quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Toda vez que eu ..., eu me lembro de ...

Certas coisas que se faz usualmente que te fazem lembrar de alguma pessoa.... 

Acrescentei hoje as ocorrências número 37 e 38
  1. Toda vez que eu atravesso a rua fora da faixa, eu me lembro do meu amigo Milas, especialista em SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), que me diz: "Não importa o quão longe você está do veículo em sua direção, espere o sinal fechar, pois você pode tropeçar ou ter um mal súbito e o motorista pode não ter tempo de parar ou desviar! Você pode até não morrer do motivo da queda, do mal que te levou a cair, mas pode morrer atropelado! "
  2. Toda vez que eu desço uma escada, eu me lembro do mesmo Milas, que me diz: "Sempre use o corrimão das escadas, tropeços são sempre inesperados e se você está de mãos livres, pode demorar décimos de segundo preciosos até encontrar um apoio que poderá evitar um estrago maior. Ah, você me diz que corrimões são poços de bactérias, ok, então, ao menos, ande com a mão 'voando' por sobre o corrimão, melhorando o tempo de reação!"
  3. Toda vez que vou pegar um elevador público, eu me lembro do colega Heber, que me disse: "Ao aguardar a chegada do elevador, posicione-se a montante do mesmo, para liberar o caminho de saída dos passageiros que sairão, isso evitará choques desnecessários, ou no mínimo, interrupções ao fluxo ótimo das pessoas!"
  4. Toda vez que eu vou usar um cotonete no ouvido, eu me lembro do mesmo Heber, que lembrava de uma recomendação de seu otorrinolaringologista: "Seu ouvido é tão delicado que a coisa mais fina que pode entrar nele é o seu cotovelo!" .... Acrescento mais uma declaração, no mesmo tema, no caso da amiga Simone, e com um instrumento diferente, que disse: "Quem nunca coçou o ouvido com um palito de fósforo, não sabe o real significado da palavra orgasmo".
  5. Toda vez que eu vou enxugar meus pés ao sair do banho, eu me lembro de meu primo Renato, que me diz: "Tenho tanto pavor de frieiras e micoses provocadas pela umidade que eu uso um secador de cabelos para deixar os pés bem sequinhos!" 
  6. Toda vez que eu faço a barba na pia, eu me lembro de Márcia, amiga da Neusa, recém-casada, que reclamava de uma coisa que o recém-marido fazia que ela não suportava: deixar a pia cheia de cabelinhos da barba, sem ao menos passar uma água...
  7. Toda vez que eu coloco uma calça em pé, eu me lembro de um conselho que ouvi no rádio: "É fundamental que a pessoa perceba o momento de que chegou a idade em que é melhor sentar-se para colocar calças... melhor não arriscar a queda!"
  8. Toda vez que vejo uma moto se aproximar pelo retrovisor direito, eu me lembro do meu amigo Tessarollo, que me aconselhou, em minha chegada após quatro anos fora do país: "Melhor abrir caminho pra ele, pra não correr o risco de ele meter o pé no seu retrovisor!"
  9. Toda vez que o sinal de rádio some em túneis, eu lembro (também) do Tessarollo, que me disse que túneis tinham antenas à jusante e à montante para garantir o sinal do celular, mas não o das ondas do rádio.
  10. Toda vez que alguém diz: 'Uma imagem vale mais que 1.000 palavras", eu me lembro do meu amigo Camargo quem, após assistir AO MESMO SHOW de Paul McCartney que eu, me disse: "Homerix, vou ficar esperando sua análise para saber O QUE EU VI HOJE, pois sua palavra vale mais que 1.000 imagens", e então resolvi dar meu dePAULimento (link).
  11. Toda vez que alguém me diz uma expressão em francês, eu me lembro (também) do Camargo, que definiu meu cunhado doente como 'Enfant de Dieux', ao conhecer a história dele, através de um texto meu (link).
  12. Toda vez que eu conheço um Fulano DE Tal, com a preposição no meio, eu me lembro de meu amigo João Carlos Araújo, que não é DE Araújo, dizendo: "De Araújo coisa nenhuma, este João Carlos não é DE ninguém!". Contei sobre esse amigo de estraorinários caráter e profissionalismo, neste LINK
  13. Toda vez que sou apresentado a alguém, eu me lembro de meu primo Carlos Eduardo contando como o Presidente Bill Clinton apertou sua mão, olhando firmemente nos olhos dele, e prestando TOTAL atenção a seu breve currículo que um terceiro lhe contava. Isso é o que os americanos chamam de 'undivided attention', e eu procuro fazer o mesmo! Esse meu primo foi objeto de um post meu onde conto sobre seu "pequeno" currículo, neste LINK.
  14. Toda vez que eu como maçãs argentinas, eu me lembro do meu saudoso pai Saul, que sempre as tinha em quantidades obscenas, e que sempre cortava um pedaço e chamava 'Merooo!', um segundo antes de lançá-la para mim, certeiramente pousando em minha mão, no outro lado da sala. Contei esse e muitos outros episódios da vida dele, e de outros queridos que se foram aqui, neste LINK
  15. Toda vez que eu me vejo num ambiente com crianças agitadas e barulhentas, eu me lembro de meu amigo e guru Adauto, que quando estava comigo numa dessas situações, olhava pra mim e dizia: "Santa Vasectomia".
  16. Toda  vez que ouço aquele 'r' caipira carregado, eu me lembro do meu amigo Carvalhinho, que tinha essa ocorrência no próprio nome, e gostava de contar a situação da ida ao mecânico carioca com a intenção de, imitando o sotaque da terra, enganar o prestador, mas acabava se entregando ao dizer que o problema poderia ser no 'carrrburadorrr'.
  17. Toda vez que alguém me chama de 'Homerix', eu me lembro de meu amigo Miró, quem me deu a alcunha, lá em 1982, talvez inspirado no grandão e bonachão personagem Obelix, da famosa história em quadrinhos, sem ter a menor idéia de que o apelido se perpetuaria no meu querido blog.
  18. Toda vez que sei de casais jovens que viajam e deixam filhos bebês com vovós ou babás (!!), eu me lembro de Joyce, minha colega prestes a fazer o mesmo com seu filho, que entrou chorosa em minha sala e perguntou: "Você fez isso com seus filhos quando eram bebês?" e eu respondi em duas sílabas destacadas: "NUN-CA!!!"... "buáááá...."
  19. Toda vez que eu uso banheiro público, eu me lembro, e testemunho, e confirmo a eficiência da Teoria da Ocupação dos Mictórios, a qual detalhei em postagem de ótima receptividade no meu blog (link). 
  20. Toda vez que eu uso banheiro público (de novo), eu me lembro da máxima que diz: "Sempre que perceber (ou algum te alertar) que você está com a braguilha aberta, tendo esquecido de fechá-la, pense sempre que isso é muito melhor do que se esquecer de abri-la!!"
  21. Toda vez que eu vejo ou ouço alguém cantando, ou que eu mesmo canto Ave Maria em latim (link), eu me lembro de meu amigo, o advogado Marcelo Mello, há quase 40 anos atrás, numa época sem internet, a quem recorri para saber a oração em latim.
  22. Toda vez que testemunho uma situação de traição masculina, seja na TV ou na vida real, eu me lembro de meu amigo Sicrano de Tal que dizia: "Existe uma linha tênue entre a fidelidade e a traição", ao justificar sua prática. Não conto quem é o Sicrano nem amarrado... aliás, nunca pulei aquela linha, aliás, nem cheguei perto, aliás ... vejam a última citação ...
  23. Toda vez que vou tomar café com bolo de fubá, eu me lembro de Tom Fernandes, um leitor/fã de minha filha que, ao ler este post meu,  e disse "Chamaria ele toda hora para tomar um café com bolo de fubá e ouvir todas as suas histórias"
  24. Toda vez que eu me ensabôo, eu me lembro do Mundo de Beakman, programa que eu via com as crianças, que me ensinou que o sabão diminui a tensão superficial, fazendo com que a sujeira se despregue da superfície lavada.
  25. Toda vez que ouço a conjugação neologística 'Sextou!", eu me lembro do recente e nobre amigo Queiroga, em um grupo do Whatsapp, convocando para que comecemos a falar de coisas mais leves que o objeto do grupo
  26. Toda vez que atualizo minha história retroativa (aqui, neste link), eu me lembro de 'A Estranha História de Benjamim Button'
  27. Toda vez que faço uma Tabela Dinâmica no Excel e um punhado de outras coisas planilheiras, eu me lembro de Valcir, que, gentil e brilhantemente, mas vem me ensinando, em tempos recentes.
  28. Toda vez que faço duplo-click no canto inferior de uma célula no Excel, para copiá-la até um fim identificável, eu me lembro do Guilherme, que me ensinou a operação, dando-me argumento para convencer a ele mesmo a adotar a configuração vertical ao invés da horizontal, em cálculos temporais.
  29. Toda vez que me deparo com uma evidente impropriedade (pra não dizer burrice) do Excel, eu me lembro da carta que escrevi há quase 40 anos ao Bill Gates (aqui, neste link), listando 49 coisas em que o pioneiro Lotus 1-2-3 era melhor que o sucessor famoso. 
  30. Toda vez que eu tomo café-da-manhã, eu me lembro de meu DJ Paulo Seixas, que foi ao Programa Mata-Bicho numa rádio FM de Luanda, e me explicou depois que o nome é a expressão popular para o "Pequeno Almoço", que é como chama em Angola, o café da manhã, e que ninguém havia me contado isso em uma semana que passei lá, um pouco antes.
  31. Toda vez que ouço Any Time At All, dos Beatles, eu me lembro do amigo Danemberg, quem destacou minha apreciação pela música ao reproduzir minha batida na mesa, por ocasião de nosso almoço final de compilação das melhores músicas da banda. Descrevo essa canção aqui, neste LINK.
  32. Toda vez que ouço falar de qualquer tipo de assédio corporativo, eu me lembro de minha chefe e amiga De Regina, que num memorável dia, em São Paulo, instruiu ao resto da equipe, que deveriam dar um jeito de interromper o assédio INTELECTUAL que eu estava a sofrer.
  33. Toda vez que o ouço o nome de Yoko Ono, eu me lembro de Virgínia, de Montes Claros, seu mais contundente algoz quando se fala em apontar um único responsável pelo fim dos Beatles, além disso a MAIOR sumidade em Beatlemania que conheço, incluindo todos os gêneros.
  34. Toda vez que fazemos o Evangelho no Lar, todas as sextas-feiras, das 18 às 19 horas, lembramo-nos das mais de 60 pessoas de nosso relacionamento próximo que fizeram parte de nossas vidas e já se foram, e que mantemos nominalmente numa lista, e sempre oramos para que tal lista não cresça nunca mais... 
  35. Toda vez que eu vou à área de serviço e me deparo com a porta do quarto aberta, eu me lembro que nossa gatinha Luna não está mais em casa... é que deixávamos aquela porta fechada pra ela não se esconder em baixo de um armário com difícil acesso para "salvá-la"...
  36. Toda vez que eu leio um texto antigo meu, daqueles bons, modéstia à parte, eu penso no meu amigo de infância, o Quaresma, que recentemente eu descobri estar cego, e desde então tenho narrado alguns deles, pra ele poder ouvir, de minha própria voz, e não daquela voz eletrônica, e essa prática se tornou o Projeto Homerix em Áudio, do qual muito me orgulho...
  37. Toda vez que eu faço os movimento de Pré-Pilates, de aquecimento, eu me lembro do Carlinhos, meu querido cunhado, que partiu em 2008, e é logo no 1º movimento, em que viro a cabeça pra direita e pra esquerda, justamente o movimento que ele fazia pra dizer qu sentia alguma dor... contei sobre isso e sobre a história dele aqui, neste LINK
  38. Toda vez que eu faço o movimento Mermaid, também no Pilates, com aqueles braços subindo e descendo alternadamente, eu me lembro de Elis Regina cantando Arrastão, em um Festival da Record, fenômeno sobre o qual eu discorri aqui, neste LINK
  39. Toda vez que eu faço 50 outras coisas, eu me lembro de Neusa, que me ensinou a viver, desde que me conheceu, há mais 48 anos....


O Projeto By Homerix - 19 Canções


PBH Song Count: 19
Este Projeto By Homerix não tem qualquer fim lucrativo. 
Tem caráter meramente lúdico.
Serve apenas ao intuito de mostrar que sempre é possível fazer versões fiéis das canções dos Beatles, com  métrica e rima adequadas ao efeito.
Os áudios aqui veiculados foram gravados e editados em ambiente amador por sobre instrumental extraído das canções originais.
Eles são destinados ao público leitor do Blog do Homerix, e NÃO DEVEM ser veiculados em qualquer ambiente público no Brasil.

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O Projeto By Homerix tem a intenção de produzir versões plausíveis de todas as canções originais lançadas pelos Beatles... dentre elas, algumas que tiveram já versões livres em português, porém a maioria delas sem NADA A VER com o original.

É um projeto HOMÉRICO, em ambos os sentidos da palavra. A dificuldade de se encaixar a objetividade da língua inglesa, povoada de monossílados, em versões na nossa língua, onde di, tri, e polissílabos imperam, e ainda com rimas, sempre que possível, nos mesmos lugares em que ELES rimaram, tem sido e vai continuar a ser um belo desafio. Outro desafio será, às vezes, cantar no mesmo tom da canção, afinal quem nasceu pra Homerix não pode pleitear o alcance de um John, Paul ou George.... Ringo vai ser mais fácil, hehehehe!!

Estou adorando a ideia!!!

Vou deixá-las registradas aqui...

E começo com a última delas, a de Nº 19

Dpeois, quando chegar a 20ª eu passo a 19ª para a ordem cronológica.


19. Aventureira (Garota de Uma Noite Só), que fiz para Day Tripper 

(Lennon/McCartney, Single Dec.1965,  Compacto, Brasil, Jun.966),

  • Na letra, consegui ótima correspondência com a letra original, com as adaptações e omissões necessárias para encaixar na métrica. 
  • Dei traduções diferentes para o título.. Aventureira e Garota de uma noite só!
  • Adorei variar, em momentos que os Beatles repetiam, quando rimei a "noite só" com "sem ter dó" mas, especialmente, quando ela deixa John "NA MÃO", se me entendem...
  • Na música, não tive dificuldade de acompanhar o tom de Paul, e o baixo de John, claro que em meus timbres barítonos, contra os tenores dos maiorais
  • E nas harmonias, onde tive ajuda fundamental do Felipe, o ponto altíssimo é quando entram os títulos, ou seja, quando entra o "George"!!
  • Não há versões conhecidas de Day Tripper em português.
Eis aqui minha versão: 
https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/10/projeto-by-homerix-garota-de-uma-noite.html
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Vamos à Ordem Cronológica Histórica do Projeto By Homerix!

A primeira canção a merecer essa atenção foi I Need You de George Harrison. Eu estava a produzir o áudio sobre ela, sua gravação, suas entranhas, quando de repente surgiu sua Ponte em Português... ficou muito bom... vi que levava jeito pra coisa... compus o resto da letra.

Estava plantada a semente...

1. Preciso de Ti, que fiz para I Need You

(George Harrison, LP HELP!, Ago.1965, Dez.1965 Brasil),

Apenas a 2ª  de 21 canções que George compôs durante a carreira dos Beatles, e que foi para o Lado A, do LP e para o filme de mesmo nome. E ele teria mais uma no Lado B do LP. Exibida em 7 de junho de 2025 no Submarino Angolano.

Houve no Brasil uma versão boa, Te Adoro, de 1966, com os .Golden Boys.

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/projecto-by-homerix-preciso-de-ti-ouca.html

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2. No Anoitecer, que fiz para The Night Before 

(Lennon/McCartney, LP HELP!, Ago.1965 KK, Dez.1965 Brasil)

Adorei a solução para o nome, até mais poética!!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/09/no-anoitecer-versao-homerix-para-night.html 

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3. Ocê Gosta Muidimim, que fiz para You Like Me Too Much 

(George Harrison LP HELP!, Ago.1965 KK, Dez.1965 Brasil)

Aqui a 2ª canção de George num mesmo álbum. A obsessão em colocar a fala igualzinha em português fez-me recorrer ao mineirês, ali no refrão que não é refrão, e depois extrapolei para o resto da versão, especialmente ao descrever que a moça "cascô fora"!!!!!!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/ouca-e-leia-oce-gosta-muidi-mim-by.html 

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4. Tu Tens que Esconder Teu Amor, que fiz para You've Goto To Hide Your Love Away 

(Lennon/McCartney LP HELP!, Ago.1965 KK, Dez.1965 Brasil)

Aqui, fiquei até constrangido em ter uma versão tão pesada logo em seguida à versão em mineirês, que ficou superdivertida.

Tive dificuldades, tanto na voz grave.... difícil buscar a nota mais baixa, assim como foi difícil atingir a nota suprema da voz aguda, tive que recorrer ao falsete!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/youve-got-to-hide-your-love-away-john.html 

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E agora, as duas apresentadas no sábado 25, último do mês de outubro, não por acaso, duas das versões que mais me incomodavam, há 60 anos, ou quase, por sua incompatibilidade com a letra original!

5. Até O Fim, que fiz para I Should Have Known Better 

(Lennon/McCartney, LP A Hard Day's Night!, Jul.1964 UK - Jan.1965 Brasil)

Posso dizer que salvei a Menina Linda (Renato e Seus Blue Caps, Jan.1965) daquele tarado. Sei que Renato Barros admitidamente nada sabia de inglês, mas decerto poderia ter evitado fazer aquele hino à pedofilia. Hoje, jamais seria gravada!!!

Na minha versão, fiquei feliz em como traduzi o sentimento do rapaz, que parecia enfeitiçado pela garota, envolvido que estava pela magia do seu beijo. Namorava uma bruxinha do amor, e não sabia!!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/ate-o-fim-by-homerix-lennon.html

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6. Não Quer Saber Mais De Mim que fiz para Ticket To Ride 

(Lennon/McCartney, LP A Hard Day's Night Ago.1965 KK, Dez.1965 Brasil),

A original conto a  história do rapaz que perde sua garota.

O tal Anthony Middleton, que com esse nome devia saber algum inglês, poderia bem ter feito algo melhor do que aquela ficção do sujeito levando seu "broto" à praia, ao Corcovado, ao cinema, mas tinha Gente Demais (The Youngsters, Jan.1966) pra namorar. 

Na minha versão, conto a história do rapaz que  está vendo seu amor indo embora, tenta convencê-la do contrário, mas vê que "já era" e que ela nã "não tá mais nem aí" pra ele, aliás fiquei bem feliz de usar estas duas expressões no vernáculo popular brasileiro!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/nao-quer-saber-mais-de-mim-by-homerix.html 

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7. Diga-me O Que Vê, que fiz para Tell Me What You See

(Paul McCartney, LP HELP!, Ago.1965, cmpacto duplo em Jan.1966 Brasil),

Aqui, fui buscar a solução para uma das rimas numa palavra pouco comum (léu), mas confesso que tive problema no vocal. Primeiro, a harmonia vocal de Paul estava além de meu alcance vocal, então eu preferi fazer a harmonia na 2ª voz na oitava menor, mais grave. Ficou estranho, sei, mas foi o que se pôde fazer. E então, nessa oitava mais baixa, eu tinha dificuldade de alcançar a gravíssima primeira nota dos versos, daí pedi ao Felipe que usasse o Auto Tune, aquela ferramenta que não deixa os cantores cantarem desafinados!!! 

Não houve no Brasil versão para Tell Me What You See. Eis a minha:  

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/11/projecto-by-homerix-diga-me-o-que-ve.html 


8. Tu Vais Perder Teu Bem, que fiz para You´re Going to Lose That Girl

(John Lennon, LP HELP!, Ago.1965, Dez.1965 Brasil),

Na letra, investi em várias licenças poéticas, mas sempre mantendo o sentido da letra original... isso possibiltou ampliar as possibilidades do duelo vocal de Jonh com Paul/George (a-do-rei o "Depois não diga que eu não avisei!") e colocar um pitoresco conjunto de rimas em Ó (só - bocó - pó - dó). No vocal, gravei 3 vozes, mas não consegui fazer a harmonia de Paul lá no alto, então o fiz na oitava mais grave! 

Houve no Brasil uma versão de You're Goint To Lose That Girl, do nosso valoroso Renato e Seus Blue Caps. Foi em 1966 e chamou-se Meu Primeiro Amor. Como já se vê pelo nome, não houve a preocupação em manter a fidelidade à letra original. Na gravação, nota-se que modificam a ponte, o solo da guitarra está mais fraquinho, mas está valendo!!! Renato Barros e seu grupo foram muito importantes para a Jovem Guarda!!. 

Eis a minha:  

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/11/projeto-by-homerix-tu-vais-perder-teu.html


10. HELP!, que fiz para HELP!

(Lennon/McCartney, LP HELP!, Ago.1965, Dez.1965 Brasil),

Na introdução, mantive a interjeição de socorro em inglês, mas na letra, traduzi pro AJUDE e SOCORRA. 

No áudio, ADOREI foi fazer as harmonias de Paul e George, ponto alto da canção. Desta vez não tive qualquer dificuldade, claro que usando o registro baixo de minha voz, sem aventuras lá no alto!!! 

Não consegui encontrar nenhuma outra versão de HELP! em português 

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/11/projeto-by-homerix-te-ama-ouca-e-leia.html 


11. Te Pego, que fiz para I'll Get You

(Lennon/McCartney, single, Ago.1963, Jul.1964 no LP Beatles Again, Brasil),

Na letra, adorei pegar o "Te Pego no Final", apesar de ter uma conotação mais sexual por aqui do que o o Get you da original.

No áudio, foram 4 vocais meus, o John Base, o Paul grave, o Paul Agudo e o George na ponte. Tive que me esgoelar para fazer o Paul Agudo, mas foi o que deu pra fazer. DEixei porque ficou diverido ver meu esforço!!

Não tenho noção se houve versão dela no Brasil

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/12/projeto-by-homerix-te-pego-ouca-e-leia.html


12. Encontrei um Rosto, que fiz para I've Just Seen A Face

(Paul McCartney, LP HELP!, Ago.1965, Jun.1974 Brasil re-edição HELP Origina),

Não tive maiores esforços para cantar, nem para buscar a traduçºao, não tem nenhum ponto de destaque

Houve duas versões dela no Brasil: 

  1. Bitkids, uma banda de meninos, meninos mesmo, o mais velho tinha 17 anos, que apareceu em 1995 e sumiu dois anos depois. Gravaram apenas um disco, com capa imitando With The Beatles, e entre as canções, a maioria versões de Beatles estava Mary
  2. E  descobri ainda uma outra, de 1999, de uma banda chamada Tequila Baby, um punk rock chamado Caindo, bem doidinho!

Nenhuma delas tinha nada a ver com a original, mas estamos aí para corrigir

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/12/projeto-by-homerix-ive-just-seen-face.html

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13. Ontem, que fiz para Yesterday

(Paul McCartney, LP HELP!, Ago.1965, e apenas em Out.1966, no Brasil, num compacto duplo juntamente com outras 3 canções do HELP! original),

Na letra, procurei, como sempre, deixar o máximo obediente à letra original... tive dificuldade justamente na frase final, I Believe in Yesterday, mas foi o que pude fazer.

Já na cantoria, tive que apelar. Não consegui cantar em Fa Maior, o tom de Paul. Minha oitava grave não atingiu a gravidade do início, e minha oitava aguda ficava horrorosa para atingir a agudice de Paul. Então, Felipe produziu um instrumental em Sol Maior, e eu cantei naminha oitava grave, mesmo assim, foi difícil. 

Houve uma boa versão de Yesterday, no Brasil, que foi cantada por Agnaldo Timóteo, feita pelo grande versionista Rossini Pinto!

Eis aqui minha versão:

https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/04/projecto-by-homerix-ontem-ouca-e-leia.html  


14. É Só Amor, que fiz para It's Only Love

(John Lennon, LP HELP!, Ago.1965, e apenas em Out.1966, no Brasil, num compacto duplo juntamente com outras 3 canções do HELP! original),

Na letra, procurei, como sempre, deixar o máximo obediente à letra original... só que não cumpri a promessa de rimar nas mesmas posições que o autor... era imposs´vel encontrar fonemas em português para as 26 ocorrências de "ai" em inglês... aliás nem tentei, mas procurei ser... plausível no significado!

Já na cantoria, foi tranquilo, usei meu modo grave e deu certo, nem precisei do falsete no final. 

Não encontrei registro de versão brasileira oficialmente gravada para It's Only Love

Eis aqui minha versão:
https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/04/projecto-by-homerix-e-so-amor-ouca-e.html


15. Te Ama, que fiz para She Loves You

(Lennon/McCartney, single, Ago.1963, Jul.1964 no LP Beatles Again, Brasil),

Da letra, gostei de algumas soluções e palavras que são menos usadas, como mazela, fariseu e até mesmo escambau, esta última uma gíria, bem colocada. Foi o que deu pra fazer... hehe 
No áudio, tive dificuldade de fazer o agudo de Paul, então fiz a 1ª voz na mesma base da 2ª, que é John quem faz. Fiquei feliz em acertar a 6ª de Sol (Mi), que George entoava no 4º Sim, estendido, da introdução e do final.
Falei pro Felipe afinar e ele disse que não precisou, estava certinho

                     Não encontrei qualquer versão no Brasil

Eis aqui minha versão:

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/11/projeto-by-homerix-te-ama-ouca-e-leia.html 


16. Salve Tua Cabeça, que fiz para Run FOr Your Life

(Lennon, LP Rubber Soul, Dec.1965,  LP Rubber Soul, Brasil, Dez.1966),

Fiz versão bem fiel, assustadora, e ainda inventei novo verso. Minha AI resistiu em fazer a análise!!
No áudio, o vocal foi tranquilo e adorei fazer as harmonias de Paul e George
Teve versão no Brasil, muito ruim, de Renato e Seus Blue Caps, chamada de Dona do Meu Coração
Eis aqui minha versão:
https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/07/projeto-by-homerix-salve-tua-vida-ouca.html


17. Tronco Norueguês (Ela se foi), que fiz para Nowregian Wood (This Bird Has Flown)

(Lennon/McCartney, LP Rubber Soul, Dec.1965,  LP Rubber Soul, Brasil, Mar1966),

  • Na letra, consegui perto de 95% de correspondência com a letra original, com as adaptações necessárias da métrica. Gostei especialmente de deixar em aberto o final!
  • Na música, não tive dificuldade de acompanhar o tom de John, mas chegou na hora da ponte, tive que fazer a harmonia uma oitava abaixo da que Paul fez, mas ficou bom
  • Não há versões conhecidas de Norwegian Wood em português, e eu até entendo por quê, afinal não é fácil, não foi mesmo fácil!
Eis aqui minha versão:
https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/08/projeto-by-homerix-tronco-noruegues-ela.html


18. Dirige Meu Carrão, que fiz para Drive My Car 

(Lennon/McCartney, LP Rubber Soul, Dec.1965,  LP Rubber Soul, Brasil, Mar1966),

  • Na letra, consegui perto de 95% de correspondência com a letra original, com as adaptações necessárias da métrica. Gostei especialmente de deixar em aberto o final!
  • Na música, não tive dificuldade de acompanhar o tom de John, mas chegou na hora da ponte, tive que fazer a harmonia uma oitava abaixo da que Paul fez, mas ficou bom
  • Não há versões conhecidas de Norwegian Wood em português, e eu até entendo por quê, afinal não é fácil, não foi mesmo fácil!
Eis aqui minha versão:
https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/08/projeto-by-homerix-tronco-noruegues-ela.html

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19. Dirige Meu Carrão, que fiz para Drive My Car 

(Lennon/McCartney, Rubber Soul Dez.1965,  Rubber Soul, Brasil, Mar.1966),
Drive My Car

(by Lennon & McCartney)

Lançada em Dezembro de 1965 em Londres
E em Março de 1966 no Brasil

  • Na letra, consegui perto de 95% de correspondência com a letra original, com as adaptações necessárias da métrica. 
  • Deixei pra lá os rumores de que havi cunho sexual no "dirige meu carro"!!!!
  • Adorei minhas soluções da "azaração", "gostei do tom" e "tá na mão"! 
  • Na música, não tive dificuldade de acompanhar o tom de Paul, e o baixo de John ficou mais ou menos!
  • Não há versões conhecidas de Drive My Car em português.

Eis aqui minha versão! 

https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/09/projeto-by-homerix-dirige-meu-carrao.html

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Projeto By Homerix - Garota de Uma Noite Só - OUÇA e LEIA


 Este Projeto By Homerix não tem qualquer fim lucrativo. 

Tem caráter meramente lúdico.
Serve apenas ao intuito de mostrar que sempre é possível fazer versões fiéis das canções dos Beatles, com  métrica e rima adequadas ao efeito.
Os áudios aqui veiculados foram gravados e editados em ambiente amador por sobre instrumental extraído das canções originais.
Eles são destinados ao público leitor do Blog do Homerix, e NÃO DEVEM ser veiculados em qualquer ambiente público no Brasil.


Aqui minha versão de 

Day Tripper

(by Lennon & McCartney)

Lançada em Dezembro de 1965 em Londres
E apenas em Junho de 1966 no Brasil

  • Na letra, consegui ótima correspondência com a letra original, com as adaptações e omissões necessárias para encaixar na métrica. 
  • Dei traduções diferentes para o título.. Aventureira e Garota de uma noite só!
  • Adorei variar, em momentos que os Beatles repetiam, quando rimei a "noite só" com "sem ter dó" mas, especialmente, quando ela deixa John "NA MÃO", se me entendem...
  • Na música, não tive dificuldade de acompanhar o tom de Paul, e o baixo de John, claro que em meus timbres barítonos, contra os tenores dos maiorais
  • E nas harmonias, onde tive ajuda fundamental do Felipe, o ponto altíssimo é quando entram os títulos, ou seja, quando entra o "George"!!
  • Não há versões conhecidas de Day Tripper em português.

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Day Tripper ... Aventureira (Garota de Uma Noite Só)

Got a good reason for taking the easy way out… … Sem compromisso, foi-se sem dar a razão
Got a good reason for taking the easy way out now… Sem compromisso, escapou das minhas mãos, sim
She was a day tripper, one way ticket yeah… Era ave-entureira, só veio zoar
It took me so long to find out, and I found out… Eu demorei a descobrir, mas enfim, concluí!

She's a big teaser, she took me half the way there… Provocadora, fiquei largado no chão
She's a big teaser, she took me half the way there now… Provocadora, logo me deixou na mão, sim
She was a day tripper, one way ticket yeah… Era ave-entureira, só pra me atentar
It took me so long to find out, and I found out… Eu demorei a descobrir, mas enfim, concluí

Tried to please her, she only played one night stands… Quis agradar, mas foi uma noite só
Tried to please her, she only played one night stands now… Quis agradar
, ela se foi sem ter dó, sim
She was a day tripper, Sunday driver yeah…
Era ave-entureira, desligada, sim
It took me so long to find out, and I found out… …
Eu demorei a descobrir, mas enfim, concluí

Day tripper… Garota
Day tripper yeah… De uma noite, só
Day tripper…
Garota
Day tripper yeah… De uma noite, só
Day tripper… Garota
Day tripper yeah… De uma noite, só

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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

5 de Outubro de 1962 ... Que dia!

64 ANOS

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         Foi em Outubro de 1962, no dia 5, que foi lançado o primeiro single (lembram-se dos antigos compactos?) de um grupo com um nome estranho que se assemelhava a "Os Besouros", composto por 4 jovens entre 19 e 22 anos de idade, vindos de Liverpool, cidade portuária do noroeste da Inglaterra, liderados por um tal de John Winston Lennon, um tanto quanto narigudo.
         A gravadora era a EMI, em seus estúdios da Abbey Road. O selo era o Parlophone, comandado por George Martin, um selo até então dedicado a músicas orquestradas e a gravações de peças teatrais. Martin, um maestro de mancheias, sentiu nos rapazes um potencial enorme, tanto que assinou um contrato antes de ouvir o primeiro teste ao vivo, só baseado em gravações em fita e no carisma pessoal percebido na primeira entrevista. Os chefes da EMI não entenderam muito bem aquele procedimento, nunca dantes visto, mas acreditaram no feeling do maestro.
         Por aí se vê a diferença entre um visionário e um burocrata! Pouco mais de 9 meses antes, mais precisamente em 1º de Janeiro de 1962 (isso mesmo, no  primeiro feriado do ano!), os rapazes, ainda com Pete Best na bateria, haviam feito um extensivo teste de estúdio na Decca Records, principal concorrente da EMI naquela época.
Os rapazes, apesar de não disporem dos próprios instrumentos, tocaram 15 músicas e mostraram toda sua cancha de palco de quem está há 4 anos na estrada. Estavam um pouco nervosos, mas deram um bom recado, tendo mostrado sucessos de Chuck Berry, Little Richards, Buddy Holly e outros maiorais da época mas, principalmente, e diferentemente de todos os grupos da época, apresentaram material próprio, composto por Lennon e McCartney.  No entanto, o burocrata de plantão ouviu tudo com aquela cara de tacho e sacramentou: "Esses grupos com guitarras estão com os dias contados!" e rejeitou o grupo! Claro que o "gênio" perdeu o emprego alguns meses depois, apesar de ele estar intrinsecamente certo, pois os dias estavam realmente contados: só que o contador já está em 23.376 dias e crescendo! Dick Rowe era o nome dele, e ele aprendeu, ajudado pela providência: um tempo depois, os Rolling Stones acharam até estranho como foi fácil assinar contrato com a Decca. O raio caíra pela segunda vez num mesmo lugar!
         Este teste na Decca se constitui num dos mais procurados discos piratas de todos os tempos, os famosos "Decca Tapes".
      Os rapazes ficaram desanimados, mas Brian Epstein, seu empresário, continuou a luta, tentando vender o grupo, viajando com as fitas debaixo do braço até que bateu à porta da EMI, conversou com George Martin e marcou uma entrevista. Nela, sem segurar um instrumento, eles conquistaram Martin: John Lennon mostrou seu proverbial e cínico humor inglês, Paul McCartney não ficou muito atrás com seu charme pessoal e George Harrison, o mais novinho do grupo, mesmo que já merecedor da alcunha de "The Quiet Beatle", fez uma piadinha sobre a gravata de George Martin. Pete Best permaneceu mudo como uma porta de mogno! O comportamento deste último, associado à sua batida burocrática da bateria, fez com que Martin se dirigisse a Brian Epstein com a histórica pedida: "Tudo bem! Eu assino um contrato com os rapazes, mas que eles venham com outro baterista!" Esta foi a porta de entrada de Ringo na banda, que veio a se mostrar fundamental para o sucesso do grupo! 
                                                                                                                                                 O single tinha, no Lado A, "Love Me Do (LINK)". Aquela antológica gaitinha de Lennon na introdução, a perfeita harmonia vocal entre Lennon e McCartney, a parada total para a entrada do solo vocal de McCartney, eram coisas novas no mercado fonográfico, apesar de a música ser simplíssima na letra e mais ainda nos acordes, os tradicionais C/D/G (Dó Maior / Ré Maior / Sol Maior). No lado B, "P.S. I Love You (LINK)", uma típica McCartney, mostrando a mesma afinada harmonia vocal, uma ainda bobinha e adolescente carta de amor. No entanto, a letra era um pouco mais bem elaborada e a estrutura de acordes um pouco mais complexa (continha mais de 3 acordes!).
         Eles conseguiram chegar ao 17º lugar na parada nacional inglesa, feito nunca antes alcançado por nenhum outro artista em seu compacto de estréia. Dizem as más línguas que, na verdade, boa parte daquele sucesso inicial fora garantido por Brian Epstein que, no afã de conseguir uma boa estréia teria comprado uma quantidade obscena (Remember  Richard Gere em Pretty Woman!) de discos para a NEMS, uma rede de lojas de disco de sua propriedade em Liverpool. Verdade ou não, o intuito foi alcançado, o compacto foi muito tocado na BBC e em outras rádios menos cotadas e logo eles foram chamados para a gravação do segundo single, com "Please Please Me" e "Ask Me Why" que chegou rapidamente ao topo das paradas, feito que os Beatles repetiriam por incontáveis vezes nos anos seguintes, seja com compactos ou LP's.  

_______________ mas não parou por aí ____________
        
Foi também em Outubro de 1962, e também no dia 5, que foi lançado na Inglaterra o primeiro filme de James Bond,  Dr. No, no Brasil lançado como 007 Contra o Satânico Dr. No, com Sean Connery no papel título e a estonteante Ursula Andress (aaaaahhh!) no papel de Honey Rider, como a primeira Bond Girl!
      Também, como os Beatles, Sean Connery foi admitido no papel do mais famoso agente secreto de todos os tempos sem teste de câmera, só que, neste caso, o teste não foi feito pois ele "peitou" Albert Brocolli, o produtor da série, dizendo que não admitia ter que se submeter a teste, já tendo alguns anos de estrada. Este comportamento, que mostrou sua personalidade, bem como o voto decisivo da esposa de Brocolli, que o considerou o mais charmoso para o papel, foram fundamentais para sua escolha.
         Neste filme, foi proferida pela primeira vez a frase recentemente eleita pelo Guinness Book como "A Mais Famosa Frase Cinematográfica de Todos os Tempos". O mais interessante foi a forma como ela foi dita no filme.
         A primeira cena do filme foi centrada nos vilões e não teve a presença de Bond.
         . A segunda cena é passada num cassino.
          . Numa mesa redonda, várias pessoas jogam poker.
           . A câmera é posicionada por trás de um cavalheiro.
            . À frente dele, uma mulher dispara olhares
                  mistos de admiração feminina
                    e raiva pelo dito cujo, que ganhava todas.
                   Até que ela se dirige a ele:
                      -   I admire your luck, Mr. ......
                                foco nas mãos do cavalheiro,
                                acendendo um isqueiro e,
                                logo a seguir, foco nele,
                                que complementa, após uma tragada:
                       -  .... Bond, James Bond!
                                (entra a música tema .....)

Esta frase foi repetida em outros 24 filmes do agente, com pequenas variações como:
My name is Bond, James Bond!        
ou
The name is Bond, James Bond!      
 ou
Name is Bond, James Bond!             
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É........ naquele dia 5 de Outubro de 1962, os deuses do entretenimento estavam inspirados! 

Ambos os fenômenos continuam vivos e faturando horrores até hoje,  SEIS décadas depois!      

Toda vez que eu ..., eu me lembro de ...

Certas coisas que se faz usualmente que te fazem lembrar de alguma pessoa....  Acrescentei hoje as ocorrências número 37 e 38 Toda vez q...