segunda-feira, 20 de abril de 2026

Vinte e Uns de Abril

Nesta época, todo ano me lembro de um post meu de 14 anos atrás em que falo de um acúmulo de feriados 'por esses dias'.  Normalmente,  são 'pontes' em profusão, como se chama corporativamente o dia de trabalho enforcado entre um e outro feriado ou sábado ou domingo, uma 'verdadeira festa' para a improdutividade... 
Neste 2026, a festa dos trabalhadores cansados vai ser em duas semanas, nesta com feriados na 3ª e na 5ª, podendo o trabalhador esolher entre 3 datas para fazer a ponte, 2ª, 4ª ou 6ª, por que não todas? Na seman seguinte ainda vem o brinde de um 1º de maio perfetiamente encaixado numa sexta-feira.... Haja produtividade!
Na época de pandemia, tanto fez se era feriado ou não, já estava todo mundo em casa, ou deveria estar, quem pôde, enfim, mas as datas foram celebradas, claro.

Bem, voltemos!

Sobre o primeiro daqueles 'Uns' do título, em anos normais, ele tinha dois motivos que sempre me marcaram. O 21 de abril de minha infância ficou marcado pela imagem de um dentista heróico sendo enforcado como exemplo e esquartejado pela Corte Portuguesa, e tendo suas partes espalhadas pela cidade e sua cabeça barbuda fincada num poste. Até hoje, a imagem impressiona!

O 21 de abril adulto veio quando conheci minha primeira e única futura sogra, que certamente teria festa amanhã, e que eu celebrei durante quase 40 anos. Neste ano de 2026, ela faria a bonita idade de 104 anos, sendo 55 de dedicação a um filho doente. Desde 2016, ela está em outro plano junto ao filho querido, que se fora em 2008. A data do documento dela era 22 de abril, mas sempre celebramos junto do Tiradentes. E sempre recebemos, comovidos, mensagens de amigos que se lembram dela, uma verdadeira heroína! 

Obrigado, Dona Mira,  por ter feito parte de minha vida!

Mesmo lá em cima, ela deve ainda gostar de ouvir música. 

Portanto, maestro, Música Pra Vovó!!! 

A data também celebra, desde 1961, o aniversário da capital federal, Brasília, magnificamente projetada por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, na forma de um avião, em que a cabine de comando une os três poderes, que deveriam trabalhar juntos mas independentes, mas hoje em dia sendo vilipendiados...

E, lá do outro lado do Atlântico, a Rainha da Inglaterra completaria 100 anos no mesmo 21 de abril, mas ela se foi em 2022, depois de ter trabalhado com 16 Primeiros Ministros, e conhecido 13 presidentes americanos, tendo presenciado o início e o fim de guerras (infelizmente se foi antes de ver o fim desta insanidade no Leste Europeu, mas se foi antes da outra, no Oriente Médio), tendo presenciado o início e o fim dos Beatles (porém não viu o fim dos Stones, nem de Keith Richards), e passado ao largo de quaisquer pandemias, e sobrevivido até a um obituário equivocado da Folha de São Paulo nesta mesma época cinco anos atrás).

Eu, na minha condição de beatlemaníaco explícito, jamais poderia deixar de celebrar também um 21 de abril muito especial. Foi em 1990, foi no Maracanã, e EU ESTAVA LÁ!  Sim, no 1º show de Paul McCartney no Brasil, que garantiu a ele um lugar no livro dos recordes, com 184 mil pagantes num show de artista solo!!!


O segundo dos 'uns' também vem da infância, e vem um uma rima histórica: no ano 1500, em 22 de abril, Pedro Álvares Cabral 'descobriu' o Brasil. Ele e os portugueses que lhe seguiram nos impuseram uma colonização de exploração, expatriando nossas riquezas por séculos a fio, que rima, com Brasil e Abril. Mas fora isso, fizeram um bom trabalho expandindo nossas fronteiras e criando este país continental e varonil, que rima com os outros três em nosso céu cor de anil. Em tempo, esse dia nunca foi feriado, nunca entendi o porquê! Nos Estados Unidos e outros países latinoamericanos, é celebrado o Columbus Day, o famoso 12 de outubro (a descoberta se deu em 1492), que aqui também é feriado, por outro motivo. As aspas ali de cima são porque, hoje em dia, se contesta esse 'descobrimento', já que aqui quando chegaram, encontraram os índios, digo, indígenas. Pode ser que a data seja até modificada para 'invasão'.

E o 3º dos 'UNs' também é feriado, mas só aqui no estado do Rio de Janeiro, que tem São Jorge como padroeiro, e em uns poucos outros estados. Sinceramente, muito respeito pela devoção, mas não dá pra admitir que se deixe de trabalhar mais um dia por causa disso. Coisa de deputado estadual vagabundo, assim como a corja que o aprovou, comandados por pai e filho que foram investigados e presos. Um deles até já morreu.

O Santo Guerreiro, que também é venerado na umbanda, como Ogum, padroeiro de cidades, como Moscou, Barcelona e Beirute, e de países, como Inglaterra, Etiópia Geórgia, e, claro, Portugal, o país que é a inspiração também dos outros dois Vinte e Uns.

E 22 também é o Dia da Terra, sim, o Terra Planeta, instituído pela ONU em 2009 pela preservação de nosso astro natal.

Eu poderia incluir nas vizinhanças também o Dia do Índio, digo, do Indígena mas ...
o problema é o seguinte: 
19 não é 20 (hehehe). 

.. então, não se encaixa nos Vinte e Uns.

Vamos ficando por aqui!

Um abraço

Homerix Celebrando o Feriadão Ventura

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Projecto By Homerix - É Só Amor - OUÇA e LEIA



Do original

It's Only Love

(by John Lennon) 

E pra ouvir a canção

clique no Play Verdinho



 E siga acompanhando as letras

Na  Original <<>> Na versão Homerix

It's Only Love… É Só Amor

I get high when I see you go by… Fico bem ao ver você passar
my oh my… a brilhar
When you sigh, my, my inside just flies… Borboletas cá dentro a voar
Butterflies… Sem parar
Why am I so shy when I'm beside you? … Fico até sem jeito do seu lado

It's only love and that is all… É só amor e nada mais
Why should I feel the way I do? … por que me sinto assim no ar?
It's only love, and that is all… é só amor e nada mais
But it's so hard loving you… mas é tão duro te amar!


Is it right that you and I should fight… Será certo a gente só brigar
Every night? … sem pensar?
Just the sight of you makes nighttime bright… só te olhar me lembra um luar
Very bright… luminar
Haven't I the right to make it up girl? … Não tenho o direito de te ter mais?

It's only love and that is all… é só amor e nada mais
Why should I feel the way I do? … por que me sinto assim no ar?
It's only love, and that is all… é só amor e nada mais
But it's so hard loving you… mas é tão duro te amar
Yeah it's so hard loving you… sim é tão duro te amar te amaaar


terça-feira, 14 de abril de 2026

OUÇA e LEIA It´s Only Love and that is all

 Esta é mais uma edição do Papo do Contramestre, 

a conversar sobre The Beatles, suas canções, suas vidas 

quadro do programa Submarino Angolano, 

da Rádio LAC, Luanda Antena Comercial, 95,5 FM

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  Olá, amigos do Submarino Angolano!!!

Aqui é Homero Ventura, directo do Brasil

Seguimos a acompanhar o que aconteceu há 60 anos na vida dos Beatles…

Entra HELP!

Era junho de 65 e os Beatles já haviam acabado de filmar o 2º filme para a telona, HELP! E já haviam gravado um Lado Inteiro do LP com a trilha sonora que apareceu no filme, e 5 canções de seu Lado B. Faltavam duas!

Era 15 de junho, e o plano era atacar uma nova composição de John!

 

It´s Only Love  by  John Lennon


John discute: 'Por que sou tão tímido quando estou ao seu lado? É só amor, e isso é tudo. Por que deveria me sentir do jeito que sinto? É só amor e isso é tudo mas é tão difícil amar você!'

Gravada após as filmagens do longa-metragem, em 15 de junho de 1965, na 11ª e penúltima sessão de gravação para o álbum HELP!, a canção foi feita sob encomenda para completar as 14 necessárias.  Ela é desprezada pelo autor. John considerava sua letra abominável! Por que será? Será por causa da brincadeira poética de rimar 26 vezes o som do fonema  “ai”, gerado em palavras como ‘right’, ‘beside’, ‘butterflies’, ‘why’, ‘shy’, ‘time’, ao longo dos versos e pontes? É, pode ser, mas eu e milhares milhões de fãs adoramos a brincadeira. 

É uma perfeita DR em que John discute o relacionamento, declarando sua adoração no 1º verso “

When you sigh, my mind inside just flies,

onde até sente as  borboletas no estômago,

When you sigh, my, my inside just flies Butterflies

mas depois migra para uma autocomiseração na 1ª ponte

Why am I’m so shy when I’m beside you?

Deixando o 2º verso para uma reclamação

Is it right that you and I should fight every night?”,

E mais uma adoração

Just the sight of you makes nighttime bright Very bright

E na 2ª ponte, um pleito por seus direitos de apaixonado

Haven't I the right to make it up, girl?

pra depois chegar ao refrão sentido, descobrindo a razão pra todo esse sofrimento

 It's only love and that is all, how should I feel the way I do, ....

but it's so hard loving you!

yes it's so hard loving you, lo!.

OU SEJA, É APENAS AMOOOOOOR!!!

Eu, de minha parte, acho perfeita! 

E fico com pena de que John tenha desistido de um verso adicional, que ficava entre os dois versos conhecidos… ele usava outro fonema pra rimar, brilhantemente

Era mais ou menos assim

Can´t explain or name, I think it’s pain, but again

I’m ashamed the flame of love is maimed, now and then

I’ll complain in vain, but I’ll still love you

A estrutura da canção é bem didática, note que é verso-ponte-refrão, duas vezes

Os Beatles desprestigiavam refrões, a grande maioria de suas canções era apenas com versos e pontes! Aqui temos presentes as 3 peças estruturais!

Note como as pontes têm uma frase só, e é uma ligação, como toda ponte que se preze, entre a proposição do verso e a conclusão do refrão! 

Em seguida, a fórmula se repete com mais um verso e mais uma ponte, ambos com exaltações e lamentações diferentes, e a repetição do refrão. Simples e brilhante!

Vamos à sua gravação naquelas quase 4 horas de estúdio em sessão vespertina, do dia 15 de junho. Foram 6 takes, dois dos quais falharam, um por erro de John, outro por erro de Ringo.

Musicalmente, a base é John no violão 12 cordas, grave,

O violão grave de John

George em outro violão clássico, mas em timbre mais agudo,

O violão agudo de George

Paul no baixo, seu querido Hofner, que foi roubado na época do Wings e recuperado 50 anos depois, episódio que até gerou um documentário, que sairá em breve, disse-nos o Mergulhador

O baixo de Paul

Ringo na bateria.

A bateria de Ringo

No projeto Anthology ORIGINAL, veio à tona o Take 2, uma versão linda, onde se notam bem os violões nos quatro compassos da introdução, e também a bateria de Ringo no hi-hat (o nosso chimbal) e na borda da caixa, ao longo de toda a canção, delicie-se! 

Take 2 Anthology 1995

Nos overdubs, Ringo acrescenta um pandeiro, e George, aquelas magníficas passagens de guitarra de cinco notas descendentes.

As 5 notas descendentes de George

E elas vêm ao mundo incrementadas pela passagem num Leslie speaker, que passaria a ser usada em muitas canções, não somente sobre guitarra, mas também, piano, bateria e até voz, que foi aliás o efeito que se ouve na voz de John em Tomorrow Never Knows.

John também acrescenta stacattos, aquelas puxadas na guitarra, nos versos, três a cada compasso. Um efeito fantástico!

Os stacattos de John 

E é de John, aliás a única voz que se ouve em It's Only Love, sendo que ele dobra a própria voz no refrão, 

O refrão

e ainda oferece um falsete perfeito na conclusão, "... loving youuu -uuuuu- uuuubrilhante

E tudo finaliza numa conclusão parecida com a introdução, um pouquinho estendida!  Aliás, quando ouvirem a versão oficial, em estéreo, prestem atenção que o ouvido direito ouve todos os overdubs listados, desligue o ouvido esquerdo e encante-se!

Mesmo sem darem muito valor à canção, o conjunto ficou ótimo, mas não o suficiente para motivá-los a tocarem-na ao vivo. Se outras canções melhores ficaram de fora dos shows, esta, então, muito menos valorizada, claro que nunca viu a luz do sol num palco qualquer da vida.  

Os americanos nem a conheceram na mesma época que o resto do mundo, porque a Capitol Records lançou, no Lado B do álbum HELP!, canções instrumentais que apareciam no filme.

It´s Only Love viria a ser lançada no Rubber Soul americano no final do ano, outra confusão ABSURDAAAAAA que fizeram no catálogo oficial. Os Beatles não gostavam nadinha do que faziam do outro lado do Atlântico. Por isso que eu nem perco tempo com aquela salada  americana.

Entra I Feel Fine

Aliás, tampouco nós, brasileiros, tivemos a honra de conhecer It's Only Love em nosso álbum HELP! Lançado pela EMI Odeon, o Lado B era outra salada!!! Bem temperadinha, afinal foi ali que eu conheci I Feel Fine, mas foi uma salada!!! Nem Yesterday veio!! Essas duas vieram num EP lançado meses depois do LP junto com outras duas do álbum. Felizmente, no Brasil, essa foi a última vez que essa salada brasileira aconteceu.. a partir de Rubber Soul, obedecemos aqui ao catálogo britânico.

Entra It's Only Love instrumental com a Orquestra de George Martin

George Martin, o produtor dos Beatles, não foi chamado a conduzir a orquestração do filme, preterido que foi por um americano,  mas não perdeu tempo: acabou lançando, em setembro de 65, ou seja um mês depois do lançamento original, um ábum com versões orquestrais de 11 das 12 canções originais do lançamento oficial britânico e uma delas foi It’s Only Love. Apenas nos EUA… pra esfregar na cara dos americanos!... o lançamento na Inglaterra foi meses depois.

Intessante que It’s Only Love é apresentada no álbum com o complemento (It’s a Nice Hat), que era o título de trabalho dela, antes de John decidir-se pelo óbvio título original. Como tudo que George Martin fazia, é perfeita, ouçam!!

Segue It's Only Love instrumental 

Posso afirmar que It’s Only Love fecha, para John Lennon, sua fase de compositor romântico bobinho.

No LP Seguinte, Rubber Soul, ele falaria sobre meninas, sim, mas numa relação mais conflituosa,

como em GIRL, 

Entra Girl

mais picante, como em Norwegian Wood,

 Entra Norwegian Wood,

e eu diria, mais violenta, como em Run For Your Life….

 Entra Run For Your Life,

Depois, seriam 3 longos anos quase sem menções ao sexo oposto, voltando em 69 com três pérolas de amor intenso como

Don’t Let Me Down, 

 Entra Don't Let Me Down

Because 

 Entra Because

e I Want You 

 Entra I Want You

Bem, agora venha junto com John and the other Beatles concluir que

 É só amor e nada mais

Por que me sinto tão assim?


É só amor e nada mais

Mas é tão duro te amar

é tão duro te amar

te amaaaar

It´s Only Love, by John Lennon

sábado, 11 de abril de 2026

Quando Bob Dylan ACHOU que John Lennon ROUBOU uma canção dele ANTES de lançá-la

Meu primo gênio Carlinhos, de quem eu já falei repetidas vezes, é assinante do New York Times e volta e meia me manda artigos que falam sobre Beatles. Todos sempre ótimos, e quase sempre eu já sabia do que se tratava, e tal. Nestes dias, ele me mandou mais um, mais uma vez ótimo, mas desta vez contando um episódio INÉDITO pra mim. E Sensacional!!!



A montagem acima, eu extraí de um filmezinho logo no começo do artigo. A cena é extraída de um documentário sobre Bob Dylan, lá de 1966. O diálogo da cena é surreal, e requer uma explicação dos antecedentes, que o articulista fornece em detalhes.

Agora deixo o artigo com vocês. Transcrevi pois não tenho o direito de mandar o link

Eu apenas destaquei em 

negrito itálico centrado vermelho grande 

os trechos cruciais do evento!

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On the night of May 26, 1966, the Beatles entered EMI Studios on Abbey Road to work on their most ambitious album yet, “Revolver.” Three miles away, their friend Bob Dylan stepped onto the stage of the Royal Albert Hall.

Blade-thin, on the verge of exhaustion, Dylan, 25, was nearing the end of a grueling world tour, his first with a band, during which he’d been the target of frequent boos and occasional death threats. Many fans felt betrayed by this new Dylan, a wild-haired character with an electric guitar who wouldn’t play his old protest songs. On this night in London, he and his fellow musicians received “the harshest reaction yet,” according to the guitarist Robbie Robertson.

Around 1 a.m., John Lennon, 25, made his way from Abbey Road to the May Fair Hotel. That was where Dylan was staying with his band and a documentary film crew that was tracking him, onstage and off.

Lennon and his fellow Beatles had spent a lot of time at Dylan’s suite in recent weeks. They avoided the film crew as they smoked pot with their host and listened to tracks from “Revolver” and Dylan’s soon-to-be-released album, “Blonde on Blonde.” On this night at the May Fair, however, Lennon said yes, albeit reluctantly, when Dylan asked him to appear in a scene.

“He said, ‘I want you to be in this film,’” Lennon recalled. “And I thought: Why? What? He’s going to put me down!”

At daybreak, they were dressed sharp for their debut as co-stars — Lennon in a blazer over a turtleneck, Bob in a dark jacket and stiff-collared shirt. As they rode in the back of an Austin Princess limousine, the filmmaker D.A. Pennebaker trained his lens on them from the passenger seat. Lennon was stiff. Dylan was jittery.

Speaking of the limo ride a few years later, Lennon said that he and Dylan were “on junk” — slang for heroin. That contradicts other statements made by Lennon, who would say he didn’t try the drug until 1968. It also goes against what we see in the roughly 20 minutes of footage: Lennon appears sober, or close to it; Dylan slurs his words on occasion and becomes nauseated.

A snippet of the scene would appear in “Eat the Document,” a documentary that had its debut in 1972 and has rarely been screened since. The complete limo-ride footage, in all its awkward glory, later leaked out of the Dylan camp and became a cult item, traded as a bootleg among collectors before it surfaced online. Some writers have described it as the kind of thing that would appeal to only the most ghoulish fan, given its ghastly portrayal of its subjects.

When I first came upon it many years ago, it made me cringe. But after I had gone deep into my own private Dylan-Beatles rabbit hole, trying to determine exactly how they had influenced each other, I returned to this scene, watching a pristinely restored version on a hot July afternoon in the coolness and quiet of the Bob Dylan Center in Tulsa, Okla., where it is one of more than 100,000 items in a voluminous archive.

Ego Equals?

The Beatles became Dylan fans in January 1964, when they were staying at the George V in Paris during a three-week residency at the Olympia Theater. In their time away from the stage, they listened again and again to Dylan’s first two albums.

At the same time, the Beatles’ first No. 1 hit in America, “I Want to Hold Your Hand,” was inescapable. When Dylan heard it on New York’s pop radio stations, he wasn’t impressed. He told a friend, the journalist Al Aronowitz, that the Beatles were for “teeny-boppers.” Aronowitz, an unlikely Beatles fan at age 35, tried to tell him how wrong he was.

A few weeks later, after more than 70 million Americans had watched the Beatles on “The Ed Sullivan Show,” Dylan had a sudden change of heart. It happened in Colorado, when he was on a cross-country road trip. The Beatles were blasting out of the car radio, hit after hit, and their music now struck him with force.

"Did you hear that?” he said, according to his then road manager, Victor Maymudes. “Man, that was great!” Dylan would later elaborate on what he was thinking in that moment: “I knew they were pointing the direction of where music had to go.”

While interviewing the Beatles for a magazine story, Aronowitz told Lennon he should get to know Dylan, adding that he could arrange a meeting. Lennon begged off, saying he had to wait until he considered himself Dylan’s “ego equal.”

By summer’s end, the adulation had left Lennon feeling more self-assured. He called Aronowitz from the Delmonico Hotel in Manhattan, where the Beatles were staying, and said he was ready.

That night, in a hotel-room get-together that would go down in rock lore, the Beatles and Dylan got high and laughed till dawn.

Hide Your Love

By the end of 1964, the Beatles no longer seemed like cheeky moptops. The cover of their new album, “Beatles for Sale,” a moody affair with folk accents, presented them as weary, melancholy, serious. Maureen Cleave of The London Evening Standard speculated on the reason for the change. “One might hope that John Lennon soon ceases to be so influenced by Bob Dylan,” she wrote in a mixed review.

In an interview with Melody Maker, Lennon revealed that Dylan had inspired him to write “I’m a Loser,” the raw second track of “Beatles For Sale.” An earlier song, “A Hard Day’s Night,” he added, had been in the Dylan vein before it was “Beatle-fied.”

As the world’s most popular group left behind the hormonal enthusiasm of its early hits, Dylan decided to enlist some musicians to help him record a new song, “Subterranean Homesick Blues,” at a Manhattan studio.

This was a big move for someone who had presented himself as a solo troubadour in the tradition of Woody Guthrie. But he was ready to act on his Beatles epiphany, ready to challenge the notion that the mere presence of an electric guitar and drums on a song meant it had to deal with lightweight concerns.

With “Subterranean Homesick Blues,” he laid four rapid-fire verses overflowing with absurd aphorisms and social commentary onto the bones of a rock ’n’ roll hit he had loved as a teenager, Chuck Berry’s “Too Much Monkey Business.”

Weeks later, Lennon started writing his most intimate song yet, “Norwegian Wood (This Bird Has Flown).” Its chords came straight out of folk. The lyrics were also something new for him, belonging to the adult realm of after-hours regret. A first-person narrator tells of his furtive visit to a woman’s flat. They talk “until two,” when she says she must work in the morning, meaning he’s not welcome to join her in bed.

By the time of the Beatles’ next recording session, in February 1965, Lennon had another Dylan-style song ready to go: “You’ve Got to Hide Your Love Away.” It wasn’t lost on his colleagues, what he was up to. “I asked him not to sound too much like Dylan,” the producer George Martin said.

No. 1

Two months later, fans swarmed Dylan on his arrival at London Airport (now Heathrow). It wasn’t quite Beatlemania, but there were a few screams, and officers in bobby helmets stepped in when the mob clawed at his hair and clothes.

Between concerts, Dylan (who declined requests for an interview about his relationship with the Beatles through a spokesman) spent time with the Beatles at the Savoy hotel. He also visited Lennon at his mansion in Surrey, where they wrote and recorded a song together, according to an interview Dylan gave in 1985. That song, which may be lost, has yet to turn up on any bootleg or archival release.

In August, the Beatles returned to New York to play Shea Stadium. On their first night in town, Dylan arrived at their suite in the Warwick Hotel. They lit up joints and listened to an acetate disc of his forthcoming album, “Highway 61 Revisited,” in which he further committed himself to rock. Two nights later, after the Shea concert — the first stadium show headlined by a pop act — Dylan returned to the Warwick to celebrate the Beatles’ triumph.

Their influence on each other was now making itself known to the world. Dylan’s latest single, “Like a Rolling Stone,” and the Beatles’ new one, “Help!”, went to No. 1 on U.S. charts.

Lennon and McCartney soon got busy writing for the next Beatles album, “Rubber Soul.” The batch included something new for them — two songs that had nothing to do with romantic love, “Nowhere Man” and “The Word.”

Around the same time, Dylan was trying to come up with another hit. For inspiration, he turned to a song written by Lennon and McCartney, “I Wanna Be Your Man,” a catchy rocker that had been released as a Rolling Stones single and a Beatles album track. Dylan filled the verses with surreal imagery, making the case that a pop song didn’t have to be saddled with unimaginative lyrics. He called it “I Wanna Be Your Lover.”

The Beatles album “Rubber Soul” came out a few weeks later. When Dylan heard the second track, “Norwegian Wood,” he felt things had gone too far. He would have to respond.

‘Fourth Time Around’

The muse visited him Feb. 14, 1966, at a recording studio in Nashville. With a pen and a yellow legal pad, Dylan wrote furiously while the hired musicians bided their time. This was “Fourth Time Around,” his pointed reply to “Norwegian Wood.”

Like the song that had given rise to it, “Fourth Time Around” describes a romantic visit gone awry. For the music, Dylan mimicked the melody and meter of “Norwegian Wood.”

Al Kooper, a musician who took part in the session, noticed the likeness right away. “I said, ‘It sounds so much like “Norwegian Wood,”’” he recalled in a 1987 interview. “And he said, 

Vinte e Uns de Abril

Nesta época, todo ano me lembro de um post meu de 14 anos atrás em que falo de um acúmulo de feriados 'por esses dias'.  Normalme...