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quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Minha 007mania!!

ENCONTREI em meus alfarrábios 
o 2º telegrama mais importante de minha vida!











__________________________


Minha atração por 007 foi desenvolvida na década de 1970, quando cheguei à idade  que me permitia entrar nos cinemas para ver os filmes de James Bond, já àquela altura, comandados por Roger Moore. Com o advento do video-cassete, pude recuperar o tempo perdido e assistir aos filmes capitanedos por Sean Connery, na década de 1960. Li alguns livros, colecionei artigos, enfim sou um conhecedor de 007 acima da média.

         Bom, e essa mania me rendeu frutos!

         Fui agraciado em Março de 1998 com o 1º lugar do concurso de âmbito nacional "007 por um dia", promovido pelo canal Telecine da Net-Rio. Não deu pra acreditar quando recebi o telegrama (antigo, não?).

         O pedido era fazer uma frase com, no máximo, 5 linhas, respondendo à pergunta:

         "O que você faria se fosse 007 por um dia?"

         Ganhei com esta frase:
_________
1
Após a conclusão de mais uma missão, à saída da sala de "M", sem pronunciar palavra, sapecaria um beijo em Moneypenny. Iria ao laboratório de "Q" para entregar-lhe as chaves do BMW especial intacto, sem um arranhão. Despentearia o cabelo, jogaria o terno fora, me disfarçaria com o chapéu de Oddjob, a dentadura de Jaws, pegava o primeiro jato para o Rio com o gatinho de Blofeld no colo, para participar como destaque do desfile da Mangueira com o enredo: 
"007 07 08   .....  Tá na hora de molhar o biscoito".


       Em tempo, para os não aficionados, cabe esclarecimento:
  • Oddjob é o capanga coreano do chapéu cortante do vilão Goldfinger em Goldfinger, de 1964;
  • Jaws é o capanga gigante dos vilões Stromberg em The Spy Who Loved Me, de 1977 e Hugo Drax em Moonraker, de 1979;
  • Blofeld é o inimigo mor da maioria dos filmes estrelados por Sean Connery, que sempre aparecia acariciando um lindo gatinho branco
  • M é o chefe de 007;
  • Moneypenny é a secretaria de M, que nunca levou um beijo de 007 apesar de sempre o desejar, porém nunca o admitir;
  • Q é o cérebro do Serviço Secreto, the gadget provider, que, apesar de sempre recomendar ao contrário, sempre recebeu apenas os restos mortais dos carros especiais que preparava para 007.
  • Nunca se viu 007 despenteado e sem um impecável terno de Savile Row (claro, em ambiente social!)

         Mandei também as outras 3 frases abaixo, que não foram selecionadas, apesar de eu gostar muito delas:

2
Jogaria o celular na lata do lixo para evitar o chamado de "M". Convidaria minha primeira namorada, a única que amo de  verdade e que ainda me espera, para almoçar no restaurante do nosso antigo bairro. Passearíamos à beira do mar a tarde toda. À noite, iríamos a um parque de diversões para andar de roda gigante e comer algodão doce. Passaríamos a noite juntos, ao luar, trocando carícias e juras de amor eterno. Pela manhã, a levaria para casa. Seria um verdadeiro sonho, voltar a ser um homem comum!

3
Utilizando a última invenção de  "Q", devidamente autorizado por Sua Majestade, me teleportaria ao palácio de Saddam Hussein, e usaria nele,  minha permissão para matar. Pela manhã, faria  o mesmo com todos os outros ditadores do mundo. Durante a tarde, iria aos maiores milionários do planeta e os faria ceder metade de suas fortunas para diminuir a fome nos países pobres. À noite, iluminaria as mentes dos pesquisadores que encontrariam, finalmente, a cura para o câncer, AIDS e todas as  doenças da Terra.

4
Se eu estivesse na pele de George Lazenby, iria aos laboratórios de "Q", faria com que me dessem a beleza de Pierce Brosnan, a classe de Sean Connery, o humor de Roger Moore e a frieza de Timothy Dalton. Traria Lois Maxwell, manteria seu fino humor inglês,  faria com que lhe dessem o corpo de Ursula Andress, a beleza de Barbara Bach, a liderança de Maud Adams, a delicadeza de Shirley Eaton e a agilidade de Michelle Yeoh. Nos apresentaríamos, então, a "M", para nossa primeira missão juntos.


         Em tempo para entender esses nomes todos...:
  1. George Lazenby fez o papel de James Bond em apenas um filme da série oficial, o On Her Majesty's Secret Service, de 1969, pois Sean Connery, o primeiro, estava cansado do papel, após 5 filmes. O filme de Lazenby, que era muito bom, foi um relativo fracasso de público, muito devido à canastrice do digníssimo intérprete, que, aliás, nem ator era. Logo depois, Sean Connery foi chamado de volta, a peso de ouro, para fazer seu 6º filme Diamonds are Forever, em 1971.
  2. Lois Maxwell é a atriz que interpretou Moneypenny em 14 dos filmes oficiais e é adoradísssima pelos bondmaníacos. 
  3. As demais beldades citadas são Bond Girls que interpretaram papéis marcantes nos filmes oficiais.



_______________

         Não deu pra acreditar também quando recebi, em casa, uma semana depois do telegrama, pelo correio, uma caixa de mais ou menos 50 cm x 50 cm x 50 cm recheada com os prêmios abaixo:
        
1.       Relógio Omega Seamaster; o mesmo usado por James Bond;
2.       Aparelho de Telefone Celular Ericson;
3.       Coleção VHS com os 17 filmes oficiais 007  (naquele ano) mais 2 Bonus.
4.       Maleta Samsonite 007 Tomorrow Never Dies;
5.       Miniatura BMW;
6.       Miniatura Moto BMW;
7.       Mini calculadora 007 e outros badulaques;
8.       Jaqueta 007 Tomorrow Never Dies;
9.       Boné 007 Tomorrow Never Dies; 
10.      10 Bottoms 007 Tomorrow Never Dies;

     O 2º colocado ganhou todos os acima, MENOS, o relógio; o 3º ganhou todos MENOS o relógio, MENOS o celular, e assim por diante.

         E eu, além dos prêmios, a imensa satisfação deste sucesso particular, que guardarei para toda a vida.
        E olha que eu não bebo Martini, nem batido, muito menos misturado.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Beat Bond Trek

Perguntam-me se tenho algum hobby .... Não chamaria assim, mas tenho um prazer externo ao trabalho: escrever. E, mais recentemente, este blog, que enche minhas medidas de satisfação e trabalho noturno.

         Três fenômenos de mídia viraram manias pessoais.

         A primeira mania começou em 64. Eu tinha 6 anos e meu irmão, bem mais velho, me levou a uma loja de discos numa galeria perto de casa e pediu que eu escolhesse qualquer Long Play (lembram?), para me dar de presente. Escolhi pela capa, um LP com vários jovens fazendo variadas caretas, sobre um fundo vermelho  ... o nome do LP era: "Os Reis do Iê Iê Iê" .... o nome da banda era: "The Beatles". A música, todos sabem, era contagiante ... e me pegou para sempre. Comprei todos os seus discos e fiquei profundamente arrasado quando eles se separaram. Abandonei um pouco a paixão, até acompanhei a carreira solo deles, porém sem o mesmo entusiasmo. Vieram a faculdade, o início da carreira, o casamento, os filhos. Quando me estabilizei de novo, comprei os CDs, recuperei a paixão, comecei a ler sobre os rapazes (não falta material para isto) e escrevi alguns artigos, que compartilhei com amigos e colegas de trabalho.

         A segunda mania começou na TV e acabou nos cinemas: Jornada nas Estrelas, o seriado que imortalizou o Catitão Kirk e o Dr.Spock. Foram 3 temporadas na TV (de 1967 a 1969), em que ficava grudado toda segunda, às 7 da noite ... só depois ia jantar. A série acabou, vieram as reprises e, em 79, os filmes na telona. Não chego a ser um expert, mas li alguns livros interessantes. Live Long and Prosper!
        
        A terceira mania foi desenvolvida na década de 70, quando cheguei à idade  que me permitia entrar nos cinemas para ver os filmes de James Bond, já àquela altura, comandados por Roger Moore. Com o advento do video-cassete, pude recuperar o tempo perdido e assistir aos filmes capitanedos por Sean Connery, na década de 60. Li alguns livros, colecionei artigos, enfim sou um conhecedor de 007 acima da média.

         Bom, pelo menos uma dessas manias me rendeu frutos!

         Fui agraciado em Maio de 1998 com o 1º lugar do concurso de âmbito nacional "007 por um dia", promovido pelo canal Telecine da Net-Rio. Não deu pra acreditar quando recebi o telegrama (antigo, não?).

         O pedido era fazer uma frase com, no máximo, 5 linhas, respondendo à pergunta:
         "O que você faria se fosse 007 por um dia?"

         Ganhei com esta frase:
_________
1
Após a conclusão de mais uma missão, à saída da sala de "M", sem pronunciar palavra, sapecaria um beijo em Moneypenny. Iria ao laboratório de "Q" para entregar-lhe as chaves do BMW especial intacto, sem um arranhão. Despentearia o cabelo, jogaria o terno fora, me disfarçaria com o chapéu de Oddjob, a dentadura de Jaws, pegava o primeiro jato para o Rio com o gatinho de Blofeld no colo, para participar como destaque do desfile da Mangueira com o enredo: "007 07 08   .....  Tá na hora de molhar o biscoito".


       Em tempo, para os não aficionados, cabe esclarecimento:
  • Oddjob é o capanga coreano do chapéu cortante do vilão Goldfinger em Goldfinger, de 1964;
  • Jaws é o capanga gigante dos vilões Stromberg em The Spy Who Loved Me, de 1977 e Hugo Drax em Moonraker, de 1979;
  • Blofeld é o inimigo mor da maioria dos filmes estrelados por Sean Connery, que sempre aparecia acariciando um lindo gatinho branco
  • M é o chefe de 007;
  • Moneypenny é a secretaria de M, que nunca levou um beijo de 007 apesar de sempre o desejar, porém nunca o admitir;
  • Q é o cérebro do Serviço Secreto, the gadget provider, que, apesar de sempre recomendar ao contrário, sempre recebeu apenas os restos mortais dos carros especiais que preparava para 007.
  • Nunca se viu 007 despenteado e sem um impecável terno de Savile Row (claro, em ambiente social!)

         Mandei também as outras 3 frases abaixo, que não foram selecionadas, apesar de eu gostar muito delas:

2
Jogaria o celular na lata do lixo para evitar o chamado de "M". Convidaria minha primeira namorada, a única que amo de  verdade e que ainda me espera, para almoçar no restaurante do nosso antigo bairro. Passearíamos à beira do mar a tarde toda. À noite, iríamos a um parque de diversões para andar de roda gigante e comer algodão doce. Passaríamos a noite juntos, ao luar, trocando carícias e juras de amor eterno. Pela manhã, a levaria para casa. Seria um verdadeiro sonho, voltar a ser um homem comum!

3
Utilizando a última invenção de  "Q", devidamente autorizado por Sua Majestade, me teleportaria ao palácio de Saddam Hussein, e usaria nele,  minha permissão para matar. Pela manhã, faria  o mesmo com todos os outros ditadores do mundo. Durante a tarde, iria aos maiores milionários do planeta e os faria ceder metade de suas fortunas para diminuir a fome nos países pobres. À noite, iluminaria as mentes dos pesquisadores que encontrariam, finalmente, a cura para o câncer, AIDS e todas as  doenças da Terra.

4
Se eu estivesse na pele de George Lazenby, iria aos laboratórios de "Q", faria com que me dessem a beleza de Pierce Brosnan, a classe de Sean Connery, o humor de Roger Moore e a frieza de Timothy Dalton. Traria Lois Maxwell, manteria seu fino humor inglês,  faria com que lhe dessem o corpo de Ursula Andress, a beleza de Barbara Bach, a liderança de Maud Adams, a delicadeza de Shirley Eaton e a agilidade de Michelle Yeoh. Nos apresentaríamos, então, a "M", para nossa primeira missão juntos.


         Em tempo:
  1. George Lazenby fez o papel de James Bond em apenas um filme da série oficial, o On Her Majesty's Secret Service, de 1969, pois Sean Connery, o primeiro, estava cansado do papel, após 5 filmes. O filme de Lazenby, que era muito bom, foi um relativo fracasso de público, muito devido à canastrice do digníssimo intérprete, que, aliás, nem ator era. Logo depois, Sean Connery foi chamado de volta, a peso de ouro, para fazer seu 6º filme Diamonds are Forever, em 1971.
  2. Lois Maxwell é a atriz que interpretou Moneypenny em 14 dos filmes oficiais e é adoradísssima pelos bondmaníacos. 
  3. As demais beldades citadas são Bond Girls que interpretaram papéis marcantes nos filmes oficiais.

_______________

         Não deu pra acreditar também quando recebi, em casa, uma semana depois do telegrama, pelo correio, uma caixa de mais ou menos 50 cm x 50 cm x 50 cm recheada com os prêmios abaixo:
        
1.       Relógio Omega Seamaster; o mesmo usado por James Bond;
2.       Aparelho de Telefone Celular Ericson;
3.       Coleção VHS com os 17 filmes oficiais 007  (naquele ano) mais 2 Bonus.
4.       Maleta Samsonite 007 Tomorrow Never Dies;
5.       Miniatura BMW;
6.       Miniatura Moto BMW;
7.       Mini calculadora 007 e outros badulaques;
8.       Jaqueta 007 Tomorrow Never Dies;
9.       Boné 007 Tomorrow Never Dies; 
10.      10 Bottoms 007 Tomorrow Never Dies;

         O segundo colocado ganhou todos os acima, MENOS, o relógio; o terceiro ganhou todos MENOS o relógio, MENOS o celular, e assim por diante.

         E eu, além dos prêmios, a imensa satisfação deste sucesso particular, que guardarei para toda a vida.
         E olha que eu não bebo Martini, nem batido, muito menos misturado.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

007 Contra Spectre


 
Eu vi ‘007 contra Spectre’ (Bond 24) logo no primeiro dia e saí muuuito satisfeito. Ri muito e me arrepiei, como esperava. Entretanto, para chegar à análise do que eu vi, permitam-me introduzir aos menos fanáticos um pouco do que foi a carreira de Daniel Craig na pele de James Bond.
 
O primeiro foi ‘007– Casino Royale’ (Bond 21), que veio pra chacoalhar a franquia mais famosa da história do cinema. Primeiro, porque o 6º ator a encarnar o agente mais famoso da história era um cara loiro (os demais eram morenos), baixo (os demais tinham no mínimo 6 centímetros a mais) e orelhudo(os demais não eram...). Depois, que assumindo a necessidade de um reboot na franquia,
1.    Simplesmaente dispensaram Q, o distribuidor de ferramentas espetaculares, e Eve Moneypenny, a secretária insinuante
2.    O roteiro não tinha nenhum vilão megalomaníaco querendo dominar o mundo, que recebia o herói em suas espetaculares instalações do mal
3.    E nem um terrível capanga que o perseguia ao longo do filme todo.
4.    Além disso, a arma que carregava não era uma Walther PPK, e o drink que gostava não era um Martini ‘stirred not shaken’.
5.    E a frase mais famosa do cinema? Quase que não fala!!! Só na última cena, quando nós, os fãs, apesar de maravilhados com o que acabáramos de assistir e aprovar, e mesmo já perdoando tudo aquilo que não vimos, acharíamos imperdoável que Casino Royale fosse o primeiro filme em que não ouviríamos ‘Bond, James Bond’. E ela veio, da maneira mais genial possível: Daniel Craig era James Bond.
O segundo filme de Craig, ‘007 - Quantum of Solace’ (Bond 22), foi ainda na mesma linha, mas muito menos brilhante, ainda sem Q e Moneypenny, mas o elenco era fraco, e o vilão, sinceramente, nem me lembro dele. A favor, o levantamento do tema da falta de água no mundo!!
O terceiro, ‘007 Operação Skyfall’ (Bond 23), foi um verdadeiro arraso, voltaram com os dois colaboradores tradicionais, Q bem jovem (Ben Whishaw), na linha ‘nerd’, e Moneypenny (Naomi Harris) em ação no começo, mas logo recolhida ao escritório. Ponto altíssimo do filme foi o vilão Silva, magistralmente interpretado por Javier Barden, mas seu desejo era ‘apenas’ vingança contra M, a chefona de 007, a sempre brilhante Judy Dench que, lamentavelmente, morre no final. O advérbio está aí apenas por pena de não a vermos mais atuando, mas foi fundamental. Seria muito triste que a atriz desaparecesse deste plano entre um filme e outro, no meio das filmagens do filme seguinte. Foi bom que ela pôde descansar no Best Exotic Marigold Hotel (pena que poucos entenderão esta minha piadinha...)
E aí veio Bond 24, com grande expectativa, pois retornava à franquia a organização criminosa que dá nome ao filme, que não víamos como inimigo principal desde ‘007 – Os Diamantes São Eternos’ (Bond 7), lá de 1971, e porque como vilão principal escalaram ninguém menos que Cristophe Waltz, o magistral ator austríaco descoberto por Tarantino em ‘Bastardos Inglórios’ e confirmado em ‘Django Livre’. Contribuindo para a expectativa, a manutenção de Sam Mendes na direção, após um magistral trabalho no Bond 23. As homenagens foram muitas, a gente ia percebendo. Está tudo de volta, o grande vilão, o grande capanga, e até o grande o plot megalomaníaco de dominar o mundo, desta vez através do controle da informação. Atualíssimo, posto que na semana anterior discutia-se o tema no próprio Parlamento Inglês, com direito a protestos de vários setores da sociedade!!
ATENÇÃO!! Aqui eu começo a falar sobre Bond 24 e eu recomendo: após este ponto, quem acha que spoiler estraga filme, pare por aqui e volte depois, pois não resisti e relato várias cenas e alguns detalhes.
Vou te dizer, se por acaso eu tivesse um piripaque logo após a cena inicial eu posso lhes garantir que haveria morrido feliz. Que perfeição!! Plano-seqüência da melhor qualidade, uma tomada só, de 5 minutos sem sair de cima!! Cidade do México, Dia dos Mortos, parada na Zócalo, gente mascarada, lembrando muito ‘007 Viva e Deixe Morrer’ (Bond 8), que se passou em Nova Orleans. Câmera em um dos mascarados acompanhado de uma morena linda (a mexicana Stephanie Sigman), câmera não sai dele, ele entra em hotel, sobe em elevador, entra no quarto, tira a máscara, pega a arma e a cena segue, magnífica, sem cortes até a perseguição em meio a milhares de figurantes, e depois ... bem, venha ver!! Arrebatadora!! Só ela já vale o ingresso!
Mas veio mais!!
 
Pra começar, a surpreendente e última (será?) aparição de um personagem querido, justificando o ato mexicano de Bond e também o resto do filme, e à revelia da nova ordem que se instalava, que dispensava os agentes 00 (dâbolou como eles dizem), que têm permissão para matar, ora, ora, o que é que eles pensam... O filme começa realmente numa Londres pós-atentado à MI-6, a agência de espionagem britânica e portanto, Bond apresenta-se ao novo M (Ralph Fiennes, introduzido em Skyfall) na nova sede, um verdadeiro buraco, em um momento em que o posto do chefe está ameaçado por um almofadinha atrevido da MI-5, que agora comandaria a fusão. E aí entra o nerd Q, com ótimas falas, mostrando o novo bólido, um Aston Martin não destinado a ele, entregando-lhe como compensação seu novo relógio Omega, que apenas marca as horas  ... duvido!



E ainda mais, na Itália, com a deslumbrante presença da mais velha Bond Girl da história, a cinquentona e linda Monica Bellucci, pena que aparece tão pouco. Ela dá a dica para Bond comparecer à reunião da Spectre, e então chega a tão sonhada aparição do vilão Ubermeyer, marcante e surpreendente, vem o enfrentamento com Mickey Mouse (só vendo pra entender!), e o ritmo segue alucinante, numa perseguição pela Roma milenar, com o novo Aston Martin super-equipado, mas com nem tudo funcionando. Note as teclas de acionamento idênticas às do Aston Martin de ‘007 Contra Goldfinger’ (Bond 3), lá de 1963. E o assento ejetor, desta vez com outro objetivo!!!!


A coisa esfria, mas só na temperatura, a dos Alpes austríacos, onde Bond encontra seu mais recorrente inimigo, desde Casino Royale, um Mr. White terminal, com quem trava um espetacular diálogo, em cena mais que marcante, e que o leva a conhecer Madeleine Swann, num spa nevado que lembra muito o cenário suíço de ‘007 A Serviço de Sua Majestade’ (Bond 6), lá de 1968.
Próxima etapa, Tanger, em Marrocos, uma casa abandonada cheia de segredos, e habitada por um ratinho que faz Bond proferir duas das melhores falas do filme, aliás, mais uma reminiscência, afinal não a primeira vez que ele trava um monólogo com um rato (ver Bond 7); em seguida, um trem... e assim que ele aparece, singrando o deserto, você, como fã emérito, se lembra imediatamente de ‘Moscou contra 007’ (Bond 2), lá de 1963, e, bingo!! Uma bela hora, aparece o capanga Mr. Nynx (o gigante Dave Bautista), só um pouco menor que o inesquecível Jaws (Bond 11 e Bond 12), e Bond trava com ele uma briga espetacular como a que Sean Connery travou com Robert Shaw, na pele de Red Grant, uma das mais antológicas cenas da franquia.  
Nesse trem, um pouco antes da briga aparece a cena que justifica a presença de Lea Seydoux como Bond Girl. A atriz, que já havia sido a bandida de Missão Impossível IV, diz ao que veio ao adentrar o vagão restaurante num estonteante longo azul, talvez referência ao seu filme ‘Azul é a Cor Mais Quente’, pelo qual ganhou vários prêmios. E, claro, também ao ajudar o agente num momento sinistro. Tudo isso antes de consumar seu papel de Girl de Bond....
Ao desembarcarem, literalmente no meio do nada, a revelação de um mistério de 50 anos de franquia: ficamos sabendo de onde vêm os diversos trajes que Bond veste, que aparentemente apareciam do nada!! James Bond usa mala!!! A cena dele e de Madeleine assistindo à partida do trem, cada um ao lado de sua malinha entra para a história do cinema!!!!
E no meio do nada aparece a condução, um Rolls Royce, que os levará, finalmente à imensa base secreta da Spectre, como estávamos saudosos de ver, e os entrega à magistral presença de Ubermeyer, revela ser na verdade Ernst Stavros Blofeld. E vemos o seu famoso gato branco que apareceu nos Bond 2, 4, 5, 6, 7 e 12, impressionante como ele não envelhece.... Na linha do ‘Eu vou te contar tudo, já que você vai morrer, hahahahah!’, (quer dizer, felizemente não tem essa risada), Blofeld conta que ele é a prigem de todo o mal que atingiu Bond nos últimos anos, afinal Le Chiffre (Bond 21), Dominic Greene (Bond 22) e Raoul Silva (Bond 23) eram seus comandados, em última análise. Afora isso, uma relação ente os dois, herói e vilão, jamais pensada, é revelada. A cena de tortura que se segue é realmente torturante, mas aí se descobre a real capacidade de seu novo Omega. E a excelente pontaria de 007!
Depois, de volta a Londres para desmascarar C, as in ------ (NÃO CAPTEI!), evitar a submissão do mundo à Spectre, salvar Madeleine mais uma vez, fazer mais uma perseguição espetacular e, pronto, deixar a deixa para o próximo filme.
E deixar a grande dúvida: continuará Daniel Craig no papel? Dizem que assinou um contrato para dois filmes, sendo ‘007 Contra Spectre’ o primeiro, pela bagatela de £ 31 mm, mais ou menos R$ 180 milhões, cotação de hoje. E eu sinceramente espero que volte, afinal espero ver mais do relacionamento de Bond com Blofeld, que eu achei que não foi bem explorado aqui, acho que Waltz pode entregar mais no Bond 25. Isso tira meio ponto da nota final.
E o ponto mais fraco para mim, que ajuda muuutio o meio ponto que o filme  perde foi a música-tema. Fraquíssima uma verdadeira ducha de água fria, ainda mais se comparada com a penúltima, brilhantemente composta e interpretada por Adele, em Skyfall, que tinha o clima da franquia e ganhou até Oscar! Não vou nem dizer o compositor e o intérprete desta última pois quero esquecer.

Então é isso!
007 Casino Royale: Nota 10,0
007 Quantum of Solace: Nota 8,0
007 Skyfall: Nota 9,5
007 Spectre: Nota 9,5
Em suma, não deixe de ir ao cinema
para ver o último James Bond!!!







sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Minha 007Mania - O Prêmio - O Rap


Acima, o Rap
Abaixo, a letra
____________________________________

Olhaí, gente!!!

Eu vou contar uma história pra vocês

o que foi que aconteceu comigo, certa vez:

um concurso nacional me perguntou,

na real, o que eu faria,

se eu fosse  007 por um dia?

Se eu fosse  007 por um dia?

Olha só o que eu faria...

Olhaí, gente!!!

Após a conclusão de mais uma missão, 

à saída da sala de "M",

sem pronunciar palavra, eu sapecaria 

um beijo na querida Moneypenny.

E ao Q, no laboratório … 

entregaria as  chaves do BMW

Especial…  intacto, … sem um arranhão.

E depois? E depois?

Despentearia o cabelo, jogaria o terno fora,

me disfarçaria … 

com o chapéu de Oddjob, a dentadura de Jaws,

pegava um jatinho para o Rio

com o gatinho de Blofeld no colo,

para participar como destaque ….  

do desfile da Mangueira com o enredo:  

Olhaí, gente!!!

"007 07 08   .....  Tá na hora de molhar o biscoito".

É de graça,  precisa nem de PIX!!

Está tudo lá no Blog do Homerix!!

"007 07 08   .....  Tá na hora de molhar o biscoito".

É de graça,  precisa nem de PIX!!

Está tudo lá no Blog do Homerix!!

 

Que legal.... foi-o-meu-carnaval!

 

Um mês depois, recebi um telegrama

Quando li caí de costas  na cama

Fui o primeiro colocado em nível nacional

Ó só que coisa legal

 

Ganhei foi muito prêmio, difícil acreditar!

Dentre eles, meu primeiro celular!

Ainda não tinha nem virado o milênio.

Até chegou a me faltar o oxigênio,

 

Quando vi aquelas fitas cassete

e o Omega do 007.

A mala samsonite e muitas miniaturas

de um carro  BMW e outras viaturas,

 

bottom boné, jaqueta de verdade,

calculadora para a contabilidade.

Deu um pico no eletrocardiograma,

com os meus 15 minutinhos de fama!

 

"007 07 08   .....  Tá na hora de molhar o biscoito".

É de graça, precisa nem de PIX!!

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"007 07 08   .....  Tá na hora de molhar o biscoito".

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Que legal.... foi-o-meu-carnaval!


OUÇA e LEIA - Paul McCartney continua vegano by Cláudio Teran

  Todo Domingo é Total, das 7 às 9 da manhã, na Rádio Assunção Cearense!!!  https://620am.com.br/ É Cláudio Teran quem comanda!!! Mas todo S...