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sábado, 18 de novembro de 2017

A Arma Escarlate foi lançado!!!

Amanhã, faz seis anos da noite mais feliz de minha filha
Relembrando!!!
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Calma!!! Não se trata de erro de concordância em gênero!!!
Trata-se do livro 'A Arma Escarlate'!!!
Se ainda não sabe sobre ele, leia neste link:
http://blogdohomerix.blogspot.com/2011/10/habemus-data-habemus-nota.html




Na foto acima, Renata executa um ato que repetiu 145 vezes na noite de 18 de novembro de 2011.

Um autógrafo em seu primeiro livro.

Foi na Livraria Saraiva do Shopping Rio Sul, Rio de Janeiro, Brasil, Terra...

Seu sorriso foi distribuído à vontade, ao longo das 3:20 minutos em que esteve num senta, assina, levanta, abraça, faz pose, agradece, despede, senta, assina, levanta, abraça, faz pose, agradece, despede, senta, assina, levanta, abraça, faz pose, agradece, despede ... de dar gosto. E o sorriso foi uma constante.

Foi seu grande dia!!!   Ela estava muito feliz!!

Espero que se repita várias vezes

A remessa de 150 exemplares do livro (50 a mais que o normal aceito pela Saraiva) que a Editora mandou acabou se mostrando a conta certa. Achávamos que podia ser mais, pela divulgação que fizemos, mas não havia condições físicas de se vender mais. Sobraram somente 5 exemplares, que foram para a banca dos mais vendidos no dia seguinte, por expressar a realidade do dia do lançamento, naquela loja.

E pensa bem: eram 180 minutos regulamentares (de 7 ás 10). Como as dedicatórias eram longas, UM minuto por autógrado era pouco.

O gerente da loja veio nos cumprimentar pelo sucesso, ao final do evento. Disse que nunca vira um lançamento vender tanto. O mais comum é a venda de 30 a 50 exemplares, 100 muito raro! Ô divulgação! Ô amizades!

Ainda mais, a seco, sem coquetel, hehehe... Disse-nos o gerente que boa parte dos convidados normalmente vem para aproveitar o coquetel. No nosso caso, nada contratamos, até mesmo porque Renata é anti-alcoolista. Ela nunca pôs uma gota na boca e acha que o álcool mata mais gente e causa muito mais prejuízo á sociedade do que qualquer outra droga. Então, optamos por oferecer simpáticos bombons, que foram muito bem consumidos...

Agradecemos a todos pela paciência em esperar na fila....  que se estendeu sempre além da entrada da cafeteria... fazendo com que o segurança constantemente ficasse garantindo a passagem dos comensais. Ou seja, um pequeno tumulto, como eu queria.

 

Temos noção de que o sucesso do lançamento não é garantia de sucesso expressivo, afinal, muitos amigos apareceram, por deferência a nós. Segue a luta para fazer com que a  disseminação ocorra, pelos amigos, para os amigos dos amigos, numa corrente do bem. Conhecem a lenda de Malba Tahan, do tabuleiro do xadrez? Se um deles chegasse à 10ª casa, seria magnífico!!! Outro dia, escrevo sobre isso!!

E aguardamos as primeiras resenhas positivas, que certamente virão, entre algumas críticas, que Renata terá que administrar... No próprio evento, tivemos o depoimento de um engenheiro cinquentão, 'chato, que só lê livro técnico há 30 anos', que devorou 50 páginas ali mesmo e ficou encantado com o ritmo, a amarração com a realidade carioca. E disse que vai dar filme!!

Bem, fotos? Foram quase 100, que estão expostas no Facebook, A Arma Escarlate. Não tem sentido colocar uma ou outra aqui, afinal o destaque e agradecimento é igual para todos. E colocá-las todas aqui seria inexequível.


Registro aqui apenas a foto de Yasmin, a fã mais jovem de Renata, e de sua família, cuja matriarca Suzi convive com a gente há 6 anos, e fez questão de trazer marido e filhos, lá de sua comunidade, comprar o livro, obter o autógrafo e ficar conosco até o final da grande noite.



E, já que registrei a mais jovem, registro também a mais velha fã de Renata, ambas ladeadas pelos seus dois mais ardorosos e incondicionais fãs!!




Sucesso, minha filha!!!

Um abraço a todos
Homerix e Neusa Emocionados Ventura!!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Minha 007mania!!

Num raríssimo papo sobre abobrinhas
lembrei desse meu feito, lááá de 1998!!

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Minha atração por 007 foi desenvolvida na década de 1970, quando cheguei à idade  que me permitia entrar nos cinemas para ver os filmes de James Bond, já àquela altura, comandados por Roger Moore. Com o advento do video-cassete, pude recuperar o tempo perdido e assistir aos filmes capitanedos por Sean Connery, na década de 1960. Li alguns livros, colecionei artigos, enfim sou um conhecedor de 007 acima da média.

         Bom, e essa mania me rendeu frutos!

         Fui agraciado em Maio de 1998 com o 1º lugar do concurso de âmbito nacional "007 por um dia", promovido pelo canal Telecine da Net-Rio. Não deu pra acreditar quando recebi o telegrama (antigo, não?).

         O pedido era fazer uma frase com, no máximo, 5 linhas, respondendo à pergunta:
         "O que você faria se fosse 007 por um dia?"

         Ganhei com esta frase:
_________
1
Após a conclusão de mais uma missão, à saída da sala de "M", sem pronunciar palavra, sapecaria um beijo em Moneypenny. Iria ao laboratório de "Q" para entregar-lhe as chaves do BMW especial intacto, sem um arranhão. Despentearia o cabelo, jogaria o terno fora, me disfarçaria com o chapéu de Oddjob, a dentadura de Jaws, pegava o primeiro jato para o Rio com o gatinho de Blofeld no colo, para participar como destaque do desfile da Mangueira com o enredo: "007 07 08   .....  Tá na hora de molhar o biscoito".


       Em tempo, para os não aficionados, cabe esclarecimento:
  • Oddjob é o capanga coreano do chapéu cortante do vilão Goldfinger em Goldfinger, de 1964;
  • Jaws é o capanga gigante dos vilões Stromberg em The Spy Who Loved Me, de 1977 e Hugo Drax em Moonraker, de 1979;
  • Blofeld é o inimigo mor da maioria dos filmes estrelados por Sean Connery, que sempre aparecia acariciando um lindo gatinho branco
  • M é o chefe de 007;
  • Moneypenny é a secretaria de M, que nunca levou um beijo de 007 apesar de sempre o desejar, porém nunca o admitir;
  • Q é o cérebro do Serviço Secreto, the gadget provider, que, apesar de sempre recomendar ao contrário, sempre recebeu apenas os restos mortais dos carros especiais que preparava para 007.
  • Nunca se viu 007 despenteado e sem um impecável terno de Savile Row (claro, em ambiente social!)

         Mandei também as outras 3 frases abaixo, que não foram selecionadas, apesar de eu gostar muito delas:

2
Jogaria o celular na lata do lixo para evitar o chamado de "M". Convidaria minha primeira namorada, a única que amo de  verdade e que ainda me espera, para almoçar no restaurante do nosso antigo bairro. Passearíamos à beira do mar a tarde toda. À noite, iríamos a um parque de diversões para andar de roda gigante e comer algodão doce. Passaríamos a noite juntos, ao luar, trocando carícias e juras de amor eterno. Pela manhã, a levaria para casa. Seria um verdadeiro sonho, voltar a ser um homem comum!

3
Utilizando a última invenção de  "Q", devidamente autorizado por Sua Majestade, me teleportaria ao palácio de Saddam Hussein, e usaria nele,  minha permissão para matar. Pela manhã, faria  o mesmo com todos os outros ditadores do mundo. Durante a tarde, iria aos maiores milionários do planeta e os faria ceder metade de suas fortunas para diminuir a fome nos países pobres. À noite, iluminaria as mentes dos pesquisadores que encontrariam, finalmente, a cura para o câncer, AIDS e todas as  doenças da Terra.

4
Se eu estivesse na pele de George Lazenby, iria aos laboratórios de "Q", faria com que me dessem a beleza de Pierce Brosnan, a classe de Sean Connery, o humor de Roger Moore e a frieza de Timothy Dalton. Traria Lois Maxwell, manteria seu fino humor inglês,  faria com que lhe dessem o corpo de Ursula Andress, a beleza de Barbara Bach, a liderança de Maud Adams, a delicadeza de Shirley Eaton e a agilidade de Michelle Yeoh. Nos apresentaríamos, então, a "M", para nossa primeira missão juntos.


         Em tempo para entender esses nomes todos...:
  1. George Lazenby fez o papel de James Bond em apenas um filme da série oficial, o On Her Majesty's Secret Service, de 1969, pois Sean Connery, o primeiro, estava cansado do papel, após 5 filmes. O filme de Lazenby, que era muito bom, foi um relativo fracasso de público, muito devido à canastrice do digníssimo intérprete, que, aliás, nem ator era. Logo depois, Sean Connery foi chamado de volta, a peso de ouro, para fazer seu 6º filme Diamonds are Forever, em 1971.
  2. Lois Maxwell é a atriz que interpretou Moneypenny em 14 dos filmes oficiais e é adoradísssima pelos bondmaníacos. 
  3. As demais beldades citadas são Bond Girls que interpretaram papéis marcantes nos filmes oficiais.



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         Não deu pra acreditar também quando recebi, em casa, uma semana depois do telegrama, pelo correio, uma caixa de mais ou menos 50 cm x 50 cm x 50 cm recheada com os prêmios abaixo:
        
1.       Relógio Omega Seamaster; o mesmo usado por James Bond;
2.       Aparelho de Telefone Celular Ericson;
3.       Coleção VHS com os 17 filmes oficiais 007  (naquele ano) mais 2 Bonus.
4.       Maleta Samsonite 007 Tomorrow Never Dies;
5.       Miniatura BMW;
6.       Miniatura Moto BMW;
7.       Mini calculadora 007 e outros badulaques;
8.       Jaqueta 007 Tomorrow Never Dies;
9.       Boné 007 Tomorrow Never Dies; 
10.      10 Bottoms 007 Tomorrow Never Dies;

     O 2º colocado ganhou todos os acima, MENOS, o relógio; o 3º ganhou todos MENOS o relógio, MENOS o celular, e assim por diante.

         E eu, além dos prêmios, a imensa satisfação deste sucesso particular, que guardarei para toda a vida.
        E olha que eu não bebo Martini, nem batido, muito menos misturado.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O Melhor Kit de Natal

É incrível, mas já está chegando o Natal.... e quem me lembrou foi a amiga Luciana, aposentada como eu, e fã de minha filha Renata, que me encomendou 11 exemplares de livros dela para distribuir nesse Natal aos alunos de Reforço Escolar, de seu trabalho voluntário, além de municiar a biblioteca do local.

Vejam, na foto, que Luna ajudou Renata a autografar os exemplares.



Então, é hora de planejar os presentes!

Felizmente, meus filhos têm sempre a solução ideal para presentes de qualidade!

E em 2017, o “Kit de Natal Ventura” aumentou!!


Sim, além dos livros de Renata Ventura ...
                
                A Arma Escarlate (500 páginas) -  “O Harry Potter do Dona Marta
                e
                A Comissão Chapeleira (650 pg) -  “Reserve dois corações!
                Que podem ser encontrados nos sites da Saraiva, Amazon, a R$ 40 e R$ 45,
      respectivamente (ou mais ou menos)


E do 2º CD da BALEIA, 
banda do Felipe Ventura,
                
            ATLAS (8 canções autorais)– 
                      “Um dos melhores discos de 2016
                       Com um libreto de 35 páginas
                       Concorrente ao Grammy Latino
                
O preço da preciosidade é de apenas R$ 40,00 e pode ser encontrado na lojinha da Banda, em https://baleia2.lojavirtualnuvem.com.br/



Tem a novidade do ano!

LP Primavera nos Dentes, 
            “Disco ótimo, show estrondoso
Iniciativa de Charles Gavin (Titãs) para homenagear Secos & Molhados!
Felipe é violinista e guitarrista de uma banda, que tem ainda, Paulo Rafael, lendário guitarrista de Alceu Valença, além do baixo de Pedro Coelho e da voz e presença de Duda Brack.



Mais sobre eles, neste link, com o depoimento de um crítico do Globo, que esteve presente ao show de lançamento do disco no Rio de Janeiro:


Por enquanto, Primavera nos Dentes é só em LP, com 10 canções, sim, a velha bolacha, o som do vinil, para aqueles que exigem o melhor som possível.
Em breve, sairá em CD e, inshallah, em DVD.

O preço da preciosidade é de apenas R$ 80,00 (sinceramente, eu achei que seria mais), e pode ser encontrado na lojinha da banda


Abraço


Homero Sem Vergonha de Sugerir Ventura

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O bolso ou a vida


Nesta semana, 
uma bolsa de mulher 
me salvou.
Hora de republicar 
este meu texto, 
já de 10 anos atrás.
Explico ao final...
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Dia normal de trabalho, você precisa discutir com uma colega sobre um assunto importante, você sabe o ramal dela e liga direto. 1, 2, 3, 4 toques, entra a secretária eletrônica. Pelo número de toques, você percebe que ela não está na sala, mas você não deixa mensagem, pois tem urgência. Você vai pacientemente ao celular, procura no catálogo pelo celular dela, encontra e liga. 1, 2, 3, 4 infindáveis toques, às vezes a voz mecânica entra. Você xinga, mas ela não está nem aí, continua falando como se nada tivesse ouvido. Você vai ao catálogo da empresa, e procura por algum ramal do setor ou departamento em que ela trabalha, para encontrar a secretária ou alguém por perto da baia dela (ah! a beleza da vida corporativa!), de repente ela está logo ali, quem sabe você dá uma sorte. Alguém atende e você pergunta por ela, aí vem: “Ela já chegou, sim, estava por aqui neste momento, aguarda um pouquinho”. (muito solícito, mas a adrenalina vai aumentando...).  1, 2, 5, 10, 20 insuportáveis segundos, volta o colega de boa vontade: “Ó, ela saiu da sala, mas não deve ter ido longe, pois ela deixou o celular na mesa, deve ter ido ao banheiro!” (a pressão sobe ao vermelho!!). Ora, ora, por que diabos ela tem um celular se não anda com ele? Você, então, procura manter a calma e pede que o simpático colega avise à querida colega, quando ela voltar de não sei onde, que você precisa falar urgente com ela!

Aí, você se lembra imediatamente da insolúvel incompatibilidade entre mulheres e bolsos. E até tenta compreender, onde já se viu roupa de mulher com bolso? Não permitir-se-á nada que ameace a silhueta mantida pela calça justinha, delineando as formas, enfim, sabe-se lá!! Algumas peças de vestuário até contam com aquele simpático e prático compartimento, feito para abrigar pequenos utensílios que podem vir a ser úteis em algum momento do dia-a-dia, o jeans, por exemplo, mas, invariavelmente, aqueles bolsos estão lá só para enfeitar, vaziozinhos, como se não existissem. O bolso é uma figura desprezível na vida da mulher. Em camisa, então, nem pensar, o que é totalmente justificável!
Em outra situação, você a procura no celular, ele toca, toca, toca, se esgoela de tocar e nada. Você repete a tentativa, uma, duas vezes e desiste. Quinze minutos depois, ela te liga: “Oi, você ligou???!!! Tinha 3 chamadas perdidas no meu celular! É que eu estava no almoço e, com a barulheira do restaurante, acabei não ouvindo, pois ele estava na bolsa!” (... me tira os tubos!!). Não adianta, pode botar no volume que quiser, ligar o vibra-call no nível ‘terremoto’, que não vai dar resultado, a bolsa está lá na cadeira vazia, junto com outras cinco companheiras, igualmente abandonadas!
Entra então a personagem, esta sim, onipresente na vida feminina, a bolsa. Uma letrinha só diferente na escrita, mas quanta diferença! Um, rejeitado, a outra, inseparável! O que seria das mulheres sem suas queridas bolsas? Documento, carteira, talão de cheque, remédio, maquiagem, escova, chaves, creme para as mãos, agenda, i-pod, lenço, óculos-de-sol, guarda-chuva, enfim a mais variada quantidade de badulaques, tudo vai naquele sumidouro. Chego a lembrar-me de minha tenra infância, da bolsa da Mary Poppins, de onde saía até abajur. Isso tudo tem que mudar de lugar naquela hora da manhã em que todos tem pressa, sabe, com o marido esperando, já com o carro ligado. Sim, porque claro, impensável é que se use a mesma bolsa dois dias seguidos. Então, além da dúvida cruel sobre  'qual bolsa combina melhor com minha roupa?', que toma alguns minutos, senão dezenas, tem o tempo gasto de mob/demob, que consiste em remover os objetos da bolsa de ontem e colocá-los na bolsa de hoje. O que não impede de ouvirmos, meia hora depois: 'Ih! Esqueci dos óculos na outra bolsa!'


Na bolsa, está, inclusive, o querido celular: não adianta a caixinha do bichinho vir com prendedores de cinto, penduradores para pescoço, ou outra solução qualquer para carregá-lo, o destino final de todo celular feminino é lá, afogado junto com as mil e uma outras utilidades do universo feminino. O que provoca também, muitas vezes, aquelas ligações misteriosas, provocadas por algum daqueles objetos contundentes, um batom, um chaveiro, sei lá, que acaba acionando o último número chamado. Ou seja, além de não serem atendidos, porque afogados, eles ligam sozinhos, porque afogados! Surreal....

            Houve época em que homem também usava bolsa, a tiracolo ou, ainda, na forma da indefectível pochete, hoje meio fora de moda (eu usei ...). Ainda passamos pelas carteiras, que carregávamos na mão, facílimas de serem esquecidas nos mais variados balcões. Hoje, concentramos nossas necessidades diárias nos queridos bolsos, em nossas confortáveis calças, em nossas sociais camisas. Vamos desconsiderar a moda adolescente de ter bolsos até à altura dos joelhos, sabe-se lá o que guardam lá, fiquemos só nos tradicionais. A gente se lembra da utilidade dos bolsos quando viaja de avião, que bem faz um bolso numa camisa! 

Depois, vem a multiplicação do efeito benéfico: o paletó, com seus cinco bolsos entre externos e internos, recheados de apetrechos de viagem. O paletó é a bolsa do homem, utilíssimo em viagens, mormente as internacionais. Bilhete (eletrônico ou papel), passaporte, dinheiro, cartão de embarque, ticket de bagagem, cartões de visita, formulário da imigração, da alfândega, pen-drive, caneta e, claro, o inseparável celular, todos confortavelmente acomodados no paletó, para passar facilmente na caixinha do raio-X. E cada um no seu lugar, facilmente localizável, bem diferente do visceral dilema feminino ao procurar qualquer coisa na bolsa. A única coisa que se tem certeza quanto a pertences em uma bolsa, é a de que eles entraram lá; agora, encontrar e extrair de lá, exatamente o que se deseja, é uma história bem diferente. A não ser, claro que se apele para aquela radical chaqualhada de cabeça pra baixo. Deixo aqui um alento para o inseparável apetrecho, tenho que admitir: nós, homens, invariavelmente, vamos precisar, alguma vez em nossas vidas, de alguma coisa não temos à mão, e as bolsas delas estarão lá para nos salvar!

Sei que a mulher de hoje conquistou um mundo muito maior do que cabe em sua bolsa, mas permito-me esta análise levemente crítica sobre o acessório indispensável para uma enorme maioria delas!!!
E, na verdade, nas diferenças é que mora a beleza. Se as mulheres não usam bolsos, é para ficarem mais elegantes, seja para nós, seja (quem sabe, principalmente) para as outras mulheres. É assim que as conhecemos e assim que as amamos. E que continuem assim. Mas, ao menos, que encontrem uma solução compatível para que sejam encontradas neste fundamental meio de comunicação do mundo moderno.
            Vida longa à classe e à elegância feminina!
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A pinça salvadora!



terça-feira, 7 de novembro de 2017

Homeradas em Série

Havíamos passado um fim-de-semana incólumes, sem nenhum acontecimento inesperado em nossa viagem de 3 dias a Florianópolis, de outubro...

Já nesta viagem a Santos, veio o troco, felizmente, quando Neusa já havia partido pra Sampa. Aliás, se ela estivesse comigo, nenhuma das homeradas teria acontecido...

Fiquei para dar uma palestra na USP Petróleo, que é na minha cidade. Ao final, começou... foram três ... em série!!!

1. Dois organizadores do evento me levaram à rodoviária de Santos e, somente ao chegar, eu percebi..... fiquei lá com um deles para comprar a passagem e o outro voltou ao local do evento para pegar a mala..., a mala chegou e me despedi

2. Acomodei-me em meu lugar no ônibus, janela. Peguei meu celular no bolso da calça e, quando fui pegar os óculos no bolso da camisa, meu documento voou e caiu no cantinho do banco. Armei minha lanterna do celular e procurei, procurei, procurei, e nada, até que encontrei um buraquinho da engrenagem de acionamento do banco reclinável. 
Não é que ele estava lá?! 
Só que sem espaço para um dedo, quanto mais dois, fiquei desesperado, já pensando que o motorista não ia conseguir resolver no final, pois era um compartimento fechado, só com a entrada milimetricamente suficiente para receber meu documento. E pensei na viagem de avião, que exigia o tal documento. Pensei: só uma pinça das grandes poderá me ajudar, pois estava bem fundinho. Saí em busca de mulheres passageiras. A quarta resolveu procurar na bolsa, e encontrou. E não era das pequenas, mas achei que não estava grande o suficiente para atingir o local de tal forma que eu pudesse fazer pressão, e pescá-lo. Felizmente, a operação salvamento foi bem-sucedida. Em compensação, acabei amassando a haste do meus óculos, no desespero da procura. Está tortinho... bem-feito, quem mando me provocar tamanho stress? Como disse no Facebook, 
SALVE AS MULHERES E SUAS BOLSAS!!

3. Depois, já mais calmo,  eu dormi (claro), o ônibus chegou a Jabaquara, eu acordei, desci, saí da Rodoviária, chamei o UBER para o aeroporto, o carro demorou cinco minutos pra chegar, chegou, eu entrei, o carro saiu e sóe ntão percebni: A MALA, DE NOVO, NÃÃÃAÕ!!!! Dispensei o UBER e voltei correndo o caminho todo, e o ônibus felizmente ainda estava lá, mas já fechando o bagageiro para sair de volta a Santos, com minha mala no bagageiro e tudo.... mais alguns segundos, ia ser uma dor de cabeça tremenda. Ufa!!! 

Até então eu estava me vangloriando que era a Neusa que havia feito uma Neusada, afinal ela pegara uma carona no domingo à noite pra São Paulo, tchau e coisa e tal, aí 15 minutos depois, a campainha toca e ouço a sua voz... ela havia esquecido o celular... felizmente, ela se lembrou antes do motorista chegar na estrada!!!

Era natural eu compensar com alguma.... mas não precisava ser triplamente!!!

É,, os 60 chegando pros dois, dá nisso... se bem que do meu lado, isso sempre foi uma característica normal....

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

"Estrondoso show!" diz O Globo sobre Primavera nos Dentes


Eu ia montar um comentário meu sobre o
show de lançamento de Primavera nos Dentes​,
no Rio de Janeiro na iluminada noite de 31 de outubro
quando surgiu esta crítica magnífica de Mauro Ferreira do G1,
 Os adjetivos da descrição da performance de Duda são perfeitos.
As fotos estão ótimas. Coloca um setlist no final.
Só faltou acertar o nome do Felipe, justamente
quando descrevia os 'sons ciganos ou mesmo árabes’
que extraía de seu violino, que alternava com a guitarra.

E, claro, faltou meio ponto no final, hehehe!!

Charles Gavin poderia ter ficado sentado no trono de baterista do grupo Titãs esperando a morte artística chegar. Mas soube abrir mão do ouro de tolo e saiu da banda paulistana em fevereiro de 2010 para se dedicar a outros trabalhos. O retorno ao universo pop como músico foi delineado em 2016, ano em que Gavin formou banda com os músicos Felipe Ventura (violino e guitarra), Paulo Rafael (guitarra) e Pedro Coelho (baixo) e começou a tocar o repertório dos dois fundamentais primeiros álbuns de estúdio do trio Secos & Molhados. Nascia o projeto Primavera nos Dentes. Com a voz de Duda Brack, cantora gaúcha de vivência carioca que lançou um dos melhores e mais urgentes discos de 2015, É, o projeto virou (grande) disco neste ano de 2017 por iniciativa do produtor Rafael Ramos.



Em turnê nacional neste segundo semestre, o show chegou aos palcos da cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de terça-feira, 31 de outubro, em apresentação que lotou a arena do Sesc Copacabana. E o que se viu na arena circular foi um show ainda melhor do que o álbum lançado somente no formato de LP e em edição digital.

Com doses bem calculadas de poesia e acidez, as letras das músicas dos Secos & Molhados continuam atuais, incisivas. Mas era preciso dar nova forma às músicas para Primavera nos Dentes não soar como clone – ou, pior, um pastiche – do trio formado em 1971 por João Ricardo com Ney Matogrosso e Gerson Conrad na cena alternativa da cidade de São Paulo.

Seguindo o molde do disco produzido por Rafael Ramos, o show em essência deu o peso do rock ao repertório do Secos & Molhados – caminho já evidenciado na segunda música do roteiro, Angústia (João Ricardo e João Apolinário, 1974), e repisado em Delírio (Gerson Conrad e Paulo Mendonça, 1974) e, já no fim, no tom hard de O hierofante (João Ricardo sobre poema de Oswaldo Andrade, 1974).


Como Gavin é exímio baterista que domina o idioma do rock e como o Primavera nos Dentes traz na formação um guitar hero, Paulo Rafael, a transposição das músicas para o universo do rock – entendendo-se rock no sentido mais amplo que alia som à atitude – resulta competente. Só que tocar ao vivo o repertório dos álbuns Secos & Molhados (1973) e Secos & Molhados (1974) era tarefa arriscada porque era preciso oferecer performance à altura da atuação transgressora do vocalista Ney Matogrosso nos palcos. E é aí que Duda Brack contribuiu decisivamente para o êxito estrondoso do show. Além dos dotes vocais, Brack é cantora de grande presença cênica. Tem magnetismo e canta também com o corpo, em movimentos ora teatrais, ora ritualísticos.

Na estreia carioca do show Primavera nos Dentes, a cantora capturou a atenção da plateia desde que apareceu na arena do Sesc Copacabana como uma gata arisca, pronta para fazer jorrar a poesia altiva de Sangue latino (João Ricardo e Paulo Mendonça, 1973). Do início ao fim do show, Brack manteve a alta tensão de repertório que pescou pérolas como Fala (João Ricardo e Luhli, 1973), Não, não digas nada (João Ricardo sobre poema de Fernando Pessoa, 1974) – música do roteiro que não está entre as 11 composições do disco – e Tercer mundo(João Ricardo sobre poema de Julio Cortázar, 1974). Cantora magnética, de visceral potência vocal, Brack precisa somente ter mais atenção com a dicção. Nem sempre foi possível entender o que dizia e/ou cantava, sobretudo quando apresentou a banda.

Alternando-se entre o violino e a guitarra, Pedro Ventura – músico da banda Baleia – contribuiu para evocar sons ciganos ou mesmo árabes (quando o toque do violino evocava o som de uma rabeca). No baixo, Pedro Coelho armou com Gavin a cama para que todos deitassem e rolassem na apresentação de roteiro que incluiu O doce e o amargo (João Ricardo e Paulo Mendonça, 1974), um dos pontos mais altos do show. Poeticamente, a propósito, o cancioneiro do Secos & Molhados diz coisas amargas com doçura. Rosa de Hiroshima (Gerson Conrad sobre poema de Vinicius de Moraes, 1973), que desabrochou climática no show, exemplificou o tom agridoce de parte do repertório.


Até O vira (João Ricardo e Luhli, 1973), única música mais fluida da seleção do Primavera nos Dentes, ganhou corpo no show pela presença performática de Duda Brack em número que irradiou luzes de globo espelhado. Já O patrão nosso de cada dia (João Ricardo, 1973) promoveu instante de beleza quando os vocais dos músicos da banda se harmonizaram ao fim do número.

Como o repertório do Secos & Molhados denuncia desigualdades e opressões, além de defender expressões libertárias, a inclusão no roteiro de Tem gente com fome (João Ricardo e Solano Trindade, 1979) – música que a censura impediu o Secos & Molhados de cantar e lançar em disco – soou natural. Pedido de Ney Matogrosso, como contou Duda Brack em cena, a adição de Tem gente com fome foi o pretexto para reprodução de fala do sociólogo Herbert de Souza (1935 – 1997), o Betinho.

A fala sobre a responsabilidade de cada cidadão sobre a tragédia da fome também se encaixou bem em roteiro que extrapolou o repertório do disco em músicas como El rey((João Ricardo e Gerson Conrad, 1973), Flores astrais (João Ricardo e João Apolinário, 1974) e Amor (João Ricardo e João Apolinário, 1974), as duas últimas alocadas no bis. Até porque fazer um show em 2017 com o repertório inicial do Secos & Molhados, realçando o doce e o amargo do grupo, é em última instância um necessário ato político. (Cotação: * * * * 1/2)


Eis o roteiro seguido em 31 de outubro de 2017 por Charles Gavin, Duda Brack, Felipe Ventura, Paulo Rafael e Pedro Coelho na estreia carioca do show Primavera nos Dentes na arena do Sesc Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ):

1. Sangue latino (João Ricardo e Paulo Mendonça, 1973)
2. Angústia (João Ricardo e João Apolinário, 1974)
3. Fala (João Ricardo e Luhli, 1973)
4. Não, não digas nada (João Ricardo sobre poema de Fernando Pessoa, 1974)
5. Tercer mundo (João Ricardo sobre poema de Julio Cortázar, 1974)
6. O doce e o amargo (João Ricardo e Paulo Mendonça, 1974)
7. Delírio (Gerson Conrad e Paulo Mendonça, 1974)
8. O patrão nosso de cada dia (João Ricardo, 1973)
9. O vira (João Ricardo e Luhli, 1973)
10. Primavera nos dentes (João Ricardo e João Apolinário, 1973)
11. Rosa de Hiroshima (Gerson Conrad sobre poema de Vinicius de Moraes, 1973)
12. El rey (João Ricardo e Gerson Conrad, 1973)
13. Tem gente com fome (João Ricardo e Solano Trindade, 1979)
14. O hierofante (João Ricardo sobre poema de Oswaldo Andrade, 1974)
Bis:
15. Flores astrais (João Ricardo e João Apolinário, 1974)
16. Amor (João Ricardo e João Apolinário, 1974)

(Créditos das imagens: Primavera nos Dentes em 31 de outubro de 2017 na Arena do Sesc Copacabana em fotos de Bruno Coqueiro)