domingo, 1 de março de 2026

Toda vez que eu ..., eu me lembro de ...

Certas coisas que se faz usualmente que te fazem lembrar de alguma pessoa.... 

Acrescentei hoje a ocorrência número 35
  1. Toda vez que eu atravesso a rua fora da faixa, eu me lembro do meu amigo Milas, especialista em SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), que me diz: "Não importa o quão longe você está do veículo em sua direção, pois você pode tropeçar ou ter um mal súbito e o motorista pode não ter tempo de parar ou desviar! Você pode até não morrer do motivo da queda, mas pode morrer atropelado! "
  2. Toda vez que eu desço uma escada, eu me lembro do mesmo Milas, que me diz: "Sempre use o corrimão das escadas, tropeços são sempre inesperados e se você está de mãos livres, pode demorar décimos de segundo preciosos até encontrar um apoio que poderá evitar um estrago maior. Ah, você me diz que corrimões são poços de bactérias, ok, então, ao menos, ande com a mão 'voando' por sobre o corrimão, melhorando o tempo de reação!"
  3. Toda vez que vou pegar um elevador público, eu me lembro do colega Heber, que me disse: "Ao aguardar a chegada do elevador, posicione-se a montante do mesmo, para liberar o caminho de saída dos passageiros que sairão, isso evitará choques desnecessários, ou no mínimo, interrupções ao fluxo ótimo das pessoas!"
  4. Toda vez que eu vou usar um cotonete no ouvido, eu me lembro do mesmo Heber, que lembrava de uma recomendação de seu otorrinolaringologista: "Seu ouvido é tão delicado que a coisa mais fina que pode entrar nele é o seu cotovelo!" .... Acrescento mais uma declaração, no mesmo tema, no caso da amiga Simone, e com um instrumento diferente, que disse: "Quem nunca coçou o ouvido com um palito de fósforo, não sabe o real significado da palavra orgasmo".
  5. Toda vez que eu vou enxugar meus pés ao sair do banho, eu me lembro de meu primo Renato, que me diz: "Tenho tanto pavor de frieiras e micoses provocadas pela umidade que eu uso um secador de cabelos para deixar os pés bem sequinhos!
  6. Toda vez que eu faço a barba na pia, eu me lembro de Márcia, amiga da Neusa, recém-casada, que reclamava de uma coisa que o recém-marido fazia que ela não suportava: deixar a pia cheia de cabelinhos da barba, sem ao menos passar uma água...
  7. Toda vez que eu coloco uma calça em pé, eu me lembro de um conselho que ouvi no rádio: "É fundamental que a pessoa perceba o momento de que chegou a idade em que é melhor sentar-se para colocar calças... melhor não arriscar a queda!"
  8. Toda vez que vejo uma moto se aproximar pelo retrovisor direito, eu me lembro do meu amigo Tessarollo, que me aconselhou, em minha chegada após quatro anos fora do país: "Melhor abrir caminho pra ele, pra não correr o risco de ele meter o pé no seu retrovisor!"
  9. Toda vez que o sinal de rádio some em túneis, eu lembro (também) do Tessarollo, que me disse que túneis tinham antenas à jusante e à montante para garantir o sinal do celular, mas não o das ondas do rádio.
  10. Toda vez que alguém diz: 'Uma imagem vale mais que 1.000 palavras", eu me lembro do meu amigo Camargo quem, após assistir AO MESMO SHOW de Paul McCartney que eu, me disse: "Homerix, vou ficar esperando sua análise para saber O QUE EU VI HOJE, pois sua palavra vale mais que 1.000 imagens", e então resolvi dar meu dePAULimento (link).
  11. Toda vez que alguém me diz uma expressão em francês, eu me lembro (também) do Camargo, que definiu meu cunhado doente como 'Enfant de Dieux', ao conhecer a história dele, através de um texto meu (link).
  12. Toda vez que eu conheço um Fulano DE Tal, com a preposição no meio, eu me lembro de meu amigo João Carlos Araújo dizendo: "De Araújo coisa nenhuma, este João Carlos não é DE ninguém!"
  13. Toda vez que sou apresentado a alguém, eu me lembro de meu primo Carlos Eduardo contando como Presidente Bill Clinton apertou sua mão, olhando firmemente nos olhos dele, e prestando TOTAL atenção a seu breve currículo que um terceiro lhe contava. Isso é o que os americanos chama de 'undivided attention'
  14. Toda vez que eu como maçãs argentinas, eu me lembro do meu pai Saul, que as tinha em quantidades obscenas, e que sempre cortava um pedaço e chamava 'Merooo!', um segundo antes de lançá-la para mim, no outro lado da sala.
  15. Toda vez que eu me vejo num ambiente com crianças agitadas e barulhentas, eu me lembro de meu amigo Adauto, que quando estava comigo numa dessas situações, olhava pra mim e dizia: "Santa Vasectomia".
  16. Toda  vez que ouço aquele 'r' caipira carregado, eu me lembro do meu amigo Carvalhinho, que tinha essa ocorrência no próprio nome, e gostava de contar a situação da ida ao mecânico carioca com a intenção de, imitando o sotaque da terra, enganar o prestador, mas acabava se entregando ao dizer que o problema poderia ser no 'carrrburadorrr'.
  17. Toda vez que alguém me chama de 'Homerix', eu me lembro de meu amigo Miró, quem me deu a alcunha, lá em 1982, talvez inspirado no grandão e bonachão personagem Obelix, da famosa história em quadrinhos, sem ter a menor idéia de que o apelido se perpetuaria no meu querido blog.
  18. Toda vez que sei de casais jovens que viajam e deixam filhos bebês com vovós ou babás (!!), eu me lembro de Joyce, minha colega prestes a fazer o mesmo com seu filho, que entrou chorosa em minha sala e perguntou: "Você fez isso com seus filhos quando eram bebês?" e eu respondi em duas sílabas destacadas: "NUN-CA!!!"... "buáááá...."
  19. Toda vez que eu uso banheiro público, eu me lembro, e testemunho, e confirmo a eficiência da Teoria da Ocupação dos Mictórios, a qual detalhei em postagem de ótima receptividade no meu blog (link). 
  20. Toda vez que eu uso banheiro público (de novo), eu me lembro da máxima que diz: "Sempre que perceber (ou algum te alertar) que você está com a braguilha aberta, tendo esquecido de fechá-la, pense sempre que isso é muito melhor do que se esquecer de abri-la!!"
  21. Toda vez que eu vejo ou ouço alguém cantando, ou que eu mesmo canto Ave Maria em latim (link), eu me lembro de meu amigo, o advogado Marcelo Mello, há quase 40 anos atrás, numa época sem internet, a quem recorri para saber a oração em latim.
  22. Toda vez que testemunho uma situação de traição masculina, seja na TV ou na vida real, eu me lembro de meu amigo Sicrano de Tal que dizia: "Existe uma linha tênue entre a fidelidade e a traição", ao justificar sua prática. Não conto quem é o Sicrano nem amarrado... aliás, nunca pulei aquela linha, aliás, nem cheguei perto, aliás ... vejam a última citação ...
  23. Toda vez que vou tomar café com bolo de fubá, eu me lembro de Tom Fernandes, um leitor/fã de minha filha que, ao ler este post meu,  e disse "Chamaria ele toda hora para tomar um café com bolo de fubá e ouvir todas as suas histórias"
  24. Toda vez que eu me ensabôo, eu me lembro do Mundo de Beakman, programa que eu via com as crianças, que me ensinou que o sabão diminui a tensão superficial, fazendo com que a sujeira se despregue da superfície lavada.
  25. Toda vez que ouço a conjugação neologística 'Sextou!", eu me lembro do recente e nobre amigo Queiroga, em um grupo do Whatsapp, convocando para que comecemos a falar de coisas mais leves que o objeto do grupo
  26. Toda vez que atualizo minha história retroativa (aqui, neste link), eu me lembro de 'A Estranha História de Benjamim Button'
  27. Toda vez que faço uma Tabela Dinâmica no Excel e um punhado de outras coisas planilheiras, eu me lembro de Valcir, que, gentil e brilhantemente, mas vem me ensinando, em tempos recentes.
  28. Toda vez que faço duplo-click no canto inferior de uma célula no Excel, para copiá-la até um fim identificável, eu me lembro do Guilherme, que me ensinou a operação, dando-me argumento para convencer a ele mesmo a adotar a configuração vertical ao invés da horizontal, em cálculos temporais.
  29. Toda vez que me deparo com uma evidente impropriedade (pra não dizer burrice) do Excel, eu me lembro da carta que escrevi há quase 30 anos ao Bill Gates (aqui, neste link), listando 49 coisas em que o pioneiro Lotus 1-2-3 era melhor que o sucessor famoso.
  30. Toda vez que eu tomo café-da-manhã, eu me lembro de meu DJ Paulo Seixas, que foi ao Programa Mata-Bicho numa rádio FM de Luanda, e me explicou depois que o nome é a expressão popular para o "Pequeno Almoço", que é como chama em Angola, o café da manhã, e que ninguém havia me contado isso em uma semana que passei lá, um pouco antes.
  31. Toda vez que ouço Any Time At All, dos Beatles, eu me lembro do amigo Danemberg, quem destacou minha apreciação pela música ao reproduzir minha batida na mesa, por ocasião de nosso almoço final de compilação das melhores músicas da banda.
  32. Toda vez que ouço falar de qualquer tipo de assédio corporativo, eu me lembro de minha chefe e amiga De Regina, que num memorável dia, em São Paulo, instruiu ao resto da equipe, que deveriam dar um jeito de interromper o assédio INTELECTUAL que eu estava a sofrer.
  33. Toda vez que o ouço o nome de Yoko Ono, eu me lembro de Virgínia, de Montes Claros, seu mais contundente algoz quando se fala em apontar um único responsável pelo fim dos Beatle, além disso a MAIOR sumidade em Beatlemania que conheço, incluindo todos os gêneros.
  34. Toda vez que fazemos o Evangelho no Lar, lembramo-nos das mais de 6 pessoas de nosso relacionamento próximo que fiaeram parte de nossas vidas e já se foram, e que mantemos nominalmente numa lista, e sempre oramos para que tal lista não cresça nunca mais... 
  35. Toda vez que eu vou à área de serviço e me deparo com a porta do quarto aberta, eu me lembro que nossa gatinha Luna não está mais em casa... é que deixávamos aquela porta fechada pra ela não se esconder em baixo de um armário com difícil acesso para "salvá-la"...
  36. Toda vez que eu faço 50 outras coisas, eu me lembro de Neusa, que me ensinou a viver, desde que me conheceu, há quase 47 anos....


sábado, 28 de fevereiro de 2026

O que eu perguntaria a Paul McCartney

 

Quando Paul McCartney veio ao Brasil em dezmebro de 2023, eu comprei ingresso e segui o conselho de Virgínia, que ainda não era Madrinha do Submarino Angolano, e apliquei no Meat Free Monday.... estou a concorrer para o ingresso especial, com direito a Meet&Greet com Paul...

Se eu ganhasse, e temeroso de não conseguir falar alguma coisa com ele, isso é, no sentido de a emoção não me deixar mudo, eu ensaiei duas coisas:

Uma pergunta e fazer um pedido

  1. A Pergunta: in the Sun King recording session, when John called you to a corner of the studio to pick some words in Latim Idioms, who picked Obrigado, you or John?
  2. O Pedido: Would you sing Hold Me Tight now, A Capella, with me performing the harmony backing vocal? That song was the FIRST Beatles song I liked, when I was 6-years-old, in 1964, from the Brazilin LP Beatles Again!

Nada ganhei, mesmo assim, me preparei com mais perguntas!

10+1 Perguntas que eu faria a Paul McCartney se por acaso o encontrasse:

  1. Na canção Sun King, quando você e John se recolheram para um canto do estúdio para jogar aquelas palavras em vários idiomas da ponte, quem deu a ideia da palavra em português, 'Obrigado';
  2. Na canção Ob-la-di Ob-la-da, qual foi sua reação quando John voltou ao estúdio sentou-se ao piano e disse: O que essa porcaria de música precisa é isso aqui...!"
  3. Na canção She Said She Said, o que foi que o irritou tanto a ponto de você abandonar o estúdio e fazer da canção a única  Lennon/McCartney do catálogo Beatle a não ter participação sua, afora Revolution 9 e Julia, que John  fez pra mãe dele?
  4. Na canção I'm Looking Through You, o alvo era Jane Asher ou John Lennon?
  5. Na canção Lovely Rita, de quem foi a ideia de usar o Kazoo?
  6. Como você teve a idéia de usar o pedal Fuzz em Think For Yourself, que você usou em 2023 na sua contribuição para os Rolling Stones?
  7. Por que ela I Call Your  Name  ficou de fora de A Hard Day's Night.... Não passou pela cabeça a ideia de dá-la para Ringo gravar? Seria a 14ª canção do LP, e seria a canção de Ringo, que ficou de fora do álbum...
  8. A Silver Spoon de She Came In Through The Bathrrom Window era indireta a Linda?
  9. Two of Us eram você e Linda, ou você e John?
  10. Oh, Darling era direcionada a John
  11. Ônzima: Você perdoou Yoko?
O que acharam?

OUÇA e LEIA - Man On The Run No FInal de Semana - Cláudio Teran

 



Todo Domingo é Total, das 7 às 9 da manhã, na Rádio Assunção Cearense!!! 

https://620am.com.br/

É Cláudio Teran quem comanda!!!

Mas todo Sábado é Cabal, pois Cláudio Teran nos conta as Beatles News, no Programa Submarino Angolano da LAC Luanda, às 13 horas BSB, 17 horas LDA!

Hoje, ele nos descreve a trilha sonora do doc, que está lançada em álbum


Clique no Play Verdinho

E siga a ler o conteúdo, transcrito abaixo

MAN ON THE RUN NO FINAL DE SEMANA

 Entre A Hard Day's Night com a Orquestra de George Martin

Alô amigos e amigas, Mergulhador Cláudio Teran chegando direto de Fortaleza, Nordeste do Brasil, pronto para mais uma edição das Beatles News. Agora.

Beatles ao cair da tarde, pelas ondas da sua LAC FM. Vamos mergulhar.

Entra Silly Love Songs com Paul McCartney

Esta edição do Mergulhador toca no Submarino Angolano um dia depois da estreia mundial de ‘Man on the Run’, o documentário que foca na história do Wings e na primeira década da carreira solo de James Paul McCartney. Vale a pena? Sim!

Pra começo de conversa não vamos confundir ‘Man on the Run’ com ‘Wingspan’, embora os dois documentários guardem semelhanças E diferenças. Entre um e outro temos um distanciamento de quase 30 anos. Wingspan foi pensado para a televisão, em 2001, mas foi muito superficial ao tratar da carreira solo de Paul e Wings.

Entra That Woul Be Something com Paul McCartney

‘Man on the Run’ conserta os principais defeitos de ‘Wingspan’, tem uma profusão de imagens inéditas, realmente nunca vistas retiradas dos arquivos da MPL e dos arquivos familiares dos diversos músicos que tocaram com Paul naquele período.

O novo documentário tem uma hora e 55 minutos. O diretor Morgan Neville começa a contar a história entre setembro de 1969, quando os Beatles estavam se separando, e vai até o fim dos Wings em 1981. O protagonista é o homem. Paul McCartney.

O roteiro procura mostrar que aconteceu com ele em um período de mais de 10 anos. E os efeitos da separação dos Beatles no comportamento dele. Também expõe o ânimo de Paul àquela época, aliando prostração com a vontade de fazer as coisas do seu jeito e de tal maneira que só criando uma banda onde ELE fosse o dono.

Entra Long Haired Lady com Paul McCartney

Isso talvez, nunca tenha ficado claro na cabeça de Paul e dos músicos que trabalharam com ele - e que seriam arduamente exigidos para lapidar os Wings e fazer aquela banda solo da qual inicialmente ninguém acreditava, acontecer mundialmente.

Isso explica porque Man on the Run não se debruça tanto sobre o início. Então quem ainda não viu saiba que o documentário ignora álbuns como Wings Wild Life e Red Rose Speedway, apesar de serem os primeiros da nova banda. E também não fala sobre discos importantes como Venus and Mars e London Town.

Entra Live and Let Die com Wings apresentado por Linda

A produção priorizou o auge do Wings entre 1976 e 1979.

Enquanto a gente assiste o filme, vai encontrar coisas relacionadas aos álbuns ignorados, mas o diretor não dá o devido destaque ou o contexto do lançamento deles. Isso poderá ser visto como uma falha por alguns fãs. Por outro lado temos imagens incríveis, notáveis e desconhecidas até dos colecionadores mais completistas. É tanta coisa inédita que é aconselhável ver várias vezes ‘Man on the Run’ para ir pausando o filme e só então observar mais atentamente certos conteúdos que estão ali.

Man on the Run tem muitos bastidores do convívio isolado de Paul McCartney com seus familiares. Isolado porque ele não era de circular como os outros Beatles faziam depois da separação. Então o documentário registra com boa precisão que a ideia de sair da toca após o fim da banda mais famosa do mundo ajudou a gerar o Wings.

Entra Too Many People com Paul McCartney

As brigas entre John e Paul são expostas com bastante clareza, assim como as reações dos dois parceiros. McCartney se queixa de que foi Lennon quem realmente separou os Beatles, mas quem ficou com a fama foi ele, até pelo seu autoritarismo.

Outro aspecto interessante do roteiro está nas participações especiais. Muita gente foi entrevistada, mas poucos realmente aparecem, pois Morgan Neville optou por utilizar as vozes, ou seja, a narrativa, sem se preocupar com as aparições físicas. O próprio Paul explicou que não gosta de documentários com imagens atuais de gente contando o que viu ou viveu no passado, então optou-se pela utilização das vozes.

Entra Big Barn Bed com Paul McCartney

Ver Man on the Run permite refletir sobre diversos aspectos da conduta e da persona de Paul McCartney. O diretor Morgan Neville garante que teve carta branca para fazer as coisas do seu jeito. Ele contou na coletiva de imprensa feita no dia da avant première que Paul chegou a sugerir alguns cortes de coisas que considerou embaraçosas quando viu, mas Neville insistiu que o ideal era que nada fosse descartado. O próprio Paul, nessa mesma entrevista, confirmou que capitulou, deixou Neville fazer as coisas do jeito que queria.

Entra Mull of Kintire com Paul McCartney

Uma semana antes da exibição no streaming, os fãs que tiveram a rara chance de ver Man on the Run nos cinemas gravaram a conversa de pouco mais de 10 minutos entre Morgan Neville e Paul McCartney, exibida apenas na tela grande. A gravação pirata dessa conversa está disponível no You Tube há mais de dez dias. 

E o que é que a gente tem lá. Paul aparece envelhecido e um tanto deslocado, e o encontro parece improvisado. Estimulado por Neville, ele rememora alguns fatos, mas sua memória não é mais a mesma. Chama atenção a reação dele para as roupas que usou em cena em especiais como James Paul McCartney, de 1973. E o reencontro com Robbie, um robot um tanto mambembe que foi utilizado durante a turnê de 1979. 

Entra Paul McCartney apresentando Robbie introduzindo Good Night Tonight

Há uma cena gravada naquela época que mostra como o robot era acionado - por um chute de Paul - e então começava a tocar a intro de Goodnight Tonight. E então o Wings mandava ao vivo.

Há muitas coisas interessantes e divertidas, assim como momentos comoventes e reflexivos em Man on the Run, como a parte final em que a reação de Paul McCartney ao assassinato de John Lennon ganha um novo contexto, desconhecido dos fãs até aqui. Também é possível ver o que aconteceu do ponto de vista de Paul McCartney quando ele foi presono Japão por porte de maconha.

Sean Lennon participa com um depoimento marcante que permite aos mais veteranos reconsiderar as impressões negativas que tiveram em 1980 ao ver Paul comentar a morte de John Lennon, aquele que foi seu grande amigo e o principal parceiro.

Entra Let Me Roll It com Paul McCartney e Wings

Vale ainda um último spoiler sobre Man on the Run. As doze faixas do CD/LP com a trilha sonora do documentário são o que a gente vê e ouve em termos musicais, enquanto assiste. Não espere mais do que isso. E voltamos ao começo. Vale a pena ver? Vale sim, vale muito. É um bom documentário que deixa no ar uma certeza: poderia ter dois ou três capítulos, pois a vida do maior artista vivo, James Paul McCartney, não dá para condensar em uma projeção de duas horas, mas essa nos permite um ótimo insight... 

Entra Coming Up com Paul McCartney

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Por que experimentar Cranberry me emocionou?

Noutro dia, me emocionei com uma coisa que jamais ocorreria  a pessoas normais.

Antecedentes: nossa empregada deixou para o nosso fim de semana, um delicioso macarrão parafuso com atum defumado, cenoura picada, maionese e ... passas, daquelas pretinhas. Assim o fizemos, é uma comida que dá para comer directo da geladeira ou aquecida ao microondas (que agora á sem hífen, absurdo), aliás, eu prefiro desta última forma, quentinho, sou o único da casa assim....

Hoje, agora há pouco, veio a minha empregada e perguntou o que acharam das passas no macarrão, e eu disse que estavam ótimas, como sempre. E ela: "Só que não eram passas!". .. como assim.. "Dona Neusa se enganou, achou que eram passas, só que não" e me mostrou o potinho!

Sim, na verdade pareciam passas, mas eram Cranberries!!!





E eu NUNCA havia comido Cranberries!!!

Experimentei ali pela primeira vez e comi metade do potinho, misturado com torrada picada. Ficou supimpa!

E isso me emocionou!!!

Contei essa história a um grupo de ouvintes do Submarino Angolano e perguntei 

QUEM SABE POR QUE ISSO ME EMOCIONOU?

Peço que apenas levantem a mão ou digam Não!!!

Apenas duas pessoas sabiam!!!

Ocorre o seguinte:

Tem a ver com o Mito "Paul is Dead"

Corria na imprensa e na mente alucinada dos fãs, o boato de que Paul McCartney havia morrido num acidente de trânsito, nervoso que estava após uma discussão com John Lennon, exactamente no dia 9 de novembro de 1966, e que ele havia sido substiruído por um sósia perfeito chamado William Shears! (!!!)

E foram descobertas dezenas de "provas", a partir de então, de que isso realmente havia acontecido.

Boa parte delas estaria na Capa do LP Sergeant Pepper's de 1967, tipo, ser o único Beatle de costas num encarte das letras do LP, dentre outras, e uma meia-dúzia de evidências aparecia na capa do LP  Abbey Road de 1969, que eu descrevi no post

"Por que não vamos lá fora e atravessamos a rua?" neste LINK

A emoção que eu senti ao ver que tinha Cranberry em casa foi por causa de uma daquelas "provas", que apareceu na canção Strawberry Fields Forever, que começou a ser gravada no finalzinho de 1966, motivo de inúmeras seções de gravação, e de um acerto final na edição que fazia com que NINGUÈM poderia reproduzir aquela canção EXACTAMENTE como saiu no disco. Mas isso será abordado num Papo do Contramestre, provavelmente no começo de 2027. E que dará MUITO trabalho para o Comandante editar!

Bem, no finalzinho da gravação, naquele final psicodélico, aparece a voz de John falando: 

"... cranberry sauce... cranberry sauce ...", ou seja "molho de cranberry"

Só que os fanáticos alucinados que acreditaram no boato, ouviram:

"I buried Paul .... I buried Paul" ou seja "Eu enterrei Paul"


Daí a emoção....

Eu não tenho jeito mesmo!!!

É como eu sempre digo..



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