sábado, 29 de agosto de 2026

OUÇA e LEIA - Uma carta para Paul e Beatles 65


 

 The Beatles In My Life: Ser Beatlemaníaca

Este é o 11º programa mensal especial do Submarino Angolano, 
em que Virgínia Abreu de Paula nos conta 
sobre suas experiências com os Beatles. 

Ela tem hoje 78 anos e viveu Beatles na veia, 
e tem muita história pra contar!


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e leia o que acontece aqui, abaixo !!

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Entra vinheta de The Beatles In My Life 

Virgínia Abreu de Paula, The Beatles in My Life

Queridos  ouvintes da  LAC. Eu aqui de volta  para  falar sobre Os  Beatles  na minha  vida.

Entra And I Love Her com The Beatles

Chegam  as férias de Julho. Lá vou  eu passar uns  dias  em Belo Horizonte, na casa da Dona  Moça,  avó de Leila Harrison. E   conhecerei  Mrs Greet.   Poderei  agradecê-la pessoalmente  por  ter   passado para o  inglês, minha primeira  carta para  Paul.  Como assim, carta para Paul? Ainda  falarei sobre isso nos mínimos detalhes.  Não é que  achei o endereço  de Paul numa revista Intervalo? Meu inglês não dava para  eu escrever uma carta. Leila resolve o problema  informando sobre  uma inglesa  que residia  com  sua  avó.  Ela  passaria  minha  carta para  o inglês. Eu julho,  a carta já tinha seguido, ainda  sem resposta. Agora,  vejam  me chegando no bairro São Lucas, entrando  numa  charmosa casa azul, E  quem  vem  me receber com  a  dona  da casa?  Ela. Mrs Great. 

Entra Murder,   she Said. Ron Good win e Orchestra

Nossa  que  emoção. Britânica típica,  lembrado  a atriz Margaret Rutherford,  devidamente reconhecida  como  Dame, pela  rainha.e  que  fez  a Miss Marple  de Agatha  Christie, no cinema. Chego  a ouvir o tema  do filme quando  a  vejo.Cabelos totalmente  brancos, rosto  cor  de rosa,  olhos azuis,  cachecol,   roupa  de  frio  xadrez! Se vestindo  como  se estivesse  em  Londres.

Fazia anos tinha vindo para o Brasil e se bem entendi, trabalhava no Consulado. Viuva. Olho  para  ela em êxtase, esnobando com  um  “How  do you do?” E ela.  –“Então você é a moça da carta para o Paul McCartney. Já respondeu? He will.  He is  an Englishman.”  Ela conversava  misturando inglês com  português o tempo todo. “Onde está o sugar?” “Vou contar uma  coisa: listen.”

Na  primeira  noite,  engata  conversa comigo, em inglês,  enquanto toma seu Whisky.   Eu ouvindo deliciada por estar  conversando com uma inglesa…que  não sabia bem ser inglesa ou escocesa. Tinha nascido  na fronteira dos dois países.  Entendo a palavra Scotland.   De vez em quando balanço a cabeça dizendo –“Yes, yes”. Ela prossegue…  –“horses… farm…rain…”  “Deve estar falando que tem cavalos na fazenda do seu “marida”, como falava, em Diamantina”, penso eu. De repente diz algo incompreensível que termina com a seguinte pergunta: — “Would  you like it?”   Se eu gostaria…De que mesmo? Respondo que sim, “Of course”.  Ela levanta e vem trazendo  jornais   “The Times” para mim.  Thank  you.

Entra V.I.P com Ron Good win e Orchestra

Vou dormir no sétimo céu. Tinha uma amiga inglesa! Chego a imaginar estar  na Inglaterra.  Dia seguinte, a ilusão se torna mais forte ao sentar na sala “lendo” o “The Times”. É quando  a ouço dizer que a hóspede sabia inglês muito bem. –“Conversamos muito ontem. Lovely girl”. Tenho de prender o riso.  Leila e Maria da Graça,minha prima que  também estava lá,  rolam  de rir  me vendo  toda séria falando “Oh  Yes!”  várias  vezes  ao  dia. Num dos bate papos consigo entender  quando ela diz:   

-“So you like The Beatles”  

-“Yes, I do.”  

-“They are from Liverpool. Good boys.”

 – “Oh, Yes”.  

Amigos,  eu  não  estava em  Belo  Horizonte.  “Estou  em  Londres”,  é  como sinto,  até andando pelas ruas,  pegando  ônibus.Uma  V.I.P,  gente  muito importante,  como  no filme  também  estrelado pela Dame  Margareth Rutherford,  cujo tema   rolava na  minha  cabeça   enquando eu sonhava  acordada.  

No sábado pela  manhã  compro o disco Beatles 65. 


Entra Rock And Roll Music com The Beatles

Que  Chuck Berry  me perdoe,  mas  The Beatles   deram uma  injeção de energia  na  sua  Rock n  Roll   Music. 

Eu ainda  não sabia que os discos brasileiros eram diferentes dos ingleses. Hoje sei que o original se chamava “Beatles For Sale” e a seleção musical não era exatamente igual.  Até a capa era  diferente e bem mais bonita que a escolhida pela Odeon.  Sem   radiola   na casa, teria  de esperar para ouvir o disco completo ao retornar. 

Porém,  Leila descobre um programa mostrando algumas das músicas novas.  Além  de Rock n Roll   music, tocam  muito   “8 days a Week”,  eu já até sabia cantar. Solto a voz.

Entra Eight Days A Week com The Beatles 

“Uhh I need your love, girl”… Mrs Graet entra no quarto nesse momento  trazendo para nós um Daikiri feito por ela. Era boa nos cocktails. E fica olhando para mim surpreendida, -

“You can sing in English too.” 

Eu me entusiasmo…

“8 days a week, I looooove you. 8 days a week, is not enough to show I care…"

Leila: – “Agora ela  vai achar que você domina o inglês. Não é justo. Você sabe tanto quanto eu... isto é... quase  nada.”

O rádio  anuncia outra  faixa  do disco  recém  lançado.  What  you’re doing?   Deliciosa.

Entra What You're Doing com The Beatles

E  tem  aquela gritada do jeito que Paul  gosta. Kansas City

Entra Kansas City com The Beatles

O que que é isso? Que   maravilha  de sons  de guitarras...

Entra Words of Love com The Beatles

"Ah, é  meu George",  diz  Leila.   

Words  of  Love.  

 Cai no gosto do  radialista, porque  a  repete  sempre,  inclusive perto na  hora da nossa despedida.

 Sim,  chega o dia  de vir  embora. Ouço ela  comentando  com Dona Moça,–

“Vou sentir falta dela.”. –” 

Eu fico algumas horas ensaiando uma despedida,  Encho  de coragem vou logo dizendo:   

I will miss  you too. Thank you for translating my letter to English”. 

Não é que soube falar até direitinho? – 

“Not at all”, responde ela com um sorriso. Saio de lá  quase chorando… 

“Good bye”.

Na mente,  sigo  cantando  a canção de Buddly  Holy tão lindamente   interpretada  pelos nossos queridos.

Mm, mm, mm, mm

Agradeço  a todos  por  me  ouvirem  mensalmente. Até  a próxima.

Já temos 11 episódios

  1. Como a Madrinha soube da existência dos Beatles clique aqui
  2. Quando ela ouviu The Beatles pela 1ª vez, clique aqui
  3. Como ela viu o primeiro compacto dos Beatles, clique aqui
  4. Como ela ouviu o 1º LP dos Beatles, clique aqui
  5. Quando ela comprou o 2º LP dos Beatles, clique aqui
  6. Um break: homenagem a George Martin, clique aqui
  7. Quando ela viu The Beatles na Telona clique aqui!
  8. Suas impressões sobre o disco A Hard Day's Night, clique aqui
  9. Como conheceu o 1º Compacto Duplo, clique aqui
  10. A Descoberta de This Boy, clique aqui
  11. Uma carta para Paul, este aqui

OUÇA e LEIA - Day Tripper em uma versão desconhecida- by Cláudio Teran


É Cláudio Teran quem comanda a Beatles News!!


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E leia a seguir!

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 Day Tripper em uma versão desconhecida

 Entra A Hard day's Night com a Orquestra de George Martin   

Amigos e amigas do Submarino Angolano, Claudio Teran chegando para mais uma participação com as Beatles News, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do Brasil.

As novidades do mundo Beatle. Beatles em novidades na sua LAC FM. Vamos mergulhar

 Entra Get Back medley com John Lennon ao violão   

Começamos com a mais recente edição da revista Guitar Player, que entrevista o jornalista e escritor Eliott Mintz, amigo de longas datas de John Lennon & Yoko Ono. Ele confirma o que dissera em seu livro, John, Yoko & Eu. Paul McCartney e John Lennon se encontraram em 1978, conversaram e foram a uma pizzaria com as esposas.

Não há registro fotográfico. Paul e Linda foram recebidos por John & Yoko no Dakota, onde conversaram por várias horas. Depois decidiram ir a uma pizzaria chamada Elaine’s qu ficava nas proximidades do Dakota. O local tinha pouca gente, e eles não foram notados, embora fossem dois Beatles acompanhados das esposas.

A conversa girou em torno de temas diversos. Eliott Mintz presenciou tudo. Em dado momento Paul perguntou a John se ele tinha músicas novas. John disse não. E Paul respondeu que não vivia sem tocar e sem trabalhar em novas composições.

 Entra Silly Love Songs com Paul McCartney

 Entra HELP com Dolly Parton   

O mundo da música sentiu bastante a morte de uma de suas maiores estrelas. Dolly Parton morreu aos 80 anos. Cantora, compositora, empresária, atriz, filantropa, Dolly fez de tudo. Pelas redes sociais, Paul McCartney recordou encontros e momentos vividos com ela, e destacou não apenas seu extraordinário talento, mas também a generosidade. 

 Entra Imagine com Dolly Parton

Ringo Starr também lamentou a morte dela e dirigiu condolências à família. Ele e Paul participaram de uma das últimas gravações de Dolly Parton, a releitura de “Let It Be”. 

 Entra Dolly Pprton com Paul e Ringo e Ringo na bateria

Paul tocou baixo e cantou, enquanto Ringo recriou a bateria.

 Entra Boys com Ringo Starr e sua All Star Band

Falando em Ringo Starr, continua a promoção que vai levar fãs para assistir ao show da All-Starr Band que marca a volta de Ringo ao histórico Forest Hills Stadium, em Nova York. Para participar tem de entrar nas redes sociais de Ringo ou seguir direto para a página da Lotus Foundation. A promoção é aberta para o mundo inteiro. Está lá, dá tempo ainda!

O objetivo da promoção que inclui passagens, ingressos, hospedagem e acesso exclusivo para o show é ajudar a Lotus Foundation, instituição mantida por Ringo Starr que apoia projetos sociais, culturais e humanitários em diferentes partes do planeta.

Ringo tocou com os Beatles no Forest Hills em 1964, durante a explosão da Beatlemania nos EUA. Na época a EMI sondou gravar a apresentação ao vivo, mas desistiu.

 Entra You Like Me Too Much instrumental com Teh Beatles

E continua em pleno andamento o projeto da cinebiografia dos Beatles, dirigido por Sam Mendes. Como todos sabem, o plano original prevê quatro filmes, cada um contando a trajetória dos Beatles a partir do ponto de vista de um integrante.

O roteiro prevê que as quatro histórias se cruzem para formar uma grande narrativa sobre o maior grupo da história da música popular. O projeto tem por objetivo reapresentar os Beatles para seu público e também para as novas gerações.

Nesta semana surgiram rumores de que os filmes, com estreia prevista para 2028, poderão ter um destino ainda mais ambicioso depois de sua passagem pelos cinemas: a Netflix. A possibilidade de uma negociação envolvendo a plataforma de streaming aumentaria enormemente o alcance mundial do projeto.

Caso a negociação seja confirmada, o streaming poderá representar uma segunda etapa dessa experiência, levando a história dos Beatles simultaneamente para milhões de casas em todo o planeta. Por enquanto, a negociação é um boato.

Por outro lado, a tecnologia continua devolvendo imagens que pareciam perdidas para sempre.

 Entra Cant't Buy Me Love com The Beatles ao vivo   

 Apareceu nesta semana no You Tube uma versão restaurada da participação dos Beatles, em 1964, no programa britânico Top of the Pops.

O filme completo apresenta dois takes de “You Can’t Do That” e uma performance de “Can’t Buy Me Love”. Como era comum nos programas de televisão da época, os Beatles fazem playback. Mas isso não diminui em nada o valor histórico das imagens.

John, Paul, George e Ringo aparecem jovens, descontraídos, brincando com as câmeras e vivendo aquele momento extraordinário em que deixavam de ser apenas quatro rapazes de Liverpool para se transformar num fenômeno mundial.

Também circula um vídeo mostrando o trabalho técnico realizado para recuperar as imagens. Limpeza de sujeiras. Correção de defeitos. Estabilização. Aumento da definição foram alguns dos serviços feitos para resgatar este filme dado por perdido.

 Entra Rock and Roll Musica com The Beatles ao vivo   

Há 60 anos, os Beatles encerravam definitivamente suas atividades como banda de shows. O último concerto da derradeira turnê aconteceu no dia 29 de agosto de 1966, no Candlestick Park, em San Francisco. O estádio não existe mais. Foi demolido em 2010 e hoje virou um complexo esportivo moderno, o Monsters Stadium.

Quando subiram ao palco na noite gelada os Beatles sabiam que estavam no fim de uma era. 

 Entra Nowhere Man com The Beatles ao vivo   

Paul McCartney chegou a comentar que, nos bastidores, havia uma espécie de acordo silencioso. Ninguém anunciaria oficialmente. Outra providência de Paul foi pedir ao assessor de imprensa, Tony Barrow, que gravasse a apresentação em uma fita cassete. O conteúdo circula há anos no You Tube e com colecionadores.

Os Beatles estavam cansados da loucura das turnês e da precariedade de tocar ao vivo em 1966. George Harrison reclamava, com razão, que ninguém ouvia nada. Isso era um consenso entre eles. O som do público era bem mais alto que os amplificadores dos Beatles. Sessenta anos se passaram, e depois das turnês os Beatles entrariam em uma surpreendente nova etapa.

Novas etapas para ouvir coisas que a gente nunca imaginou que existissem

 Entra Day Tripper em take alternativo   

E para terminar, a grande novidade da semana. A gravação de “Day Tripper” registrada durante uma passagem de som nos estúdios Abbey Road. 

A música estava em construção, e o que ouvimos é John Lennon & Paul McCartney trabalhando em uma versão inacabada, enquanto cantam e se acompanham aos violões... SENSACIONAL


sábado, 22 de agosto de 2026

OUÇA e LEIA - O Acordo dos Beatles com a UMG- by Cláudio Teran


É Cláudio Teran quem comanda a Beatles News!!


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 O Acordo dos Beatles com a UMG

 Entra A Hard day's Night com a Orquestra de George Martin  

Alô amigos e amigas, Cláudio Teran chegando, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do Brasil para mais uma edição das Beatles News no Submarino Angolano.

Beatles em novidades. Beatles ao cair da tarde, nas ondas da sua LAC FM.

 Entra Drive My Car instrumental com The Beatles 

Os Beatles continuam sendo uma das marcas mais valiosas, influentes e desejadas da história da música, o que não é novidade. Mas, agora em que estamos às vésperas de um novo capítulo cinematográfico, a Apple Corps acaba de dar um passo importante para ampliar ainda mais o universo comercial do quarteto de Liverpool.

A empresa responsável pelos interesses dos Beatles firmou uma parceria abrangente de licenciamento e merchandising com o Universal Music Group, a UMG. Mas, afinal, o que isso significa na prática? É um negócio que envolve cifras milionárias.

O acordo vai muito além do lançamento de discos ou da distribuição das músicas dos Beatles. A parceria envolve a criação, o licenciamento e a comercialização de produtos físicos e digitais ligados ao grupo. A Universal estará à frente de tudo.

 Entra You Can't Do That ao vivo com The Beatles 

Isso pode significar uma nova geração de camisetas, livros, pôsteres, colecionáveis, objetos de decoração, produtos especiais, experiências digitais e outras iniciativas oficiais associadas ao universo dos Beatles no mundo inteiro.

E há também um ponto fundamental: o comércio eletrônico. Ou seja, a estrutura da Universal poderá ajudar a ampliar a presença oficial dos produtos dos Beatles nas plataformas digitais e no mercado internacional.

 Entra Revolution Nº1 instrumental com The Beatles 

O momento da parceria não é por acaso.

Ela acontece enquanto cresce a expectativa em torno da ambiciosa série de quatro filmes biográficos dirigidos por Sam Mendes. Cada filme deverá contar a história dos Beatles a partir da perspectiva de um de seus integrantes: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Tom Greene o novo CEO da Apple comanda projetos como esse e foi ele que assinou o contrato com a Universal.

A expectativa é que esses filmes provoquem uma nova onda de interesse mundial pelo grupo. O intento é que os filmes tanto mantenham o interesse dos fãs raiz como contribuam para ganhar o público jovem que ainda vai conhecer a banda.

E é justamente aí que entra a importância do acordo com a UMG.

Quando os filmes chegarem ao público, milhões de pessoas — inclusive uma nova geração que talvez esteja descobrindo os Beatles pela primeira vez — deverão procurar não apenas as músicas, mas também produtos, experiências e conteúdos relacionados, e quem terá os produtos disponíveis? A Universal. A parceria cria, portanto, uma estrutura comercial capaz de acompanhar esse novo momento.

 Entra I Want To Tell You com The Beatles 

É importante destacar que não se trata simplesmente de “vender mais camisetas dos Beatles”. O acordo representa uma estratégia para organizar e expandir a presença da marca Beatles num momento em que o grupo se prepara para voltar ao centro da cultura pop mundial. A aposta nos filmes e no museu dos Beatles faz parte dessa estratégia que bem poderia se chamar, The Beatles Século 21.

Nas últimas duas semanas imagens da recriação da travessia dos Beatles em Abbey Road com os atores principais, ganharam manchetes no mundo todo. Então os filmes de Sam Mendes podem funcionar, sim, como uma enorme porta de entrada para novos fãs.

 Entra Got To Get You In My Life take alternativo com The Beatles 

E, a partir daí, todo o universo dos Beatles poderá ganhar novo impulso: discos, edições especiais, produtos licenciados, conteúdos digitais e colecionáveis. E tudo isso não deixa de ser notável, mais de meio século depois do fim do grupo.

 Sua música continua sendo descoberta, reinterpretada e consumida em diferentes formatos. E todas as semanas estamos aqui falando das novidades do mundo Beatle, apesar de todos esses anos.  Agora, com a força dessa parceria comercial gigante com a Universal, o que vem aí é uma verdadeira revitalização global da marca Beatles.

 Entra Mystical One com George Harrison

Para fechar a participação de hoje, um pouquinho de George Harrison. Para comemorar os 60 anos do show dos Beatles no Japão, em 1966 e os 35 anos da turnê do George por aquele país em 1991, o espólio de George teve uma ideia. Relançar de novo, mais uma vez, outra vez, toda a discografia oficial dele, sem sequer umas faixas bônus.

De acordo com a estratégia adotada pela famílias, os discos virão no formato SHM, que tem uma qualidade sonora superior. E todos os álbuns retornam em formado de mini LP com capas duplas. Então até os discos que não saíram com capas duplas originais ressurgirão agora assim. São 13 álbuns, de All Things Must Pass aos dois com a banda Traveling Wilburys.

 Entra The Devil and The Deep Blue Sea com George Harrison

Do falecimento de George Harrison até aqui, esses álbuns receberam relançamentos persistentes, em mais de seis ocasiões. E isso deixa no ar uma interrogação: ou a família Harrison tem pouca coisa inédita nos arquivos, ou realmente o plano por ora é não lançar nada novo... 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Star Trek - Jornada nas Estrelas

Em 30 de julho de 2022, morreu a Tenente Uhura!
Nichelle Nichols, aos 89 anos!
E eu disse:
Rest in Peace ... in your last Star Trek!
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A tripulação de Jornada nas Estrelas perdeu uma pioneira! 
Foi fazer companhia ao Doutor Spock! 
Scotty deve ter comandado o teleporte final!
E McCoy deve ter prestado os primeiros cuidados em sua chegada!

Ela estava entre os que foram, audaciosamente, aonde nenhum homem jamais esteve, em busca de novos mundos, novas vidas, novas civilizações, numa missão prevista para durar cinco anos, e que chega agora aos 60 anos.
Restam firmes por aqui Sulu, Chekov e o próprio Capitão Kirk, que inclusive teve seu alterego William Shatner viajando ao espaço efetivamente!
Voltando ao início...
O 1º Episódio de Star Trek foi ao ar em 8 de setembro de 1966, na NNC americana! No Brasil, chegou em 14 de janeiro de 1968, já rebatizada de Jornada nas Estrelas, e eu, aos 10 aninhos, estava lá, se não na estreia, mas certamente a mosca me pegou ainda na primeira temporada!
Há 60 anos, portanto, -o mundo conheceu a Nave Estelar Enterprise, e começou a admirar a impagável relação entre o seu Comandante, o intrépido e intuitivo humano James Tiberius Kirk, e seu Oficial de Ciências, o racional e lógico vulcano Sr. Spock, com suas orelhas pontudas. Este último, nada surpreendente que fosse racional e lógico, afinal as duas virtudes estão no sangue de quem nasce em Volcano, e na educação que recebem, na doutrina que é seguida por todos. O que deixava a personalidade de nosso Spock mais fascinante é que ele tinha um pezinho na Terra: seu pai Sarek encantou-se com a malemolência de uma professora terráquea, e deu uma daquelas escorregadas a la Lugo, o bispo matador, que pecou pois o voto de castidade que tinha era paraguaio. Brincadeira, a coisa era séria, e eles eram casados de papel-passado, lá no planeta Vulcano, que só tinha gente séria!
Então, o interracial estelar Spock vivia em batalhas internas para tentar entender como pensava seu capitão, que fazia às vezes coisas contrárias à boa norma lógica e era bem sucedido. Spock pensava nas probabilidades, Kirk contava com a sorte. Os papos entre os dois personagens eram sempre pontilhados de ironias em que as diferenças entre humanos e vulcanos apareciam. E aos poucos, Spock foi aceitando Kirk como um amigo, coisa impensável se ele fosse um puro-sangue: em seu planeta natal, a amizade era acho que era um sentimento irracional. Ou talvez, fosse amigo dele por ser ético assim ser!
A interracialidade era uma constante na tripulação da Entreprise. Seus principais tripulantes, além do americano Kirk, e do extraterreno Spock, eram o médico americano McCoy, o inglês Scott, o russo Chekov, o japonês Sulu e a africana Uhura. Duas coisas impensáveis à época: em plena guerra-fria, um russo numa posição de comando à frente de americanos, e, num país que dois anos depois mataria o líder negro Martin Luther King, uma mulher negra co-habitava com não-negros em posição de comando. O próprio Dr. King elogiou a série por isto inclusive pediu ditretamente à atriz, que desejava sair após a 1ª temporada para trabalhar na Broadway, que continuasse no papel pela importância que isso causava no ânimo das mulheres negras. E com ela ocorreu a primeira cena de beijo interracial na TV americana, com o Capitão Kirk, que era o galinha da série. Aliás, vou deixar aqui o relato de Nichele Nichols, a nossa Tenente Uhura, de como foi o encontro dela com Dr. King... é de arrepiar!! Ela estava num banquete quando foi informada de que 'um fã' queria conhecê-la. Até chorei ao ler o relato dela... vejam
I thought it was a Trekkie, and so I said, 'Sure.' I looked across the room and whoever the fan was had to wait because there was Dr. Martin Luther King walking towards me with this big grin on his face. He reached out to me and said, 'Yes, Ms. Nichols, I am your greatest fan.' He said that Star Trek was the only show that he, and his wife Coretta, would allow their three little children to stay up and watch. [She told King about her plans to leave the series because she wanted to take a role that was tied to Broadway.] I never got to tell him why, because he said, 'you cannot, you cannot...for the first time on television, we will be seen as we should be seen every day, as intelligent, quality, beautiful, people who can sing dance, and can go to space, who are professors, lawyers." Dr. King Jr went further stating "If you leave, that door can be closed because your role is not a black role, and is not a female role; he can fill it with anybody even an alien."

Legal pensar num mundo em que não existe o dinheiro, as necessidades de todos são atendidas, as doenças do planeta já estão todas mapeadas e curáveis. Um mundo sem países ou religiões, onde todos pertencem apenas à raça humana. ALGUÉM SE LEMBRA DE UMA CERTA CANÇÃO DE UM CERTO JOHN LENNON? Imagine!  Americano, Russo, Japonês são apenas referências geográficas, a coisa subiu um nível, e o importante é saber se o indivíduo é Humano, Vulcano, Romulano ou Klingon. Ao escrever-se um endereço numa correspondência, tem que se acrescentar não o país em que se vive mas .... ‘Terra’. Escrevi e até fiz um áudio sobre isso, aqui, neste LINK.
A série durou apenas 3 temporadas, teve um relativo sucesso, mas não o suficiente para uma 4ª incursão. A admiração somente apareceu mesmo, e em níveis de histeria coletiva, quando ela começou a ser reprisada, nos anos iniciais da década de 1970. Termos como phaser, teleporte, dobra espacial, começaram a ser entendidos por mais gente. A coisa virou febre, fã-clubes pipocavam nos Estados Unidos e ao redor do mundo. Kirk, Spock e sua turma viraram ícones.
Os principais responsáveis pela febre tiveram reações díspares ao fenômeno. William Shatner chegou a rejeitar a fama de Kirk, temeroso por ficar eternamente atrelado à imagem do personagem, criticava a onda, e dedicava aos que se aproximavam dele por causa de Kirk um mal-educado: "Get a life!". Entretanto, logo percebeu que a coisa era inevitável e que poderia seguramente se dar muito bem com o fenômeno, e acabou se rendendo às evidências, aparecia nos festivais de Star Trek, e era ovacionado, enfim, acabou gostando da coisa.
Já Leonard Nimoy foi mais resistente. Ator respeitável com uma carreira sólida no teatro, não admitia de jeito nenhum que ficasse eternizado apenas como o-ator-que-um-dia-interpretou-Spock. Ele chegou a escrever um livro intitulado 
"I Am Not Spock"
que provocou uma revolução na comunidade, crises de choro convulsivo, cartas de decepção chegavam aos borbotões em sua caixa de correio. Ele acabou voltando ao grupo para as filmagens do cinema, dirigiu dois dos seis filmes iniciais, que tiveram grande sucesso, e acabou por resolver o conflito interior, quando lançou um segundo livro sobre o tema, quase 20 anos depois do primeiro, desta vez intitulado: 
"I AM SPOCK"
Aquela não foi a única falha de avaliação de Nimoy com relação à franquia: foi-lhe oferecido participar da produção de uma segunda série de Star Trek, "The Next Generation", por volta de 1985, e ele recusou, achando ser impossível que a coisa desse certo uma segunda vez. 
SÓ QUE DEU!!! 
E deu certo mais um montão de vezes, afinal vieram "Deep Space 9" e "Voyager" e "Enterprise" e "Discovery" e "Picard" e "Lower Decks" e "Prodigy" e, agora, "Strange New Worlds" uma pre-quel da série original. 
Veja-se na figura o montão de filhos de Gene Rodenberry, agora já chegando ao 4º Milênio!


Como se vê, a tripulação original fez 6 filmes na telona, a da "Nova Geração" outros 4, e mais recentemente teve um ótimo ensaio sobre como tudo começou, com 3 filmes com a mesma tripulação original.
"A Nova Geração" ficou bem oito anos em cartaz na telinha, numa Enterprise modernizada para o Século XXIV, e muito por causa do charme do ator shakespeareano Patrick Stewart interpretando seu francês capitão Jean Luc Picard, e da simpatia de Data, o andróide que queria ser humano! E ainda ganhou o direito de perpetuar a série na telona em mais 4 filmes. Data pode ter sido uma das razões para o fim dos filmes, afinal estava difícil manter o ator que fazia o papel de andróide com a cara imutável, já estava ficando constrangedor. Além disso, contribuiu o pouco sucesso do 10º filme. SÓ QUE NÃO! O ator voltou, há uns 4 anos com o mesmo personagem na séria "Picard"
Os últimos 3 filmes da telona foram uma retomada ou "reboot" que ofereceu uma boa linha de continuação da magia, justamente tentando recuperar a mágica interação entre os dois títeres, Kirk e Spock, contando como tudo começou. O resultado foi ótimo, bem recebidos pelos fãs, mesmo tendo destruído Volcano, provocando uma outra linha do tempo. A continuidade ainda está em jogo, principalmente depois da perda do astro que fez o novo Chekov, num incrível acidente doméstico.
E o nome do filme lançador da retomada na telona foi bastante interessante, super-apropriado para quem queria um recomeço....
... simplesmente ...
“Jornada nas Estrelas”.
Pudemos embarcar novamente!
Beam me up, Scotty!


OUÇA e LEIA - Uma carta para Paul e Beatles 65

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