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sexta-feira, 31 de março de 2017

Auto explicativo? Para alguns...



Achei muito legal. Eles chamaram de Relógio para Engenheiros! 
Mas Físicos e Matemáticos tiram de letra

Entendeu tudo??

Vamos lá:

1 ...... PI/2 = 90º ......... Seno de 90º é igual a 1 .........cqd

2 ...... A Derivada de 2x em relação a x é igual a 2 .........cqd

3 ...... O Determinante desta matriz é igual a 5x2-7x1 = 10-7 = 3 .........cqd

4 ...... O Produtório de (n+1)/n, com n variando de 1 a 3 é igual a   
          [(1+1)/1]x[(2+1)/2]x[(3+1)/3] 
          que é igual a (2/1)x(3/2)x(4/3) que é igual a 4 .........cqd

5 ...... Raiz quadrada de 72 + 242  é igual a raiz quadrada de (49+576) 
          que é igual a raiz quadrada de 625  
          que é igual a 25; raiz quadrada de 25 = 5 .........cqd

6 ...... 3Fatorial ou 3! é igual a 3x2x1 que é igual a 6 .........cqd

7 ...... A Combinação de 8, 2 a 2 é igual a 8!/[2! x (6-2)!]; 
           8! é igual a 8x7x6!; 2! é igual a 2; Corta 6! com 6!; 
           8x7/2 é igual a 28; 1/4 de 28 é igual a 7 .........cqd

8 ...... 2 x 22 é igual a 2x4 que é igual a 8 .........cqd

9 ...... A Integral de x2 em relação a x é igual a x3/3;
           33/3 é igual a 27; 27/3 é igual a 9.........cqd

10 .... A Somatória de n, com n variando de 1 a 4 é igual a 1+2+3+4 
          que é igual a 10 .........cqd

11 .... O Conjunto de elementos n, com n variando de 0 a 10 é igual a 11 .........cqd

12 .... 30/5 é igual a 6; 19/38 é igual a 0,5; 6/0,5 é igual a 12 .........cqd

Divertido e estimulante a voltar aos bancos de escola!!!!

           

quinta-feira, 30 de março de 2017

50 Anos da Capa de SPLHCB

Se não entenderam o acrônimo do título, quer dizer:
Sergeant Pepper's Lonely Hearts Club Band



Se não se lembram do fenômeno, um pequeno histórico itemizado
  1. Os Beatles se encheram das turnês de shows e se recolheram
  2. O último show foi em San Francisco, Candlestick Park, em 26 de agosto de 1966
  3. George foi pra Índia aprender a tocar cítara com Ravi Shankar
  4. Paul fez uma trilha sonora de um filme com George Martin
  5. John fez um filme How I Won The War e conheceu Yoko Ono
  6. Ringo ficou com Maurreen e o pequeno Zak
  7. Todos compuseram canções (quase todos)
  8. No almoço de um voo, Paul McCartney olhou para os potinhos de Sal e Pimenta e teve uma ideia...
  9. Voltaram aos estúdios da Abbey Road em 24 de novembro de 1966
  10. Já tinham grande parte do material para o 8º LP da carreira
  11. Ficaram gravando até 21 de abril de 1967
  12. A imprensa achava que eles tinham acabado, pela falta de notícias
  13. Eles não perderam por esperar
  14. Em 1º de junho, lançaram o primeiro LP a ser considerado um Álbum
  15. Um divisor de águas: a música era uma antes e outra depois de SPLHCB 
  16. vaudeville, circus, music hall, avant-garde, and Western and Indian classical music.... e até Rock and Roll
  17. Pulou direto ao topo de todas as listas de melhores discos de todos os tempos
  18. Brian Wilson, o líder dos Beach Boys, entrou em depressão... não seria capaz de superar a obra-prima
  19. Foi o disco mais vendido da década de 1960
  20. "the most important and influential rock and roll album ever recorded"
E, num belo dia desses montes de dias, Paul começou a ter uma idéia sobre a capa, trouxe uma foto velha do pai dele em frente a uma família numerosa, contrataram um certo Peter Blake, renomado produtor, a coisa evoluiu para colocar um monte de gente por trás dos 4, e depois para imagens de gente famosa, pensaram em Jesus, Ghandi, Hitler, mas desistiram, tiveram alguns problemas com direitos de imagem, escolheram as famosas roupas coloridas de instrumentistas de banda, até que chegou o dia 30 de MARÇO, portanto HOJE, quando tiraram um monte de fotos, uma de delas ali em cima, e ficou pronta a famosa foto da capa.

Duas curiosidades sobre os escolhidos:

  1. Um certo ator americano de nome Leo Gorcey exigiu US$ 400 para liberar sua imagem. Foi desconvidado!! Deve ter se arrependido! Ou não!
  2. A grande Mae West aceitou participar, depois desistiu, perguntando: Por que eu faria parte de um CLube de Corações Solitários? Então os 4 Beatles escreveram uma carta pedindo para ela reconsiderar. Ela aceitou. E está lá!!!
Só que não ficaram só nisso, resolveram que seria uma capa dupla e que incluiriam um e carte com decalques de distintivos e bigodes, e mais uma foto maravilhosa multicolorida dos 4 na capa dupla aberta, visualmente perfeito mas , muito mais que isso, PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA DA MÚSICA, publicaram as letras das canções!!!! 



Pausa para recordação:

Fiquei maravilhado quando abri, nos meus 9 ou 10 aninhos (não lembro bem QUANDO chegou o disco no Brasil, se eu já havia completado 10 anos), e vi que poderia acompanhar as músicas com as letras!!! Foi isso que alavancou meu aprendizado de inglês a partir de então!!!!


Recentemente, fiquei sabendo que essa ideia foi de John, por causa de um professor espanhol que foi atrás dele quando filmava em Almeria, e pediu, porque facilitaria as aulas de inglês que ele dava pros seus aluninhos, olha que legal!!


Enfim, parabéns Sgt. Peppers, 5 décadas, 10 lustros, 50 anos de encantamento, quase 40 milhões de cópias vendidas, até hoje lembrado com um marco indiscutível!!!! Muitas celebrações ocorrerão ao longo desse ano!!

segunda-feira, 27 de março de 2017

Isso é que é Universidade!

POSTAGEM ORIGINAL DE 2011 ....
MAS UM AMIGO ME CHAMOU HOJE DE ENCICLOPÉDIA BEATLÂNICA....
RESOLVI REPUBLICAR....
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Um amigo lembrou-se de mim quando leu a notícia:

Canadense é graduada

em mestrado sobre Beatles, em Liverpool


Por que será que ele se lembrou de mim?

Bem, o que ele não sabia é que ela foi minha aluna, na Universidade inglesa.

Comecei ministrando cursos à distância, depois passei um tempo como professor visitante, depois, como professor titular e, finalmente, atingi a Livre-Docência.

Veja a imagem de minha formatura como Livre-Docente (Habilitation Degree)


Agora, na grade regular, ministro vários créditos obrigatórios (passe pelos links):


Novos Beatles? Que nada!
5 de Outubro de 1962 ... Que dia!
Rock, Parceria e Poesia
Paul is 63 and Rolling
Boleto Para Pasear
BBB - Big Beatle Book
Entaniversários
Cantando no Terraço
Balance e Berre – Uma Chance Só
Por que não vamos lá fora e atravessamos a rua?
Abbey (the last) Road
Quatro décadas sem eles!
Meu dePAULimento
Um Dia Para Não Esquecer
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Há a opção de cadeiras eletivas (mais links):
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E sem esquecer dos Cursos de Verão (links finais):



Pois é... e para as próximas turmas, já programei algumas novas matérias:

E outras virão, por aí!!!

Abraço Beatle

Homero Teaching Beatles Ventura
(P.S. É brincadeirinha!!!)

domingo, 26 de março de 2017

Game of Thrones - A Feast for Crows

Nossa, gente, parece que os roteiristas da série Game of Thrones ‘pularam’ o quarto livro da saga ‘A Feast for Crows’.

Claro que a linha mestra está lá, mas é tanta coisa diferente que acontece... impressionante!!

Bem, o livro em questão é o primeiro em que há capítulos nomeados sem o nome de personagens importantes. Então, aparecem coisas como ‘The Prophet’, ‘The Kraken’s Daughter’, ‘The Capitain of the Guards’, ‘The Reaver’, ‘Cat of the Canals’ e assim por diante. Sim, continuam Arya, Samwell, Jamie, e entram Cersei e Brienne. E também, Sansa, só que a partir de um certo momento, ela vira Alayne, filha bastarda da Lord Petyr, e não sobrinha, como na série.

Bem, no livro, depois de ajudar a eleger Jon Snow como Lord Commander, de um jeito bem diferente que na série, Sam parte de Castle Black com Gilly, e seu filho, e com Maester Aemon, e com mais um brother, o menestrel Daeron, com a missão de se tornar um Maester na Citadel e retornar para assumir o cargo na Wall. Uma coisa que só acontece no livro: quando Mance Ryder é capturado, sua mulher morre, mas tem o filho, que é amamentado por Gilly. E na, verdade, o bebê que sai de Castle Black é ele e não o filho de Craster, por ordem de Jon, que queria proteger o herdeiro do King Beyond The Wall. No livro, nada de Gilly dar o nome de Sam ao rebento, em homenagem ao seu salvador. No caminho, Sam e sua trupe param em Braavos, ficam sem dinheiro até o próximo navio, e Sam vai buscar o tal Daeron que se encarregara de trazer comida. No caminho, ele é abordado por transeuntes e é salvo por Arya, já em seu ‘estágio’ nas ruas, como Cat, com sua adaga. Esse encontro jamais acontece na série. E Jon, também não aparece como nome de capítulo, mas dele sabemos por intermédio de Samwell. O Maester Aemon morre no navio, depois de saber sobre Daenerys e seus dragões lá do outro lado do mundo.

Brienne entra em cena, com sua caminhada rumo ao Norte para encontrar Sansa, mas começa a jornada sozinha, sem Podrick Paine, que só aparece dois capítulos depois, e é apenas um menino, não um adolescente vigoroso (o episódio dele encantando as prostitutas com sua virilidade é invenção da série..). Aquela indecisão dele, se chama ela de Milady, ou de Ser, é muito mais divertida. No caminho, ela se encontra algumas vezes com Randyll Tarly, o pai de Sam, que é um comandante em busca de facínoras, e aparece ‘doing justice’ (Este ladrão? Cortem-lhe os dedos, Esse estuprador? Suas partes, Aquele assassino: Enforquem ... e por aí vai...). Vários personagens entram e saem pelo caminho, alguns morrendo, outros acompanhando a jornada, meio monótono.... E o encontro com Hot Pie, em que ele fala de Arya, não acontece no livro. E o encontro com Sansa e Littlefinger, também não acontece. E pasmem, a luta entre ela e o Hound é coisa só da série. Aliás, até o livro terminar, o Hound é considerado morto, e não sobrevive, como na série. Aliás, nem se sabe se a própria Brienne sobrevive, pois ela é capturada pela turma de Beric Dondarion e julgada por uma certa Lady (que eu não vou contar aqui quem é, e que apareceu no final do Livro 3), e condenada e tem a cabeça na forca e aí, o livro acaba....

Cersei, agora como personagem, tem seus pensamentos diabólicos mais explicitamente detalhados, claro. Suas manobras para tirar poder dos Tyrrel, suas richas com Margerie, suas negociações para o novo Hand para Tommen, descartando o tio Kevan, sua amizade com uma certa Lady Marryweather nunca aparecem na série. O novo Septon aparece, com sua legião de asseclas, e começa a fazer das suas. Cersei trama a prisão de Margery, acusando-a de trair Tommen, consegue fazer com que um dos King’s Guards, Osney Kettleback, confesse o que não fez só que, ao confessar, ele é preso e torturado e confessa que foi armação de Cersei, que então é presa, e já começa aquele calvário que a gente vê na série. Esse episódio é totalmente diferente da série, em que ela é presa por causa da relação incestuosa com Jamie. E o Lord of Flowers não é preso pelos crimes homossexuais dele, como diz a série, mas está lá entre a vida e a morte, após conquistar Dragonstone.

Jamie não é treinado por Bronn, demora a ganhar a mão dourada, se recusa a usá-la. Não é Jamie (muito menos Bronn) quem vai buscar Myrcella em Dorne, mas Balon Swan, um dos King’s Guards. Aliás, vários capítulos são dedicados a Dorne, aparece um caso tórrido desse cavaleiro com Aryanne, uma filha do Príncipe Doran, que prende as filhas bastardas do Red Viper Oberyn, que querem vingar sua morte pelo Montanha, matando Myrcella. Aryanne convence Balon que Myrcella deveria ser a rainha, e não Tommen, e traçam um plano furado, raptam a ‘would be’ Queen (o capítulo se chama ‘The Queen Maker’), mas são descobertos e Balon perde a cabeça, literalmente.

Aqui no livro, outra história é contada com muito mais detalhes (e muitas diferenças) que na série. O reino das Iron Islands começa com a morte anunciada do rei Balon Greyjoy, apenas anunciada, e não narrada, e não ficamos sabendo que foi seu irmão Euron, retornado de três anos de esbórnia e matanças, que o matou, empurrando-o de uma das pontes. Capítulos são dedicados a seus outros irmãos, o pastor Aeron Damphair e seus rituais de afogamento -  what is dead can never die – e a Victarion Greyjoy, comandante da frota, e a Asha (a Iara da série, irmã de Theon) buscando apoio para o ‘kingsmoot’, um ritual de escolha do novo Rei, uma vez que, na ausência de Theon, presumed dead, ela deveria ser a rainha, mas é mulher, então todo o reino das Iron Islands é convocado para proclamar o novo Rei, dentre os que se apresentarem e mostrarem que são merecedores. Vários capítulos são dedicados a isso. Gente, e aquela tortura toda do Ramsey Snow no Theon Greyjoy ainda não deu as caras no Livro 4. Nada se sabe do pobre capado.

Ah, eu falei de Tyrion, ou Daenerys??? Não?? É porque eles simplesmente não aparecem no livro 4!! Pode?? O Livro 3 havia terminado com Daenerys conquistando Mereen e com Tyrion fugindo de King’s Landing após matar Tywin, e assim ficamos sem notícias deles ao longo de todo o Livro 4. Portanto, aqui, nada de dragões, a não ser em conversas sobre a sua existência lá do outro lado dos 7 reinos. O autor até brinca com isso, em mensagem no final, perguntando se os leitores sentiram falta dos personagens... Claro que sim!!

O que aconteceu é que o livro 4 que George Martin escreveu ficou grande demais... tipo 2000 páginas. Então ele decidiu dividir em dois, só que, só pra atazanar, ele decidiu concentrar no livro 4 real, aquilo que se passava a partir de King’s Landing. Então, o caminho de Tyrion para se encontrar com Daenerys e tudo sobre a Mãe dos Dragões, ele deixou para o livro 5. Sacanagem!

Imagino a angústia de quem estava só na leitura....


Como vêem na foto, acabou minha caxinha, que agora não comporta os 4 livros originais e suas 4.000 páginas inchadas. Aguardo chegar o quinto, A Dance With Flowers

quarta-feira, 22 de março de 2017

Rock, Parceria e Poesia

(Revivendo esta parceria a um amigo amante de Beatles
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Muitos, com certeza, já ouviram falar da parceira Lennon/McCartney mesmo não sendo fãs dos Beatles. Responsáveis pela composição por 90% das músicas gravadas pelo grupo, John Lennon e Paul McCartney certamente colocaram seus nomes na lista de TopTen Composers de qualquer especialista em música, incluindo os mais reticentes. Uns poucos exagerados da imprensa especializada da década de 60 diziam que Lennon e McCartney eram os melhores compositores desde Beethoven (!!).
Esta parceria começou graças a um desprendimento de John, claro que associado a uma visão de futuro privilegiada. John, em sua costumeira modéstia, desde pequeno sabia que seria grande. Sempre foi o líder dos grupos em que se metia, para o bem ou para o mal. E líder ele era dos Quarrymen, uma banda de adolescentes ingleses que tocavam rock em variados lugares de Liverpool, inclusive em pátios de igrejas. E foi num pátio de igreja, na tarde de 6 julho de 1957, que ele foi apresentado a Paul por um amigo comum (de nome Ivan Vaughn, a quem nós, amantes dos Beatles, agradecemos imensamente). Paul mostrou na guitarra seu conhecimento sobre o rock americano e também trechos de composições suas. De imediato, John percebeu que estava diante de um igual. Nas 24 horas seguintes, ficou matutando, com seu imensurável ego, o dilema de continuar como estrela solitária, ou deixar seu brilho ser ofuscado pela presença de um outro talento no grupo. Quiseram os deuses do rock que ele optasse pela última, e assim criou-se a semente do sucesso dos Beatles. Depois, Paul trouxe George Harrison e, por último, chegou Ringo Starr. O resto é história... um pouco da qual, conto aqui!
John e Paul começaram a compor juntos e logo viram que, apesar dos estilos diferentes, a afinidade era grande. Tanta que chegaram logo cedo a um acordo de parceria: fosse John ou Paul o verdadeiro autor de uma canção, a autoria oficial seria declarada como de Lennon/McCartney. No começo, Paul tentou sugerir uma ordem diferente, algumas canções chegaram a ser registradas como McCartney/Lennon, mas a liderança de John acabou prevalecendo. Este tipo de acordo foi repetido por inúmeras duplas famosas, inclusive a nossa tupiniquim Roberto e Erasmo Carlos. O acordo só veio a se desmanchar com o fim dos Beatles.
Os dois amigos tinham uma capacidade para compor invejável. Conta a história que, num encontro com um certo Michael Jagger, amigo das noitadas em Londres, este último reclamava que não tinha uma música suficientemente boa para gravar seu primeiro disco. Diz a lenda que os dois se retiraram do ambiente por 10 minutos e, ao retornarem, entregaram a Mick aquela que seria o primeiro sucesso dos Rolling Stones: I Wanna Be Your Man. Claro que a canção está longe de ser uma obra-prima, nem poderia se exigir mais. Em outro episódio, à época da filmagem de seu primeiro longa-metragem, deram outra mostra dessa capacidade. O filme tinha o título baseado num suspiro de Ringo Starr após um dia intenso de filmagens: Well, this is a hard day’s night! Num certo fim de noite, quando estavam próximos ao lançamento do filme, os produtores lembraram que não havia ainda a canção título. John falou o tradicional: Deixa comigo! …. E foi para casa. Na manhã seguinte, mostrou o que tinha conseguido a Paul, que compôs rapidamente o que faltava: o middle eightWhen I’m home, everything seems to be right …”. E entregaram A Hard Day’s Night, aquela que seria um de seus maiores sucessos. Um terceiro episódio (há dezenas deles): Paul conta que sonhou com a melodia de Yesterday, acordou, e achou tão linda que duvidou da própria arte, e foi conferir, com John, com George, com o outro George (claro que Ringo não poderia opinar...), até que se convenceu que era uma McCartney original, e foi buscar a letra. Ocorre que, a única coisa que lhe vinha à mente, ao invés do famoso “Yes-ter-day .... All my troubles seemed so far way ” era “Scram-bled-eggs .. oh my darling how I like your legs....”. Claro que, rapidamente, ele colocou uma letra mais apropriada e concluiu aquela que seria a canção mais re-gravada de todos os tempos. Nesta última, John pouco contribuiu, se é que...
Aquele acordo de parceria fez com que muitos pensassem que todas as canções com o rótulo Lennon/ McCartney fossem compostas sempre por John e por Paul em um trabalho conjunto. Isto, na verdade, somente aconteceu nos primeiros anos da dupla e mesmo assim, somente em algumas poucas canções (She Loves You, I Wanna Hold Your Hand, Do You Want To Know A Secret?, From Me To You, Please, Please Me, This Boy), e uma ou outra quando estavam mais maduros (With a Little Help From My Friends e A Day in The Life). Nas demais, o trabalho é 100% individual, no máximo um dava um palpite num verso aqui, uma sugestão numa harmonia ali, etc. Havia uma disputa saudável entre os dois: um usava o outro como estímulo para compor cada vez mais e melhor e não ficar para trás na preferência dos fãs.
Quando se tem um pouco mais de familiaridade com as músicas dos Beatles, logo se percebe quem fez qual música:

·  O primeiro sinal é o cantor: geralmente quem compôs, canta a voz principal na gravação. E, com um pouco de treino auditivo, você distingue a voz mais ácida de John da voz mais suave de Paul; 

·   Se, ainda assim está difícil, vá pelo estilo: Paul é mais baladeiro, John mais roqueiro. Claro que há exceções memoráveis. Algumas das mais bonitas baladas dos Beatles, como In My Life, Good Night, Girl, Norwegian Wood, são de John e alguns dos rocks mais dançantes, como I’m Down, Birthday, Can’t Buy Me Love, Back In The USSR, Helter Skelter (este, pra lá de pesado!), são de Paul;

·    Se o estilo musical não foi suficiente pra definir, em canções românticas, vá pela letra: Paul é mais up beat, otimista, como em Another Girl, All Together Now, Getting Better, Good Day Sunshine, Hello Good Bye, Penny Lane; John é mais down, pessimista, como em Run For Your Life, I Don’t Want to Spoil the Party, No Reply, I’m So Tired (muitas vezes descambando para a “Corno Music”) e ainda passando por crises existenciais como em I’m a Loser, Yer Blues ou Help!;

·    Se a canção não é romântica, aqui vai uma dica: Paul adora contar histórias, repare em Obladi Oblada, Rocky Raccoon (inesquecível honky tonky piano), Maxwell’s Silver Hammer, Paperback Writer, She’s Leaving Home, (esta, uma verdadeira obra-prima!); John tinha algumas mensagens a dar, como em All You Need is Love, Revolution e The Word e ainda viajava junto com as drogas em canções como em Lucy In The Sky Wiith The Diamonds, I Am The Walrus, Rain e Tomorrow Never Knows. Além disso, adorava se inspirar em posters de propaganda como em For The Benefit Of Mr. Kite ou em notícias ou anúncios de jornal como em A Day In The Life (cuja idéia central era dele, com participação de Paul, ao final - Woke up, got out the bed ...) e Happiness Is A Warm Gun;

·      Se nada disso funcionou, vá ao detalhe da poesia:
John adorava os jogos de palavras como em ….
           “It won’t be long, till I belong to you”,
de It Won´t Be Long
           “Please, please me oooh yeah like I please you”,
de Please Please Me
           I get high when I see you go by, my oh my.
       When you sigh, my, my inside just    dies, butterflies.
       Why am I so shy when I’m beside you”, 
de It´s Only Love
            “Everybody is green, cause I’m the one who won your love”
de You Can´t Do That
            “Oh Dear, what can I do, baby’s in black and I’m feeling blue
de Baby´s In Black

Paul procurava rimas ricas, como em …
                “Though the days are few, thei’re filled with tears
                and since I lost you, it feels like years
           de You Won´t See Me
           ou métricas especiais como em
           “Hey Jude, don’t make it bad,
           take a sad song and make it better!
           Remember to let her into you heart
           Then you can start to make it better
Hey Jude, don’t be afraid,
           you were made to go out and get her!
          The minute you let her under your skin
          Then you begin to make it better
          Hey Jude, don’t let me down,
         you have found, her now go and get her”
de Hey Jude

Enfim, como são cerca de 180 canções, haverá sempre exceções aqui e ali em que regras serão quebradas. E, na verdade, nem interessava saber de quem era qual música. O importante, realmente, é o conjunto da obra. A perfeita harmonia vocal dos dois (muitas vezes com a ajuda de George Harrison), juntamente com as inovações técnicas (muitas vezes com a ajuda de George Martin), contribuía para que o verdadeiro autor se tornasse um detalhe desnecessário.
As desavenças normais que acontecem em 90% das bandas depois de longo tempo de convivência acabaram por distanciar um do outro, sem, entretanto, diminuir o nível de suas composições. E, com o final dos Beatles, cada um seguiu seu rumo, em carreira solo, sempre produzindo boas canções. John continuou mandando mensagens, as melhores delas em Imagine, e Working Class Hero, e revelando crises existenciais como em Mother. Paul continuou sendo up beat como em Coming Up e seguiu contando suas historinhas como em Another Day. Devido ao seu melhor tino comercial (ainda que sendo algumas vezes execrado por isto), Paul teve mais retorno financeiro que John. Este, por seu lado, era mais bem recebido pela crítica do que Paul. Além disso, devido às desavenças mal resolvidas, trocavam farpas musicais, se bem que sempre provocadas por John como em How Do You Sleep?, que foi educadamente respondida por Paul com Dear Friend. Em 1973, ele e Paul fizeram as pazes, este foi visitar aquele em seu exílio na Califórnia, enfim.
Porém o tempo não foi suficiente para que voltassem a reviver a velha e profícua parceria, a mais famosa da história da música. Não foi suficiente, pois John foi assassinado. E naquele dia, 8 de dezembro de 1980, na última conversa que teve com um repórter, a declaração foi sobre o grande amigo. Perguntado sobre seu relacionamento com Paul, já ‘off the record’, a caminho do estúdio onde faria sua última gravação, John disse:

Paul is my brother!
You know, as a family we always had ups and downs.
But at the end of the day, there is nothing that I wouldn't do for him
and I'm sure it's vice-versa!

..... pausa para o choro .....


Paul prestou uma última homenagem ao amigo, em 1982, com a canção Here Today, linda, linda, tocante, e ele a tem interpretado, acompanhado apenas ao violão, em todos os seus recentes shows, sempre com a voz embargada.
And if I say,
I really knew you well what would your answer be?
If you were here today

Ooh- Ooh- Ooh, here to-day.

Well knowing you,
you'd probably laugh and say that we were world's apart.
If you were here today

Ooh- Ooh- Ooh, here to-day.

But as for me,
I still remember how it was before,
and I am holding back these tears no more

Ooh- Ooh Ooh, I love you, Ooh.

Como se vê, Paul abre seu coração e admite como faz falta o velho amigo, e se lembra de como era antes, na época em que eles mudaram o mundo. 

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Mais textos sobre Paul McCartney no link abaixo:
 http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2012/06/paul-mccartney-70.html

terça-feira, 21 de março de 2017

Conhecendo a Baleia

Amigos, este é um post para aglutinar alguns produtos e informações sobre a
Banda Baleia  
Deixo duas opções a vocês:                                         Facebook
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1. Visite os links à direita                                        Twitter
 Ou                                               Instagram

                                           2. Siga abaixo, numa visita guiada                          Spotify
                                           Deezer
     ITunes

Baleia é uma banda de Pop Progressivo, como alguns críticos definiram, ou Indie Ostentação, como eles se autodefinem!

Baleia é (da esquerda para a aireita)
  Felipe Ventura - Guitarra Violino Voz
  Gabriel Vaz -  Voz Percussão
  João Pessanha- Bateria
  Sofia Vaz - Voz Violão
  Cairê Rego - Baixo
  David Rosenblitz - Teclado
 

Baleia lançou 

Um CD - Quebra Azul (2013)                               Um EP - Ao Vivo no Maravilha8 (2015)
8 canções autorais                                                     5 autorais e uma cover

      
     
          
     








Baleia lançou     

Outro CD - Atlas  (2016) - 
São 8 canções autorais - que concorreu ao Grammy, por Disc Recording Package!!


 
Pode-se adquiri-los no site deles www.baleiabaleia.com

Baleia participou

Do Festival Lollapalooza BR, em 2015
Da Websérie 'Mais Vinicius, por favor!', centenário do poeta, 2013
Da Coletânea 'Mil Tom', 50 anos de carreira de Milton Nascimento, 2015
Da Coletânea 'Viva Renato' 20 anos sem Renato Russo', 2016


Baleia no YouTube

É só ir para ver, mas recomendo aqui 6 vídeos, para conhecê-los, começando dos mais recentes.
 
 
Os 4 primeiros são composições autorais. Os 2 últimos são covers de autores de referência, com interpretações mais que originais, e que sempre estão presentes nos shows.


1. Estrangeiro (2016), de Felipe Ventura, Gabriel e Sofia Vaz
        canção do novo CD Atlas, em Lyric Video



2. Volta (2015), de Felipe Ventura, Gabriel e Sofia Vaz
            Primeira canção do novo CD Atlas, em Lyric Video



3. Casa (2014), de Felipe Ventura, Gabriel e Sofia Vaz
            Canção do primeiro CD Quebra Azul,
            já vista 1 milhão de vezes no Spotify,
            gravado ao vivo no Estúdio Maravilha 8


4. Sangue do Paraguai (2013), de Felipe Ventura,
            Canção do primeiro CD Quebra azul, em Video Clip


5. Tardei (2015), de Rodrigo Amarante
            gravada ao vivo, no SESC Copacabana


6. Noite de Temporal / Little by Little (2014), de Dorival Caimmy / Radiohead,
            gravada ao vivo no Estúdio Maravilha 8


ENJOY!!!