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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

O Creme Compensa?

  Alguma sugestão?
Atualizando aqui um de meus melhores posts......

Li a transcendental pergunta do título na capa de uma revista feminina. Tenta resolver uma dúvida cruel do universo feminino: 'uso creme rejuvenescedor ou creme hidratante'. Crucial! Sempre procuro colocar algum humor no que escrevo, então apreciei muito o trocadilho. Aliás, nem sei se trata-se de um trocadilho, apenas originou-se de uma questão famosa que, com apenas a mudança de uma letra, transportou-se da ótica jurídica para a ótica estética. Brilhante!
Assim como brilhante foi a campanha dos mercados Hortifruti, espalhada em outdoors por toda a cena carioca entre 2006 e 2009, acho. Todos devem ter visto, e sentem falta de, ao menos um deles. Eram geniais! Também acho não tratar-se de trocadilhos, sim paródias de títulos de filmes. 
Começou com 'Tomates Verdes Fritos', neste caso repetindo ipsis litteris o título de um filme real magnífico que, aliás, deve ter servido de inspiração, pois depois começaram a parodiar com verduras em 'E O Coentro Levou', 'A Hortaliça Rebelde',  e o incrível 'A Incrível Rúcula', passando por legumes como em ‘O Quiabo Veste Prada', '9 1/2 Cebolas de Amor', Batatas do Caribe' e ‘A Outra Alface’, e chegando às frutas com 'Kiwi Bill' ou 'Limão Impossível I'.  Tudo com imagens estilizadas do horti-astro principal tendo a ver com o tema do filme, e um sub-texto bem irônico. Uma obra de arte.                  
Cabe aqui uma ilação sobre o efeito de uma propaganda. Alguém vai mudar um hábito porque gosta ou deixa de gostar de um anúncio? Vai mudar de marca de pasta de dente, por causa dos belos dentes de uma atriz ou do cenário maravilhoso em que ela os mostra? Talvez eu já tenha me influenciado por algum anúncio de alguma novidade tecnológica, um produto novo, algo inovador. Nada mais que isso! Não passei a comprar mais BomBril por causa da estupenda campanha que durou mais de 25 anos através da imagem inconfundível de seu 'garoto'- propaganda (agora garotas), e também não teria deixado de comprar se não tivesse gostado. Aliás, como é que uma simples palha de aço gerou uma campanha tão poderosa?
No caso do Hortifruti, eu sou usuário eventual do mercado que, como diz o nome, vende hortifrutigranjeiros, na verdade, virou um mini-mercado, que é um acessório aos produtos principais. Eu ia, mormente quando chovia, o que impossibilitava a ida à feira, pela facilidade do estacionamento. Veio a campanha, que eu adorei, mas ela não conseguiu fazer com que eu aumentasse minha freqüência de comparecimento ao local. Creio que ela deve ter tido algum efeito, especialmente a quem ainda não conhecia o estabelecimento.
Os supermercados também andam investindo em propaganda. É difícil não guardar as chamadas do ‘Guanabaara, tuudo por vocÊ!!!!’ ou do ‘Mundiaal, o menor preçU total!!’ e 'aquela senhora dizendo 'SuperMarket é PREÇO!!'. Mas as campanhas são comuns, meio breguinhas, e apenas anunciam as ofertas. Já o Prezunic investiu melhor, chamou um locutor engraçado que conta pequenas histórias bem-humoradas antes de anunciá-las, usualmente clamando pela fome do cliente, muito forte no rádio, chegou à TV. Aqui, também, não foi pela propaganda que passei a ser cliente, mas sim, porque abriu uma unidade bem perto de casa, é claro, bem-iluminado, confortável, limpo, tem ótimo estacionamento e atendimento. E nada disso é ‘vendido’ no comercial.
Eu gostaria muito de ter acesso aos dados do “recall” das diversas campanhas, termo que define o retorno da propaganda junto ao público-alvo e, em última análise, o quanto a campanha rendeu em termos de aumento de faturamento de quem a contratou. Ou seja, se valeu a pena pagar aquelas brilhantes mentes para elaborar aquelas mirabolantes idéias. Mas isto deve ser coisa muito bem guardada, penso.
Bom, haja bom “recall” de sua genial campanha ou não, o Hortifruti poderia mantê-la por muito tempo, mas acabou logo, mas de vez em quando volta. A mente poderia viajar e imaginar muitas outras combinações interessantes. Só na esfera de James Bond fariam uma festa: poderíamos começar com ‘007 - Os Espinafres São Eternos’, e seguir com, ‘007 - O Homem com a Acerola de Ouro’, ‘007 Contra o Rabanete da Morte’, ‘007 - Somente para Seus Alhos’,  ‘007 - O Agrião Que Me Amava’, ‘007 – O Almeirão Nunca Morre’ e terminar com o moderno ‘007 - Pepino Royale’.
Poderia seguir com outros clássicos e reviver uma Mrs. Robinson vegetariana em ‘A Primeira Couve de Um Homem’, um James Dean vegetando em ‘Aipim Caminha a Humanidade’, ou lembrar Michael Douglas e Glen Close ativados pelo aroma em ‘Açafrão Fatal’, ou ainda Robert de Niro em ‘Nabo do Medo’, atormentando uma família carnívora com seu protrudente legume. 

O campo é vasto! Senão, vejamos .... (em tempo: algumas viraram realmente outdoor, com variação, após a edição original deste post, lá de 2009...)
  

‘A Grande Bertalha’,  
               Alimentando a Dinastia Ming;
‘Almeirão Suicida’,  
               ou 'A Liga dos Vegetais Insanos';
‘A Maior Chicória de Todos os Tempos’,  
               Jesus Cristo me perdoe;
‘A Tangerina’,  
               Dançando nos palcos cítricos de Paris;
'A Rede Cereal',  
               O lado vegetariano de Mark Zuckerberg;
‘Aspargos Inglórios',  
               Uma vingança saborosa;
‘Batman - O Verdureiro das Trevas,  
               Morcegos adorarão;
‘Canela Indiscreta’,  
               Hitchcock desvendando a curiosidade vegetal;
'Ca-Rá-Land' 
               Hollywood com um gosto que você nunca sentiu;
'Chuchunlight' 
               Vencedor contra todas as apostas;
‘Como Era Verde o Meu Cheiro’,  
               Dando gosto ao feijão;
‘Dançando na Chuchuva’,  
               Gene Kelly na época da gagueira
‘Dois Milhos de Francisco’,  
               Recomendando pipoca com fichas telefônicas
‘Ensaio Sobre a Pereira'
               Quem não gosta é cego 
‘Edward Mãos de Cenoura’,
               Cinco em cada uma;
‘Eram os Deuses Alcaparras?’,   
               A dúvida transcendental;
‘Espiga Internacional’,  
               Passaporte para os milhos, é o pleito hitchcockiano;
‘Figo da Justiça’,  
               Superpoderes a qualquer sabor;
‘Harry Potter e a Tâmara Secreta’,     
               A fase frugal do bruxinho;
‘Indiana Jones Em Busca do Brócolis Sagrado’     
               Em sua faceta arqueológico-vegetal;
‘Jambo - Programado para Matar‘,     
               Agora revivido, na terceira idade;
‘Jumanga’,  
               Nunca houve um vídeo-game tão doce;
‘Kung-Fu Quitanda',  
               Conexão animal-vegetal;
‘Mandioca à Beira-Mar’,  
               Drama da agricultura presidencial brasileira;
‘Meia-Couve em Paris’,  
               tempos difíceis para Woody Allen;
‘Melão Maravilha’,  
               Chicoteando as sobremesas saudáveis;
‘Memórias de uma Ameixa’,  
               Semeando o fruto do amor;
‘Meu Aipo Será tua Herança’,     
               Willian Holden num faroeste agrário;
‘Meu Marmelo Favorito’,  
               Minions adocicados naturalmente;
‘Meu Rapé Esquerdo’,     
               a outra narina viria depois;
‘Missão: Impossível - Maçã Secreta’,     
               nada a ver com Adão e Eva;
‘Muito Além do Aipim’,     
               Peter Sellers aceitando batatas, inhames e outros;
‘Mulheres à Beira de Um Ataque de Ervas’,     
               Espanhol também vale;
‘O Clã das Alfafas Voadoras’,      
               Com muita complantação gráfica;
‘O Cogumelo Honesto’,  
               Será que existe?;
‘O Lar das Comilanças Peculiares’,  
               Onde carne não entra de jeito nenhum;
‘O Massacre da Salsa Elétrica’,      
               Sangue a dar com pau;
‘O Melaço entre Nós’,  
               Haverá Cana em Marte?;
‘O Pepino do Poseidon’,     
               Estava estragado, pode ter causado o acidente;
‘O Planeta dos Maxixes’,     
               Lembrando o saudoso Charlton Heston;
‘O Primeiro Inhame do Resto de Nossas Vidas’,     
               Nova dieta de Demi Moore;
‘Onde os Nabos Não Têm Vez’,     
               para ser bastante atual;
‘Os Dez Condimentos’,     
               Charlton Heston abrindo mares temperados;
‘Os Frutos Também Amam’,  
               Como negar sentimento a eles?;
‘Os Pimentões da Galáxia’,  
               Audaciosamente temperando onde nenhum legume jamais esteve;
‘O Sal é Para Todos’,  
               Gregory Peck com pressão baixa;
‘O Segredo de Seus Alhos’,  
               Argentino entre cabeças e dentes;
‘Ovos Vorazes’,  
               Jovens Galináceos lutando pela vida;
‘Palmitos no Espaço – O Filme’,      
                muito melhor foi a série da TV;
‘Páprica Mortífera’,     
                tempero também é hortifruti, já dizia Mel Gibson;
‘Procura-se um Amor que Goste de Repolhos‘,      
                churrasquinho romântico, jamais;
‘Quanto Mais Tapioca Melhor‘,     
                estrelado pelo ministro, nada idiota;                  
‘Quem Tem Medo de Endívia Wolf’,     
                revivida pela nariguda Nicole Kidman;
‘THOR - RepolhoroK’,  
               O vegetal do Mal Supremo;
’Um Coco Que cai’,     
                Hitchcock em sua fase baiana;
‘Uva Negra’,      
                Michael Douglas especialista em vinhos japoneses;
‘Vagem Fantástica’,      
                Explorando os intestinos do corpo humano;
‘Vegetais Fantásticos e Onde Habitam’,  
               Em um Hortifruti perto de você;
‘Vicky Nectarina Barcelona',  
               Woody Allen mais ácido que nunca;
‘Victor ou Chicória’,     
                Não resisiti a repetir a hortaliça.
.... isto, sem falar no óbvio ‘A Laranja Mecânica’, também prontinho pra usar no out-door, com seu verdadeiro nome.
Bem, é bom parar por aqui, senão daqui a pouco, chegaremos aos filmes ainda não existentes, como ‘A Bertalha da Portelinha’, muita calma nessa hora.
Que a Horta esteja com você!!!! 


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Pague menos IR, legalmente!

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Uma dica que vale dinheiro vivo! Ou quase vivo!
Muitos já sabem, mas não custa disseminar!!!

Vamos lá!

Todo ano, você declara o que pagou à Previdência Privada  como dedução na alínea de 'Contribuição à Previdência Complementar e FAPI', certo?
E deixa de ter Imposto a Pagar referente àquele montante multiplicado pela alíquota  de imposto a que você está sujeito, correto?

Pois bem, se você tem mais Investimentos em Previdência Privada além do plano de sua empresa, Petros, Portus, Previ e outros, você também pode jogar como dedução na mesma alínea. A totalidade do montante dessa alínea, até um limite de 12% de seus Rendimentos Brutos, é dedutível para efeito de Imposto de Renda.

Se quer aproveitar esse esquema, compute rendimentos e Previdência Complementar de seu contra-cheque de janeiro a dezembro, e verifique se, no total dos 12 meses de 2015, há sobra entre:
      1. de um lado, 12% de seus Rendimentos Brutos e,
      2. do outro lado, o que se paga à Previdência Complementar.
No caso de haver essa sobra, aconselho a pensar seriamente em fazer um investimento em um Plano de Previdência Privada em um banco qualquer, num montante similar à sobra calculada.
Isto claro, se você tiver uma outra sobra: a de dinheiro para investir.

E se não tiver, mas dispuser de um dinheirinho aplicado em renda fixa, por exemplo, acho que vale mesmo retirar deste último e aplicar naquele.
Esse dinheiro, multiplicado pela sua alíquota máxima de IR, 'retornará' em maio de 2018, quando você fizer a Declaração Anual de Rendimentos, na forma de menos imposto a pagar!!
Ah, para se ter direito à dedução, o investimento tem que ser do tipo PGBL. Aquele outro que se chama VGBL não se presta ao efeito.

Trata-se de uma forma legal e, ao mesmo tempo, legal (!), de se pagar menos imposto, neste país em que não se sabe direito para onde o seu imposto vai, além dos bolsos, cuecas e meias de certos políticos.

Claro que não há mágica! Quando você fizer o resgate desse investimento, vai pagar Imposto de Renda sobre a totalidade do resgate, e não apenas sobre o rendimento líquido (como no VGBL e qualquer outra aplicação de renda fixa). 

Entretanto, a alíquota de imposto vai diminuindo com o tempo de aplicação. Então, o ideal é que você não venha a necessitar de resgate por um bom tempo... uns 5 anos, por exemplo.

Ah, sim, e corra: você pode fazer essa aplicação até dia 28, pois dia 29 é feriado bancário!!

Se você já sabia desse mecanismo, parabéns; se não sabia, fique sabendo!
Eu mesmo, fiquei sabendo há uns 9 anos, bobinho!

E a coisa já é permitida há muito mais tempo!!

Abraço

Homero Prestando Serviço Ventura