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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

37 anos de papel passado

Publicação de mais de 300 curtidas
e mais de 100 comentários no Facebook
Obrigado, amigos!!!
Resolvi registrar no blog
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7 de agosto de 2019,
37 anos de papel passado.
Não importa se é calor ou chove,
Neusa está sempre a meu lado.

Em três anos veio Renata
E mais três, o Felipe.
Ela, escritora inata,
O músico fechou a equipe.


Aos 10, se foi Seu Pacheco,
E vieram Mira e Carlinhos.
Nunca mais ficaram a seco
De amor e de carinhos.


Rompemos 2000 na América,
Com filhos, sogra e cunhado.
Autêntica missão homérica!
Quatro anos durou o babado!

Na volta, vida normal,
O tempo passando pra trás
Há 7 anos, Adeus, Tribunal!
Há 3, Adeus, Petrobras!

Ainda nada de neto,
Mas temos Luna e Apolo,
Gatinhos com muito afeto,
Carinho, alegria e colo!




E assim vamos levando
A vida sem qualquer truque,
Sempre, sempre saudando
Os amigos do Facebook! 




quinta-feira, 8 de agosto de 2019

DOIS FILHOS DE HOMERIX

Mais um livro da Renata
Mais um disco do Felipe
Hora de reviver este post
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Este é um post claramente inspirado no filme Dois Filhos de Francisco.

Quero usar este espaço para esclarecer uma coisa fundamental sobre o papel de Homerix e seu objetivo. 

No filme, Francisco tem dois filhos artistas, Zezé de Camargo e Luciano, cantores, em começo de carreira. Francisco compra fichas telefõnicas e distribui entre seus colegas de trabalho, para que liguem do orelhão da obra para as rádios da cidade pedindo que toquem a sua música É o Amor.

Nesta vida, Homerix tem dois filhos artistas, Renata, escritora, e Felipe, músico. Homerix usa seu blog e o Facebook para pedir aos amigos que vejam o video de Renata falando sobre seus livros A Arma Escarlate (1) ou A Comissão Chapeleira, ou ainda que conheçam os discos da Baleia (2), a  atual banda de Felipe, chamados Quebra Azul e Atlas e o último projeto Coração Fantasma, que é um disco vivo.

Similar, não?? Os meios são diferentes, mas o objetivo é o mesmo!!!

Eis os dois artistas, quando já faziam arte ... outro tipo de arte....



Antes dessas duas oportunidades de convocação, Homerix não perdia oportunidade de divulgar o trabalho dos filhos. 

Antes de A Arma Escarlate, e mesmo antes do blog, Homerix divulgava as iniciativas de Renata, em sua dura batalha pelo Esperanto (3), em seu projeto 'Calendário das Virtudes' em busca da disseminação de valores para as pessoas (4), ou de sua batalha contra o colonialismo cultural a que nós brasileiros nos submetemos, que materializou em sua monografia (5).

Antes da Baleia, e mesmo antes do blog, Homerix divulgava as outras iniciativas musicais de Felipe, como sua primeira banda, Los Bife,  está on hold, apesar de ter lançado um exxcelente disco - Super Supérfluo - que saiu em 2011 (6), ou como das obras que compõe durante seu curso de Composição Clássica na Universidade (7).

Tudo isso NUNCA foi pra ele se vangloriar do talento dos filhos. NUNCA para angariar elogios. Homerix já sabia do destino dos filhos... as artes! Daí  porque Homerix sempre foi dedicado à divulgação dos trabalhos deles!! Ele queria que seu pequeno mundo, até onde chegasse sua pequena influência, conhecesse o trabalho dos filhos. A profissão que eles escolheram depende da aceitação e interesse de outras pessoas.

Fosse Felipe engenheiro ou advogado, não teria sentido Homerix usar as páginas de seu blog e as publicações do Facebook para chamar os amigos a que usassem a habilidade de seu filho para construírem suas casas ou defenderem suas causas. Felipe faria seu caminho sozinho, ou de forma autônoma ou prestando um concurso público... não há concurso público para músicos em estatais ou tribunais.

Fosse Renata psicóloga ou médica, não teria sentido Homerix usar as páginas de seu blog e as publicações do Facebook para chamar os amigos a que usassem a habilidade de sua filha para tratarem de suas cabeças e corpos. Renata faria seu caminho sozinha, ou de forma autônoma ou prestando um concurso público... não há concurso público para escritores em estatais ou tribunais.

Eles teriam um caminho a traçarem sozinhos, pelo seu esforço pelo estudo.

Os artistas também têm o seu caminho, também com muito esforço e estudo, mas necessitam de muuuita divulgação, dependem que seu trabalho seja conhecido, num mercado altamente disputado. Felizmente, as obras de ambos são de qualidade, e Homerix não se sente nem minimamente envergonhado em divulgá-las.

A escritora disputa espaço na mente das pessoas que hoje está muitíssimo ocupada pelos apelos da informação. Muito se vê televisão, muito se navega em redes sociais, pouco tempo e vontade sobram para leituras. Afora isso, dentre os que se dedicam à leitura, muitos o fazem com obras de autores estrangeiros, o que faz com que as editoras também pretiram os autores nacionais (ou seria o contrário?).

O músico tem que enfrentar um mercado hoje acostumado a valorizar música e letra de baixíssima qualidade, mas de grande apelo popular. Ele lamenta essa situação e clama por um espaço em uma de suas melhores músicas, ainda do Los Bife', chamada 'Rádio Cabeça' (8) : 
Já se foi o tempo em que eu me preocupava em me expressar artisticamente
Já se foi o tempo em que o mais importante era ser criativo e inteligente
Nunca mais eu penso antes de escrever
Nunca serei popular, se eu não me vender

Homerix recebe de alguns amigos aquele elogio de "Papai Coruja, hein?!!", "Lambendo a Cria, hein?!", coisas do gênero. Claro que ele tem orgulho do trabalho dos filhos. Mas o que ele menos quer é se vangloriar disso. O que o "papai coruja" deseja, na verdade, com sua insistência, do fundo de seu coração, é que as pessoas conheçam as obras dos filhos e 'at the end of the day' (como dizem os brothers),  consumam, de alguma forma, o que os filhos produzem, e, se gostarem, que divulguem, iniciando assim, uma corrente do bem. Simples assim!!

O músico já tem o que vender e noutro dia teve a grata notícia sobre a indicação ao Grammy, a escritora já tem seus livros na praça, que felizmente estão sendo muito elogiados (9), o primeiro já está em 7ª edição, e o segundo na 4ª, mas ainda falta estourar. Homerix sinceramente acreditava que sua rede sozinha seria suficiente para esgotar as prateleiras. Má avaliação! Mas os livros chegam lá! Renata também faz um trabalho incansável de divulgação e já tem muitos fãs  declarados aguardando o terceiro livro, que aliás já está pronto. Muito legal!

Mas segue a luta! Homerix tem fé que os Cisnes Negros do Bem (10) aparecerão para seus dois filhos....

E eles poderão aparecer de algum contato de vocês!! Quem sabe!!


Homerix

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Os Blue Caps seguem firmes!!

Ao longo de uma semana, dediquei-me a Renato e seus Blue Caps. Fiz um vídeo, imaginei um novo aplicativo, o BlueCap Translator, chamei os amigos.

Afinal, na sexta-feira, iria à celebração de 60 anos daquela banda de Iê Iê Iê comandada por Renato Barros, e que teve até Erasmo Carlos entre seus integrantes lá no começo. Foi no Teatro Clara Nunes.

Chegou o dia, marquei com um casal amigo e lá fomos, e antes encontramos outros amigos, aliás, mais ou menos das mesmas idades e gostos.

O show foi espetacular!

Nosso ídolo parece um menino feliz com sua guitarra! Dos integrantes originais, apenas estão o próprio comandante inspirador e Cid Chaves que, à época, empunhava o saxofone, mas agora apenas divide os vocais principais, muito bem, aliás e é, como diz Renato, o Comunicador oficial! Completam a banda um tecladista, um baterista e um baixista, todos ótimos. Renato é o único guitarrista da banda e leva tudo muito bem.

A coisa começa com 9 ou 10 sucessos deles tocados direto, entre eles 'Primeira Lágrima', 'Como num Sonho', 'Se Você Soubesse', 'Você Não Soube Amar' seguidinho, sem sair de cima, uma emendada na outra, coisa de banda com muita cancha de palco. Dentre elas, quatro daquelas versões dos Beatles, ’Até o Fim’ (You Won’t See Me), ‘Dona Do Meu Coração’ (Run for Your Life), ‘Garota Malvada’ (I Call Your Name), e ‘O Meu Primeiro Amor’ (You’re Gonna Loose That Girl). E também a versão de ‘California Dreaming’, que eu nem lembro o nome.

Depois desse sufoco todo, uma parada para o Momento Autoral. Pegou seu violão e fez duas homenagens, cantou ‘Corcovado’ do Tom Jobim, brindando-nos com o arranjo de Os Cariocas, achei ótimo, parece que ouvia o extraordinário grupo cantando forte... da janela vê-se o Corcovado e o Redentor, kilindo.... e depois homenageou Vinícius, ‘Eu Sei Que Vou Te Amar’, que na verdade, deixou o público cantar, praticamente. Ele sempre faz essas homenagens a grandes nomes. E então, no seu momento de Autor mesmo, ele reproduz algumas das dezenas de canções de sua autoria, muitas delas sucessos na voz de outros cantores. E aí vieram ‘Devolva-me’ e depois ‘A Pobreza’, “Eu Não Sabia Que Você Existia”, e finalizou com um sucesso estrondoso de Roberto Carlos, ‘Não Serve Pra Mim’. Não tinha idéia de que era ele o compositor delas!

Fez uma SURPRISE, como ele disse, tocando Hotel Califórnia, com um inglês muito bom, depois voltou com mais duas versões de Beatles, ‘Ana’ (Anna Go To Him, esta não composta por eles) e ‘Não Volto Mais’ (Paperback Writer). Tocam ainda 'Playboy' e 'Cláudia', sucessos autorais.

Para finalizar, dispararam uma fenomenal sessão de Jovem Guarda, com ‘Festa de Arromba’, ‘Ele é o Bom’, ‘O Picapau’, ‘Pode Vir Quente Que Eu Estou Fervendo’ e ‘Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones’, passou aliás por esses últimos em ‘Day Tripper’ e ‘Satisfaction’ com seus inesquecíveis riffs de guitarra e, claro, o Grand Finale com os sucessos deles (e dos Beatles) ‘Feche Os Olhos’ (All My Loving) e ‘Menina Linda’ (I Should Have Known Better) sem direito a bis!!
A essa altura, o povo estava todo de pé há muito tempo, dançando e lembrando aquelas doces tardes de domingo, que não voltam mais...

Dos amigos, apenas nós fomos ao camarim para registrar o momento. Afinal, eles foram super importantes na época!

Foi uma realização para mim!!! — com Neusa Ventura.

FICOU COM VONTADE?
PRÓXIMOS SHOWS:
08/08 - Fortaleza - Shopping Rio Mar
09/08 - Recife - Clube Ares Cisnes
24/08 - Brasília - Clube dos Previdenciários
05/10 - Natal - Teatro Riachuelo

23/11 – Rio de Janeiro – Teatro Bradesco no Shopping Village Mall – Barra da Tijuca– 22

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Revolver ... revolvendo tudo

Há 53 anos, era lançado Revolver, pelos Beatles!
Hora de relembrar meu post sobre um dos melhores discos dos Beatles, 
de cinco anos atrás, com Dona Mira ainda entre nós... 
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Meu velho Picasso ficou com Neusa, mas ela pouco anda. Usamos quando levamos Dona Mira pra passear, pois ela fica mais confortável. E também quando precisamos de espaço, como quando a Baleia precisou de carona ao aeroporto. Aquele porta-malas é o máximo! Ideal para bandas que vão viajar! Mas o fato é que ele pouco anda. Então peguei esses primeiros dias de férias e usei-o um pouco!! O bom é que ele tem um equipamento que eu não tenho mais no meu: um tocador de CDs! Sabe, aquela bolachinha de plástico que está em desuso, infelizmente? No meu carro novo (que agora é o antigo), por exemplo, só tem uma portinha USB. Enfim, para esses passeios com vovó, até a Barra da Tijuca por exemplo, Renata mantém um pequeno estoque de CDs no porta-luvas. E fixou em uma única banda: The Beatles! Bom gosto dela, não?

Enfim, o CD que estava no aparelho desta vez era Revolver, de 1966. Há quanto tempo não o ouvia! Que coisa maravilhosa! Algumas particularidades / curiosidades que podem não querer dizer nada para 99% da população, mas falo assim mesmo, enfim...
  1. É o primeiro LP Beatle que tem 3 canções de George Harrison: Taxman (reclamando que o fisco britânico tomava 95% do dinheiro deles)Love You To (primeira incursão da música indiana em sua obra) e I Want To Tell You. Isso foi o máximo que ele teve em sua carreira beatle... Bem, na verdade ele produziu 4 canções no Álbum Branco (1968), mas como era um álbum duplo, eu considero duas-por-bolacha, portanto Revolver ganhou! Além disso, Taxman teve a primazia de abrir um álbum Beatle, a única vez que George teve essa honra. As outras composições do disco são 6 de Paul e 5 de John, claro as 11 com o selo Lennon/McCartney (detalhes da parceria aqui, neste post). 
  2. É um LP que tem uma de suas músicas consideradas como um breakthrouhTomorrow Never Knows, de Lennon, em que o músico, inspirado em viagens de LSD, queria implantar ideias mirabolantes no seio da canção. Queria que sua voz soasse como um monge do alto de um mosteiro. E o fez, com a aquiescência de George Martin. Ela tem um acorde só.... uma batida só (Ringo fundamental!) .... hipnotizante, psicodélico, inovador, precursor. Segundo Felipe, o último disco do Radiohead não existiria sem Tomorrow Never Knows
  3. As outras quatro canções de John são I'm Only Sleeping (Yaaaaunn, que sono, me deixa dormir!!), She Said She Said (I know what is like to be dead) Dr. Robert (nome do médico que lehes apresentou o LSD), And Your Bird Can Sing (inspirada num artigo que exaltava Sinatra como o homem que pode ter TUDO); 
  4. Uma das composições de Paul era Yellow Submarine, canção infantil cantada por Ringo, que sempre teve garantida sua participação, mesmo compondo pouquíssimo. As outras cinco de Paul são Eleanor Rigby (um monumento à solidão, não instrumentada por nenhum Beatle, apenas o arranjo de cordas de George Martin), Here There and Everywhere (linda balada), For No One (para sua namorada Jane Ashere Got To Get You Into My Life (dizem que o You do título era a machonha, nesta canção inspirada na Motown americana e embalada por fantásticos metais).
  5. É o primeiro LP Beatle único do ano. Os Beatles acostumaram seus fãs com 2 LPs por ano desde 1963. Em 1966, foi só Revolver;
  6. É o primeiro LP a não ter fotos dos Beatles especialmente tiradas, na capa. Tem sim um maravilhoso desenho dos 4, obra de Klaus Voorman, um alemão amigo da banda desde os primórdios de Hamburgo! Além de várias fotos menores dos artistas em outros momentos. Dizem que ganhou o Grammy de Melhor Capa do ano, mas há controvérisas... essa categoria nem existia...
  7. É o primeiro LP em que nenhuma de suas canções foi tocada ao vivo pelos Beatles. A última canção de LP tocada ao vivo foi Nowhere Man, do LP Rubber Soul, de 1965. Da época das gravações de Revolver, eles tocaram Paperback Writer, uma McCartney espetacular, mas esta foi lançada apenas em compacto, juntamente com Rain, de John;
  8. É o terceiro álbum da lista dos melhores da Rolling Stones, que tem Sgt Pepper's em primeiro, Rubber Soul em quinto e Álbum Branco em décimo;
  9. É o primeiro LP a apresentar a tecnologia ADT (Authomatic Double Tracking). Lennon estava cansado de dublar a própria voz nas gravações, e 'encomendou algo diferente'. Ken Thounsend, engenheiro de som da EMI deu um jeito e inventou o ADT!
  10. Concorreu ao Grammy de Melhor Álbum do Ano, mas perdeu para Frank Sinatra ... mas olha só... o 'Man And His Music' era uma retrospectiva do melhor cantor de todos os tempos... não devia nem ter concorrido.
É pouco?

É sempre bom celebrar, enaltecer, reverenciar!!!


segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Monstro do Dinheiro

Estava com saudade de assistir a filmes sem destruição de cidades por seres super-poderosos. Pois os últimos filmes que vi foram DeadPool, SuperMan x Batman, Capitão América x Homem de Ferro e Magneto x Xavier, enfim, fazia tempo que não via um filme fora do circuito DC Comics vs Marvel.

E acertei em cheio!

O filme é Jogo do Dinheiro, nome infeliz do original Money Monster, que vem a ser um programa comandado por George Clooney e dirigido por Julia Roberts, em que o apresentador caricato dá dicas do mercado acionário, num momento especial em que uma grande empresa recomendada por ele perde um valor descomunal de mercado, e aparece um insatisfeito para reclamar, de forma violenta!!

Boas situações, boas tiradas, bons comic reliefs, como a situação da pomada, e uma outra, que tinha tudo para ser dramática, mas gera riso, pelo inusitado!!! Depois me diz se identifica e se concorda!!

Desempenhos? Bem, Julia Roberts passa alguma emoção, mas George Clooney interpreta bem George Clooney, podia ao menos perpassar um certo nervosismo, um suor frio, face à situação limite em que sem encontrava, e na verdade parecia que ia dizer 'What else?' ou 'Ristretto!' a qualquer momento!!!

A direção é da sumida Jodie Foster, muito boa, não sabia que tinha embarcado nessa, sabia ser produtora, e tal, mas não diretora!!

Divertimo-nos muito!

Recomendamos muito!!

O Bonequinho do Globo olha!!

O Homerinho aplaude!!!

Por que não vamos lá fora e atravessamos a rua?

        

Por que não vamos lá fora e atravessamos a rua?
disse ele a seus amigos, há 50 anos, nesta semana.

Essa pergunta, aparentemente bobinha e sem sentido, teria caído em esquecimento total e absoluto se fossem outros o lugar, os personagens envolvidos na cena, e o que aquele ato simples de atravessar a rua representaria para o mundo da música.

         O lugar:            Estúdios da EMI, em Londres
         O dia:              8 de agosto de 1969
         Ele:                  Paul McCartney
         Seus amigos:   John Lennon, George Harrison e Ringo Starr
         A proposta:      Atravessar em fila indiana a Abbey Road,
                                 ter o movimento registrado em fotografia,
                           e ter a fotografia estampada na capa 
do último disco dos Beatles,
                                 na minha opinião, o melhor de todos eles,
                                 não sem motivo, o mais vendido de sua carreira.
                  Estava a maior banda do mundo envolta em dúvidas sobre a capa e até mesmo sobre o nome do disco que estavam acabando de gravar. E era um disco especial, todos sabiam, John, nem tanto. Eles vinham de uma experiência que consideraram frustrada, o projeto Get Back, em que haviam embarcado numa idéia de volta às origens, e abandonado a batuta de George Martin, o grande produtor e mentor de seus discos até então. Só eles mesmos para ficarem frustrados com aquilo que viria a se tornar o último disco LANÇADO dos Beatles, que acabou levando o nome de Let It Be. Fiz questão de capitalizar o particípio qualificativo acima, para distingüi-lo de GRAVADO, que é o que se aplica àquele disco sobre o qual pairava a dúvida da capa, e sobre o qual, aliás, não vou falar aqui, deixo para falar à época do aniversário de 40 anos de seu lançamento, em setembro. Quem faz ‘entaniversário’ agora é a foto da capa, e é sobre ela que versa este pequeno ensaio.
                  Estava praticamente combinado que eles voltariam a aparecer na capa, como somente haviam deixado de fazer no último LP de estúdio, o famoso The Beatles, conhecido como Álbum Branco, pela total ausência de cor, inclusive no nome, que aparecia em alto relevo. Afora aquele álbum, todos os demais traziam a imagem deles na capa, fosse em foto ou desenho, e era bom para registrar as mudanças de visual do grupo: naquele verão de 1969, John, Ringo e George ostentavam grande cabeleira, e grossas barbas. Somente Paul, que nunca foi adepto do estilo cabelão, sempre optou por um visual mais comportado, estava de cara limpa, sem barba ou bigode. Aliás, até mesmo porque estava morto ... hehehe  ... depois explico.
         Restava saber aonde tirar a foto. Por uns bons dias, pensou-se em chamar o álbum de Everest, muito devido a uma marca de cigarros fumados incessantemente pelo engenheiro de som Geoff Emerick (que ganharia o Grammy por seu magnífico trabalho naquele disco). E chegou-se a fazer planos para ir ao próprio Everest para tirar a foto, mas a produção seria muito complicada. Dinheiro não era problema, mas acabaria atrasando o cronograma de lançamento do disco. Pensando bem, até que o local seria bastante apropriado, pois era o topo do mundo, exatamente aonde os Beatles se encontravam: no topo do mundo do entretenimento, não havia ninguém mais poderoso que eles.
                    Foi então que Paul, em sua genial simplicidade, fez a proposta título e o sketch ao lado. De uma idéia que certamente custaria algumas milhares de libras foram a outra que custaria praticamente zero, mas que acabaria tendo efeito infinitamente maior. Proposta aceita, foi convocado o fotógrafo Iain Mcmillan, que estava de plantão, e saíram do estúdio. A produção teve alguma dificuldade para parar o trânsito, o fotógrafo subiu em uma pequena escada e tirou meia dúzia de fotos. Paul escolheu a que mais lhe agradou. Era a prerrogativa de quem dera a idéia. Estava decidida e realizada mais uma capa Beatle. E o disco foi também nomeado Abbey Road, em homenagem à casa que os abrigara nos últimos sete anos, palco de muitas revoluções musicais.
                 




Havia uma história, um boato, que pairava no ar à época: a suspeita morte de Paul McCartney, em um suposto acidente de moto em 1966, e sua substituição por um perfeito sósia.

                  Tudo o que envolvia, ou fazia menção, ou simplesmente lembrava qualquer um dos quatro Beatles, na época, era motivo de especulações dos ensandencidos fãs. Imaginem um boato como este! Variadas evidências, que comprovariam a morte de Paul, foram encontradas em músicas, declarações, anúncios de jornal, etc. Sei de algumas delas que só interessam aos mais fanáticos, e que não cabe aqui detalhar. Restrinjo-me aqui ao mais interessante conjunto delas:  as estampadas na capa de Abbey Road.

         Bom, se tiver a curiosidade de checar, pegue o disco na sua discoteca, ou se ainda não tem, que vergonha, vá imediatamente comprar o CD, pois é impossível você não tê-lo em sua estante, e note:
  1. Os 4 estão em fila indiana;
  2. John segue à frente, de terno branco;
  3. Ringo a seguir, de terno preto;
  4. Paul, a seguir, com roupa informal chique, descalço;
  5. George, finalizando o cortejo, todo em jeans;
  6. Paul é o único com o pé direito à frente; Os demais têm o pé esquerdo à frente;
  7. Paul carregava um cigarro na mão direita;
  8. Há um fusca bege descompromissadamente estacionado no lado esquerdo.

           Sua licença é LMW 2 8 I F.

         Não seria nada além de mais uma bela capa beatle se os fãs não tivessem usado sua fértil imaginação para descobrir nada menos do que oito evidências irrefutáveis de que Paul estaria mesmo morto!
         Senão vejamos:
  1. Os 4 estão em fila indiana, como todo bom cortejo fúnebre, e iam na direção de um cemitério nas imediações do estúdio;
  2. John, que segue à frente, de terno branco, era o padre que lhe proporcionara a extrema-unção (ou o médico, segundo alguns);
  3. Ringo a seguir, de terno preto, era o agente funerário que lhe proporcionaria funeral digno (ou o padre, segundo aqueles mesmos alguns);
  4. Paul, a seguir, com roupa normal, mas descalço como todo bom defunto, pronto para ser colocado num caixão;
  5. George, finalizando, todo em jeans, um traje simples, como todo humilde coveiro,que o colocaria na cova;
  6. Paul é o único com o pé direito à frente; os demais têm o pé esquerdo à frente. Sinal de que não está neste mundo;
  7. Cigarro na mão direita? Prova de que não era Paul, sabidamente canhoto;
  8. Há um fusca bege descompromissadamente estacionado no lado esquerdo.

Sua licença é LMW 2 8 I F, que naturalmente, quer dizer:
"Linda McCartney Widow -

Paul would be 28 years old, IF he were alive"
                   
         Pode?!!!!!
          Devemos relevar fato de o ‘I’ do ‘IF’ ser, na verdade, o número ‘1’, como toda boa licença naquela britânica ilha de miserable weather. Ou ainda,esquecer também que Paul, se estivesse vivo, ainda não teria completado 28 anos, mas, sim, estava no 28ª ano de sua vida....
         Meros detalhes!
         Em 1995, Paul, ainda muito vivo, em todas as interpretações do adjetivo, capitalizou uma vez mais em cima de sua fama de morto. Lançou um disco ao vivo com trechos de sua fantástica e muitíssimo bem sucedida excursão mundial. A capa do disco mostra a mesma rua, com um fusca similar àquele, estacionado no mesmo ponto mas com uma licença 54IS, e ele, Paul,  sendo puxado por uma cadela da mesma raça de sua antiga cadela Martha, que ele tinha na época do Abbey Road.  Deu ao disco o nome de "Paul is Live". O nome tem triplo sentido:
"Paul is Live", pois é um disco ao vivo, não gravado em estúdio;
"Paul is Live", pois ele não está morto, mas sim bem vivinho, apesar dos boatos;
"Paul is Live", pois, além de estar fisicamente vivo, está também artisticamente vivo, ainda fazendo turnês de grande sucesso e vendendo muitos discos, 25 anos depois de terminado o grupo.
Para completar, a licença do fusca é  54IS  pois  
 " .... now, Paul   IS 54 years old! "

A capa de Abbey Road ficou mundialmente famosa. O citado fusca bege ganhou notoriedade imediata e começou a passar de mão em mão de colecionadores. Chegou a valer dezenas de milhares de libras, e hoje está no museu da Volkswagen, na Alemanha.

         Desde o fim dos Beatles, todo santo dia, ao menos uma pessoa, às vezes dezenas, preferencialmente em grupos de quatro, repete a coreografia da capa, com pé trocado do 3º, que normalmente está descalço, e tudo o que tem direito. Entre elas, o bocó aqui! Estive lá pela primeira vez em 1992. Só que como eu estava sozinho, tive que esperar por outros três bocós para acompanhar-me na jornada e um 5º bocó para tirar a foto. E retornei algumas vezes: por menos tempo que eu tivesse, fosse apenas uma escala do vôo de ida ou de volta, eu pegava a Jubilee Line do metrô, descia na estação St. James Wood e repetia a coreografia.

         E deixava, sempre, minha mensagem no muro dos estúdios da EMI. Claro que nunca encontrava a mensagem anterior: aquele local virou ponto de registro do amor pelos Beatles. Cada centímetro quadrado de sua tinta branca é preenchido com declarações, poemas, citações de letras, Beatles 4ever, fulano esteve aqui, sicrano ama beltrana, e coisas do gênero.  A velocidade de preenchimento é enorme: a cada três meses, o muro tem que ser pintado, para começar uma nova série de pichamentos, totalmente legais e autorizados!

         Quem tiver dúvidas sobre o fenômeno, pode ir ao site da EMI, e procurar a imagem: há uma câmara permanentemente ligada, registrando a movimentação aquela faixa de pedestres. Pode estar vazia agora, mas não demora muito e aparece alguém atravessando e fazendo pose.


         E se for a Londres, não deixe de pagar o seu mico!!!

terça-feira, 30 de julho de 2019

Camas Hospitalares

Amigos, ainda há gente de bem entre nós!
Vejam que bela iniciativa!!
Seu Aroldo, hoje com 88 anos, mantém esse serviço desde 1989!
Já indiquei no passado, muitos amigos usaram, já usei, com Dona Mira, e volta e meia, este post é acessado!

Empréstimo: Camas hospitalares e cadeiras de rodas.

Um ser humano muito especial, chamado Aroldo Mendonça, integrante do Rotary Clube, formou um banco de leitos hospitalares e cadeiras de rodas e os empresta, sem cobrar nada, só pedindo em troca a sua devolução, quando não é mais necessária. Ele é um anjo da guarda para muita gente.

Atualmente, o banco, conta com mais de 600 leitos espalhados por todo o Brasil, já que o Sr. Aroldo conserta e aceita doações das camas hospitalares e cadeiras de roda, mesmo quebradas, ele retira no local e leva para a sua oficina que é especializada nesse tipo de conserto; as doações são as propulsoras dos empréstimos e ajudam a mais e mais pessoas, todos os dias e em todos os pontos do país, sem pedir nada em troca..

O frete dos empréstimos fica por conta da pessoa interessada, que faz uma espécie de contrato com o Sr. Aroldo por seis meses, sendo renovável por mais tempo, mediante a necessidade do prolongamento do uso do equipamento.

Caso precise, ligue para o Sr. Aroldo Mendonça:   (21) 2761-4923 segunda, quarta e sexta das 8h00 às 11h30 ou  (21) 99636-8000. O depósito é em Duque de Caxias, Rio de Janeiro.
Chegue lá com um comprovante de residência e assine um contrato. Atualmente, ele pede também uma doação de 80 reais, para a manutenção dos equipamentos e troca de colchões. Uma restrição: o doente tem que ser parente seu.
Vale divulgar, não é mesmo?

Passe para sua lista de contatos, de modo a chegar a quem precisa.
Se alguém conhecer pessoas ligadas a hospitais divulguem também.
Acredito que se você não precisa e pode ajudar, vai aí uma ótima causa!

 
Seu Aroldo atende na medida da disponibilidade! 

Hoje ele tem 1700 camas, estando 90% "alugadas"! E tem, ele me disse, cerca de 500 camas "perdidas".... de gente que pega, usa, e quando a pessoa morre, não devolve, preferindo economizar o frete de volta e ganhar uns trocados com ferro-velho. As cadeiras de rodas, no momento não tem nehuma, estão todas alugadas ou "perdidas"!

Ô povo!!                                                                                    

Grande sujeito esse seu Aroldo

Homerix Compartilhando Bondade dos Outros Ventura