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terça-feira, 12 de junho de 2018

New look - novo alter ego?


Nas vizinhanças de me tornar sessentão, deixei florescer a barba, que veio bem branca.

Ao divulgar o new look nas redes sociais provoquei variadas comparações, desde Papai Noel a Hemingway, passando desgraçadamente pelo Nove Dedos.

Mais recentemente, um amigo que não via há muito soltou: 'Kiéisso, Papai Smurf?

Eu nem me lembrava, fui à rede e vi que realmente, há semelhanças...








=








Brincadeiras à parte, o que me deixou satisfeito foi um comentário que uma amiga minha do Facebook fez:

"Aí meu amigo, você é mesmo um cara legal, 
protetor e orgulhoso da prole igual ao Papai Smurf"

_________________________________

Fiquei mesmo, emocionado!!

Não me importo de maneira alguma em assumir esse alter ego!!

Um outro disse, ao ver a foto no Face:

Caraca Homero Ventura, como diz a minha mãe:

"Se você não existisse, precisava ser inventado"

terça-feira, 5 de junho de 2018

Baleia!!! Todas as versões ... em um só lugar

A Baleia tem um modo autoral intrigante, surpreendente, envolvente, que está registrado em dois CDs sensacionais!
E tem um lado cover espetacular, que exercita em shows e também a convite de autores notáveis em projetos especiais!
Este lado cover está aqui, agora, num só endereço!

"(Quase) Todas as Versões Que Tocamos Até Hoje 
Enfim Em Um Só Lugar"

Em todas as plataformas de streaming!
Tem Cícero, Dorival Caimmy, Rodrigo Amarante, Tune Yards e Animal Colective em gravações ao vivo .
Tem Vinicius de Morais e Milton Nascimento em estúdio para projetos especiais. E teria também Renato Russo, mas não autorizaram (daí, o quase!)
Que tal???


segunda-feira, 4 de junho de 2018

A Origem - Dan Brown


Robert Langdom é convidado por um ex-aluno ao Museu Guggenheim de Bilbao, aonde ele iria fazer revelações surpreendentes sobre a origem e o futuro da humanidade, só que, bem, só lendo!!

Quando li os dois primeiros livros de Dan Brown, “O Código da Vinci” e “Anjos e Demônios” notei semelhanças no estilo, que resolvi enumerar, identificando 25 ocorrências que ocorriam (!) em ambos os livros. Vejam aqui, neste post, mas sigam as instruções

Resolvi testar cada uma delas neste último exemplar da obra de Brown

Vejam como foi a minha!

1.       Robert Langdom é acordado abruptamente e pedem que viaje;
NÃO: Aqui ele já está no local
2.       Ele somente se convence que deve ir após ver uma chocante foto;
NÃO: Aqui, ele vai por livre e espontânea vontade
3.       É levado a um local onde aconteceu um assassinato;
NÃO: Langdom testemunha o assassinato
4.       O sujeito que o chamou é absolutamente seco e antipático;
NÃO: O assassinado chamou Langdom
5.       O morto é um homem idoso;
NÃO: Ele é mais jovem que Langdom
6.       O morto é um sábio;
SIIIIM
7.       O morto tem no corpo pistas sobre o crime;
NÃO: nada disso
8.       O assassino é um brutamontes que agüenta muito sofrimento;
SIIIIM
9.      O assassino não conhece seu mentor e se comunica com ele por telefone;
SIIIIM
10.    O morto tem uma descendente direta que fala inglês com sotaque latino;
NÃO: Há uma bela, mas não é descendente
11.     A descendente chega logo depois ao local do crime;
NÃO: A bela está no local do crime
12.     A descendente é uma esperta e linda especialista que ajuda decisivamente na investigação;
NÃO: Ela não é especialista ... mas ajuda na investigação
13.    A ação se passa em dois países europeus;
NÃO: É apenas um país
14.    Há uma seita misteriosa por trás de tudo;
SIIIIM ... bem .... ao longo da trama, é!
15.    A igreja católica é o pano de fundo;
SIIIIM ... parece que é
16.    Há uma miríade de códigos e mensagens cifradas;
SIIIIM .. senão não seria Langdom
17.    A investigação leva a uma profusão de visitas a igrejas e tumbas;
SIIIIM... de certa forma
18.    Tudo acontece em mais ou menos 24 horas;
SIIIIM
19.    Ninguém pára nem para tomar um cafezinho;
NÃO: Aqui, se come um lanchinho no avião
20.    Outros velhinhos são assassinados;
NÃO: Há outros assassinatos, mas não são velhinhos
21.    A polícia não resolve nada;
SIIIIM
22.     O assassino é assassinado;
SIIIIM
23.   O mentor da trama toda é parte do time que está ajudando na investigação;
SIIIIM
24.   Robert Langdom se apaixona pela descendente;
SIIIIM ... mas, nem pensar!!!!
25.   Mr. Langdom não come ninguém, no máximo descola um beijinho!
SIIIIM (está não podia deixar de ser!!!)

Então, vejamos, em verdade, tivemos um SIIIIM em quase metade das situações.... o que não deixa de ser uma fidelidade ao estilo. As mais importantes estão lá, o ritmo “24 Horas”, a presença de uma bela e inteligente mulher, o assassinato, a Igreja, os códigos, e o mentor participante, enfim... este é Dan Brown!

Desta vez, entretanto, e até por conhecer a linha do escritor, eu descobri que o mentor realmente era quem foi, o que não tirou absolutamente o ritmo feroz em que li o livro.... só não terminei em dois dias, porque o li apenas enquanto fazia minha sagrada bicicleta ergométrica, a única atividade física que meu joelho permite. Então, foram 7 dias!

Já ouvi dizer que o cinema, e provavelmente Ron Howard e certamente Tom Hanks já devem estar confabulando para mais um filme .... que eu verei, muito mais que certamente!!

E está claro também que terei que finalmente voltar à Espanha, desta vez para conhecer Barcelona, e Bilbao.

Fiquei muito feliz em saber que o último ponto é notado por outras pessoas. Digo isso pois foi alvo de uma pergunta específica de Pedro Bial ao escritor, em pessoa, numa magnífica entrevista (aqui) que passou há duas semanas na Globo (Parabéns, Bial!). A resposta de Dan Brown foi justamente o seu próprio estilo, afinal "há assassinatos, a coisa se desenvolve em poucas horas, e não há clima para 'intercourses' desse tipo, ao menos é assim com os americanos" hehehehe

quinta-feira, 24 de maio de 2018

A Revolta de Atlas

Num belo dia, eis que um amigo vê no meu Facebook a lista dos últimos livros que eu lera:
Confúcio - O mundo que ele criou
Rita Lee - Uma Autobiografia
The Prize - The Epic Quest for Oil, Money and Power
Jornada nas Estelas - O guia da Saga
Caminho de Santiago
Lava Jato

E num comentário, o jovem amigo pernambucano André, com quem conversei algumas vezes, ainda na ativa, escreveu simplesmente, num comentário, "A Revolta de Altas", mesmo sem eu haver pedido sugestão.

Já ouvira falar do nome do livro, mas nada sobre o conteúdo, mas preferi não buscar, apenas encomendei, confiando cegamente na indicação. E qual não foi a surpresa ao recebê-lo: um tijolo, de 1.215 páginas! Vixe!! Comecei o desafio uns 40 dias atrás, sempre no meu local de leitura, a bicicleta ergométrica... Emagreci uns dois quilos e engordei minha admiração pela escritora Ayn Rand, russa, nascida em 1905, país para onde nunca mais voltou depois de radicar-se aos 20 anos nos Estados Unidos, tendo vivido na pele o começo do stalinismo. Pronto, estava plantada a semente para sua escrita. 'Atlas Shrugged' é seu último romance, lançado em 1957, e é considerado o segundo livro mais influente da história americana, só perdendo para a Bíblia (!!!). Seus 5 romances já venderam 30 milhões de exemplares, sendo 12 desses milhões devidos a Atlas. Depois, passou a publicar tratados (sem o mesmo sucesso) sobre a teoria que defende, o objetivismo, em absoluto contraponto ao coletivismo, defendido pelo socialismo, do qual foi opositora ferrenha.

Num mundo em que o planeta é salpicado por Repúblicas Populares, os Estados Unidos ainda tentam se agarrar aos ditames da produção, da capacidade, da realização, da mente criativa, mas sinais do governo já implantado rumam para a defesa da necessidade sobre a capacidade, da usurpação da propriedade, em nome dos mais necessitados, do compartilhamento do lucro com os menos favorecidos de mente criativa, do humanismo exacerbado. 

Num belo momento, uma a uma daquelas mentes produtivas começam a sumir da convivência das pessoas, sem deixar vestígios para onde foram, não sem antes destruir o que podiam de suas propriedades, para deixar o mínimo possíveis aos sabotadores. Segundo estes, o dinheiro é a origem de todo o mal ... claro que se concentrado na mão de uns poucos privilegiados. O livro vai caminhando para descobrir-se para onde foram, e para onde foi o país nas mãos dos usurpadores...

Ayn Rand faz questão de destinar as melhores compleições e atributos físicos aos heróis do bem, o dono da siderúrgica inovadora, a vice-presidente da ferrovia moderna, o magnata do cobre mundial, o pirata que sabota as iniciativas dos governos 'populares', o inventor que ... (ih, não posso sobre ele se não é spoiler), e até mesmo o professor de alguns deles que ainda se mantém fiel ao progresso comandado por mentes inventivas, todos altos, fortes, loiros e belos, deixando aos sabotadores e aos agentes do governo os quilos a mais, os cabelos a menos, as barbas por fazer e as bocas murchas. Feio, né, mas passa a mensagem, fazer o quê?

Ela adora longos discursos. Um que me impressionou no começo foi o do dono do Cobre, na página 428, que rebate em uma festa aquele argumento sobre o o malefício do dinheiro de lição sobre o que é a produção, o valor dos homens que produzem, de que tudo o que se tem é porque aqueles homens foram empreendedores e produziram para o benefício de todos, desde que justamente remunerados, de exaltação àquele país, aonde se cunhou a expressão 'fazer dinheiro' ao invés de 'ganhar dinheiro' comumente utilizada alhures, que eu achei genial. Li em português, mas logo lembrei do 'make money' que é muito ouvido em filmes, mas a cujo significado nunca me ativera. O contraponto ao 'ganhar' dinheiro é absolutamente apropriado pois o 'ganhar' tem um conotação de prêmio sem mérito e o 'fazer' é porque fez por merecê-lo. Super legal! Bem, esta resposta durou apenas 5 páginas, e eu digo 'apenas' porque lá pro final (página 1.051, exatamente) vem um discurso de 64 páginas, que eu não vou falar de quem é, porque é spoiler. Assim que acabei de lê-lo, após dois dias, fui procurar e achei, na internet, a transcrição vocal, num áudio de três horas, fôlego digno de Fidel Castro!!!

O ritmo da escrita é contagiante, as cenas são visuais (você enxerga o que acontece!) as conquistas são emocionantes, as sabotagens são revoltantes, os diálogos são bem montados, em especial aqueles entre os de lá e os de cá, pontuados por respostas lacônicas e diretas destes contra argumentos e insinuações vis daqueles.

Ela é um pouco exagerada em seu retrato do socialismo? É, admito, mas não dá para não identificar as semelhanças com o que vemos no mundo de hoje, o desprezo à produção, o sindicalismo nefasto, o combate às mentes produtivas, a truculência com a oposição, decerto que notei no livro muito do que ocorre na Venezuela, por exemplo. E muito mais...

Isto tudo posto, trata-se, portanto, de um dos melhores livros que li.

Obrigado, André!!!

terça-feira, 22 de maio de 2018

Dan Brown Books

Pedro Bial conversou com Dan Brown

Veja minhas impressões sobre os dois primeiros livros. 
O terceiro foi mais ou menos na mesma linha... especialmente o ponto 25!

Mas tenha cuidado!!! spoilers.
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O assunto é Dan Brown e seus dois principais bestsellers, ‘O Código Da Vinci’ e ‘Anjos e Demônios’. Antes de seguir lendo o presente artigo, por favor, classifique sua situação segundo os critérios abaixo;


  • Se você já leu os dois, pode ler a lista abaixo, sem problemas, e veja que interessante;
  • Se você leu somente um deles e não pretende, de jeito nenhum, ler o outro, também pode seguir adiante;
  • Se você não leu, nem pretende ler, nenhum dos livros, tanto faz como tanto fez, pode continuar lendo ou parar agora;
  • Se você pretende ler um, ou o outro, ou os dois, mas não dá a mínima por saber detalhes de um livro antes da leitura, também pode ler, mas não diga que não avisei;
  • Se você pretende ler um, ou o outro, ou os dois, e fica p___ da vida quando um pentelho começa a desvendar partes de um livro, pare por aqui, não quero perder um amigo;
  • Se você pretende saber quem eu sou, eu posso lhe dizer: entre no meu carro, na estrada de Santos  ..... ooops, essa é do Rei!

         Chegou até aqui? Passou pelo teste? Vai ler? 
Tem certeza? Então, vamos lá!

1.       Robert Langdom é acordado abruptamente e pedem que viaje;
2.       Ele somente se convence que deve ir após ver uma chocante foto;
3.       É levado a um local onde aconteceu um assassinato;
4.       O sujeito que o chamou é absolutamente seco e antipático;
5.       O morto é um homem idoso;
6.       O morto é um sábio;
7.       O morto tem no corpo pistas sobre o crime;
8.       O assassino é um brutamontes que agüenta muito sofrimento;
9.    O assassino não conhece seu mentor e se comunica com ele por telefone;
10.    O morto tem uma descendente direta que fala inglês com sotaque latino;
11.     A descendente chega logo depois ao local do crime;
12.     A descendente é uma esperta e linda especialista que ajuda decisivamente na investigação;
13.    A ação se passa em dois países europeus;
14.    Há uma seita misteriosa por trás de tudo;
15.    A igreja católica é o pano de fundo;
16.    Há uma miríade de códigos e mensagens cifradas;
17.    A investigação leva a uma profusão de visitas a igrejas e tumbas;
18.    Tudo acontece em mais ou menos 24 horas;
19.    Ninguém pára nem para tomar um cafezinho;
20.   Outros velhinhos são assassinados;
21.    A polícia não resolve nada;
22.   O assassino é assassinado;
23.  O mentor da trama toda é parte do time que está ajudando na investigação;
24.   Robert Langdom se apaixona pela descendente;
25.   Mr. Langdom não come ninguém, no máximo descola um beijinho!


Agora, as conclusões:

  1. Se você faz parte do da categoria a), tente adivinhar de qual livro estou falando!
  2. Se você faz parte do da categoria b), saiba: o livro que você não leu tem tudo a ver com o que você leu, mesmo assim, recomendo que o leia;
  3. Se você faz parte do da categoria c) ou d), e chegou até aqui, saiba: a  ação é intensa, as tramas são mirabolantes, o ritmo é alucinante, os livros são maravilhosos, vale a pena a leitura, você fica grudado e só pára de ler quando o olho não agüenta mais e se decidir ler, leia primeiro ‘Anjos e Demônios’ que foi o primeiro aser ecrito e, em minha opinião, é melhor que ‘O Código Da Vinci’;
  4. Se você faz parte da categoria e), não aceitou o conselho, não resistiu à curiosidade, chegou até aqui, e está p___ da vida, paciência, lavo minhas mãos, eu disse pra parar;
  5. Se você faz parte da categoria f), vai ficar difícil, meu carro não anda por aquelas bandas desde o milênio passado.

Quem leu o livro ‘O Código Da Vinci’ e viu o filme, ficou um pouco decepcionado, ao mesmo tempo reconhece ser difícil passar para a tela tantos detalhes, afinal são vinte e quatro horas resumidas em duas. Paradoxalmente, quem viu o filme sem ler o livro, deve ter boiado solenemente em algumas passagens, já que o diretor Ron Howard tentou passar para a tela boa parte dos detalhes. 

O mesmo diretor fez ‘Anjos e Demônios’, que é muito mais intenso que o primeiro. Ele aprendeu algumas lições e encontrou um melhor equilíbrio para poder atender a gregos e troianos. Inclusive colocou um final muito mais plausível!!!