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domingo, 29 de março de 2020

"Kennedys dont' cry" ... E motivo eles tiveram!

Após o Jornal Nacional, Neusa não pôde manter o nosso programa de assistir a 'Mad Men' em família e se recolheu.

Mudei para a CNN, fiquei por lá uns minutos, logo depois chegou Felipe, mudamos para a Netflix e vimos o mais recente episódio de 'Better Call Saul', E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R. Está na quinta temporada, episódios lançados semanalmente.

Quando acabou e desliguei a NetFlix, caiu na CNN de novo, e ficamos eu e Renata grudados num documentário chamado 'Dinastias - Os Kennedys'. Aquela família sempre me encantou. Lembro-me que um dos primeiros de que tenho lembrança, justamente o atentado que tirou a vida de John Kennedy, em 22 de novembro de 1963. Escrevi sobre isso aqui, neste link! Aliás, convido você a exercitar sua memória e buscar na sua infância profunda quais são as SUAS lembranças.

Não sei se era o primeiro episódio, mas creio que sim, pois pegava ainda o Patriarca Joseph Kennedy no final de seu período como Embaixador dos EUA no Reino Unido, e com sua polêmica atitude de não entrar em guerra com a Alemanha de Hitler, que depois foi vista como impatriota. Enfim....

Este post é apenas para destacar que a fama de que a família Kennedy era amaldiçoada, não foi baseada APENAS (como se fosse pouco) baseada no assassinatos de John e Robert n, na década de 1960, e na morte do filho de John num acidente de esqui, ou ainda na morte da secretária de Ted num acidente mal explicado num carro que dirigia.

NÃO! Houve mais desgraça!

A coisa começou muito antes, ainda na guerra que o velho Joseph não queria. Ao voltarem de Londres, Joseph começou seu plano de fazer um Kennedy Presidente dos EUA já que as intenções dele foram por água abaixo com o episódio Hitler. E o escolhido, claro, era Joseph Jr, o primogênito de NOVE filhos que teve com Rose! E o projeto, claro, passaria por mandá-lo para a guerra, e lá se foi Joe Jr, abandonando o último ano de faculdade de Direito, em 1941, e se VOLUNTARIANDO para a guerra.

Rosemary Kennedy. This beautiful young woman didn't conform to ...
Entretanto, antes de relatar-lhe o desfecho, passo a contar a história de Rosemary, a filha mais velha, que nasceu logo após John. Ela tinha atraso mental, foi educada por professores dentro de casa, mas quando começou a se engraçar para homens, o patriarca, com o consentimento de Rose, decidiu por um tratamento 'revolucionário' para ver se acabava com o atraso, quando ela tinha 21 anos! Uma lobotomia frontal!!! Putz!! Claro que não deu certo, sua mente voltou ao estágio de uma criança, e assim ficou, internada, fora do convívio familiar, desde 1941 a 2005, quando morreu, aos 87 anos. Inacreditável!!

Bem, eu reputo que tudo o que veio a seguir foi uma espécie de castigo para Joseph e Rose por essa atitude impensável. 

Voltando a Joe Jr, mas ainda passando por um 'causo' de John. Ele tinha saúde fraca e era mulherengo.... uma delas, uma sueca linda, era investigada como possível espiã, e Joseph resolveu o problema, mandando John alistar-se para o Pacífico, aonde o país enfrentava os japoneses. John era um bom piloto de um pequeno barco torpedeiro, e uma bela noite perdeu-se e seu barco foi cortado ao meio por um destroyer japonês. Dois morreram, e John liderou os outros 10 sobreviventes num nado de 4 milhas, sendo que ele carregava um ferido, até uma ilha, onde foram resgatados dias depois. Na volta, após uma interpretação inicial de imperícia, Joseph mexeu os pauzinhos e conseguiu mudar o jogo, e a imprensa transformou-o num herói, cá entre nós, acho que merecido, por salvar sua tripulação. Enfim, tudo isso foi um prefácio para voltar a Joe Jr.

O primogênito ficou enciumado com o destaque de seu baby brother, e resolveu, MESMO PODENDO VOLTAR AO PAÍS, seguir no Velho Continente, para conseguir também ser um herói. Piloto de avião, conduziu 25 missões bem sucedidas, e, de novo, MESMO PODENDO VOLTAR AO PAÍS, resolveu fazer uma ÚLTIMA MISSÃO, secreta, em que comandava um bombardeio, apenas com seu co-piloto, em que miravam o AVIÃO sobre um importante alvo alemão, cheio de explosivos,  saltando de paraquedas antes, claro, só que algo deu errado e o avião explodiu antes do alvo....

Pausa eloqüente ....

Mas a coisa não parou por aí... 

Resultado de imagem para Kathleen Kennedy CavendishA segunda irmã, Kathlyn brilhante menina, casou-se com um milionário inglês, contra a vontade da família, pois era protestante, o que era imperdoável para a tradição católica dos Kennedy. A praga deve ter sido grande por que seu marido foi para a frente de guerra e morreu, atingido por um sniper alemão. 

Mas a coisa não parou por aí... Ainda recém viúva, começou a namorar um homem casado, que prometeu divorciar-se, a mãe Rose não admitiu, então ela buscou apoio do pai Joseph, que deu sua bênção, ela e o 'noivo' foram visitar Joseph, num avião pilotado pelo último, e o avião caiu...

Pausa eloqüente ....

Que coisa, não!!


Sotaque x sUtaque!

Escarafunchando alfarrábios encontrei um pequeno libelo sobre sotaques...

Lá nos idos de 2009, Boechat estava em dúvida sobre o  plural de 'poço', se era falado com o 'o' aberto ou fechado. Expliquei:

"Boechat, eu, como paulista, vivendo nesta cidade maravilhosa há 27 anos, entendo a sua confusão.

A palavra 'poço' se fala no plural com o 'o' tônico' aberto, tanto aqui como em SP e em qualquer lugar onde se fale o português corretamente.

A diferença está na palavra 'poça', que aqui é falado com o 'o' fechado, enquanto que em SP, ele é aberto! E a coisa se repete no plural!

E eu não sei, no momento quem fala corretamente. Vou pesquisar!

Agora, eu sei perfeitamente quem está correto, nas palavras 'colégio', 'tomate', 'fogão', e 'botão', que no Rio, sem explicações, têm a primeira sílaba modificada ao falar, e viram 'cUlégio', 'tUmate', 'fUgão' e 'bUtão'.

Eu poderia acrescentar a esta última lista o par 'bolacha' e 'bUlacha', mas a verdade é que no Rio não se fala nem um nem outro, pois aqui o que se diz é 'biscoito', ou melhor 'biSHcoito', mas aí entro em outra seara...

Abraço
Homero Sempre Atento Ventura
Rio de Janeiro"
A imagem pode conter: texto que diz "BISCOITO X BOLACHA BISCOITO BOLACHA AMBOS os TERMOS SEM INFORMAÇÃO TREM"

quarta-feira, 25 de março de 2020

Breaking Bad In My Life

Neste confinamento que ora completa 10 dias, família toda reunida, filhos apenas saindo para fazer comprinhas, as demais on-line, claro que a televisão é uma boa alternativa, com os filmes disponíveis nas plataformas de streaming e na própria TV aberta.

E dentre os filmes assistidos (ou percebidos), aconteceu uma coincidência interessante, ao menos para nós, amantes de 'Breaking Bad', a melhor série de todos os tempos, e que aconteceu nos últimos 3 dias!
  1. Em 'Contágio', de 2011, quem faz o Almirante que faz parte do time de combate ao vírus? É Brian Cranston, nada menos que o Professor Walt White, principal personagem da série;
  2. Em 'Sully', de 2016, quem faz parte do time da NTSB, que faz a investigação do pouso no Rio Hudson?  É Anna Gunn, nada menos que Skyler White, esposa de Walt na série;
  3. Enquanto eu escrevia a resenha de 'Sully', passava na TV uma péssima comédia, com Dwaine Johnson, e quando olho, quem faz o papel do algoz de The Rock? É Aaron Paul, nada menos que Jesse Pinkman, parceiro de Walt White na confecção de anfetaminas na série.
Como interpretei essa coincidência?

Como um sinal de que era a hora de acabar com uma lacuna de meu blog, de minha vida, afinal, como é que eu não havia escrito ainda sobre 'Breaking Bad', como disse, a melhor série de todos os tempos, celebrada por todos?

Ela teve 5 temporadas, de 2008 a 2014 (a última foi dividida em dois anos) e ganhou quase 50 prêmios (48, para ser mais preciso) nas principais categorias de todos os institutos de premiação de TV, Globo de Ouro e Emmy, ver tabela completa lá embaixo!

Não era pra menos!

Um espetáculo de roteiro, direção, atuação, reviravoltas, personagens, fotografia, música, edição, tudo junto. Já que somente a descobri em 2019, a vontade de maratonar era freqüente, tal a quantidade de cenas fortes, situações surpreendentes, e ganchos ao final de cada episódio.

Resumo do enredo? Walt White (Brian Cranston) é um professor de química de High School em Albuquerque, Novo México, que tem que fazer bico num Lava-Jato para fazer frente à hipoteca da casa, coisa típica de classe média americana. Uma bela hora, ele descobre que está com câncer no pulmão, com os dias contados, e fica desesperado por deixar a esposa Skyler (Anna Gunn), que deixou de trabalhar para cuidar do filho com paralisia cerebral Walt Jr. (RJ Mitte), e que ainda por cima está grávida, com dificuldades financeiras. Nesse momento, seu cunhado Hank (Dean Norris), casado com a irmã cleptomaníaca de Skyler, e policial graduado da DEA (Drug Enforcement Admnistration) lhe conta quanto dinheiro ele consegue apreender dos traficantes de metanfetamina. Ocorre-lhe então que, com seu conhecimento de química, ele poderia fabricar a droga com qualidade, e salvar sua família. Então, numa operação policial que ele acompanha junto com Hank, ele encontra Jesse Pinkman (Aaron Paul), por acaso um ex-aluno dele, que poderia tratar da distribuição e arrecadação, e então formam uma dupla improvável, mas com uma química perfeita.

O criador Vince Gilligan, RJ Mitte (Walt Jr.), Aaron Paul (Jesse Pinkman), Anna Gunn (Skyler White), Bryan Cranston (Walter White), Dean Norris (Hank Schrader) 

Além desse núcleo principal, uma série de personagens secundários ganha dimensão importante! Depois de um começo em instalações parcas (um trailer que é levado ao meio do deserto), Walt começa a ser conhecido por causa da qualidade de sua droga e desperta a atenção de Gustavo Fring (Giancarlo Exposito), que tem uma rede de frango frito (Los Pollos Hermanos) como fachada de uma rede de distribuição de metanfetamina, e entrega a Walt, já conhecido no mercado como Heisenberg, um laboratório de primeiríssima qualidade no subsolo de uma lavanderia industrial. Seu capanga é Mike (Jonathan Banks), eficiente ao extremo, e seus problemas legais são resolvidos por Saul Goodman (Bob Odenkirk), um advogado de porta de cadeia fenomenal!

A série fez tanto sucesso, que os 3 personagens do último parágrafo estrelam, desde 2016, uma série chamada "Better Call Saul", que é um spin-off de "Breaking Bad", e que é sensacional, e tem o mesmo clima, mas menos violência!!! Ela é um Prequel e mostra a vida pregressa de Saul Goodman, antes de se tornar o advogado que resolve tudo. Vi as quatro primeiras temporadas junto com o Felipe, e estamos acompanhando a quinta, semana a semana, na NetFlix. Sensacional!!!!

O idealizador da coisa toda, produtor e diretor geral das duas séries, e que teve a idéia de criar um protagonista que vira antagonista, é o genial Vince Gilligan, que fez sucesso anteriormente com "X-Files". Que currículo, hein!!

Pronto, agora sim, resgatei essa dívida!!!

Não percam "Breaking Bad".... 

Ah, sim, 'breaking bad' é uma expressão do sul dos Estados Uidos e  pode ser traduzido como 'chutando o balde', que é o que Walt faz ao sair de uma vida regrada para uma vida de crimes!

Ah, sim, os prêmios





terça-feira, 24 de março de 2020

Sully teve que provar que fez milagre

Quando ainda o Corona Vírus  não era oficialmente uma pandemia, um meme inteligente povoou as redes, por causa da contaminação de Tom Hanks, na Austrália.

Dizia mais ou menos assim:


Tom Hanks...
  • Sobreviveu a 4 anos em uma ilha como náufrago 
  • Ficou um ano em um aeroporto sem poder sair 
  • Pegou AIDS na Filadélfia 
  • Esteve na Segunda Guerra Mundial e resgatou o Soldado Ryan;
  • Foi pro Vietnam e resgatou o Tenente Dan 
  • Esteve em um barco sequestrado por piratas da Somália 
  • Sobreviveu na Apolo 13 tentando chegar à Lua 
  • Aterrizou um Boeing no Rio Hudson
  • Se ele sucumbir ao Corona, estamos ferrados
Referia-se a seus filmes mais famosos!

A ocorrência em Vermelho Itálico Grande é o objeto deste post.

Foi lá em 2009, o evento espetacular, e logo eu escrevi a meus amigos,  associando o feito à origem da universalmente utilizada expressão OK, que significa Zero Killed. Depois transformei em post no blog, aqui neste link.

E na última vez que republiquei o post, eu dizia que havia visto um trecho do filme.

Resultado de imagem para sully movieAgora, no confinamento, vi o filme 'Sully', em família. Dirigido por Clint Eastwood, ele conta os dias subseqüentes ao acidente, quando o Comandante Chesley 'Sully' Sullemberg (Tom Hanks) teve que se submeter a uma investigação da NTSB ( a ANAC americana) que apostava que ele não havia feito a coisa certa, causando prejuízos à empresa aérea e riscos aos passageiros.

PODE???!!!

Clint consegue dar ao filme um climão, transformando uma situação de absoluto culto a um verdadeiro herói em um entremeado de interrogatórios e argumentações que faziam que até ele mesmo duvidasse de seu ato, que realmente ele poderia ter decidido voltar para o Aeroporto de La Guardia, sem NENHUM MOTOR, ambos destruídos por um 'enxame' de 'Birds', que é o que ele fala quando percebe a situação, logo apos a decolagem. No total, são 208 segundos, entre a decolagem, o choque, a  curva para a esquerda, planando e perdendo altitude até pousar no Rio Hudson, sem a perda de NENHUMA das 155 almas a bordo. 

As reconstituições são perfeitas, algumas histórias dos passageiros são contadas rapidamente, e até tem a famosa visita do time completo do vôo 1549 da US Airways ao programa de David Letterman. E Clint é sensível o suficiente para deixar a melhor fala do filme para a cena final da investigação e para o co-piloto Jeffrey Skiles, que ajudou no que podia naqueles 208 segundos, mas que era claramente foi um coadjuvante.

Parabéns, Clint!

Para finalizar, a presente resenha é a de número 22 de filmes baseados em fatos reais. Veja os demais aqui neste link.


segunda-feira, 23 de março de 2020

Contágio - Epidemia - Flu - Viral - Pandemia

Por incrível que pareça, este é um post sobre CINEMA!

Nas redes, recomendavam-me assistir ao filme 'Contágio', de 2011, pois falava de uma pandemia iniciada na China, tendo um morcego como hospedeiro... veja só ... claro que me interessou, fui à Netflix, busquei o nome, fui escrevendo C - O - N - T e no A  apareceu o nome 'Contágio', só que naquela caixa no canto superior direito, dos filmes não disponíveis ali, mas concomitante logo abaixo com a lista dos filmes sobre o tema que ESTAVAM disponíveis, ótimo dispositivo de busca que é. Então, o nome deste post é um extrato daquela lista vertical de filmes que apareceu.

Como 'Contágio' não estava lá, optamos por rever 'Epidemia' ('Outbreak'), de 1995, Neusa não quis ver, mas Renata e Felipe, sim, eles se lembravam de ter visto quando eram pequenos. Gente, que elenco conseguiram montar, bons tempos aqueles, vejam
  • Dustin Hoffman (que saudade de ver Dustin Hoffman, por onde anda?), 
  • Morgan Freeman (com aquela voz inconfundível), 
  • Donald Sutherland (com aquela cara de Jack Bauer envelhecido), 
  • Rene Russo (ainda em meio à franquia 'Máquina Mortífera', e muito antes de se tornar a mãe de 'Thor'), 
  • Kevin Spacey (antes de 'Seven', 'K-Pax', 'Os Suspeitos', e tantos outros, e muito antes do sucesso retumbante de 'House of Cards', e muuito antes de cair em desgraça por seduzir rapazes), 
  • Cuba Gooding Jr, jovem, bem antes de 'Jerry McGuire' bradar Show Me The Money, e de  'Homem de Honra', com seu escafandro!

UFA!!

Naquele filme, a epidemia originava-se na África, o hospedeiro era um macaco capturado, que cruzou o Atlântico, e acabou vomitando em seu raptor, e depois à sua noiva, e em uma linha alternativa, um manipulador é infectado por uma manifestação 'air borne' o que gerou a cena que ficou em nossas mentes, quando ele vai ao cinema e tosse, e a gente vê as gotículas contaminando a platéia toda. No caso, o vírus fica contido numa cidade de 3000 habitantes, à qual o general Sutherland pretende usar a 'solução final', eliminando-a literalmente do mapa, e acabando o problema na raiz, só que o intrépido infectologista Dustin e seu escudeiro Cuba, piloto de helicóptero, conseguem recapturar o bichinho, desenvolver um remédio e salvar todo mundo heroicamente no final feliz. Filme bom! Gostei de ver de novo!

A montage of six characters, each with a different response, mostly related to the pandemic.Depois, conseguimos encontrar 'Contágio', no NOW, ao custo de R$ 6,90. Neste caso, como falei, a coisa começa em Hong Kong (não China, como circulava), mas já no Day 2, quando a Paciente Zero (Guyneth Paltrow) já está em sua escala em Chicago, após contagiar o amante, e no destino final contamina quem vai buscá-la no aeroporto E o filho dela, pobrezinho, mas não o marido (Matt Damon), que é imune. As cenas são fortes! Entra em campo o time da CDC (Center of Disease Control), e seu comandante (Lawrence Fishburne), em conjunto com o militar de plantão (Bryan Cranston), envia sua agente de inteligência (Kate Winslet) a campo enquanto, paralelamente, uma cientista francesa (Marion Cotillard) vai a Hong Kong tentar entender a origem da coisa. Para atrapalhar os planos oficiais, há um blogueiro teórico da conspiração (Jude Law), que acusa a CDC de esconder a realidade, e vende a seu público a existência de um remédio que pode curar a doença. Qualquer semelhança entre o Forsithia do filme e o Hidroxicloroquina do presente caso é mera coincidência, mas lá, o remédio não serve pra nada. Cenas de desespero, depredação, desolação, enquanto se explica o espalhamento do vírus pelo mundo, que tem uma letalidade de 30%, causando a morte de 25 milhões de pessoas, no Day 31. Interessante que, quando se mostra o mapa-múndi com o espraiamento do vírus, o Brasil está lá, e com epicentro em, adivinha, São Paulo!!!

Uau!

Elenco também, de primeira, não? A destacar, para mim, a presença de Brian Cranston, ninguém menos que o Professor Walt White, protagonista da melhor série de todos os tempos, 'Breaking Bad' que não aparece no cartaz, mas estava no auge, a ponto de começar a última temporada. Adorei vê-lo sem o bigode, e matei a saudade de sua voz, parece que me lembrava de seus sermões em Jessie!!

Bem, finda esta segunda etapa de conhecimento epidêmico, propus a Renata e Felipe que no dia seguinte víssemos 'Flu' e 'Viral', mas não tive qualquer recepção a meu propósito...

Para finalizar, a presente resenha completa 60 filmes de Língua Inglesa para os quais eu fiz resenha! Veja os demais aqui neste link.

sábado, 21 de março de 2020

The Beatles Animals

Quando eu achava que tinha acabado minha imersão nas letras dos Beatles, no modus Cultura Inútil, apareceu mais uma missão.

Explico. Num grupo internacional do Facebook, houve uma incitação a listar nomes de mulheres nas letras, que por minha conta passou aos homens, depois autores e por fim a certas coisas.

É claro que sempre vou a fundo, e quatro posts foram criados, com descobertas interessantes


Terminar esse projeto com um número redondo seria interessante, né!

E apareceu a idéia, de um outro fã, quando, ao comentar minha última publicação com a lista das coisas, o colega de paixão Flávio Medeiros perguntou: "por que não animais?", e sugeriu "Piggies, Blackbird", e eu "Sim, boa idéia!  Cows, Dog!" e ele veio com mais um e eu com mais outro, e a lista foi crescendo quando chegamos a quase 20 ocorrências, vimos que já tinha materialidade para uma lista.... aí fui pesquisar mais .... e cheguei a 30, e sem repetição, tudo animal diferente!!! Só então, propus ao grupo do Facebook, onde apareceram mais duas, que eu nem tinha noção de que eram animais! 

Isso já havia acontecido na minha escarafunchada final. Duvido que as pessoas com conhecimento mediano de inglês, por exemplo, que dove, hog, jay, pilchard são animais! Eu não sabia!! As duas primeiras eu desconfiei, e fui procurar o significado e as duas últimas vieram, como disse, do grupo.


Dove é pombo (além de pigeon)
Hog é porco (além de pig)
Jay é gaio (um pássaro),
Pilchard é sardinha

Percebi também que há os amimais campeões.

Bird aparece em 6 canções exatamente assim, além de um Canary e um Jay

Dog aparece em 4 canções exatamente assim, além de um Cocker Spaniel

Nem sempre eles aparecem exatamente como animais que são. Raccoon, por exemplo, é um apelido do personagem Rocky, e Pony está no significado de 'shot', um copo para aquele drink pequeno que se toma numa talagada só!! Mesmo assim, estão na lista! Blackbird, na verdade, é usada no sentido figurado, era uma mensagem de Paul às garotas (birds, na gíria) negras, incentivando que 'voassem', era 1968, época de Martin Luther King e de valorização da raça, no outro lado do Atlântico.


Bem, chega de papo.

Começo pela lista das ocorrências em ordem cronológica!!
Depois, a tabela das canções, seus atores e ano de lançamento.

A. LISTA












B. TABELA





sábado, 14 de março de 2020

The Beatles Maiúsculos

Antes do blá blá blá, 
vou deixar que analisem a imagem abaixo 
e tentem descobrir do que se trata.
Quando desistirem, é só seguir, que eu explico!


Captaram?

Alguns poucos devem ter reconhecido que se trata de trechos de letras dos Beatles

Mas o que elas têm em comum?

5....4....3....2....1.... tempooo!!

É o seguinte: tive a pachorra de listar as vezes em que os Beatles pensaram em nomes de coisas para suas letras. Ampliando um pouco o conceito, as vezes em que usaram uma inicial maiúscula em suas letras, para designar lugares, origens, títulos, etc.

A lista está em ordem cronológica de aparição na carreira oficial britânica!

E pra que serve isso??

PRA NADA!!!

Só que foi um exercício legal de se fazer. E acabei por aprender um pouco mais sobre capitalização em inglês.

Fui inspirado por aquela proposta original de listar os nomes de pessoas em letras dos Beatles, que foi feita num grupo internacional do Facebook, e que acabou gerando 3 posts meus que eu reputo muito legais, inúteis mas legais!

Homens: https://blogdohomerix.blogspot.com/2020/03/nomes-de-homens-em-cancoes-dos-beatle.html
Mulheres: https://blogdohomerix.blogspot.com/2020/03/historia-dificil-de-mudar.html
Autores:  https://blogdohomerix.blogspot.com/2020/03/homens-e-mulheres-nas-cancoes-dos.html

Como gostei da brincadeira, resolvi ampliar o jogo e listei de minha cabeça umas 50 ocorrências de nomes de lugares e coisas que apareceram nas canções dos Beatles. Depois, fui à internet e achei outras 20 escondidas em composições menos conhecidas, ou mesmo coisas como os dias de semana, que, em inglês são escritos com a inicial maiúscula (*). Mas não esgotou por aí. Fui então àquele mesmo grupo do Facebook e propus o jogo. E as nove ocorrências finais vieram de sugestões dos fãs, última delas, muito interessante que eu conto daqui a pouco.


(*) Vale um parêntesis sobre 'Capitalization in English' seja, como nossos irmãos saxônicos decidem colocar palavras com iniciais maiúsculas; 
Entidades religiosas, como céu e inferno, merecem o destaque, portanto Heaven e Hell, mas não quando são usados como descritivos, exemplo 'that place is a hell'; 
Nossos astros, como sol, lua e terra, também merecem letra maiúsucula, portanto Sun, Moon, Earth. Outros sóis e outras luas, não se deve capitalizar, portanto 'the moons of Jupiter';
 E falando em Deuses, que naturalmente são capitalizados, daí vem a razão para eles capitalizarem os dias da semana! Lá, todos eles são dias DE algum Deus ou algum Astro, Monday é dia da lua, a nossa lua, portanto, se Moon é capitalizado, então Monday também é, e Saturday (Dia de Saturno) também, e todos os demais!

Encontrem no final a lista completa das canções em que as palavras aparecem, e seus autores verdadeiros!!

Antes, encontrem abaixo a composição das 79 ocorrências.

Elas são:
  • 48 lugares, como France, Arizona, Blackburn, Albert Hall
  • 12 títulos, como, Lady, Chairman, Majesty
  • 8 origens, como English, Saxon
  • 7 dias de semana - Monday, Saturday
  • 2 marcas, como Coca-Cola
  • 1 nota musical, E (notação de Mi)
  • 1 saudação, Hare (de Hare Krishna, como em Ave Maria)
E, dentre os 47 lugares, eis a composição:
  • 17 Reino Unido, como Lancashire, Isle of Wight
  • 14 dos Estados Unidos, como Tucson, California
  • 12 do resto da Europa, como England, Ukraine
  • 5 Globais, como Earth, Heaven (em inglês, céu e terra têm a inicial maiúscula  
Dentre os lugares, um me despertou espanto, ao ser indicado por um fã raiz, Dennis Milne, que viu os Beatles tocarem ao vivo (ai que inveja!) e, com quem entabulei o diálogo a seguir.

Ele me perguntou:
Colocou Ride?
E eu,
De qual canção?
E ele,
'Ticket to Ride'
E eu,
Como assim?
E ele,
John Lennon explicou que ele e Paul foram visitar uma prima do parceiro na Isle of Wight, na localidade de Ryde, em 1960. Como ele queria dizer que a menina iria abandoná-lo e iria pra bem longe, ele nomeou a canção 'Ticket to Ryde', mas depois mudou para 'Ride' para não atrapalhar a veiculação internacional.
E eu,
Uaaaaau.... vou pesquisar e depois decido se coloco!
Fiz isso, e  voltei pra ele,
Dennis, chequei e vou colocar Ride na lista, mas você sabe que há outras interpretações, né... Uma delas é que 'ride' seria uma gíria para transar, a garota em questão seria uma prostituta que tinha o Bill of Health das ruas, ou um atestado de saúde, que assegurava que ela tinha licença para transar, ou 'ticket to ride'.
Uma outra, ainda utilizando o nome daquela cidade, dizia que Ryde era uma localidade conhecida por abrigar mães solteiras (unwed mothers), exiladas por suas famílias para evitar embaraços, e voltando depois com o filho nos braços!
 E ele,
John Lennon, realmente, gozava com a cara dos jornalistas que enchiam o saco com perguntas da época dos Beatles, e provavelmente usava sua fértil imaginação!
Rimos, virtualmente, e concordamos que apesar de o significado de 'licença para transar', mesmo assim, admitimos que a versão de Lennon é mais interessante e Ride merece estar na lista!!

Finalmente eis a lista completa das canções e seus autores.