Zênite: Auge, apogeu, culminância.
“A luta contra o erro tipográfico tem algo de homérico. Durante a revisão os erros se escondem, fazem-se positivamente invisíveis. Mas assim que o livro sai, tornam-se visibilíssimos, verdadeiros sacis a nos botar a língua em todas as páginas. Trata-se de um mistério que a ciência ainda não conseguiu decifrar...”.
Lobato não se limitou aos feitos do herói, e aproveitou para dar uma aula de Mitologia Grega. Durante as aventuras, sempre encontrou oportunidade para explicar outros mitos, como o de Prometeu, Andrômeda e tantos outros. Dentre eles, um fixou-se em minha lembrança, o da luta de Hércules contra o gigante Anteu, que era filho da deusa Géa, a nossa Terra, e até então invencível: a sempre esperta Emília aconselhou Hércules a erguer o gigante do chão para desconectá-lo das energias inesgotáveis que a deusa lhe enviava, só que Hércules esqueceu-se no calor da luta, mas foi salvo pelo antológico berro da bonequinha: "Desliga, Lelé!".
Bem, ao final do 12º Trabalho,
Pedrinho diz: Adeus, Hércules, grande amigo!
Emília berra: Adeus, Lelé!
E o Visconde, com sua proverbial cultura, diz:
Adeus, zênite da mitologia grega!
E, claro que eu chorei, copiosamente, ao ler aquela última página .. e chorei todas as outra sete vezes em que a li, assim como estou, neste exato momento, com os olhos marejados, só de lembrar!
Acho que está na hora de ler de novo!






