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domingo, 20 de julho de 2025

Busca Implacável a todos eles!!!

Hoje, depois do filme do Superman, vi um cartaz do novo filme de Liam Neeson, e fiqeui curioso... Corra que a Polícia Vem Aí, deve ser um remake da comédia de 30 anos atrás, com Leslie Nielsen.  Então, parece que  o outrora sóbrio Oskar Schindler, que embarcara em filmes de ação, depois de Busca Implacável, com duas sequências desse primeiro e outra dúzia de filmes na mesma linha, resolveu aderir à comédia!

Vamos lembrar daquele magnífico filme de Luc Besson!

Liam Neeson é Bryan, um super agente aposentado que deixa, a contragosto, sua filha viajar com uma amiga, para Paris.... porém, logo na saída do aeroporto, elas caem na lábia de um francesinho bonitinho, e no mesmo dia, o apartamento onde estão é invadido. A filha vê a amiga ser raptada (TAKEN - nome do filme em inglês),  mas consegue se esconder e ligar para o pai, que ainda consegue lhe dar instruções, mas o celular é pego pelo traficante de sexo. Bryan, então, lhe dá um conselho, sensacional, um marco do cinema. 

Pena, para ele, sequestrador, que não acreditou..
I don't know who you are. I don't know what you want. If you are looking for ransom, I can tell you I don't have money. But what I do have are a very particular set of skills; skills I have acquired over a very long career. Skills that make me a nightmare for people like you. If you let my daughter go now, that'll be the end of it. I will not look for you, I will not pursue you. But if you don't, I will look for you, I will find you, and I will kill you.
Pra sentir o clime, clique AQUI.

Bryan embarca imediatamente para Paris e começa uma BUSCA IMPLACÁVEL (o nome do filme em português) .. espetacular.....

Imperdível!!


Bem, enquanto isso, vamos assistindo a bons filmes!!



segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Mais sorridente que Sílvio Santos em um domingo de sol

Não, não é um texto meu sobre Sílvio Santos, como alguns amigos cobraram.

Não vou escrever ... mas tanto já se disse... muito já se o homenageou (*)... com justiça ... imagens e sons indeléveis, que guardo desde minha juventude ... quando já adulto, perdi o hábito... tanto que minhas 'crianças' pouco o conheceram ... aliás, o que foi diferente do que vi em muitos relatos ... de que as gerações se sucediam nos sofás em frente às telinhas ... em minha vida, parou lá quando me casei e não migrou pra geração seguinte... sábio foi ele até na partida, em recomendar cerimônia familiar ... seria uma verdadeira peregrinação se fosse aberta ao público.

Mas o título deste texto que um amigo me enviou no privado me encantou... e o texto é bom ... então pedi permissão a Hercules, colega petroleiro, geólogo e torcedor do Santos (predicado importante!) para que o publicasse no meu blog. Ele aceitou!

Tenho pra mim que o título tem potencial pra virar uma expressão popular, entrando no rol das que têm a construção "Mais ADJETIVO que AÇÃO!", das quais no momento, só me vem à cabeça

"Mais firme que só barba de bode!"

A sacada de Hercules é por demais apropriada... e tocante! 

Um domingo de sol já deixa 95% da população feliz (5% é parte do grupo dos acabrunhados!!).

Agora associado ao sorriso de Sílvio Santos, e à alegria que ele trazia, foi um complemento espetacular!

Obrigado, Hercules!!

Ide em paz, Sílvio Santos!!

(*) incrível o destaque que a Globo deu... mais até que a cobertura do SBT (segundo consta...), só manteve as novelas, o resto mudou tudo ... o É de Casa cancelou as atrações, o JH começou antes e foi até às 16, dando lugar ao JN, sim, começou às 16 horas, depois da novela mostraram um Globo Repórter que estavam a preparar para o aniversário dele em dezembro, e no domingo seguiu, com o Domingão com uma seção ao vivo (agora é sempre gravado) e metade do Fantástico foi dedicada a ele...

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Mais sorridente que Sílvio Santos em um domingo de sol

Hercules Silva

19/8/2024

 

O Brasil acordou de luto no último sábado, dia 17 de agosto. Morreu o apresentador e empresário Silvio Santos, cujo nome de registro era Senor Abravanel. Dono de carisma único, Silvio Santos reinou nos lares brasileiros por seis décadas.

Ele trazia alegria às famílias em um dia que começa risonho e passa por uma sensação de tristeza ao nos darmos conta que o final de semana está chegando ao fim. Silvio Santos nos envolvia de tal forma que esquecíamos que o dia seguinte era segunda-feira, dia de pegar no batente.

Quando pequeno, depois da macarronada do domingo, era hora de assistir ao Show de Calouros, Namoro na TV, os sorteios do Baú da Felicidade, a interação com a plateia com o quadro Quem Quer Dinheiro, enfim, aquela miríade de shows e brincadeiras que levava o seu programa do final da manhã até a noite dos domingos.

Seu júri era um espetáculo a parte. Parecia um elenco oriundo de alguns dos filmes de George Lucas, da série Guerra nas Estrelas. Meu jurado preferido era o Pedro de Lara, figura de aparência quixotesca, que fazia o papel de chato e muito mal humorado. Quanto mais a plateia o vaiava, mais gostávamos.

Seu espírito empreendedor catapultou o, então moribundo, Baú da Felicidade, conceito original do Manoel da Nóbrega. Criou banco. Criou negócio na área de cosméticos, que gerou oportunidade de ganho de renda para um sem número de vendedoras que ofereciam seus produtos aos lares brasileiros. Tudo isso era propagandeado no seu programa dominical.

Mas tem algo mais importante que os produtos das empresas de Silvio Santos: a alegria que era dada sem custo algum aos brasileiros. As famílias reunidas se divertiam com os calouros, com as atrações e com as brincadeiras, até sem graça nos dias de hoje, mas que nos faziam rir.

Ele que nos deu domingos de alegria e descontração saiu de cena de forma discreta e silenciosa. A vida continua e ele vai levar sua alegria contagiante para outros mundos.

Silvio Santos nos deixa uma grande lição no refrão de uma música que tocou por décadas no seu programa dominical: do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar...

A felicidade que ele nos transmitia me inspirou a escrever esta nota com o título: mais sorridente que Silvio Santos em um domingo de sol.

Tomara que a alegria continue a nos contagiar nos dias de domingo.


quarta-feira, 1 de maio de 2024

PROSTração

Nestes 30 anos sem Ayrton Senna e para sempre em minha lembrança, lembrei-me disto.

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Em 2020, vi na TV uma lembrança extraordinária! 

Uma das corridas mais espetaculares de todos os tempos: Ayrton Senna vencendo o GP do Japão em 1988, sagrando-se campeão mundial

Veja a Luna como ficou PROSTrada com sua atuação!

Fui narrando o que via em alguns grupos do Whatsapp.
Foram 12 momentos
1. Saiu em 16º, ao final da primeira volta já era o 8º. 
2. Ao final da 3ª volta já era o 6º. 
3. A essa altura a TV já começa a mostrar mais o Ayrton Senna, por conta da recuperação extraordinária. 
4. Senna em 4º a partir da 6ª volta e lá pela 9ª, começa a ameaçar a chover em alguns pontos da pista. Todos começam a correr mais lentos, mas Senna, claro, é o menos lento deles e começa a pressionar Berger! 
5. Nossa! Eu nem havia percebido que o Nelson Piquet estava correndo. 
6. Senna em 4º na 11ª volta. 
7. Senna tira 2 segundos por volta... 
8. Senna já aparece na mesma imagem de Prost e Capelli. 
9. Capelli já era! 
10. Prost vê Senna no retrovisor! 
11. Agora você fica imaginando a cabeça do Prost, sabedor que o Senna tinha ficado lá no fundo do grid, e agora o vê babando ali atrás.
12. Senna líder!!!!! Na 27ª volta, para não perder mais, a corrida, o campeonato, e entrar pra história.

domingo, 7 de janeiro de 2024

MADMEN - IMPERDÍVEL

Quadro Poster Series Mad Men 10 - Comprar em Decor10Um pequeno glossário inglês-português!


1. MAN: Homem

  2. MEN: Homens

    3. ADVERTISEMENT: Propaganda

      4. AD: Abreviatura de Propaganda

        5. AD MEN: Profissional de Propaganda

          6. MADISON Avenue, centro das agências de propaganda de Manhattan

            7. MAD MEN:
  1. Homens loucos  
  2. Profissionais de Propaganda da Avenida MADISON
  3. Uma das melhores séries da história! 

Originalmente exibida na AMC, esteve na NetFlix e agora, na Prime. Teve sete temporadas, de 2007 a 2015, multipremiada, incluindo 16 EMMY's e 5 Globos de Ouro. Sua contemporaneidade com Breakind Bad (5 temporadas, de 2008 a 2013) fez com que esta, considerada a melhor série de todos os tempos, não tivesse o sucesso refletido em tantos prêmios.

Conta a história de uma agência de publicidade em 1960, especialmente seu gerente de criação Donald Draper (Jon Hamm), sua família, suas relações pessoais e profissionais, suas amantes (!), sua vida passada secreta. É também o primeiro grande papel de Elisabeth Moss, quase protagonista, como a secretária Peggy, que galga postos maiores. Grande destaque também para a linda January Jones, uma verdadeira princesa, que faz Betty, esposa de Don. E também para a sempre estonteante Joan (Christina Hendricks), chefe das secretárias, que sempre arrasa quando aparece desfilando pelo escritório, a expressão da femme fatale.

Pelo menos ente Primeira Temporada, sensacional, vontade de assistir mais episódios todo dia, mas mantivemos a rotina de nos juntarmos após o Jornal Nacional, no lugar da novela, ora interrompida. Foi religioso! E todos amamos!!!

Três pontos a destacar como reconstituição comportamental.
  1. O Cigarro! Gente, todos eram praticamente chain smokers, os ambientes são até enevoados, acendem cigarros no meio de refeições, em cima da cama, carregando crianças, hoje isso choca!!
  2. O Whisky! Felipe me contou que o consumo médio de whisky nos EUA aumentou durante a veiculação da série, já que o incentivo está em TODOS os episódios, antes de reuniões, em reuniões, depois de reuniões, em casa, fora de casa, incrível!!
  3. O Machismo! Mulheres naqueles anos eram realmente desconsideradas como algo mais que esposas, cuidando de casa e filhos, ou potenciais amantes. As secretárias eram referidas não por sua profissão, mas como 'girls', 'my girl' pra lá, 'your girl' pra cá, o machismo imperava solto!!
A reconstituição histórica também é muito legal porque vamos vendo o que está acontecendo no mundo, à época, por exemplo, a primeira temporada se passa em meio à eleição de Kennedy, então vemos algumas imagens da época, quando assistem televisão, enfim. Os Beatles foram mencionados 3 vezes ao longo da séria, não vejo a hora de ficar emocionado!!

Amazon.com: XXL 24" x 36" Poster Lucky Strikes Its Toasted Vintage ...
E, finalmente, apesar de ser uma ficção, as contas que a agência lida são reais!! Então, vemos, por exemplo, a campanha do Lucky Strike, um cigarro muito popular, em que a época de começo da descoberta que cigarros faziam mal à saúde, impõe um desafio ao criador da propaganda, do quê ressaltar na propaganda que fosse diferente dos demais. E Don saca um processo comum, que é realizado por TODOS os fabricantes e criou o slogan 'It's Toasted!'. Mas ele foi o primeiro a destacar o processo, e a campanha foi um sucesso.

Don Draper lança a conta Kodak Carousel na 1 ª Temporada ...Outro exemplo, a Kodak lançara uma novidade no mercado de projeção de slides (lembra?), aquela roda que vai liberando os slides, mas não estava satisfeita com o nome do equipamento. Entregou o desafio a várias agências, e vai verificando as propostas em reuniões ao longo dos dias. Quando chega a Don Draper, vem o show, ele faz uma apresentação, em que apresenta  família, associa a imagem a um parque de diversões, um local de boas lembranças, e chama-o de Carrossel!!! Os dirigentes da Kodak cancelam as demais entrevistas! Um sucesso imediato!

Então, são vários os motivos para se ver a série.
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Todas as 7 temporadas são ótimas!




segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

All You Need Is Love Is All You Need Is Love Is All You Need Is Love Is All You Need Is Love Is All You Need Is Love Is All You Need Is Love Is All You Need Is Love Is All You Need Is Love Is All You Need

Esta canção foi tocada ao vivo para o mundo todo, em junho de 1967

Esta canção foi lançada em compacto, em julho de 1967

Esta canção finaliza LP Magical Mystery Tour 

a história do álbum, cenário, assuntos e canções, aqui neste LINK

É uma de 5 canções com Mensagem Para o Mundo

as demais 4 canções de mesmo Assunto e  Classe, neste LINK

Atenção, canções com títulos em vermelho 

são links que levam a análises sobre elas.

11. All You Need Is Love (World Speech Song by John Lennon)

John diz "É fácil (tamtan tantaram tantaram) Tudo o que se requer é amor (tam tantarararam) Tudo o que se requer é amor (tam tantarararam) Tudo o que se requer é amor, amor, Amor é o que se requer!"
Em junho de 1967, iria ocorrer o primeiro evento transmitido ao vivo, pela TV, internacionalmente,  e alguns países foram convidados a dar sua contribuição. Adivinha quem a Inglaterra escolheu como artista representante? Os Beatles, lógico!!! E fizeram a encomenda, e John apareceu com essa música, se bem que há controvérsias: tem gente que diz que ela já existia na cabeça de John e só foi considerada apropriadíssima para o evento. O vídeo que se vê hoje  é colorizado artificialmente, já que TV colorida ainda estava para ser inventada naquele ano. Estavam presentes na transmissão membros dos Rolling Stones, do The Who, Eric Clapton, Marianne Faithfull, outros astros menos cotados, todos no sing-along do refrão, todos, incluindo os Beatles, em trajes coloridos e psicodélicos (a orquestra estava a rigor), balões e cartazes entulhavam o cenário, uma pequena bagunça organizada para passar uma grande mensagem.
 
Resumo da letra?
 
Você precisa fazer o que precisa ser feito. 

Você precisa salvar o que precisa ser salvo. 

Você precisa cantar o que precisa ser cantado.

Você precisa construir o que precisa ser construído.

Você pode ver o que você quiser. 

Você pode conhecer o que você quiser. 

É só aprender a jogar!

É só aprender a ser você mesmo!!

       É FÁCIL!!!

All you need is

LOVE LOVE LOVE

is all you need

O problema é apresentado em três versos de três linhas cada, e a solução vem no refrão, repetido à exaustão na canção. Aliás, não! Ele deveria continuar a ser repetido, e pregado, e pendurado, e martelado e esfregado na cara das pessoas. Tudo seria diferente do que vemos hoje em dia. Se esse conselho simples fosse obedecido, decerto já seríamos um planeta de regeneração, e não este mundo de provas e expiação em que vivemos!

  Pausa para reflexão:

Será que precisa desenhar a profundidade dessas simples palavras?] 
Se cada pessoa amasse ao próximo, a cada um deles, não haveria crimes físicos, como assaltos, roubos, agressões, assassinatos e todos os tipos de 'cínios' e 'cídios', até mesmo o 'sui', que seria falta de amor a si próprio.  
Se cada pessoa amasse ao próximo, não haveria crimes dolosos, os de colarinho branco, como, corrupção, falcatruas, estelionatos, desfalques, desvios, negociatas, fraudes, traficâncias, velhacarias, burlas, trapaças. Todas essas atitudes tiram dinheiro de aonde esse dinheiro deveria ir, tipo saúde, educação, segurança, portanto profunda falta de amor ao próximo!!!
Em resumo, não haveria malfeitos em geral, contra pessoas ou patrimônio, porque tais atos iriam prejudicar de alguma maneira, a um próximo, a quem, por definição, caso fosse seguido o lema, se ama!  
Cada um agiria, cresceria, viveria sua vida até o ponto de começar a prejudicar a ação, o crescimento, a vida de outrem. Seria uma atitude incongruente!
Fim da reflexão!

Claro que a coisa não foi toda ao vivo... não podiam arriscar alguma coisa dar errado na frente de 300 milhões de telespectadores. Foi feita uma pré-gravação, com muito ensaio, com uma orquestra de 13 músicos, e depois muitos dublaram direitinho, detalhes mais abaixo.

Claro que a coisa virou um compacto, que foi imediatamente para o primeiro lugar das paradas no mundo todo. E é considerada mundialmente como um Hino de Paz, desde então e para sempre!! Depois, a canção entrou no LP Magical Mistery Tour. E John foi alçado de uma vez por todas ao papel do Herói Humanitário, por uma prática que começara com The Word (1965) de Rubber Soul, e depois continuou na carreira solo, com Give Peace a Chance (1970) e Imagine (1971), o que não foi suficiente para evitar seu assassinato (1980). Ou mesmo, talvez possa ter sido exatamente por causa disso...

Agora vamos a mais detalhes da efeméride. E começo com uma pequena ducha de água fria, afinal, a coisa não foi aquele conto de fadas o tempo todo. Quando Brian Epstein foi aproximado pela BBC com a honraria de colocar a maior banda da mundo para representar o país num evento mundial, ele não teve dúvidas em aceitar, e foi correndo contar para os rapazes. A recepção, entretanto, foi um mix de frieza com raiva, John teria dito algo como: "Qual a parte do 'Não queremos mais tocar ao vivo' você não captou direito?". Isso era perto de dois meses antes do evento, e eles não se mexeram, deixando Brian super tenso. Quando faltavam menos de três semanas alguém lembrou: "Ah, é, temos aquela transmissão ao vivo pra fazer!" e John disse: "Deixa comigo!". Claro que eu estou colocando palavras na boca das pessoas, mas as falas foram algo parecido. Em verdade, Paul também fez uma canção, dizem que era Your Mother Should Know, mas fosse qual tenha sido, quando ouviu a canção de John, disse: "Vai que é sua, parceiro!"

Claro que, com o adiantado da 'hora', os estúdios da EMI já estavam reservados a outros artistas, e lá se foram eles no dia 11 (!!o evento era no dia 25!!) para o Olympic Studios, no qual haviam feito uma ótima e produtiva e única sessão de gravação de Baby You're a Rich Man. Era, portanto, o...

Dia D-14: A sessão teve uma base estranha, com John num cravo, Paul num contrabaixo daqueles de orquestra, George num violino, só que os dois últimos não eram experts nos instrumentos, e Ringo na bateria. Desde o começo, a Marselhesa era parte integrante, abrindo a canção com as notas, apenas a melodia, da primeira frase do hino francês 

"Allons enfant de la patrie, le jour de gloire est arri... LOVE LOVE LOVE!"

John comandava e ia fazendo um take após o outro, até o 33, mas acabaram por escolher o take 10 como o melhor!

Dia D-6: De volta à EMI, John acrescentou um banjo, George Martin, um piano, mais bateria de Ringo, George, um solo de guitarra de 4 compassos, e os vocais, de John (lead) e Paul/George (backing)

Dia D-2: George Martin havia escrito um arranjo orquestraI, então 13 músicos adentraram ao famoso Estúdio 1 da Abbey Road para exaustivos ensaios, e lá se foram mais 12 takes, e o contador chegou a 43. Até aquele dia, o combinado era que todos dublariam gravações pré-existentes ao vivo mas John, corajosamente, disse que ia cantar ao vivo, e Paul veio atrás e disse que faria seu baixo também ao vivo, e os dois convenceram George a fazer sua guitarra ao vivo. George Martin ficou preocupado...

Dia D-1: Chega a BBC ao estúdio pra fazer um ensaio de câmeras. George Martin teve que fazer em brevíssimo tempo um novo arranjo instrumental, atendendo a pedido de John, e a orquestra gravou mais 4 takes, vai contando, já estamos no Take 47! 

Dia D: Mas ainda não a Hora H! Eram duas da tarde e George Martin avisa que vai colocar a última base em playback, os Beatles vão fingir que tocam, mas as vozes e a orquestra serão ao vivo! John estava nervoso, pois sua prática era ler a letra enquanto gravava a voz, ali não podia, pois ficaria na frente da câmera, e se o papel ficasse ao lado, a voz saía do microfone, além de ficar feio, né. Ainda naquela agitação toda, cheio de gente chegando, George Martin ainda teve que fazer mais um arranjo, o do final, em que tanta coisa entra, o In The Mood (de Glen Müller), o Greensleeves (tradicional), o She Loves You, o Yesterday! E então, a orquestra gravou mais 9 takes, e quando ela estava no meio do Take 57, alguém gritou "NOW". Chegara a 

Hora H: Já estavam no ar,  a orquestra terminou o que estavam fazendo e todos entraram ao vivo para o mundo, e veio a caixa de Ringo e os trompetes

 Ta ta ra ta ta ta taaaa tara Tara Tara Ta Tata LOVE LOVE LOVE,

e vem John, perfeito (ou quase) e Paul e George no "Love Love Love",  Ringo na bateria, e a orquestra, e no último refrão, Paul convoca "All together now ... Everybody" e os Beatles e todos os convidados, artistas em trajes coloridos e psicodélicos sentados no chão e outros figurantes carregando placas com o título do hino em várias línguas, vieram juntos nas palmas e no brado

All you need is love .... All you need is love  ... All you need is love love ...

Love is all you need .

Deu tudo certo, depois corrigiram dois errinhos de John e dois do Ringo, e estava pronta mais uma obra-prima dos Beatles, mais um Hino de John Lennon.

Vejam aqui, neste LINK, como foi.

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Raphael Montes, escritor, roteirista, amigo

Em breve, nova entrada neste compêndio de minhas publicações sobre Raphael Montes.

Ele acaba de lançar seu 1º livro com temática juvenil, um breve iterregno em sua brilhante série de livros com temática policial.

Chama-se 'A Mágica Mortal'.

Fui ao lançamento ontem num local maneiro lá de Botafogo. Enquanto nã leio, fiquem com o restante da obra dele.

Minha primeira experiência raphaélica foi com o livro 'Suicidas', arrebatador



Continuou com 'Dias Perfeitos', mais que perfeito

Depois, uma viagem tenebrosa a 'O Vilarejo'

Serviu-nos um peculiar jantar... se bem que ...
http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2016/11/o-jantar-esta-servido-diz-raphael-montes.html

Eletrizou com uma mulher cega.


É roteirista da Globo (novelas e séries), foi entrevistado no Jô, tem fãs internacionais (livros traduzidos em mais de 10 línguas), e há planos para TODOS os livros virarem filme!!

Mais recentemente, emplacou na NetFLix a ótima série Bom Dia, Verônica

E roteirizou um filme (aliás, dois, juntinhos) para a telona, que a pandemia mandou para a Amazon Prime, sobre o caso Von Ricthofen.


Pra terminar, era colunista semanal d'O Globo, quando, possibilitou meus 15 minutos de fama:


E segue o sucesso!!



Decoro este post com uma foto intrigante!!!




sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Morreram Jô Soares (*)


Soube da notícia e lamentei... depois fui ao blog e coloquei no campo de pesquisa, Jô Soares!

Aí que eu vi que nunca escrevi SOBRE Jô Soares. Apenas escrevi sobre entrevistas antológicas que ele fez, decerto devido aos astros entrevistados, mas muito, com certeza, por ser ele o entrevistador, com sua condução inteligente, perspicaz.

Jô está em minha vida televisiva desde criança. A Família Trapo na TV Record era humor ao vivo, todo domingo. Jô Fazia o Mordomo Gordon, sempre muito engraçado, em interações impagáveis com Ronald Golias. Meu pai chegou a levar a família lá, subimos a antiga Anchieta especialmente para assistir. O formato foi repetido décadas depois pelo Sai de Baixo!

Depois, vieram os humorísticos só dele, como Faça Humor Não faça a Guerra, Satyricom, Planeta dos Homens e Viva o Gordo, com aqueles personagens e bordões inesquecíveis, Sois Rei, Você não quer que eu volte, Me tira os tubos, Casa-Separa, Meu negócio é Números, Capitão Gay, Gardelón Muy Amigo, Je vive de béc, enfim...

Ninguém entendeu quando ele deixou aquilo tudo, deixou a Globo, e foi para o SBT para fazer entrevistas.... Era o que ele queria ser, um novo Johnny Carson dos Talk Shows. Era o Jô Soares 11 e Meia, que nunca foi ao ar ás 11 e meia. Depois, mais de década depois, a Globo percebeu a bobagem que fez e o chamou de volta a peso de ouro, com a condição de levar a equipe toda junto, inclusive o Quinteto (que virou Sexteto) do Jô, com a risada inesquecível do Bira e o inteligentíssimo Derico, que na época do SBT era o AAA, Assessor para Assuntos Aleatórios, na Globo não repetiu a alcunha, mas sempre brilhou!

Jô foi importante para minha família também em nosso exílio americano (1999 a 2004), que começou junto com a Globo Internacional. Víamos todos juntos seu programa, com um dia de atraso, mas num horário adequadíssimo, às 8, 9 ou 10 da noite, dependendo dos horários de verão lá e cá! Era todo dia! Horário ideal pra não perder nenhunzinho!

Estive num stand-up dele, assisti a uma peça de teatro dirigida por ele e li também os 3 primeiros livros dele, romances policiais, O Xangô de Baker Street, O Homem Que Matou Getúlio Vargas (que me propiciou a maior risada contínua após a leitura de uma cena de minha vida) e Assassinatos na Academia Brasileira de Letras. 

Enfim, Jô Soares sempre presente em minha vida!

Deixo aqui, pra quem se interessar, minhas reportagens sobre 5 entrevistas dele, com Roberto Carlos, Miéle, José Vasconcelos, Hebe Camargo (com suas amigas Nair Belo e Lolita Rodrigues) e Leandro Hassoum, por conta da experiência que contou quando contracenou com ninguém menos que Jerry Lewis.

(*) 

P.S. O título foi tirado da declaração de Falabella sobre a morte do gênio, no sentido de que atuou em todos os ramos da comunicação com maestria, ele fazia inclusive programas de rádio de alto nível, divulgando Jazz. De fato, o primeiro a construir a brilhante frase foi Carlos Drummond de Andrade quando da partida de Cacilda Becker.

Ah, sim, os posts!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2015/10/profissao-miele.html

https://blogdohomerix.blogspot.com/2012/09/sao-pedro-voce-e-uma-gracinha.html

https://blogdohomerix.blogspot.com/2011/09/roberto-no-jo-espetacular.html

https://blogdohomerix.blogspot.com/2013/12/o-maior-de-todos-os-tempos.html

https://blogdohomerix.blogspot.com/2011/10/eu-sou-o-espetaculo-no-ceu.html


domingo, 31 de julho de 2022

Star Trek - Jornada nas Estrelas

Morreu a Tenente Uhura!
Nichelle Nichols, aos 89 anos!
Rest in Peace ... in your last Star Trek!
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A tripulação de Jornada nas Estrelas perde uma pioneira! 
Vai fazer companhia ao Professor Spock! 
Scotty deve ter comandado o teleporte final!
E McCoy deve ter prestado os primeiros cuidados em sua chegada!

Ela estava entre os que foram, audaciosamente, aonde nenhum homem jamais esteve, em busca de novos mundos, novas vidas, novas civilizações, numa missão prevista para durar cinco anos, e que já passou dos cinquenta.
Restam firmes por aqui Sulu, Chekov e o próprio Capitão Kirk, que inclusive teve seu alterego William Shatner viajando ao espaça efetivamente!
Há 55 anos, o mundo conheceu a Nave Estelar Enterprise, e começou a admirar a impagável relação entre o seu Comandante, o intrépido e intuitivo humano James Tiberius Kirk, e seu Oficial de Ciências, o racional e lógico vulcano Sr. Spock, com suas orelhas pontudas. Este último, nada surpreendente que fosse racional e lógico, afinal as duas virtudes estão no sangue de quem nasce em Volcano, e na educação que recebem, na doutrina que é seguida por todos. O que deixava a personalidade de nosso Spock mais fascinante é que ele tinha um pezinho na Terra: seu pai Sarek encantou-se com a malemolência de uma professora terráquea, e deu uma daquelas escorregadas a la Lugo, o bispo matador, que pecou pois o voto de castidade que tinha era paraguaio. Brincadeira, a coisa era séria, e eles eram casados de papel-passado, lá no planeta Vulcano, que só tinha gente séria!
Então, o interracial estelar Spock vivia em batalhas internas para tentar entender como pensava seu capitão, que fazia às vezes coisas contrárias à boa norma lógica e era bem sucedido. Spock pensava nas probabilidades, Kirk contava com a sorte. Os papos entre os dois personagens eram sempre pontilhados de ironias em que as diferenças entre humanos e vulcanos apareciam. E aos poucos, Spock foi aceitando Kirk como um amigo, coisa impensável se ele fosse um puro-sangue: em seu planeta natal, a amizade era acho que era um sentimento irracional. Ou talvez, fosse amigo dele por ser ético assim ser!
A interracialidade era uma constante na tripulação da Entreprise. Seus principais tripulantes, além do americano Kirk, e do extraterreno Spock, eram o médico americano McCoy, o inglês Scott, o russo Chekov, o japonês Sulu e a africana Uhura. Duas coisas impensáveis à época: em plena guerra-fria, um russo numa posição de comando à frente de americanos, e, num país que dois anos depois mataria o líder negro Martin Luther King, uma mulher negra co-habitava com não-negros em posição de comando. O próprio Dr. King elogiou a série por isto inclusive pediu ditretamente à atriz, que desejava sair após a 1ª temporada para trabalhar na Broadway, que continuasse no papel pela importância que isso causava no ânimo das mulheres negras. E com ela ocorreu a primeira cena de beijo interracial na TV americana, com o Capitão Kirk, que era o galinha da série. Aliás, vou deixar aqui o relato de Nichele Nichols, a nossa Tenente Uhura, de como foi o encontro dela com Dr. King... é de arrepiar!! Ela estava num banquete quando foi informada de que 'um fã' queria conhecê-la. Até chorei ao ler o relato dela... vejam
I thought it was a Trekkie, and so I said, 'Sure.' I looked across the room and whoever the fan was had to wait because there was Dr. Martin Luther King walking towards me with this big grin on his face. He reached out to me and said, 'Yes, Ms. Nichols, I am your greatest fan.' He said that Star Trek was the only show that he, and his wife Coretta, would allow their three little children to stay up and watch. [She told King about her plans to leave the series because she wanted to take a role that was tied to Broadway.] I never got to tell him why, because he said, 'you cannot, you cannot...for the first time on television, we will be seen as we should be seen every day, as intelligent, quality, beautiful, people who can sing dance, and can go to space, who are professors, lawyers." Dr. King Jr went further stating "If you leave, that door can be closed because your role is not a black role, and is not a female role; he can fill it with anybody even an alien."

Legal pensar num mundo em que não existe o dinheiro, as necessidades de todos são atendidas, as doenças do planeta já estão todas mapeadas e curáveis. Um mundo sem países ou religiões, onde todos pertencem apenas à raça humana. ALGUÉM SE LEMBRA DE UMA CERTA CANÇÃO DE UM CERTO JOHN LENNON? Imagine!  Americano, Russo, Japonês são apenas referências geográficas, a coisa subiu um nível, e o importante é saber se o indivíduo é Humano, Vulcano, Romulano ou Klingon. Ao escrever-se um endereço numa correspondência, tem que se acrescentar não o país em que se vive mas .... ‘Terra’. Escrevi e até fiz um áudio sobre isso, aqui, neste LINK.
A série durou apenas 3 temporadas, teve um relativo sucesso, mas não o suficiente para uma quarta. A admiração somente apareceu mesmo, e em níveis de histeria coletiva, quando ela começou a ser reprisada, nos anos iniciais da década de 1970. Termos como phaser, teleporte, dobra espacial, começaram a ser entendidos por mais gente. A coisa virou febre, fã-clubes pipocavam nos Estados Unidos e ao redor do mundo. Kirk, Spock e sua turma viraram ícones.
Os principais responsáveis pela febre tiveram reações díspares ao fenômeno. William Shatner chegou a rejeitar a fama de Kirk, temeroso por ficar eternamente atrelado à imagem do personagem, criticava a onda, e dedicava aos que se aproximavam dele por causa de Kirk um mal-educado: "Get a life!". Entretanto, logo percebeu que a coisa era inevitável e que poderia seguramente se dar muito bem com o fenômeno, e acabou se rendendo às evidências, aparecia nos festivais de Star Trek, e era ovacionado, enfim, acabou gostando da coisa.
Já Leonard Nimoy foi mais resistente. Ator respeitável com uma carreira sólida no teatro, não admitia de jeito nenhum que ficasse eternizado apenas como o-ator-que-um-dia-interpretou-Spock. Ele chegou a escrever um livro intitulado 
"I Am Not Spock"
que provocou uma revolução na comunidade, crises de choro convulsivo, cartas de decepção chegavam aos borbotões em sua caixa de correio. Ele acabou voltando ao grupo para as filmagens do cinema, dirigiu dois dos seis filmes iniciais, que tiveram grande sucesso, e acabou por resolver o conflito interior, quando lançou um segundo livro sobre o tema, quase 20 anos depois do primeiro, desta vez intitulado: 
"I AM SPOCK"
Aquela não foi a única falha de avaliação de Nimoy com relação à franquia: foi-lhe oferecido participar da produção de uma segunda série de Star Trek, "The Next Generation", por volta de 1985, e ele recusou, achando ser impossível que a coisa desse certo uma segunda vez. 
SÓ QUE DEU!!! 
E deu certo mais um montão de vezes, afinal vieram "Deep Space 9" e "Voyager" e "Enterprise" e "Discovery" e "Picard" e "Lower Decks" e "Prodigy" e, agora, "Strange New Worlds" uma pre-quel da série original. 
Veja-se na figura o montão de filhos de Gene Rodenberry, agora já chegando ao 4º Milênio!


Como se vê, a tripulação original fez 6 filmes na telona, a da "Nova Geração" outros 4, e mais recentemente teve um ótimo ensaio sobre como tudo começou, com 3 filmes com a mesma tripulação original.
"A Nova Geração" ficou bem oito anos em cartaz na telinha, numa Enterprise modernizada para o Século XXIV, e muito por causa do charme do ator shakespeareano Patrick Stewart interpretando seu francês capitão Jean Luc Picard, e da simpatia de Data, o andróide que queria ser humano! E ainda ganhou o direito de perpetuar a série na telona em mais 4 filmes. Data pode ter sido uma das razões para o fim dos filmes, afinal estava difícil manter o ator que fazia o papel de andróide com a cara imutável, já estava ficando constrangedor. Além disso, contribuiu o pouco sucesso do 10º filme. SÓ QUE NÃO! O ator voltou, há uns 4 anos com o mesmo personagem na séria "Picard"
Os últimos 3 filmes da telona foram uma retomada ou "reboot" que ofereceu uma boa linha de continuação da magia, justamente tentando recuperar a mágica interação entre os dois títeres, Kirk e Spock, contando como tudo começou. O resultado foi ótimo, bem recebidos pelos fãs, mesmo tendo destruído Volcano, provocando uma outra linha do tempo. A continuidade ainda está em jogo, principalmente depois da perda do astro que fez o novo Chekov, num incrível acidente doméstico.
E o nome do filme lançador da retomada na telona foi bastante interessante, super-apropriado para quem queria um recomeço....
... simplesmente ...
“Jornada nas Estrelas”.
Pudemos embarcar novamente!
Beam me up, Scotty!


quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Eu, Homérerson Fittipaldi, 'ricomendo'

Eu, Homérerson Fittipaldi, 'ricomendo' dois Programas do Bial.

1. Ela tem 79 anos, mas tem aparência de 20 a menos. Ela tem o nome de um presidente assassinado. Ela viveu exilada na Venezuela. Ela radicou-se nos Estados Unidos. Ela perdeu uma filha. Ela é escritora. Seu primeiro livro nasceu de uma carta a seu avô num certo 8 de janeiro, acho que de 1978, e repete o hábito desde então, começando a escrever livros nessa data. Aquela carta virou A Casa dos Espíritos, livro e filme, com Meryl Streep e Antonio Banderas, por quem se apaixonou platonicamente.  Ela é chilena. Ela é a escritora mais lida do mundo. Ela é Isabel Allende... Aqui, neste LINK, a entrevista. E abaixo, um efeito da entrevista...



2. Ele completaria 100 anos em 2022. Ele era 'alguém como tu' dos anos dourados. Ele era exímio pianista. Ele tinha voz de veludo. Ele comandou programas nos Estados Unidos. Ele gravou os discos da vitória junto, com Frank Sinatra. que eram distribuídos aos soldados americanos até 1952. Ele encantou Walt Disney. Ele disputava com Lúcio Alves a alcunha de maior romântico do Brasil e também ... a Tereza da Praia. Ele eternizou a Princesinha do Mar.  Ele era brasileiro. Ele era Dick Farney... A entrevista foi com um biógrafo e a curadora de sua obra. Aqui, neste LINK, a entrevista. 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Nara Leoa

Ontem foi aniversário de Carlos Drummond de Andrade, 
o último evento que celebro em outubro, meu mês sensacional.
Vejam aqui, neste LINK, os demais eventos mencionados.
Pouco falei sobre Drummond, a não ser neste post de 2007,
do qual tenho orgulho, e o pessoal muito apreciou!!
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Por Toda a Minha Vida: Nara Leão - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1
O Ano é 2007!!

Vocês já devem estar achando: lá vem ele de novo, incomodando-nos com seu blá-blá-bla. Fazer o quê? Os motivos para escrever têm aparecido!!!
Agora, foi o último programa da série "Por toda minha vida", da Globo. Depois de Elis Regina, que eu vi e não gostei, e de Renato Russo, que eu não vi e não gostaram, veio o de Nara Leão, que eu vi, gostei, e me emocionei!        
O interessante é que eu sou fã de Elis e Renato, mas apenas admirador de Nara. Bem, talvez até mesmo por isso, vai ver que eu fui muito exigente com o da Elis. Ou talvez pela surpresa de saber da importância daquela cantora dentucinha na música brasileira. Aliás, tivesse ela nascido 30 anos depois, certamente ela não teria convivido com aquela configuração bucal explícita, como fez 'Por Toda Sua Vida'. Hoje em dia, por muito menos, as pessoas estão vestindo aquele sorriso metálico; virou uma febre, pra felicidade dos ortodontistas!
Conheci Nara naquele festival de 1966 da Record em que cantou "A Banda", acompanhada pelo Chico Buarque, o compositor, e de uma bandinha, de verdade! Eu era torcedor absoluto de "Disparada", de Geraldo Vandré, defendida por um improvável Jair Rodrigues, mas não fiquei chateado com o empate, em primeiro lugar com a adorável marchinha do Chico. Aqui, neste link, o desempenho dos dois, já como campeões, com a presença intrometida e simpática de Jair. Era difícil resistir ao charme daquela cantorazinha de voz fraca, mas límpida, desafinadinha ao vivo, mas que deu uma mensagem muito singela, interpretando a vida da pacata cidade, abalada pela passagem da bandinha, os sonhos, os delírios e desejos da humilde população.
Mal sabia eu, descobri agora, que aquela vozinha foi responsável, ou no mínimo esteve presente e foi fundamental para a criação da Bossa Nova, da MPB,  do Teatro Opinião, e da Tropicália.
A Bossa Nova começou na casa dela, em Copacabana, ponto marcado de jovens como Menescal, Lira, Bôscoli, para tocar violão, com uns acordes meio esquisitos,  marca registrada daquele movimento.
Por paradoxal que seja, ela só foi gravar o primeiro disco quando já havia rompido com a Bossa Nova. Ela decidira conhecer algo diferente do mundinho burguês em que vivia, e subiu o morro. E aí ajudou a popularizar compositores como Zé Keti, Nelson Cavaquinho, Cartola, e outros como João do Vale, ajudando a começar aquilo que seria conhecido como MPB.
Veio a Revolução, e a repressão e, apesar de não ser compositora, ela era a porta-voz de canções de protesto disfarçado, e embarcou no show Opinião, em que cantores atuavam cantando, o que não era nada comum. Uma das canções era 'Carcará' (pega, mata e come!): Nara ficou afônica uma temporada e importou uma certa Maria, da Bahia, cuja mãe, uma certa Dona Canô, só deixou que viajasse se trouxesse junto seu irmão, um certo Caetano. É isso, Nara foi responsável pela introdução dos filhos de Dona Canô no cenário artístico. Não perca, neste link, o extraordinário desempenho de Maria Bethania, em sua estreia, e com um visual que você não conhecia!!!       

Sua língua ferina ("Os militares podem entender de canhão ou de metralhadora, mas não 'pescam' nada de política") a transformou em perseguida do regime e dizem que só não foi presa devido a um poema de Carlos Drummond de Andrade ao presidente Castelo Branco, que dizia.


Meu honrado marechal
dirigente da nação
venho fazer-lhe um apelo:
não prenda Nara Leão! (...)

A menina disse coisas
de causar estremeção?
Pois a voz de uma garota
Abala a revolução? (...)

Será que ela tem na fala,
mais do que charme, canhão?
Ou pensam que, pelo nome,
em vez de Nara, é Leão? (...)


Estas e muitas outras histórias e depoimentos tocantes estão no especial, que termina com um dos filhos, hoje com mais de 30, e ainda se emocionando (e a nós) quando se lembra da mãe que se foi há 18 anos, vítima de um tumor inoperável.

Recomendo, sem sombra de dúvida qualquer esforço. Se não quiserem esperar o lançamento que certamente acontecerá, o YouTube está aí pra isso!!       

OUÇA e LEIA - Hey Jude volta às paradas 58 anos depois - by Cláudio Teran

Todo Domingo é Total, das 7 às 9 da manhã, na Rádio Assunção Cearense!!!  https://620am.com.br/ É Cláudio Teran quem comanda!!! Mas todo Sáb...