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domingo, 20 de setembro de 2026

OUÇA e LEIA - A porta original da Apple volta ao seu lugar - by Cláudio Teran

É Cláudio Teran quem comanda a Beatles News!!


Clique no Play Verdinho

para ouvir

E leia a seguir!

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A porta original da Apple volta ao seu lugar

 Entra A Hard day's Night com a Orquestra de George Martin  

Amigos e amigas, Cláudio Teran chegando para mais uma participação no Submarino Angolano, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do resistente Brasil.

Beatles News. Beatles em novidades. Beatles ao cair da tarde na sua LAC FM.

 Entra A Hard day's Night ao vivo com The Beatles

O cineasta Sam Mendes continua o trabalho de refilmar momentos clássicos vividos pelos Beatles. Nesta semana, a estação de trens, Marylebone, em Londres, foi temporariamente reformada para recuperar o visual dos anos 1960.

Vários painéis publicitários de 1964 foram recolocados. A placa da Starbucks foi substituída por "Bar Dining and Tea Room". A cabine de fotos — que aparece bem nítida em A Hard Days Night, também voltou ao seu local de origem. A recriação envolveu carros da época, incluindo o furgão utilizado nos anos 60 nos estúdios Twickenham.

A cena em que os Beatles entram na estação perseguidos pelos fãs foi filmada segunda-feira passada. Havia dezenas de figurantes vestidos com roupas da época, e pela gritaria, entraram totalmente no clima, enquanto corriam atrás dos ídolos.

A recriação das cenas de abertura do filme, ‘A Hard Day’s Night’ será vista em 2028 quando formos ao cinema assistir as quatro cinebiografias dos Beatles!

 Entra a All Starr Band com Ringo Starr

Na terça-feira a All-Starr Band iniciou uma seqüência de ensaios para cumprir datas da segunda perna da turnê 2026. O primeiro show acontecerá no dia 24 de Setembro, na cidade de Easton, estado da Pensilvânia. No dia seguinte os All-Starrs tocam em Bethel, cidade localizada no estado de New York.

A agenda inclui apresentações em Boston, Washington e no famoso Forest Hills Tennis Stadium, na cidade de New York, onde Ringo Starr vai receber fãs sorteados em uma promoção para ver a All-Starr Band gratuitamente. A expectativa é que pelo menos uma canção do álbum Long Long Road seja acrescentada ao setlist.

 Entra Days We Left Behind com Paul McCartney

‘Boys of Dungeon Lane’ está entre os indicados ao Mercury Prize 2026, que escolhe aos 12 melhores álbuns do ano.  Paul McCartney, Florence + The Machine e RAYE, estão entre os artistas concorrentes. A cerimônia de entrega acontece no dia 22 de Outubro em Newcastle, no Reino Unido. Várias apresentações ao vivo devem acontecer na ocasião, com a expectativa de que Paul suba ao palco.

Hunter Davies está lançando um novo livro, Get Back: The Boys Who Became the Beatles. O texto explora a infância, adolescência e o amadurecimento de John, Paul, George e Ringo. O conteúdo é baseado em 39 cadernos inéditos de entrevistas de quando Hunter Davies conviveu intimamente com a banda.

 Entra Martha My Dear com The Beatles

O autor juntou suas anotações da época em que passou três anos acompanhando os Beatles para produzir a primeira biografia autorizada. Visitou as casas, conversou com familiares, amigos de escola e professores dos quatro. Há relatos e reflexões íntimas nunca antes reveladas sobre o passado de quem veio da classe trabalhadora.

Get Back: The Boys Who Became the Beatles 

será lançado no dia 17 de Setembro.

 Entra Ringo Starr – A Dose of Rock ‘n’ Roll Lyrics 

O British Music Experience, museu nacional da música popular do Reno Unido    anunciou nesta semana que vai devolver aos antigos donos a porta original do escritório da Apple Corps, sede do futuro museu dos Fab Four.

A porta virou um símbolo duradouro do afeto mútuo entre os Beatles e o público. A imagem icônica, marcada por frases e assinaturas dos fãs, chegou a aparecer na contracapa do álbum Rotogravure, lançado por Ringo Starr em 1976. Por essa época a porta foi removida e doada ao British Music Experience.

Agora retorna ao local de origem. A última chance de ver a porta em exposição no British Music Experience será neste domingo, depois voltará ao número 3 da Saville Row para se somar às peças do Museu dos Beatles a ser aberto em 2027.

 Entra Dig A Pony com The Beatles

Os Beatles instalaram-se no número 3 da Savile Row no verão de 1968. Além de sediar a administração da banda, havia um estúdio de gravação no subsolo. Em 30 de janeiro de 1969, eles tocaram no teto da Apple em sua última apresentação.

O British Music Experience, museu nacional de música popular do Reino Unido fica na orla de Liverpool e conta a história do rock e do pop britânico desde 1945.

 Entra Michelle Take One com The Beatles

A Revista Uncut publicou um excelente artigo assinado pelo jornalista Stephen Troussé sobre o Box do Rubber Soul. O cara é um sortudo. Ouviu o Box antes de todos nós, e produziu um texto inspirado. A análise tem até citações Shakespeareanas.  

Entre as preciosidades do futuro lançamento, Stephen Troussé destaca a versão demo de We Can Work It Out,

 Entra demo de We Can Work It Out com Paul McCartney

De acordo com ele essa versão inicial de um clássico é muito interessante pelo esforço sincero de Paul McCartney ao abordar o relacionamento com Jane Asher, que parecia bom, mas enfrentava diversos problemas.

A gravação é conhecida da pirataria, mas aparece no Box de Rubber Soul com uma qualidade nunca ouvida antes e inclui uma sobreposição de John fazendo uma paródia surreal de um programa de auditório típico dos anos 1960, um anúncio em que diz: “um casal de Reading ganhou o vestido dourado desta semana”.

 Entra ensaio de Think For Yourself com The Beatles

Outra pérola destacada por Uncut é o take conhecido como, Beatle Talk (Overdubs de Think For Yourself). De olho no lançamento de Natal do fã-clube dos Beatles, George Martin deixou as fitas rodando enquanto os Beatles conversavam.

A gravação pegou a irritação de George Harrison enquanto John e Paul faziam uma série de imitações típicas de 1965, incluindo citações ao programa de TV de Gerry Anderson sobre automóveis, o Supercar. E sobre um carro clássico, o Stingray.

 Entra Take 2 de Norwegian Wood com The Beatles

A segunda versão de Norwegian Wood/This Bird Has Flown, é apontada pelo crítico da revista Uncut como uma estreia notável para a cítara de George Harrison — inspirada pelas aventuras psicodélicas dos Beatles na Costa Oeste dos EUA.

As notas de bordão orientais incluídas pela primeira vez em uma gravação dos Beatles ameaçam dominar a valsa folk diabólica ao estilo Dylan criada por John Lennon.

Essa gravação também circula na pirataria, mas ganhou uma sonoridade incrível agora, sobressaindo-se o som hipnótico da percussão de Ringo Starr.

Bora ouvir? O take dois de Norwegian Wood já está nas plataformas digitais. Foi antecipado oficialmente desde a última terça-feira. Ouça e sinta... 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

OUÇA e LEIA - O Historiador do Submarino - "Como eu conheci os Beatles"


 Começou em 15 de setembro de 2026 uma coluna mensal de 

O Historiador Naval do Submarino Angolano.

Nesta 1ª coluna, como chegaram os primeiros sons dos Beatles em Portugal!

Como descobri os Beatles

Clique no Play Verdinho para ouvir



E leia o texto aqui !!!!


Entra Easy star all stars lonely hearts club band

Olá, companheiros da LAC (Luanda Antena Comercial). Eu sou o Joaquim Correia (currículo ao final), e falo-vos desde Lisboa. Hoje, na minha primeira crónica, quero contar como descobri os Beatles.

Os meus amigos do Submarino Angolano desafiaram-me e eu, com ousadia, aceitei o repto: relembrar uma banda que me acompanha há mais de 60 anos, como se de irmãos mais velhos se tratassem, todos eles já na casa dos 80. E  a ousadia está aí, vai ser como falar da família e até da minha vida pessoal, talvez mesmo entrar em… bem, pequenas  intimidades! Companheiros desde a adolescência, conhecem muito da minha vida: comigo estiveram nos três continentes onde habitei, sabem dos meus amores, tristezas e dores, dos meus gostos musicais, numa palavra, sabem tudo!

Entra In My Life- There are places I remember, in my life…

Mas não se assustem, fora uma ou outra menção mais privada e até estranha, irei principalmente recordar os meus tempos de Angola, em que estive integrado no meio musical do pop-rock luandense onde, claro, os Beatles pairavam e inspiravam os conjuntos da chamada “cidade de cimento”.

Nos bairros limítrofes a dança era outra, menos ritmos modernos e mais balanços africanos, como merengues, sembas e rebitas.

Entra Mini Saia - Mestre Geraldo

Será esse o objetivo principal destas crónicas: retratar o som que fervilhava pela então Província de Angola, lembrar nomes de bandas (na altura denominados conjuntos), festivais e locais de convívio, para que todo esse património musical do passado seja trazido à tona para as novas gerações.

Entra Prado Paim - Bartolomeu

Quase sempre com os Beatles como base orientadora, fio de prumo, não é por acaso que o Submarino Angolano existe para homenagear essa banda que, afinal, influenciou toda a música pop- rock dos anos 60 e 70.

Farei o possível! Tentarei vasculhar, partir pedra, mergulhar para descobrir onde alguma dessa informação está preservada.

Mas, desculpem, tenho de começar pelo princípio. Como é que os Beatles entraram na minha vida? Reparem, para mim, aqueles 4 músicos existem como um todo único, com sons intemporais, como se todos continuassem vivos. Ouço agora os seus sons com o mesmo prazer de há mais de 60 anos.

Descobri os Beatles por via indireta: o som de uma voz que se espalhava da janela dum prédio na Av. Brasil em Lisboa, que cantava  “I’ll get you”, prendeu-me para sempre. 

Entra I´II get you  - 

O tema faz parte do EP "She Loves You”, gravado e editado em julho de 1963, mas que, embora tenha sido prensado e distribuído em Portugal no dia 22 de Novembro de 1963, exactamente no mesmo dia do assassínio de Kennedy, apenas em meados de 1964 iria teralgum impacto. Na época, o mercado nacional de vinil era muito pequeno e o EP acabou por vender, segundo a Valentim de Carvalho, um total de apenas 7.500 exemplares.

Está emoldurado em minha casa, é aquele da capa vermelha com as “chipalas” dos ainda pouco 4 cabeludos, com estranhas chavetas (vão ver), sem qualquer indicação de quem foi o ilustrador. Este vinil  foi o primeiro dos quatro de Liverpool a ser editado em Portugal.

Segue I´II get you  - 

Entra Rádio Luxemburg

Eu devo ter ouvido o anónimo intérprete em princípios de 1964, e devo ter descoberto a banda através da Rádio Luxemburgo:

Entra Elvis - Hound Dog

na verdade, devido à forte censura do Estado Novo em Portugal e à limitação de géneros musicais na Emissora Nacional, muitos jovens e entusiastas de música recorriam a rádios estrangeiras de alta potência, à noite, para ouvir êxitos do momento, tendo servido de grande rampa de lançamento para bandas como os Beatles ou Elvis Presley.

Segue Elvis - Hound Dog

Comprei-o pouco depois, pelo preço de 60$00 (cerca de 35000 Kwanzas angolanos), talvez na loja de discos Sinfonia ou na Roma, ambas na Av. Roma em Lisboa.  É uma capa única e é considerada uma das mais bonitas em qualquer disco dos Beatles, incluindo os temas "Do You Want To Know A Secret" , "I'll Get You", "She Loves You" e "Twist And Shout". 

Entra Do You Want To Know A Secret - The Beatles

Só em meados dos anos 60 a música dos Beatles começou a chegar a Portugal através da Rádio Renascença, Emissores Associados de Lisboa, impulsionada por programas dedicados à juventude, apesar da forte censura do Estado Novo. 

Acresce que a Beatlemania só atingiu o seu auge em Portugal entre 1965 e 1966, impulsionada pelo lendário concurso "Ié-Ié" no Cine-Teatro Monumental, onde Os Rocks de Eduardo Nascimento representaram Angola. 

Entra I Put A Spell On You - Os Rocks de Eduardo Nascimento

Apesar da loucura e da forte base de fãs, a banda nunca actuou em Portugal devido à conjuntura política e à falta de capacidade económica da época.

George fala sobre Ed Sullivan Show

Abertura do apresentador em 9 de fevereiro de 1964

She Loves You 

Apresentador Sueco

Twist and Shout - The Beatles na Suécia 1964 

Como curiosidade, o primeiro jornalista português a entrevistar os Beatles foi Cézar Faustino, em Estocolmo, no verão de 1964. O jornalista do Diário de Lisboa escreveu que (e vou citar) “eles aceitarão vir tocar a Portugal, por 160 contos (cerca 90 milhões KZ), disse-me Mr. Derek Taylor, chefe da comitiva e braço direito de Brian Epstein o génio que descobriu os Besouros (tradução de Beatles) no Caverna Club da brumosa Liverpool”.

Pronto, já chega de recordações metropolitanas, eu prefiro dizer coloniais, prometo que na próxima crónica entraremos nas memórias angolanas.

 

Um abraço, para os Marujos do Submarino Angolano, da rádio LAC

Conto convosco na próxima crónica.

Entra I'll Get You - The Beatles


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Currículo do Historiador!!


O perfil do nosso Historiador Naval Joaquim Augusto Pinheiro Correia, conta-nos que é nascido em Coimbra a 7 de Abril de 1951, este homem é um verdadeiro andarilho da cultura! Estudou em Portugal e em Angola, rumando depois para Macau, onde residiu onze anos inteirinhos e abriu caminho para desbravar o Oriente. 

Investigador incansável e apaixonado pela música, o Historiador Naval Joaquim defende sem rodeios que "o futuro é mestiço nas cores, nos sons, nas palavras e no pensamento". E a sua obra reflecte exactamente essa mistura! Escreveu sobre o jazz e os ritmos de Luanda em «Angola Blues» e a história do baterista Beto Kalulu, investigou até as "fumarentas" motorizadas em «Motos de Papel», e levou a sua pesquisa sonora até Goa, à Indonésia e ao Tibete!

Mais recentemente, cruzou a Rota da Seda em Banda Desenhada e continua a assinar crónicas regulares no jornal Cultura: Jornal de Letras e Artes em Angola, entre vários periódicos.

Em suma: um homem de acção e das letras que faz da cultura uma ponte entre povos.

sábado, 12 de setembro de 2026

OUÇA e LEIA - Drive My Car... fundo sexual?


 Esta é mais uma edição do Papo do Contramestre, 

a conversar sobre The Beatles, suas canções, suas vidas 

quadro do programa Submarino Angolano, 

da Rádio LAC, Luanda Antena Comercial, 95,5 FM

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PRA OUVIR O QUE VEM A SEGUIR!

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Olá, amigos do Submarino Angolano!!!

Aqui é Homero Ventura, directo do Brasil

Seguimos a acompanhar o que aconteceu há 60 anos na vida dos Beatles…

>> Entra instrumental de Norwegian Wood

Olá, amigos do Submarino Angolano!!!

Aqui é Homero Ventura, directo do Brasil

Seguimos a acompanhar o que aconteceu há 60 anos na vida dos Beatles…

Coloque-se em Abbey Road, na noite de 13 de outubro de 1965.

É o 2º dia de gravações para o que viria a ser o 6º álbum da banda, Rubber Soul, além de um single Duplo Lado A, sensacional.

No dia anterior, duas canções haviam vindo ao mundo, Run For Your Life e Norwegian Wood!

Hoje era dia de mais uma Lennon/McCartney

 

1. Drive My Car   (70%  Paul McCartney)

Paul propõe: 'Baby, você pode dirigir meu carro, sim, eu vou ser uma estrela, você pode dirigir meu carro e talvez eu te ame!'

Paul estava com uma melodia promissora e uma péssima letra na cabeça e foi à casa de John para consertarem, juntos. Era ruim mesmo … tipo assim:

"You can buy me golden rings /

get me all the kind of things /

oo, if (you) can buy me rings /

then baby I'll love you."

Nossa, que coisa horrenda!!!

Ninguém queria mais rimar “ring” com “thing” que é muuuito pobre, e além disso eles já havia comprado Diamond Rings my friend if that makes you fell alright, um ano antes!! Ficaram verdadeiramente embatucados, já estavam a caminho de terminar uma sessão vazia, como  nunca antes, quando decidiram tomar um chá, fumar um cigarrinho, que era regra,  e Paul veio só no final, com um 'Drive My Car' salvador, associado com um matador 'Beep Beep Yeah' e aí John e ele mataram o resto, desenvolvendo uma letra pra relacionar garoto, garota e carro, e com o requinte, usual, de fazerem três versos com letras diferentes, entremeando refrões com  ("Baby, you can drive my car...").

Ali no final, no 3ºverso, parece que, na verdade, quem fala é a garota, dizendo que ele podia dirigir o carro dela mas

‘I got no car and it's breaking my heart, but I've found a driver and that's a start’,

 o motorista sendo ele.

O ‘You can drive my car’ teria também uma conotação sexual implícita, mas são apenas rumores!

Bem, naquela noite, sim, eles chegaram para trabalhar apenas às 7 da noite, "Drive My Car" foi gravada em quatro tentativas, sendo a última a única tomada completa. 

A faixa rítmica contou, Paul McCartney no baixo, George Harrison na Fender Stratocaster e Ringo Starr na bateria. 

Registre-se que foi a primeira vez na história beatle que a carruagem virou abóbora! Sim, a sessão passou da meia-noite, pouco, mas passou, apenas 15 minutos! E foi a primeira de muuuiitas! Teve até as que ouviram o galo cantar!!!

Musicalmente, a canção começa com um riff  de guitarra, que é feito por Paul e ele vem em overdub, já que na base, ele leva seu competente baixo, 

Entra introdução com e baixo, ambos de Paul

O baixo de Paul é fundamental...

Segue o baixo de Paul

Nos versos, o que se ouve é a guitarra de George tocando as mesmas notas do baixo de Paul, uma oitava acima, uma sugestão de George aceita pelo poderoso autor.

Entra guitarra de George nos tons mais baixos

Percebe-se bem aqui no Take 4 em sua base instrumental, junto com a guitarra de George, e a bateria de Ringo. 

Entra a guitarra de George e a bateria de Ringo

Depois vieram os overdubs!!!

George tentou fazer o solo de guitarra, mas não houve jeito de Paul aprovar, ele tentou muitas vezes, até que finalmente, Paul decidiu ele mesmo fazê-lo!!!! George teve que ter muita paciência... e nada podia fazer, a canção era de Paul, ele era o grande gerente da coisa toda!!

Entra o solo de guitarra slide de Paul.

Portanto é Paul quem faz o solo em ótima guitarra slide, após o segundo refrão, numa sessão verso sem letra. E ficou realmente ótimo!

Ouça aqui Ringo no adorável cowbell

Entra aqui Rino cowbell de Ringo

Adoro Cowbell, vocês sabem, mas desta vez não contei quantas vezes, mas conto que o adorável instrumento começa logo após o riff inicial e vai até o final, só interrompendo estrategicamente nas últimas frases de cada verso, para dar o devido destaque à letra que conclui os versos, e à participação de George harmonizando. 

Beep Beep Yeah

Beep Beep Yeah

Ô banda boa!!!

A canção não tem a guitarra base de John...

John também adicionou pandeiro!!!

Breve pandeiro de John

E é John quem apõe o  ótimo piano dos refrões. 

Entra o piano de John nos refrões  junto com cowbell de Ringo

 John é importantíssimo no vocal, fazendo a harmonia baixa com Paul, e interessante é que, nas 3 primeiras frases dos versos, ele varia as notas, com Paul no lead repetindo uma nota só,

Entra apenas vocal de John e Paul nas 3 primeiras frases

I told that girl that my prospects were good
And she said: Baby, it's understood
Working for peanuts is all very fine

Seguem assim na última frase só que agora com o auxílio de uma terceira voz, de George, numa 6ª constante!!!

Entra vocal isolado de George harmonizando na última frase

But I can show you a better time

Baby, you can drive my car

Yes, I'm gonna be a star

Baby, you can drive my car

And maybe I love you

e nos refrões, é Paul quem varia as notas na melodia, lá no alto, enquanto John mantém quase sempre uma nota só, no andar de baixo!

Entra vocal de Paul e John

Baby, you can drive my car
Yes, I'm gonna be a star
Baby, you can drive my car
And maybe I love you

E, na hora do 'Beep Beep mm Beep Yeah', 

Entra apenas vocal de Paul e John e George

 Beep beep'm, beep beep’m, yeah

George se une aos dois em harmonia tripla! Paul ficou muito feliz com a presença de George pois o som da harmonia tripla fazia realmente parecer com uma buzina!

Note que até o cowbel até para, para dar o devido destaque à presença de George na harmonia!

Ô banda boa!! 

Apesar do apelo do 'Beep Beep mm Beep Yeah', que poderia levantar multidões, como sempre levantavam os ‘Yeah Yeah Yeah’s, de She Loves You, Drive My Car nunca foi tocada ao vivo pelos Beatles.

Felizmente, Paul a tocou muito na carreira solo, mais de 300 vezes, e foi presença notável no famoso CD Paul Is Live, de 1993. O mais marcante feito de Drive My Car, na minha opinião, entretanto, é que ela foi escolhida pra ser uma de 4 canções que Paul tocou nos minutos mais bem pagos do mercado mundial, o intervalo do Super Bowl . o futebol americano. 

Foi em 2005. 

E ela abria a seção!!! As outras foram Get Back, Live And Let Die e, claro, Hey Jude.

Entra Drive My Car com Paul McCartney no Super Bowl em 2005

Bem, venham agora convencer Paul McCartney a ser motorista de uma garota!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Projeto By Homerix - Dirige Meu Carrão - OUÇA e LEIA

Este Projeto By Homerix não tem qualquer fim lucrativo. 

Tem caráter meramente lúdico.
Serve apenas ao intuito de mostrar que sempre é possível fazer versões fiéis das canções dos Beatles, com  métrica e rima adequadas ao efeito.
Os áudios aqui veiculados foram gravados e editados em ambiente amador por sobre instrumental extraído das canções originais.
Eles são destinados ao público leitor do Blog do Homerix, e NÃO DEVEM ser veiculados em qualquer ambiente público no Brasil.


Aqui minha versão de 

Drive My Car
(by Lennon & McCartney)

Lançada em Dezembro de 1965 em Londres
E em Março de 1966 no Brasil

  • Na letra, consegui perto de 95% de correspondência com a letra original, com as adaptações necessárias da métrica. 
  • Deixei pra lá os rumores de que havi cunho sexual no "dirige meu carro"!!!!
  • Adorei minhas soluções da "azaração", "gostei do tom" e "tá na mão"! 
  • Na música, não tive dificuldade de acompanhar o tom de Paul, e o baixo de John ficou mais ou menos!
  • Não há versões conhecidas de Drive My Car em português.

Clique no Play Verdinho para ouvir


 
E siga a versão logo abaixo

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"Drive My Car"… “Dirige Meu Carrão”

Asked a girl what she wanted to be… Perguntei o que queria ser
She said baby, "Can't you see?"… Ela disse, “Não pode ver?
I wanna be famous, a star of the screen… Vou ser famosa, atriz no telão
But you can do something in between"… Mas por agora, azaração!

Baby you can drive my car… Bem, dirige o meu carrão
Yes I'm gonna be a star… Sim eu vou ser sensação
Baby you can drive my car… Vem aqui no meu carrão
And maybe I'll love you…
Talvez eu te ame

I told the girl that my prospects were good… Disse que tenho prospectos bons
She said baby, "It's understood… Ela disse, “Gostei do tom!”
Working for peanuts is all very fine…
Trampar por nada não é tão ruim
But I can show you a better time"… Mas posso te dar  bom tempo, sim!

Baby you can drive my car… Bem, dirige o meu carrão
Yes I'm gonna be a star… Sim eu vou ser sensação
Baby you can drive my car… Vem aqui no meu carrão
And maybe I'll love you… Talvez eu te ame

Beep beep mm, beep beep yeah… Perguntei o que queria ser

Baby you can drive my car…
Bem, dirige o meu carrão
Yes I'm gonna be a star… Sim eu vou ser sensação
Baby you can drive my car… Vem aqui no meu carrão
And maybe I'll love you…
Talvez eu te ame

I told that girl I can start right away… Eu disse a ela, vai ser é pra já
And she said, "Listen baby I've got something to say… E ela me disse: tenho algo a falar
I got no car and it's breaking my heart… Não tenho carro, dói o coração
But I've found a driver and that's a start"…
Mas achei um piloto e tá na mão.

Baby you can drive my car… Bem, dirige o meu carrão
Yes I'm gonna be a star… Sim eu vou ser sensação
Baby you can drive my car… Vem aqui no meu carrão
And maybe I'll love you…
Talvez eu te ame

Beep beep mm beep beep yeah… Beep beep Fom Fom yeah
Beep beep mm beep beep yeah Beep beep Fom Fom yeah
Beep beep mm beep beep yeah… Beep beep Fom Fom yeah

Beep beep mm beep beep yeah (fade out) … Beep beep mm beep beep yeah


sábado, 29 de agosto de 2026

OUÇA e LEIA - Uma carta para Paul e Beatles 65


 

 The Beatles In My Life: Ser Beatlemaníaca

Este é o 11º programa mensal especial do Submarino Angolano, 
em que Virgínia Abreu de Paula nos conta 
sobre suas experiências com os Beatles. 

Ela tem hoje 78 anos e viveu Beatles na veia, 
e tem muita história pra contar!


 Clique no play verdinho... 


View on Vocaroo >>

e leia o que acontece aqui, abaixo !!

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Entra vinheta de The Beatles In My Life 

Virgínia Abreu de Paula, The Beatles in My Life

Queridos  ouvintes da  LAC. Eu aqui de volta  para  falar sobre Os  Beatles  na minha  vida.

Entra And I Love Her com The Beatles

Chegam  as férias de Julho. Lá vou  eu passar uns  dias  em Belo Horizonte, na casa da Dona  Moça,  avó de Leila Harrison. E   conhecerei  Mrs Greet.   Poderei  agradecê-la pessoalmente  por  ter   passado para o  inglês, minha primeira  carta para  Paul.  Como assim, carta para Paul? Ainda  falarei sobre isso nos mínimos detalhes.  Não é que  achei o endereço  de Paul numa revista Intervalo? Meu inglês não dava para  eu escrever uma carta. Leila resolve o problema  informando sobre  uma inglesa  que residia  com  sua  avó.  Ela  passaria  minha  carta para  o inglês. Eu julho,  a carta já tinha seguido, ainda  sem resposta. Agora,  vejam  me chegando no bairro São Lucas, entrando  numa  charmosa casa azul, E  quem  vem  me receber com  a  dona  da casa?  Ela. Mrs Great. 

Entra Murder,   she Said. Ron Good win e Orchestra

Nossa  que  emoção. Britânica típica,  lembrado  a atriz Margaret Rutherford,  devidamente reconhecida  como  Dame, pela  rainha.e  que  fez  a Miss Marple  de Agatha  Christie, no cinema. Chego  a ouvir o tema  do filme quando  a  vejo.Cabelos totalmente  brancos, rosto  cor  de rosa,  olhos azuis,  cachecol,   roupa  de  frio  xadrez! Se vestindo  como  se estivesse  em  Londres.

Fazia anos tinha vindo para o Brasil e se bem entendi, trabalhava no Consulado. Viuva. Olho  para  ela em êxtase, esnobando com  um  “How  do you do?” E ela.  –“Então você é a moça da carta para o Paul McCartney. Já respondeu? He will.  He is  an Englishman.”  Ela conversava  misturando inglês com  português o tempo todo. “Onde está o sugar?” “Vou contar uma  coisa: listen.”

Na  primeira  noite,  engata  conversa comigo, em inglês,  enquanto toma seu Whisky.   Eu ouvindo deliciada por estar  conversando com uma inglesa…que  não sabia bem ser inglesa ou escocesa. Tinha nascido  na fronteira dos dois países.  Entendo a palavra Scotland.   De vez em quando balanço a cabeça dizendo –“Yes, yes”. Ela prossegue…  –“horses… farm…rain…”  “Deve estar falando que tem cavalos na fazenda do seu “marida”, como falava, em Diamantina”, penso eu. De repente diz algo incompreensível que termina com a seguinte pergunta: — “Would  you like it?”   Se eu gostaria…De que mesmo? Respondo que sim, “Of course”.  Ela levanta e vem trazendo  jornais   “The Times” para mim.  Thank  you.

Entra V.I.P com Ron Good win e Orchestra

Vou dormir no sétimo céu. Tinha uma amiga inglesa! Chego a imaginar estar  na Inglaterra.  Dia seguinte, a ilusão se torna mais forte ao sentar na sala “lendo” o “The Times”. É quando  a ouço dizer que a hóspede sabia inglês muito bem. –“Conversamos muito ontem. Lovely girl”. Tenho de prender o riso.  Leila e Maria da Graça,minha prima que  também estava lá,  rolam  de rir  me vendo  toda séria falando “Oh  Yes!”  várias  vezes  ao  dia. Num dos bate papos consigo entender  quando ela diz:   

-“So you like The Beatles”  

-“Yes, I do.”  

-“They are from Liverpool. Good boys.”

 – “Oh, Yes”.  

Amigos,  eu  não  estava em  Belo  Horizonte.  “Estou  em  Londres”,  é  como sinto,  até andando pelas ruas,  pegando  ônibus.Uma  V.I.P,  gente  muito importante,  como  no filme  também  estrelado pela Dame  Margareth Rutherford,  cujo tema   rolava na  minha  cabeça   enquando eu sonhava  acordada.  

No sábado pela  manhã  compro o disco Beatles 65. 


Entra Rock And Roll Music com The Beatles

Que  Chuck Berry  me perdoe,  mas  The Beatles   deram uma  injeção de energia  na  sua  Rock n  Roll   Music. 

Eu ainda  não sabia que os discos brasileiros eram diferentes dos ingleses. Hoje sei que o original se chamava “Beatles For Sale” e a seleção musical não era exatamente igual.  Até a capa era  diferente e bem mais bonita que a escolhida pela Odeon.  Sem   radiola   na casa, teria  de esperar para ouvir o disco completo ao retornar. 

Porém,  Leila descobre um programa mostrando algumas das músicas novas.  Além  de Rock n Roll   music, tocam  muito   “8 days a Week”,  eu já até sabia cantar. Solto a voz.

Entra Eight Days A Week com The Beatles 

“Uhh I need your love, girl”… Mrs Graet entra no quarto nesse momento  trazendo para nós um Daikiri feito por ela. Era boa nos cocktails. E fica olhando para mim surpreendida, -

“You can sing in English too.” 

Eu me entusiasmo…

“8 days a week, I looooove you. 8 days a week, is not enough to show I care…"

Leila: – “Agora ela  vai achar que você domina o inglês. Não é justo. Você sabe tanto quanto eu... isto é... quase  nada.”

O rádio  anuncia outra  faixa  do disco  recém  lançado.  What  you’re doing?   Deliciosa.

Entra What You're Doing com The Beatles

E  tem  aquela gritada do jeito que Paul  gosta. Kansas City

Entra Kansas City com The Beatles

O que que é isso? Que   maravilha  de sons  de guitarras...

Entra Words of Love com The Beatles

"Ah, é  meu George",  diz  Leila.   

Words  of  Love.  

 Cai no gosto do  radialista, porque  a  repete  sempre,  inclusive perto na  hora da nossa despedida.

 Sim,  chega o dia  de vir  embora. Ouço ela  comentando  com Dona Moça,–

“Vou sentir falta dela.”. –” 

Eu fico algumas horas ensaiando uma despedida,  Encho  de coragem vou logo dizendo:   

“I will miss  you too. Thank you for translating my letter to English”. 

Não é que soube falar até direitinho? – 

“Not at all”, responde ela com um sorriso. Saio de lá  quase chorando… 

– “Good bye”.

Na mente,  sigo  cantando  a canção de Buddly  Holy tão lindamente   interpretada  pelos nossos queridos.

Mm, mm, mm, mm

Agradeço  a todos  por  me  ouvirem  mensalmente. Até  a próxima.

Já temos 11 episódios

  1. Como a Madrinha soube da existência dos Beatles clique aqui, 
  2. Quando ela ouviu The Beatles pela 1ª vez, clique aqui! 
  3. Como ela viu o primeiro compacto dos Beatles, clique aqui! 
  4. Como ela ouviu o 1º LP dos Beatles, clique aqui! 
  5. Quando ela comprou o 2º LP dos Beatles, clique aqui! 
  6. Um break: homenagem a George Martin, clique aqui! 
  7. Quando ela viu The Beatles na Telona clique aqui!
  8. Suas impressões sobre o disco A Hard Day's Night, clique aqui
  9. Como conheceu o 1º Compacto Duplo, clique aqui
  10. A Descoberta de This Boy, clique aqui
  11. Uma carta para Paul, este aqui

OUÇA e LEIA - Day Tripper em uma versão desconhecida- by Cláudio Teran


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 Day Tripper em uma versão desconhecida

 Entra A Hard day's Night com a Orquestra de George Martin   

Amigos e amigas do Submarino Angolano, Claudio Teran chegando para mais uma participação com as Beatles News, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do Brasil.

As novidades do mundo Beatle. Beatles em novidades na sua LAC FM. Vamos mergulhar

 Entra Get Back medley com John Lennon ao violão   

Começamos com a mais recente edição da revista Guitar Player, que entrevista o jornalista e escritor Eliott Mintz, amigo de longas datas de John Lennon & Yoko Ono. Ele confirma o que dissera em seu livro, John, Yoko & Eu. Paul McCartney e John Lennon se encontraram em 1978, conversaram e foram a uma pizzaria com as esposas.

Não há registro fotográfico. Paul e Linda foram recebidos por John & Yoko no Dakota, onde conversaram por várias horas. Depois decidiram ir a uma pizzaria chamada Elaine’s qu ficava nas proximidades do Dakota. O local tinha pouca gente, e eles não foram notados, embora fossem dois Beatles acompanhados das esposas.

A conversa girou em torno de temas diversos. Eliott Mintz presenciou tudo. Em dado momento Paul perguntou a John se ele tinha músicas novas. John disse não. E Paul respondeu que não vivia sem tocar e sem trabalhar em novas composições.

 Entra Silly Love Songs com Paul McCartney

 Entra HELP com Dolly Parton   

O mundo da música sentiu bastante a morte de uma de suas maiores estrelas. Dolly Parton morreu aos 80 anos. Cantora, compositora, empresária, atriz, filantropa, Dolly fez de tudo. Pelas redes sociais, Paul McCartney recordou encontros e momentos vividos com ela, e destacou não apenas seu extraordinário talento, mas também a generosidade. 

 Entra Imagine com Dolly Parton

Ringo Starr também lamentou a morte dela e dirigiu condolências à família. Ele e Paul participaram de uma das últimas gravações de Dolly Parton, a releitura de “Let It Be”. 

 Entra Dolly Pprton com Paul e Ringo e Ringo na bateria

Paul tocou baixo e cantou, enquanto Ringo recriou a bateria.

 Entra Boys com Ringo Starr e sua All Star Band

Falando em Ringo Starr, continua a promoção que vai levar fãs para assistir ao show da All-Starr Band que marca a volta de Ringo ao histórico Forest Hills Stadium, em Nova York. Para participar tem de entrar nas redes sociais de Ringo ou seguir direto para a página da Lotus Foundation. A promoção é aberta para o mundo inteiro. Está lá, dá tempo ainda!

O objetivo da promoção que inclui passagens, ingressos, hospedagem e acesso exclusivo para o show é ajudar a Lotus Foundation, instituição mantida por Ringo Starr que apoia projetos sociais, culturais e humanitários em diferentes partes do planeta.

Ringo tocou com os Beatles no Forest Hills em 1964, durante a explosão da Beatlemania nos EUA. Na época a EMI sondou gravar a apresentação ao vivo, mas desistiu.

 Entra You Like Me Too Much instrumental com Teh Beatles

E continua em pleno andamento o projeto da cinebiografia dos Beatles, dirigido por Sam Mendes. Como todos sabem, o plano original prevê quatro filmes, cada um contando a trajetória dos Beatles a partir do ponto de vista de um integrante.

O roteiro prevê que as quatro histórias se cruzem para formar uma grande narrativa sobre o maior grupo da história da música popular. O projeto tem por objetivo reapresentar os Beatles para seu público e também para as novas gerações.

Nesta semana surgiram rumores de que os filmes, com estreia prevista para 2028, poderão ter um destino ainda mais ambicioso depois de sua passagem pelos cinemas: a Netflix. A possibilidade de uma negociação envolvendo a plataforma de streaming aumentaria enormemente o alcance mundial do projeto.

Caso a negociação seja confirmada, o streaming poderá representar uma segunda etapa dessa experiência, levando a história dos Beatles simultaneamente para milhões de casas em todo o planeta. Por enquanto, a negociação é um boato.

Por outro lado, a tecnologia continua devolvendo imagens que pareciam perdidas para sempre.

 Entra Cant't Buy Me Love com The Beatles ao vivo   

 Apareceu nesta semana no You Tube uma versão restaurada da participação dos Beatles, em 1964, no programa britânico Top of the Pops.

O filme completo apresenta dois takes de “You Can’t Do That” e uma performance de “Can’t Buy Me Love”. Como era comum nos programas de televisão da época, os Beatles fazem playback. Mas isso não diminui em nada o valor histórico das imagens.

John, Paul, George e Ringo aparecem jovens, descontraídos, brincando com as câmeras e vivendo aquele momento extraordinário em que deixavam de ser apenas quatro rapazes de Liverpool para se transformar num fenômeno mundial.

Também circula um vídeo mostrando o trabalho técnico realizado para recuperar as imagens. Limpeza de sujeiras. Correção de defeitos. Estabilização. Aumento da definição foram alguns dos serviços feitos para resgatar este filme dado por perdido.

 Entra Rock and Roll Musica com The Beatles ao vivo   

Há 60 anos, os Beatles encerravam definitivamente suas atividades como banda de shows. O último concerto da derradeira turnê aconteceu no dia 29 de agosto de 1966, no Candlestick Park, em San Francisco. O estádio não existe mais. Foi demolido em 2010 e hoje virou um complexo esportivo moderno, o Monsters Stadium.

Quando subiram ao palco na noite gelada os Beatles sabiam que estavam no fim de uma era. 

 Entra Nowhere Man com The Beatles ao vivo   

Paul McCartney chegou a comentar que, nos bastidores, havia uma espécie de acordo silencioso. Ninguém anunciaria oficialmente. Outra providência de Paul foi pedir ao assessor de imprensa, Tony Barrow, que gravasse a apresentação em uma fita cassete. O conteúdo circula há anos no You Tube e com colecionadores.

Os Beatles estavam cansados da loucura das turnês e da precariedade de tocar ao vivo em 1966. George Harrison reclamava, com razão, que ninguém ouvia nada. Isso era um consenso entre eles. O som do público era bem mais alto que os amplificadores dos Beatles. Sessenta anos se passaram, e depois das turnês os Beatles entrariam em uma surpreendente nova etapa.

Novas etapas para ouvir coisas que a gente nunca imaginou que existissem

 Entra Day Tripper em take alternativo   

E para terminar, a grande novidade da semana. A gravação de “Day Tripper” registrada durante uma passagem de som nos estúdios Abbey Road. 

A música estava em construção, e o que ouvimos é John Lennon & Paul McCartney trabalhando em uma versão inacabada, enquanto cantam e se acompanham aos violões... SENSACIONAL


sábado, 22 de agosto de 2026

OUÇA e LEIA - O Acordo dos Beatles com a UMG- by Cláudio Teran


É Cláudio Teran quem comanda a Beatles News!!


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 O Acordo dos Beatles com a UMG

 Entra A Hard day's Night com a Orquestra de George Martin  

Alô amigos e amigas, Cláudio Teran chegando, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do Brasil para mais uma edição das Beatles News no Submarino Angolano.

Beatles em novidades. Beatles ao cair da tarde, nas ondas da sua LAC FM.

 Entra Drive My Car instrumental com The Beatles 

Os Beatles continuam sendo uma das marcas mais valiosas, influentes e desejadas da história da música, o que não é novidade. Mas, agora em que estamos às vésperas de um novo capítulo cinematográfico, a Apple Corps acaba de dar um passo importante para ampliar ainda mais o universo comercial do quarteto de Liverpool.

A empresa responsável pelos interesses dos Beatles firmou uma parceria abrangente de licenciamento e merchandising com o Universal Music Group, a UMG. Mas, afinal, o que isso significa na prática? É um negócio que envolve cifras milionárias.

O acordo vai muito além do lançamento de discos ou da distribuição das músicas dos Beatles. A parceria envolve a criação, o licenciamento e a comercialização de produtos físicos e digitais ligados ao grupo. A Universal estará à frente de tudo.

 Entra You Can't Do That ao vivo com The Beatles 

Isso pode significar uma nova geração de camisetas, livros, pôsteres, colecionáveis, objetos de decoração, produtos especiais, experiências digitais e outras iniciativas oficiais associadas ao universo dos Beatles no mundo inteiro.

E há também um ponto fundamental: o comércio eletrônico. Ou seja, a estrutura da Universal poderá ajudar a ampliar a presença oficial dos produtos dos Beatles nas plataformas digitais e no mercado internacional.

 Entra Revolution Nº1 instrumental com The Beatles 

O momento da parceria não é por acaso.

Ela acontece enquanto cresce a expectativa em torno da ambiciosa série de quatro filmes biográficos dirigidos por Sam Mendes. Cada filme deverá contar a história dos Beatles a partir da perspectiva de um de seus integrantes: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Tom Greene o novo CEO da Apple comanda projetos como esse e foi ele que assinou o contrato com a Universal.

A expectativa é que esses filmes provoquem uma nova onda de interesse mundial pelo grupo. O intento é que os filmes tanto mantenham o interesse dos fãs raiz como contribuam para ganhar o público jovem que ainda vai conhecer a banda.

E é justamente aí que entra a importância do acordo com a UMG.

Quando os filmes chegarem ao público, milhões de pessoas — inclusive uma nova geração que talvez esteja descobrindo os Beatles pela primeira vez — deverão procurar não apenas as músicas, mas também produtos, experiências e conteúdos relacionados, e quem terá os produtos disponíveis? A Universal. A parceria cria, portanto, uma estrutura comercial capaz de acompanhar esse novo momento.

 Entra I Want To Tell You com The Beatles 

É importante destacar que não se trata simplesmente de “vender mais camisetas dos Beatles”. O acordo representa uma estratégia para organizar e expandir a presença da marca Beatles num momento em que o grupo se prepara para voltar ao centro da cultura pop mundial. A aposta nos filmes e no museu dos Beatles faz parte dessa estratégia que bem poderia se chamar, The Beatles Século 21.

Nas últimas duas semanas imagens da recriação da travessia dos Beatles em Abbey Road com os atores principais, ganharam manchetes no mundo todo. Então os filmes de Sam Mendes podem funcionar, sim, como uma enorme porta de entrada para novos fãs.

 Entra Got To Get You In My Life take alternativo com The Beatles 

E, a partir daí, todo o universo dos Beatles poderá ganhar novo impulso: discos, edições especiais, produtos licenciados, conteúdos digitais e colecionáveis. E tudo isso não deixa de ser notável, mais de meio século depois do fim do grupo.

 Sua música continua sendo descoberta, reinterpretada e consumida em diferentes formatos. E todas as semanas estamos aqui falando das novidades do mundo Beatle, apesar de todos esses anos.  Agora, com a força dessa parceria comercial gigante com a Universal, o que vem aí é uma verdadeira revitalização global da marca Beatles.

 Entra Mystical One com George Harrison

Para fechar a participação de hoje, um pouquinho de George Harrison. Para comemorar os 60 anos do show dos Beatles no Japão, em 1966 e os 35 anos da turnê do George por aquele país em 1991, o espólio de George teve uma ideia. Relançar de novo, mais uma vez, outra vez, toda a discografia oficial dele, sem sequer umas faixas bônus.

De acordo com a estratégia adotada pela famílias, os discos virão no formato SHM, que tem uma qualidade sonora superior. E todos os álbuns retornam em formado de mini LP com capas duplas. Então até os discos que não saíram com capas duplas originais ressurgirão agora assim. São 13 álbuns, de All Things Must Pass aos dois com a banda Traveling Wilburys.

 Entra The Devil and The Deep Blue Sea com George Harrison

Do falecimento de George Harrison até aqui, esses álbuns receberam relançamentos persistentes, em mais de seis ocasiões. E isso deixa no ar uma interrogação: ou a família Harrison tem pouca coisa inédita nos arquivos, ou realmente o plano por ora é não lançar nada novo... 

OUÇA e LEIA - A porta original da Apple volta ao seu lugar - by Cláudio Teran

É Cláudio Teran quem comanda a Beatles News!! Clique no Play Verdinho para ouvir View on Vocaroo >>   E leia a seguir! _______________...