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segunda-feira, 28 de agosto de 2023

A Arma Escarlate - Lutas da Autora - Manual do Colonizado

O post original é de 2011, no lançamento de A Arma Escarlate
Só que hoje fiz uma sutil brincadeira em meus contatos,
quando vi meu gato Apollo, que é meio um Garfield,
confortávelmente istalado sobre um Notebokk
sem dar a mínima para o Mouse ao lado dele
Anglicismo que usamos aqui para o Rato,
como é chamado no resto da CPLP...
então me lembrei da Renata...!

Neste tempo de lançamento do livro  
de Renata Ventura, abro espaço aqui para uma das lutas da autora. Suas lutas são perenes ou foram brevemente interrompidas por sua dedicação às peripécias de Hugo Escarlate entre seu mundo mágico e o mundo real de sua favela: o combate à colonização cultural do brasileiro, a defesa do ensino de valores morais nas escolas e a disseminação do Esperanto.

Inspirou-me a escrever este post um artigo do Globo de hoje, no caderno Boa Chance, chamado 'Do You Speak Portuguese', assim mesmo, em inglês. Sua sub-manchete dizia: 'Quando o uso de expressões em inglês no trabalho esbarra no exagero'. Nem precisei ler o artigo (que depois li) para lembrar-me da primeira luta mencionada, e da Monografia que Renata fez para seu curso de graduação em Comunicação. Seu nome: 100% Off - O Manual do Colonizado. Foi em 2006. Nela, Renata descreve, com humor e ironia, o comportamento subserviente do brasileiro com relação ao que vem de fora, mais especificamente ,do Império de plantão, o Grande Irmão do Norte.

Já a havia mencionado em outros posts meus (Personal Velox, Beach Soccer?!?), mas agora, com o tremendo destaque ao tema em jornal de grande circulação, resolvi divulgar sua Introdução (apenas a introdução, em princípio) em meu blog. E fá-lo-ei em partes, pois leitor de blog é meio preguiçoso....

Aqui, transcrevo o primeiro trecho da introdução da monografia
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INTRODUÇÃO

            Desde seu “descobrimento”, o Brasil é assolado por uma doença séria, cujos sintomas são a baixa auto-estima e o menosprezo por tudo o que seja nacional. Ela ataca boa parte da população e é causada, principalmente, pela mania que o brasileiro tem de só gostar do que vem de fora. É a síndrome do colonizado.

            Não é a admiração pelo estrangeiro que é prejudicial, mas sim a imitação gratuita de uma outra cultura por achá-la superior à sua. Este comportamento, que nasce no início da dominação portuguesa, passa pela colonização cultural francesa e vem até a nova colonização perpetrada pela indústria cultural americana, leva não só a um menosprezo esnobe por tudo o que seja diferente da cultura da “metrópole” (a cultura dominante), como também a uma consequência ainda mais preocupante: o brasileiro, principalmente a elite pensante, passa a interpretar os problemas, as características e os comportamentos do Brasil através dos olhos de um outro país que julgam ser mais desenvolvido. Interpretação esta que leva a conclusões errôneas sobre a cultura brasileira, por se basear em estereótipos criados por estrangeiros e não em observações e estudos profundos sobre o país. Enquanto isso, a população se vangloria por falar palavras estrangeiras, rechaça as culturas regionais e tudo o que possa parecer “inferior” aos olhos de um estrangeiro, imita seu modo de vestir, de falar, de portar-se e, por que não, de pensar.
A visão de um colonizado se fixa em um só ponto de referência, sempre estrangeiro, que limita seu pensamento e sua maneira de ver o mundo e o próprio país em que nasceu e vive. O colonizado passa a reconhecer na metrópole escolhida, a única possibilidade de se desenvolver e evoluir.
Uma descolonização do Brasil se faz necessária quando se constata a falta de respeito que o brasileiro tem por sua própria cultura. Falta esta causada por uma mentalidade que o transforma, e sempre o transformou, em mera marionete; papagaio desorientado que imita até mesmo os hábitos mais prejudiciais à saúde, em nome de uma superioridade ilusória que é sempre buscada no exterior. É preciso que o brasileiro se liberte desta ilusão para poder finalmente olhar-se no espelho e se reconhecer como um ser pensante, conhecedor e mestre de si mesmo.
___________________

Opiniões?

Bem, nos links a seguir, as demais partes:
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A Segunda

A Terceira e última


Abraço
Homerix Levemente Colonizado Ventura

segunda-feira, 14 de março de 2022

A Semana 590 do Blog do Homerix - Metonímia, Mulheres e ... Beatles

Eis um resumo que fiz para um grupo de assunto específico, que abre para discussõs culturais no fim-de-semana. 

___________________________

A semana no blog começou com o Dia da Mulher, celebrado com meu já tradicional tratado sobre um artefato feminino, 

O Bolso ou A Vida, aqui, neste LINK.


e com uma intrigante pesquisa sobre nomes de mulheres nas canções dos Beatles, até como um lamento de como o mundo tratou o ‘sexo frágil’ ao longo da história.

Men and Women in Beatles Songs, neste LINK.


Encontrarão lá também  um apanhado sobre as mulheres ‘de verdade’ das vidas dos Beatles, suas namoradas, casos e esposas.

As Cometências dos Beatles, aqui, neste LINK.


Teve uma campanha para doação de plaquetas para um amigo

Plaquetas para Vinicius, aqui, neste LINK.


Mas o carro-chefe seguiu sendo Beatles, em especial, minhas contribuições vocais ao Submarino Angolano, tradicional programa sobre Beatles que completou 21 anos em uma FM de Luanda. 

O 6ª Compacto dos Beatles, em 22 minutos, aqui, neste LINK.

O programa todo, de uma hora, aqui, neste LINK.



Eu gosto muito de tudo o que eu escrevo, mas nada disso tudo suplantou uma satisfação pessoal: a de ver minha filha, my pride and joy, virando um exemplo de Metonímia do Autor pela Obra. 

Não foi uma questão de ENEM, mas certamente foi uma distinção a ser celebrada. Para quem não conhece, são 3 livros (em 4 volumes) somando 2.000 páginas sobre ética, valores, geografia, história e problemas brasileiros, tendo como pano de fundo de uma escola de magia com sedes espalhadas pelo país. Outros dois livros virão para completar a saga, que passeia pelas 5 regiões do Brasil. Já foram ‘varridas’ as regiões Sudeste, Nordeste e Norte. Virão ainda as regiões Sul e Centro-Oeste. Em que pese o público-alvo ser a faixa de 15 a 25 anos, ela tem admiradores de 8 a 80, literalmente. Fãs ardorosos, como essa professora  do Ensino Médio de São Paulo que adotou a obra em sala de aula, assim como muitas outras. Nada como passar mensagens importantes à formação da juventude, imiscuídas em aventuras cheias de magia.

Bem, para adentrar ao Mundo Escarlate criado por minha filha, o melhor jeito é adquirir sua obra, que foi recentemente lançada em um Box liiiindo, pela Editora Novo Século, nesta semana em preço promocional (70 reais a menos!) na Amazon, 

aqui, neste link https://amzn.to/35OP6bZ

Aliás, gostei tanto deste relato sobre a semana no Blog, que transformei neste post, chamado 

A Semana 590 do Blog do Homerix - 

Metonímia, Mulheres e ... Beatles

fornecendo, como viram, os LINKs para os textos citados!! 

Sim, comecei esta minha seara em 21 de novembro de 2010, com um post adivinha sobre o quê, Beatles, o carro-chefe dentre os temas, presente em 720 dos 2.561 posts, nestes primeiros 11 anos de atividade blogueira. Na verdade, era a resenha de um ótimo filme sobre a juventude de John, chamado Nowhere Boy, 

que deixo aqui, neste LINK

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Os Beatles e o meu Inglês

Um jovem amigo de um grupo de admiradores dos Beatles no Whatsapp teve dificuldade em entender um texto em inglês que fora postado. Sua dúvida foi sanada por um terceiro, mas aproveitei para dar-lhe este conselho, baseado em minha história pessoal!

Amigo, você pode usar essa paixão pelos Beatles pra aprimorar seu inglês!! 

Meu exemplo: Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi o primeiro LP dos Beatles, ou melhor, da história da música, a apresentar um encarte com as letras das canções, dando-lhes o valor devido. Na época, 1967, eu tinha 9 anos. Adorei ouvir e entender o que eles diziam. Meu pai tinha condições e me colocara na Cultura (UCBEU) um ano antes, e me formei aos 12 anos. 

Claro que depois, já adulto, comprei o livro ‘The Complete Beatles Lyrics’, aquele que tem uma foto deles espantados, e ouvi a discografia toda de novo, acompanhando uma a uma das canções com suas letras.

Sempre usei as letras dos Beatles como aula de inglês. Isso me ajudou em minha carreira profissional, trabalhei na Petrobras Internacional, e fiz missões ao exterior, uma delas, de 4 anos, com toda a família, em Houston. 

Eu gosto de me lembrar de um episódio interessante. Quando entrei na Petrobras, e fui para a Bahia me formar como Engenheiro de Petróleo, foi-me oferecido um curso de aperfeiçoamento no idioma. Aliás, um pouco antes, o concurso para entrar na Petrobras (era época em que a Petrobras fazia concursos) tinha 65 questões, das quais 10 (DEZ) eram de inglês, e eu, com a formação que meu pai me proporcionou (e os Beatles aprimoraram), matei as 10, o que certamente contribuiu pra eu adentrar a um ótimo emprego, que me acompanhou por 35 anos. Ao mesmo tempo, um grande amigo da Poli (USP), muito mais destacado que eu no curso de Engenharia Civil, acabou não passando naquele concurso, porque tinha inglês zerado...

Voltando ao episódio do curso de aperfeiçoamento, o professor era inglês, e uma bela hora, ele contava um caso, e deu uma pausa, como que lhe faltando a palavra, e eu completei: “Vanish”! Todos se voltaram para mim, mas especialmente, o professor, com aqueles olhos azuis escancarados e perguntou: “How the hell you fetched a word like that!!”, e eu respondi:

Beatles .... HELP .... 

My independence seems to VANISH in the haze…

Ao que seguiram-se algumas demonstrações de espanto!


Era isso!

Achei que a história era digna de registro, no blog!!




domingo, 11 de julho de 2021

Clichês, Inglês, Insistez (2010)

Após o Altas Horas, segui ligado e revi este filme
E ri tudo de novo
E adorei ler esta minha resenha, de 10 anos.
Eu estava inspirado.
E pelo número de comentários, 
eu era muito mais lido que hoje.
Texto original de 19-11-2010


Clichês, pra que te quero?


Pra você percebê-los sempre nos filmes, e mesmo assim continuar rindo deles!

Como você acha que acaba uma cena em que um personagem abre o porta-luvas de um carro que não é dele?


O que ele encontrará lá? Um bouquet de flores? Uma bíblia? Ou um revólver armado?

O que você acha que vai acontecer com as cinzas de um morto que são mantidas por um personagem numa lata usada de café?



Você prefere açúcar ou adoçante?

Enfim, essas e outras você encontrará no filme "Um Parto de Viagem", em que Robert Downey Jr, entre um Homem de Ferro e um Sherlock Holmes, ganha uns bons trocados fazendo comédia, num filme em que seu personagem cruza de carro os Estados Unidos, de carona com um cara atrapalhadíssimo.

E mesmo asim, você se escangalha de rir, em algumas cenas.

O personagem de Robert é um sujeito arrogante que está em Atlanta, e tem que voltar a San Francisco, onde a mulher está a algunas dias de ter seu primeiro filho. Só que ele esbarra com o tal sujeito na entrada do aeroporto, acaba tendo uma discussão com ele dentro do avião, onde se pronunciam as palavras 'bomb' e 'terrorist', leva um tiro de bala de borracha de um agente disfarçado, mas depois que esclarece tudo, é informado que está proibido de voar. Então, tem que ir de carro, mas descobre que está sem os documentos, que ficaram no vôo, e, tem que aceitar a carona do trapalhão.

Vale a pena, mas certamente muito menos do que o Bonequinho achou. Ele aplaude de pé. O Homerinho apenas olha!

Inglês, alguns termos e porquês

Quero aproveitar para comentar dois aspectos linguísticos, o primeiro, já mencionado, o tal 'bomb'. Em português, aquele artefato que explode tem o mesmo nome do artefato que suga ou impulsiona líquidos e gases. Em inglês, não, e se você é uma mãe, num aerporto americano, com um bebê, e pergunta ao marido se ele não esqueceu a bomba, pra sugar o leite de seus seios, certamente você será retirada, e sua bagagem e a de todos até a quarta geração será revistada. 

 
http://www.tatianabachur.com.br/wp-content/uploads/2009/07/nascimento_cegonha2.jpgO segundo é sobre o nome do filme, em inglês, 'Due Date' e alguns de seus correlatos. O tal 'Tempo Devido' é a nossa 'Boa Hora', a hora do parto. Interessante é que parece que os americanos sempre acreditaram na história da cegonha, pois eles sempre chamaram parto de 'delivery', como se realmente a simpática ave fosse entregar o bebê, pendurado em seu bico acomodado numa fralda, no tempo devido, no tempo encomendado. Então, 'parto normal' é 'normal delivery'! Parece que estão entregando uma pizza ou uma encomenda e perguntam: você prefere 'normal delivery' ou 'express delivery'? HeHeHe.  Sempre achei isso muito interessante. A entrega 'expressa' lá se chama 'C Section', sendo o 'C' de 'Cæsarian' como aqui, mas eles usam muito mais o termo técnico. Também acho peculiar o jeito que eles chamam o aborto. Aqui, seja espontânea ou provocada, a expulsão do feto, nós o chamamos do mesmo jeito. Lá, não. 'Abortion' é usado apenas para este último significado, o de provocado. Quando a coisa acontece naturalmente, o que aconteceu foi um 'miscarriage' ou seja, foi um carregamento falho, ou que a carregadora estava com defeito, o que é muito cruel com as pobres gestantes, que sofrem esse terrível evento em suas vidas. Mas hoje eu acredito que, se foi assim, é porque tinha que ser.
Insistez, só pra rimar!

Eu mesmo, fui produto de 'miscarriage', aliás dois. Explico: meu único irmão é 13 anos mais velho, e eu demorei tanto assim pra vir ao mundo pois minha mãe teve dois 'spontaneous abortions', com longos intervalos entre eles. Ela foi insistente. Então, se um dos fetos tivesse vingado, um outro espírito teria habitado este corpinho, e dificilmente este engenheiro beatlemaníaco, com uma família maravilhosa, e metido a escritor, estaria aqui escrevendo pra você.

Abraço
Homero Escrito Certo Por Linhas Tortas Ventura

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Serendipity rides again...



Uma amiga colocou esta palavra em português no Facebook
Foi a primeira vez que vi.
Merece a republicação de meu artigo

_________________________________________

Conheço a palavra inglesa do título há mais de 20 anos, quando a Petrobras descobriu no Mar do Norte inglês um campo de petróleo em um horizonte que não esperava. Atirou no que viu, acertou no que não viu. Uma serendipity. Acontece na indústria do petróleo, em outros ramos da sociedade e, especialmente, na ciência, é só computar quantas coisas foram inventadas por acaso.
 
Ao lado, a belíssima definição, in English.

E ela aparece também na vida de pessoas comuns. Neste fim de semana, por exemplo, ocorreram dois exemplos na minha vida.... contarei em breve...

Em 2010, um grande amigo me passou um artigo que saíra na Folha de São Paulo, escrito por Carlos Eduardo Lins da Silva (link do artigo), aquele primo meu que me deixa a dois graus de separação de Bill Clinton (explico aqui). No artigo, ele contava a interessante origem da palavra, e sugeria que o fenômeno acontecia em alguns momentos do governo de então, com o que temos que concordar.

Veja bem, não estou dizendo que o Pré-sal, por exemplo, foi uma serendipity, mas na verdade foi resultado de longos anos de investimento e estudo que começaram em administrações anteriores. Nesse sentido, ao colher os louros pela descoberta, aí sim estabelece-se uma tremenda sorte, claro que auxiliado pela tremenda competência e coragem dos técnicos petroleiros.

Mais recentemente, o termo até virou tema de filme, com  o próprio nome em inglês, mas traduzido no Brasil como ‘Escrito nas Estrelas’, comédia romântica com John Cusak e Katy Beckingsale, título que não tem muito a ver, mas foi uma boa tentativa de tradução..

Só não concordo com meu primo quando ele diz não encontrar uma tradução adequada para serendipity: já eu indicaria algo como decupraluidade, ou capacidade de quem tem o rabo dourado.

Homero Inventando Nome Ventura

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Ah... esse Português me prega peças!!!

Sempre que saía de tarde de carro, ligava na CBN.

O Estúdio CBN é um programa da melhor qualidade.

Comandado por Tatiana Vasconcelos, não sei se com um ou dois L's, mas com um delicioso sotaque paulista, sempre nos proporciona ótimos momentos, de jornalismo e política, mas também, nas artes. Tem ótimas colunas de Música, Cinema e Literatura, sendo o primeiro comandado por um ótimo João Marcelo, filho de Elis.

Porém, o que me traz aqui hoje é o Português. Não um patrício, mas o Idioma.

Professor Pasquale, sim, o mesmo dos 'hambúrgueres' de quase 25 anos atrás, sempre nos brinda com a solução de uma dúvida dos ouvintes, algumas vezes pertinente para mim. Sempre às 16:00, mais ou menos. E ele sempre conta com o 'auxilio luxuoso' de uma canção para mostrar um exemplo. Adoro o termo 'auxílio luxuoso', que ele retirou de Luiz Melodia, em sua 'Juventude Transviada", que o brilhante compositor entende, assim como o 'auxílio luxuoso de um pandeiro'.

Eu já estava pensando em registrar uma delas aqui, há uns três meses, quando, em uma rara saída minha de carro na pandemia, estava ligado, e ouvi, e aprendi. 

Porém, só a registro agora, porque, hoje pela manhã, respondendo a uma das saudações matinais no Whatsapp, que dizia "Um ótimo início de semana pra você!", eu respondi com um poeminha, meio que sem métrica definida.

O início 

O meio

O fim

Nada é suplício 

A tudo remedeio

Tudo igual pra mim

E perguntei ao interlocutor: 

Aliás, você sabia dessa conjugação do verbo “remediar”

Ele me disse que 'não', e em vez de responder no WApp, resolvi registrar no blog!

Então, lá vai! 

Veja este anagrama, com o nome 'MÁRIO'!


E agora, vamos conjugá-los no tempo Presente do Indicativo

MAS 

comecemos de trás para diante, do fim para o começo, 

OK? 

Então, vamos lá!
Eu odeio 
Tu odeias
Ele odeia
Nós odiamos
Vós odiais
Eles odeiam

Certo? Ceeeerto!!!

Seguimos
Eu incendeio 
Tu incendeias
Ele incendeia
Nós incendiamos
Vós incendiais
Eles incendeiam
Certo? Ceeeerto!!!

Seguimos, mas vamos pular a letra 'R'
Eu anseio 
Tu anseias
Ele anseia
Nós ansiamos
Vós ansiais
Eles anseiam
Certo? Ceeeerto!!!

O grande problema é que a regra segue para os verbos das letras 'M' e 'R' 

Então, é...
Eu remedeio
Tu remedeias
Ele remedeia
Nós remediamos
Vós remediais
Eles remedeiam

E é

Eu medeio
Tu medeias
Ele medeia
Nós mediamos
Vós mediais
Eles medeiam 

E o pior, serve também para Intermediar!!!

Eu intermedeio, 
Tu intermedeias
Ele intermedeia
Nós intermediamos
Vós intermediais
Eles intermedeiam 

E vale para o Presente do Subjuntivo também, talkey? 


Durma-se com um barulho desses!! 

É estranho? É! 

Vão te chamar de burro? Vão!

Mas 'só sei que foi assim', como diria João Grilo!


 




 

sábado, 2 de janeiro de 2021

Poema Número 1 de 2021

Na virada do ano, fiz um brinde para a 'câmera', postei no Whatsapp. Não foram um nem dois, mas vários os comentários que disseram 'Afinou?', 'Tô gostando de ver!", e até mesmo "Cê tá bem, amigo?", hehehe. Explica-se.... isolado, a gente não se ver há tanto tempo, e se surpreende com qualquer mudança que, neste caso, positiva!

Na manhã seguinte, resolvi esboçar uns versos celebrativos.

O que gerou um singelo desafio matemático, que farei depois.

Por ora...

Atenção, é SEM 'H', porque é um diminuído de 'por agora', não tem relação com a unidade de tempo 'hora'.... 'por hora' é termo utilizado para determinar velocidade, tipo '100 km por hora')

... vixe, divaguei para alertar os amigos que porventura ainda se enganem, 

Atenção (2)! É PORVENTURA JUNTO! E não 'POR VENTURA', afinal, eu ou qualquer membro de minha família não temos NADA a ver com isso. 'Porventura' é um advérbio que significa 'Por acaso', aí, sim, separado!!

Atenção (3)! 'NADA A VER', SEPARADO E SEM 'H', NÃO É O VERBO 'HAVER', mas significa 'nada com isso', 'nada que ver com isso', 'nada que ser responsabilizado por isso'!
Bom chega de digressões gramáticas!!

Voltemos à (COM CRASE) vaca fria!

Por ora, deixe o desafio matemático para depois dos versos.

Dispu-los em quatro estrofes, são quadras com rimas ABAB, e fi-los decassílabos, ou seja, cada um com 10 sílabas poéticas, só que, como uma boa regra, tem UMA exceção: um deles ficou com 8 sílabas poéticas, mas resolvi deixar assim, até para provocar, e porque também ficou melhor, mais sonoro. Então, temos esse desafio poético pra desvendar: 

Qual verso é octassílabo?

Caramba, Homerix, chega de desviar do foco!!

Vamos lá!


 Agora, sim, meu Feliz Ano Novo!

Que o vil governo disponibilize

A redentora vacina pro povo,

De forma que esse terror amenize.


Por aqui, eu permaneço isolado.

Nesses 10 meses, bem me rejubilo

Pela escada que desci de bom grado:

Foram 18 degraus, quilo a quilo.


Faltaram apenas trezentos gramas

Para ver dois dígitos na balança.

Pretendo seguir na boa derrama,

Pois quem controla sempre alcança!


Tenho uma meta bastante agressiva:

Pretendo renovar a vestimenta!

No fim do ano, quero dar um VIVA,

Quando a balança mostrar os 90! 


Bonitinho, né?


Vamos ao desafio que, por matemático que seja, é mais de interpretação de texto.

Eu falei vários números, mas não disse o essencial.

Responda a essas duas perguntas básicas:
1. Com quantos quilos estou?
2. Quantos quilos eu tinha? 

E a estas duas perguntas derivadas:
3. Para eu atingir a meta, terei que ser mais (ou menos) eficiente?
4. E quanto mais (ou menos) eficiente eu serei?

O gabarito do Desafio Matemático está neste post, em separado!

Caramba! Quando fui colocar o assunto para classificar este post, descobri que ele é o CAMPEÃO de assuntos!! 

Senão, vejamos!!

  1. É CELEBRAÇÃO, pois saúdo o Ano Novo
  2. É POLÍTICA, porque falo do (des)governo
  3. É POESIA, porque tem um poema
  4. É COMPORTAMENTO, porque discute uma postura diferente
  5. É SAÚDE, porque fala em perda de peso
  6. É IDIOMA, porque dou lições de ortografia
  7. É MATEMÁTICA, porque incentivo umas continhas
Cabalístico, não? O ano começa com bons augúrios, espero que se inicie um período de 7 anos de vacas gordas, ou prosperidade!!

Vixe! Falei em 'vaca' pela segunda vez no post!! Vou ter que incluir um oitavo  assunto: Mundo Animal!

Não, não, melhor deixar no cabalístico positivo!!!

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Três pílulas gramaticais

(incorreções que, quando ouço, fazem com que eu me desligue nos próximos cinco segundos da reunião, conversação ou apresentação.... e se tenho alguma intimidade, alerto, sem medo, pra que a pessoa se toque. Felizmente, tenho sido bem recebido!)


  1. A laranja está meia podre.

Até poderia estar certo, se o interlocutor quisesse dizer ‘metade’, então a outra metade da laranja estaria boa. Improvável!
A intenção é dizer que ela está ‘um pouco’ podre, portanto, tem função de advérbio, pois acrescenta circunstância de intensidade ou de modo ao adjetivo ‘podre’. E  advérbio não se modifica!


O correto é “A laranja está meio podre”.

  1. Houveram muitos problemas!
Um deles, com certeza, foi utilizar o verbo “haver” dessa maneira!!!
No sentido de existir, acontecer ou de tempo decorrido, o verbo “haver” é impessoal, isto é, não tem sujeito e, por isso, não flexiona para o plural, permanece no singular. 

O correto é Houve muitos problemas!”.

Aproveitando, o mesmo ocorre com o verbo “fazer”.
Quando ele tem o sentido de tempo decorrido, não flexiona.
Portanto, é incorreto dizer 
“Fazem sete dias que não fumo”. 

O correto é “Faz sete dias que não fumo”

  1. Passa o texto pra mim dar uma olhada.
Melhor não passar!! Se seu interlocutor falou desse jeito é porque a olhada vai ser meio falha! (olha o advérbio aqui, de novo)
Qual o sujeito da ação de dar uma olhada? “Eu” .. no caso, ele.
Quem pratica a ação são os pronomes pessoais do caso reto: eu, tu, ele, nós, vós, eles!
“Mim” não faz nada. É um pronome pessoal do caso oblíquo, jamais pode ser sujeito!

O correto é “Passa o texto pra eu dar uma olhada”

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

IMPRIMÁTUR

Em meu projeto ‘O Universo das Canções’ LINK, que já está em 19 capítulos, eu tenho aqueles mais entusiasmados, que inflam meu ego!

Então, recebo pelo Whatsapp coisas como:

Vai ter que fazer uma biografia musical/pessoal dos Beatles juntando tudo isso para dividir o conhecimento de forma democrática através de livro.

Ou outro, que falou também de livro!

Bom dia, amigo.

Acordei pensando na versão em inglês de seus escritos sobre os Beatles e um título apropriado.

E como isso poderia ser vendável pra uma Penguin da vida.

Uma primeira idéia:

"The Beatles and their Songs: a road map to the minds and world of the boys from Liverpool".

Ao que eu adorei o subtítulo, e certamente será assim, se o livro se materializar.

Ou, quando eu mandei o capítulo sobre as 5 canções que falam para o Mundo, ele disse

Muito bom. Parabéns!

São 5 que valem por 50.

Esse é o capítulo de abertura do livro ou deve ser seu corolário?

Demonstra como os meninos de Liverpool transcenderam seu universo jovem local.

Ou, uma reação sobre dois capítulos de uma vez, o das canções bem- humoradas e o das canções sobre gente solitária...

Mais duas aulas sensacionais. Além de aprender mais sobre os Beatles, ainda descobri o Mellotron cuja existência eu simplesmente ignorava. Achei um vídeo no YouTube em que Paul McCartney o apresenta.

O grande destaque para mim é sua análise de She's Leaving Home: antológica, como a canção. Parabéns.

Além dos que conseguem postar comentários no blog:

  • Está excelente essa série de textos sobre os Beatles. Parabéns, Homerix.
  • Estudo profundo das músicas dos Beatles.. perfeito!! Parabéns 👏
  • Homerix não importa o tema em que você as classifica as canções sempre são ótimas. Eles não estavam pensando que muitos anos após apareceria um grande fã da Banda para fazer um trabalho tão minucioso e competente sobre eles.
  • Homerix, como sempre, dando aula perfeita com "traduções" das músicas para melhor entendimento dos fãs dos Beatles.
  • Homerix: Onde vc descobre tanta informação cara????!!!! Demais !!!
  • Homero ehé impressionante sua capacidade em descrever fatos e versoes das músicas nos mííínimos detalhes. Eh como vocé estivesse presente participando da criação e eu chego a me surpreender com alguns detalhes citados por vocé. Vocé parece ter sido o psicanalista do grupo todo.kkkkkkkk Parabéns!!!!
  • Insisto em dizer. Adoro esses Audio Files que são verdadeiras imersões no passado (via rápida).
  • Parabéns uma vez mais Homerix (pô, isso já está virando lugar-comum nas minhas considerações). É muita pesquisa e muita dedicação representadas, a título de exemplo, pelos nomes de instrumentos indianos utilizados nas músicas compostas por George Harrison. Mas isso é o cume do Iceberg, pois o corpo surpreende pelo nível das informações apresentadas. Ah, bem oportuna a "Pausa para Reflexão" feita por você.
  • Rapaz, esse belo trabalho está crescendo em complexidade e no final uma Tese de Doutorado já estará pronta para publicação. Cá para nós, merece um reconhecimento amplo, mas é uma pena que o nosso idioma não favorece. Adoro os links para os arquivos de áudio, pois "dão uma geral" nesta visita ao passado.
  • Sempre boa leitura e curiosidades tipo Mick Jagger fazer back vocal e a Mia Farrow e irmã Prudence na índia com eles sendo a Prudence motivação para nova musica. Tudo muito bem pesquisado e delineado.
  • Um Beatlemaníaco raíz profunda. Estou começando a imaginar o seu próximo passo a partir do momento que concluir essa etapa. Será o de gerar sub-sub classes? 🤔
  • Um grupo realmente sensacional. Excelentes compositores, cantores, multi-instrumentistas e quando não, um cara bacana cheio de boas atitudes e ideias (isso aprendi aqui no blog). Sem dúvida ao se ouvir as suas músicas, aquele ditado "Tudo tem um fim", pesa.


Vez por outra, eu os utilizo como Leitores Beta, e mando uma prévia de um texto sobre uma canção, até pra calibrar o conteúdo.Outro dia, eu fiquei preocupado, porque demorei quase 2 duas horas pra fazer um capítulo sobre a música Yellow Submarine. Eu ficara espantado porque a música não é lá essas coisas assim, aparentemente, para se escrever muito sobre ela.

Então eu enviei para aquele, e um deles a Leitores Beta, todos aprovaram, sendo que um deles, disse, apenas:

Nada sobrando. Está ótimo. 

Imprimátur!


Boiei! Mas fui procurar! Olha o que encontrei! É de admirar!!

Imprimātur é um termo latino que se refere à permissão ou autorização concedida por autoridades eclesiásticas (antigamente, também pelos censores régios) para que determinado texto seja impresso. Essa autorização deve então figurar no verso da página de rosto ou do anterrosto. [1]

A palavra corresponde a uma substantivação do latim imprimātur ('que se imprima'), 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo passivo de imprimō ('aperta sobre; imprime').

Antes do imprimātur , que é dado por um bispo[2], passa-se pelo censor da diocese, que dá o Nihil obstat ('nada contra'), e, se o autor do livro for membro de uma Ordem, o Superior, antes do censor, dá o Imprimi potest (pode ser impresso). [3]Sendo, pois, esta a sequência: Imprimi Potest. Nihil Obstat e, finalmente, o Imprimātur .


ADOREEEEEEIIII!!

E aprendi palavra nova!!

terça-feira, 9 de junho de 2020

O que ABUNDA não prejudica

Impresso ou Imprimido?

Preso ou Prendido?

Sim, calma, tem uma regrinha pra vocês saberem o que usar, em que situação se usa uma ou outra forma, eu chego lá!

Antes, vamos definir esse tipo de verbo!

Eles são Verbos Abundantes!

Eles têm 'Particípio Duplo', ou seja, duas formas do tempo verbal Particípio.

Uma delas é Regular, ou seja, obedece à designação verbal, acrescendo-se o sufixo -ADO, para a 1ª Conjugação (AR), ou -IDO para a 2ª e 3ª Conjugações (ER e IR). 

Então, tem-se 


Ele havia ANDADO pela grama. (1ª Conjugação)
e
Meu dia hoje foi bem CORRIDO. (2ª Conjugação) 
e
Quando cheguei, ele havia SAÌDO. (3ª Conjugação)


A outra é Irregular, ou seja, não obedece à regra acima

Então, tem-se 


O bandido foi PRESO pela polícia.
e
O produto foi ENTREGUE pelo motoboy.
e
A batata foi FRITA em óleo quente.
A explicação técnica é de que  o particípio regular é usado na voz ativa, por quem FAZ a ação, e o particípio irregular é usado na voz passiva, por quem SOFRE a ação, mas isso é muito complicado, então vamos descomplicar!!

REGRA PRÁTICA
O particípio regular é usado  com os verbos ‘TER’ e ‘HAVER’ e 
O particípio irregular é usado na voz passiva com os verboS ‘SER’, ‘ESTAR’ e ‘FICAR’.

Então, temos:

O professor já havia ACEITADO as justificativas.
e
As justificativas foram ACEITAS pelo professor.

ou


A secretária já tinha IMPRIMIDO os formulários.
e
Os formulários foram impressos pela secretária.

Abaixo, uma lista de Verbos Abundantes (but not limited toem que se pode seguir essa regra (mas não pare aqui que tem mais!!!)




Entretanto, e como sempre, há exceções à regra. 

Os verbos da tabela a seguir são também abundantes, ou seja, apresentam formas regular e irregular de particípio, mas as regulares também são usadas na VOZ PASSIVA, ou seja, com em situações com os verbos ‘SER’, ‘ESTAR’ e ‘FICAR’, creio que pelo uso ao longo do tempo, ou vez por outra até mesmo pela excentricidade da forma.

Vejam:


O vestido foi TINGIDO de sangue.
(ao invés da forma irregular TINTO)

e


O criminoso foi ABSOLTO pelo juiz.
(ao invés do forma irregular - e muito estranha - ABSOLTO)

Então, podem ser usadas as formas regulares de particípio com os verbos ‘SER’, ‘ESTAR’ e ‘FICAR’ em verbos como os listados abaixo (but not limited to), e, mais uma vez, não pare, porque tem mais!

E, finalmente, para completar este papo, existem os verbos que têm apenas a forma irregular de particípio. NÃO EXISTE A FORMA REGULAR DO PARTICÍPIO!

Então, jamais diga


                                  O acusado tinha ABRIDO uma Paper Company.
mas sim
                                   O acusado tinha ABERTO uma Paper Company.

E também não diga

                              A manifestação foi COBRIDA pela imprensa.
mas, sim
                              A manifestação foi COBERTA pela imprensa.

Abaixo, a lista de verbos que têm apenas a forma irregular de particípio:



Enfim, era isto.... espero ter passado o recado

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