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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Os Beatles e o meu Inglês

Um jovem amigo de um grupo de admiradores dos Beatles no Whatsapp teve dificuldade em entender um texto em inglês que fora postado. Sua duvida foi sanada por um terceiro, mas aproveitei para dar-lhe este conselho, baseado em minha história pessoal!

Amigo, você pode usar esta paixão pelos Beatles pra aprimorar seu inglês!! 

Meu exemplo: Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi o primeiro LP dos Beatles, ou melhor, da história da música, a apresentar um encarte com as letras das canções, dando-lhes o valor devido. Na época, 1967, eu tinha 9 anos. Adorei ouvir e entender o que eles diziam. Meu pai tinha condições e me colocara na Cultura (UCBEU) um ano antes, e me formei aos 12 anos. 

Claro que depois, já adulto, comprei o livro ‘The Complete Beatles Lyrics’, aquele que tem uma foto deles espantados, e ouvi a discografia toda de novo, acompanhando uma a uma das canções com suas letras.

Sempre usei as letras dos Beatles como aula de inglês. Isso me ajudou em minha carreira profissional, trabalhei na Petrobras Internacional, e fiz missões ao exterior, uma delas, de 4 anos, com toda a família, em Houston. 

Eu gosto de me lembrar de um episódio interessante. Quando entrei na Petrobras, e fui para a Bahia me formar como Engenheiro de Petróleo, foi-me oferecido um curso de aperfeiçoamento no idioma. Aliás, um pouco antes, o concurso para entrar na Petrobras (era época em que a Petrobras fazia concursos) tinha 65 questões, das quais 10 (DEZ) eram de inglês, e eu, com a formação que meu pai me proporcionou (e os Beatles aprimoraram), matei as 10, o que certamente contribuiu pra eu adentrar a um ótimo emprego, que me acompanhou por 35 anos. Ao mesmo tempo, um grande amigo da Poli (USP), muito mais destacado que eu no curso de Engenharia Civil, acabou não passando naquele concurso, porque tinha inglês zerado...

Voltando ao episódio do curso de aperfeiçoamento, o professor era inglês, e uma bela hora, ele contava um caso, e deu uma pausa, como que lhe faltando a palavra, e eu completei: “Vanish”! Todos se voltaram para mim, mas especialmente, o professor, com aqueles olhos azuis escancarados e perguntou: “How the hell you fetched a word like that!!”, e eu respondi:

Beatles .... HELP .... 

My independence seems to VANISH in the haze…

Ao que seguiram-se algumas demonstrações de espanto!


Era isso!

Achei que a história era digna de registro, no blog!!




The Beatles Self Songs - Body Class

 E agora, o 22° Capítulo da Saga

O Universo das Canções dos Beatles

Os primeiros 21 Capítulos têm acesso neste LINK

Neste capítulo, continua a descrição das Self Songs dos Beatles, onde seus autores falam de si mesmos. Identifiquei 4 Classes, Mind, Body, Help, e Dream

Por uma questão de continuidade, como analisamos no capítulo anterior o estado da mente dos Beatles, passamos agora ao estado do corpo! Ele é dedicado às Body Self Songs, elas foram apenas três!  E esta é a primeira classe a ser dominada por um único beatle! Foi John quem comentou sobre seu estado físico, com um intervalo de dois anos entre cada uma delas!




E agora, passamos a alguns detalhes dessas canções...

1. A Hard Day´s Night (A Hard Day´s Night - 1963)

John reclama: 'Hoje foi um dia difícil, eu tenho trabalhado como um cachorro. Hoje foi um dia difícil Eu deveria estar dormindo como uma pedra mas qu as ando eu chego em casa, eu descubro que você me faz sentir tão bem'   Imagine as filmagens do primeiro filme dos Beatles, 1964, ainda sem nome, dia cansativo, chega a noite, Ringo senta-se numa daquelas cadeiras de Diretor e fala pros outros: “It’s been a hard day ... 's night...”, sendo que o 'night' ele falou quando percebeu que já estava de noite.. John, que estava distraído, ouviu, olhou pra Paul, e disse: “That’s the name!” E foi pra casa e compôs a música, no verso de um cartão que seu filho de 1 ano recebera de um fã, e virou o nome do disco e do filme.  Foi um de vários 'Ringoisms' da história beatle. Sendo muito simples, ele soltava uma dessas de vez em quando, frases ligeiramente incorretas, aparentemente estranhas, mas com um sentido cômico, isso tem até nome, malapropismo! Fato interessante é que John escreveu a letra, quase finalizada,  e a acabou  num táxi a caminho do estúdio, aos olhos de um amigo boquiaberto que o pegara em sua casa, e que depois acompanhou a gravação da canção, em apenas 3 horas de estúdio, onde John passou a ponte (When I'm home, everything seems to be right) para Paul cantar, porque não atingia o agudo da canção que ele mesmo compusera! Apesar de a letra ressaltar a importância da mulher de John que o abraça firme quando ele chega em casa, cansado de um dia duro, preferi focar no estado físico do autor, de pleno cansaço.
Musicalmente, são notáveis a abertura e o fechamento da canção. O acorde poderoso e estridente que abre a canção (e o LP, e o Filme) mereceu análises profundas nos anos seguintes ... houve até um artigo publicado numa revista científica, intitulado "Mathematics, Physics and 'A Hard Day's Night'", em que o cientista analisa o incrível som segundo Transformadas de Fourier!! E ainda foi contestado por outro matemático que atribuiu outro enfoque, mas também utilizando as tais Transformadas. Mas não é pra menos. Dá só uma olhada nas notações possíveis, identificadas pelos especialistas: G7add9sus4 ou G7sus4 ou G11sus4 ou ainda Dm7sus4, mas também poderia ser um 'simples' Fadd9... ufa! Aquele primeiro ali pode ser explicado como 'Sol com Sétima e Nona, com a Quarta em vez da Terça', ou seja, G-B-D-F-A-C, tá fácil procê? Ou seja, quase todas as notas da escala! O Mi (E) deve ter ficado chateado por não participar de mais esse momento genial dos Beatles. O efeito magistral foi obtido por duas guitarras, de John e George, o baixo de Paul, o piano de George Martin e ainda Ringo, na caixa e prato.  O fundamental do acorde é o baixo em Ré (D) do Paul. Uau! E no final, um belíssimo arpejo de George Harrison, em loop, que segue até a próxima música do disco, ou até a próxima cena do filme, foi pra isso que foi criado!!!

 

2. I´m Only Sleeping (Revolver - 1966)

John reclama: 'Por favor, não me acorde, não, não me sacuda, deixe-me onde estou, estou apenas dormindo. Todo mundo acha que eu sou preguiçoso. Eu não me importo, acho eles que são loucos.' E depois ele segue  num verdadeiro hino à preguiça, 'Pra que correr tanto, sem necessidade',  e depois 'Deitado ali e olhando para o teto, esperando por aquela vontade de dormir', e por aí ia! Testemunhas confirmavam que John era assim mesmo. Disposto ao trabalho, à composição, à leitura (e ao sexo, segundo ele confirmou), mas afora essa atividades, era cama direto!! Musicalmente, o grande destaque é a guitarra dupla tocando em reverso, considerado como revolucionário, que tomou 5 horas de trabalho duro dos dois Georges! Além de ser a primeira vez em que tocaram vibrafone numa canção beatle!

 

3. I´m So Tired (Álbum Branco - 1968)

John reclama: 'Estou tão, não preguei os olhos, tão cansado minha mente acesa, acho que vou levantar e tomar um drink' E em outra tentativa, ele acende um cigarro e pragueja com quem trouxe o fumo à Inglaterra, pobre Sir Walter Raleigh, estava lá quieto há séculos. Escrita na Índia, a insônia foi causada pelo intenso treinamento em Meditação Transcendental, e a lembrança de Yoko Ono, então apenas um caso dele, não o deixava dormir. É pra ela que ele diz 'my mind is set on you, I wonder should I call you but I know what you would do! e também  'You know I'd give you everything I've got for a little peace of mind'. Musicalmente, o destaque é para o murmúrio final de John, falado em reverso, que foi considerado mais uma peça da conspiração de que Paul estaria morto.

 

 

Outros capítulos

As 4 Help Self Songs dos Beatles - Em Pensamento

As 3 Mind Self Songs dos Beatles - Neste LINK

 


terça-feira, 29 de setembro de 2020

The Beatles Self Songs - Mind Class

 Aqui começa a terceira dezena de capítulos da saga

O Universo das Canções dos Beatles

Tenha acesso às primeiras duas dezenas neste LINK

Será que haverá uma quarta?

Neste 21° Capítulo, começa a descrição das Self Songs dos Beatles, onde seus autores falam de si mesmos. Identifiquei 4 Classes, Mind, Body, Help, e Dream

Ele é dedicado às Mind Self Songs, elas foram 6, mas vamos parar de papo e mostrar em gráfico.



E agora, passamos a alguns detalhes dessas canções...

1. Rain (Compacto - 1966 e Past Masters#2)

John conta 'Chuva, eu não ligo. Brilhe, o tempo está bom. Você pode me ouvir que quando chove ou brilha o sol é só um estado da mente. Pode me ouvir, pode me ouvir? Chuva ou sol é só um estado da mente. Não importa, o que vale é seu estado mental. Inspirada por uma chuva torrencial na Austrália, que fez John pensar, Rain é considerada o melhor Lado B dos Beatles, veja bem, considerando-se que o lançamento junto com Paperback Writer no Lado A não é considerado um Double A Side Single. Rain é Labo B mesmo, e nesse merece a alcunha de Melhor Lado B dos Beatles. Tem ótimos desempenhos do baixo de Paul e da bateria de Ringo, tem a inovação técnica desenvolvida intramuros Abbey Road, de sigla ATOC, que faz com quea voz de John fosse ouvida mais alto, foi a primeira vez em que se ouve trechos tocados em reverso, feito por John em sua casa (e meio alto), que ficou marcante na canção. Além disso, seu vídeo promocional era uma coisa inédita, a ponto de Goerge dizer, anos depois: 'Nós inventamos a MTV!'.  Nota-se no vídeo um Paul com uma cicatriz no lábio, proveniente de um acidente de moto uns meses antes que foi o gerador do boato 'Paul is Dead' que se desenvolveu ao longo dos anos seguintes, com evidências claríssimas de que ele era um sósia, especialmente nas capas de Sgt. Peppers e Abbey Road.


2. Fixing a Hole (Sgt. Peppers - 1967)

Paul pensa 'Estou consertando um buraco por onde a chuva cai, e impede minha mente de vagar. Aonde ela irá?"  E quando ela pensa ele se lembra de múltiplas coisas, inclusive nas garotas que tentam invadir sua casa, e depois se auto-afirma, dizendo que está certo, esteja ou não certo, e mais pro final diz que vem gastando mais tempo em coisas que não eram importantes ontem. Reflexões. A canção é uma das 8 que saíram da ideia dele no álbum que saiu da idéia dele. Como expressão 'fix a hole' era o mesmo que  'aplicar uma injeção', diziam que a canção era uma alusão a heroína, droga injetável, mas Paul nunca entrou nessa onda, mas admitiu que a maconha foi inspiradora daquelas reflexões. A canção teve a 'honra' de ser referenciada, nem que fosse ironicamente, por John, em Glass Onion, um ano depois. Musicalmente, os quatro Beatles participam em seus instrumentos de origem, ou quase, porque John tocou baixo e tinha um lindo cravo na abertura, tocado por George Martin.

 

3. The Inner Light (Compacto - 1968 e Past Masters #2)

George declama 'Sem sair de casa, eu posso conhecer o mundo inteiro. Sem olhar pela minha janela, eu posso conhecer os caminhos que levam ao paraíso" Eu usei o verbo 'declamar' porque trata-se de um poema chinês musicado. Na verdade, ele canta 'você', mas no original era 'eu'. O que se pode atingir no seu eu interior, ver sem olhar, chegar sem viajar. Invocativo da Meditação Transcendental que aprenderam na Índia, esta foi, inclusive, gravada na Índia, em Bombaim (hoje, Mumbai), sendo a única canção beatle gravada fora da Europa. no Lado A. Foi a primeira vez que George teve a distinção de um compacto! Ela foi o Lado B de Lady Madonna. Em minha opinião, The Inner Light é a mais linda das 3 canções 'indianas' que George compôs na época beatle. Tanto que foi a escolhida, do gênero, para constar na homenagem que lhe fizeram, um ano após sua morte, em Concert for George, com a presença de Anoushka Shankar, filha de Ravi, o mentor do compositor em assuntos indianos. John e Paul também adoraram e contribuíram com vocais de apoio no verso final,
Arrive without travelling (George dobrado)
See all without looking (George)
Do all without doing (George, John e Paul)
Neste LINK, você pode ouvir este trecho, envolto em belos instrumentos indianos. Como última informação, The Inner Light é um episódio de Jornada nas Estrelas - Nova Geração, nomeado e inspirado na canção de George. Nele, o Capitão Picard está imerso em descobertas de sua mente! Bastante apropriado! Ademais, o que os tripulantes da Enterprise fazem no futuro é 'arrive without travelling', não é? Santo teletransporte!!!

 

4. Across the Universe (1969, Let It Be - 1970 e Past Masters #2 )

John declama 'Piscinas de mágoas, ondas de alegria, atravessam minha mente aberta, possuindo-me e acariciando-me... eu saúdo o Guru ... Nada vai mudar meu mundo' Pronto, gente, pera um pouco que eu vou me recuperar. Vocês estão prestes a ver o papo sobre uma das mais belas letras da história, não dos Beatles, mas da humanidade. Dá vontade de apenas colocar a letra toda aqui e não falar mais nada. Mas não é esse o papel deste analista neste estudo. Usei novamente o verbo declamar, porque se trata de uma poesia em prosa. 
'Palavras voam como uma chuva sem fim num copo de papel, elas deslizam enquanto passam, elas seguem seu caminho através do universo ...". 
Não, não vou colocar a letra, toda ela é linda, procurem, é fácil achar. Bem vamos à história.. estavam os Beatles se preparando para viajar à Índia, animados que estavam em aprender Meditação Transcendental, e deixaram algumas canções para serem lançadas em compacto enquanto estavam fora. John tinha essa canção que começou quando ele e Cynthia foram dormir após uma discussão de casal, onde Cynthia falou um monte, John demorou a dormir e aí veio a primeira frase: 'Words are flying out' Quem diria que uma balada cósmica tão linda teria começado numa DR... Felizmente, a coisa mudou dali em diante e virou uma viagem. 
"Imagens de luzes falhas dançam à minha frente como milhões de olhos, que me chamam de novo e de novo, através do universo" 
... ih, olha eu de novo ... sorry, não resisti. Enfim, era uma noite fria de fevereiro de 1968, a gravação não ficava boa e Paul teve mais uma daquelas idéias que só Paul mesmo. Saiu fora do estúdio, viu aquele grupo de garotas que sempre estavam lá, carinhosamente chamadas de Apple Scruffs, e perguntou se havia quem soubesse cantar. A brasileira Lizzie Bravo levantou a mão e chamou uma amiga inglesa pra ir junto com ela e AS DUAS PARTICIPARAM DE UMA GRAVAÇÃO DOS BEATLES! Muita  história ela conta desse dia desde então, conheci ela há dois anos e ela até contribuiu para meu post sobre esse feito inesquecível. Ela e a amiga fazem vocal de apoio no refrão 'Nothing's gonna change my world', em todas as vezes em que ele foi cantado. Eles foram viajar, escolheram outras duas canções para o compacto e Across The Universe ficou engavetada.  
"Sons de risos, sombras de amor tocam meus ouvidos atentos, excitando-me e convidando-me"
Não resisto! Felizmente, um produtor frequentador de Abbey Road ouviu a música, encantou-se com ela e propôs e foi aceito que fosse lançada num LP para levantar fundos. Claro que o próprio nome do LP acabou sendo o refrão da canção, um pouco modificado. Como a instituição beneficiada era o 'World WildLife' acresceram sons de pássaros no começo e no final da canção e o disco foi lançado em dezembro de 1969. A versão, entretanto, que o mundo conheceu foi outra, lançada em maio de 1970, no último disco lançado pelos Beatles, Let It Be, mas agora com orquestra e coral que o produtor Phil Spector encasquetou de colocar. Sinceramente, achei que caiu bem a orquestração pra acompanhar uma melodia tão... tão poética... 
"Pensamentos vagueiam como um vento sem fim por entre uma caixa de correio, eles vão caindo enquanto fazem seu caminho através do universo" 
Estou incorrigível, hoje ... Sim, era uma boa versão, mas os beatles a abominaram! Tanto que 30 anos depois, lançaram o Let It Be inteirinho como ele gostariam que tivesse sido lançado, cru, básico, NAKED, que foi como eles nomearam o lançamento! Antes, e felizmente, em 1988, o projeto Past Masters, que reuniu canções não lançadas em LP's, reviveu a versão do projeto de caridade, aquela em que UMA BRASILEIRA CANTOU COM OS BEATLES!!!
Bravo, Lizzie!!
Across The Universe foi regravada por muitos cantores, incluindo David Bowie, numa gravação que teve a participação do próprio John Lennon, bem recebida pelo autor, e mal recebida pela crítica. A versão que mais gosto, entretanto, me emocionou tanto que mereceu post meu, e muito da emoção foi por conta da participação de seu filho Sean fazendo uma segunda voz para Rufus e Moby, cada um cantando em uma oitava diferente, aliás, chorei de novo quando revi agora, e deixo aqui pra dividir com vocês, finalizando este capítulo. Neste LINK, não perca, e reserve um lenço...
"Um amor incondicional sem limites que  brilha à minha volta como milhões de sóis e me chama para ir pelo universo"

 

 5. I've Got a Feeling (Let It Be- 1970)

Paul sente'Eu tenho um sentimento, um sentimento aqui dentro, Oh, sim, oh, sim (está certo). Eu tenho um sentimento, um sentimento que não consigo esconder. Oh, não! Oh, não! Oh, não'  Na verdade, são duas canções inacabadas, uma de Paul outra de John, que alguém percebeu que tinham os mesmos acordes, e resolveu juntar as  duas numa só, com uma terminando a outra! Imagino que a idéia tenha sido de Paul, pois ele é quem tinha as idéias, mas não vi isso escrito em lugar nenhum. A de Paul é mais positiva, e ele tem um desempenho vocal perfeito, reclamando aos gritos, que ‘ninguém me disse que tudo que eu procurava era alguém que se parecesse com você’, só que não se sabe quem era o ‘você!’, se era Linda ou o próprio John. A de John chamava-se ‘Ev'rybody had a hard year’, era uma ladainha, com todos os versos começando na mesma palavra (Everybody) e era meio down, coadunando-se com seu próprio estado de espírito, tendo separado de Cynthia, Yoko tendo um aborto, ele lutando contra o vício de heroína, sendo preso por porte de drogas, em crise com os Beatles, enfim... A junção das duas ficou sensacional, e tão boa, que cantaram, e muito bem, no RoofTop Concert, a última aparição deles ao vivo! Deixo aqui o LINK pra vocês. A estrutura ficou assim: primeiro Paul canta a dele (com John na segunda voz na segunda estrofe), depois John canta a dele, depois os dois cantam ao mesmo tempo as duas, uma solução brilhante! Até fiz uma figura pra explicar. Acompanhem com o vídeo!
Como era parte do Projeto Get Back, minimalista, de volta às origens, todos tocaram seus instrumentos usuais, mas contaram com o auxílio luxuoso (adoro essa expressão, cunhada por Luiz Melodia) de Billy Preston, no piano elétrico!

 6. I Me Mine (Let It Be- 1970)

George admite: 'Ao longo do dia é só eu, depois eu e mais eu e ao longo da noite, eu, mim, meu, eu, mim, meu, eu, mim, meu, agora estão com medo de largar, todos estão tramando, tornando-se mais forte o tempo todo' Ao mesmo tempo em que George faz uma crítica ao egoísmo, falando em todas as formas de primeira pessoa, em todos os pronomes possíveis, como se fosse ele se auto-acusando (e por isso eu coloquei a canção nesta categoria), ele lança mensagem direta a seus companheiros John e Paul (o 'todos' da letra), os autores maiorais da banda, por só pensarem nas composições deles, não abrindo espaço para as dele. Uma imagem emblemática do desprezo pode ser vista no filme Let It Be, uma cena aparentemente singela, de John dançando uma valsa com Yoko, ao som da canção de George, que é, em verdade, uma valsa (mudando para rock no refrão), pode-se perceber a batida, tum-ta-ta, tum-ta-ta. Ocorre que John desprezou a canção desde o início, criticando-a por ser uma valsa, que isso não poderia ser uma canção beatle. Aparentemente, ninguém se lembrou de esfregar na cara dele que ele já fizera uma valsa, seis anos antes, Baby's In Black! O fato é que John nem participou da gravação. O clima estava tão ruim (era começo de 1969) que George deixou a banda, mas voltou uma semana depois. Como o projeto Get Back, onde se inseria a canção, foi rejeitado como um todo, a canção foi esquecida até ser retomada quase um ano depois, em 3 de janeiro de 1970, naquela que foi A ÚLTIMA sessão de gravação dos Beatles como uma banda, mas só com três deles. John já havia deixado o grupo, mas o mundo não sabia. Então foi George no violão, Paul no baixo, Ringo na bateria, mas depois Paul foi ao piano, e George acresceu lindas guitarras distorcidas. Para o lançamento do LP, entretanto, ainda levaria um banho de orquestra pelo produtor contratado Phil Spector, e uma das canções lavadas foi I Me Mine, de George Harrison.
  

Próximos capítulos

As 6 Dream Self Songs dos Beatles - Em Elaboração

As 4 Help Self Songs dos Beatles - Em Pensamento

As 3 Body Self Songs dos Beatles - Em Pensamento

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

The End - A Equação do Amor dos Beatles

Em minha saga sobre as cações dos Beatles, 

(21 capítulos disponíveis neste neste LINK)

eu identifiquei 28 Speech Songs dos Beatles e as dividi em Classes

As Person Speech Songs, as Group Speech Songs, e as World Speech Songs, em que o autor fala para TODAS as Pessoas

E no post compilador, informei algo sobre cada uma das canções da Classe. 

São apenas 5, mas valem por 50! 

Vou destacar aqui a última!

As outras 4 são:


1. 
The Word (Rubber Soul- 1965) 

2. Love You To (Revolver - 1966) 

3. Within You Without You (Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band - 1967) 

4. All You Need Is Love (Compacto e Magical Mistery Tour - 1967)


E aqui, ela, esplendorosa The End (Abbey Road - 1967)

And in the End 


Sim, simples assim, esta é a mensagem da canção 
A verdadeira Equação do AMOR

Ela fecha com chave de ouro o pequeno conjunto de 5 canções em que os Beatles falam ao Mundo, as Speech World Songs.

Todas as 5 têm uma palavra em comum: The Word is 'LOVE'

The End fecha (ou deveria fechar, ver abaixo) um medley no Lado B do LP. 

Ela fecha também a carreira dos Beatles. Eu tenho sempre falado aqui nesta minha saga, que houve um disco lançado em 1970, Let It Be, mas o último gravado foi Abbey Road. E The End seria a última música do disco. Ela só não termina o disco porque ficara para trás uma pequena canção chamada Her Majesty, que não encaixara direito no medley que The End termina, e fora simplesmente descartada. Ocorre que havia uma política de nada Beatle ser deixado para traz, então um engenheiro de som tomou a liberdade de incluí-la no final. Apresentada a travessura aos Beatles, eles a aprovaram. 

Reparem que eles não sabiam que a banda terminaria, e fizeram 

  • uma canção FINAL

  • do disco FINAL 

  • chamada O FIM.

Só mesmo os Beatles para isso!

Musicalmente tão curta, mesmo assim, ela apresenta dois fatos únicos na carreira Beatle: 

1. Após a introdução 'Oh yeah, alright, are you gonna be in my dreams tonight?' entra um solo de bateria de Ringo Starr, que nunca teve essa oportunidade em outras 210 canções lançadas pelos Beatles. Na verdade, ele mesmo não gostava de aparecer. Notável, marcante, sensacional!

2. Logo após, começa o 'Love you, love you, love you, love you', ao longo do qual  há um duelo dos 3 guitarristas, Paul, George e John fazem um solo, duas vezes cada, intercalados. Notável, marcante, sensacional!

Então,  logo após o duelo, vem o pianinho de Paul, introduzindo a mensagem,  simples, direta, definitiva, mais uma vez, mas desta vez de Paul, após as duas de John e as duas de George nessa contagem de canções que falam para o MUNDO!

É a melhor materialização da Lei de Ouro, da Lei de Jesus, não faça aos outros que não quer que façam a ti, coisas do gênero, uma Lei de Talião do Bem, chame como quiser:

O Amor Que Você Ganha É Igual ao Amor Que Você Dá.

Não dava pra terminar de um jeito melhor uma história abençoada!

THE END 


Across the Universe - A mais linda letra

Em minha saga, 

O Universo das Canções dos Beatles - LINK

elaborava eu o seu 21° Capítulo, quando me deparei com esta canção, a 4ª de 6  Mind Self Songs a que o capítulo se dedica.

E lembrei que, caso isto vire um projeto internacional, terá o título

Across the Universe of The Beatles Songs

Portanto, decidi que ela merece um post pra chamar de seu.

Para mim, a mais linda letra dos Beatles!

Aqui vai...


4. Across the Universe (1969, Let It Be - 1970 e Past Masters #2 )

John declama 'Piscinas de mágoas, ondas de alegria, atravessam minha mente aberta, possuindo-me e acariciando-me... Glória ao Guru ... Nada vai mudar meu mundo' Pronto, gente, espera um pouco que eu vou me recuperar. Vocês estão prestes a ver o papo sobre uma das mais belas letras da história, não dos Beatles, mas da humanidade. Dá vontade de apenas colocar a letra toda aqui e não falar mais nada. Mas não é esse o papel deste analista neste estudo. Usei novamente o verbo declamar, porque se trata de uma poesia em prosa. 
'Palavras voam como uma chuva sem fim num copo de papel, elas deslizam enquanto passam, elas seguem seu caminho através do universo ...". 
Não, não vou colocar a letra toda, ela é linda, procurem, é fácil achar. Bem, vamos à história. Estavam os Beatles se preparando para viajar à Índia, animados que estavam em aprender Meditação Transcendental, e deixaram algumas canções para serem lançadas em compacto enquanto estavam fora. John tinha essa canção que começou quando ele e Cynthia foram dormir após uma discussão de casal, onde Cynthia falou 'um monte', John demorou a dormir e aí veio a primeira frase: 'Words are flying out...' Quem diria que uma balada cósmica tão linda teria começado numa DR... Felizmente, a coisa mudou dali em diante e virou uma viagem. 
"Imagens de luzes falhas dançam à minha frente como milhões de olhos, que me chamam de novo e de novo, através do universo" 
... ih, olha eu de novo ... sorry, não resisti.

Enfim, era uma noite fria de fevereiro de 1968, a gravação não ficava boa e Paul teve mais uma daquelas idéias que só Paul mesmo. Saiu fora do estúdio, viu aquele grupo de garotas que sempre estavam lá, carinhosamente chamadas de Apple Scruffs, e perguntou se havia quem soubesse cantar. A brasileira Lizzie Bravo levantou a mão e chamou uma amiga inglesa pra ir junto com ela e AS DUAS PARTICIPARAM DE U
MA GRAVAÇÃO DOS BEATLES! Muita  história ela conta desse dia desde então, conheci ela há dois anos e ela até contribuiu para meu post sobre esse feito inesquecível. Ela e a amiga fazem vocal de apoio no refrão 'Nothing's gonna change my world', em todas as vezes em que ele foi cantado. Eles foram viajar, escolheram outras duas canções para o compacto e Across The Universe ficou engavetada.  
"Sons de risos, sombras de amor tocam meus ouvidos atentos, excitando-me e convidando-me"
Não resisto! Felizmente, um produtor frequentador de Abbey Road ouviu a música, encantou-se com ela e propôs e foi aceito que fosse lançada num LP para levantar fundos. Claro que o próprio nome do LP acabou sendo o refrão da canção, um pouco modificado. Como a instituição beneficiada era o 'World WildLife' acresceram sons de pássaros no começo e no final da canção e o disco foi lançado em dezembro de 1969. A versão, entretanto, que o mundo conheceu foi outra, lançada em maio de 1970, no último disco lançado pelos Beatles, Let It Be, mas agora com orquestra e coral que o produtor Phil Spector encasquetou de colocar. Sinceramente, achei que caiu bem a orquestração pra acompanhar uma melodia tão... tão poética... 
"Pensamentos vagueiam como um vento sem fim por entre uma caixa de correio, eles vão caindo enquanto fazem seu caminho através do universo" 
Estou incorrigível, hoje ... Sim, era uma boa versão, mas os beatles a abominaram! Tanto que 30 anos depois, lançaram o Let It Be inteirinho como ele gostariam que tivesse sido lançado, cru, básico, NAKED, que foi como eles nomearam o lançamento! Antes, e felizmente, em 1988, o projeto Past Masters, que reuniu canções não lançadas em LP's, reviveu a versão do projeto de caridade, aquela em que UMA BRASILEIRA CANTOU COM OS BEATLES!!!
Bravo, Lizzie!!
Across The Universe foi regravada por muitos cantores, incluindo David Bowie, numa gravação que teve a participação do próprio John Lennon, bem recebida pelo autor, e mal recebida pela crítica. A versão que mais gosto, entretanto, me emocionou tanto que mereceu post meu, e muito da emoção foi por conta da participação de seu filho Sean fazendo uma segunda voz para Rufus e Moby, cada um cantando em uma oitava diferente, aliás, chorei de novo quando revi agora, e deixo aqui pra dividir com vocês, finalizando este capítulo. Neste LINKnão perca, e reserve um lenço...
"Um amor incondicional sem limites que brilha à minha volta como milhões de sóis e me chama para ir pelo universo"

sábado, 26 de setembro de 2020

2.001 - A Odissséia Continua!

É 2.001 porque é o número deste post no Blog do Homerix

É Odisséia porque é de Homero

E continua porque não pretendo parar!

Começo o 3° Milhar ainda no Marcador Beatles, mas marquei também Marcador Comportamento porque o texto inspirador ilustra a influência dos Beatles no comportamento da juventude.

Passados os dias de elaboração e divulgação e celebração do meu post N° 2.000 (obrigadooo!), voltei à minha saga, mas o próximo capítulo (21°) só sai amanhã.

Enquanto isso, deixo um aperitivo.

Um vídeo me foi encaminhado com um texto do ser humano que eu mais invejei nesta minha passagem por aqui, um certo Geoff Emerick, engenheiro de som dos Beatles, testemunha visual, auditiva, sensorial, em  boa parte das 211 canções gravadas pelos Beatles em 7,5 anos de carreira. Quem pesquisou a fundo o meu blog deve ter visto o meu perfil, que diz, desde sua criação:

Sou casado e tenho dois filhos. Os 60 já chegaram, mas me sinto muito jovem. Mas sou 'old enough' pra ter visto Pelé jogar. Sou engenheiro civil, mas queria mesmo era ter sido engenheiro de som entre 62 e 70 na Abbey Road n°3. Sou Beatles desde Os Reis do IêIêIê. Sou Star Trek desde o 1° episódio. Sou James Bond desde Roger Moore (but Sean is the Best!). E sou Homerix, para os íntimos. 

Pois bem, o tal engenheiro disse uma vez:

"Sim, as músicas foram sensacionais e cada disco é uma obra de arte, mas o maior legado dos Beatles para o mundo foi ter motivado os jovens a serem jovens pela primeira vez na história da humanidade.

Antes dos Beatles, eram poucos aqueles que vivenciavam de fato a sua juventude.

Os Beatles libertaram os jovens das garras de uma sociedade conservadora, preconceituosa e muito chata."


E ele era um jovem (nasceu em 1945) como os que foram afetados pelos Beatles, então serve até como testemunho, não apenas como observador do fenômeno! A 'boa parte' mencionada acima coincide com o período mais criativo da banda, quando eles  abandonaram os shows. Ele era estagiário na EMI quando os Beatles começaram, testemunhou as primeira gravações da banda, mas foi trabalhar com outros artistas. Voltou aos Beatles já como produtor, aos 20 anos de idade, e seu primeiro trab
alho foi o LP Revolver (!!!), foi ele quem conseguiu dar à voz de John o som que ele queria em Tomorrow Never Knows. E depois, foi quem cortou uma fita em 1000 pedaços e colou de novo para conseguir o efeito desejado em Being For The Benefit Of Mr. Kite em Sgt. Peppers, e ficou na posição até o final, produzindo Abbey Road, com um interregno de alguns meses quando abandonou o trabalho por não aguentar as desavenças na época do Álbum Branco. Depois, produziu alguns trabalhos de Paul McCartney solo. 

Acompanhava um  vídeo com  uma compilação maneiríssima da época da Beatlemania, aqui, neste LINK .... que eu não acheeeei ... só consigo encaminhar por Whatsapp. Quando eu encontrar eu coloco aqui!





sexta-feira, 25 de setembro de 2020

2.000 Posts do Homerix

Eis que o Blog do Homerix chega a uma importante marca.

Duas mil vezes eu cliquei no Botão Publicar de algum texto, quando fiquei feliz com o que escrevi, com a informação que dei, com a lição que ensinei, com os números envolvidos, com a forma que usei, com o conteúdo da mensagem. 

Não é pouco! Vejam lá embaixo a imagem que prova essa marca!

Muito disso tudo ocorreu nos cinco primeiros anos, quando cheguei a produzir 4 posts a cada 5 dias. Depois, veio o desânimo, principalmente com a política, que passou a ser um assunto inexistente, mas também com o baixo retorno de minhas publicações, finalmente, no último anos, aconteceu uma reaquecida. Parte da retomada, eu detalhei no final do ano passado, no post 'O Que Me Fez Feliz em 2019' neste LINK, e a outra parte, listarei aqui.

Verão, no resumo destes nove meses (com 190 posts!!), que meu carro-chefe, The Beatles, foi responsável por uma bela acelerada da contagem com meus projetos de análise das letras e números das canções e  com o quiz sobre Beatlemania, mas não posso deixar de ressaltar uma recente paixão pela poesia que descambou na criação de 30 posts com a Divina Comédia de Dante analisada em versos.

E, mesmo com essa arrancada final, os Beatles ainda ocupam a quarta posição entre os assuntos mais presentes em meu blog, com 231 aparições, atrás de Cinema (275), Livro (258) e Comportamento (255). Lembrem-se que há posts em que trato mais de um assunto, portanto não adianta sair somando esses números por assunto, porque vão somar bem mais de 2000. Aliás, eu fiz esta conta: foram 73 Assuntos, falados 2992 vezes.

Então, vamos lá!

Vou começar do começo, lá de janeiro, e vou listar, de novo, o que me deixou particularmente feliz em apresentar ao meu leitor, nem sempre assíduo.

Foram 21 os destaques!!

Se tiver curiosidade de acessar o post, basta clicar em seu nome

1.  ROMANVS EXTENSVS (janeiro)

Post único, com breve ensaio sobre o tamanho dos números romanos, cultura inútil da melhor espécie 

 2.  Cobertura do Oscar 2020 (fevereiro)

Decerto minha melhor reportagem sobre Oscar, em quase 10 anos de blog. Resenhas de mais de 10 filmes e a análise da Noite do show!

 3.  Bloco do Sargento Pimenta (fevereiro)

Minha experiência em meio a 340 mil fãs de Beatles e de Carnaval, um texto que fez muita gente ficar com inveja de mim, mesmo detestando esse tipo de coisa...Aliás, olhando agora, imaginar tanta gente assim, hoje....

 4.  O Homem Invisível (fevereiro)

Não poderia deixar de destacar o ÚLTIMO filme que vi NO CINEMA nesta vida (será que voltarei?)... e foi magnífico! O invisível era o homem mas o destaque absoluto foi sua mulher, interpretada por Elisabeth Moss.

 5.  Os nomes nas letras dos Beatles (março)

Deliciosa Cultura Inútil, com a contagem das vezes em que os Beatles mencionaram nomes de mulheres, homens, lugares e animais. Super importante...

 6.  Breaking Bad (março)

Minha recomendação para assistirem à melhor série de todos os tempos.

 7.  Madmen (abril)

Mais uma recomendação de uma série sensacional!

 8.  50 anos da COpa de 1970 (abril) 

Minha resenha, jogo a jogo, que assistimos na íntegra, eu e alguns amigos virtuais

 9.  Os Lusíadas (maio)

Minha resenha do clássico de Camões, em quase 30 estrofes, na mesma métrica do poema.

 10.  Navio Negreiro (maio)

Minha resenha do clássico de Castro Alves, em Seis Cantos, cada um deles na métrica  pelo poeta, em cada um dos seus cantos.

 11.  A Divina Comédia (maio a julho)

Minha resenha, na mesma métrica de Dante, o poeta florentino, compreendendo 4 Livros e 28 cantos, com 1300 versos, trabalho exaustivo!

12.  Os Poetas da Quarentena (maio a junho)

Post dinâmico em que eu e dois colegas contemporâneos duelamos em poesia, sobre variados assuntos,  que chegou a 150 entradas, seja em estrofes, ou sonetos ou cantos. Pena que os outros dois desistiram. Por mim, estaríamos duelando até hoje.

13.  Entre Facas e Segredos (junho)

Minha resenha de um ótimo filme que deixei de ver no ano passado, com Daniel Craig, perfeito como Inspetor Cluseau do meio-oeste americano

 14.  O Aniversário de Ringo Starr (julho)

O beatle fez 80 anos e eu criei 5 posts sobre ele, resgatando uma dívida que eu tinha com o querido baterista!

 15.  Resenhas de Kafka, Mário de Andrade e Fernando Pessoa (julho)

Resenhei 10 livros dos 3 autores e declarei o campeão!

 16.  A Melhor Divulgação da Obra de Minha Filha (julho)

Um leitor fez no twitter o melhor resumo das 2000 páginas escritas por minha filha em sua Saga A Arma Escarlate

 17.  Renata entre os 11 mais da Veja  (julho)

Aquela divulgação do rapaz teve resultado imediato!

 18.  O Que é Ser Beatlemaníaco (julho a agosto)

Quiz em 30 posts, em inglês e português, dividindo o conhecimento em níveis acadêmicos. Outros 4 posts sobre beatles foram gerados para responder às perguntas! 

 19.  Saudade de um amigo (agosto)

No quinto aniversário de seu falecimento, compilei os depoimento sobre Ivo, um grande sujeito

 20.  Será que estava escrito? (agosto)

Aniversário de namoro e casamento, fiz uma ode a meu casamento com minha primeira namorada

 21.  Aniversário de Sean Connery (agosto)

No aniversário de 90 anos do primeiro James Bond, fiz um resumo de sua carreira

 22.  O Universo das Canções dos Beatles (agosto a setembro e mais)

Análise da obra dos Beatles  em seus efêmeros 7,5 anos de carreira, com gráficos, tabelas, áudios e textos sobre suas letras. Atualmente com 20 capítulos prontos e no mínimo mais 7.