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Data: 23 de março de 2007
Sou casado e tenho dois filhos. Meus 65 já se foram, mas me sinto muito jovem. Mas sou 'old enough' pra ter visto Pelé jogar. Sou engenheiro civil, mas queria mesmo era ter sido engenheiro de som entre 62 e 70 na Abbey Road n°3. Sou Beatles desde Os Reis do IêIêIê. Sou Star Trek desde o 1° episódio.Sou James Bond desde Roger Moore (but Sean is the Best!). E sou Homerix, para os íntimos e virei locutor aos 64, falando sobre a paixão maior, justamente "when I turned sixty-four!"....
Na semana passada, ouvi novamente, no carro, uma canção espetacular, que está na minha vida há 5 décadas. E não é Beatles, nem Pink Floyd. Ao ouvi-la, lembrei-me de como a conheci, e resolvi contar a historinha.
Sempre me intrigou o que passa pela cabeça de um sujeito que compõe uma música instrumental quando tem que dar o nome dela, sem a ajuda de uma letra. Agora que tenho um filho compositor, vi que a coisa pode ser deveras aleatória. Uma de suas canções instrumentais, numa banda de matemáticos chamada ‘Os Quaternions’, hoje finada há 15 anos, permanecia sem nome até a gravação final. Naquele dia, o guitarrista base não apareceu porque perdeu um dente, e o Felipe teve que gravar a parte dele. Nome da canção: Arcada, em homenagem ao dente perdido. Tudo a ver!
Sou casado e tenho dois filhos. Meus 65 já se foram, mas me sinto muito jovem. Mas sou 'old enough' pra ter visto Pelé jogar. Sou engenheiro civil, mas queria mesmo era ter sido engenheiro de som entre 62 e 70 na Abbey Road n°3. Sou Beatles desde Os Reis do IêIêIê. Sou Star Trek desde o 1° episódio.Sou James Bond desde Roger Moore (but Sean is the Best!). E sou Homerix, para os íntimos e virei locutor aos 64, falando sobre a paixão maior, justamente "when I turned sixty-four!"....
Sou casado e tenho dois filhos. Meus 65 já se foram, mas me sinto muito jovem. Mas sou 'old enough' pra ter visto Pelé jogar. Sou engenheiro civil, mas queria mesmo era ter sido engenheiro de som entre 62 e 70 na Abbey Road n°3. Sou Beatles desde Os Reis do IêIêIê. Sou Star Trek desde o 1° episódio.Sou James Bond desde Roger Moore (but Sean is the Best!). E sou Homerix, para os íntimos e virei locutor aos 64, falando sobre a paixão maior, justamente "when I turned sixty-four!"....
Finda a semana Pink Floyd na estrada!
A 1ª perna foi a ida Rio - São Paulo, pela Via Dutra
,,, com a 1ª fase da banda, pré-Dark Side of the Moon, neste LINK.
A 2ª perna foi Um bate-volta São Paulo - Santos - São Paulo
,,, com Dark Side of the Moon e Wish You Were Here, neste LINK.
A 3ª perna foi a volta São Paulo - Rio, pela Via Dutra... mas que começou por outra Rodovia, o RodoAnel Mário Covas.... necessário explicar.
O ponto de partida da viagem era o bairro da Saúde, próximo à estação Praça da Árvore do Metrô na tradicional Linha Azul, a 1ª da maior cidade da América do Sul, que usei muito lá em 1976 quando cheguei à cidade para estudar na Poli. O RodoAnel é um complexo viário que faz um anel, como o nome diz, ao redor da grande capital, unindo as 10 grandes estradas que chegam a ela de norte, sul, leste e oeste.
Então, ao sair de minha origem, como sempre faço, usei o aplicativo Waze para me orientar, e ele, ao invés de me encaminhar pelos corredores internos da cidade a caminho da Via Dutra, a rodovia que leva ao Rio, ou da Ayrton Senna, que foi criada para desafogar a Via Dutra (ROTA 1), ele me orientou a ir para a Imigrantes, que leva a Santos, e sair para o RodoAnel, a caminho da Ayrton Senna, depois Carvalho Pinto, depois Dutra (ROTA 2). Era mais rápido, e lá fui!
| Ao fundo, a Battersea Power Statio - 2005 |
Vamos ao primeiro! Vão reconhecer na hora! É a canção mais conhecida do Pink Floyd. Foi a 1ª, já aos 12 anos de carreira, a atingir o topo das paradas, como single, nos Estados Unidos. É The Happiest Days of Our Lives, que se conecta com a Parte II de Another Brick in the Wall, que retratam a época da escola de Pink, francamente baseado em Roger Waters, cuja história, o disco The Wall, de 1979, conta em dois LPs: no 1º, conta sua atribulada vida, e o 2º, o pós morte! A parte 1 da canção fala do pai do personagem, que morreu na 2ª Guerra. Alíás, o avô de Roger Waters também morreu em uma guerra, a 1ª Mundial. Ô sina...
Mas veio Division Bell, já com Wright de volta à banda, participando da composição de 5 faixas, mas sem Waters! E foi excelente! Era 1994. Aqui, uma das 5 compostas pelo tecladista, What Do You Want From Me, maravilhosa. Esse You, é visto por muita gente como um recado a Waters, assim como muitas outras das canções podem ter essa interpretação!
EU ADORO COWBELL
Sou casado e tenho dois filhos. Meus 65 já se foram, mas me sinto muito jovem. Mas sou 'old enough' pra ter visto Pelé jogar. Sou engenheiro civil, mas queria mesmo era ter sido engenheiro de som entre 62 e 70 na Abbey Road n°3. Sou Beatles desde Os Reis do IêIêIê. Sou Star Trek desde o 1° episódio.Sou James Bond desde Roger Moore (but Sean is the Best!). E sou Homerix, para os íntimos e virei locutor aos 64, falando sobre a paixão maior, justamente "when I turned sixty-four!"....
E seguiu meu plano de fazer uma viagem dentro de outra viagem.
Na perna Rio São Paulo, as pistas da Dutra, Carvalho Pinto e Ayrton Senna foram acompanhadas por 5 CD's da fase inicial do Pink Floyd.
Descrevi a experiência aqui, neste LINK.
Hospedado em São Paulo, surgiu a necessidade de fazer um bate-volta a Santos, minha cidade natal, então nas curvas da estrada de Santos realizei mais um episódio de viagem dupla!
Bem, em primeiro lugar, eu teria que corrigir, pois o normal agora, não é experimentar as emoções da sinuosa descida nas encostas da Serra do Mar. Desde a inauguração da descida da Rodovia dos Imigrantes, que completa 20 anos este ano, melhor seria dizer Os Túneis e Viadutos da Estrada de Santos! Sim, porque, agora o que temos são 8 km em 3 túneis, dois deles com mais de 3 km, unidos por 4 km de viadutos, todos monumentais obras de arte da engenharia civil, causando mínimo impacto ambiental. Pena que a velocidade nas 3 confortáveis faixas de rolamento é limitada a 80 km/hora...
Voltando ao tema, e antes de mais nada, deixo aqui o primeiro registro, porque faço nele uma pergunta, e deixo a resposta para vocês.
Pois é... era chegada a hora de ouvir Dark Side of The Moon, lançado em 1973, direto para o primeiro lugar das paradas do mundo todo, em especial nos Estados Unidos, onde ficou entre os 100 mais vendidos até 1998!! Estima-se em 45 milhões de cópias vendidas mundialmente! É um álbum conceitual concebido por Roger Waters, que participa de TODAS as letras do LP, que trata de morte, sanidade, cobiça, solidão. A peça do vídeo chama-se Time e aquela sucessão de despertadores, sinos e tic-tac's de relógios é icônica!! Meu guru no assunto Pink Floyd, utilizava-a verdadeiramente como despertador, programava para tocar a canção em alto volume para acordá-lo.
Mais adiante, inspirei-me a registrar esta aqui...
The Great Gig In he Sky é uma composição do tecladista Richard Wright e tem no vocal de Clare Troy seu maior destaque, tanto que conseguiu na Justiça créditos de composição da canção.... o que certamente a deixou milionária. Apesar de ser descrita como O Canto da Morte, eu a vejo como uma relação sexual a caminho de um orgasmo.... que acontece, no grito mais sentido ... e depois a calmaria do: 'Foi bom pra você?' e a retomada para mais umazinha!!!
A terceira peça que escolhi de DSOTM foi esta aqui!
Ela é Money, e o que levou-me a fazer a performance foi seu inusitado tempo de seus versos, que é 7x4 (fala-se sete por quatro), que fiz questão de provar no vídeo. Meu filho me ensinou nesse quesito. Note que quando a canção passa ao solo instrumental excepcional, da guitarra de David Gilmour (que também a canta), o tempo passa a 4x4. A canção fala de cobiça e consumismo, e foi uma de duas do LP lançadas em compacto, e gravada por muita gente, mas não chegou ao topo das paradas... aliás, a primeira Nº1 do Pink FLoyd em singles foi somente em The Wall!
Breath, Us and Them, Brain Damage e Eclipse são outras pérolas da verve de Roger Waters no LO, que conta com outras 3 instrumentais.
A próxima inspiração veio já no LP seguinte, Wish You Were Here, de 1975, e veio logo na canção de abertura e de fechamento.
Lembro-me que nos idos de 95 ou 96, eu colocava essa canção pra tocar no carro e meu filho, com 7 ou 8 anos, ouvia, quietinho, prestando atenção respeitosa, até o que após o quinto ou sexto minuto, ele pergunta:
“Pai, a música não vai começar, não?!”
A introdução tem mais de 8 minutos, com vários versos instrumentais, antes do primeiro verso cantado, o primeiro de uma série de evocações de Roger Waters a seu amigo Syd Barrett, que deixara a banda 7 anos antes, dominado pela loucura! Claro que um tempo depois, Felipe entendeu perfeitamente e ama de paixão, ela e toda obra do Pink Floyd! Ali em cima eu digo 'abertura E fechamento' do LP, porque é exatamente isso que acontece: as Partes I a V abrem o Lado A do LP, e as Partes VI a IX fecham o Lado B. E por que isso? É que o tempo combinado de 26:07 minutos simplesmente não cabia num lado do LP! Então, é de SOYCD o posto de maior canção do Pink Floyd. As outras grandes, Atom Heart Mother e Echoes passam um pouco de 24 minutos! Eu acho, sinceramente, que quando lançaram o CD, deveriam ter colocado as 9 Partes juntas! As outras 3 canções do LP, isso mesmo, o LP todo tem só 4 canções, são uma Obra-prima, a canção título, mais uma declaração de Waters ao amigo agora insano, e duas canções medianas, Welcome To The Machine e Have A Cigar, também de Waters, a primeira simulando máquina da indústria da música dando boas-vindas ao músico, e Have A Cigar, na mesma linha, mas com mensagem à banda, falando algo como "Relaxe e goze, mas siga produzindo, queremos mais dinheiro!". O interessante é que ela não é cantada por nenhum dos integrantes da banda mas por um cantor convidado, Roy Harper. As duas foram lançadas em compacto, com pouco sucesso.
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Na perna final, voltando pra casa, viajei no auge de Roger Waters e na fase David Gilmour do Pink Floyd.
aqui, neste LINK
Sou casado e tenho dois filhos. Meus 65 já se foram, mas me sinto muito jovem. Mas sou 'old enough' pra ter visto Pelé jogar. Sou engenheiro civil, mas queria mesmo era ter sido engenheiro de som entre 62 e 70 na Abbey Road n°3. Sou Beatles desde Os Reis do IêIêIê. Sou Star Trek desde o 1° episódio.Sou James Bond desde Roger Moore (but Sean is the Best!). E sou Homerix, para os íntimos e virei locutor aos 64, falando sobre a paixão maior, justamente "when I turned sixty-four!"....
Necessidade de ir a São Paulo sozinho, preparei a trilha que iria me acompanhar....
Veja o vídeo, que tinha esta descrição:
A viagem em si é para São Paulo…
A ‘outra viagem’ é no som que me acompanhará!!
Pink Floyd na veia!!
Escrevi para alguns, no WhatsApp
Rapaz.... na verdade foram DUAS viagens ... a de carro ... e a do som .... verdadeiramente viajei ... som lá no alto ... fiz a a fase toda Pré Dark Side .... ouvi os singles .... e os LPs The Piper At The Gates of Dawn ... Obscured by Clouds ... Atom Heart Mother ... e Meddle ... Como disse, arrependi-me de não ter trazido o CD Duplo Ummagumma!
Explicando.....
Ao mostrar esse vídeo a um amigo pelo WhatsApp, ele reconheceu que eu estava na Carvalho Pinto, e eu respondi : Bingo!
E complementei com um relato sobre o final da viagem!
Confirmado! Escrevi para alguns, no WhatsApp
Engraçado que o Waze me remetia para não entrar nela, e seguir pela Dutra... Isso me custou 5 minutos segundo o aplicativo, mas foi decisão consciente, a estrada é muuuito melhor ... mas tirei com folga... chegou ali na chegada a Sampa, pessoal parece que entra em ritmo de procissão, então revivi meus tempos de 'piloto de fuga', passando pela direita quando necessário, sempre abaixo do limite de velocidade, e só fui percebendo o horário de chegada do Waze diminuindo ... minuto a minuto.... tirei 15 minutos!! Depois perdi uns 6 em dois movimentos que não fiz, uma na chegada à Marginal Tietê, outra numa saída que perdi na 23 de Maio... mas me diverti muito!!!
Uma viagem, sem dúvida!
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Numa segunda perna da viagem, viajei no Dark Side, e Wish You Were Here
aqui, neste LINK
Na perna final, voltando pra casa, viajei no auge de Roger Waters e na fase David Gilmour do Pink Floyd.
aqui, neste LINK
Sou casado e tenho dois filhos. Meus 65 já se foram, mas me sinto muito jovem. Mas sou 'old enough' pra ter visto Pelé jogar. Sou engenheiro civil, mas queria mesmo era ter sido engenheiro de som entre 62 e 70 na Abbey Road n°3. Sou Beatles desde Os Reis do IêIêIê. Sou Star Trek desde o 1° episódio.Sou James Bond desde Roger Moore (but Sean is the Best!). E sou Homerix, para os íntimos e virei locutor aos 64, falando sobre a paixão maior, justamente "when I turned sixty-four!"....
De repente, o colega Fulano apresentou-me, no privado do WhatsApp, um amigo dele, Beltrano, que era admirador dos Beatles, que estava interessado em conhecer o meu trabalho, e sugeriu que eu cadastrasse o telefone dele em meu WhatsApp.
Fi-lo de imediato, e estabeleceu-se o seguinte diálogo, que reproduzo por um bom motivo!
Homerix: Olá
Homerix: Aqui é Homero Ventura, Vulgo Homerix!
Homerix: Fulano me passou seu contato! Você é Beltrano, amigo de Fulano?
Homerix: Conte-me sobre ti ... E sua relação com os Beatles!
Beltrano: Boa noite Homerix. Sou eu mesmo. Conversava outro dia com o Fulano quando me falou que era um grande fã. Minha experiência é limitada mas mantenho o hábito de estar sempre ouvindo os álbuns completos para não fixar apenas nas músicas mais populares. Esta semana vou ver o documentário novo que está no Disney Club.
Beltrano: Tenho um colega no trabalho que é baterista e tocava em uma banda especializada em Beatles. Infelizmente perderam a principal voz que era de um médico que faleceu. Mas estão se reestruturando para voltar a ativa.
Homerix: Beltrano, boa noite.
O seu cartão de visitas como Beatlemaníaco é dos melhores. O hábito de ouvir um álbum inteiro dos Beatles faz jus à filosofia da banda. Cada álbum tem a sua história. Cada álbum dos Beatles é um projeto íntegro. Não deve ser ouvido em separado.
Mesmo nos primeiros álbuns, que não eram 100% de canções autorais, a ordem das canções tinha sua razão de ser. Começar Please Please Me por outra canção que não fosse I Saw Her Standing There desprestigiaria o 'simples' fato de ela ser a PRIMEIRA composição realmente Lennon McCartney.
E terminar o álbum sem ser com Twist And Shout vai arruinar com a grandeza que foi a gravação da canção, finalizando um 11 de fevereiro de 1963 intenso, última de 11 canções, com John de garganta estourada, tendo só uma chance pra acertar… e acertou…!
As 5 primeiras e as 5 últimas do álbum foram gravadas naquele dia. As 4 do meio, duas fechando o Lado A e duas abrindo o Lado B foram respectivamente o 2º e o 1º compacto lançados antes. Em tempo, a 11ª daquele dia era Hold Me Tight, e ficou para o LP seguinte.
Então, faz algum sentido não ouvir na ordem que ELES escolheram?
Nenhum!!
E eu nem vou falar aqui no crime que a Capitol (americana) fez com os primeiros álbuns dos Beatles. Aliás, a nossa Odeon fez algo parecido, mas em menor intensidade de heresia.
Outro dia, eu falo sobre isso!!
Homerix: Vou deixar aqui minhas resenhas dos 3 episódios de Get Back….
Quer dizer, não!!! Melhor você ver primeiro!!!
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Vou antecipar aqui parte das últimas fases da minha saga.... O outro dia chegou!
Os Beatles lançaram seu primeiro compacto em 1962, e logo no ano seguinte entraram em ritmo efervescente de criação, shows, rádio e TV. Foram 2 LPs e 4 compactos que chegaram ao Nº1 das paradas britânicas.
No Brasil, passaram desapercebidos... Nos Estados Unidos, a Capitol não acreditava nos Beatles e selos menores lançaram algo da banda, mas nada acontecia.
Então, quando a coisa aconteceu, com I Wanna Hold Your Hand em janeiro de 64 e a consequente invasão da América, foi um Deus nos acuda para lançar o monte de coisa que que os Beatles já haviam entregue ao mundo, mas ao invés de lançarem simplesmente os álbuns conforme a Inglaterra fez, começaram as saladas, tanto no Brasil como nos EUA.
Aqui, dois LPs, Beatlemania e Beatles Again, misturavam as canções dos dois LPs ingleses Please Please Me e With The Beatles, e as canções que faltavam eram lançadas em compactos simples e duplos. Nos EUA, até mantiveram o Please Please Me, mas com o nome Meet The Beatles, mas o resto foi distribuído atrapalhadamente em vários lançamentos esporádicos.
O LP A Hard Day's Night foi lançado nos EUA apenas com as 7 canções da trilha e várias instrumentais. Ponto para a Odeon no Brasil que lançou exatamente a versão inglesa, mas somente em janeiro de 1965, com mais de 6 meses de atraso.
Beatles for Sale saiu aqui com as mesmas canções, porém com ordem diferente e com o nome Beatles 65, e uma capa que não tinha nada a ver, de um show ao vivo em Washington, quando não havia NENHUMA canção ao vivo no disco. Um verdadeiro desrespeito! Nos EUA, foi pior, veio em dois LPs, um tal de Beatles VI misturado com um tal de Beatles 65, com as canções de Beatles For Sale divididas entre os dois, e com refugos de HELP! e A Hard Day's Night e de Lados B diversos. Olha, que salada!
O LP HELP! brasileiro teve a mesma abertura A La James Bond do americano, que eu adorei e lembro até hoje, e colocou 6 das 7 canções da trilha no Lado A, escorregando Ticket To Ride para o Lado B, e simplesmente desprezou TODO o Lado B do LP inglês (incluindo Yesterday!!!), preenchendo o resto com canções que eram inéditas aqui. Elas eram ótimas (I Feel Fine e 4 Lados B de compactos), eu sei, e adorei aquele LP em meus 8 anos, mas perdeu-se totalmente a identidade do original.... mas pior fez a Capitol que intercalou as canções da trilha do filme com algumas instrumentais ao longo dos dois lados do LP. Pobre HELP!
A doença da Odeon brasileira foi curada após HELP!, então o Rubber Soul daqui já foi idêntico ao Rubber Soul oficial inglês! Já a Capitol deixou para o final da doença seu principal crime! Vou até listar pra vocês as canções do Rubber Soul americano pra vocês tirarem suas conclusões.
HERESIA... INFÂMIA ... CRIME!!!
"Os Beatles passaram a ser (não começara assim) uma banda de álbuns especialmente. E fez escola, porque outras bandas entraram nessa, como é o caso do Pink Floyd. Mas antes deles, os LPs eram apenas coletâneas de músicas. Os Beatles inventaram que um LP deveria ter vida própria e completa. Até a capa tinha de ser bem pensada assim como o titulo. Com isso, pela primeira vez na história penso eu, as pessoas falavam não apenas nas músicas. Falavam nos álbuns. Seus títulos eram mais conhecidos que os títulos das músicas. Todo mundo falava assim..." Ouviram o Revolver? O Sgt. Pepper? O Abbey Road?" Tenho por mim que foi daí que mudaram o nome LP para álbum visto que eram verdadeiros álbuns até com letras das musicas e posters como brinde.Mas como você bem disse, até mesmo antes dessa mudança já havia uma certa sequencia na ordem das musicas, um certo cuidado especial. A Odeon parece que ainda não sabia da importância disso e nos jogou uma capa nada a ver no Beatles 65. E quando vemos a capa do Beatles for Sale vem a pergunta: o que o pessoal da Odeon tinha na cabeça?Sim, heresia. Você achou a palavra certa."
Sou casado e tenho dois filhos. Meus 65 já se foram, mas me sinto muito jovem. Mas sou 'old enough' pra ter visto Pelé jogar. Sou engenheiro civil, mas queria mesmo era ter sido engenheiro de som entre 62 e 70 na Abbey Road n°3. Sou Beatles desde Os Reis do IêIêIê. Sou Star Trek desde o 1° episódio.Sou James Bond desde Roger Moore (but Sean is the Best!). E sou Homerix, para os íntimos e virei locutor aos 64, falando sobre a paixão maior, justamente "when I turned sixty-four!"....
É Cláudio Teran quem comanda a Beatles News!! Clique no Play Verdinho para ouvir View on Vocaroo >> E leia a seguir! _______________...