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domingo, 25 de setembro de 2016

Baleia no Grammy foi demais pra mim

Expliquei lá no Facebook como foi pra mim, o momento em que fiquei sabendo que o disco do Felipe ia concorrer ao Grammy. 

Registro aqui....
Fora um dia tenso .... algumas dúvidas no RH ... homologação no Sindicato ... estava finalmente no último estágio do processo do finalização de relacionamento com minha empresa após 35 anos ... pegara uma senha ... e aguardava minha vez burilando no Facebook ... outros 6 colegas na mesma situação que eu sendo atendidos ... quando li a notícia ... naquele momento, todos ouviram um berro, e notaram um senhor de 58 anos com os dois braços levantados, irrompendo em gargalhadas, logo depois passando a choro compulsivo.... ao que vieram acudi-lo com um copo d'água, então sabendo do motivo.
E complemento ...

Eu sabia que era especial, desde o princípio, quando o Felipe fazia os primeiros acordes em seu violão, seu violino, seu piano, lá em casa.... depois quando deixou as músicas quase completas .. depois quando vi as letras que Gabriel e Sofia fizeram, captando com perfeição o clima das canções .... e finalmente quando ele me mostrou  o que saía da cabeça de Lisa, a designer que entrou nas canções e viajou num mundo exuberante .... e quando vi a obra pronta .. com um mapa do tesouro envolvendo o encarte...  desenhos em alto relevo na capa .... e o encarte com um livro de 32 páginas .... e tinha até um CD no final!! Tudo confere!!!

Aí, fiz este guia para degustação da preciosidade

Justificável!!!

sábado, 24 de setembro de 2016

Cabeludo e Sem Meião


Faz 10 anos, escrevi este texto sobre o Rei...
Na era pré-blog, os textos eram looongos
Em que pese recentes pisadas na bola, 
sigo admirando sua obra.... 
compartilho com vocês...
______________________________
A referência do título distingue um do outro. Aquele, o careca depilado que estava arrumando o meião quando mais precisávamos dele, aquele que aprendemos a odiar nos campos sem concentração alemães. Este, o que ficou por aqui, desperta variadas emoções em milhões de brasileiros, da idolatria à indiferença, da admiração ao desprezo, mas nunca, penso, despertou o ódio. Desde que comandava aquelas doces tardes de domingo, vem participando da vida musical brasileira, com menos ou mais intensidade, mas sempre com presença marcante, ostentando a alcunha que lhe deram logo cedo! Décadas se vão desde que subiu ao trono, mas ainda nenhum aventureiro lançou mão.
                        Esse papo todo aí de cima foi somente para introduzir o artista do qual falarei a seguir. Ele mesmo, o Rei, Roberto Carlos. Alguns falarão: pô, cara, logo você, beatlemaníaco e amante de rock progressivo e clássico, entoando odes a Roberto? E eu digo: por que não? O cara tem o seu valor. Naquela sua fala mansa, ele vem dando seu recado há 45 anos, com competência. E aquela voz melodiosa é imbatível!
                        O foco da minha fala é a caixa Anos 70 da coleção lançada em 2005 com a carreira de Roberto Carlos até 1979. Não sei se sabem: quase 40 anos de carreira, divididos em 5 caixas, Anos 60, 70, 80, 90, e uma com a carreira internacional, discos remasterizados, muitos deles pela primeira vez em CD, envolvidos em capinhas que reproduzem fielmente as capas dos LPs, com letras, o que não havia nos primeiros discos. Em boa hora resolveram fazer esta compilação, já que a primeira década do novo milênio parece ter encontrado a inspiração real em baixa, dificilmente haverá material suficiente para uma sexta caixa. Comprei a dos Anos 60, louco que estava por reviver aqueles bons tempos, em que grudava meus olhos infantis nas dominicais tardes da TV Record, para admirar aqueles que foram meus primeiros ídolos brasileiros, que estavam logo ali, a 60 km da minha praiana Santos, bem mais próximos que aqueles outros, de Liverpool, lá do outro lado do Atlântico.
                        A caixa dos Anos 70 foi presente de aniversário, lá se vão 10 meses. Como andava meio viciado em ouvir notícias no carro, não evoluí muito na esfera musical, só aproveitava a hora da Voz do Brasil (“Em Brasília, 19 horas!”), já falei sobre isso antes. Agora, recentemente, com o hilário eleitoral, aumentou sobremaneira o tempo dedicado à música e comecei então a ouvir os discos que ganhara de presente. E, gostei do que ouvi, fora algumas exceções.
                        Começo tentando transcrever um possível diálogo entre fanáticos por Roberto que, se ninguém explicar, parece conversa de loucos: “- Cara, ouvi o disco Roberto Carlos e está sensacional”, ao que um outro retruca: “Eu também ouvi, mas prefiro o disco Roberto Carlos!”, quando então entra um terceiro fã, e diz:”Que nada, vocês estão doidos, o melhor mesmo é o disco Roberto Carlos!”. Pois é, fica difícil distingui-los pelo nome, já que o Rei optou por nomear TODOS (são pouquíssimas as exceções) os seus discos com o seu próprio nome, não sei se por absoluta convicção, ou pela dificuldade de destacar alguma das canções, galgando-a à condição de canção-título, ou ainda pela falta de um tema que unisse algumas canções o suficiente para nomear o disco todo. Que nada, acho que foi mesmo por teimosia, ou superstição, afinal ele é o supersticioso mais famoso destas plagas: “Comecei assim, deu certo, não mudo uma vírgula!”. Ah, e se quiserem referir-se às capas, nada feito: TODOS os discos estampam a foto de sua majestade, sob os mais variados ângulos. O jeito, então, é referir-se ao ano em que foram lançados.
                        Não vou expressar a opinião disco a disco, para não encher a paciência, o plano é dar uma linha geral, comportamental, melódica, estrutural. Começo logo quebrando a promessa, falando do primeiro disco da caixa (1970), não que ele seja nada de especial. Apenas porque marca um espécie de transição entre o rapaz, líder da juventude, com mensagens rebeldes, que cantava rock, com uma voz forçadamente anasalada, falava sobre a garota papo-firme e entrava na Rua Augusta a 120 por hora, querendo que tudo fosse para o inferno, na década de 60, e o homem, quase aos 30, mais intimista e solitário, com declarações românticas, que entoava baladas, com uma voz naturalmente macia, falava sobre (e para) a mulher e procurava um lugar além do horizonte da década de 70. Sintomaticamente, na canção “120... 150 ... 200 km Por Hora70 ele foge do passado, na última menção a velocidade  em sua obra.
                        Os discos da caixa têm, em sua maioria, 12 canções, das quais entre 5 e 7 da dupla Roberto e Erasmo Carlos. Como é sabido, num certo momento a dupla adotou a mesma estratégia de Lennon e McCartney. Todas as canções de um e de outro seriam lançadas como composições da dupla, sendo que no caso beatle, os dois se beneficiaram mutuamente, pois eram iguais, o que não acontece com a dupla tupiniquim. Então, nos discos de Roberto, as canções Roberto/Erasmo são predominantemente só dele, com algumas sugestões do amigo. E, de um modo geral, são muito superiores às canções de outros compositores convidados. Com honrosas exceções, de que falarei mais adiante.
                        Não vou falar só bem, claro, paro um pouco a exaltação para comentar sobre letras. Não vou falar exatamente mal, apenas ressaltar um aspecto um pouco negativo de sua composição: é que as rimas e os versos de Roberto são como grande parte do eleitorado brasileiro! Os versos são simples, as rimas são pobres! Não sei se lembram, lá do ’ginásio’, rimas pobres são aquelas que rimam palavras de mesma classe gramatical, substantivo com substantivo, adjetivo com adjetivo, verbo com verbo. Então, nas letras do Rei encontrarão uma profusão de “passando” com “caminhando”, “momento” com “pensamento”, “amou” com “sonhou” e “falou”, enfim. Não que isto prejudique a mensagem, ou a linha melódica, é que, às vezes, choca; acho que ele não investia muito tempo para procurar algo melhor. E, na verdade, às vezes não dá pra escapar. Até mesmo o grande Chico, que conseguiu fazer uma letra só rimando proparoxítonas (rimas esdrúxulas) em sua obra-prima ‘Construção71, teve que apelar para a rima pobre, em diversas ocasiões. Não seria justo exigir versos decassílabos (como mencionou Caetano em sua genial ‘O Quereres84) de um poeta popular. Não vamos crucificar o Rei por esses, como direi, detalhes tão pequenos .....
                        Aliás, aproveitando o gancho, logo no disco seguinte, em 1971, Roberto lançou aquela que seria, na minha modesta opinião, sua “masterpiece” romântica: “Detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer e a toda hora vão estar presentes, você vai ver!”. Que hino! Alguns poderão classificar ‘Detalhes71 como um primor da “corno music”, mas não fica claro em lugar nenhum que a amada o abandonou por outro. E é uma sucessão de pragas rogadas pra ela nunca se esquecer dele, como em “antes de dormir você procura o meu retrato, mas na moldura não sou eu que lhe sorri, mas você vê o meu sorriso mesmo assim e até nesse momento você vai lembrar de mim”. Naquele mesmo disco, ele abria ‘Traumas71 com uma declaração chocante: “Meu pai um dia me falou pra que eu nunca mentisse, mas ele se esqueceu de dizer a verdade!”. A mesma citação foi relançada, com grande repercussão, pelos Titãs, na década seguinte, em declamação na magnífica ‘32 Dentes89.
                       
                     Como já mencionado, os títulos dos discos não eram lá muito imaginativos. Entretanto, o disco de 1974 poderia ter sido considerado um “Concept Album“, com o título de ‘Férias Conjugais’ ou ‘Dando um Tempo’, ao menos no conjunto das 6 composições de Roberto ali presentes. Senão, vejamos:

1.   Em ‘Despedida’, ele vai embora dizendo: “Só me resta agora dizer adeus, e depois o meu caminho seguir”;
2.   Ela foi acompanhando-o, então, até ‘A Estação’ onde “ela sorriu, me olhou nos olhos, me beijou, depois saiu, .... me acenou mais um adeus depois seguiu”;
3.   Já só, ele se arrepende em ‘Você’, dizendo “Você, que eu não encontro mais, os beijos que já não lhe dou, fui tanto pra você e hoje nada sou”;
4.    Depois, percebe que ‘É Preciso Saber Viver’ e partir pra outra
5.   E, em ‘Eu Quero Apenas’, adota uma vida frugal, querendo apenas “.. olhar os campos, ... cantar meu canto .... ter um milhão de amigos...”.
6.   Mas depois de algum tempo, se cansa de tudo,  sente saudade da vida antiga (e do cachorro, que “.... sorriu latindo”) e, em ‘O Portão, diz: “Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é meu lugar, eu voltei pras coisas que eu deixei ....!”.

               Bem, reconheço que foi um pouco de apelação, uma tentativa de encontrar alguma linha de criação, as canções nem estão naquela ordem, enfim, mas acho que valeu o exercício.
                       
                     Não encontrei em mais nenhum disco algo com alguma tendência marcante, mas é notória a sucessão de pérolas com a temática romântico/erótico/sensual, bem diferente dos ingênuos olhares, abraços e o “pegar na mão”  da década de 60, em que o máximo de ousadia era o beijo que fazia “... splish-splash ..... nela dentro do cinema!”. Roberto trouxe para seu cancionário a imagem que tinha, de um amante conquistador.

                      Sigam o roteiro daquilo que poderia ser intitulado ‘24 Horas de Amor com o Rei’:
1.      Ele começa, logo após um jantar a dois: “Eu te proponho, nós nos amarmos, nos entregarmos, ....., eu te proponho te dar meu corpo ....”.
2.      Ela aceita a proposta e meia-hora depois, ouve ele dizer: “Os botões da blusa que você usava e, meio confusa, desabotoava, iam pouco a pouco, me deixando ver, no meio de tudo, um pouco de você!”.
3.      Então, ele mostrava confiança no taco: “Vou cavalgar por toda a noite, por uma estrada colorida, usar meus beijos como açoite e a minha mão mais atrevida”.
4.      E, depois da cavalgada, “No seu corpo é que eu encontro, depois do amor o descanso e essa paz infinita, no seu corpo, minhas mãos se deslizam e se firmam numa curva mais bonita!”.
5.      Não satisfeito, depois do descanso, ele promete: “Amanhã de manhã, vou pedir o café pra nós dois, te fazer um carinho e depois, te envolver em meus braços  ..... pensando bem, amanhã eu nem vou trabalhar  ... quando, mais tarde, nos lembrarmos de abrir a cortina, já é noite e o dia termina, vou pedir o jantar!”.

                      Caramba, haja energia! É claro que aquela maratona  durou uns cinco anos, de 1973 a 1978, e as canções ‘Proposta’73, ‘Os Seus Botões’76, ‘Cavalgada’77, ‘Seu Corpo’75 e ‘Café Da Manhã’78 nem estavam nesta ordem, mas deu pra perceber como estas imagens povoaram as cabeças dos românticos da década. Hoje, um quarto de século depois, as ‘canções’ andam bem mais explícitas, onde o romântico sedutor pergunta à sua egüinha pocotó se ela quer bolete, mandando ela sentar na boquinha da garrafa!!!
                     
                     Sempre, numa longa carreira, chega a hora em que o compositor homenageia seus entes queridos. Algumas dessas obras foram grandes sucessos: o grande amigo Erasmo, em ‘Amigo 77, a mãe, em Lady Laura78 e o pai, em ‘Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo 79. Em outra homenagem, o sucesso não foi lá muito grande, mas a canção ‘Minha Tia 76 é simplezinha, mas bonitinha: ele faz menção ao começo de sua carreira,  em que participava de shows de calouros, em que foi hospedado, na Tijuca, por sua Tia Amélia. Interessante é ver o famoso bairro carioca mencionado na letra, assim como a metrópole Niterói, onde ele morou! Deve ter sido naquele período que ele, natural de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, adquiriu a parte boa do sotaque carioca, os r’s aspirados, deixando, sabiamente, os s’s chiados para os demais nativos. Outra homenagem importante, mas não explícita, está em ‘Debaixo dos Caracóis de Seus Cabelos’ 78, em que ele homenageia Caetano Veloso, na época, no exílio.
                        Uma linha recorrente é a temática religiosa, que começou com ‘Jesus Cristo 70 (“... quem poderá dizer o caminho certo é você, meu Pai!”) e teve ainda ‘Todos Estão Surdos71 (“... vem olhar pelo meu povo ... vem dizer tudo de novo!”), ‘A Montanha72 (“..por isso eu digo, obrigado Senhor!”), ‘O Homem73 (“Tudo que aqui Ele deixou, não passou e vai sempre existir!”) e ‘78 (“Você pra mim é tudo, você é meu escudo, minha fé me leva até você!”). Na década seguinte, ele seguiria firmemente nesta linha.
                        Quanto aos outros compositores, o grande destaque vai para Isolda, que quase nunca apareceu em público, mas presenteou o Rei com a mais bela canção cantada por ele, ‘Outra Vez77 (“Só assim, sinto você bem perto de mim, outra vez!”), rivalizando com ‘Detalhes71. Roberto gravou outras cinco canções de Isolda, com destaque absoluto para “Um Jeito Estúpido De Te Amar76, que fez grande sucesso também na voz Maria Bethânia. Outro grande presente foi a linda ‘Como Vai Você72, que já havia sido gravada pelo compositor Antônio Marcos, mas que teve o sucesso catapultado na voz do Rei. Entre os demais, nada que emocione muito, a não ser a presença de Caetano Veloso, com 3 canções medianas, ‘Como Dois E Dois71, ‘Muito Romântico77 e ‘Força Estranha78. Não poderia deixar de dar destaque também a dois sucessos do passado, magnificamente regravados por Roberto: ‘El Día Que Me Quieras73, de Carlos Gardel e ‘A Deusa Da Minha Rua74, de Newton Teixeira e Jorge Faraj, uma pérola romântica (“Ela é tão rica e eu tão pobre, eu sou plebeu, ela é nobre, não vale a pena sonhar!”).
                        Fechando a caixa, dois extras interessantes. O primeiro, Roberto Carlos narra ‘Pedro e o Lobo’70, música clássica de Sergei Prokofiev (uau!), regida pela Orquestra Filarmônica de New York (uau uau!) regida por Leonard Bernstein (uau uau uau!).  Uma combinação improvável de talentos, com um resultado surpreendente. Finalmente, San Remo 1968, lançado em 1976, com uma compilação de compactos gravados entre 1968 e 1973, incluindo a linda ‘Canzone Per Te’68, de Sergio Endrigo, com a qual Roberto ganhou o Festival de San Remo, naquele ano na Itália, cantando em italiano.
                        Bem, como sempre, não consigo ser objetivo. Também fica difícil resumir 10 anos de carreira em poucas linhas. Meu plano com relação a esta coleção era apenas a primeira caixa, como disse. Ganhei a segunda caixa e gostei de ouvi-la, lembrei-me de bons momentos da adolescência. Estou ainda pensando se parto para a terceira com a década de 80, já que a qualidade da composição real diminuiu bem, pelo que pude acompanhar de longe, andou caminhando perigosamente pelo universo mais brega. Por outro lado, lembro-me de algumas canções muito boas daquela época.
Enfim, quem sabe?!
Afinal, são tantas ‘Emoções81!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Dia Mundial Sem Carro 2016



Neste glorioso ano de 2016, 
o Dia Mundial Sem Carro cai 
no meu day after homologação, 
em que assinei meu desligamento 
de um relacionamento de 35 anos 
com minha empresa...
Em 2010, na 1ª edição, eu escrevi!!!

Fiz a minha parte e deixei o carro em casa!

E vim também SEM  relógio, SEM  carteira, SEM  (quase) dinheiro, SEM paletó, SEM  maleta, só não vim SEM  celular pois é instrumento de trabalho, tudo isso para aumentar a chance de eu terminar o dia SEM  ser assaltado.

Ah! E descobri que vim também SEM  crachá, pois ficou no carro.

Bom seria se as coisas pudessem funcionar assim sempre, e tivéssemos todos os dias SEM  crime, SEM  corrupção, SEM  desgraças, SEM  drogas, SEM  esperteza, e por aí vai. Talvez fosse querer muito mas, ao menos, para começar, poderíamos ter todos os dias SEM  Sarney, SEM  Renan e SEM Collor. Seria um bom começo para atingirmos os objetivos da primeira frase deste parágrafo.

Abraço


Homero SEM  Meias Palavras Ventura
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Mas em verdade, eu gosto muito do transporte público que me é oferecido pelo município do Rio de Janeiro. E faço uso, de vez em quando, deixando o carro em casa propositalmente. 


Metrô+Metrô de Superfície é eficiente, eletrônico, rápido, e refrigerado.

É um jeito de evitar as tensões do trânsito, poupar gasolina, diminuir o desgaste de seu patrimônio, correr menos riscos de acidente.

E, para mim, é uma excelente oportunidade de colocar no papel, digo, no smartphone, minhas idéias, como estas, deste posâmbulo (devia existir esta palavra, como antônimo de preâmbulo, não é mesmo?).


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Homerix A Pé Ventura

domingo, 18 de setembro de 2016

Última mensagem corporativa

Escrevi a última mensagem corporativa aos amigos do andar, que me agraciaram, e a outros 4 amigos, com lindas placas, e a alguns que me acompanharam nos tempos de atuação internacional

Foi uma mensagem ... de agradecimento ... e de memórias ...
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Gente, adorei a homenagem que recebemos ontem... já estava contente com o diplomazinho que os outros estavam recebendo, esta aqui ficou como uma medalha de ouro!!

E hoje é o último dia!!!

E este é o último email que eu faço no Lotus Notes, da minha baia...Vai ser estranho nunca mais acionar aquele ícone... Era a rotina diária, first thing in the morning, meu computador nunca esteve ligado sem o Lotus Notes ativo. Sempre estava atento às mensagens. Deixei de responder muito poucas.... 

Os algarismos 031.992-4, que usei desde o 5 de fevereiro de 1981, não mais vão servir pra nada ... Assim como a chave X0Z0 não mais será referência..... 

Ninguém mais vai me ajudar no 881... sem mais acesso à Petronet.... ah, como usei o Localizador de Pessoas .. Meus Dados.... Meu currículo...

Sem mais senha a memorizar.. aliás, meus ciclos de senhas, com os nomes modificados dos cinco Beatles, e sequenciais 1 a 9, terminaram exatamente no 5º Beatle e na sequência 9. Estava assim escrito!!!
Em tempo, o 5º Beatle é George Martin, o produtor inovador.

Hoje, foi a última vez em que estava escrito 'Permitido' nas catracas petroleiras. A partir de segunda-feira... 'Negado' .... meu crachá verde virará peça de museu ... e o crachá azul só funcionará se algum verde autorizar!!!

FINITO!

KAPUT!!

C'EST FINI!!!

GAME OVER!!!!

Mas eu continuarei o mesmo!!

Compartilhem suas ideias sempre que acharem adequado..

E já sabem... never more homeroventura@petrobras.com.br
From now on, .... venturahomeroventura@gmail.com

Pretendo continuar incomodando com meus textos!!

E minhas propagandas, dos filhos!!

Falando nisso, conheçam ATLAS, o novo CD da Baleia

Aproveitem!!

Abraço e muito Obrigado!!

Mundo, lá vou eu!!!

Finalizando, olhem só que foto sensacional tiraram da Renata!!!!
Vou colocar em cada mensagem minha!!



Cuide bem do seu novo caminho

Meu blog, muitas vezes, é veículo!
Hoje, recebi um comentário com um texto.
Um texto de Paulo Coelho. 
Não sei porque criticam Paulo Coelho.
Meu amigo achou que se aplicava ao meu momento de despedida.
Na verdade, momento de um novo caminho.
Aplica-se mesmo... mas aplica-se a qualquer um
A qualquer momento de escolha na vida de qualquer um.
Por exemplo, ao momento em que o ator decidiu mergulhar no Velho Chico.
"Só você é responsável pelo caminho que lhe foi confiado."

Obrigado, amigo santista José Carrinho.
Repito aqui seu comentário, na íntegra!! Obrigado
_________________________________________

Pena que deixaste o nosso convívio profissional !!
desejo sucesso na sua nova caminhada !!
compartilho abaixo um texto do Paulo Coelho, que acho ser propício para a ocasião.

CUIDE BEM DO SEU NOVO CAMINHO !!

Abraços, Carrinho

Manual de Conservar Caminhos

Paulo Coelho

1. O caminho começa em uma encruzilhada. Ali você pode parar e pensar
em que direção seguir. Mas não fique muito tempo pensando, ou jamais
sairá do lugar. Faça a pergunta clássica de Castañeda: qual destes
caminhos tem um coração? Reflita bastante sobre as escolhas que estão
adiante, mas, uma vez dado o primeiro passo, esqueça definitivamente a
encruzilhada, ou sempre ficará sendo torturado pela inútil pergunta:
"Será que escolhi o caminho certo?" Se você escutou seu coração antes
de fazer o primeiro movimento, você escolheu o caminho certo.
 
2. O caminho não dura para sempre. É uma benção percorrê-lo durante
algum tempo, mas um dia ele irá terminar. Portanto, esteja sempre
pronto para se despedir, a qualquer momento. Por mais que você esteja
deslumbrado por certas paisagens, ou assustado com algumas partes,
onde é necessário muito esforço para seguir adiante, não se apegue a
nada. Nem às horas de euforia, nem aos intermináveis dias onde tudo
parece difícil, e o progresso é lento. Cedo ou tarde, um anjo virá, e
sua jornada chegará ao final, não esqueça.
 
3. Honre seu caminho. Foi uma escolha sua, sua decisão,e, na medida em
que você respeita o chão onde pisa, também este chão passa a respeitar
seus pés. Faça sempre o que for melhor para conservar e manter seu
caminho, e ele fará o mesmo por você.
 
4. Esteja bem equipado. Leve um ancinho, uma pá, um canivete. Entenda
que, para as folhas secas, os canivetes são inúteis,e, para as ervas
muito enraizadas, os ancinhos são inúteis. Saiba sempre que ferramenta
utilizar a cada momento. E cuide delas, porque são suas maiores
aliadas.
 
5. O caminho vai para frente e para trás. Às vezes, é preciso voltar,
porque foi perdido algo. Ou uma mensagem, que devia ser entregue, foi
esquecida em seu bolso. Um caminho bem cuidado permite que você volte
atrás sem grandes problemas.
 
6. Cuide do caminho, antes de cuidar do que está à sua volta: atenção
e concentração são fundamentais. Não se deixe distrair pelas folhas
secas que estão nas margens ou pela maneira como os outros estão
cuidando de seus caminhos. Use sua energia para cuidar e conservar o
chão que acolhe seus passos.
 
7. Tenha paciência. Às vezes, é preciso repetir as mesmas tarefas,
como arrancar ervas daninhas ou fechar buracos que surgiram depois de
uma chuva inesperada. Não se aborreça com isso, faz parte da viagem.
Mesmo cansado, mesmo com certas tarefas repetitivas, tenha paciência.
 
8. Os caminhos se cruzam: as pessoas podem dizer como está o tempo.
Escute os conselhos, tome suas próprias decisões. Só você é
responsável pelo caminho que lhe foi confiado.
 
9. A natureza segue suas próprias regras: desta maneira, você tem que
estar preparado para súbitas mudanças no outono, o gelo escorregadio
no inverno, as tentações das flores na primavera, a sede e as chuvas
de verão. Em cada uma dessas estações, aproveite o que há de melhor, e
não reclame das suas características.
 
10. Faça de seu caminho um espelho de si mesmo: não se deixe de
maneira nenhuma influenciar pela maneira como os outros cuidam de seus
caminhos. Você tem sua alma para escutar, e os pássaros para contar o
que sua alma está dizendo. Que suas histórias sejam belas, e agradem
tudo que está à sua volta. Sobretudo, que as histórias que sua alma
conta durante a jornada sejam refletidas em cada segundo do percurso.
 
11. Ame seu caminho: sem isso, nada faz sentido.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Simbologia explícita

Acompanhei quase TUDO que Domingos Montagner fez na TV, DESDE sua aparição no Faustão, veja só, no Se Vira nos 30 do Faustão, com seu número de circo..... depois o cangaceiro de Cordel Encantado, o presidente de Brado Retumbante, o,delegado Espinosa de Copacabana, e o retirante de Velho Chico.
 
Impressionante o simbolismo de sua partida quando seu personagem MORRE no São Francisco, e é ressuscitado pelos índios..... e no dia em que ele MORRE de verdade, um outro personagem passa morto, a bordo do Encantado, uma velha lenda do Velho Chico.... quase que eu pude ver Domingos naquele lugar... Muito triste... inda mais porque era um grande cara...
 
Agora, o que temos dele é o resto dos capítulos na telinha, e várias participações na telona, mas o que está em cartaz é um papel aparentemente dispensável em uma outra bobagem do cinema brasileiro, mas mesmo assim, com mais uma simbologia..... seu personagem, aparentemente caricato, trabalha em circo, onde tudo começou!!!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Vôo Extra Homerix

Na última semana, eu comparei os presentes em meu almoço de despedida à capacidade do antigo Electra II da Varig...

Aqui, neste post:
https://blogdohomerix.blogspot.com.br/2016/08/versos-de-uma-carreira.html

     Este post segue batendo recordes... 400 mensagens registradas ...vou guardar tudo num arquivo em Word, e imprimir para a posteridade, obrigado! O inglês tem um verbo que resume: to cherish! I will cherish this one!

Entretanto, foi necessário um vôo extra, para aqueles que não puderam voar no Electra II da Varig ... Marquei na mesma bat-hora, no mesmo bat-canal, seis dias depois do vôo inaugural, e um dia antes do final de meu período como petroleiro. 
Aqui os registros!!


Se todos os convidados viessem, daria para encher um Constellation, outra estrela dos céus dos anos 50, que levava 40 passageiros com muito luxo aos EUA!!! Mas os compromissos impediram (nem a organizadora do almoço conseguiu vir), então encomendei um Bandeirante, mesmo, nacional, da nossa Embraer, para até 21 passageiros!!

Muito obrigado aos presentes!!!

Seguiremos Conectados!! 


Sérgio Nunes
Sérgio Barros
Marco Antonio
Milas Evangelista
Fernando Nóbrega
Luis Igrejas
Cláudio Gomes
Rodrigo Lucchesi
Jorge Chi Ao Wei
Ana Gutierrez
Lineu Leonardo
Flavia Kneipp
Fátima Salles
Kátia Mendonça
Vanessa Vessani
Marisa Bueno
Mônica Nora
André Scartezini
Rafael Pertusier





sábado, 10 de setembro de 2016

Star Trek - Sem Fronteiras

Confirmadas as expectativas

Filme digno da retomada que começou em 2009. 

Já sem JJ Abrams no comando, mas as raízes ficaram firmes!

Um Chris Pine cada vez mais Capitão Kirk... mas sem pai

Um Zachary Quinto cada vez mais Spock, mas sem planeta

Um Karl Urban cada vez mais McCoy, sem tirar nem por

Uma Zoe Saldaña cada vez mais Uhura, mas muito mais ativa

Um Simon Pegg cada vez mais (Montgomery) Scotty, mas com um anão alien (ainda não engoli)

Um John Cho cada vez mais Sulu, mas mais assumido, e fazendo pegar no tranco

Um Anton Yelchin cada vez mais Chekov, mas ... agora sem Anton ... que pena!!! 
Pra quem não sabe, o jovem ator morreu, 
atropelado pelo seu próprio carro, 
dentro de sua própria garagem!!

Sem Fronteiras é uma homenagem descarada à Série Clássica, com várias referências espetaculares. 

E aqueles diálogos de sempre, entre os Kirk, Bones e Spock, impagáveis!!!

Espetacular a estação espacial...
Assustadora a movimentação enxâmica do inimigo ...
Excelente a nova membra da Academia ...
Emocionate a homenagem a Leonard Nimoy...

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Good Bye, Folks!

Demi Glacê Premium Grill - 09.09.16
Mais fotos lá embaixo!!

Lembra daqueles filmes em que o fazendeiro leva o filho ao topo de uma colina e diz:
"Filho, daqui até onde a vista alcança é tudo seu!!"
E eu vou poder falar pro Felipe, que estava em Sampa, quando mostrar a foto:
"Filho, daqui até onde a vista alcança é tudo meu amigo!!"
E ainda tinha os que ficaram por trás da fotógrafa!!

Fiquei muito feliz! Éramos 90 presentes!

Sabe, com 10 anos de idade, meu pai me presenteou com minha primeira viagem de avião.... Era um Electra II, da Varig, os mais antigos lembrarão... e era para o Rio de Janeiro!

Jamais imaginaria àquela altura que um dia viria a morar no Rio de Janeiro, e fazer uma carreira aqui, e terminá-la com um almoço de despedida com tanta gente que lotaria um Electra II da Varig.....

E, que se fossem também todos os amigos que confirmaram presença e não apareceram (muitos com aviso prévio), seria necessário um Boeing 707....

MUITO OBRIGADO PELA PRESENÇA DE TODOS!

Quando eu me despedi da PAI, finalzinho de 2003, tive outro almoço de despedida.... a PAI tinha 80 funcionários ... no almoço tinha 60 deles, e eu agradeci nominalmente, nome e sobrenome, um a um... inclusive nunca me esquecerei de Lakshmi Kalapatapu..

Poderia fazer o mesmo lá, afinal a gente vive de nomes e chaves, mas não havia condições para discursos, ademais levaria  muito tempo....

Estavam lá amigos de primeira hora na empresa, que foram recebidos, como eu,  13000 dias atrás, com aquele,
"Sorria! Você está na Bahia!"


Estava lá o meu 'criador' Adauto, que fez aquela pergunta:
Tá a fim de mudar?
Estavam lá amigos de primeiras horas na Braspetro, então uma pequena Petrobras.
Estavam lá amigos da época da extinta Área Internacional.
Estavam amigos de Contabilidade e Finanças, que foram parte de minha vida.
Estavam lá membros das minhas últimas equipes.
Estavam lá novos amigos, que agreguei neste último ano no E&P, e que vão seguir adiante para levantar a Petrobras ao nível que ela merece.
Estavam lá os companheiros de meu último projeto na Petrobras.
E estava lá minha família, Neusa, e Renata.... Felipe estava naquele momento viajando de São Paulo a Sorocaba onde sua Baleia fará um show.


Não tenho mais ninguém da minha primeira família, minha mãe se foi há 40 anos, meu pai há 30, e ano passado, meu único irmão se juntou a eles, mas há 34 anos ganhei uma outra família, trazida por minha companheira de todas as horas Neusa! 

Aprendi muito com minha segunda família, com Seu Antônio, estóico batalhador, que se foi há 24 anos,que se aposentara cedo para tratar exclusivamente, por 22 anos, de seu amadofilho Carlinhos, que se foi em 2008, após ensinar muita coisa a mim, como pessoa, e finalmente Dona Mira, que se foi há pouco mais de dois meses, depois de 55 anos tratando de seu filho, e os últimos oito sendo paparicada por sua filha e seus netos, lá em casa.. e pelo genro, por que não?

Bem, voltando ao evento....

Enfim, foi muito especial o momento!!!


E, olha, foram muito legais as reações a minha trova de despedida (link) ... foram mais de 3.200 acessos ao post do blog, que deixaram mais de 400 mensagens... muitas delas agradecendo pela inspiração para os jovens seguirem em frente com o desafio de reerguer a companhia..... e muitas delas lembrando de minha linda família... 

A todos, todos mesmo, meu muito obrigado!!
Homerix Se Despedindo Ventura

Os presentes !!

Sérgio Balthar
Homero
Neusa
Marcus Tadeu
Marcelo Salomão
Carlos Linard
Dione Isabel
Tereza Tavares
Jane Matoso
Ana Valéria
Jacques Salies
Francisco Fernandes
Marco Antônio Dias
Adauto Pereira
Márcia Figueiredo
Marcelo Cortes
Jurema Gonçalves
JR Grumbach
Luigi Calvette
João Batista
Marcela Ramos
Carvalhinho (esc.)
Maite Torres
Flávio Altoe
Otávio Cintra
Silvia Pereira
Eloisa Elena
Gustavo Tardin
Flávio Vianna
Ana Cláudia
Marília Almeida
Marco Antonio
Flávia Kneipp
Beatriz Medeiros
Alessandro Gomides
Maria Laura
Alessandro Vieira
Felipe Clark
Renata
Ralph Piazza
Marcello Cunha
Alexandre Mateus
Fábio Domingues
Gustavo Zimbardi
Luiz Gustavo Primo
Pedro Bruni
Adriana Ortega
Aby Albu
Luiz Leite
Sileidy Silveira
Adelson Antonio
Rodrigo Vale Real
Luciano Bastos
Vinicius Maia
Evandro Camelo
Vitor Lima
Catarina Correia
Cristiane Conde
Juliana Mattos
Caroline Sousa
Rodrigo Farias
Bruno Matiello
Leandro Alexandre
Gabriel Alcântara
Renato Quaresma
Cristiane Barros
Ieda Coqueijo
Mauro Sant Anna
Gisela Andrade
Anderson Valente
Gabriel Salvagno
Leandro Ottolini


Renato Azuaga
Janaina Sala
Joyce Perin
Marcelo Nova
Fabiano Coradini
Daniel Bonolo
Betania Rodrigues
Aziz Warrack









Os que apareceram só pra um abraço

José Freitas
Daniela Aquino





Os que saíram antes das fotos


Arnaldo Coelho
Fábio Evangelho
Rodrigo Saavedra
Idelso Piazza