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sábado, 26 de agosto de 2017

Kingsman - Serviço secreto e Perfeito

Hoje vi o trailer de Kingsman 2!!!
Parece ótimo!! E Colin Firth está de volta!!
Temos que ver como!!
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Sabe, não tinha me animado com o trailer de Kingsman - Serviço Secreto, mas resolvi ir, afinal, era um filme de espiões com sotaque britânico cheios de truques inventados por um especialista genial tentando salvar o mundo de um vilão megalomaníaco com ideias niraboilantes e ajudado por um capanga violento, malvado e (quase) imbatível, no caso, uma capanga. Já vi alguns filmes assim. E os atores deste eram excelentes, Colin Firth, Samuel L. Jackson e Michael Caine!! Então eu fui!!!

Foi muito bom!!!

O diferente deste Kingsman é que o vilão da hora, o Jackson, também quer salvar o mundo.... Só que pra isso ele tem que acabar com uma espécie, ou quase acabar, que está acabando o mundo... A espécie humana... Já vi essa ideia recentemente, no livro do Dan Brown, o Símbolo Perdido.

Outra coisa legal é que é o primeiro filme de uma série e, como sempre, há o treinamento do potencial agente, que tem que disputar a posição com outros nove potenciais agentes.... Muito instigante.

E, tem sequências no Rio de Janeiro, alias, como vi em alguns dos filmes de espiões com sotaque britânico...

E tem uma trilha de Classic Rock, indo de Dire Straits a Lynyrd Skynyrd, e fazendo uma concessão ao Disco, com K.C and the Sunshine Band

E garotas lindas, fantásticas, sensacionais, como nos Bond Movies, tinha?? Bem, ficou meio em falta mas no final teve uma cena, uma imagem, de apenas UM segundo que os produtores originais JAMAIS ousaram fazer. Qual? Vejam!!!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O Maior de Todos os Tempos


Morreu ontem O Rei da Comédia!!
Lembro-me aqui de um post que fiz sobre ele, lá de 2013
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Um momento muito legal me proporcionou Jô Soares, na última quinta-feira.


Chamou Leandro Hassum para dois blocos de seu programa, no primeiro para falar de seu novo programa dominical, chamado Divertics mas, mais importante foi o segundo bloco, onde falou de seu novo filme, sequência do sucesso 'Até que a Sorte nos Separe'. Eu não vi o primeiro, mas certamente vou ver o segundo, na estreia, com pipoca nas mãos e lágrimas nos olhos.

Tudo por causa do convidado muuuito especial, que ele conseguiu contratar para o filme, e que me deixa arrepiado agora ao escrever sobre ele, ao escrever seu nome ...

Ninguém menos que

Jerry Lewis

Gente, meus contemporâneos certamente vão ter emoções semelhantes. Jerry Lewis foi um herói de minha infância. Assisti a muitas de suas comédias hilariantes, com ou sem seu companheiro Dean Martin, na televisão ou no cinema, mas sempre rindo muuuito com suas caras e trapalhadas. Um verdadeiro gênio.

Leandro conta emocionado, como conseguiu essa proeza, como foi o relacionamento com o seu também herói.  Aliás, muito legal que JL é ídolo de várias gerações... Ali mesmo no programa, também Jô Soares declarou sua admiração. Então somos eu, 55, Jô, 75 e Leandro, 35... ou algo assim, igualmente emocionados com o que ouviam ou falavam.

No filme, foram 3 cenas com Jerry que faz o porteiro (bell boy) do hotel de Las Vegas, aonde Leandro vai gastar a segunda fortuna que ganha, depois de perder a primeira. Uma delas, excelente, foi mostrada no programa. Com os olhos marejados, e um sorriso no rosto, vi Jerry pedindo uma gorjeta a Leandro, ainda carismático e espetacular no alto de seus 87 anos.

Não percam a entrevista, que disponibilizo aqui embaixo.... E claro, o filme, que estráia dia 27

Leandro é realmente um iluminado. É o único latino-americano a contracenar com Jerry Lewis, o maior comediante de todos os tempos.


Pra completar, após as filmagens, quando estava saindo do hotel de volta ao Brasil, recebeu um cartaz com vários desenhos com a face do astro, e os dizeres, do próprio punho dizendo:


Leo, You Are Funny!


Isso ele vai poder esfregar na cara de qualquer um que disser que ele não tem graça. Aliás, é só levantar a manga da camisa! Ele tatuou o autógrafo em seu braço!!! Taí uma tatuagem com a qual eu concordo!!


Bem... assistam!

http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/t/entrevistas/v/leandro-hassum-fala-sobre-a-estreia-do-programa-divertics/3001510/



domingo, 20 de agosto de 2017

É Legal Ser Negão no Senegal

Meu amigo Adauto saudou no Facebook
aos que comemoram o dia de hoje.
Fui pesquisar, e não encontrei algo notável, 
além, claro, da Independência do Senegal 
em 1960, quando se separou do Mali
O que, naturalmente, fez-me lembrar
de minha experiência naquele país.
E deste texto, escrito em novembro de 2007
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Sanque em praça pública? É possível, permitido e oficializado em alguns lugares do planeta, e sem muitos traumas. Uma sólida introdução, antes de chegar ao tema...

O título deste ensaio, nada original, roubo-o de uma música de Chico César por ser sonoro, e por ser um pouco a expressão da verdade. Não sou um especialista em África, mas posso dizer que aquele é um país que tem futuro. Visitei o Senegal, a trabalho (claro!). Foi o sexto país africano que visitei, e me deixou boa impressão. Foram somente dois dias em Dakar, portanto, não se espere um diagnóstico vasto e preciso. E calma, o país está longe de ser uma Namíbia, que a colonização alemã deixou mais ou menos em ordem, “limpinho, nem parece África!”, como nosso politicamente incorreto ex-presidente falou ao lá chegar. Os senegaleses continuam sendo pobres, mas têm alguma perspectiva. Ou seja, não é a melhor coisa do mundo, mas é legal.
Senegal é aquele país na pontinha mais ocidental da África, e sua capital Dakar, localiza-se bem na tal pontinha, é o ponto africano mais próximo da América do Sul. Ponto estratégico, meio caminho entre este continente e a Europa, Dakar foi por muito tempo utilizada como ponto de reabastecimento em viagens de avião entre os dois continentes. Seu mapa político é muito interessante, pois aparece uma língua mais para o sul, que não é Senegal, e sim outro país, Gâmbia, ao redor do rio do mesmo nome. Se observar-se bem o mapa, o conjunto Senegal / Gâmbia assemelha-se ao rosto de uma velha, de perfil, olhando para o oeste, sendo o nariz a pontinha de Dakar, e o traço da boca, Gâmbia. Interessante que notei isso logo de cara, e falei a meus interlocutores, que acharam o máximo, nunca haviam percebido, nem mesmo os locais.  Etnicamente, são exatamente o mesmo povo e falam exatamente a mesma língua nativa, o Uolof, mas por resquícios da colonização, na “boca” fala-se o inglês, no “resto do rosto”, o francês. Aliás, a configuração lingüística desta minha missão foi bastante confusa: acompanhava-me um italiano, num país de língua francesa, com os negócios sendo tratados na língua do petróleo, que é o inglês, que bom, pois não falo a língua do biquinho, mas tentava un peu, com as 17 palavras de meu vocabulário francês, e ainda arriscava de vez em quando um italiano nas conversas com meu camarada, e quando eu não sabia a palavra correta, ia buscar lá no espanhol. Então, uma verdadeira salada!
Sempre que chego a um país africano,lembro-me da saudação padrão de nosso gerente geral da Nigéria, que ele mandava por email a todos os viajantes da empresa para o seu querido país, que, entre outros conselhos, dizia: “Se, por acaso, você não tiver sido encontrado (por um agente da empresa) depois de passar pelo check-out de bagagens, não saia do aeroporto em hipótese alguma. Da mesma forma, nem pense em pegar um táxi, pois correrá risco de vida.” .... pausa para suspiro ...

       No aeroporto de Dakar, entretanto, você não sente o assédio das pessoas querendo vender algum tipo de serviço. Você passa pela alfândega, direitinho, sem visto (se tiver Passaporte de Serviço), não tem ninguém querendo extorquir dinheiro. Você pede uma informação, o sujeito dá, sem pedir nada em troca, você pega sua mala, não aparece ninguém querendo ajudar, passa a mala num raio-x, portanto sem niguém querendo abrir pra ver “se tem alguma coisa interessante” pra achacar. Ou seja, não tem que ter os famosos “cem dólahh” no bolso, pronto pra facilitar as coisas. Com relação à arquitetura, o terminal de desembarque ainda tem a cara “This is Africa”, meio caído, já o terminal de  embarque é todo novo, informatizado, cheio de mármores e luzes, como qualquer outro aeroporto decente. Poderiam ter começado a reforma pelo outro, que já seria um excelente cartão de visitas.
Na saída do aeroporto, você acaba se lembrando que está na África, um monte de desocupados zanzando, mas ninguém nos assediou, fomos direto ao ‘shuttle’ do hotel, passando por meio deles. No caminho, era de noite, mas já deu pra perceber que a cidade está em obras, um prédio aqui, outro ali sendo construído, mas também, ainda muitas ruas sem calçada, marca registrada africana. Ao longo dos dois dias, presenciamos largas autopistas e viadutos em construção. Por outro lado, andamos também por ruas de terra, que o motorista que nos levava usava para cortar caminho e escapar dos engarrafamentos provocados pelas obras e por outro motivo sobre o qual falarei mais adiante (mééé). Sim, ruas de terra, mas nada que se compare ao que eu presenciei no Chade, paupérrimo país centro-africano, sem mar, em que andei mais da metade do tempo em ruas de terra: nem mesmo a rua na frente do aeroporto merece o tratamento. Calma, as pistas para descida dos aviões são de asfalto, e na verdade, formam um percentual importante para o país, que tem menos de 500 km de asfaltamento.
A outra parte daquela mesma simpática nota que mencionei lá em cima, falava da malária. Dizia: “A malária é uma doença endêmica na África, e pode se manifestar em duas formas: malária recorrente, tipo amazônica, e malária do sangue, conhecida como malária cerebral. A malária cerebral é a mais comum na Nigéria, e pode matar, por hemorragia no cérebro, em até 72 horas..... pausa para suspiro ...

       Deveras tranqüilizador, não? No Senegal, a coisa não é tão catastrófica assim, têm incidência apenas em partes do ano, mas, como alerta a nota, é uma endemia. E, se existe a expressão “calor senegalês” é porque certamente, tem épocas do ano em que faz um calor bem propício para a proliferação dos mosquitos.
O Senegal é um país com 95% de muçulmanos, mas com total tolerância religiosa, havendo casos de membros de uma mesma família com religiões diferentes. Não são, portanto, radicais. As mulheres andam com roupa ocidental, ou não, é opção delas. A poligamia é tolerada, mas a maior parte dos casais segue a monogamia. Mantém as cinco rezas diárias voltadas para Meca, a obrigação de visitá-la uma vez na vida, enfim e outros costumes, um dos quais, eu falarei adiante (mééé). Muito do esforço de construção que presenciamos é por conta de uma conferência da comunidade islâmica internacional que acontecerá em Dakar em 2008. Mas muito também da atual política imposta pelo presidente e equipe, no poder desde 2000, de investimento para o futuro.
Tivemos oportunidade de conhecer o Ministro da Energia, o motivo de nossa visita ao país, onde tínhamos sociedade com uma companhia italiana na exploração de um bloco offshore. Trata-se de uma figura imponente, energética, alto, jovem, de forte personalidade, que nos recebeu em elegante traje muçulmano (e chinelos). Fora recentemente empossado, fruto da nova composição política do governo, depois da reeleição, mais ou menos o que está a ocorrer por aqui. Vindo da área financeira, estudou e trabalhou em Londres em posições de comando. Nos últimos quatro anos, era presidente da estatal de energia elétrica, e agora subiu de posto.  A reunião foi brevemente interrompida logo no início, quando adentrou a sala o Ministro de Estado da Justiça, que foi recebido pelo nosso ministro com extrema reverência. Apresentou-nos a ele, dando o devido destaque à nossa empresa, e mostrou que sabe das dificuldades e dos custos da atual indústria do petróleo, em uma breve conversa com o ilustre intruso, antes de pedir muitas desculpas e mostrar-nos a porta da sala, explicando que uma visita daquelas não pode ser adiada. Depois ficamos sabendo das duas categorias de ministro: os de Estado, das grandes pastas, pessoas de grande experiência e proximidade com o presidente; e os normais como o nosso alto interlocutor, num nível inferior. Não temos correspondência aqui, mas não duvido nada que a nossa então super-ministra poderia interromper reunião de qualquer outro de nossos ministros menores. 

        Quando voltamos à sala, reiterou as desculpas pela interrupção. Enquanto tratávamos de nosso assunto, desfilava uma impressionante sequência de números, contando seus planos para o país. O país estava sendo reconstruído, como percebemos nas ruas. Seu conhecimento de finanças faz com que consiga altas somas de financiamentos externos (citou muitas cifras). O que mais impressionou foi quando disse que estão plantando o futuro, dedicando 40% (!!) do orçamento nacional para educação e 10% (!!) para a saúde. Que tal? Parece até mesmo um certo país de dimensões continentais que conhecemos aqui do outro lado do Atlântico, não? Bem, na verdade, aqui não precisamos disso tudo, temos excelentes resultados nos concursos internacionais de matemática e ciências....
Tem planos de longo prazo. A comunidade financeira internacional gosta disso e vem se mostrando disposta a ajudar, abrindo os cofres. Agrada também o fato de ser um país sem conflitos étnicos, com tolerância religiosa. O ministro diz que a mãe e a irmã dele são cristãs. No campo da riqueza, não quer cometer o erro de Angola e Nigéria, que gastam o que Deus (ou Allah) lhes deu em luxo para poucos, enquanto a população sofre. Eles sabem que terão petróleo, mas não querem esperar por ele e estão investindo pesado em infra-estrutura. O ministro é um workaólico, que trabalha das oito da manhã às 11 da noite, quando vai pra casa cuidar de sua “small family”, palavras dele, dormindo no máximo quatro horas por noite. Sua citação lembrou-me Napoleão, que dizia: duas horas de sono são suficientes para os comandantes, quatro horas para os comandados, e oito horas para os idiotas (ainda bem que estou mais pro meio!). 

       Contou que o Presidente, apesar de seus 82 anos, também tem esse pique, só que vai até as duas da manhã todos os dias. Disse que foram companheiros de luta e juntos ficaram na prisão, por mais de um ano. Disse que sua luta agora é contra o tempo. Diz: “We have a country to run!”. Não admite que se viaje dois dias para ter reunião em um e se retorne somente no dia seguinte: ele viaja de noite, passa o dia em reuniões e volta na noite seguinte. Reuniões em países árabes, aproveita para marcá-las em fins de semana, que são dias normais naqueles países. Quando volta, segue o ritmo normal de trabalho. Não há tempo a perder. Só falta Allah dar uma ajudazinha com o petróleo. E estávamos lá para ser Sua mão. Inshallah!
O petróleo é a dádiva divina que falta ao Senegal, mas abunda em Nigéria e Angola. Este nosso irmão de língua portuguesa tem a riqueza já desde a década de setenta, mas sofreu durante mais de 25 anos com a guerra civil. Agora é finda a guerra, eles têm a sorte de serem poucos (pouco mais de 12 milhões de habitantes), os recursos estão aparecendo, o país está crescendo a dois dígitos, mas grassa vez por outra um certo hábito no alto escalão, que faz com que a distribuição não seja lá muito equânime. O país segue tendo a maior taxa de mortalidade infantil do mundo. A Nigéria descobriu petróleo há mais tempo, já teve o seu auge, coincidentemente com o título de país mais corrupto do mundo. A atual administração quer acabar com a pecha, mas agora tem que distribuir riqueza por mais de 150 milhões de almas, concentradas numa área pouco maior que o estado de Mato Grosso (veja, sem incluir o do Sul). A pobreza é generalizada, há conflitos étnicos e uma religião não suporta a outra. Deu pra perceber a situação inversa de nossos amigos senegaleses?
Agora, a razão do mééé. Não é a 'marvada' pinguinha, como alguns apreciadores carinhosamente a chamam. Trata-se do som que mais ouvi em Dakar. Logo no primeiro translado entre o hotel e a estatal senegalesa, notei a presença nas ruas, em cada terreno baldio, ou em frente às casas, um pequeno acúmulo de cabras, ou em pé, ou deitadas em cima das outras, sendo movidas pra lá e pra cá, algumas teimosas sendo arrastadas. A cena ia se repetindo ao longo do caminho, de todo o caminho, quando o carro andava por ruas menores. Uma coisa impressionante! Na volta para o hotel, que começou às 18:00 horas, já anoitecendo, a cena continuava, agora sob a luz do luar, umas poucas de iluminação pública e das próprias luzes dos automóveis. Um número incalculável de cabras. Acho que vi seguramente muito mais cabra que gente. Aquela volta para o hotel demorou duas horas: era cabra atravessando rua, empacando na frente dos carros, sendo arrastadas. Aqui, temos o cabra da peste; lá, era uma peste de cabras. Acho que vi umas 10 mil, por baixo.
A explicação para esse movimento todo remonta aos tempos de Abrahão. Aquele profeta existiu antes da separação entre as três grandes religiões monoteístas de hoje: judeus, católicos e muçulmanos veneram Abrahão como um dos pais de sua religião. Diz a lenda que, para testar a fé do profeta, Deus ordenou a Abrahão que sacrificasse seu filho Isaac. O profeta não pensou duas vezes, pegou da espada, levantou-a sobre a cabeça do filho, e quando ia desferir o golpe, um anjo o impediu. Deus considerou prova de fé suficiente, e aceitou o sacrifício de um cordeiro em troca. E ele assim o fez, cortando a jugular do pobre bichinho, certamente no meio de um mééé. Pois é, a data é celebrada todos os anos, pelos muçulmanos, a Festa do Sacrifício. 

       Cada chefe de família repete o gesto de Abrahão, a Sunna, ali mesmo, no meio da rua. Faz parte do ritual a preparação da carne, depois de tirar a pele e os internos, que será dividida em três partes e dada aos pobres, aos parentes e para  a própria família ao longo da semana seguinte. Como nem todos têm animais, as últimas semanas antes da festa são tomadas pelo comércio, daí a enormidade de caprinos que invadiu as ruas, vindas do campo, num mercado a céu aberto.  Outros países muçulmanos também seguem o costume, Líbia e Paquistão, por exemplo. Pelo que soube, não precisa ser cabra, pode ser ovelha, boi, enfim, pobres sacrificandos!
Felizmente, a linhagem cristã de Abrahão não celebra aquele momento máximo de comprovação de fé. Acho que os judeus também não o fazem. E, felizmente também, o dia do sacrifício era exatamente um dia depois, quando havia saído do país. Trata-se de um costume, na minha opinião, meio incompatível com um país que quer ser moderno. Por outro lado, como se trata de uma tradição milenar, aliás, de vários milênios, é uma coisa impossível de ser revertida. Passa de geração para geração, os meninos sonham com o dia em que farão a sua primeira degola.


Que bom que a coisa iria acontecer apenas no dia seguinte, o 17 de novembro.

Enfim, esse era o recado. Claro que o Senegal não é uma Brastemp, mas certamente estava-se traçando o caminho para se tornar. À época...

O feriado religioso é móvel. Neste ano da graça de 2011, ele acontecerá no próximo domingo dia 6 de novembro...


Mééé

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Qualquer semelhança

Eis a descrição de uma pessoa


1.   Americano
2.   Nasceu numa cidade pequena de um estado do meio-oeste;
3.   Cantor;
4.   Compositor;
5.   Ícone cultural;
6.   Vendeu mais de 500 milhões de discos;
7.   Ganhador de vários Grammy's;
8.   Top das paradas em todo mundo, várias vezes;
9.   Tinha uma legião de fãs enlouquecidos;
10. Era reverenciado como Rei;
11. Fez filme em Hollywood;
12. Inventou um novo estilo de dança; 
13. Requebrava pernas como ninguém;
14. Gostava de usar roupas brilhantes;
15. Vivia cercado de seguranças;
16. Causava tumulto onde passava;
17. Esteve mergulhado em problemas pessoais e de saúde;
18. Era viciado em remédios;
19. Sua aparência física se deteriorou extremamente;
20. Suas últimas aparições foram patéticas;
21. Estava muito fora do peso;
22. Morreu em casa, de ataque cardíaco;
23. O episódio é envolto em mistério;
24. Suspeita-se que seu médico ministrou elevada dose de medicamentos;
25. Sua morte causou comoção em todo o planeta.

Sabe quem é? 
           O grande Michael Jackson
o Rei do Pop


Entretanto, se você for ao detalhe, 
verá que tudo se aplica a um outro nome da música:

           O grande Elvis Presley
o Rei do Rock.

Ainda há uma outra semelhança pitoresca:

  • Elvis tinha uma mansão em Memphis, Tennessee, com o nome de Graceland, que, ainda hoje, é motivo de peregrinação, desde sua morte, em 1977;

  • Michael tinha uma mansão em Los Angeles, California, com o nome de Neverlandque, ainda hoje, é motivo de peregrinação, desde sua morte, em 2009.


A se perguntar porque tantas grandes figuras têm tantos problemas com a fama e o dinheiro.

Abraço
Hémera Coincidência Ventura

P.S. Em tempo: A lembrança sobre as semelhanças, a morte por enfarto e as pernas requebrantes, devo à minha filha.

  Somente acrescentei outras 23.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

domingo, 13 de agosto de 2017

Renata cantou muito bem Comme D'Habitude

Muita gente ouviu Frank Sinatra cantando sua marca registrada: My Way

Alguns pensam ser uma canção de Paul Anka.

Estão quase certos... é uma versão de Paul Anka

O original francês chama-se Comme D'Habittude

Seja de onde for, é linda.... eu até prefiro a letra da versão de Paul Anka, mas há que se admirar a original também!!!

E foi esta que Renata cantou lindamente hoje, na casa de meus compadres Joni e Sandra!!


Que tal?

https://www.youtube.com/watch?v=_iuVbv7vvHw&feature=youtu.be


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Primavera nos Dentes - Secos e Molhados na Alma


Primavera nos Dentes

Lançamento do disco 18/08/2017 
em todas as plataformas digitais


Não era apenas sobre a música que foi produzida, mas sobre tudo que ela abraçou e colocou em debate:

 tolerância
  igualdade   
   amor livre
    diversidade
     liberdade sexual
      ameaça nuclear
       resistência à ditadura
        combate ao machismo
         empoderamento feminino
          descrença em nosso sistema político
           respeito ao próximo e às suas escolhas
            afirmação cultural das nações do terceiro mundo
e por aí vamos...

Estava tudo, ou quase tudo lá, naqueles discos de 73 e 74
  Na voz, no corpo de Ney Matogrosso
    Na poesia, nas cordas de João Ricardo e Gerson Conrad
      Na maquiagem
        Na dança
          No som da banda

Nada mais atual.
E por isso, estamos aqui.
Salve Secos e Molhados!

Charles Gavin, agosto de 2017

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Primavera nos dentes é: 
Charles Gavin + Duda Brack + Felipe Pacheco Ventura + Paulo Rafael + Pedro Coelho

O disco foi gravado na Deck e produzido por Rafael Ramos

Já vazou o primeiro áudio no YouTube.


Vídeo: Flora Pimentel  

Direção artística visual: Ana Campos e Rebeca Brack

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

35 anos Homero e Neusa

7 de agosto de 2017

35 anos ficaram pra trás

Um bigode a menos, 35 quilos a mais.

Mas toda a diferença ficou do meu lado,

Pois do lado dela, nada mudado!

Continua linda e jovial, 
com um sorriso sem igual!

Veio junto uma família maravilhosa, pura felicidade.

Que foi crescendo, mas também diminuiu, que saudade...
Seu Pacheco, Dona Mira e Carlinhos...

Obrigado por tudo, querida!!!

Te amo!! Você é tudo nesta vida!!