terça-feira, 6 de outubro de 2026

Toda vez que eu ..., eu me lembro de ...

Certas coisas que se faz usualmente que te fazem lembrar de alguma pessoa.... 

Acrescentei hoje a ocorrência número 36
  1. Toda vez que eu atravesso a rua fora da faixa, eu me lembro do meu amigo Milas, especialista em SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), que me diz: "Não importa o quão longe você está do veículo em sua direção, espere o sinal fechar, pois você pode tropeçar ou ter um mal súbito e o motorista pode não ter tempo de parar ou desviar! Você pode até não morrer do motivo da queda, do mal que te levou a cair, mas pode morrer atropelado! "
  2. Toda vez que eu desço uma escada, eu me lembro do mesmo Milas, que me diz: "Sempre use o corrimão das escadas, tropeços são sempre inesperados e se você está de mãos livres, pode demorar décimos de segundo preciosos até encontrar um apoio que poderá evitar um estrago maior. Ah, você me diz que corrimões são poços de bactérias, ok, então, ao menos, ande com a mão 'voando' por sobre o corrimão, melhorando o tempo de reação!"
  3. Toda vez que vou pegar um elevador público, eu me lembro do colega Heber, que me disse: "Ao aguardar a chegada do elevador, posicione-se a montante do mesmo, para liberar o caminho de saída dos passageiros que sairão, isso evitará choques desnecessários, ou no mínimo, interrupções ao fluxo ótimo das pessoas!"
  4. Toda vez que eu vou usar um cotonete no ouvido, eu me lembro do mesmo Heber, que lembrava de uma recomendação de seu otorrinolaringologista: "Seu ouvido é tão delicado que a coisa mais fina que pode entrar nele é o seu cotovelo!" .... Acrescento mais uma declaração, no mesmo tema, no caso da amiga Simone, e com um instrumento diferente, que disse: "Quem nunca coçou o ouvido com um palito de fósforo, não sabe o real significado da palavra orgasmo".
  5. Toda vez que eu vou enxugar meus pés ao sair do banho, eu me lembro de meu primo Renato, que me diz: "Tenho tanto pavor de frieiras e micoses provocadas pela umidade que eu uso um secador de cabelos para deixar os pés bem sequinhos!" 
  6. Toda vez que eu faço a barba na pia, eu me lembro de Márcia, amiga da Neusa, recém-casada, que reclamava de uma coisa que o recém-marido fazia que ela não suportava: deixar a pia cheia de cabelinhos da barba, sem ao menos passar uma água...
  7. Toda vez que eu coloco uma calça em pé, eu me lembro de um conselho que ouvi no rádio: "É fundamental que a pessoa perceba o momento de que chegou a idade em que é melhor sentar-se para colocar calças... melhor não arriscar a queda!"
  8. Toda vez que vejo uma moto se aproximar pelo retrovisor direito, eu me lembro do meu amigo Tessarollo, que me aconselhou, em minha chegada após quatro anos fora do país: "Melhor abrir caminho pra ele, pra não correr o risco de ele meter o pé no seu retrovisor!"
  9. Toda vez que o sinal de rádio some em túneis, eu lembro (também) do Tessarollo, que me disse que túneis tinham antenas à jusante e à montante para garantir o sinal do celular, mas não o das ondas do rádio.
  10. Toda vez que alguém diz: 'Uma imagem vale mais que 1.000 palavras", eu me lembro do meu amigo Camargo quem, após assistir AO MESMO SHOW de Paul McCartney que eu, me disse: "Homerix, vou ficar esperando sua análise para saber O QUE EU VI HOJE, pois sua palavra vale mais que 1.000 imagens", e então resolvi dar meu dePAULimento (link).
  11. Toda vez que alguém me diz uma expressão em francês, eu me lembro (também) do Camargo, que definiu meu cunhado doente como 'Enfant de Dieux', ao conhecer a história dele, através de um texto meu (link).
  12. Toda vez que eu conheço um Fulano DE Tal, com a preposição no meio, eu me lembro de meu amigo João Carlos Araújo, que não é DE Araújo, dizendo: "De Araújo coisa nenhuma, este João Carlos não é DE ninguém!"
  13. Toda vez que sou apresentado a alguém, eu me lembro de meu primo Carlos Eduardo contando como Presidente Bill Clinton apertou sua mão, olhando firmemente nos olhos dele, e prestando TOTAL atenção a seu breve currículo que um terceiro lhe contava. Isso é o que os americanos chama de 'undivided attention'
  14. Toda vez que eu como maçãs argentinas, eu me lembro do meu pai Saul, que as tinha em quantidades obscenas, e que sempre cortava um pedaço e chamava 'Merooo!', um segundo antes de lançá-la para mim, no outro lado da sala.
  15. Toda vez que eu me vejo num ambiente com crianças agitadas e barulhentas, eu me lembro de meu amigo Adauto, que quando estava comigo numa dessas situações, olhava pra mim e dizia: "Santa Vasectomia".
  16. Toda  vez que ouço aquele 'r' caipira carregado, eu me lembro do meu amigo Carvalhinho, que tinha essa ocorrência no próprio nome, e gostava de contar a situação da ida ao mecânico carioca com a intenção de, imitando o sotaque da terra, enganar o prestador, mas acabava se entregando ao dizer que o problema poderia ser no 'carrrburadorrr'.
  17. Toda vez que alguém me chama de 'Homerix', eu me lembro de meu amigo Miró, quem me deu a alcunha, lá em 1982, talvez inspirado no grandão e bonachão personagem Obelix, da famosa história em quadrinhos, sem ter a menor idéia de que o apelido se perpetuaria no meu querido blog.
  18. Toda vez que sei de casais jovens que viajam e deixam filhos bebês com vovós ou babás (!!), eu me lembro de Joyce, minha colega prestes a fazer o mesmo com seu filho, que entrou chorosa em minha sala e perguntou: "Você fez isso com seus filhos quando eram bebês?" e eu respondi em duas sílabas destacadas: "NUN-CA!!!"... "buáááá...."
  19. Toda vez que eu uso banheiro público, eu me lembro, e testemunho, e confirmo a eficiência da Teoria da Ocupação dos Mictórios, a qual detalhei em postagem de ótima receptividade no meu blog (link). 
  20. Toda vez que eu uso banheiro público (de novo), eu me lembro da máxima que diz: "Sempre que perceber (ou algum te alertar) que você está com a braguilha aberta, tendo esquecido de fechá-la, pense sempre que isso é muito melhor do que se esquecer de abri-la!!"
  21. Toda vez que eu vejo ou ouço alguém cantando, ou que eu mesmo canto Ave Maria em latim (link), eu me lembro de meu amigo, o advogado Marcelo Mello, há quase 40 anos atrás, numa época sem internet, a quem recorri para saber a oração em latim.
  22. Toda vez que testemunho uma situação de traição masculina, seja na TV ou na vida real, eu me lembro de meu amigo Sicrano de Tal que dizia: "Existe uma linha tênue entre a fidelidade e a traição", ao justificar sua prática. Não conto quem é o Sicrano nem amarrado... aliás, nunca pulei aquela linha, aliás, nem cheguei perto, aliás ... vejam a última citação ...
  23. Toda vez que vou tomar café com bolo de fubá, eu me lembro de Tom Fernandes, um leitor/fã de minha filha que, ao ler este post meu,  e disse "Chamaria ele toda hora para tomar um café com bolo de fubá e ouvir todas as suas histórias"
  24. Toda vez que eu me ensabôo, eu me lembro do Mundo de Beakman, programa que eu via com as crianças, que me ensinou que o sabão diminui a tensão superficial, fazendo com que a sujeira se despregue da superfície lavada.
  25. Toda vez que ouço a conjugação neologística 'Sextou!", eu me lembro do recente e nobre amigo Queiroga, em um grupo do Whatsapp, convocando para que comecemos a falar de coisas mais leves que o objeto do grupo
  26. Toda vez que atualizo minha história retroativa (aqui, neste link), eu me lembro de 'A Estranha História de Benjamim Button'
  27. Toda vez que faço uma Tabela Dinâmica no Excel e um punhado de outras coisas planilheiras, eu me lembro de Valcir, que, gentil e brilhantemente, mas vem me ensinando, em tempos recentes.
  28. Toda vez que faço duplo-click no canto inferior de uma célula no Excel, para copiá-la até um fim identificável, eu me lembro do Guilherme, que me ensinou a operação, dando-me argumento para convencer a ele mesmo a adotar a configuração vertical ao invés da horizontal, em cálculos temporais.
  29. Toda vez que me deparo com uma evidente impropriedade (pra não dizer burrice) do Excel, eu me lembro da carta que escrevi há quase 30 anos ao Bill Gates (aqui, neste link), listando 49 coisas em que o pioneiro Lotus 1-2-3 era melhor que o sucessor famoso. 
  30. Toda vez que eu tomo café-da-manhã, eu me lembro de meu DJ Paulo Seixas, que foi ao Programa Mata-Bicho numa rádio FM de Luanda, e me explicou depois que o nome é a expressão popular para o "Pequeno Almoço", que é como chama em Angola, o café da manhã, e que ninguém havia me contado isso em uma semana que passei lá, um pouco antes.
  31. Toda vez que ouço Any Time At All, dos Beatles, eu me lembro do amigo Danemberg, quem destacou minha apreciação pela música ao reproduzir minha batida na mesa, por ocasião de nosso almoço final de compilação das melhores músicas da banda.
  32. Toda vez que ouço falar de qualquer tipo de assédio corporativo, eu me lembro de minha chefe e amiga De Regina, que num memorável dia, em São Paulo, instruiu ao resto da equipe, que deveriam dar um jeito de interromper o assédio INTELECTUAL que eu estava a sofrer.
  33. Toda vez que o ouço o nome de Yoko Ono, eu me lembro de Virgínia, de Montes Claros, seu mais contundente algoz quando se fala em apontar um único responsável pelo fim dos Beatles, além disso a MAIOR sumidade em Beatlemania que conheço, incluindo todos os gêneros.
  34. Toda vez que fazemos o Evangelho no Lar, todas as sextas-feiras, das 18 às 19 horas, lembramo-nos das mais de 60 pessoas de nosso relacionamento próximo que fizeram parte de nossas vidas e já se foram, e que mantemos nominalmente numa lista, e sempre oramos para que tal lista não cresça nunca mais... 
  35. Toda vez que eu vou à área de serviço e me deparo com a porta do quarto aberta, eu me lembro que nossa gatinha Luna não está mais em casa... é que deixávamos aquela porta fechada pra ela não se esconder em baixo de um armário com difícil acesso para "salvá-la"...
  36. Toda vez que eu leio um texto antigo meu, daqueles bons, modéstia à parte, eu penso no meu amigo de infância, o Quaresma, que recentemente eu descobri estar cego, e desde então tenho narrado alguns deles, pra ele poder ouvir, de minha própria voz, e não daquela voz eletrônica, e essa prática se tornou o Projeto Homerix em Áudio, do qual muito me orgulho...
  37. Toda vez que eu faço 50 outras coisas, eu me lembro de Neusa, que me ensinou a viver, desde que me conheceu, há mais 48 anos....


segunda-feira, 5 de outubro de 2026

5 de Outubro de 1962 ... Que dia!

64 ANOS

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         Foi em Outubro de 1962, no dia 5, que foi lançado o primeiro single (lembram-se dos antigos compactos?) de um grupo com um nome estranho que se assemelhava a "Os Besouros", composto por 4 jovens entre 19 e 22 anos de idade, vindos de Liverpool, cidade portuária do noroeste da Inglaterra, liderados por um tal de John Winston Lennon, um tanto quanto narigudo.
         A gravadora era a EMI, em seus estúdios da Abbey Road. O selo era o Parlophone, comandado por George Martin, um selo até então dedicado a músicas orquestradas e a gravações de peças teatrais. Martin, um maestro de mancheias, sentiu nos rapazes um potencial enorme, tanto que assinou um contrato antes de ouvir o primeiro teste ao vivo, só baseado em gravações em fita e no carisma pessoal percebido na primeira entrevista. Os chefes da EMI não entenderam muito bem aquele procedimento, nunca dantes visto, mas acreditaram no feeling do maestro.
         Por aí se vê a diferença entre um visionário e um burocrata! Pouco mais de 9 meses antes, mais precisamente em 1º de Janeiro de 1962 (isso mesmo, no  primeiro feriado do ano!), os rapazes, ainda com Pete Best na bateria, haviam feito um extensivo teste de estúdio na Decca Records, principal concorrente da EMI naquela época.
Os rapazes, apesar de não disporem dos próprios instrumentos, tocaram 15 músicas e mostraram toda sua cancha de palco de quem está há 4 anos na estrada. Estavam um pouco nervosos, mas deram um bom recado, tendo mostrado sucessos de Chuck Berry, Little Richards, Buddy Holly e outros maiorais da época mas, principalmente, e diferentemente de todos os grupos da época, apresentaram material próprio, composto por Lennon e McCartney.  No entanto, o burocrata de plantão ouviu tudo com aquela cara de tacho e sacramentou: "Esses grupos com guitarras estão com os dias contados!" e rejeitou o grupo! Claro que o "gênio" perdeu o emprego alguns meses depois, apesar de ele estar intrinsecamente certo, pois os dias estavam realmente contados: só que o contador já está em 23.376 dias e crescendo! Dick Rowe era o nome dele, e ele aprendeu, ajudado pela providência: um tempo depois, os Rolling Stones acharam até estranho como foi fácil assinar contrato com a Decca. O raio caíra pela segunda vez num mesmo lugar!
         Este teste na Decca se constitui num dos mais procurados discos piratas de todos os tempos, os famosos "Decca Tapes".
      Os rapazes ficaram desanimados, mas Brian Epstein, seu empresário, continuou a luta, tentando vender o grupo, viajando com as fitas debaixo do braço até que bateu à porta da EMI, conversou com George Martin e marcou uma entrevista. Nela, sem segurar um instrumento, eles conquistaram Martin: John Lennon mostrou seu proverbial e cínico humor inglês, Paul McCartney não ficou muito atrás com seu charme pessoal e George Harrison, o mais novinho do grupo, mesmo que já merecedor da alcunha de "The Quiet Beatle", fez uma piadinha sobre a gravata de George Martin. Pete Best permaneceu mudo como uma porta de mogno! O comportamento deste último, associado à sua batida burocrática da bateria, fez com que Martin se dirigisse a Brian Epstein com a histórica pedida: "Tudo bem! Eu assino um contrato com os rapazes, mas que eles venham com outro baterista!" Esta foi a porta de entrada de Ringo na banda, que veio a se mostrar fundamental para o sucesso do grupo! 
                                                                                                                                                 O single tinha, no Lado A, "Love Me Do (LINK)". Aquela antológica gaitinha de Lennon na introdução, a perfeita harmonia vocal entre Lennon e McCartney, a parada total para a entrada do solo vocal de McCartney, eram coisas novas no mercado fonográfico, apesar de a música ser simplíssima na letra e mais ainda nos acordes, os tradicionais C/D/G (Dó Maior / Ré Maior / Sol Maior). No lado B, "P.S. I Love You (LINK)", uma típica McCartney, mostrando a mesma afinada harmonia vocal, uma ainda bobinha e adolescente carta de amor. No entanto, a letra era um pouco mais bem elaborada e a estrutura de acordes um pouco mais complexa (continha mais de 3 acordes!).
         Eles conseguiram chegar ao 17º lugar na parada nacional inglesa, feito nunca antes alcançado por nenhum outro artista em seu compacto de estréia. Dizem as más línguas que, na verdade, boa parte daquele sucesso inicial fora garantido por Brian Epstein que, no afã de conseguir uma boa estréia teria comprado uma quantidade obscena (Remember  Richard Gere em Pretty Woman!) de discos para a NEMS, uma rede de lojas de disco de sua propriedade em Liverpool. Verdade ou não, o intuito foi alcançado, o compacto foi muito tocado na BBC e em outras rádios menos cotadas e logo eles foram chamados para a gravação do segundo single, com "Please Please Me" e "Ask Me Why" que chegou rapidamente ao topo das paradas, feito que os Beatles repetiriam por incontáveis vezes nos anos seguintes, seja com compactos ou LP's.  

_______________ mas não parou por aí ____________
        
Foi também em Outubro de 1962, e também no dia 5, que foi lançado na Inglaterra o primeiro filme de James Bond,  Dr. No, no Brasil lançado como 007 Contra o Satânico Dr. No, com Sean Connery no papel título e a estonteante Ursula Andress (aaaaahhh!) no papel de Honey Rider, como a primeira Bond Girl!
      Também, como os Beatles, Sean Connery foi admitido no papel do mais famoso agente secreto de todos os tempos sem teste de câmera, só que, neste caso, o teste não foi feito pois ele "peitou" Albert Brocolli, o produtor da série, dizendo que não admitia ter que se submeter a teste, já tendo alguns anos de estrada. Este comportamento, que mostrou sua personalidade, bem como o voto decisivo da esposa de Brocolli, que o considerou o mais charmoso para o papel, foram fundamentais para sua escolha.
         Neste filme, foi proferida pela primeira vez a frase recentemente eleita pelo Guinness Book como "A Mais Famosa Frase Cinematográfica de Todos os Tempos". O mais interessante foi a forma como ela foi dita no filme.
         A primeira cena do filme foi centrada nos vilões e não teve a presença de Bond.
         . A segunda cena é passada num cassino.
          . Numa mesa redonda, várias pessoas jogam poker.
           . A câmera é posicionada por trás de um cavalheiro.
            . À frente dele, uma mulher dispara olhares
                  mistos de admiração feminina
                    e raiva pelo dito cujo, que ganhava todas.
                   Até que ela se dirige a ele:
                      -   I admire your luck, Mr. ......
                                foco nas mãos do cavalheiro,
                                acendendo um isqueiro e,
                                logo a seguir, foco nele,
                                que complementa, após uma tragada:
                       -  .... Bond, James Bond!
                                (entra a música tema .....)

Esta frase foi repetida em outros 24 filmes do agente, com pequenas variações como:
My name is Bond, James Bond!        
ou
The name is Bond, James Bond!      
 ou
Name is Bond, James Bond!             
_____________________________
           

É........ naquele dia 5 de Outubro de 1962, os deuses do entretenimento estavam inspirados! 

Ambos os fenômenos continuam vivos e faturando horrores até hoje,  SEIS décadas depois!      

domingo, 4 de outubro de 2026

São Francisco Ghandi


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Num certo dia 3 de outubro anos atrás, houve um culto ecumênico na sede da Petrobras pelo aniversário da empresa.

Estavam presentes representantes das quatro religiões mais representativas do país, nesta ordem: católica, evangélica, espírita, e de matriz africana.

Interessante o depoimento dos candomblés, impressionante o depoimento da espírita, normal o depoimento evangélico, e tocante o depoimento católico, feito por um frei franciscano

A única parte lida pelo frei foi um discurso, na verdade, uma verdadeira oração de Gandhi. Sabia que ele era um santo homem, de seu princípio de não-violência, que levou à libertação de sua Índia do jugo dos ingleses. Muito do que soube foi pelo espetacular filme  inglês de Richard Attenborough, ganhador de vários Oscars, em que Gandhi foi reencarnado por Ben Kingsley, sim, porque aquela interpretação só pode ter sido reencarnação, inclusive física, do grande Mahatma (ih, olha o pleonasmo, porque 'Mahatma' significa 'Grande').

Mas não sabia que tinha uma oração, tão linda...

Suas linhas gerais, o que se pede, é bastante similar a uma outra, muito conhecida de todos.


Veja:

Senhor, ajuda-me a dizer a verdade
diante dos fortes e a não dizer mentiras para
ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna, não me tires a razão.
Se me dás sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda.
Não me deixes acusar o outro
por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar os outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso, se triunfo;
nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso
é a experiência que precede o triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza
e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito,
dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender as pessoas,
dá-me coragem para desculpar-me.
E se as pessoas me ofenderem,
dá-me grandeza para perdoar-lhes.
Senhor, se eu me esquecer de Ti,
nunca Te esqueças de mim."

Lembrou-se da outra oração?

Pois o dia seguinte foi o Dia de São Francisco!

Todos conhecem, aquela que pede:
 
Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.

Deixo aqui a oração completa, na voz de Cid Moreira, que desencarnou num 3 de outubro, dia aliás em que se lembra Gandhi, que nasceu naquela data em 1869.



Ela me toca muito, sempre, assim como me tocou a de Gandhi, igualmente edificante, igualmente sublime, igualmente difícil de se fazer valer, como modo de viver, como modo de ser, em nosso difícil dia a dia.

Mas sempre tentaremos!!!!

E hoje é o Dia de São Francisco!!!

Homerix Tocado Ventura

P.S. Depois fiquei sabendo que a oração de São Francisco não foi criada por São Francisco, mas tá valendo!

sábado, 3 de outubro de 2026

OUÇA e LEIA - Rubber Soul De Luxe chegou- by Cláudio Teran


 É Cláudio Teran quem comanda a Beatles News!!


Clique no Play Verdinho

para ouvir

E leia a seguir!

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Rubber Soul De Luxe chegou

 Entra A Hard day's Night com a Orquestra de George Martin  

MERGULHADOR - 26.09.2026
00:00
09:48

Rubber Soul De Luxe chegou

 

Alô amigos e amigas, Cláudio Teran chegando, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do Brasil para mais uma participação no Submarino Angolano.

Bora de Beatles News? Beatles ao cair da tarde, Beatles em novidades nas ondas da sua LAC FM Luanda Antena Comercial – Então vamos mergulhar...

Antes do mergulho na versão estendida do álbum Rubber Soul, vamos falar de mais um lançamento de Paul McCartney. 

 Entra Chelsea Boot com Paul McCartney  

Na próxima semana, dia 7 de Outubro, chega ao mercado a edição especial do álbum Boys of Dungeon Lane com 3 faixas extras!

Uma das canções inéditas, é essa... Chelsea Boots é seu nome. 

 Entra Home To Us Flip Mix com Paul McCartney  

As outras são, City Fox e One Night Stand. O relançamento vem com uma nova arte de capa e um flip mix de Home to Us, que uniu Paul e Ringo. E o que é um flip mix? É uma versão reeditada de uma música existente, ou seja, Paul McCartney e o produtor Andrew Watt inventaram um mix diferente do arranjo de ‘Home to Us’ para essa edição especial.

Vale destacar que desde 1970 é assim. Quando Let it Be, dos Beatles saiu, Paul lançou junto seu primeiro álbum solo. E isso se repetiria ao longo do tempo. Foi desse jeito no com o Projeto Anthology. E quando saiu o single Now and Then. Paul também lançou coisas da carreira solo dele em paralelo aos projetos LOVE e Get Back. E aproveitou lançamentos dos Beatles para iniciar turnês solo. Então agora, menos de uma semana depois de sair o box Rubber Soul, lá vem ele de novo...

 Entra Wait instrumental com The Beatles  

 O que dizer da versão estendida do Rubber Sul que acaba de sair?

Os novos mixes do álbum nas versões estéreo inglesa e americana foram refeitos por Giles Martin, o que significa que ele usou a tecnologia para fazer um demix, ou seja, desmanchou as mixagens originais do Pai dele, e refez tudo.

Isso significa que centralizou as vozes e redistribuiu o balanço do instrumental nos canais direito e esquerdo. Dessa maneira, “modernizou” a mixagem original. Quem ouvir a versão 2026 de Rubber Soul notará um som bastante claro, nítido, e sem aquela coisa da bateria e do baixo de um lado, e guitarras e vozes do outro. É bom isso? 

 Entra Girl instrumental com The Beatles  

Para os que repudiam: as mixagens antigas e tradicionais continuam existindo nos nossos discos físicos e também nas plataformas digitais por aí.

O intento desse mix moderno é levar o som dos Beatles para novas gerações. Essa atualização é parte de um projeto maior que envolve os 4 filmes da cinebiografia a cargo do cineasta Sam Mendes, e também passa pela inauguração do futuro Museu dos Beatles, no prédio número 3 da Saville Row, em Londres.

A participação do Mergulhador hoje tem um viés mais opinativo, mais analítico, sobre esse novo lançamento, que inclui um disco de extras, o disco 2, com 28 faixas extraídas das sessões que duraram um mês, entre 12 de outubro e 11 de Novembro de 1965.

 Entra Nowher Man ao vivo com The Beatles  

Quando Rubber Soul chegou às lojas, no dia 3 de Dezembro, os Beatles estavam no Cinema Odeon, em Glasgow, abrindo uma turnê de dez dias pelo Reino Unido. Foram 18 shows na Inglaterra, País de Gales e Escócia, enquanto o novo álbum era comprado como o presente de natal de 1965. Os rapazes tocaram ao vivo algumas das novas canções que se tornariam clássicos eternos com a passagem do tempo.

 Entra Drive My Car instrumental com The Beatles  

Quando a gente põe o disco 2 do novo box para tocar, encontramos os Beatles afiados. Os takes iniciais das músicas nasceram quase prontos, precisando apenas que fossem lapidados, como é o caso do basic track, take 4 de Run For Your Life.

 Entra Run For Your Life instrumental com The Beatles  

Há outras situações assim. O take 1 de What Goes On só precisou de uma pós produção, pois a primeira tentativa mostra o arranjo instrumental quase pronto. 

 Entra What Goes On instrumental com The Beatles  E isso se repetiria ao longo de todo o álbum gravado a toque de caixa e com a inclusão de dois singles ‘lado A’, 

 Entra We Can Work It Out com The Beatles  We Can Work It Out 

 Entra Say Trippee com The Beatles e Day Tripper.

Para os ouvidos calejados desse Mergulhador, a primeira tentativa de Norwegian Wood é um achado. 

 Entra Norwegian Wood Take 1 com The Beatles

Podemos ouvi-la agora sem a cítara que George Harrison começaria a colocar a partir do take 2. 

 Entra Norwegian Wood Take 2 com The Beatles

É significativo ouvir o tom de voz de John e a afinação do violão na base, já definidos quando iniciaram a gravação.

O tempo curto em que Rubber Soul foi feito também expõe como os Beatles estavam afiados em 1965. Sem muito tempo para trabalhar as novas composições no estúdio, todas elas estavam quase prontas, então o que fica deste novo lançamento é que o trabalho deles foi pós-produzir o que estava quase no ponto.

E isso fica evidente no take 1 de Michelle. 

 Entra Michelle Take 1 com The Beatles

Na delicadeza do take 1 de In My Life. 

 Entra In My Life Take 1 com The Beatles

E no primeiro take de If I Needed Someone. 

 Entra If I Needed Someone Take 1 com The Beatles

Quando esse registro foi feito, ficariam faltando os vocais e backing vocals, e o acréscimo do som da guitarra de 12 cordas.

 Entra I'm Looking Through You Take 3 com The Beatles

Há outros momentos interessantes desse relançamento como o take 3 de I’m Looking Through You, onde Paul McCartney expõe suas dúvidas com o andamento, embora a gravação crua estivesse muito próxima da que seria lançada.

E tem a cerja do bolo Little Girl. Uma faixa demo completamente desconhecida. 

Vamos ouvi-la? 

 Entra Little Girl Demo com The Beatles

Ao contrário do que foi dito em revistas especializadas como MOJO e Uncut, não consegui captar semelhanças com I’m Only Sleeping, como eles acharam. Talvez os críticos dessas importantes revistas não conheçam Bad to Me, de John Lennon.

Little Girl tem mais semelhanças com Bad to Me, de 1963. 

 Entra Bad To Me com The Beatles

Essa os Beatles até finalizaram, mas não gravaram. Doaram para Billy J Kramer. 

  Volta Little Girl Demo com The Beatles

Com Little Girl nada aconteceu. É um esboço ingênuo do que poderia ter sido sim uma beatle song. John Lennon provavelmente fez essa gravação para não esquecê-la. A letra é inconclusiva, ele cantou sobre qualquer coisa, para depois voltar à melodia e fazer a criação definitiva. Mas nunca aconteceu. Então, Little Girl faz parte dos mistérios profundos da história dos Beatles, e este box nos deu a chance de ouvi-la.

Para fechar nossa participação, o take 3 de I’m Looking Through You...

 Entra I'm Looking Through You Take 3 com The Beatles

 


my car (8:15) Yes, I'm gonna be a star (8:19) Baby, you can drive my car (8:22) Baby, I love you (8:24) Baby, you can drive my car (8:45) Yes, I'm gonna be a star (8:50) Baby, you can drive my car (8:53) Baby, I love you (8:58) I told that girl I could

Toda vez que eu ..., eu me lembro de ...

Certas coisas que se faz usualmente que te fazem lembrar de alguma pessoa....  Acrescentei hoje a ocorrência número 36 Toda vez que eu a...