As caminhadas na Lagoa vêm ficando perigosas.
A profusão de veículos eletrizados birródicos, seja lá como os definam, vêm se consituindo em verdadeiras ameaças aos caminhantes bípedes e muito por irresponsabilidade de seus condutores, que não satisfeitos por poderem chegar mais rapidamente a seus destinos, parece que estão a disputar provas de velocidade.
Não raro, sentimos o ventinho daqueles bólidos a passr raspando por nós, isso quando não efetivamente se chocam, provocando quedas que podem ser até mesmo fatais. Amigos meus já se estabacaram no asfalto das ciclovias, quando não resvalam perigosamente nos meios-fios, ou nas guias, como quer que chamem.por esses brasis por aí, à beira dos asfaltos povoados de veíclos quadrirródicos quase sempre não-elétricos...
Na volta da caminhada de hoje, após sentir duas vezes o tal "ventinho", decidi inovar.... vejam o vídeo...
Sim, aí é que entra o nome do post, pois na volta resolvi usar a mesma faixa que usei na ida... dessa maneira, a ameaça deixa de ser silenciosa e fica muito bem vista, e pode ser prevenida, com um leve deslocamento à esquerda, deixando quase toda a faixa para a ameaça passar sem perigos para mim.
Classifiquei este post com os Marcadores "Comportamento" e "Costume", o primeiro porque esse perigo é uma questão de comportamento, dos pilotos insanos, que deveriam conduzir seus "bólidos" com mais responsabilidade, e o segundo porque preciso fazer com que esse hábito de caminhar vire um costume em minha vida... agora com essa providência de enxergar o inimigo.
Só espero que não me inpinjam uma multa por andar na contramão...
Muito boa e oportuna postagem, Homerix!
ResponderExcluirCaminhar na Lagoa, de fato, está a se tornar ao longo do tempo um exercício cada vez mais perigoso. Um dos responsáveis é o prefeito festeiro, quem recapeou o piso num padrão meia-sola e não o remarcou com uma das regras de fundamentais do comportamento civilizado: “Pista Compartilhada, a Prioridade é o Pedestre”, isto é, o pedestre tem prioridade máxima. Em lugar dessa regra, estampou figuras de bicicletas em vários pontos ao longo do piso, como se o entorno da Lagoa fosse uma pista de ciclismo, que é um acinte para o pedestre quem é usuário há mais de 40 anos. Outro responsável é a Polícia Militar, na figura de “Segurança Presente”, que pouca ou nenhuma importância tem conferido aos direitos do pedestre. E o abuso tem sido tão grave, que vários ciclistas, incluindo as elétricas, triciclos, patinetes, e até mesmo motocicletas violentam solenemente a prioridade do pedestre, sem quaisquer conseqüências. O maior prejudicado com esse “liberou geral” são os pedestres, incluindo os cadeirantes e os carrinhos de bebê. Essa prioridade não é favor, é direito. Todos quantos estejam a se deslocar sobre rodas, são responsáveis pela segurança do pedestre, como mandam as regras de convívio civilizado.
O risco crescente é do pedestre ser atingido por uma bicicleta, elétrica ou não, patinete, ou motocicleta. Inclusive com potencial de fatalidades, pois é uma questão de física, de quantidade de movimento, que é uma grandeza vetorial, que define que a massa multiplicada pela velocidade equivale ao momento linear do corpo. Quanto maior a massa do corpo e a sua velocidade, então maior o estrago em caso de choque ou atropelamentos.
Tenho experimentado momentos estressantes na minha insistência em caminhar no entorno da Lagoa. Mas nada tão triste e contundente quando, em 2 de maio de 2023, fui fortemente impactado por uma bicicleta elétrica em alta velocidade, que aparentava desviar das pessoas que caminhavam à sua frente, e me atingiu de frente, sem que eu tivesse tido tempo de reagir, e se evadiu. Naquele momento, o choque deixou-me tão fora de órbita, que não entendi o que me havia atingido. Depois, fui gradativamente lembrando do episódio até o ponto de entender que se tratou de um caso que reflete baixo grau de educação/civilização, sem quaisquer preocupações com a vida do próximo. Fui parar na emergência da Casa de Saúde São José. Fui tratado por dois cirurgiões: um bucomaxilo avaliou a tomografia e constatou fratura do maxilar, que não requereu cirurgia e costurou pontos internos na boca. Um outro cirurgião estético, costurou pontos externos no rosto e supercilios. Ao final, veio uma médica que avaliou a tomografia do tórax e identificou duas pequenas fraturas, sem necessidade de cirurgia. Mas levei mais de duas semanas para, por sorte, voltar à vida normal.
A sua solução, caro Homerix, pode ser uma opção, mas prefiro caminhar sobre o limite à direita da minha faixa, criando o máximo espaço para compartilhar a pista, e manter a atenção sextuplicada para evitar que algum desses insanos e mal educados não venham a forçar uma contramão, que replique aquele terrível 2 de maio de 2023.