quarta-feira, 2 de setembro de 2026

É Legal Ser Negão no Senegal


Renata esteve no Acre a divulgar seus livros, 
a convite e expensas do SESC.
E testemunhou o inclemente sol. 
E me lembrei da expressão Calor Senegalês!
Em homenagem àquele país, relembro 
minha experiência lá em 2006 
Eles vêm apresentando um crecimento consistente. 
A escala do gráfico, vai de 0 a 7% aa.

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É Legal Ser Negão no Senegal

Sangue em praça pública? É possível, permitido e oficializado em alguns lugares do planeta, e sem muitos traumas. Uma sólida introdução, antes de chegar ao tema... Por favor, encarem este meu ensaio como informativo. 

O título deste ensaio, nada original, roubo-o de uma música de Chico César por ser sonoro, e por ser um pouco a expressão da verdade. Não sou um especialista em África, mas posso dizer que aquele é um país que tem futuro. Visitei o Senegal em 2006, a trabalho (claro!). Foi o sexto país africano que visitei, e me deixou boa impressão. Foram somente dois dias em Dakar, portanto, não se espere um diagnóstico vasto e preciso. E calma, o país está longe de ser uma Namíbia, que a colonização alemã deixou mais ou menos em ordem, “limpinho, nem parece África!”, como nosso atual presidente falou ao lá chegar em visita de seu primeiro mandato. Os senegaleses continuam sendo pobres, mas têm alguma perspectiva. Ou seja, não é a melhor coisa do mundo, mas é legal.
Pausa para uma atualização de 2026. Como eu falo bem das perspectivas do país, é importante eu deixar aqui a evolução do PIB, nos últimos 20 anos... Nooooosa, essa viagem minha já fas VINTE ANOOOOOS!!!???


Bem, como podem ver, tem crescido direitinho, não? 

Parece então que minha impressão inicial teve algum fundo de propriedade!

E estão assim, mesmo mantendo aquela prática (mééé), que eu vou explicar em seguida!

Voltemos ao texto original!

O Senegal é aquele país na pontinha mais ocidental da África, e sua capital Dakar, localiza-se bem na tal pontinha, é o ponto africano mais próximo da América do Sul. Ponto estratégico, meio caminho entre este continente e a Europa, Dakar foi por muito tempo utilizada como ponto de reabastecimento em viagens de avião entre os dois continentes. Seu mapa político é muito interessante, pois aparece uma língua mais para o sul, que não é Senegal, e sim outro país, Gâmbia, ao redor do rio do mesmo nome. Se observar-se bem o mapa, o conjunto Senegal / Gâmbia assemelha-se ao rosto de uma velha, de perfil, olhando para o oeste, sendo o nariz a pontinha de Dakar, e o traço da boca, Gâmbia. Interessante que notei isso logo de cara, e falei a meus interlocutores, que acharam o máximo, nunca haviam percebido, nem mesmo os locais.  Etnicamente, são exatamente o mesmo povo e falam exatamente a mesma língua nativa, o Uolof, mas por resquícios da colonização, na “boca” fala-se o inglês, no “resto do rosto”, o francês. Aliás, a configuração lingüística desta minha missão foi bastante confusa: acompanhava-me um italiano, num país de língua francesa, com os negócios sendo tratados na língua do petróleo, que é o inglês, que bom, pois não falo a língua do biquinho, mas tentava un peu, com as 17 palavras de meu vocabulário francês, e ainda arriscava de vez em quando um italiano nas conversas com meu camarada, e quando eu não sabia a palavra correta, ia buscar lá no espanhol. Então, uma verdadeira salada!
Sempre que chego a um país africano,lembro-me da saudação padrão de nosso gerente geral da Nigéria, que ele mandava por email a todos os viajantes da empresa para o seu querido país, que, entre outros conselhos, dizia: “Se, por acaso, você não tiver sido encontrado (por um agente da empresa) depois de passar pelo check-out de bagagens, não saia do aeroporto em hipótese alguma. Da mesma forma, nem pense em pegar um táxi, pois correrá risco de vida.” .... pausa para suspiro ...

       No aeroporto de Dakar, entretanto, você não sente o assédio das pessoas querendo vender algum tipo de serviço. Você passa pela alfândega, direitinho, sem visto (se tiver Passaporte de Serviço), não tem ninguém querendo extorquir dinheiro. Você pede uma informação, o sujeito dá, sem pedir nada em troca, você pega sua mala, não aparece ninguém querendo ajudar, passa a mala num raio-x, portanto sem niguém querendo abrir pra ver “se tem alguma coisa interessante” pra achacar. Ou seja, não tem que ter os famosos “cem dólahh” no bolso, pronto pra facilitar as coisas. Com relação à arquitetura, o terminal de desembarque ainda tem a cara “This is Africa”, meio caído, já o terminal de  embarque é todo novo, informatizado, cheio de mármores e luzes, como qualquer outro aeroporto decente. Poderiam ter começado a reforma pelo outro, que já seria um excelente cartão de visitas.
Na saída do aeroporto, você acaba se lembrando que está em África, um monte de desocupados zanzando, mas ninguém nos assediou, fomos direto ao ‘shuttle’ do hotel, passando por meio deles. No caminho, era de noite, mas já deu pra perceber que a cidade está em obras, um prédio aqui, outro ali sendo construído, mas também, ainda muitas ruas sem calçada, marca registrada africana. Ao longo dos dois dias, presenciamos largas autopistas e viadutos em construção. Por outro lado, andamos também por ruas de terra, que o motorista que nos levava usava para cortar caminho e escapar dos engarrafamentos provocados pelas obras e por outro motivo sobre o qual falarei mais adiante (mééé). Sim, ruas de terra, mas nada que se compare ao que eu presenciei no Chade, paupérrimo país centro-africano, sem mar, em que andei mais da metade do tempo em ruas de terra: nem mesmo a rua na frente do aeroporto merece o tratamento. Calma, as pistas para descida dos aviões são de asfalto, e na verdade, formam um percentual importante para o país, que tem menos de 500 km de asfaltamento.
A outra parte daquela mesma simpática nota que mencionei lá em cima, falava da malária. Dizia: “A malária é uma doença endêmica na África, e pode se manifestar em duas formas: malária recorrente, tipo amazônica, e malária do sangue, conhecida como malária cerebral. A malária cerebral é a mais comum na Nigéria, e pode matar, por hemorragia no cérebro, em até 72 horas..... pausa para suspiro ...

       Deveras tranqüilizador, não? No Senegal, a coisa não é tão catastrófica assim, têm incidência apenas em partes do ano, mas, como alerta a nota, é uma endemia. E, se existe a expressão “calor senegalês” é porque certamente, tem épocas do ano em que faz um calor bem propício para a proliferação dos mosquitos.
O Senegal é um país com 95% de muçulmanos, mas com total tolerância religiosa, havendo casos de membros de uma mesma família com religiões diferentes. Não são, portanto, radicais. As mulheres andam com roupa ocidental, ou não, é opção delas. A poligamia é tolerada, mas a maior parte dos casais segue a monogamia. Mantém as cinco rezas diárias voltadas para Meca, a obrigação de visitá-la uma vez na vida, enfim e outros costumes, um dos quais, eu falarei adiante (mééé). Muito do esforço de construção que presenciamos é por conta de uma conferência da comunidade islâmica internacional que acontecerá em Dakar em 2008. Mas muito também da atual política imposta pelo presidente e equipe, no poder desde 2000, de investimento para o futuro.
Tivemos oportunidade de conhecer o Ministro da Energia, o motivo de nossa visita ao país, onde tínhamos sociedade com uma companhia italiana na exploração de um bloco offshore. Trata-se de uma figura imponente, energética, alto, jovem, de forte personalidade, que nos recebeu em elegante traje muçulmano (e chinelos). Fora recentemente empossado, fruto da nova composição política do governo, depois da reeleição. Vindo da área financeira, estudou e trabalhou em Londres em posições de comando. Nos últimos quatro anos, era presidente da estatal de energia elétrica, e agora subiu de posto.  A reunião foi brevemente interrompida logo no início, quando adentrou a sala o Ministro de Estado da Justiça, que foi recebido pelo nosso ministro com extrema reverência. Apresentou-nos a ele, dando o devido destaque à nossa empresa, e mostrou que sabe das dificuldades e dos custos da atual indústria do petróleo, em uma breve conversa com o ilustre intruso, antes de pedir muitas desculpas e mostrar-nos a porta da sala, explicando que uma visita daquelas não pode ser adiada. Depois ficamos sabendo das duas categorias de ministro: os de Estado, das grandes pastas, pessoas de grande experiência e proximidade com o presidente; e os normais como o nosso alto interlocutor, num nível inferior. Não temos correspondência aqui. 

        Quando voltamos à sala, reiterou as desculpas pela interrupção. Enquanto tratávamos de nosso assunto, desfilava uma impressionante sequência de números, contando seus planos para o país. O país estava sendo reconstruído, como percebemos nas ruas. Seu conhecimento de finanças faz com que consiga altas somas de financiamentos externos (citou muitas cifras). O que mais impressionou foi quando disse que estão plantando o futuro, dedicando 40% (!!) do orçamento nacional para educação e 10% (!!) para a saúde. Que tal? Parece até mesmo um certo país de dimensões continentais que conhecemos aqui do outro lado do Atlântico, não? Bem, na verdade, aqui não precisamos disso tudo, temos excelentes resultados nos concursos internacionais de matemática e ciências....
Tem planos de longo prazo. A comunidade financeira internacional gosta disso e vem se mostrando disposta a ajudar, abrindo os cofres. Agrada também o fato de ser um país sem conflitos étnicos, com tolerância religiosa. O ministro diz que a mãe e a irmã dele são cristãs. No campo da riqueza, não quer cometer o erro de Angola e Nigéria, que gastam o que Deus (ou Allah) lhes deu em luxo para poucos, enquanto a população sofre. Eles sabem que terão petróleo, mas não querem esperar por ele e estão investindo pesado em infra-estrutura. O ministro é um workaólico, que trabalha das oito da manhã às 11 da noite, quando vai pra casa cuidar de sua “small family”, palavras dele, dormindo no máximo quatro horas por noite. Sua citação lembrou-me Napoleão, que dizia: duas horas de sono são suficientes para os comandantes, quatro horas para os comandados, e oito horas para os idiotas (ainda bem que estou mais pro meio!). 

       Contou que o Presidente, apesar de seus 82 anos, também tem esse pique, só que vai até as duas da manhã todos os dias. Disse que foram companheiros de luta e juntos ficaram na prisão, por mais de um ano. Disse que sua luta agora é contra o tempo. Diz: “We have a country to run!”. Não admite que se viaje dois dias para ter reunião em um e se retorne somente no dia seguinte: ele viaja de noite, passa o dia em reuniões e volta na noite seguinte. Reuniões em países árabes, aproveita para marcá-las em fins de semana, que são dias normais naqueles países. Quando volta, segue o ritmo normal de trabalho. Não há tempo a perder. Só falta Allah dar uma ajudazinha com o petróleo. E estávamos lá para tentar ser Sua mão. Inshallah!
O petróleo é a dádiva divina que falta ao Senegal, mas abunda em Nigéria e Angola. Este nosso irmão de língua portuguesa tem a riqueza já desde a década de setenta, mas sofreu durante mais de 25 anos com a guerra civil. Agora é finda a guerra, eles têm a sorte de serem poucos (pouco mais de 12 milhões de habitantes), os recursos estão aparecendo, o país está crescendo a dois dígitos, mas grassa vez por outra um certo hábito no alto escalão, que faz com que a distribuição não seja lá muito equânime. A Nigéria descobriu petróleo há mais tempo, já teve o seu auge, coincidentemente com o título de país mais corrupto do mundo. A atual administração quer acabar com a pecha, mas agora tem que distribuir riqueza por mais de 150 milhões de almas, concentradas numa área pouco maior que o estado de Mato Grosso (veja, sem incluir o do Sul). A pobreza é generalizada, há conflitos étnicos e uma religião não suporta a outra. Deu pra perceber a situação inversa de nossos amigos senegaleses?
Agora, a razão do mééé. Não é a 'marvada' pinguinha, como alguns apreciadores carinhosamente a chamam. Trata-se do som que mais ouvi em Dakar. Logo no primeiro translado entre o hotel e a estatal senegalesa, notei a presença nas ruas, em cada terreno baldio, ou em frente às casas, um pequeno acúmulo de cabras, ou em pé, ou deitadas em cima das outras, sendo movidas pra lá e pra cá, algumas teimosas sendo arrastadas. A cena ia se repetindo ao longo do caminho, de todo o caminho, quando o carro andava por ruas menores. Uma coisa impressionante! Na volta para o hotel, que começou às 18:00 horas, já anoitecendo, a cena continuava, agora sob a luz do luar, umas poucas de iluminação pública e das próprias luzes dos automóveis. Um número incalculável de cabras. Acho que vi seguramente muito mais cabra que gente. Aquela volta para o hotel demorou duas horas: era cabra atravessando rua, empacando na frente dos carros, sendo arrastadas. Aqui, temos o cabra da peste; lá, era uma peste de cabras. Acho que vi umas 10 mil, por baixo.
A explicação para esse movimento todo remonta aos tempos de Abrahão. Aquele profeta existiu antes da separação entre as três grandes religiões monoteístas de hoje: judeus, católicos e muçulmanos veneram Abrahão como um dos pais de sua religião. Diz a lenda que, para testar a fé do profeta, Deus ordenou a Abrahão que sacrificasse seu filho Isaac. O profeta não pensou duas vezes, pegou da espada, levantou-a sobre a cabeça do filho, e quando ia desferir o golpe, um anjo o impediu. Deus considerou prova de fé suficiente, e aceitou o sacrifício de um cordeiro em troca. E ele assim o fez, cortando a jugular do pobre bichinho, certamente no meio de um mééé. Pois é, a data é celebrada todos os anos, pelos muçulmanos, a Festa do Sacrifício. É o Eid al-Adha, a Festa do Sacrifício do islamismo. Ou, Tabaski, na língua local.

       Cada chefe de família repete o gesto de Abrahão, a Sunna, ali mesmo, no meio da rua. Faz parte do ritual a preparação da carne, depois de tirar a pele e os internos, que será dividida em três partes e dada aos pobres, aos parentes e para a própria família ao longo da semana seguinte. Como nem todos têm animais, as últimas semanas antes da festa são tomadas pelo comércio, daí a enormidade de caprinos que invadiu as ruas, vindas do campo, num mercado a céu aberto.  Outros países muçulmanos também seguem o costume, Líbia e Paquistão, por exemplo. Pelo que soube, não precisa ser cabra, pode ser ovelha, boi, enfim, pobres sacrificandos!
Felizmente, a linhagem cristã de Abrahão não celebra aquele momento máximo de comprovação de fé. Acho que os judeus também não o fazem. E, felizmente também, o dia do sacrifício era exatamente um dia depois, quando havia saído do país. Trata-se de um costume, na minha opinião, meio incompatível com um país que quer ser moderno. Por outro lado, como se trata de uma tradição milenar, aliás, de vários milênios, é uma coisa impossível de ser revertida. Passa de geração para geração, os meninos sonham com o dia em que farão a sua primeira degola.


Que bom que a coisa iria acontecer apenas no dia seguinte, o 17 de novembro.

Enfim, esse era o recado. Claro que o Senegal não é uma Brastemp, mas certamente estava-se traçando o caminho para se tornar. À época...

O feriado religioso é móvel. Neste ano da graça de 2026 foi em maio.


Méé
P.S: vejam abaixo como foram as transições de governo nestes últimos  20   anos. 
 Aquelas autoridades que conheci ficaram por mais 6 anos, e transmitiram 

 o poder pacificamente ... ou quase!!

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Senegal é considerado o caso mais estável da África Ocidental, mas os últimos 20 anos foram agitados. 

Resumo direto 2006-2026:

1. Abdoulaye Wade (2000 - 2012)

Estava no poder desde 2000. No final do segundo mandato, tentou um 3º mandato em 2012, argumentando que a mudança constitucional de 2008 zerava a contagem.Isso gerou os protestos do movimento M23. Muita tensão, mas ele acabou perdendo a eleição.

2. Macky Sall (2012 - 2024) - 12 anos

Chegou com promessa de reduzir mandato de 7 para 5 anos e de não fazer mais que 2 mandatos. Fez a reforma para 5 anos, mas manteve seu primeiro mandato de 7 anos. Período de muito crescimento econômico (PSE - Plan Sénégal Emergent), obras grandes, mas também acusações crescentes de autoritarismo e de prender opositores. O ponto mais crítico foi 2023-2024: o principal opositor, Ousmane Sonko, foi condenado e preso, o que o tirou da disputa. Protestos violentos com dezenas de mortes. Em fevereiro de 2024, Macky tentou adiar a eleição presidencial de 25 de fevereiro para dezembro, o Conselho Constitucional barrou como golpe institucional. Foi o maior crise constitucional da história do país.

3. Bassirou Diomaye Faye (2024 - atual)

Eleição finalmente em 24 de março de 2024. Uma virada histórica: Bassirou Diomaye Faye, braço-direito de Sonko, que tinha saído da cadeia há 10 dias, venceu no 1º turno com 54%. É o presidente mais jovem da história do Senegal (44 anos na época) e o primeiro que nunca tinha tido cargo público antes.A transição foi pacífica: Macky Sall reconheceu a derrota no mesmo dia e entregou o poder em 2 de abril de 2024.Faye nomeou Sonko como Primeiro-Ministro. Desde então governam com discurso de ruptura, soberanismo econômico, auditoria dos contratos de petróleo/gás e renegociação com França.

Então: de 2006 pra cá foram 3 presidentes, 2 alternâncias de poder completas, todas por voto, mesmo com crises fortes em 2011-2012 e 2023-2024. É por isso que o Senegal mantém a fama de exceção democrática na região, onde os vizinhos (Mali, Burkina, Níger, Guiné) todos tiveram golpes militares nesse mesmo período. 

sábado, 29 de agosto de 2026

OUÇA e LEIA - Uma carta para Paul e Beatles 65


 

 The Beatles In My Life: Ser Beatlemaníaca

Este é o 11º programa mensal especial do Submarino Angolano, 
em que Virgínia Abreu de Paula nos conta 
sobre suas experiências com os Beatles. 

Ela tem hoje 78 anos e viveu Beatles na veia, 
e tem muita história pra contar!


 Clique no play verdinho... 


View on Vocaroo >>

e leia o que acontece aqui, abaixo !!

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Entra vinheta de The Beatles In My Life 

Virgínia Abreu de Paula, The Beatles in My Life

Queridos  ouvintes da  LAC. Eu aqui de volta  para  falar sobre Os  Beatles  na minha  vida.

Entra And I Love Her com The Beatles

Chegam  as férias de Julho. Lá vou  eu passar uns  dias  em Belo Horizonte, na casa da Dona  Moça,  avó de Leila Harrison. E   conhecerei  Mrs Greet.   Poderei  agradecê-la pessoalmente  por  ter   passado para o  inglês, minha primeira  carta para  Paul.  Como assim, carta para Paul? Ainda  falarei sobre isso nos mínimos detalhes.  Não é que  achei o endereço  de Paul numa revista Intervalo? Meu inglês não dava para  eu escrever uma carta. Leila resolve o problema  informando sobre  uma inglesa  que residia  com  sua  avó.  Ela  passaria  minha  carta para  o inglês. Eu julho,  a carta já tinha seguido, ainda  sem resposta. Agora,  vejam  me chegando no bairro São Lucas, entrando  numa  charmosa casa azul, E  quem  vem  me receber com  a  dona  da casa?  Ela. Mrs Great. 

Entra Murder,   she Said. Ron Good win e Orchestra

Nossa  que  emoção. Britânica típica,  lembrado  a atriz Margaret Rutherford,  devidamente reconhecida  como  Dame, pela  rainha.e  que  fez  a Miss Marple  de Agatha  Christie, no cinema. Chego  a ouvir o tema  do filme quando  a  vejo.Cabelos totalmente  brancos, rosto  cor  de rosa,  olhos azuis,  cachecol,   roupa  de  frio  xadrez! Se vestindo  como  se estivesse  em  Londres.

Fazia anos tinha vindo para o Brasil e se bem entendi, trabalhava no Consulado. Viuva. Olho  para  ela em êxtase, esnobando com  um  “How  do you do?” E ela.  –“Então você é a moça da carta para o Paul McCartney. Já respondeu? He will.  He is  an Englishman.”  Ela conversava  misturando inglês com  português o tempo todo. “Onde está o sugar?” “Vou contar uma  coisa: listen.”

Na  primeira  noite,  engata  conversa comigo, em inglês,  enquanto toma seu Whisky.   Eu ouvindo deliciada por estar  conversando com uma inglesa…que  não sabia bem ser inglesa ou escocesa. Tinha nascido  na fronteira dos dois países.  Entendo a palavra Scotland.   De vez em quando balanço a cabeça dizendo –“Yes, yes”. Ela prossegue…  –“horses… farm…rain…”  “Deve estar falando que tem cavalos na fazenda do seu “marida”, como falava, em Diamantina”, penso eu. De repente diz algo incompreensível que termina com a seguinte pergunta: — “Would  you like it?”   Se eu gostaria…De que mesmo? Respondo que sim, “Of course”.  Ela levanta e vem trazendo  jornais   “The Times” para mim.  Thank  you.

Entra V.I.P com Ron Good win e Orchestra

Vou dormir no sétimo céu. Tinha uma amiga inglesa! Chego a imaginar estar  na Inglaterra.  Dia seguinte, a ilusão se torna mais forte ao sentar na sala “lendo” o “The Times”. É quando  a ouço dizer que a hóspede sabia inglês muito bem. –“Conversamos muito ontem. Lovely girl”. Tenho de prender o riso.  Leila e Maria da Graça,minha prima que  também estava lá,  rolam  de rir  me vendo  toda séria falando “Oh  Yes!”  várias  vezes  ao  dia. Num dos bate papos consigo entender  quando ela diz:   

-“So you like The Beatles”  

-“Yes, I do.”  

-“They are from Liverpool. Good boys.”

 – “Oh, Yes”.  

Amigos,  eu  não  estava em  Belo  Horizonte.  “Estou  em  Londres”,  é  como sinto,  até andando pelas ruas,  pegando  ônibus.Uma  V.I.P,  gente  muito importante,  como  no filme  também  estrelado pela Dame  Margareth Rutherford,  cujo tema   rolava na  minha  cabeça   enquando eu sonhava  acordada.  

No sábado pela  manhã  compro o disco Beatles 65. 


Entra Rock And Roll Music com The Beatles

Que  Chuck Berry  me perdoe,  mas  The Beatles   deram uma  injeção de energia  na  sua  Rock n  Roll   Music. 

Eu ainda  não sabia que os discos brasileiros eram diferentes dos ingleses. Hoje sei que o original se chamava “Beatles For Sale” e a seleção musical não era exatamente igual.  Até a capa era  diferente e bem mais bonita que a escolhida pela Odeon.  Sem   radiola   na casa, teria  de esperar para ouvir o disco completo ao retornar. 

Porém,  Leila descobre um programa mostrando algumas das músicas novas.  Além  de Rock n Roll   music, tocam  muito   “8 days a Week”,  eu já até sabia cantar. Solto a voz.

Entra Eight Days A Week com The Beatles 

“Uhh I need your love, girl”… Mrs Graet entra no quarto nesse momento  trazendo para nós um Daikiri feito por ela. Era boa nos cocktails. E fica olhando para mim surpreendida, -

“You can sing in English too.” 

Eu me entusiasmo…

“8 days a week, I looooove you. 8 days a week, is not enough to show I care…"

Leila: – “Agora ela  vai achar que você domina o inglês. Não é justo. Você sabe tanto quanto eu... isto é... quase  nada.”

O rádio  anuncia outra  faixa  do disco  recém  lançado.  What  you’re doing?   Deliciosa.

Entra What You're Doing com The Beatles

E  tem  aquela gritada do jeito que Paul  gosta. Kansas City

Entra Kansas City com The Beatles

O que que é isso? Que   maravilha  de sons  de guitarras...

Entra Words of Love com The Beatles

"Ah, é  meu George",  diz  Leila.   

Words  of  Love.  

 Cai no gosto do  radialista, porque  a  repete  sempre,  inclusive perto na  hora da nossa despedida.

 Sim,  chega o dia  de vir  embora. Ouço ela  comentando  com Dona Moça,–

“Vou sentir falta dela.”. –” 

Eu fico algumas horas ensaiando uma despedida,  Encho  de coragem vou logo dizendo:   

I will miss  you too. Thank you for translating my letter to English”. 

Não é que soube falar até direitinho? – 

“Not at all”, responde ela com um sorriso. Saio de lá  quase chorando… 

“Good bye”.

Na mente,  sigo  cantando  a canção de Buddly  Holy tão lindamente   interpretada  pelos nossos queridos.

Mm, mm, mm, mm

Agradeço  a todos  por  me  ouvirem  mensalmente. Até  a próxima.

Já temos 11 episódios

  1. Como a Madrinha soube da existência dos Beatles clique aqui
  2. Quando ela ouviu The Beatles pela 1ª vez, clique aqui
  3. Como ela viu o primeiro compacto dos Beatles, clique aqui
  4. Como ela ouviu o 1º LP dos Beatles, clique aqui
  5. Quando ela comprou o 2º LP dos Beatles, clique aqui
  6. Um break: homenagem a George Martin, clique aqui
  7. Quando ela viu The Beatles na Telona clique aqui!
  8. Suas impressões sobre o disco A Hard Day's Night, clique aqui
  9. Como conheceu o 1º Compacto Duplo, clique aqui
  10. A Descoberta de This Boy, clique aqui
  11. Uma carta para Paul, este aqui

OUÇA e LEIA - Day Tripper em uma versão desconhecida- by Cláudio Teran


É Cláudio Teran quem comanda a Beatles News!!


Clique no Play Verdinho

para ouvir

E leia a seguir!

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 Day Tripper em uma versão desconhecida

 Entra A Hard day's Night com a Orquestra de George Martin   

Amigos e amigas do Submarino Angolano, Claudio Teran chegando para mais uma participação com as Beatles News, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do Brasil.

As novidades do mundo Beatle. Beatles em novidades na sua LAC FM. Vamos mergulhar

 Entra Get Back medley com John Lennon ao violão   

Começamos com a mais recente edição da revista Guitar Player, que entrevista o jornalista e escritor Eliott Mintz, amigo de longas datas de John Lennon & Yoko Ono. Ele confirma o que dissera em seu livro, John, Yoko & Eu. Paul McCartney e John Lennon se encontraram em 1978, conversaram e foram a uma pizzaria com as esposas.

Não há registro fotográfico. Paul e Linda foram recebidos por John & Yoko no Dakota, onde conversaram por várias horas. Depois decidiram ir a uma pizzaria chamada Elaine’s qu ficava nas proximidades do Dakota. O local tinha pouca gente, e eles não foram notados, embora fossem dois Beatles acompanhados das esposas.

A conversa girou em torno de temas diversos. Eliott Mintz presenciou tudo. Em dado momento Paul perguntou a John se ele tinha músicas novas. John disse não. E Paul respondeu que não vivia sem tocar e sem trabalhar em novas composições.

 Entra Silly Love Songs com Paul McCartney

 Entra HELP com Dolly Parton   

O mundo da música sentiu bastante a morte de uma de suas maiores estrelas. Dolly Parton morreu aos 80 anos. Cantora, compositora, empresária, atriz, filantropa, Dolly fez de tudo. Pelas redes sociais, Paul McCartney recordou encontros e momentos vividos com ela, e destacou não apenas seu extraordinário talento, mas também a generosidade. 

 Entra Imagine com Dolly Parton

Ringo Starr também lamentou a morte dela e dirigiu condolências à família. Ele e Paul participaram de uma das últimas gravações de Dolly Parton, a releitura de “Let It Be”. 

 Entra Dolly Pprton com Paul e Ringo e Ringo na bateria

Paul tocou baixo e cantou, enquanto Ringo recriou a bateria.

 Entra Boys com Ringo Starr e sua All Star Band

Falando em Ringo Starr, continua a promoção que vai levar fãs para assistir ao show da All-Starr Band que marca a volta de Ringo ao histórico Forest Hills Stadium, em Nova York. Para participar tem de entrar nas redes sociais de Ringo ou seguir direto para a página da Lotus Foundation. A promoção é aberta para o mundo inteiro. Está lá, dá tempo ainda!

O objetivo da promoção que inclui passagens, ingressos, hospedagem e acesso exclusivo para o show é ajudar a Lotus Foundation, instituição mantida por Ringo Starr que apoia projetos sociais, culturais e humanitários em diferentes partes do planeta.

Ringo tocou com os Beatles no Forest Hills em 1964, durante a explosão da Beatlemania nos EUA. Na época a EMI sondou gravar a apresentação ao vivo, mas desistiu.

 Entra You Like Me Too Much instrumental com Teh Beatles

E continua em pleno andamento o projeto da cinebiografia dos Beatles, dirigido por Sam Mendes. Como todos sabem, o plano original prevê quatro filmes, cada um contando a trajetória dos Beatles a partir do ponto de vista de um integrante.

O roteiro prevê que as quatro histórias se cruzem para formar uma grande narrativa sobre o maior grupo da história da música popular. O projeto tem por objetivo reapresentar os Beatles para seu público e também para as novas gerações.

Nesta semana surgiram rumores de que os filmes, com estreia prevista para 2028, poderão ter um destino ainda mais ambicioso depois de sua passagem pelos cinemas: a Netflix. A possibilidade de uma negociação envolvendo a plataforma de streaming aumentaria enormemente o alcance mundial do projeto.

Caso a negociação seja confirmada, o streaming poderá representar uma segunda etapa dessa experiência, levando a história dos Beatles simultaneamente para milhões de casas em todo o planeta. Por enquanto, a negociação é um boato.

Por outro lado, a tecnologia continua devolvendo imagens que pareciam perdidas para sempre.

 Entra Cant't Buy Me Love com The Beatles ao vivo   

 Apareceu nesta semana no You Tube uma versão restaurada da participação dos Beatles, em 1964, no programa britânico Top of the Pops.

O filme completo apresenta dois takes de “You Can’t Do That” e uma performance de “Can’t Buy Me Love”. Como era comum nos programas de televisão da época, os Beatles fazem playback. Mas isso não diminui em nada o valor histórico das imagens.

John, Paul, George e Ringo aparecem jovens, descontraídos, brincando com as câmeras e vivendo aquele momento extraordinário em que deixavam de ser apenas quatro rapazes de Liverpool para se transformar num fenômeno mundial.

Também circula um vídeo mostrando o trabalho técnico realizado para recuperar as imagens. Limpeza de sujeiras. Correção de defeitos. Estabilização. Aumento da definição foram alguns dos serviços feitos para resgatar este filme dado por perdido.

 Entra Rock and Roll Musica com The Beatles ao vivo   

Há 60 anos, os Beatles encerravam definitivamente suas atividades como banda de shows. O último concerto da derradeira turnê aconteceu no dia 29 de agosto de 1966, no Candlestick Park, em San Francisco. O estádio não existe mais. Foi demolido em 2010 e hoje virou um complexo esportivo moderno, o Monsters Stadium.

Quando subiram ao palco na noite gelada os Beatles sabiam que estavam no fim de uma era. 

 Entra Nowhere Man com The Beatles ao vivo   

Paul McCartney chegou a comentar que, nos bastidores, havia uma espécie de acordo silencioso. Ninguém anunciaria oficialmente. Outra providência de Paul foi pedir ao assessor de imprensa, Tony Barrow, que gravasse a apresentação em uma fita cassete. O conteúdo circula há anos no You Tube e com colecionadores.

Os Beatles estavam cansados da loucura das turnês e da precariedade de tocar ao vivo em 1966. George Harrison reclamava, com razão, que ninguém ouvia nada. Isso era um consenso entre eles. O som do público era bem mais alto que os amplificadores dos Beatles. Sessenta anos se passaram, e depois das turnês os Beatles entrariam em uma surpreendente nova etapa.

Novas etapas para ouvir coisas que a gente nunca imaginou que existissem

 Entra Day Tripper em take alternativo   

E para terminar, a grande novidade da semana. A gravação de “Day Tripper” registrada durante uma passagem de som nos estúdios Abbey Road. 

A música estava em construção, e o que ouvimos é John Lennon & Paul McCartney trabalhando em uma versão inacabada, enquanto cantam e se acompanham aos violões... SENSACIONAL


sábado, 22 de agosto de 2026

OUÇA e LEIA - O Acordo dos Beatles com a UMG- by Cláudio Teran


É Cláudio Teran quem comanda a Beatles News!!


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E leia a seguir!

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 O Acordo dos Beatles com a UMG

 Entra A Hard day's Night com a Orquestra de George Martin  

Alô amigos e amigas, Cláudio Teran chegando, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do Brasil para mais uma edição das Beatles News no Submarino Angolano.

Beatles em novidades. Beatles ao cair da tarde, nas ondas da sua LAC FM.

 Entra Drive My Car instrumental com The Beatles 

Os Beatles continuam sendo uma das marcas mais valiosas, influentes e desejadas da história da música, o que não é novidade. Mas, agora em que estamos às vésperas de um novo capítulo cinematográfico, a Apple Corps acaba de dar um passo importante para ampliar ainda mais o universo comercial do quarteto de Liverpool.

A empresa responsável pelos interesses dos Beatles firmou uma parceria abrangente de licenciamento e merchandising com o Universal Music Group, a UMG. Mas, afinal, o que isso significa na prática? É um negócio que envolve cifras milionárias.

O acordo vai muito além do lançamento de discos ou da distribuição das músicas dos Beatles. A parceria envolve a criação, o licenciamento e a comercialização de produtos físicos e digitais ligados ao grupo. A Universal estará à frente de tudo.

 Entra You Can't Do That ao vivo com The Beatles 

Isso pode significar uma nova geração de camisetas, livros, pôsteres, colecionáveis, objetos de decoração, produtos especiais, experiências digitais e outras iniciativas oficiais associadas ao universo dos Beatles no mundo inteiro.

E há também um ponto fundamental: o comércio eletrônico. Ou seja, a estrutura da Universal poderá ajudar a ampliar a presença oficial dos produtos dos Beatles nas plataformas digitais e no mercado internacional.

 Entra Revolution Nº1 instrumental com The Beatles 

O momento da parceria não é por acaso.

Ela acontece enquanto cresce a expectativa em torno da ambiciosa série de quatro filmes biográficos dirigidos por Sam Mendes. Cada filme deverá contar a história dos Beatles a partir da perspectiva de um de seus integrantes: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Tom Greene o novo CEO da Apple comanda projetos como esse e foi ele que assinou o contrato com a Universal.

A expectativa é que esses filmes provoquem uma nova onda de interesse mundial pelo grupo. O intento é que os filmes tanto mantenham o interesse dos fãs raiz como contribuam para ganhar o público jovem que ainda vai conhecer a banda.

E é justamente aí que entra a importância do acordo com a UMG.

Quando os filmes chegarem ao público, milhões de pessoas — inclusive uma nova geração que talvez esteja descobrindo os Beatles pela primeira vez — deverão procurar não apenas as músicas, mas também produtos, experiências e conteúdos relacionados, e quem terá os produtos disponíveis? A Universal. A parceria cria, portanto, uma estrutura comercial capaz de acompanhar esse novo momento.

 Entra I Want To Tell You com The Beatles 

É importante destacar que não se trata simplesmente de “vender mais camisetas dos Beatles”. O acordo representa uma estratégia para organizar e expandir a presença da marca Beatles num momento em que o grupo se prepara para voltar ao centro da cultura pop mundial. A aposta nos filmes e no museu dos Beatles faz parte dessa estratégia que bem poderia se chamar, The Beatles Século 21.

Nas últimas duas semanas imagens da recriação da travessia dos Beatles em Abbey Road com os atores principais, ganharam manchetes no mundo todo. Então os filmes de Sam Mendes podem funcionar, sim, como uma enorme porta de entrada para novos fãs.

 Entra Got To Get You In My Life take alternativo com The Beatles 

E, a partir daí, todo o universo dos Beatles poderá ganhar novo impulso: discos, edições especiais, produtos licenciados, conteúdos digitais e colecionáveis. E tudo isso não deixa de ser notável, mais de meio século depois do fim do grupo.

 Sua música continua sendo descoberta, reinterpretada e consumida em diferentes formatos. E todas as semanas estamos aqui falando das novidades do mundo Beatle, apesar de todos esses anos.  Agora, com a força dessa parceria comercial gigante com a Universal, o que vem aí é uma verdadeira revitalização global da marca Beatles.

 Entra Mystical One com George Harrison

Para fechar a participação de hoje, um pouquinho de George Harrison. Para comemorar os 60 anos do show dos Beatles no Japão, em 1966 e os 35 anos da turnê do George por aquele país em 1991, o espólio de George teve uma ideia. Relançar de novo, mais uma vez, outra vez, toda a discografia oficial dele, sem sequer umas faixas bônus.

De acordo com a estratégia adotada pela famílias, os discos virão no formato SHM, que tem uma qualidade sonora superior. E todos os álbuns retornam em formado de mini LP com capas duplas. Então até os discos que não saíram com capas duplas originais ressurgirão agora assim. São 13 álbuns, de All Things Must Pass aos dois com a banda Traveling Wilburys.

 Entra The Devil and The Deep Blue Sea com George Harrison

Do falecimento de George Harrison até aqui, esses álbuns receberam relançamentos persistentes, em mais de seis ocasiões. E isso deixa no ar uma interrogação: ou a família Harrison tem pouca coisa inédita nos arquivos, ou realmente o plano por ora é não lançar nada novo... 

É Legal Ser Negão no Senegal

Renata esteve no Acre a divulgar seus livros,  a convite e expensas do SESC. E testemunhou o inclemente sol.  E me lembrei da expressão Ca...