quarta-feira, 19 de agosto de 2026

De Pernas Bambas


Narrei este texto para um amigo que descobri recentemente estar cego.
Foi a semente do Projeto Homerix em Áudio.
Como que um "Episódio Piloto".
Como o texto é grande, ficou em DOIS Áudios


Conto pra vocês aqui, como foi essa emoção, que me deixou .... de pernas bambas...

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         Data:               23 de março de 2007
Local:              Praça da Apoteose (foi o que lá aconteceu!)
Motivo:            Show de Rock (é pouco para defini-lo)
Título:             The Dark Side Of The Moon
Artista:            Roger Waters


ÁUDIO 1
Clique no Play Verdino para ouvir

.... o que está escrito a seguir! 

Amigos, eu disse que ia e fui! Fui e me emocionei! Fiquei emocionado e satisfeito, por ter proporcionado a meus filhos um momento mágico! Valeu cada dollar & cent, pound, shilling and pence!!! 
Era Roger Waters, no show Dark Side of The Moon, que foi na Praça da Apoteose
Como eu disse, eu fui e me emocionei!
Foi um excelente retorno à minha presença em meio a multidões, seriamente ameaçada de extinção pelos acontecimentos nefastos ocorridos no (would be) show dos Rolling Stones, em Copacabana. É bem verdade que o principal critério para o meu retorno estava obedecido: o ingresso era bem carinho! De ‘grátis’, nunca mais!
Abrimos o programa com chave de ouro: pegamos um táxi dirigido por um motorista incomum. Ele ouvia U2 em seu CD. Com o andamento da corrida, o meu filho notou que não se tratava de uma compilação (Arrrgh!), e sim de um dos discos de carreira da banda irlandesa, Achtung Baby. Fui conversando com meus filhos e uma bela hora disse a eles: “Já estou até me arrepiando, só de imaginar os acordes iniciais do show!” Eles duvidaram que eu soubesse. Então, eu cantarolei ....
Tchaaaaaaan -- Tchaaaaaaan -- Tchaaan Tchaaaan Tchaaaan Tchaaaaaaan –-
Tchaaaan  Tchaaaan Tchaaaaaaan -- 
                        ... e, imediatamente, o motorista falou: “In The Flesh”, acertando em cheio e, na carne,  o título da música cujos acordes eu entoara. Ante o nosso espanto, ele disse: “Vou fazer mais umas duas ou três corridas e me colocar ao lado da Praça, para poder acompanhar o show!!!”.
                        Foi ou não foi um começo auspicioso? Pra entrar no clima!
                        Depois de ter a emoção de caminhar por toda a Marquês de Sapucaí, única forma de alcançar a praça, lá chegamos, mais ou menos 90 minutos antes do show, e conseguimos nos colocar a uns 20 metros do palco. Deu pra sentir o que estava por vir quando notamos 4 Carvalhões (aqueles guindastes enormes), dois a dois postados por trás das arquibancadas leste e oeste, onde estavam pendurados 4 gigantescos ‘alto’-falantes. Sim, ‘alto’, e não ‘auto’, pois seguramente dali sairia um som extremamente alto. Estava garantido o som surround, marca registrada de Roger. A música de aquecimento era boa, Tom Petty, Bob Dylan e Chuck Berry, de forma que o tempo passou rápido. No telão, uma imagem em altíssima definição mostrava um rádio, na frente dele um copo e uma garrafa de Red Label a meio-pau, em cima dele uma miniatura de um avião da época da segunda guerra e um soldadinho. Dez minutos antes de começar o show, aparece no telão uma fumacinha de cigarro, (a platéia se ouriça!) logo depois uma mão gira o dial (a platéia vibra!) e muda de estação (nesse momento, o som já é o ofical, do show). No meio da canção, a mão chega de novo, serve uma dose de whiskey e procura outra estação e encontra uma canção do Abba, muda rapidamente, encontra outra do Abba, mais uma vez sai de lá para um terceira, e só depois desta, encontra uma em que o dial descansa. Muito engraçado!!!!
Chega a hora, 9:30 em ponto, aparece a banda, depois Roger (a platéia urra!), e, então, os primeiros acordes:
Tchaaaaaaan -- Tchaaaaaaan -- Tchaaan Tchaaaan Tchaaaan Tchaaaaaaan –-
Tchaaaan  Tchaaaan Tchaaaaaaan –
.... batata! Tinha que ser: além dos acordes arrebatadores, perfeitos para uma abertura, a letra dá boas-vindas a quem está no show: “So you thought you might like to go to the show.
A canção é do álbum duplo The Wall79, obra-prima (mais uma) da carreira do Pink Floyd, também idealizada por Roger, onde ele expressa seu inconformismo pela perda de seu pai na segunda guerra, e destila sua ironia em “Mother”, um diálogo com a mãe viúva, que ele felizmente reproduz no show: quando ele pergunta “Mother, should I run for President?”, a platéia responde “Yeah”; depois, “Mother, should I trust the government?”, e a platéia, em uníssono, “No”. Chega, então, a primeira vez que temos a oportunidade de ouvir a voz que nos assombraria uma hora (or so) depois, de uma das cantoras negras do trio vocal de apoio, interpretando a mãe do perturbado menino Roger, ainda na mesma canção.
Depois, uma única concessão ao tempo pre-Dark Side, com “Set The Controls To The Heart of The Sun” de A Saucerful Of Secrets68. Preferia que ele arriscasse mais e tentasse reproduzir no palco a mais abstrata e concreta canção da época,  “Several Species of Small Furry Animals Gathered Together in a Cave and Grooving with a Pict” (Gostaram do título? Precisam ouvir a música!) do álbum duplo Ummagumma69, mas seria pedir demais.
Segue o show e chega a hora de homenagear o amigo Syd Barret, outro fundador do Pink Floyd, morto em 2006, após quase 40 anos escondido num porão, mergulhado em perenes alucinações, fruto indelével das pesadas drogas que tomara em sua juventude, terminando precocemente sua carreira: do álbum Wish You Were Here75, Roger canta a canção título, que a platéia acompanha inteirinha, quase às lágrimas (pelo menos, eu estava!), e “Shine On You Crazy Diamond”, também acompanhada com emoção.
A platéia permite, respeitosa, que Roger entoe duas canções não lá muito famosas, do álbum The Final Cut83, a própria canção-título e “The Fletcher Memorial Home”, que foram acompanhadas apenas pelos mais fanáticos (que eram muitos!). Digo isso, pois o álbum, que foi o último da carreira do Pink Floyd ainda com Roger Waters no grupo, era meio chatinho, e poderia mesmo ser considerado como o primeiro álbum de sua carreira solo, também chatinha (com exceção do álbum mencionado a seguir), já que não há contribuições autorais dos demais membros David Gilmour, Richard Wright e Nick Mason, que lá estão como meros (e excelentes) instrumentistas. Aliás, o título do álbum foi mais que premonitório.
Da carreira solo, Roger canta, então, a magnífica “Perfect Sense”, do álbum Amused to Death92. Em sua Parte 1, a canção é interpretada por aquela mesma cantora que, apesar de continuar vocalmente perfeita, certamente não poderia estar com um sorriso no rosto ao entoar versos como: “And the Germans killed the Jews, and the Jews killed the Arabs, and the Arabs killed the hostages, and that is the news!”, ou então, o supremo, contumaz e agonizante grito de desespero “Why do I have to keep reading these technical manuals?”. Um claro ponto para melhoria. Na Parte 2, Roger volta com sua voz rouca para entoar, como eu disse uma vez, o ápice de uma letra de Rock em todos os tempos, “Can't you see? It all makes perfect sense, expressed in dollars and cents, pounds, shillings and pence! Can't you see? It all makes perfect sense”. No telão, as imagens de um estádio onde se travará uma desigual batalha entre um submarino nuclear (mencionado na Parte 1) e uma plataforma de petróleo. Toda a potência é despejada nos auto-falantes com um coral gravado entoando o refrão (junto com a platéia, claro!) e, no momento em que os mísseis atingem a indefesa plataforma, clímax magnífico, booom, explosões no palco e ...... fim! Tudo se apaga! A sobre-carga foi demais! Uma interrupção não programada de 15 minutos! Pensei “... tinha que acontecer no Brasil?!” Enquanto a produção se debatia para sanar o problema, Roger, muito simpático, veio ao palco e autografou inúmeras camisas que o público jogava.
(como já estou em 10 minutos de áudio, vou parar por aqui... depois... o resto)


ÁUDIO 2
Clique no Play Verdinho para ouvir

.... o que está escrito a seguir! 
Felizmente, tudo se resolveu, Roger voltou, pediu desculpas, fez uma piadinha, jogando a culpa pelo estrago na platéia, que cantara alto demais, e anunciou uma canção nova, “Living in Beirut”. Sabiamente, ele coloca no telão, uma história em quadrinhos e a letra da inédita obra, que de outra forma, não poderia ser admirada, basicamente falando mal de Bush e de Blair (não confundir com ‘A Bruxa de Blair’!). O guitarrista solo nessa hora (uma figurinha carimbada de vários shows de rock) usava um chapéu de cow-boy texano e tirava sons muito diferentes de sua guitarra, que empunhava tal como se fosse uma metralhadora atirando. Bom momento!
A primeira parte do show termina com a movimentada “Sheep” do álbum Animals77, que só tinha animais como títulos de canção, entre eles, o porco. Na época do álbum, para tirar a foto da capa, eles criaram um imenso porco inflável, que aparecia ‘voando’ em frente a uma estação elétrica. Aliás, conta-se que, na ocasião, o artefato acabou se enroscando numa rede de alta tensão, provocando um black-out generalizado em Londres. Bem, para gáudio do público, que se deliciava com a magnífica interpretação de Roger (a canção é bem gritada!), eis que surge, do lado direito do palco, ele póprio, o porco voador, com frases politicamente (in)corretas (“Ordem e Progresso Não, All We Need is Education!”) pintadas em seu corpo cor-de-rosa. Seguro por cabos, ele vai passeando por sobre a platéia e quando a canção acaba, e Roger anuncia o intervalo, ele se desprende e começa a subir, subir, subir, para festa da platéia e desespero dos inúmeros aviões que, propositalmente ou não, passavam por sobre a Sapucaí (foram uns 4 ou 5). Magnífico momento!
O intervalo, ao contrário dos normais, em que nada se faz, teve a atração de ver o porco sumindo, sumindo, sumindo, ao mesmo tempo que, no telão, uma lua ia chegando, chegando, chegando, anunciando a segunda parte do show, que, como prometido, teria a execução, na íntegra, sem mudar uma única vírgula, de The Dark Side Of The Moon73, o disco de maior sucesso de todos os tempos, que permaneceu na parada americana por ininterruptos 14 anos. O Pink Floyd de David Gilmour já havia feito o mesmo no show Pulse93. E assim se fez novamente, desta vez, igualzinho ao original, digo, 99,9% igual. Seguem alguns momentos memoráveis:
·         Time”: Introdução com tic-tac do relógio tocado no baixo de Roger; o esforço do percussionista para reproduzir a bateria elétrica exatamente como no original, prejudicado no final porque ele mesmo era o baterista e tinha que trocar de instrumento no instante mágico em que bate TumTumTum e entra a letra : “Ticking away the moments that make up a dull day...” cantada, literalmente, por todos os presentes, um arrepio só!
·         On the Run”: Instrumental perfeitamente reproduzido, com o bônus de uma su-woofer gigantesca que faz o chão vibrar, quase tremer. Senti-me no Japão!
·         Money” e “Us And Them”, clássicos eternos, com desempenhos de guitarra e saxofone de estrebuchar de tão similares aos originais!
·         A Great Gig On The Sky”: Aqui foi o grande desempenho da cantora negra. O que ela faz, tecnicamente, chama-se ‘vocal improvisation’, na verdade, aqui pode ser chamada o de ‘vocal copiation’, posto que o que se ouviu foi i-d-ê-n-t-i-c-o ao da cantora original, 34 anos atrás. E não vai aqui nenhuma ironia no comentário, pois isto é exatamente o que os fãs querem: cópia perfeita! E acho mesmo que ela cantou até melhor, com mais potência! Aliás, falando em potência, enxergo, ou melhor, ouço esta canção de uma forma que nunca vi descrita em lugar nenhum: trata-se da vocalização da reação feminina de vários momentos de uma relação sexual, começando nos preparativos, depois, a aceleração (acompanhada por um ‘crescendo’ vocal), chegando ao clímax (onde os gritos da cantora são mais lancinantes) e depois a calmaria, o cigarro (pra quem fuma), o ‘foi bom pra você?’, quando os decibéis voltam ao normal, o ritmo fica mais lento, enfim, ouçam agora esta canção com esses ouvidos imaginosos e me digam se tenho um pouco de razão, ou viajei na mayonnaise!
·         Brain Damage” e “Eclipse”, as duas últimas canções do álbum têm a companhia da evolução de um artefato que estava lá em cima, no meio do palco, cuja presença não havíamos notado até o momento em que foi acionado. Só aí apareceu sua verdadeira forma, o famoso prisma  da capa do disco! As quatro arestas do prisma eram formadas por quatro raios laser que se materializavam sobre o gelo seco lançado sobre a parafernália. Depois, um quinto raio simulava a formação das 7 cores do arco-íris, um efeito bem parecido com o da capa. Legal!
Ih! Acho que acabei considerando memoráveis quase todas as canções do disco! Tudo bem, realmente merece.
Bem, depois vem o final falso, quando eles fazem aquela onda toda, dizem que vão embora, agradecem ao público, depois a gente grita, pede para eles voltarem e eles voltam e tocam mais 2 ou 3 canções. Dito e feito. O show termina com 3, ou melhor, 5 canções de The Wall79:
·         The Happiest Days of Our Lives”/ “ Another Brick In The Wall – Part 1&2”: Ele traz ao palco um coral de 15 crianças para cantar o antológico “We don’t need no education  ... Hey teacher, leave them kids alone”. Na verdade, elas fingem que cantam, pois o que sai da caixa é exatamente aquele sotaque inglês do disco! Ao menos, eles fazem uma coreografia, acompanhando com palmas;
·         Vera”/“Bring The Boys Back Home”: Esta última, muito apropriada para o momento de guerra, foi acompanhada no telão por imagens de Bush, imediatamente recebidas por sinais nada educados com o dedo médio em riste, da platéia;
·         Comfortably Numb”, sem palavras.
Cai o Pano! Sem segundo bis, saímos com a alma lavada e as pernas bambas, misto de cansaço e emoção.


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

OUÇA e LEIA - Norwegian Wood - botando fogo na zorra toda


 Esta é mais uma edição do Papo do Contramestre, 

a conversar sobre The Beatles, suas canções, suas vidas 

quadro do programa Submarino Angolano, 

da Rádio LAC, Luanda Antena Comercial, 95,5 FM

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CLICK NO PLAY VERDINHO

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PRA OUVIR O QUE VEM A SEGUIR!

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Olá, amigos do Submarino Angolano!!!

Aqui é Homero Ventura, directo do Brasil

Seguimos a acompanhar o que aconteceu há 60 anos na vida dos Beatles…

>> Entra instrumental de Run ForYour Life

Coloque-se em Abbey Road, na noite de 12 de outubro de 1965. Antes, de tarde, Os Beatles haviam começado o processo de gravações que renderiam um LP que seria o começo da revolução e um compacto Duplo Lado A, o primeiro da história. Naquela tarde haviam deixado pronta para overdubs a canção Run For Your Life, que fecharia o LP Rubber Soul. 

De noite, outra canção de John, que traria ao mundo do rock um país no título e na letra, a Noruega, e outro país na música, a Índia…. Sim… não eram mais os mesmos rapazes que faziam ingênuas canções de amor!!! Viraram a chave!!!

 

Norwegian Wood  (by John Lennon)

         This Bird Has Flown

>> Entra Norwegian Wood com The Beatles

John conta: 'Certa vez eu tive uma garota, ou eu deveria dizer, ela me teve. Ela me mostrou seu quarto. Não é boa? A madeira é norueguesa! Ela pediu para que eu ficasse e me sentasse em qualquer lugar, então eu olhei em volta e notei que não havia uma cadeira.!'


A insinuação de um relacionamento sexual é evidente, ao menos essa era a intenção dele… só que não, afinal está lá que
conversam até às duas da manhã e, quando ela diz que precisa de acordar cedo para trabalhar, ela o manda dormir na banheira, menina má.

>> Entra original “we talked until two and then she said it’s time for bed’ na voz de John

>> e, na minha voz…

She told me she worked in the morningDisse que cedo trabalhava
And started to laugh
E passou a rir
I told her I didn't… Eu disse que não
And crawled off to sleep in the bath
E à banheira eu fui pra dormir

Já o uso do verbo 'ter' denota um relacionamento diferente, foi usado logo na frase inicial, de forma genial, Paul ao lê-la, disse “Brilliant!”, quando chegou em Kenwood para finalizar a composição!

>> “I once had a girl, or should I say, she once had me’

No dia seguinte, ela já não está mais lá, ele realmente não a teve, ele estava só, ela fez o que quis dele, e vem aí o subtítulo… ela se foi… ela voou

>> Entra voz de John  “And when I awoke, I was alone, this bird has flown”

'This bird has flown', aliás era o título de trabalho da canção até decidirem-se por Norwegian Wood, a partir do terceiro take. Bird é como os ingleses chamavam as garotas na época. Rumores corriam sobre quem seria a garota em questão.

John disse que realmente estava tentando escrever sobre um caso sem deixar sua esposa saber que estava escrevendo sobre um caso, pobre Cynthia! Rumores corriam de que poderia ser Maurreen Cleave, renomada jornalista, ou ainda Sonny Freeman, esposa do fotógrafo de quatro capas dos discos dos Beatles até justamente este que estavam a gravar, que era um casal que John e Cynthia viajavam juntos (pô, sacanagem, John!).

Ela gostava de dizer que era norueguesa, e tinha decorações em madeira em seu apartamento. Na época estava na moda o uso de móveis com revestimento de madeira de pinho barata, vinda da Noruega.

Rumours… Only rumours

A primeira vez que John externou a canção foi naquela viagem que o casal Lennon e o casal Martin fizeram à Suíça no início daquele ano, em que George Martin quebrou o pé! Alguns meses depois ela voltou a ser trabalhada.

Norwegian Wood, como veio ao mundo é uma canção com versos em Mi Maior e Pontes em Mi Menor, sem refrões, em ritmo de valsa no tempo 3x4, bem explícito nas pontes TUM-ta-ta-TUM-t-ta, e meio disfarçado nos versos, mais pra um 6x8, mas ainda valsa!

A contribuição de escrita de Paul na música vem nas pontes, como já acontecera em composições anteriores da dupla, pois John não era um bom ‘engenheiro’ construtor de pontes, se me entendem!

E é justamente na ponte que o vocal de Paul entra firme na canção, harmonizando lindamente com John na melodia principal

>> Entra John mais Paul “She asked me to stay and she told me to sit anywhere, so I looked around and I noticed there wasn't a chair”

E Paul também declarou que foi dele a ideia de colocar fogo na zorra toda por vingança pela garota ter ido dormir. Paul menino mau!!!!

>> Entra John “So I Lit a fire, isn’t it good, Norwegian Wood”

Em minha versão eu deixei em aberto, botei no impessoal… interprete-se como quiser..

And when I awoke… Quando eu acordei
I was alone… Estava só
This bird had flown… Ela se foi

So I lit a fire… Um fogo se fez
Isn't it good… Tronco de Lei!
Norwegian wood… Norueguês!

Emendamos agora na parte musical da análise da canção,

Além do violão de John, note que percussão da canção é apenas o tambor e uma pandeireta tocados por Ringo, que aliás só entra na ponte, ou batendo nas próprias pernas em overdubs.

>> Entra  a percussão de Ringo

Tem a guitarra baixo de Paul,

>> Entra o baixo de Paul 

E tem George num cha-kun-dun ao violão 12 cordas, bastante vigoroso nas pontes

>> Violão de George

Tem um violão 12 cordas base de John, que abre a canção com as notas da melodia, 

>> Violão de John

que depois é repetida por George, tocando, não sua guitarra, mas o astro principal daquela canção, uma CÍTARA, que, como seria testemunhado depois, constituir-se-ia num marco da história da música.

>> Entra  a introdução no violão, depois a cítara introdutória, 

E depois ela volta em graves ao estilo drone sound, besouro mesmo,  nas primeiras notas dos compassos dos versos que vêm após as pontes, note…. Se você conta de 1 a 4 os tempos dos compassos desses versos, sempre que você contar UM você ouve a cítara em modo-besouro!!!

I sat on a rug
Biding my time
Drinking her wine

We talked until two
And then she said
It's time for bed

 

A presença do instrumento indiano era mais um ‘nunca-antes-na-história’ da carreira dos Beatles.

>> Entre A Hard Day's Night em instrumentos indianos, do filme

 George fora apresentado ao instrumento durante as filmagens de HELP!, no mesmo ano, depois comprou um exemplar numa loja de Londres, e começou a dedilhar no estranho artefato.

O que ele aprendeu autodidaticamente não o fazia um virtuose no instrumento, mas se mostrou suficiente para tocar aquelas linhas, tanto na introdução, como ao longo, aqueles ‘drone sounds’ (que parecem um zangão zunindo), e na finalização da canção, e revolucionar a história.

Depois dos Beatles, também os Rolling Stones,  e os Yardbirds, e Donovan, e outros tantos abriram os olhos para aquela sonoridade, afinal, se os Beatles faziam, era porque era bom, eles já haviam desenvolvido esse sentimento no mundo da música!

>> Entra Love You To, de George Harrison nos Beatles

Posteriormente, George imergiria naquele mundo, viajou pra a Índia para imiscuir-se naquela cultura, o que mudaria também sua vida.

Em Revolver, no ano seguinte, uma de suas 3 contribuições seria com instrumentos indianos,

>> Segue Love You To

e mais um ano depois, seria a base de sua única composição em Sgt.Peppers,

>> Entra Within You Without You, de George Harrison nos Beatles

e ainda haveria uma full-indian-song com a distinção de ser lançada num single dos Beatles, ainda que em um Lado B, em 1968.

>> Entra The Inner Light, de George Harrison nos Beatles

Voltando à gravação de Norwegian Wood, mas ainda com destaque ao quesito cítara, vai aqui um lamento deste analista. Foram 4 os takes, onde dá pra perceber a nítida melhora, um a um, ainda que com uma ressalva, um movimento da cítara que tem no 1º Take, mas que não sobreviveu no final.

O Take 1 foi oficializado no Anthology II, de 1996. Foram muuuitas diferenças, entre os 3 primeiros takes e o take 4, mais especificamente, SETE principais diferenças em relação à versão final, parece até aquele jogo de 7 Erros, bem mais que o aumento de um tom inteiro, de Ré Maior pra Mi Maior, e a definição do título definitivo de This Bird, senão vejamos…. Vai contando… na verdade foram 6 acertos e UM erro

1.      Ponto 1: cítara já abre a canção jogo no 1º compasso da introdução, enquanto na versão final, ela entra no 3º, achei melhor pois quando entra a cítara, a gente sente o impacto da mudança, da surpresa, da revolução… ( introdução do Take1)

2.       Ponto 2: Note que John parece meio preguiçoso, aliás, acompanhando o tom da canção que está menor que a versão final, que ficou muuuito melhor … 

frase inicial do Take 1 - I once had a girl, Or should I say, She once had me-  

 e em seguida a mesma frase do Take 4

3.       Ponto 3: Note, que John dobra as últimas frases dos versos 

“isn’t it good NORWEGIAN WOOD”,  

até poderia ser, só que não… está bem melhor como ficou, sem dobrar

4.        Ponto 4: Note ainda que ainda não há os tais drone sounds da cítara nos primeiros tempos dos compassos dos versos pós-pontes, como destaquei na versão original, e que eu acho fundamental

Drone Sound

5.        Ponto 5 :Note que John canta um trecho trocado, ele troca de lugar o tempo e o vinho 

1º Take - Drinking her wine ... Biding my time 

Take 4 - Biding my time ... Drinking her wine ... 

, e     e ainda no quesito canto, que a escansão da fala de John difere da versão final, e eu prefiro a final por muuuitas léguas.. por exemplo: ele canta 1º Take 1 or-should-I-say e no final ficou or-shouldI-say coisas desse tipo!

6.       Ponto 6: Note que a harmonia aguda de Paul está bem mais alta (ficou exagerado mesmo), (a1ª           A 1ª ponte do Take1, com harmonia de 

7.      Ponto 7: Finalmente, minha única ressalva: nas pontes, a cítara complementa, nos momentos de intervalo entre frases dos cantores com notáveis triplets, duas vezes em cada ponte, a 1ª com 3 triplets e a 2ª com dois triplets. 

A 1ª Ponte, com os 5 triplets 

... este o meu lamento… eu achei adorável essa inserção… mas os Beatles também tomavam decisões erradas de vez em quando, era raro!

Caramba, eu falei mais sobre a versão que não foi, do que a versão que foi! Incorrigível que sou!!! Ouçam agora, com atenção e digam se concordam comigo, ao serem apresentados ao Take 1, na íntegra,

>> entra Take 1 do Anthology na íntegra

Vejam também que finalizava de uma vez por todas aquela história de ‘várias canções por sessão de gravação’ com um recorde de 3 ou 4 canções, numa manhã, tarde ou noite, na romântica época de Please Please Me, inaugurando-se uma configuração muito mais comum, de ‘várias sessões de gravação por canção’ cujo contador poderia chegar às DEZENAS de sessões, a partir de 1967.

Para Norwegian Wood, os 4 takes foram executados duas sessões com nove dias de diferença, sendo que o Take 1 precisou da sessão toda do dia 12, no caso, uma noite, e os Takes 2, 3 e 4 foram atacados no dia 21, em que foi bem modificada, como falei!

Norwegian Wood nunca foi tocada ao vivo, nem pelos Beatles, muito menos por John, em carreira solo. Foram poucas as vezes em que ele se lembrou da época mais gloriosa da história da música! Uma pena!

Mas claro que teve sim muitas covers, mais de 200 vocais ou apenas instrumentais, está entre as mais regravadas dos Beatles, sendo que no Brasil, nosso grande Milton Nascimento lançou uma versão psicodélica espetacular, verdadeira viagem, de quase 7 minutos, mostra seu alcance vocal em falsetes perfeitos tem luxuosa participação de Beto Guedes nas harmonias das pontes que recomendo que procurem por aí, mas não cabe divulgar aqui inteira aqui.

>> entra Norwegian Wood com Milton Nascimento

Falando ainda em Brasil teve também o Sérgio Mendes, bossa and soul, com suas duas vocalistas sensacionais, só que trocando o gênero, 

>> entra Norwegian Wood com Sérgio Mendes

mas busquem também essa cover pois eu deixei para hoje uma coisa especial para mostrar inteira!! 

Foi uma descoberta que fiz ao adaptar meu texto para este áudio que ouvem no momento: Achei esta cover excepcional, que junta a 4ª e a 8ª artes!!!

Alan Copeland and Singers  fizeram ainda em 1968 um sensacional mashup entre música, com Norwegian Wood,  e com TV, a música-tema de Missão Impossível, de Lalo Schifrin,  que ficou perfeito.

E a letra de nosso John realmente se configurou numa missão impossível... afinal a missão era chegar aos finalmentes,  fazer um seikelá com a garota, mas ela o mandou dormir na banheira!!!

John deve ter gostado!!!

Alan Copeland ganhou inclusive um Grammy por causa desse mashup, foi o Best Contemporary Pop Performance, Chorus em 1969. Mais um Grammy a contabilizar para os Beatles!

>> entra Norwegian Wood com Alan Copeland and Singers

Nowegian Wood foi lançada como 2ª faixa do Lado A do álbum Rubber Soul, em 3 de dezembro de 1965 e três meses depois chegou ao Brasil, onde, felizmente, o álbum veio na sua configuração oficial. 

Em 1973, ela foi uma de 6 canções de Rubber Soul honorificadas na coletânea Beatles 62-66, popularmente conhecida como Álbum Vermelho, aliás, Rubber Soul é o campeão de participações naquele projeto, considerando aí também o Blue Album, Beatles 67-70. Nenhum outro álbum dos Beatles chega perto do campeão Rubber Soul, tanto em valor absoluto como em relativo, pois quase metade de suas canções estavam lá!! 

Depois, em 1976, foi lançada oficialmente pela EMI uma coletânea chamada Beatles Love Songs, e Norwegian Wood estava lá… meio estranho, né… pois seria mais apropriado se o álbum se chamasse Almost Love Songs, pois, afinal, John ficou como o General Junot quando chegou a Lisboa para conquistar Portugal, ficou a ver navios, os navios da armada de D. João VI fugindo para o Brasil, em 1808.

Enfim, venham, junto com The Beatles, botar fogo naquela madeira toda.

domingo, 16 de agosto de 2026

O Projeto By Homerix - 17 Canções


PBH Song Count: 17
Este Projeto By Homerix não tem qualquer fim lucrativo. 
Tem caráter meramente lúdico.
Serve apenas ao intuito de mostrar que sempre é possível fazer versões fiéis das canções dos Beatles, com  métrica e rima adequadas ao efeito.
Os áudios aqui veiculados foram gravados e editados em ambiente amador por sobre instrumental extraído das canções originais.
Eles são destinados ao público leitor do Blog do Homerix, e NÃO DEVEM ser veiculados em qualquer ambiente público no Brasil.

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O Projeto By Homerix tem a intenção de produzir versões plausíveis de todas as canções originais lançadas pelos Beatles... dentre elas, algumas que tiveram já versões livres em português, porém a maioria delas sem NADA A VER com o original.

É um projeto HOMÉRICO, em ambos os sentidos da palavra. A dificuldade de se encaixar a objetividade da língua inglesa, povoada de monossílados, em versões na nossa língua, onde di, tri, e polissílabos imperam, e ainda com rimas, sempre que possível, nos mesmos lugares em que ELES rimaram, tem sido e vai continuar a ser um belo desafio. Outro desafio será, às vezes, cantar no mesmo tom da canção, afinal quem nasceu pra Homerix não pode pleitear o alcance de um John, Paul ou George.... Ringo vai ser mais fácil, hehehehe!!

Estou adorando a ideia!!!

Vou deixá-las registradas aqui...

E começo com a última delas, a de Nº 17

Dpeois, quando chegar a 18ª, eu passo a 17ª para a ordem cronológica.


17. Tronco Norueguês (Ela se foi), que fiz para Nowregian Wood (This Bird Has Flown)

(Lennon/McCartney, LP Rubber SoulDec.1965,  LP Rubber Soul, Brasil, Mar1966),

  • Na letra, consegui perto de 95% de correspondência com a letra original, com as adaptações necessárias da métrica. Gostei especialmente de deixar em aberto o final!
  • Na música, não tive dificuldade de acompanhar o tom de John, mas chegou na hora da ponte, tive que fazer a harmonia uma oitava abaixo da que Paul fez, mas ficou bom
  • Não há versões conhecidas de Norwegian Wood em português, e eu até entendo por quê, afinal não é fácil, não foi mesmo fácil!
Eis aqui minha versão:
https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/08/projeto-by-homerix-tronco-noruegues-ela.html

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Vamos à Ordem Cronológica Histórica do Projeto By Homerix!

A primeira canção a merecer essa atenção foi I Need You de George Harrison. Eu estava a produzir o áudio sobre ela, sua gravação, suas entranhas, quando de repente surgiu sua Ponte em Português... ficou muito bom... vi que levava jeito pra coisa... compus o resto da letra.

Estava plantada a semente...

1. Preciso de Ti, que fiz para I Need You

(George Harrison, LP HELP!, Ago.1965, Dez.1965 Brasil),

Apenas a 2ª  de 21 canções que George compôs durante a carreira dos Beatles, e que foi para o Lado A, do LP e para o filme de mesmo nome. E ele teria mais uma no Lado B do LP. Exibida em 7 de junho de 2025 no Submarino Angolano.

Houve no Brasil uma versão boa, Te Adoro, de 1966, com os .Golden Boys.

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/projecto-by-homerix-preciso-de-ti-ouca.html

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2. No Anoitecer, que fiz para The Night Before 

(Lennon/McCartney, LP HELP!, Ago.1965 KK, Dez.1965 Brasil)

Adorei a solução para o nome, até mais poética!!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/09/no-anoitecer-versao-homerix-para-night.html 

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3. Ocê Gosta Muidimim, que fiz para You Like Me Too Much 

(George Harrison LP HELP!, Ago.1965 KK, Dez.1965 Brasil)

Aqui a 2ª canção de George num mesmo álbum. A obsessão em colocar a fala igualzinha em português fez-me recorrer ao mineirês, ali no refrão que não é refrão, e depois extrapolei para o resto da versão, especialmente ao descrever que a moça "cascô fora"!!!!!!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/ouca-e-leia-oce-gosta-muidi-mim-by.html 

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4. Tu Tens que Esconder Teu Amor, que fiz para You've Goto To Hide Your Love Away 

(Lennon/McCartney LP HELP!, Ago.1965 KK, Dez.1965 Brasil)

Aqui, fiquei até constrangido em ter uma versão tão pesada logo em seguida à versão em mineirês, que ficou superdivertida.

Tive dificuldades, tanto na voz grave.... difícil buscar a nota mais baixa, assim como foi difícil atingir a nota suprema da voz aguda, tive que recorrer ao falsete!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/youve-got-to-hide-your-love-away-john.html 

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E agora, as duas apresentadas no sábado 25, último do mês de outubro, não por acaso, duas das versões que mais me incomodavam, há 60 anos, ou quase, por sua incompatibilidade com a letra original!

5. Até O Fim, que fiz para I Should Have Known Better 

(Lennon/McCartney, LP A Hard Day's Night!, Jul.1964 UK - Jan.1965 Brasil)

Posso dizer que salvei a Menina Linda (Renato e Seus Blue Caps, Jan.1965) daquele tarado. Sei que Renato Barros admitidamente nada sabia de inglês, mas decerto poderia ter evitado fazer aquele hino à pedofilia. Hoje, jamais seria gravada!!!

Na minha versão, fiquei feliz em como traduzi o sentimento do rapaz, que parecia enfeitiçado pela garota, envolvido que estava pela magia do seu beijo. Namorava uma bruxinha do amor, e não sabia!!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/ate-o-fim-by-homerix-lennon.html

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6. Não Quer Saber Mais De Mim que fiz para Ticket To Ride 

(Lennon/McCartney, LP A Hard Day's Night Ago.1965 KK, Dez.1965 Brasil),

A original conto a  história do rapaz que perde sua garota.

O tal Anthony Middleton, que com esse nome devia saber algum inglês, poderia bem ter feito algo melhor do que aquela ficção do sujeito levando seu "broto" à praia, ao Corcovado, ao cinema, mas tinha Gente Demais (The Youngsters, Jan.1966) pra namorar. 

Na minha versão, conto a história do rapaz que  está vendo seu amor indo embora, tenta convencê-la do contrário, mas vê que "já era" e que ela nã "não tá mais nem aí" pra ele, aliás fiquei bem feliz de usar estas duas expressões no vernáculo popular brasileiro!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/nao-quer-saber-mais-de-mim-by-homerix.html 

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7. Diga-me O Que Vê, que fiz para Tell Me What You See

(Paul McCartney, LP HELP!, Ago.1965, cmpacto duplo em Jan.1966 Brasil),

Aqui, fui buscar a solução para uma das rimas numa palavra pouco comum (léu), mas confesso que tive problema no vocal. Primeiro, a harmonia vocal de Paul estava além de meu alcance vocal, então eu preferi fazer a harmonia na 2ª voz na oitava menor, mais grave. Ficou estranho, sei, mas foi o que se pôde fazer. E então, nessa oitava mais baixa, eu tinha dificuldade de alcançar a gravíssima primeira nota dos versos, daí pedi ao Felipe que usasse o Auto Tune, aquela ferramenta que não deixa os cantores cantarem desafinados!!! 

Não houve no Brasil versão para Tell Me What You See. Eis a minha:  

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/11/projecto-by-homerix-diga-me-o-que-ve.html 


8. Tu Vais Perder Teu Bem, que fiz para You´re Going to Lose That Girl

(John Lennon, LP HELP!, Ago.1965, Dez.1965 Brasil),

Na letra, investi em várias licenças poéticas, mas sempre mantendo o sentido da letra original... isso possibiltou ampliar as possibilidades do duelo vocal de Jonh com Paul/George (a-do-rei o "Depois não diga que eu não avisei!") e colocar um pitoresco conjunto de rimas em Ó (só - bocó - pó - dó). No vocal, gravei 3 vozes, mas não consegui fazer a harmonia de Paul lá no alto, então o fiz na oitava mais grave! 

Houve no Brasil uma versão de You're Goint To Lose That Girl, do nosso valoroso Renato e Seus Blue Caps. Foi em 1966 e chamou-se Meu Primeiro Amor. Como já se vê pelo nome, não houve a preocupação em manter a fidelidade à letra original. Na gravação, nota-se que modificam a ponte, o solo da guitarra está mais fraquinho, mas está valendo!!! Renato Barros e seu grupo foram muito importantes para a Jovem Guarda!!. 

Eis a minha:  

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/11/projeto-by-homerix-tu-vais-perder-teu.html


10. HELP!, que fiz para HELP!

(Lennon/McCartney, LP HELP!, Ago.1965, Dez.1965 Brasil),

Na introdução, mantive a interjeição de socorro em inglês, mas na letra, traduzi pro AJUDE e SOCORRA. 

No áudio, ADOREI foi fazer as harmonias de Paul e George, ponto alto da canção. Desta vez não tive qualquer dificuldade, claro que usando o registro baixo de minha voz, sem aventuras lá no alto!!! 

Não consegui encontrar nenhuma outra versão de HELP! em português 

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/11/projeto-by-homerix-te-ama-ouca-e-leia.html 


11. Te Pego, que fiz para I'll Get You

(Lennon/McCartneysingleAgo.1963, Jul.1964 no LP Beatles Again, Brasil),

Na letra, adorei pegar o "Te Pego no Final", apesar de ter uma conotação mais sexual por aqui do que o o Get you da original.

No áudio, foram 4 vocais meus, o John Base, o Paul grave, o Paul Agudo e o George na ponte. Tive que me esgoelar para fazer o Paul Agudo, mas foi o que deu pra fazer. DEixei porque ficou diverido ver meu esforço!!

Não tenho noção se houve versão dela no Brasil

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/12/projeto-by-homerix-te-pego-ouca-e-leia.html


12. Encontrei um Rosto, que fiz para I've Just Seen A Face

(Paul McCartneyLP HELP!, Ago.1965, Jun.1974 Brasil re-edição HELP Origina),

Não tive maiores esforços para cantar, nem para buscar a traduçºao, não tem nenhum ponto de destaque

Houve duas versões dela no Brasil: 

  1. Bitkids, uma banda de meninos, meninos mesmo, o mais velho tinha 17 anos, que apareceu em 1995 e sumiu dois anos depois. Gravaram apenas um disco, com capa imitando With The Beatles, e entre as canções, a maioria versões de Beatles estava Mary
  2. E  descobri ainda uma outra, de 1999, de uma banda chamada Tequila Baby, um punk rock chamado Caindo, bem doidinho!

Nenhuma delas tinha nada a ver com a original, mas estamos aí para corrigir

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/12/projeto-by-homerix-ive-just-seen-face.html

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13. Ontem, que fiz para Yesterday

(Paul McCartneyLP HELP!, Ago.1965, e apenas em Out.1966, no Brasil, num compacto duplo juntamente com outras 3 canções do HELP! original),

Na letra, procurei, como sempre, deixar o máximo obediente à letra original... tive dificuldade justamente na frase final, I Believe in Yesterday, mas foi o que pude fazer.

Já na cantoria, tive que apelar. Não consegui cantar em Fa Maior, o tom de Paul. Minha oitava grave não atingiu a gravidade do início, e minha oitava aguda ficava horrorosa para atingir a agudice de Paul. Então, Felipe produziu um instrumental em Sol Maior, e eu cantei naminha oitava grave, mesmo assim, foi difícil. 

Houve uma boa versão de Yesterday, no Brasil, que foi cantada por Agnaldo Timóteo, feita pelo grande versionista Rossini Pinto!

Eis aqui minha versão:

https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/04/projecto-by-homerix-ontem-ouca-e-leia.html  


14. É Só Amor, que fiz para It's Only Love

(John Lennon, LP HELP!, Ago.1965, e apenas em Out.1966, no Brasil, num compacto duplo juntamente com outras 3 canções do HELP! original),

Na letra, procurei, como sempre, deixar o máximo obediente à letra original... só que não cumpri a promessa de rimar nas mesmas posições que o autor... era imposs´vel encontrar fonemas em português para as 26 ocorrências de "ai" em inglês... aliás nem tentei, mas procurei ser... plausível no significado!

Já na cantoria, foi tranquilo, usei meu modo grave e deu certo, nem precisei do falsete no final. 

Não encontrei registro de versão brasileira oficialmente gravada para It's Only Love

Eis aqui minha versão:
https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/04/projecto-by-homerix-e-so-amor-ouca-e.html


15. Te Ama, que fiz para She Loves You

(Lennon/McCartney, single, Ago.1963, Jul.1964 no LP Beatles Again, Brasil),

Da letra, gostei de algumas soluções e palavras que são menos usadas, como mazela, fariseu e até mesmo escambau, esta última uma gíria, bem colocada. Foi o que deu pra fazer... hehe 
No áudio, tive dificuldade de fazer o agudo de Paul, então fiz a 1ª voz na mesma base da 2ª, que é John quem faz. Fiquei feliz em acertar a 6ª de Sol (Mi), que George entoava no 4º Sim, estendido, da introdução e do final.
Falei pro Felipe afinar e ele disse que não precisou, estava certinho

                     Não encontrei qualquer versão no Brasil

Eis aqui minha versão:

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/11/projeto-by-homerix-te-ama-ouca-e-leia.html 


16. Salve Tua Cabeça, que fiz para Run FOr Your Life

(Lennon, LP Rubber Soul, Dec.1965,  LP Rubber Soul, Brasil, Dez.1966),

Fiz versão bem fiel, assustadora, e ainda inventei novo verso. Minha AI resistiu em fazer a análise!!
No áudio, o vocal foi tranquilo e adorei fazer as harmonias de Paul e George
Teve versão no Brasil, muito ruim, de Renato e Seus Blue Caps, chamada de Dona do Meu Coração
Eis aqui minha versão:
https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/07/projeto-by-homerix-salve-tua-vida-ouca.html

sábado, 15 de agosto de 2026

Projeto By Homerix -Tronco Norueguês (Ela se foi) - OUÇA e LEIA


Este Projeto By Homerix não tem qualquer fim lucrativo. 
Tem caráter meramente lúdico.
Serve apenas ao intuito de mostrar que sempre é possível fazer versões fiéis das canções dos Beatles, com  métrica e rima adequadas ao efeito.
Os áudios aqui veiculados foram gravados e editados em ambiente amador por sobre instrumental extraído das canções originais.
Eles são destinados ao público leitor do Blog do Homerix, e NÃO DEVEM ser veiculados em qualquer ambiente público no Brasil.


Aqui minha versão de 

Norwegian Wood (This Bird Has Flown) 
(by Lennon & McCartney)

Clique no Play Verdinho pra ouvir


O que está escrito a seguir!!

As letras, a original dos Beatles e versão do Homerix

Aqui, 

  • Na letra, consegui perto de 95% de correspondência com a letra original, com as adaptações necessárias da métrica. Gostei especialmente de deixar em aberto o final!
  • Na música, não tive dificuldade de acompanhar o tom de John, mas chegou na hora da ponte, tive que fazer a harmonia uma oitava abaixo da que Paul fez, mas ficou bom
  • Não há versões conhecidas de Norwegian Wood em português, e eu até entendo por quê, afinal não é fácil, não foi mesmo fácil!

Clique no Play Verdinho para ouvir

 E siga a versão logo abaixo

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"Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" … “Tronco Norueguês (Ela se foi)”
LEnnon/McCartney ... Homerix

I once had a girl… Eu tive um xodó
Or should I say… mas só que não
She once had me… ela a mim

She showed me her room… Num quarto burguês
Isn't it good… Tronco de lei!
Norwegian wood… Norueguês!

She asked me to stay… Pediu preu ficar
And she told me to sit anywhere… E pra sentar em qualquer lugar
So I looked around… Olhei ao redor
And I noticed there wasn't a chair… Mas notei:  “cadeira não há”


I sat on a rug… Eu sentei no chão
Biding my time… Tempo voou
Drinking her wine… Vinho rolou

We talked until two… E horas depois
And then she said… Ela falou:
"It's time for bed"… Sono chegou!

She told me she worked in the morning… Disse que cedo trabalhava
And started to laugh… E passou a rir
I told her I didn't… Eu disse que não
And crawled off to sleep in the bath… E à banheira eu fui pra dormir

And when I awoke… Quando eu acordei
I was alone… Estava só
This bird had flown… Ela se foi

So I lit a fire… Um fogo se fez
Isn't it good… Tronco de Lei!
Norwegian wood… Norueguês!

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De Pernas Bambas

Narrei este texto para um amigo que descobri recentemente estar cego. Foi a semente do Projeto Homerix em Áudio . Como que um "Episódi...