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sexta-feira, 16 de abril de 2021

Os Assuntos de Yellow Submarine - O Disco

  Capítulo 46 


De minha saga  

O Universo das Canções dos Beatles


Todos os Capítulos da saga têm acesso neste LINK 


46.1 Aqui, este LINK, um relato do que aconteceu entre dois álbuns.

46.2  Os Assuntos de Yellow Submarine 


Foram 12 as canções gravadas.

  • Duas Canções já existentes, de Lennon/McCartney
  • Seis canções instrumentais de George Martin
  • Quatro CANÇÕES NOVAS 

É sobre estas últimas que falaremos aqui! São elas:

  1. Only a Northern Song (George Harrison)
  2. All Together Now (Lennon/McCartney) efetivamente, Paul
  3. Hey Bulldog (Lennon/McCartney) efetivamente, John
  4. It´s All Too Much (George Harrison)

        Quem está acostumado a minhas análises certamente esperaria agora o detalhamento dos assuntos tratados nas canções do álbum, e ele virá, apenas que dada a inédita configuração de compositores observada.

        Caso se decidisse eleger um 'dono' do álbum, e se lhe atribuísse o título pelo número de composições no mesmo, Yellow Submarine seria um Álbum DE George Harrison, afinal, compôs duas de quatro das composições novas do disco! Um assombroso índice de 50%! E isso ocorreu pela primeira e única vez! Aliás, eu vou fazer um capítulo especialmente para isso, determinar os 'Donos' de de cada um dos álbuns dos Beatles! 

        Claro que, indo ao pé da letra, Yellow Submarine seria um Álbum DE George Martin, afinal, é o compositor de 6 das 12 canções do álbum, e, mais que isso, ocupando TODO o Lado B, coisa que nenhum Beatle realizou! Mas aqui, estamos nos atendo à às canções com Letras!!
         
        Agora, sim, vamos aos Assuntos!! O álbum segue a tendência, iniciad a em Rubber Soul e jamais seria abandonada, de ser predominantemente de Mind Songs 

        Percebam a tabela abaixo. 



        Mais detalhes sobre a divisão entre Heart & Mind Songs, aqui, neste LINK

        Traduzindo...

        É UMA canção falando ao  Coração,  sobre Garotas, na Classe Amor

        São 3 canções que falam à Mente
        • Todas canções com Discursos 
          • 2 falando a um Grupo
          • 1 falando a uma Pessoa

        Um fato interessante! O Álbum Branco é o ÚNICO dos Beatles a ter canções em TODOS os 7 Assuntos em que este cronista dividiu o mundo da música, a saber, a saber, Girl, Miss, Story, Speech, Self, Acid e Nonsense!!


        E atualizemos nosso gráfico Heart x Mind, que introduzimos em Sgt.Pepper's!

        Após o CAMPEÃO das Mind Songs,  Magical Mistery Tour  

        O Álbum Branco e Yellow Submarine retornam ao índice médio de Mind Songs desde Rubber Soul.

        Veja o gráfico:




        Os próximos índices de Heart Songs serão:
        • Abbey Road tem 5 Heart Songs (29%, 5 em 17)
        • Let It Be tem 2 Heart Songs (20%, 2 em 10 + 1 Cover)
        • Past Masters #1 tem 11 Heart Songs (100%, 11 em 11 + 4 Covers)
        • Past Masters #2 tem 5 Heart Songs (38%, 5 em 13)
        Lembrem-se que os Past Masters #1 e #2
        são coletâneas de canções fora dos LPs

        O Álbum Branco é, portanto, no trinômio Grupo / Assunto / Classe, um

        75% Mind,
        75% Speech, 
        50% Group Album!

        Em termos de autoria, as canções estão assim divididas!
        • Como ressaltado acima, George é o campeão, com duas canções, e Paul e John dividem o segundo e último lugar, com uma composição cada um!
        • George, desta vez, é o único autor a gravar uma Heart Song 
          • Ela é sobre Garotas, e na Classe Amor!
        • George traz uma Mind Song,  num Discurso a um Grupo
        • Paul traz também uma Mind Song,  também num Discurso a um Grupo
        • John traz outra Mind Song, esta num Discurso a uma Pessoa

        Na tabela abaixo, as evidências, nas letras, do porquê da classificação acima!






        Próximos temas da análise de Yellow Submarine

        46.3 As análises 4 canções novas do álbum.

        46.4 Lançamento, Recepção e Legado

        Rock, Parceria e Poesia

        Há quase 64 anos ocorreu um encontro que iria mudar o mundo
        Que bom que eu já estava a caminho, na barriga de minha mãe ...
        para poder testemunhar tudo aquilo que eles proporcionaram.
        Caso prefiram o Audio Blog, cliquem abaixo...
        O texto está logo depois!!
        _________________________________________

        Muitos, com certeza, já ouviram falar da parceira Lennon/McCartney mesmo não sendo fãs dos Beatles. Responsáveis pela composição por quase 90% das músicas autorais da banda, John Lennon e Paul McCartney certamente colocaram seus nomes na lista de TopTen Composers de qualquer especialista em música, incluindo os mais reticentes. Uns poucos exagerados da imprensa especializada da década de 60 diziam que Lennon e McCartney eram os melhores compositores desde Schubert (!!).
        Esta parceria começou graças a um desprendimento de John, claro que associado a uma visão de futuro privilegiada. John, em sua costumeira modéstia, desde pequeno sabia que seria grande. Sempre foi o líder dos grupos em que se metia, para o bem ou para o mal. E líder ele era dos Quarrymen, uma banda de adolescentes ingleses que tocavam rock em variados lugares de Liverpool, inclusive em pátios de igrejas. E foi num pátio de igreja, na tarde de 6 julho de 1957, que ele foi apresentado a Paul por um amigo comum (de nome Ivan Vaughn *, a quem nós, amantes dos Beatles, agradecemos imensamente). Paul mostrou na guitarra seu conhecimento sobre o rock americano e também trechos de composições suas. De imediato, John percebeu que estava diante de um igual. Nas 24 horas seguintes, ficou matutando, com seu imensurável ego, o dilema de continuar como estrela solitária, ou deixar seu brilho ser ofuscado pela presença de um outro talento no grupo. Quiseram os deuses do rock que ele optasse pela última, e assim criou-se a semente do sucesso dos Beatles. Depois, em 8 de fevereiro de 1958, Paul trouxe George Harrison e, por último, chegou Ringo Starr, em 18 de agosto de 1962, já nas vésperas da gravação do primeiro disco. O resto é história... um pouco da qual, conto aqui!
        (*) Ivan era amigo de infância de John e colega de Paul, e tocava aquele escorredor de roupa do skiffle no Quarrymen, mas não era sempre.Os dois Beatles nunca se esqueceram dele, inclusive o colocaram na folha de pagamento da Apple por algum tempo, num projeto que não foi adiante. Outra ligação de Ivan com os Beatles foi por sua esposa Jan, professora de Francês, que foi contratada para sentar-se com Paul e John para ajudar nas partes no idioma da canção Michelle, de Rubber Soul, 1965. Ivan era nascido no mesmo dia/mês/ano de Paul e morreu cedo, aos 51 anos, de pneumonia.

        John e Paul começaram a compor juntos e logo viram que, apesar dos estilos diferentes, a afinidade era grande. Tanta que chegaram logo cedo a um acordo de parceria: fosse John ou Paul o verdadeiro autor de uma canção, a autoria oficial seria declarada como de Lennon/McCartney. No começo, Paul tentou sugerir uma ordem diferente, algumas canções chegaram a ser registradas como McCartney/Lennon, mas a liderança de John acabou prevalecendo. Este tipo de acordo foi repetido por inúmeras duplas famosas, inclusive a nossa tupiniquim Roberto e Erasmo Carlos. O acordo só veio a se desmanchar com o fim dos Beatles.
        Os dois amigos tinham uma capacidade para compor invejável. Conta a história que, num encontro com um certo Michael Jagger, amigo das noitadas em Londres, este último reclamava que não tinha uma música suficientemente boa para gravar seu primeiro disco. Diz a lenda que os dois se retiraram do ambiente por 10 minutos e, ao retornarem, entregaram a Mick aquela que seria o primeiro sucesso dos Rolling Stones: I Wanna Be Your Man. Claro que a canção está longe de ser uma obra-prima, nem poderia se exigir mais. Em outro episódio, à época da filmagem de seu primeiro longa-metragem, deram outra mostra dessa capacidade. O filme tinha o título baseado num suspiro de Ringo Starr após um dia intenso de filmagens: Well, it's been hard day...’s night! Os produtores ainda tinham título. John falou o tradicional: É esse, deixa comigo! …. E foi para casa. Na manhã seguinte, mostrou o que tinha conseguido a Paul, que cantou o middle eightWhen I’m home, everything seems to be right …”. E entregaram A Hard Day’s Night, aquela que seria um de seus maiores sucessos. Um terceiro episódio (há dezenas deles): Paul conta que sonhou com a melodia de Yesterday, acordou, e achou tão linda que duvidou da própria arte, e foi conferir, com John, com George, com o outro George (claro que Ringo não poderia opinar...), até que se convenceu que era uma McCartney original, e foi buscar a letra. Ocorre que, a única coisa que lhe vinha à mente, ao invés do famoso “Yes-ter-day .... All my troubles seemed so far way ” era “Scram-bled-eggs .. oh my darling how I like your legs....”. Claro que, rapidamente, ele colocou uma letra mais apropriada e concluiu aquela que seria a canção mais re-gravada de todos os tempos. Nesta última, John pouco contribuiu, se é que...
        Aquele acordo de parceria fez com que muitos pensassem que todas as canções com o rótulo Lennon/ McCartney fossem compostas sempre por John e por Paul em um trabalho conjunto. Isto, na verdade, somente aconteceu nos primeiros anos da dupla e mesmo assim, somente em algumas poucas canções (She Loves You, I Wanna Hold Your Hand, Do You Want To Know A Secret?, From Me To You, Please, Please Me, This Boy), e uma ou outra quando estavam mais maduros (With a Little Help From My Friends e A Day in The Life). Nas demais, o trabalho é 100% individual, no máximo um dava um palpite num verso aqui, uma sugestão numa harmonia ali, etc. Havia uma disputa saudável entre os dois: um usava o outro como estímulo para compor cada vez mais e melhor e não ficar para trás na preferência dos fãs.
        Quando se tem um pouco mais de familiaridade com as músicas dos Beatles, logo se percebe quem fez qual música:

        ·  O primeiro sinal é o cantor: geralmente quem compôs, canta a voz principal na gravação. E, com um pouco de treino auditivo, você distingue a voz mais ácida de John da voz mais suave de Paul; 

        ·   Se, ainda assim está difícil, vá pelo estilo: Paul é mais baladeiro, John mais roqueiro. Claro que há exceções memoráveis. Algumas das mais bonitas baladas dos Beatles, como In My Life, Good Night, Girl, Norwegian Wood, são de John e alguns dos rocks mais dançantes, como I’m Down, Birthday, Can’t Buy Me Love, Back In The USSR, Helter Skelter (este, pra lá de pesado!), são de Paul;

        ·    Se o estilo musical não foi suficiente pra definir, em canções românticas, vá pela letra: Paul é mais up beat, otimista, como em Another Girl, All Together Now, Getting Better, Good Day Sunshine, Hello Good Bye, Penny Lane; John é mais down, pessimista, como em Run For Your Life, I Don’t Want to Spoil the Party, No Reply, I’m So Tired (muitas vezes descambando para a “Corno Music”) e ainda passando por crises existenciais como em I’m a Loser, Yer Blues ou Help!;

        ·    Se a canção não é romântica, aqui vai uma dica: Paul adora contar histórias, repare em Obladi Oblada, Rocky Raccoon (inesquecível honky tonky piano), Maxwell’s Silver Hammer, Paperback Writer, She’s Leaving Home, (esta, uma verdadeira obra-prima!); John tinha algumas mensagens a dar, como em All You Need is Love, Revolution e The Word e ainda viajava junto com as drogas em canções como em Lucy In The Sky Wiith The Diamonds, I Am The Walrus, Rain e Tomorrow Never Knows. Além disso, adorava se inspirar em posters de propaganda como em For The Benefit Of Mr. Kite ou em notícias ou anúncios de jornal como em A Day In The Life (cuja idéia central era dele, com participação de Paul, ao final - Woke up, got out the bed ...) e Happiness Is A Warm Gun;

        ·      Se nada disso funcionou, vá ao detalhe da poesia:
        John adorava os jogos de palavras como em ….
                   “It won’t be long, till I belong to you”,
        de It Won´t Be Long
                   “Please, please me oooh yeah like I please you”,
        de Please Please Me
                   I get high when I see you go by, my oh my.
               When you sigh, my, my inside just    dies, butterflies.
               Why am I so shy when I’m beside you”, 
        de It´s Only Love
                    “Everybody is green, cause I’m the one who won your love”
        de You Can´t Do That
                    “Oh Dear, what can I do, baby’s in black and I’m feeling blue
        de Baby´s In Black

        Paul procurava rimas ricas, como em …
                        “Though the days are few, thei’re filled with tears
                        and since I lost you, it feels like years
                   de You Won´t See Me
                   ou métricas especiais como em
                   “Hey Jude, don’t make it bad,
                   take a sad song and make it better!
                   Remember to let her into you heart
                   Then you can start to make it better
        Hey Jude, don’t be afraid,
                   you were made to go out and get her!
                  The minute you let her under your skin
                  Then you begin to make it better
                  Hey Jude, don’t let me down,
                 you have found, her now go and get her”
        de Hey Jude

        Enfim, como são cerca de 180 canções, haverá sempre exceções aqui e ali em que regras serão quebradas. E, na verdade, nem interessava saber de quem era qual música. O importante, realmente, é o conjunto da obra. A perfeita harmonia vocal dos dois (muitas vezes com a ajuda de George Harrison), juntamente com as inovações técnicas (muitas vezes com a ajuda de George Martin), contribuía para que o verdadeiro autor se tornasse um detalhe desnecessário.
        As desavenças normais que acontecem em 90% das bandas depois de longo tempo de convivência acabaram por distanciar um do outro, sem, entretanto, diminuir o nível de suas composições. E, com o final dos Beatles, cada um seguiu seu rumo, em carreira solo, sempre produzindo boas canções. John continuou mandando mensagens, as melhores delas em Imagine, e Working Class Hero, e revelando crises existenciais como em Mother. Paul continuou sendo up beat como em Coming Up e seguiu contando suas historinhas como em Another Day. Devido ao seu melhor tino comercial (ainda que sendo algumas vezes execrado por isto), Paul teve mais retorno financeiro que John. Este, por seu lado, era mais bem recebido pela crítica do que Paul. Além disso, devido às desavenças mal resolvidas, trocavam farpas musicais, se bem que sempre provocadas por John como em How Do You Sleep?, que foi educadamente respondida por Paul com Dear Friend. Em 1973, ele e Paul fizeram as pazes, este foi visitar aquele em seu exílio na Califórnia, enfim.
        Porém o tempo não foi suficiente para que voltassem a reviver a velha e profícua parceria, a mais famosa da história da música. Não foi suficiente, pois John foi assassinado. E naquele dia, 8 de dezembro de 1980, na última conversa que teve com um repórter, a declaração foi sobre o grande amigo. Perguntado sobre seu relacionamento com Paul, já ‘off the record’, a caminho do estúdio onde faria sua última gravação, John disse:

        Paul is my brother!
        You know, as a family we always had ups and downs.
        But at the end of the day, there is nothing that I wouldn't do for him
        and I'm sure it's vice-versa!

        ..... pausa para o choro .....


        Paul prestou uma última homenagem ao amigo, em 1982, com a canção Here Today, linda, linda, tocante, e ele a tem interpretado, acompanhado apenas ao violão, em todos os seus recentes shows, sempre com a voz embargada.
        And if I say,
        I really knew you well what would your answer be?
        If you were here today

        Ooh- Ooh- Ooh, here to-day.

        Well knowing you,
        you'd probably laugh and say that we were world's apart.
        If you were here today

        Ooh- Ooh- Ooh, here to-day.

        But as for me,
        I still remember how it was before,
        and I am holding back these tears no more

        Ooh- Ooh Ooh, I love you, Ooh.

        Como se vê, Paul abre seu coração e admite como faz falta o velho amigo, e se lembra de como era antes, na época em que eles mudaram o mundo. 

        --- x ---

        Mais textos sobre Paul McCartney no link abaixo:
         http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2012/06/paul-mccartney-70.html

        quinta-feira, 15 de abril de 2021

        Yellow Submarine, O Disco

         Capítulo 45 


        De minha saga  

        O Universo das Canções dos Beatles


        Todos os Capítulos têm acesso neste LINK 


        O cenário para Yellow Submarine, O Disco 

        E segue a história dos Beatles

        Estamos em 22 de novembro de 1968! 

        E seguem crescendo os números!!!               
        Em pouco mais de 6 anos de carreira, lançaram 172 canções, sendo 148 autorais e 24 de outros autores, filmaram dois Longas Metragens de sucesso mundial, A Hard Day's Night e HELP!, e um de sucesso mediano, reconhecido posteriormente,  fizeram 571 shows, sendo 386 no Reino Unido, 94 na Europa Continental, 67 na América, 16 na Austrália e 8 na Ásia, esse número ficou estacionado, e ganharam 4 títulos de Membros do Império Britânico, lançaram 17 compactos, um EP de inéditas, 9 LPs, Please Please Me (LINK)With The Beatles (LINK) A Hard Day's Night (LINK)Beatles For Sale (LINK)HELP! (LINK), Rubber Soul (LINK), Revolver (LINK), Sgt. Pepper's Lonely Hearts CLub Band (LINK), e The White Album (LINK) um EP Duplo - Magical Mistery Tour (LINK) - todos chegando ao primeiro lugar, com exceção do primeiro e de mais um (!!!) compactos. 
        Os números seguem espantosos!!!               

        Depois de passarem quase cinco meses em estúdio para produzir as 30 canções do Álbum Branco, não sem conflitos internos, o resultado foi um estrondoso sucesso. E o próximo álbum, com a trilha sonora do longa metragem Yellow Submarine, não iria requerer nenhum trabalho de estúdio, suas quatro canções novas já estavam todas gravadas, a primeira remontando a fevereiro de 1967, a última foi em fevereiro de 1968, e inclusive já eram conhecidas, de uma parte do público, os que assistiram ao filme, que estreara em julho de 1968 em Londres. O lançamento da trilha sonora foi em 13 de janeiro de 1969. O filme, na verdade uma animação, foi o último projeto lançado por Brian Epstein em vida, que gostou do fato de os Beatles, eles mesmos, não terem envolvimento, eles não queriam mais, mas o filme era uma obrigação contratual com a United Artists. Não usaram nem mesmo suas vozes, mas gostaram tanto do filme que resolveram fazer uma aparição ao final cantando uma das canções, para nossa suprema felicidade e gáudio! Então, já estava tudo pronto e foram 40 dias de 'férias' para os 'rapazes', entre o lançamento dos dois álbuns, mas não sem acontecimentos ou percalços... 

        John e Yoko haviam sido presos em outubro, e depois soltos sob fiança, por posse de maconha, no apartamento de Ringo em Montagu Square, em que moraram enquanto não se estabeleciam em definitivo em sua casa 'no campo'. A droga foi encontrada pela polícia, mas não convenceu John, porque eles haviam sido avisados da averiguação e limpado a casa. John ia brigar na Justiça, mas nesse ínterim, um dia antes do lançamento do Álbum Branco, Yoko teve um aborto com quase 6 meses de gravidez, após duas semanas de internação porque seu médico temera pelo bebê. O aborto, decerto foi precipitado pela tensão da situação. Durante a internação, John ficou com ela todo o tempo, primeiro numa cama do hospital, e depois, quando precisaram da cama, ele dormiu no chão. O bebê era um menino, ele se chamaria John Ono Lennon II, que foi enterrado não se sabe onde, e decerto seria local de peregrinação até hoje. No dia da audiência, em 28 de novembro, John se declarou culpado, por temer que um longo processo causasse a deportação de Yoko. Na argumentação, o advogado usou o aborto, e o fato que que John estava 'limpo' desde a viagem à Índia, e o fato de que a música de John era um benefício para a humanidade. Eles foram liberados após pagamento de uma multa de 150 libras e um alerta de que aquela seria a última vez. Percalço digno de registro, né? Bem, sobre o fato de ele estar 'limpo' de maconha, se era verdade, durou pouco. 

        Magoados com a perda do filho, John e Yoko embarcaram firme na heroína... mas não o suficiente para interromper o processo criativo. O controverso álbum Two Virgins, em que aparecem nus, de frente e de costas, na capa e na contracapa, foi lançado em Londres no final de Londres, sem qualquer participação da EMI em sua distribuição, duas semanas após seu lançamento nos EUA, onde foi coberto por uma capa marrom, em que deixava expostas apenas suas faces. Em dezembro, John aceitou o convite de Mick Jaegger, dos Rolling Stone para participar de um programa para a TV chamado 'Rock and Roll Circus', cuja gravação foi nos dias 10 e 11, em que John foi com Yoko e Julian, seu filho de 5 anos. (veja neste LINK uma ótima cena deles com Mick). O programa não foi ao ar, mas possibilitou vir ao mundo a única performance ao vivo de um Beatle tocando uma música dos Beatles, coisa que não acontecia desde agosto de 1966. Eu contei sobre ela em minha análise de Yer Blues  (LINK). Em paralelo, ele e Yoko filmavam Rape, para a TV austríaca, em que uma garota qualquer nas ruas de Londres é filmada em close, e é perseguida por um cameraman que não abre a boca, até que ela ê encurralada e começa a chorar de verdade, tanso, e no lançamento John explicou que aquilo era o que acontecia a pessoas em Biafra (país africano devastado pela fome) e no Vietnã, era John seguindo em seu 'protest mode' que começara em Revolution 1 (LINK), apesar de ser uma ideia de Yoko, totalmente abraçada por ele. No dia 18, estiveram no Royal Albert Hall, convidados pelos organizadores do Underground Christmas Party, em que se apresentaram envoltos em uma fronha gigante, garantindo ser aquela a melhor forma de comunicação. Coisa de Yoko, mas ela tinha razão, afinal, se fossem apenas em  suas presenças, não seriam lembrados até hoje por este escriba, por exemplo.

        Paul, agora morando com Linda e sua (dela) filha Heather, passaram longo tempo na fazenda de Paul na Escócia, no hoje famoso Mull of Kintire (Far have I travelled and Much have I Seen), e depois causaram furor na pequena cidade praiana de Faro, em Portugal, quando chegaram de surpresa num jato particular, para atender a um convite de última hora de Hunter Davies, seu amigo, e biógrafo oficial dos Beatles. Enquanto em Londres, tocou baixo em uma canção de James Taylor, que era artista da Apple, gravadora dos Beatles. Em seu papel de porta-voz dos Beatles, anunciou que devido ao aborto de Yoko, seus planos de fazerem apresentações ao vivo seria adiado. Sim, eles haviam até marcado algumas datas de dezembro para o efeito. Olha só...

        George passou boa parte do tempo nos Estados Unidos, onde lançou seu álbum Wonderwall, com a trilha sonora do filme de mesmo nome, e de lá anunciou que os Hell's Angels, aqueles motoqueiros hippies, iriam invadir a capital londrina, garantindo que não fariam confusão. O evento se materializou na festa de Natal na Apple, com John e Yoko vestidos de Papai e Mamãe Noel distribuindo presentes para as crianças que apareceram. Ringo também esteve nos States para a première de seu filme Candy, estrelado por ele, um de muitos de sua carreira de ator.

        No caso de terem feito as contas dos '40 dias' que mencionei no primeiro parágrafo, estranhariam que o final daquele período resultaria em 2 de janeiro de 1969, enquanto sabemos que o álbum foi lançado em 13 de janeiro. Faltaram 10 dias! É que eles foram usados trabalhando. Sim, começava o novo trabalho dos Beatles, o Projeto Get Back, de retorno às raízes. Ele teve 10 dias de gravação, sobre os quais falarei no Capítulo 48. Ué, mas este aqui sendo o Capítulo 46, por que o próximo Capítulo não seria o 47? É que ..... bem .... não vou dar spoiler! Aguardem pacientemente!

        No próximo Sub Capítulo, os assuntos das canções de Yellow Submarine

        https://www.youtube.com/watch?v=Q7J_UrPzZQc



        quarta-feira, 14 de abril de 2021

        SANTOS 100PRE SANTOS

                  Há 9 anos, num 14 de abril, o Santos virava Centenário!
        Este ano, vale a lembrança
        ______________________________________________

                  DENTRO OU FORA DO ALÇAPÃO.
                        JOGUE ONDE JOGAR,
                         ÉS O LEÃO DO MAR!
                     SALVE O NOVO CAMPEÃO!


        Cantei esse hino, com propriedade, ou seja, celebrando o Campeão, naquele glorioso ano em que o Santos Futebol Clube completava 100 anos de história de sucessos. Quebramos aquela sina de que time-não-ganha-nada-quando-completa-100-anos, vide principalmente Flamengo e Corinthians. A última (única?) exceção fora o Vasco, que ganhou nada menos que a Libertadores da América, em 1998. Ganhamos o título paulista, num espetacular tricampeonato.


        Bem, se me permite, vamos a uma breve história do meu time.
        (atenção ... qualquer texto em vermelhito 
        é um link para outro texto meu sobre o Santos!)

        O Santos, vamos combinar, não é apenas um clube de futebol, é um conceito!
        Conceito de jogar bonito
        Conceito de fazer muitos gols
        Conceito de encantar torcidas...
             .... mesmo as contrárias!!
        Foi em 14 de abril de 1912, um domingo, dia de jogar futebol, que foi criado aquele que seria o time com maior número de gols da história do futebol mundial. São mais de 12.000 gols, looonge do segundo colocado. Essa mania, essa insistência em encantar parece que está no DNA: a única vitória que teve no Campeonato Paulista de 1913 foi logo um 6x3 no Corinthians, que viria a ser nosso maior rival. Quase 1.100 desses gols foram marcados pelo maior de todos os jogadores, o incomparável Pelé, que colecionou recordes e boas histórias.

        O costume goleador do Santos era notório, desde a infância. Um ataque marcou época, com Siriri, Camarão, Feitiço, Araken e Evangelista, que ficou conhecido como o 'Ataque dos 100 gols', que marcou no Campeonato de 1927, mas perdeu o jogo final, onde lhe bastava o empate para ser campeão. O primeiro título só viria em 1935. E depois dele, mais um enorme jejum, de 20 anos. E aí começou o período de maior glória da história do futebol brasileiro. E começou logo com o primeiro bicampeonato, em 1955 e 1956, ainda sem Pelé (que chegaria ao clube naquele ano), mas com Zito, Tite, Pepe e Pagão, este último que muitos diziam ser mais fantástico que  Pelé.  E tinha ainda Jair da Rosa Pinto!! Em 1957, o São Paulo ganhou, mas em 1958, aaahhh, em 1958 começava a história do melhor time de todos os tempos.

        Foi em 4 de janeiro de 1958 que nasceu Homero Ventura, este torcedor que vos fala, hoje nacionalmente conhecido por Homerix (hehe), e que nada tinha a ver com o time do Santos, mas já nasceu torcedor, visto que pai, e irmão, 13 anos mais velho, já eram fanáticos. No Campeonato Paulista daquele ano, foram recordes de gols, que jamais seriam alcançados: Pelé, com 58 gols, e o Santos, com 143 gols, pode uma coisa dessas? Um dos jogos do ano ficou marcado por matar 5 torcedores, de enfarte... o espetacular Santos 7x6 Palmeiras. E naquele ano, o mundo conheceu Pelé, com atuação memorável na Copa do Mundo da Suécia, marcando 5 gols nos dois jogos finais que deram o primeiro título ao Brasil, e mais um, da vitória contra o País de Gales, fundamental, e com direito a chapéu em menos de um metro.

        Nos Campeonatos Paulistas, começava uma sequência de títulos impressionante, que entretanto foi sempre interrompida pelo Palmeiras, em 1959, 1963 e 1966.  Foram dois tricampeonatos (1960-1962 e 1967-1969) e um bi (1964-1965). O porco sempre atrapalhou nossa caminhada. Os ataques continuavam arrasadores, o maior de todos formado por Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Nunca houve um ataque como aquele! As tabelinhas, inventadas por Pelé e Coutinho, encantavam os felizardos que as presenciavam. Em 1964, num 11x0 contra o Botafogo de RP, Pelé marcou 8 gols, recorde até hoje. O artilheiro do campeonato, adivinha quem era? De 1957 a 1965, Pelé foi o artilheiro, numa impressionante sequência de 9 anos e 358 gols. Depois, ele voltaria ao topo da artilharia em 1968 e 1973, último título do Rei pelo Santos. Um título dividido com a Portuguesa, por uma trapalhada do trapalhão juiz atrapalhadamente atrapalhado Armando Marques, que terminou a cobrança dos pênaltis antes do tempo, ironia, quando nem Pelé havia batido!!!

        Os campeões paulistas, de 1970 a 1972, pra terminar a série da Era Pelé, foram São Paulo (bi) e Palmeiras! O Corinthians ganhara seu último título em 1954, e passou a fase áurea do Santos sem ganhar um único campeonato. Grande culpado foi o Santos que obrigou-os a um período de 11 anos sem vitórias nos confrontos diretos, que começou em 1957, justamente na primeira vez em que Pelé jogou contra eles. Pelé seguramente estava nos pesadelos dos corinthianos!! Zito, o grande capitão, NUNCA perdeu para os gambás.   Outro pesadelo mais recente dos nossos maiores rivais? Robinho!!! Sim, o rei-das-pedaladas também pode se vangloriar de NUNCA ter perdido para o Corinthians. Nem Pelé, nem, mais recentemente, Neymar ostentam essa alegria. Mas o Corinthians mesmo com aquele longo jejum ainda é o maior detentor de títulos paulistas, com respeitáveis 30 campeonatos, seguido do meu Santos e Palmeiras com 22 e do São Paulo com 21. 

        Para terminar o âmbito estadual, o Santos experimentou a viuvice de Pelé (que parou em 1974) até 1978, quando ganhamos o campeonato com uma leva de meninos que ficou conhecida como 'Os Meninos da Vila', com Clodoaldo de tiozão, Ailton Lira e Pita no meio-campo, e Nilton Batata, Juary e João Paulo no ataque arrasador. Depois, em 1984, quando tínhamos Rodolfo Rodriguez no gol, Paulo Isidoro no meio, Zé Sérgio e Serginho Chulapa no ataque, brilhamos novamente!! A destacar-se o jogo contra o América num 14 de julho, que celebra a queda da Bastilha, mas não a do pavilhão santista,  quando o goleiro uruguaio fez a mais espetacular série de defesas, num único lance, da história. Mas depois, foram longos e tenebrosos 22 anos de jejum, sem títulos, até 2006, quando voltamos a ganhar. Interessante é que a segunda leva de Meninos da Vila, com Robinho, Diego, Elano, Renato, passou em branco nos campeonatos estaduais apesar de brilhar no âmbito nacional, no começo do  novo milênio, com dois campeonatos brasileiros. O time foi novamente bi-campeão paulista, de 2006 e 2007, ficou marcado não por jogadores notáveis, (alguém se lembra de Adailton e Moraes, que fizeram os gols  do título de 2007?), mas pelo técnico, Vanderley Luxemburgo! E veio novo tricampeonato, em 2010, 2011 e 2012, já com a nova geração de Meninos da Vila, de Neymar e Ganso, com a ajuda de Robinho em 2010, num campeonato histórico. A final mostrou uma atuação memorável de Ganso, que inclusive se recusou a sair de campo, para ajudar o time. E veio mais um bi, 2015/2016, com destaque para Ricardo Oliveira, grande centroavante.

        No panorama nacional, mesmo com um duelo com o grande Botafogo, de Garrincha, não teve pra ninguém no começo da era Pelé. Foram 5 títulos, de 1961 a 1965, da Taça Brasil, sendo que em 1962 e 1963 foram duas Libertadores da América e dois Inter-Continentais, em memoráveis disputas com Benfica e Milan. O mais interessante é que os jogos no Brasil não eram disputados na Vila Belmiro, mas sim no Maior do Mundo, no Maracanã sempre lotado, em pleno Rio de Janeiro, a 500 km da sede do time. O Santos sempre foi muito querido pelos cariocas.  

        O último título brasileiro da Era Pelé foi em 1968, onde despontaram Clodoaldo e Edu. Depois, um looongo jejum de 34 anos, até 2002, último Campeonato Brasileiro disputado no sistema de um turno com octogonal.  Antes disso, registre-se um grande time comandado por um genial Giovani, que não ganhou o título em 1995 por erros crassos do juiz na final com o Botafogo. Mas em 2002, não teve como juiz atrapalhar. Como 8º colocado do turno único, o Santos acabou eliminando São Paulo e Grêmio e bateu duas vezes o Corinthians, com direito a 8 pedaladas de Robinho, na partida final, em uma das jogadas mais espetaculares da história. Já na era dos pontos corridos, também fomos campeões em 2004, com grandes desempenhos de Robinho (em seu último ano antes de ir para a Europa), Ricardinho e Deivid, sim, aquele mesmo, do 'inacreditável futebol clube', e sob o comando de Vanderley Luxemburgo. Naquele ano, o Santos marcou 103 gols, marca ainda não superada nesta nova forma de disputa. Portanto, total de 8 títulos brasileiros, que foi suplantado recentemente pelo Palmeiras!!

        A nova geração de Meninos da Vila, que em 2010, além de Neymar e Ganso,  ainda tinha André e Wesley, deu também ao Santos o único título nacional que lhe faltava, a Copa do Brasil. E foi com classe e muitos gols!! É do Santos o recorde de gols  (e média de gols por jogo) marcados numa mesma edição da Copa, com 39 gols em 11 jogos, com direito a um 10x0 sobre o pobre Naviraiense, com Neymar fazendo 5 gols! 

        Esse título de 2010 deu ao Santos o direito de disputar a Libertadores da América de 2011, e o fez ainda com seu maiores craques Neymar e Ganso, que recusaram, especialmente o primeiro, polpudas propostas de transferência. Não foi nada fácil, estivemos duas vezes a ponto de sermos eliminados. Mas tínhamos técnico, Muricy Ramalho. Ele, e os craques foram fundamentais para a conquista do título, na final sobre o Peñarol, no Pacaembu. Neymar abriu o caminho com um golaço, e ao final, disse: 'Fiz história!" E fez mesmo... com o título, acabou a sina de  sermos a eterna 'viúva de Pelé', que ainda persistia mesmo depois de 3 títulos nacionais. Faltava a Libertadores! Somos tricampeões!! E não deu para ser do Mundo. O Barcelona ainda estava muito acima!!! Mas chegamos lá!!!
        Neymar é um capítulo a parte em nossa história atual. Forte, corajoso, craque, impetuoso, artilheiro com os dois pés, e até cabeça, não arrefece. Fez mais de 100 gols pelo Santos. E com pouco mais de 20 anos! Diziam até que Neymar era verbo! Fez um gol antológicao contra o Flamengo que levou o Prêmio Puskas! E Neymar fez também o último gol dos 100 primeiros anos do Santos... O Gol do Centenário! Mesmo tendo sido marcado em derrota, a beleza foi tamanha que merece. Passe sem olhar do Ganso, matada no peito e conclusão de Neymar. Uma pintura!!! http://www.youtube.com/watch?v=dnABKK1wO6Y



        Saudade... Ele foi embora...
        Mas o Peixe segue a brilhar! Segue fazendo muitos gols! É o ÚNICO time a fazer mais de 1.000 gols no Campeonato Brasileiro, nesses 17 anos no esquema de pontos corridos. E o milésimo foi feito pelo venezuelano Soteldo, astro do time atual, num ano rico em futebol, comandado pela argentino Sampaoli, mas pobre de títulos. Para finalizar esta celebração, deixo aqui o gol que nos levou a essa marca, ainda longe do segundo colocado!!

                                                           Neste Link

        Sampaoli se foi em 2020, mas veio um improvável Cuca o time foi longe na Libertadores, chegando ao vice-campeonato, com Marinho, um improvável sucesso já em seu 30 anos sendo o melhor do campeonato!


        E seguimos!!

        Homerix 100pre Santos Ventura














        .

        Hora do Balanço: Quem são os campeões?

        Capítulo 35 

        Esta é minha saga 

        O Universo das Canções dos Beatles

        Todos os Capítulos têm acesso neste LINK 

        Hora de fazer um balanço!

        E estabelecer os campeões!

        Foram 34 capítulos até aqui, aonde foram identificados Assuntos e dentro de Assuntos, Classes segundo as quais foram analisadas as canções. Posteriormente, foram definidos Grupos, um nível acima dos Assuntos

        Vamos analisar a marcha da contagem, nível a nível.

        Cada NÚMERO é um LINK para detalhamento adicional!!!

        Foram 211 canções lançadas pelos Beatles,
        Sendo 186 de autoria de um dos Beatles,
        Das quais 185 canções têm letras (uma instrumental),

        Assim divididas entre 4 compositores! 
        Em tempo, as canções Lennon/McCartney foram divididas entre John e Paul conforme a predominância de cada um em cada canção.


        Vou começar a fazer aqui um placar, de vitórias em cadas um dos quesitos que foram sendo investigados. E é razoável que, dada a distância entre John/Paul e George, que o placar seja restrito a comparações entre os dois.

        Então, em canções, 
        John 1 x 0 Paul
        _______________________________________

        Na Parte II da Saga começou com uma uma divisão das canções em dois grandes grupos, conforme o assunto falava mais aos corações ou às mentes das pessoas

        Foram 96 Heart Songs
        E 89 Mind Songs

        Assim divididas entre 4 compositores!  
        Em tempo, a partir de agora, ao final de cada linha, estará o campeão daquele quesito!


         

        Então, em Grupos

        John 1 x 1 Paul

        No placar geral, John 2 x 1 Paul
        _______________________________________

        "AH, MAS VOCÊ ESTÁ SOMANDO O TODO COM AS PARTES!!" 
        OK,OK,OK, mas vou seguindo assim, 
        pois quero declarar os Campeões de cada categoria.
        Então, entenda assim:
        John foi Campeão em Canções,
        Paul foi Campeão em Heart Songs,
        John foi Campeão em Mind Songs.
        Portanto, 2x1 para John em Títulos de Campeão.
        No final, eu farei os expurgos necessários!

        Foram
         7
         Assunt
        os identificados

        Assim divididos entre 4 compositores!



        Então, em Assuntos

        John 5 x 3 Paul

        Paul foi Campeão em Girl Songs e em Story Songs,
        Paul e John dividiram o Título de Campeão das Speech Songs,
        John foi Campeão nos outros 4 Assuntos.

        No placar geral, John 7 x 4 Paul
        _______________________________________


        Agora, passemos às C
        lasses de cada assunto!

        Foram 74 canções sobre garotas - Girl Songs
        Em 5 Classes

        Assim divididas entre 4 compositores!



        Então, em Classes de Girl Songs

        John 1 x 4 Paul

        John foi Campeão na Classe Cupid das Girl Songs,
        Paul foi Campeão nas outras 4 Classes de Girl Songs.

        No placar geral, John 8 x 8 Paul
        _______________________________________


        Foram 22 canções sobre saudade - I Miss Her Songs
        Divididas em 5 Classes

        Assim divididas entre 4 compositores!



        Então, em Classes de I Miss Her Songs

        John 4 x 1 Paul

        Paul foi Campeão na Classe Sadness das Miss Songs,
        Johnl foi Campeão nas outras 4 Classes de Miss Songs.

        No placar geral, John 12 x 9 Paul
        _______________________________________


        Agora, passemos às C
        lasses de Speech Songs!

        Foram 29 canções com discursos
        Em 3 Classes

        Assim divididas entre 4 compositores!


        Então, em Classes de Speech Songs

        John 2 x 1 Paul

        Paul foi Campeão na Classe Group das Speech Songs,
        John foi Campeão nas outras 2 Classes de Speech Songs.

        No placar geral, John 14 x 10 Paul

        _______________________________________

        Agora, passemos às C
        lasses de Story Songs!

        Foram 28 canções com histórias 
        Em 4 Classes

        Assim divididas entre 4 compositores!

        Então, em Classes de Story Songs

        John 2 x 2 Paul

        Paul foi Campeão nas Classes Alone e Tale  das Story Songs,
        John foi Campeão nas outras 2 Classes de Story Songs.

        No placar geral, John 16 x 12 Paul

        _______________________________________

        Agora, passemos às C
        lasses de Self Songs!

        Foram 20 canções sobre si mesmos  
        Em 4 Classes

        Assim divididas entre 4 compositores!




        Então, em Classes de Self Sfongs

        John 2 x 0 Paul

        John foi Campeão nas Classes Body e Help das Self Songs,
        John e Pau dividiram Título nas outras 2 Classes de Self Songs.

        No placar geral, John 18 x 12 Paul

        _______________________________________

        Agora, passemos às C
        lasses de Acid Songs

        Foram 9 canções sobre drogas.  
        Em 2 Classes

        Assim divididas entre 4 compositores!

        Então, em Classes de Acid Sfongs

        John 2 x 0 Paul

        John foi Campeão nas outras 2 Classes de Acid Songs.
        .
        No placar geral, John 20 x 12 Paul

        _______________________________________

        Terminadas as apurações da autoria das canções, passamos aos quesitos levantados quanto a presença de nomes notáveis nas letras dos Beatles. 

        Foram 5 os quesitos pesquisados, assim quantificados:
        40 Nomes de Homens
        21 Nomes de Mulheres
        46 Nomes de Lugares
        36 Outros Nomes Capitalizados

        27 Nomes de Animais

         Assim divididos entre 4 compositores!

         


         Então, em Nomes em geral

        John 4 x 1 Paul

        Paul foi Campeão em Women Names,
        John foi Campeão nas outras 4 Categorias.

        No placar final, John 24 x 13 Paul



        E essa vitória aparente quer dizer que John é melhor que seu parceiro Paul?

        Absolutamente, Não! 

        Primeiro porque essa divisão por Assuntos e Classes é absolutamente arbitrária e surgiu da cabeça deste articulista que vos escreve. Como eu sempre disse, sujeita a chuvas e trovoadas.

        Nessa divisão, ele acabou sendo favorecido em obter mais vitórias, por ser mais generalista e produzir letras em todas todas as classes. Um Assunto (Nonsense Songs) e três Classes (Body Self Songs, Anger Miss Songs, Trip Acid Songs) foram criados especialmente para John, e Paul não produziu nenhuma canção na Classe Disdain Miss Songs, o que proporcionou no conjunto, CINCO placares a Zero para o primeiro, sem disputa.

        Bem, estritamente falando na quantidade de canções, não há contestação de que ele foi mais produtivo. Seus grandes álbuns campeões foram "A Hard Day's Night", quando John estava impossível, e "Rubber Soul", tomando uma dianteira que Paul não conseguiu retomar nos anos seguintes. 


        Ah, sim! Vamos ao expurgos, sem as 'Super Copas', como se usam no futebol

        Considerando apenas:
        São 24 Classes de canções (contando a Classe Única das Nonsense Songs)
        Mais 5 Quesitos de pesquisa
        Total: 29

        Portanto, sem considerar os 7 Assuntos e os 4 aglutinadores (Canções, Hearts, Minds e Estatísticas).

        O Placar expurgado é

        John 18 x 9 Paul

        IH, soma 27 e não 29!! 

        Sim, calma, é que houve empate em dois itens!!

        Quer puxar a brasa um pouco pra sardinha do Paul? 

        Vamos expurgar os 5 itens em que Paul decidiu não competir!! 

        Chega-se a:


        John 13 x 9 Paul
        NOT BAD!!

        Aqui, a Tabela dos 29 Itens