10 anos depois do Massacre de Relengo, será que algo mudou?
Aqui, o que escrevi na época!
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Não havia visto escrito em lugar nenhum uma associação como esta.
(ou algo assim)
Livrou-se por ser menino, ou por ser gordinho?
O assassino era um ex-aluno da escola, aliás, o que facilitou sua entrada. Ele estudou lá entre 1999 e 2002... Ou seja, na época em que ele tinha entre 11 e 14 anos de idade... Justamente a idade de suas vítimas. Ele escolheu aquelas salas, porque sabia que lá estudavam crianças entre 12 e 14 anos.
Teria sido ele discriminado por meninas, quando estudou lá?
Seria um caso de revanche a bullying com efeito retardado em uma década?
No Globo de sábado, depoimentos dos colegas da época confirmaram o que eu disse! O bullying era praticado de várias maneiras, mas o que deve ter marcado mais foi o das meninas, ainda que instigadas pelos meninos, por sua proximidade a um outro colega, efeminado. Ou seja, bullying e homofobia!
Bingo!
Domingo, na Globo, três momentos importantes:
- No Faustão, uma psicóloga, escritora, especialista em esquizóides, lamentou profundamente o fato de as três principais revistas semanais estamparem na capa a foto do criminoso, ao invés da do Sargento Alves, que evitou uma tragédia maior. Pena que ela foi miseravelmente interrompida pelo ex-gordo, como sempre, e não pôde completar o raciocínio. A declaração dela é na linha dos comentários aí debaixo, no meu post: a desnecessária glamurização do indivíduo. Um pouco antes, o Capitão Nascimento, digo Rodrigo Pimentel, também presente, já havia exaltado a ação do policial, que não esperou pra ver como era o ambiente e foi subindo as escadas na direção do som dos tiros. Coisa que a polícia de Columbine foi criticada por não fazer: eles esperaram muito!
- No Fantástico, uma entrevista com alguns dos perpetradores do bullying sobre o assassino, 10 anos antes, em que um deles diz: "Acho que nós temos uma parte da culpa!" Muito bem! Eu gostaria mesmo é que o episódio, se não serviu pra nada, servisse de alerta para essa juventude gozadora, inconsequente, e muitas vezes cruel, para que pensem bem antes de hostilizar um sujeito tímido, ou com alguma coisa diferente deles.
- Ainda no Fantástico, a entrevista com a professora da primeira sala. Eu tenho uma opinião, mas é melhor nem comentar, afinal, só estando lá, com um doido atirando na sua frente é que daria para saber exatamente qual atitude eu teria.
Este é um evento em que é difícil se encontrar razões, culpados (fora o assassino). E difícil também pensar em prevenção. Talvez a colocação de porteiros treinados para perceber homens suspeitos entrando com volumes de munição escondidos. Na escola, não havia nem porteiros.
Falando em causas, hoje, quarta-feira, o meu xará Zuenir resumiu, com a proficiência de um cronista, tudo isso que eu achava. A causa pode ter sido uma conjunção de causas, mas ele defende que o bullying deve ter sido o fator primordial, o desencadeador de tudo. Veja abaixo, principalmente os 3 quadros que eu ressaltei: a(i) a declaração do assassino (ii) a confissão dos atos de bullying e (iii) a proposta de Zuenir:
Bingo, de novo. Tinha que ser um Ventura (HeHeHe)
Enfim...
Uma tragédia... anunciada...
Entramos no mesmo rol de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Austrália...
Este era um costume de Primeiro Mundo que certamente poderíamos ficar sem....
Homero Chocado Ventura



