquecendo-fãs, que era o que a imprensa estava acostumada a exaltar. Tanto John como Paul referiam-se a esse autor em entrevistas posteriores,  mesmo admitindo que nem percebiam o que faziam. 
Eram apenas gênios, afinal!


Decerto que a última frase poderia encerrar o capítulo, mas ainda falta falar da capa do disco, como usual e da Beatlemania, como prometido!

A capa de With The B
eatles inaugurou uma parceria de sucesso, que duraria até 1965, com Robert Freeman, fotógrafo jornalista do Sunday Times. Com seu trabalho de fotografias de astros do jazz aprovado pelos 4 Beatles, ele foi chamado a Bournemouth, cidade onde faziam 6 shows em agosto (aquele mesmo período em que George Harrison estava doente, citado aqui em cima), e não precisou mais que uma hora para fazer uma foto que foi referência para várias outras bandas!! Beneficiou-se da conjunção de luzes de um corredor escuro com uma luz natural de uma janela, pela direita dos rapazes, e saiu aquela foto maravilhosa, com as faces esquerdas na escuridão. Antes, por causa da necessidade de se adequar a foto a uma capa de disco, posicionou Ringo mais abaixo, até porque, disse ele, era o mais baixo dos quatro mesmo, e havia sido o último a entrar na banda! Aliás, exatamente um ano antes! A ideia original era que a capa fosse apenas a foto, sem palavras ou nomes. A direção da EMI achou que eles não eram famosos o suficiente para tanto...  falta de fé... meses depois quem fez isso foram os Rolling Stones, em seu LP de estreia, e os Beatles perderam a primazia ... só essa! A EMI ficou também inconformada com as expressões sérias e teria vetado a ideia, não fosse a intervenção de George Martin, que bateu o pé!

O LP 'With The Beatles' foi lançado na Inglaterra em 22 de novembro de 1963, direto para o topo das parada, tirando de lá 'Please Please Me', o primeiro LP, e lá ficou por mais 21 semanas, fazendo dos Beatles a primeira banda a conquistar a façanha!

O ano transcorrera de forma maravilhosa para os Beatles, sua fama era crescente, exponencial, um fenômeno que foi denominado Beatlemania pelos jornais, após eventos inimagináveis de  histeria coletiva após um show no London Palladium em 13 de outubro, num frenesi incontrolável, que até ameaçou a integridade física dos rapazes.

E o ano não terminaria com o lançamento de 'With The Beatles'. Apenas seis dias depois, em 29 de novembro, viria ao mundo a canção que abriria as portas da America para os Beatles: I Want To Hold Your Hand, num compacto simples com This Boy na Lado B.

O mundo estava prestes a testemunhar um feito: uma banda de rock parando o aeroporto de New York. O ano de 1964 seria o ano auge da Beatlemania!

UFA! 
MENOS UM!


2 comentários:

  1. Postagem maravilhosa e com detalhes que usualmente não chegam para nós, reles mortais. Esta é a diferença entre ser fã dos Beatles daquele que é um estudioso profundamente apaixonado pela banda. Obrigado!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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