sábado, 28 de fevereiro de 2026

OUÇA e LEIA - Man On The Run No FInal de Semana - Cláudio Teran

 



Todo Domingo é Total, das 7 às 9 da manhã, na Rádio Assunção Cearense!!! 

https://620am.com.br/

É Cláudio Teran quem comanda!!!

Mas todo Sábado é Cabal, pois Cláudio Teran nos conta as Beatles News, no Programa Submarino Angolano da LAC Luanda, às 13 horas BSB, 17 horas LDA!

Hoje, ele nos descreve a trilha sonora do doc, que está lançada em álbum


Clique no Play Verdinho

E siga a ler o conteúdo, transcrito abaixo

MAN ON THE RUN NO FINAL DE SEMANA

 Entre A Hard Day's Night com a Orquestra de George Martin

Alô amigos e amigas, Mergulhador Cláudio Teran chegando direto de Fortaleza, Nordeste do Brasil, pronto para mais uma edição das Beatles News. Agora.

Beatles ao cair da tarde, pelas ondas da sua LAC FM. Vamos mergulhar.

Entra Silly Love Songs com Paul McCartney

Esta edição do Mergulhador toca no Submarino Angolano um dia depois da estreia mundial de ‘Man on the Run’, o documentário que foca na história do Wings e na primeira década da carreira solo de James Paul McCartney. Vale a pena? Sim!

Pra começo de conversa não vamos confundir ‘Man on the Run’ com ‘Wingspan’, embora os dois documentários guardem semelhanças E diferenças. Entre um e outro temos um distanciamento de quase 30 anos. Wingspan foi pensado para a televisão, em 2001, mas foi muito superficial ao tratar da carreira solo de Paul e Wings.

Entra That Woul Be Something com Paul McCartney

‘Man on the Run’ conserta os principais defeitos de ‘Wingspan’, tem uma profusão de imagens inéditas, realmente nunca vistas retiradas dos arquivos da MPL e dos arquivos familiares dos diversos músicos que tocaram com Paul naquele período.

O novo documentário tem uma hora e 55 minutos. O diretor Morgan Neville começa a contar a história entre setembro de 1969, quando os Beatles estavam se separando, e vai até o fim dos Wings em 1981. O protagonista é o homem. Paul McCartney.

O roteiro procura mostrar que aconteceu com ele em um período de mais de 10 anos. E os efeitos da separação dos Beatles no comportamento dele. Também expõe o ânimo de Paul àquela época, aliando prostração com a vontade de fazer as coisas do seu jeito e de tal maneira que só criando uma banda onde ELE fosse o dono.

Entra Long Haired Lady com Paul McCartney

Isso talvez, nunca tenha ficado claro na cabeça de Paul e dos músicos que trabalharam com ele - e que seriam arduamente exigidos para lapidar os Wings e fazer aquela banda solo da qual inicialmente ninguém acreditava, acontecer mundialmente.

Isso explica porque Man on the Run não se debruça tanto sobre o início. Então quem ainda não viu saiba que o documentário ignora álbuns como Wings Wild Life e Red Rose Speedway, apesar de serem os primeiros da nova banda. E também não fala sobre discos importantes como Venus and Mars e London Town.

Entra Live and Let Die com Wings apresentado por Linda

A produção priorizou o auge do Wings entre 1976 e 1979.

Enquanto a gente assiste o filme, vai encontrar coisas relacionadas aos álbuns ignorados, mas o diretor não dá o devido destaque ou o contexto do lançamento deles. Isso poderá ser visto como uma falha por alguns fãs. Por outro lado temos imagens incríveis, notáveis e desconhecidas até dos colecionadores mais completistas. É tanta coisa inédita que é aconselhável ver várias vezes ‘Man on the Run’ para ir pausando o filme e só então observar mais atentamente certos conteúdos que estão ali.

Man on the Run tem muitos bastidores do convívio isolado de Paul McCartney com seus familiares. Isolado porque ele não era de circular como os outros Beatles faziam depois da separação. Então o documentário registra com boa precisão que a ideia de sair da toca após o fim da banda mais famosa do mundo ajudou a gerar o Wings.

Entra Too Many People com Paul McCartney

As brigas entre John e Paul são expostas com bastante clareza, assim como as reações dos dois parceiros. McCartney se queixa de que foi Lennon quem realmente separou os Beatles, mas quem ficou com a fama foi ele, até pelo seu autoritarismo.

Outro aspecto interessante do roteiro está nas participações especiais. Muita gente foi entrevistada, mas poucos realmente aparecem, pois Morgan Neville optou por utilizar as vozes, ou seja, a narrativa, sem se preocupar com as aparições físicas. O próprio Paul explicou que não gosta de documentários com imagens atuais de gente contando o que viu ou viveu no passado, então optou-se pela utilização das vozes.

Entra Big Barn Bed com Paul McCartney

Ver Man on the Run permite refletir sobre diversos aspectos da conduta e da persona de Paul McCartney. O diretor Morgan Neville garante que teve carta branca para fazer as coisas do seu jeito. Ele contou na coletiva de imprensa feita no dia da avant première que Paul chegou a sugerir alguns cortes de coisas que considerou embaraçosas quando viu, mas Neville insistiu que o ideal era que nada fosse descartado. O próprio Paul, nessa mesma entrevista, confirmou que capitulou, deixou Neville fazer as coisas do jeito que queria.

Entra Mull of Kintire com Paul McCartney

Uma semana antes da exibição no streaming, os fãs que tiveram a rara chance de ver Man on the Run nos cinemas gravaram a conversa de pouco mais de 10 minutos entre Morgan Neville e Paul McCartney, exibida apenas na tela grande. A gravação pirata dessa conversa está disponível no You Tube há mais de dez dias. 

E o que é que a gente tem lá. Paul aparece envelhecido e um tanto deslocado, e o encontro parece improvisado. Estimulado por Neville, ele rememora alguns fatos, mas sua memória não é mais a mesma. Chama atenção a reação dele para as roupas que usou em cena em especiais como James Paul McCartney, de 1973. E o reencontro com Robbie, um robot um tanto mambembe que foi utilizado durante a turnê de 1979. 

Entra Paul McCartney apresentando Robbie introduzindo Good Night Tonight

Há uma cena gravada naquela época que mostra como o robot era acionado - por um chute de Paul - e então começava a tocar a intro de Goodnight Tonight. E então o Wings mandava ao vivo.

Há muitas coisas interessantes e divertidas, assim como momentos comoventes e reflexivos em Man on the Run, como a parte final em que a reação de Paul McCartney ao assassinato de John Lennon ganha um novo contexto, desconhecido dos fãs até aqui. Também é possível ver o que aconteceu do ponto de vista de Paul McCartney quando ele foi presono Japão por porte de maconha.

Sean Lennon participa com um depoimento marcante que permite aos mais veteranos reconsiderar as impressões negativas que tiveram em 1980 ao ver Paul comentar a morte de John Lennon, aquele que foi seu grande amigo e o principal parceiro.

Entra Let Me Roll It com Paul McCartney e Wings

Vale ainda um último spoiler sobre Man on the Run. As doze faixas do CD/LP com a trilha sonora do documentário são o que a gente vê e ouve em termos musicais, enquanto assiste. Não espere mais do que isso. E voltamos ao começo. Vale a pena ver? Vale sim, vale muito. É um bom documentário que deixa no ar uma certeza: poderia ter dois ou três capítulos, pois a vida do maior artista vivo, James Paul McCartney, não dá para condensar em uma projeção de duas horas, mas essa nos permite um ótimo insight... 

Entra Coming Up com Paul McCartney

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Por que experimentar Cranberry me emocionou?

Noutro dia, me emocionei com uma coisa que jamais ocorreria  a pessoas normais.

Antecedentes: nossa empregada deixou para o nosso fim de semana, um delicioso macarrão parafuso com atum defumado, cenoura picada, maionese e ... passas, daquelas pretinhas. Assim o fizemos, é uma comida que dá para comer directo da geladeira ou aquecida ao microondas (que agora á sem hífen, absurdo), aliás, eu prefiro desta última forma, quentinho, sou o único da casa assim....

Hoje, agora há pouco, veio a minha empregada e perguntou o que acharam das passas no macarrão, e eu disse que estavam ótimas, como sempre. E ela: "Só que não eram passas!". .. como assim.. "Dona Neusa se enganou, achou que eram passas, só que não" e me mostrou o potinho!

Sim, na verdade pareciam passas, mas eram Cranberries!!!





E eu NUNCA havia comido Cranberries!!!

Experimentei ali pela primeira vez e comi metade do potinho, misturado com torrada picada. Ficou supimpa!

E isso me emocionou!!!

Contei essa história a um grupo de ouvintes do Submarino Angolano e perguntei 

QUEM SABE POR QUE ISSO ME EMOCIONOU?

Peço que apenas levantem a mão ou digam Não!!!

Apenas duas pessoas sabiam!!!

Ocorre o seguinte:

Tem a ver com o Mito "Paul is Dead"

Corria na imprensa e na mente alucinada dos fãs, o boato de que Paul McCartney havia morrido num acidente de trânsito, nervoso que estava após uma discussão com John Lennon, exactamente no dia 9 de novembro de 1966, e que ele havia sido substiruído por um sósia perfeito chamado William Shears! (!!!)

E foram descobertas dezenas de "provas", a partir de então, de que isso realmente havia acontecido.

Boa parte delas estaria na Capa do LP Sergeant Pepper's de 1967, tipo, ser o único Beatle de costas num encarte das letras do LP, dentre outras, e uma meia-dúzia de evidências aparecia na capa do LP  Abbey Road de 1969, que eu descrevi no post

"Por que não vamos lá fora e atravessamos a rua?" neste LINK

A emoção que eu senti ao ver que tinha Cranberry em casa foi por causa de uma daquelas "provas", que apareceu na canção Strawberry Fields Forever, que começou a ser gravada no finalzinho de 1966, motivo de inúmeras seções de gravação, e de um acerto final na edição que fazia com que NINGUÈM poderia reproduzir aquela canção EXACTAMENTE como saiu no disco. Mas isso será abordado num Papo do Contramestre, provavelmente no começo de 2027. E que dará MUITO trabalho para o Comandante editar!

Bem, no finalzinho da gravação, naquele final psicodélico, aparece a voz de John falando: 

"... cranberry sauce... cranberry sauce ...", ou seja "molho de cranberry"

Só que os fanáticos alucinados que acreditaram no boato, ouviram:

"I buried Paul .... I buried Paul" ou seja "Eu enterrei Paul"


Daí a emoção....

Eu não tenho jeito mesmo!!!

É como eu sempre digo..



terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

The Beatles In My Life: A Madrinha viu os Beatles pela 1ª vez... na telona!

 The Beatles In My Life: Homenagem da Madrinha a George Martin


Este é o  7º  programa mensal especial do Submarino Angolano, 
em que Virgínia Abreu de Paula nos conta 
sobre suas experiências com os Beatles. 

Ela tem hoje 77 anos e viveu Beatles na veia, 
e tem muita história pra contar!

EM BREVE O ÁUDIO

 Clique no play verdinho acima e se quiser leia o que acontece ali abaixo 

 ____________________________________________________________

 Olá amigos da LAC, aqui estou eu mais um episódio da série The Beatles in My Life, diretamente de Montes Claros, Brasil

Eu já contei como descobri ser beatlemaníaca, mas penso ser interessante voltar ao mesmo assunto, mas com mais detalhes. Fiquei fã deles desde o primeiro dia. Apenas fã. Se bem que teve aquela noite em que Elaine e eu deixamos escapar gritos ao ouvi-los cantando via rádio.

Entra I Want To Hold Your Hand

Olhamos uma para outra e caímos na gargalhada. Mas eu me considerando só fã. Todos ao meu redor sabendo disso. Tanto que meu tio e padrinho João presenteou me com o disco Beatlemania no Natal de 64. 


Chega janeiro de 65 Vou com meus pais para Belo Horizonte ver o casamento do primo Tarcísio. Meu irmão Virgílio vai nos esperando. a estação. Assim que é desde o trem, ele vai logo me dizendo. 

"Amanhã vai estrear um filme que você vai querer ver. 

Vai ficar na vontade. Ninguém vai querer te levar."

Eu fiquei curiosa, né? 

Qual filme seria? 

Os Reis do Iê Iê iê com The Beatles? 

"Não adianta pedir que não vou ver essa bobajada."

Ainda estava naquela que, sendo um jovem inteligente, não tinha como apreciar os Beatles. E eu, como não era beatlemaníaca, não liguei a mínima. O filme chegaria a Montes Claros depois de um ano. Era só esperar. À noite vamos ao cinema ver O Professor Aloprado, de Jerry Lewis. 

Entra um trecho qualquer deste trailer do Professor Aloprado
 https://www.dailymotion.com/video/x88pfqb


E não é que passaram o trailer do filme dos Beatles? Pronto, lá estão os quatro muito fofos sentados. Onde mesmo? Carrinhos de bebê? De onde? George om John e Ringo com Paul? Carinhas de inocentes bebês que nem sabiam direito que tinham a dizer. Mas Paul dá conta de informar que tinham acabado de fazer um filme pela United Artists. 

Não consegui achar o trailer original dos Beatles de 1965

Eu nunca tinha visto um trailer como aquele e nunca tinha sentido nada como o que senti vendo um simples trailer. Eu luto para não gritar, consigo me controlar, mas diga em voz alta 

Não posso esperar um ano. Eu vou com você, diz minha mãe. 

Abençoada mãe! E dia seguinte, às duas da tarde, lá estamos no Cine Acaiaca, lotado de adolescentes cheios de alegria, simplesmente porque passariam cerca de duas horas com eles, The FAB Four

Começa o filme. Nossa, 

Entra O ACORDE

ouvi aquele acorde vendo eles correndo numa rua com as garotas atrás, causa impacto tão forte que a ficha cai. 

De repente. Eu sei: Eu sou beatlemaníaca. 

Respiro fundo e minha alma sorri. A ver eles sendo eles, eu cheia de espanto. Tudo é raridade. O modo como caminham, o modo de falar que inglês diferente é o Grand House. É o inglês Scouse.

Entra qualquer diálogo entre eles, falando com sotaque Scouse

A propósito, achei desnecessária a presença figura do avô. Uma avó que não existe. Melhor tudo com sabor documentário. 

Entra qualquer cena do Wilfred VOVÔ Bramble

O ator Wilfred Bramble é excelente, o homem clean de um programa de TV. Traz momentos engraçados, mas sai fora da realidade beatle. Richard Lester talvez tenha subestimado a força dos Beatles, achando que roteiro só com relacionado às suas vidas ficaria vazio. Enganou-se.

Claro está que seguem um roteiro fictício, mas dentro do que realmente faziam: viagens, entrevistas, ensaios, gravações, shows e até banhos. Tudo com senso de humor e sabor Beatles e um certo nonsense. O que mais me espanta? O estilo do filme, apenas no visual, lembra o chamado kitchen sink realism britânico, 

E não conegui achar nada em áudio sobre o tal Kitchen Sink Realism

com cortes bruscos de uma cena para a outra em preto e branco. Apesar do tema pop. Muito em voga em filmes premiados nos festivais, estilo apreciado por entendidos em cinema, não pela turminha jovem do rock. Pois ali estavam os Beatles, num filme meio que vanguardista feito para teenagers.

Aprovariam? E como, aprovado aos gritos! Acho que foi a primeira vez que isso aconteceu. Hoje  Hard Day's Night é dado como exemplo do cinema pop britânico, que surgiu depois do que eu mencionei, mas que bebeu da mesma fonte. 

Vejo muitos afirmando que John era líder, como se fosse necessário ter um líder numa banda. E respondo sugerindo que vejam suas entrevistas e seus filmes. Verão que todos recebiam a mesma atenção. John nunca esteve acima dos outros, se bem que nesse filme um deles recebeu atenção especial. Quem? Ringo? 

Entra áudio da cena do Ringo, com This Boy orquestral

Há uma sequência toda dele andando solto pelas ruas ao som de This Boy com a orquestra de George Martin. É um dos pontos altos do filme. 

Entra I'm so happy just To Dance With You

George também tem sua sequência exclusiva, mas gostei, não. Ele encontra um designer de moda que lhe mostra os modelitos. Todo orgulhoso do seu trabalho, George o trata com desdém, na maior falta de educação. Há fãs que gostaram e muito. Não sei como, não tem graça. George, meu amor, eu te perdoo. Não foi culpa sua. Estava no script, não é? 

Todos os momentos musicais são inesquecíveis, mas tenho meus preferidos. 

Entra qualquer cena do trem ISHKB

Eles no vagão do trem cantando I Should I Have Better, Pattie Boyd Boy presente. Ali teve início o romance com George 

Entra qualquer cena do filme de If I Fell

John paquerando Ringo enquanto canta e faz fé. O que? Ousadia, Ousadia Beatles. Isto é adorável. Ringo fazendo cara de criança aborrecida enquanto arruma a bateria. Quem é que pode? 

Entra qualquer cena do And I Love Her

Paul tocando aquele baixo mais lindo do mundo cantando And I love Her Só ele na minha frente. Não vejo nada mais do que ele. Só ele. Achei meu príncipe encantado. 

Entra cena deles indo pra fora e fazendo estrepolias de Can't Buy Me Love

E Can't BE Me Love na mais perfeita cena de todo o filme para mim. Direção nota dez! Viva Richard Lester. Cinema puro. É bom ser músico de sucesso, mas cansa. Há um certo sufoco entre aquelas paredes, até que as portas se abrem, entra a luz e eles saltam meio que voando para a liberdade, pousando com classe para .... brincarem. Claro, afinal, são os Beatles. 

Entra I´ll Cry Instead (que foi usada como abertura da versão em DVD)

Fim do filme. Energia de pura alegria e muita emoção no ar, envolvendo todos. Sinto-me abençoada e agora consciente de ser beatlemaníaco... beatlemaníaco. Eu já era e não sabia. Foi preciso um acorde me acordar. Eu e minha mãe vamos direto para o casamento e lá?

Entra a marcha nupcial de Hendelson, só pra enganar!

Beem o que acontece lá fica para o próximo programa. 

Entra You Can´t DO That, afinal ela não pode fazer isso com a gente, deixarnos um mês esperando

Obrigada pela atenção e até o mês que vem.

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Para ver o 1º episódio, clique aqui

Para ver o 2º episódio, clique aqui

Para ver o 3º episódio, clique aqui

Para ver o 4º episódio, clique aqui

Para ver o 5º episódio, clique aqui

Para ver o 6º episódio, clique aqui

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

De Hamnet a Hamlet com direito a Globe Theater

Drama tocante baseado num livro recente, contando uma versão da história pregressa de William Shakespeare (Paul Mescal) em Stratford, interior da Inglaterra, começando na estranha corte dele, ainda um pobre professor de Latim, a Agnes Hattaway (Jessie Buckley) uma mística jovem de vestido vermelho, a expulsão dela de casa, "desonrada", o nascimento da primeira filha, Susanna, depois de um casal de gêmeos bivitelinos, Hamnet e Judith, enquanto o pai passa longos períodos em Londres fazendo seu nome no teatro. Lá por volta dos 10 anos dos gêmeos, a peste assola a Inglaterra, no final do Século XVI, e aí acontece o grande momento de tensão no filme e o show de Jessie Buckley, que já vinha bem, mas aí, ela vai aos píncaros. Muito duro ver uma mãe, de vestido vermelho, tentando combater a peste com alecrim e tomilho (os famosos rosemary and thyme, da canção de Paul Simon). 

Aqui, eu poderia dizer o que acontece, mas vão me acusar de spoiler guy... só posso adiantar que o desempenho das crianças é sensacional.

O interessante é que tem gente que vai ver o filme sem saber de nada e só descobre que estão contando a história de Shakespeare já além do meio do filme quando ele, em desespero, considera o suicídio, e começa a recitar o famoso To be... or not to be ... that is the question, à beira do Rio Tâmisa! Só aí, eu, inculto que sou, percebi que o TO BE queria dizer "permanecer vivo" e o NOT TO BE queria dizer "matar-se". E o nome do poeta mesmo, só aparece em sua integridade no quarto final do filme (nem Will ou William havia aparecido até então), quando Agnes, de vestido vermelho, chega a Londres com o irmão ao Globe Theatre, que Shakespeare havia construído, para ver uma performance de Hamlet.

E isso foi muuuuito legal... ver como o público se aglomerava, em pé, num nível abaixo do palco, enquando os nobres se aboletavam tranquilos nos camarotes e frisas circundantes. Quando estive em Londres em 2005, não visitei o teatro reconstruído, shame on me, então só conheci agora esse do filme, que foi construído PARA o filme, bem entendido. 

E, como tem sido a receptividade? Não é de grandes  bilheterias mas a crítica joga lá em cima, merecidamente, especialmente pelo desempenho dos atores, e o circuito de premiação tem sido generoso. Mescal e Buckley concorreram ao Globo de Ouro para atores em Drama, e ela ganhou (Mescal perdeu para Wagner Moura). Ela está indicada ao Oscar, e deve levar, fácil. Já ganhou também o Bafta (o Oscar Britânico) e Critics Choice. Mescal não concorre ao Oscar.

E, por que eu colocquei Beatles como Marcador deste post?

É que Hamnet tem DUAS conexões com o mundo dos Beatles, através de seu elenco e equipe, afinal, o produtor original é Sam Mendes (mas o Steven Spielberg embarcou na co-produção)!!!  E Sam Mendes vem a ser o idealizador do talvez maior projeto filmográfico sobre a vida dos Beatles, pode-se dizer, da história, afinal ele está produzindo 4, repito, quatro filmes, todos contando a mesma história, mas cada um dos filmes virá sob o ponto de vista de cada um dos Beatles, veja só. 

E daí mesmo vem a outra ponta de ligação de Hamnet com os Beatles: Paul Mescal, o Shakespeare pai de Hamnet, vai viver Paul McCartney nos 4 filmes!! 

Merecia a citação, deceerto!

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