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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

BonDubai 7 - Bean, Mr. Bean



Aqui, continua a descrição, em capítulos, de uma viagem que fiz em dezembro de 2006. O destino era Dubai, maravilhosa invenção árabe, mas a envoltória de uma paixão acabou por causar alguns percalços, em época de caos aéreo, que hoje considero divertidos...


Aqui, os capítulos anteriores
2 - O Filme
3 - A Ida
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Fiquei monitorando todo o tempo o paradeiro de minha querida mala, junto à seguradora e nenhuma novidade. Já desistindo de recuperá-la ainda em Dubai, improvisei o empacotamento do pouco que tinha em uma sacola emprestada por meu colega. Quando estava a fazer o check-out do hotel, eis que ela, a mala,  surge, bela, fogosa e intacta. Melhor assim, não vou precisar ficar brigando om a BA para indenização. Ficarei satisfeito com a compensação pelos 5 dias que fiquei sem ela, o que certamente virá! Re-arranjei a bagagem, em uma malinha extra que eu trouxera dobrada, como sempre faço, nunca se sabe! Na espera do vôo fui ver o itinerário da viagem: chegada em Londres às 16:00; partida para São Paulo às 21:10 da tarde. Hummmm, tem jogo! Decidi repetir em Londres o mesmo esquema de São Paulo. Perguntei a uma BA Madam, que me disse que os lugares mais próximos do aeroporto seriam Hounslow e Kingston. Pesquisei na internet: só este último subúrbio tinha cinema, horário 17:40. Hummmm, vou jogar! E parti. No vôo diurno, dorme-se pouco e aproveitei para escrever o relatório oficial. Quando o avião estava aterrisando, o comandante avisou: fog intenso, temperatura 1 grau Celsius! Lembram-se do que falei sobre miserable weather, não?
Já em terra, demorei um pouco na alfândega, nada que comprometesse o plano de jogo. Bem, táxi nem me passou pela cabeça, pois tem preço proibitivo. Primeira tentativa, metrô. Procurei no mapa, achei Hounslow, mas Kingston, nada. Hummmm, o jogo tá duro! A bilheteira africana me aconselhou ônibus. O ônibus indicado, 285, somente saía do terminal 2. Estava no terminal 4, lá fui eu, ainda com tempo, pelo expresso entre terminais. Na saída do aeroporto, percebi toda a intensidade do anúncio do comandante. Não se via nada a mais de 20 metros de distância, o clima, gélido e o sol, já era: estava tudo escuro, às 5:30! Tudo bem, tudo vale! Só que, ao perguntar onde era o ponto do 285, o guarda contou que o trajeto do 285 até Kingston estava lento devido a acidentes provocados pela baixa visibilidade e sugeriu o 111. Hummmm, o jogo tá difícil! Tudo bem, nesta altura eu já me dava por satisfeito por assistir a um trecho do filme, só pra ter um gostinho. Subi no 111, fui ao motorista e perguntei quanto tempo levava para chegar a Kingston. Ele olhou na tabelinha e, com precisão britânica, sacramentou: 1 hora e 13 minutos! Aquela miserável da BA Madam (that bitch!) havia me sugerido um lugar que estava a mais de uma hora do aeroporto! Perguntei ao preciso motorista se havia outro cinema no caminho, ele disse: “Sim, em Feltham, a 20 minutos daqui, só que não por este ônibus, vou lhe deixar no próximo ponto e você pega o 285(!), que está vindo a 5 minutos atrás de mim”. Hummmm, esse jogo não acaba! Tudo bem! Desci e esperei. O lugar era ermo, um entroncamento de rodovias de acesso, sem uma alma viva, e o nevoeiro bombando, só tinha lá o ponto de ônibus. 


Conforme previsto pelo informado motorista, lá vinha o 285, cinco minutos depois. Fiz o meu sinal, o 285 veio e ....  o 285 foi. Nem parou (that bastard!)! Estava lotado! Hummmm, perdi o jogo! Só então caiu a ficha de que não estava escrito que eu iria ver Casino Royale sem legendas, pelo menos não naquele dia. Desisti e decidi voltar ao aeroporto. Só que como eu disse, não era um lugar que eu passasse para o outro lado da rua para pegar o ônibus de volta. Comecei a andar a pé pelo que eu achava ser o caminho de volta. Após uns 15 minutos de caminhada sem rumo, vi que aquilo poderia demorar, nem um táxi aparecia, a bexiga começou a apertar (aquele frio apressou as coisas!) e não tive dúvidas, foi ali mesmo, num matinho. Já posso contar a meus netos: “I pissed in London!”. Caminhei mais um pouco, os dedos já duros, encontrei um posto policial. Ainda bem que não foi ele que me encontrou uns minutos antes, fazendo aquilo. Por trás da cerca eu chamei um officer. Ele veio desconfiado, me iluminando com a lanterna dele e não deve ter entendido nada: um executivo, de paletó, com seu computador, ali no meio do nada, fazendo o quê!? Bem,  ele não quis saber detalhes e me orientou como chegar a um ponto de ônibus no caminho de volta para o aeroporto. Mais 5 minutos, lá estava eu esperando e chega o 285 (ele de novo!), de volta. Claro que era outro e dessa vez ele parou, subi, estava quentinho, aquecido, um alívio! Frustrado e aliviado.
As emoções não pararam por aí. A viagem tinha que terminar com chave de ouro! O último 'aeroaperto' ainda estava por vir. Os caminhos aéreos britânicos (BBrittish Airways - BA) estavam tumultuados. Mais de 250 vôos de curta duração haviam sido cancelados, devido ao nevoeiro. Deixaram partir apenas os vôos de longa duração. A chamada para embarque aconteceu no horário, mas aí, parece Déja Vu: “Embarcado, instalado na poltrona, acabei adormecendo, para refazer-me das emoções vespertinas. Acordei quando o avião partiu, 2:30 depois!” Quem leu este texto com atenção deve ter percebido um leve copy/paste. Só troquei o tempo de sono, e de atraso. Parece brincadeira! Aproveitei o tempo extra de vôo, sem sono, e escrevi o começo deste trecho alternativo. Chegando em SP, pela manhã, claro que a conexão TAM para o Rio se fora. A BA disse que vôo de Guarulhos não havia mais, Congonhas não estava aceitando mais reservas, só tinha como reservar a partir das 8 da noite. Eles me dariam um hotel para eu descansar, almoço, tudo o que eu tinha direito. Se eu quisesse arriscar, entretanto, poderia ir a Congonhas e ficar tentando. Se não desse certo, voltava para Guarulhos e ia pra o Rio às 8 da noite. Ela disse que os prejudicados se dividiram entre as duas opções. Eu fiz umas contas: ir para Congonhas, trânsito complicado, na muvuca da paulicéia desvairada, 4 volumes de bagagem na chegada (mala, malinha, computador, free-shop), risco de esperar lá e ter que voltar, mais trânsito. Baixou o espírito de Angélica e propus uma terceira opção: vou de táxi para o Rio! Ficou por conta da BA e eu aqui estou, já chegando em casa, às 4 da tarde do dia 21, ao mesmo tempo em que termino o texto.
Foram ou não foram tantas emoções? 


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Bem como visto, aqui acabou a minha viagem.... mas acho que vou finalizar a saga com uma uma atualização, com Dubai nos dias de hoje.... afinal, quase 6 anos significa muita coisa par aquela arrojadíssima cidade 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

BonDubai 6 - Arquitetura Arrojada


Aqui, continua a descrição, em capítulos, de uma viagem que fiz em dezembro de 2006. O destino era Dubai, maravilhosa invenção árabe, mas a envoltória de uma paixão acabou por causar alguns percalços, em época de caos aéreo, que hoje considero divertidos...


Aqui, os capítulos anteriores
2 - O Filme
3 - A Ida

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Cpiítulo 6 - A arquitretura

Isto posto, Dubai vem experimentando o maior projeto arquitetônico de que se tem notícia, com um incrível ritmo na construção civil. A quantidade de gruas instaladas no topo dos esdifícios em construção é de impressionar. E não se economiza dinheiro em idéias arquitetônicas ousadas, espalham-se pela cidade gigantescos edifícios ou torres (Burj, como chamam) com design moderno e arrojado, muitos deles com um toque árabe, que dá charme à arquitetura, distingüindo-os da americana, apenas vidro e metal aos roldões. À noite, a iluminação complementa o brilho. Dizem que só da Alemanha, estão lá mais de 5.000 engenheiros. Mania de grandeza instalada no DNA do Senhor das Regras, Mr. OB, está em construção a Burj Dubai, que será o edifício mais alto do mundo. Interessante é que se mantém a altura final da torre sob absoluto segredo de estado, especula-se em algo entre 800 e 900 m (só como referência, nosso Corcovado tem 709 metros). A idéia é fazer do edifício uma mini-cidade, com apartamentos, hospitais, teatros, hospital, e um shopping com 2000 lojas.
A proximidade do deserto não intimida, até ajuda, a criatividade megalômano-arquitetônica dubaísta(?!). Diariamente, toneladas de areia das dunas estão sendo ‘bombeadas’ para o Golfo Pérsico (ou melhor, Arábico, como eles exigem que se chame, daquele lado; aliás, tive este cuidado na minha apresentação). Motivo: estão construindo ilhas artificiais obedecendo a um determinado arranjo e formato, de forma a se ter uma visão bem definida, quando olhado lá bem do alto. Mais ou menos o que imaginou Niemeyer quando projetou Brasília com a forma de um avião. Tanta areia no deserto, por que não fazer algo de útil, e lucrativo, com ela?! O primeiro projeto, o Palm Jumeirah, é residencial e hoteleiro, tem a forma de uma palmeira e está quase pronto. Outros dois parecidos estão em fase de projeto. O mais impressionante, entretanto, na linha de redesenho da geografia terrestre, é o “The World”, onde se transfere o Mapa-Mundi para o oceano: quase 300 ilhas desenhadas na forma dos cinco continentes + Antártica! O Brasil, por exemplo, com suas dimensões continentais, é representado por 3 ilhas. Uma das ilhas que formam a Europa foi presenteada por Mr. Régua (esta foi triste, sorry!) ao hepta-campeão Michael Schumacher.
Aproveitando o gancho do esporte com a megalomania, temos o Burj Al Arab. O Senhor das Regras dubaianas (?!) se coçava quando ouvia falar daquele hotel na África do Sul, o Sun City, que, de tão luxuoso, recebeu a classificação ‘6 Estrelas’ da Embratur mundial. Aquilo não podia ficar asssim! Para acabar com seus pruridos alérgicos pensou em construir um de 7. Vini Vidi Vinci! Em 1999, ficou pronto o hotel, um edifício em forma de uma gigantesca vela, que merece cada pedaço da sétima estrela, já garantida e estampada no Guia 4 Rodas Internacional (que coisa antiga!). São 200 suítes duplex em 27 andares idem, com áreas que variam de 170 a 780 metros quadrados, cada uma! O lobby tem o maior átrio já feito pela raça humana, mais de 180 metros de altura. Tudo construído com o que há de melhor, em termos de material de construção, do mundo, inclusive granitos brasileiros (está lá escrito!). Metais sanitários são talhados em ouro maciço! Se alguém tinha dúvidas sobre as fábulas das Mil e Uma Noites, é só pagar pra ver. Aliás, a coisa é tão luxuosa que tem que pagar mesmo (e muito!) para entrar e conhecer. Muito justo: a administração quer preservar a privacidade dos humildes hóspedes, evitando uma invasão de centenas de curiosos turistas e suas maravilhosas câmeras digitais sapecando milhares de fotos. Afinal, pagaram de 1.500 a 15.000 dólares de diária por esse direito (fiz questão de colocar o separador de milhar para que não haja dúvida). Continha rápida: quem está na suíte presidencial, está pagando cerca de 10 dólares por minuto, ou seja, em uma concentrada básica no assento sanitário, lá se foram US$ 100! Na baixa temporada, outubro, época do Ramadán, os custos descem em 1/3, grande alívio! Há uma portaria dedicada a cada andar, com direito a mordomo negro com luva branca. Quem paga para entrar, às vezes só pode conhecer a parte social, pois a ocupação é, em boa parte do tempo, de 100%!!! Depois, ainda tem gente que duvida do fenômeno da concentração de riqueza. Ah, a ligação com o esporte mencionada lá em cima: o esbanjamento e a criatividade são tamanhos que o Chefe Supremo convidou Roger Federer e Andre Agassi para bater uma bolinha no imenso heliporto do hotel, uma pequena (!) estrutura em balanço, suspensa a mais de 200 metros de altura, ele próprio uma atração à parte, que foi adaptado para o evento.
         Missão cumprida, palestra proferida, no último dia em Dubai, nossos organizadores conseguiram permissão para que fôssemos visitar o famoso Burj Al Arab, aquela ‘pensão’ que mencionei aí em cima. Claro que a permissão incluía um jantar, regiamente pago. Achamos justo, encaramos a parada e valeu a pena. Poderíamos passar a noite ali, somente admirando cada detalhe da decoração, do luxo. Até frustrei minha programação: havia pensado em assistir de novo a Casino Royale, desta vez sem legenda, para apreciar melhor os diálogos do filme, pois não tem jeito: quando tem legenda, os olhos vão pra lá automaticamente e você acaba perdendo detalhes importantes. O tempo foi passando e acabou não dando tempo de ver a última sessão, às 23:45, no Mall of the Emirates, aliás uma atração à parte: eles fizeram uma pista de esqui, em pleno deserto. Neve mesmo, de verdade, uma rampa enorme, em concreto armado. Só vendo.

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Próximo Capítulo - As aventuras de Bean ... Mr. Bean

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Este leu o livro por cortesia... Ó no que deu!!!

Bem, antes da resenha, uma nota!!!

Há dezenas de exemplares de A Arma Escarlate, nas seguintes livrarias:

Rio de Janeiro: Galileu, Cultura, Saraiva, Argumento
São Paulo: Siciliano, Cultura
Santos: Martins Fontes, Siciliano

Salvador: Saraiva
Aracaju:  Saraiva     
 


Agora a resenha!!! Adorei a definição da Narrativa!! O Narrador Onipresente!!!
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O ano é 1997. Em meio a um intenso tiroteio, durante uma das épocas mais sangrentas da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, um menino de 13 anos descobre que é bruxo. Jurado de morte pelos chefes do tráfico, Hugo foge com apenas um objetivo em mente: aprender magia o suficiente para voltar e enfrentar o bandido que ameaça sua família. Neste processo de aprendizado, no entanto, ele pode acabar por descobrir o quanto de bandido há dentro dele mesmo” 

Tem dezenas e dezenas de pessoas falando desse livro. Admito não ser o tipo de livro que eu costumo ler, muito pelo contrário, passo longe das livrarias que os distribuem e das prateleiras com suas inovadoras propostas de reinventar o consumado e o inventado.
Papo é que eu pedi transferência de curso, e na nova turma conheci Renata Ventura, e descobri que ela estava prestes a lançar um livro. Por questões de cortesia e, mais tarde, amizade, resolvi comprar o livro e ler (sim Renata… Foi só cortesia mesmo, do contrario não leria).
O livro? É a historia de Hugo, um garoto de uma favela do Rio de Janeiro, com problemas com traficantes, escola, mãe e tudo que qualquer menino de morro costuma ter problemas, descobre que é um BRUXO e vai para uma escola de magia no Rio de Janeiro.
Ahem? Como?”
Renata partiu de uma entrevista com a J.K. Rolling (autora de Harry Potter) onde ela era questionada sobre a possibilidade de contar sobre uma escola de magia Americana (entenda por EUA) e ela respondeu com um “Não, mas sinta-se a vontade para escrever você mesmo”. Está no livro, foi algo assim, posso estar enganado quanto às exatas palavras, mas foi algo assim mesmo.
Ok… Então ela tem um alvará da J.K. Rolling para trazer Harry Potter pro calor infernal do Rio de Janeiro e tentar sobreviver na base do Estupefaça a tiros de Ak-47 e AR-15… Putz, não pode dar certo. Ou ao menos é o que eu pensei. Quer dizer, Harry Potter é bom porque era um plágio original, agora parece que a originalidade virou a simples superficialidade de recorte geográfico.
É certo que um amigo meu resumiu essa primeira impressão com uma frase genial “Aaaaah! Hahah! Favela Potter!” e sim eu dei boas risadas desse trocadilhinho ridículo (foi mal Renata…).
Só que eu li o tal do Favela Potter( o nome na realidade é A Arma Escarlate)… E fui vendo algumas coisas diferentes onde eu não esperava… E né que eu acabei curtindo?
Bom, como eu já disse tem milhares de blogs fazendo reviews muito boas sobre a história, os personagens e as várias novidades que o livro traz, não vou me ater ao que todo mundo fala, façam uma pesquisa, descubram que ela tá no facebook, no skoob, e que os personagens dela também!
O primeiro, eu percebi que o narrador era estranhamente passional, até achei que poderia ser o caso de um Narrador Personagem ainda não assumido. Já que eu tenho contato com a autora, eu fui lá conferir né. E ela me explicou que não, o narrador é o bom e velho Narrador Onipresente, só que ele tinha personalidade e opinião formada, normalmente alinhado com o Hugo. E isso influencia na leitura, no próprio desenvolver da trama e da maneira que a narrativa é contada. Estratégia empregada por Bioy Casares em La invención de Morel. Com algumas diferenças claro, cada autor com seu estilo. Entretanto entendam, estou falando do Casares!!! É outro nível da coisa! Isso foi com certeza o mais surpreendente para mim, e um ponto fortíssimo na estrutura do livro.
Quer mais? Isso já bastaria para eu ler o livro, mas vou dar mais.
Existe uma extensa pesquisa da cultura brasileira e mundial no livro. Os feitiços  não são em latim, mas em línguas nativo brasileiras (ou sei lá como querem chamar Guarani e as outras línguas dos nossos primeiros habitantes). Lá fala-se de dragão à Curupira e cada qual com uma interpretação da autora em cima da lenda original (e não um ripoff da interpretação de um Tolkien ou Monteiro Lobato da vida). Ela realmente trabalhou, e trabalhou duro, para criar uma salada mista equilibrada e harmonizada de culturas diversas em um ambiente bem  crível (caso você acredite em escolas  de Bruxaria).
Outra coisa bem interessante é a questão social. “Ah, ele fala de pessoas oprimidas do morro, tem uma função social muito importante” pros diabos com as pessoas oprimidas do morro! Ela traz toda mistura cultural de um sudeste bem maior que isso. Tem mineiro, tem capixaba (alias, o capixaba em questão é bem falado nos outros blogs, conseguem descobrir quem é?) e o mais importante, o morro não é um local habitado por tadinhos que precisam de ajuda, é habitado por gente mesmo, que tem problemas, porque lá tem problemas, mas sem essa pose de assistente social. O próprio Hugo é meio revoltado com essas coisas, e dou razão ao moleque.  Então, outro ponto forte é a capacidade que a autora teve de harmonizar coisas muito diferentes, sem ficar no superficial, sem forçar a barra e usando suas cores para criar uma história interessante.
Outro ponto forte, é que o livro realmente vale a pena. O livro não se limita a Favela Potter(repito, o título é A Arma Escarlate). Para falar a verdade a questão da favela é super secundaria durante uma parte considerável do livro e o Harry Potter vai para o espaço rapidinho quando todas as outras culturas emergem. Então, chamemos de Favela Potter (A Arma Escarlate) à primeira vista, mas falando sério, vai muito além.
Ai é claro, falando o que já devem ter percebido (porque eu me empolguei nos últimos parágrafos). Os personagens são envolventes, a história é interessante, a leitura é boa. E aí vem o meu último ponto em algo que vi poucos falando. A leitura é realmente agradável. Os parágrafos tendem a ser curtos e a construção deles é dinâmica. O texto está em constante diálogo consigo mesmo, o que conduz a leitura, sem precisar forçar muito ou se perder demais em longas descrições Tolkenianas sobre a escuridão escura da escura caverna escura de Laracna.
Aí vocês me dizem que eu sou amigo da garota e por isso tô falando essas coisas. Só digo uma coisa, só vão saber se tudo que eu falei confere, lendo o livro… Então vai aí o link para comprar o livro na Saraiva (é só clicar no nome), comprem o livro, leiam, e descubram se eu só to puxando o saco da Renata ou não.
E fim! Para mais, vejam o blog dela http://pixiesnocontrole.wordpress.com

ps. O livro é da editora Novo Século, com o selo Novos Talentos da Literatura Brasileira e também pode ser adquirido no site deles que tá aqui

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

OSCARacterísticas de Candidatos ao (volta)


Como disse em minha crítica sobre 'O Artista' (link), aquele foi o único a que assisti, entre os 9 candidatos. Mas acompanhei as carreiras da maioria deles, quem os viu, então permitam-me compartilhar com vocês algumas impressões obtidas ao longo deste ano.

A "Árvore da Vida" meus dois filhos assistiram, e me recomendaram que nós não assistíssemos. Acharam que nós acharíamos muito parado (hehehe, eles conhecem a ascendência). Mas outros amigos gostaram muito, principalmente aqueles mais afetos ao cinema não comercial. Aqueles que jamais iriam assistir a 'A Origem do Planeta dos Macacos'(link), que eu vi e adorei!! Um filme denso, sobre relações familiares. Duvido que leve a estatueta! Denso demais!! Elenco ótimo, com Sean Penn, e, principalmente, Brad Pitt.

Este último, aliás está presente em outro concorrente a Oscar 'O Homem Que Mudou o Jogo', concorre ao Oscar de Melhor Ator e vai provando que há muito deixou de ser aquela carinha bonita na telona. Ele vem fazendo grandes papéis. Começou a impressionar com o doido de 'Os 12 Macacos' (Pitt indicado a Coadjuvante), foi misterioso como a Morte em 'Encontro Marcado' (link), esteve perfeito como o Tenente Aldo Raine (quase italiano) em 'Bastardos Inglórios'(link), e concorreu ao Oscar como o rejuvenescente Benjamin Button em 'O Curioso Caso de -- --'. Ou seja, já está a merecer sua estatueta! Agora o filme, com temática baseball (o 'jogo' do título), acho que não tem a menor chance. Americano demais!!

O filme que todos deviam ver em 2011 foi 'Meia-Noite em Paris' do sempre competente Woody Allen. Muitos me recomendaram. E eu não vi. 100% dos que viram ficaram encantados com o filme. Procurei pra ver se estava passando ainda no circito alternativo, mas não. Allen é o ser humano com maior número de indicações ao Oscar em suas categorias principais (filme, direção, ator, atriz, roteiros). Se levar-se em conta as categorias técnicas, John Williams tem 47, com música e trilhas sonoras.  Bem, Allen teve 23 indicações ao todo, sendo 7 a Melhor Diretor,  15 a Melhor Roteiro Original, e até uma como Melhor Ator, veja só, em 'Annie Hall', que no Brasil passou com o singelo título 'Noivo Neurótico, Noiva Nervosa'. E arrebatou 3 das 23. O mais legal é que ele não dá a mí-ni-ma pra isso, nunca esteve presente em nenhuma premiação, pois o horário coincide com suas apresentações de jazz, tocando clarineta. Aqui ele concorre a Diretor e Roteiro! Sem dúvida de que é gênio. Ganhar mais um agora, duvido!!! Não liga demais!!

Ao escolher o último filme do qual falaria neste post,  'A Invenção de Hugo Cabret' tenho que admitir que seu nome foi fundamental, afinal Hugo é o nome de meu neto, mais famoso,  que já nasceu com 13 anos. No filme, Hugo é um garoto que perde o pai e se esconde em uma estação ferroviária de Paris. Uma fantasia ligada à História do Cinema, quando ele começou. Martin Scorsese, seu diretor já laureado com um Oscar (Os Infiltrados - 2006), presta uma homenagem à indústria que lhe deu fama. São 11 as indicações, Renata gostou muito, mas diz que 'O Artista' (link) é melhor! Este, vou ver antes da cerimônia. Duvido que leve a estatueta. Scorsese demais!

Os 4 acima são os que tem alguma chance de desbancar 'O Artista'
 
Os demais são:
  1. Os Descendentes : Pai de família descobre que a mulher dele, em coma, estava-o traindo (não faço questão de ver George Cloone desempenhando como George Clooney). Até ganhou o Globo de Ouro - Drama, mas peraí... Família demais!;
  2. Histórias Cruzadas : Quem viu, gostou muito. Marcado pelo desempenho de três atrizes, todas candidatas ao Oscar, sendo Viola Davis como Melhor Atriz, num papel de uma empregada negra que luta contra o preconceito lá na época de Martin Luther King. Aqui se instala mais uma daquelas ocorrências que só no Brasil, mesmo: o título original é 'The Help'.
  3. Cavalo de Guerra : Spielberg tocando os corações com a saga de um menino que vê seu cavalo partir para a guerra (a Primeira Mundial) e vai atrás dele. Renata achou dramalhão demais. Tá de coração duro minha escritora predileta!!!
  4. Tão Forte Tão Perto : Tom Hanks, quanto teeempo! Saiu do exílio, mas sua participação parece ser coadjuvante, já que a história é do menino, seu filho com Sandra Bullock (também coadjuvante). Desolado após  morte do pai nas Torres Gêmeas, começa suas andanças em busca de explicações e encontra um velho mudo, que será seu grande amigo. Interpretado por Max Von Sidow, o personagem pode rende ao ator o Oscar de Melhor Coadjuvante.
Era isso!! Quem já viu algum deles e quiser comentar, fique à vontade!!

Homerix Super Atrasado Ventura





Aonde o Vento Faz a Curva

Onde o Judas perdeu as botas.
No cafundó do Judas.
Pra lá de Marrakesh.
No calcanhar do Judas.
Pra lá de caixa-prego.
No cu da perua, do mundo, e, 
.... como não poderia deixar de ser,
..... do Judas.

Todas expressões, frases feitas que denotam um lugar muito distante. Aliás, noto a frequência da presença de Judas, com certeza o Iscariotes, não o Santo Tadeu, acho que deve ser porque queremos distância de potenciais traidores e ‘muy amigos’. Interessante é imaginar um Judas com botas para perder, no tempo dos apóstolos, logo eles que andavam de sandálias. E onde será o seu cafundó? Na imaginação popular, acabou sobrando até mesmo para o fiofó da pobre perua.

Marrakesh é um lugar existente, é geograficamente imaginável, mas é meio vago, e tem muita terra mais pro oriente. Agora, sobre a expressão do título,  já sei exatamente onde é, e não é assim tão longe, aliás, é logo ali: Avenida República do Chile com Rua do Lavradio, centro do Rio de Janeiro, esquina nordeste, aonde fica o Edifício Metropolitan.

É impressionante como aquilo ali venta! Especialmente, aquela esquininha do citado edifício. Pode estar um dia bonito, tranquilo, a 200, até mesmo 100 metros daquele ponto, que quando se vai aproximando dele, já se sente a movimentação do ar, ela vai aumentando, até que chega ao ápice naquelas exatas coordenadas. Há dias em que é o terror dos penteados e das meninas de saia, proporcionando a algumas, o seu ‘Momento Marilyn Monroe’. Quando chove, então, é divertido observar o efeito nos guarda-chuvas (nem tão engraçado assim quando é você a vítima), mormente quando está fazendo uso de um daqueles de alta qualidade a 5 ‘real’. Vendidos pelo mesmo sujeito que vendia balinhas ou distribuía panfletos outro dia, não se sabe de onde tira aquelas preciosidades quando começam a cair as primeiríssimas gotas... talvez um bueiro secreto, ou algo assim.

O fato é que venta pra dedéu! Tenho cá minha teoria de que o vento é parte do protesto da natureza contra a ação do homem, que tirou um morro inteiro dali, e agora incomoda com as armas que tem, aproveitando um espaço novo, outrora não existente; se bem que não deve estar tão brava assim, pois se estivesse mesmo, mandava uns terremotozinhos de leve, de 4 ou 5 graus na Escala Richter. E talvez assim não seja, pois reconhece que a mão do homem acabou proporcionando uma espetacular solução viária e urbana.

Pois é, poucos cariocas sabem que aquilo ali era um morro no final da década de 1950, o Morro de Santo Antônio. Mais especificamente, poucos petroleiros sabem que a sua pomposa Sede, aquele magnífico edifício cheio de buracos (ainda hoje uma maravilha arquitetônica, 40 anos depois de sua concepção), só está ali, pois o governador Lacerda decidiu mexer com a natureza, em prol da otimização do espaço urbano. Não sei se foi dele a idéia, mas foi ele quem a materializou.

E olha que foi uma boa idéia, os naturebas que me desculpem. Tirando aquela terra e rocha toda dali, ele criou imensa área urbana, no centro da cidade, onde ora estão, não só a Petrobras, mas os outros dois vértices do outrora conhecido como  Triângulo das Bermudas (em sua versão econômica), por onde desaparecia o dinheiro brasileiro (maldade!), o BNDES e o antigo BNH, também a moderna e nova Catedral da cidade, belíssima, (por dentro, é de cair o queixo!) completando um Quadrado Mágico de respeito, um CIEP e  três modernos edifícios comerciais.

Melhor que isso, entretanto, inventou duas avenidas ‘republicanas’, a do Chile e a do Paraguai, que equacionaram, como mágica, o trânsito da região. Vocês podem imaginar como seria, hoje, o trânsito, se tivéssemos um morro pitorescamente colocado ali? Dele, deixaram apenas a elevação onde se encontra o Convento de Santo Antônio. Deve ter sido esta a condição que o Santo impôs ao Governador, na época da negociação: tudo bem, mas não desapropria minha casa!

E pra onde foi aquela terra toda, caríssimos e pouco curiosos vizinhos cariocas? Nunca notaram que a arquitetura daquela região do Centro, com prédios de arquitetura arrojada, é deveras destoante de tudo o que a circunda, com prédios velhos e carcomidos? E também nunca se perguntaram por que aquela magnífica via expressa que muitos usam todos os dias a caminho do trabalho, margeando a enseada de Botafogo, depois a Praia do Flamengo, depois a Praia do Russel, distraindo-se com a estonteante visão do Pão de Açúcar, chama-se ‘Aterro’? Pois é, aquela massa toda do finado Morro de Santo Antônio está lá, roubando um pouco do espaço marinho, mas proporcionando uma espetacular solução viária, viabilizando o trânsito de uma maneira definitiva. Para completar a maravilha, o genial paisagista Burle Marx, plantou aqueles magníficos jardins que fazem a festa da visão e dos fins-de-semana dos que querem escapar um pouco da selva de pedra, curtindo um pouco de natureza.

A idéia, apesar de genial, não é original. A solução de aplainar morros criando áreas urbanas é utilizada há séculos, e já havia acontecido na nossa amada, querida e maravilhosa Rio de Janeiro. No começo do século passado, a região do Centro hoje conhecida como Castelo, na verdade, era o Morro do Castelo, que hoje sumiu do mapa, foi usada na década de 20 para criar espaço para parques e avenidas, e parte dele vem fazendo a festa dos usuários da ponte aérea, que não precisam se deslocar até o cafundó do Judas, e utilizam o charmosíssimo e estrategicamente posicionado Aeroporto Santos Dumont.

Aos que sabiam disso tudo, que me desculpem a ironia aplicada, mas tenho certeza da grande maioria ignorante (porque ignoram o fato). Desde que eu descobri essas coisas, comentei com algumas dezenas de colegas cariocas, e a proporção foi de 1 pra 10.

Se eu estiver enganado, que me provem, que dou a mão à palmatória!

Nossa! Palmatória? O que é isso? Isso é do tempo do Morro do Castelo!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Margaret Streep



O que foi aquilo que eu vi no cinema?

Meryl Streep dá um show na pele de Margaret Thatcher, no filme A Dama de Ferro!

Mais um show, aliás, fazendo jus ao posto de atriz que mais PERDEU Oscars na história do cinema. Sim, isso mesmo! Ela foi indicada 17 vezes ao Oscar de Melhor Atriz (sendo 3 como coadjuvante) desde
O Franco Atirador em 1978, sua primeira indicação). E ganhou APENAS 2. Então, na boa, ela perdeu 15 Oscars, sem dúvida, um recorde!! Imbatível!! Até mesmo porque dificilmente um outro ser humano conseguirá desempenhar de maneira tão consistente ao longo de 34 anos de carreira a ponto de ser indicado como um dos melhores de sua área, ano sim, ano não. Ser O melhor, ou seja, ganhar o Oscar, pode ser uma questão até política. Meryl Streep não existe! E em todas as vezes nos brinda com atuações sensacionais, como quando encarnou o diabo vestindo Prada... E mesmo quando não é indicada, ela dá show, como em Simplesmente Complicado e Mama Mia, quando descobrimos tratar-se de uma ótima cantora. Artista completa!!!

Escolheram uma forma interessante de contar a história da Dama de Ferro  como se fossem as memórias dela hoje, representada por uma Meryl Streep perfeitamente envelhecida (aliás, como é que se faz aquele pescoço?! Só ele merece um Oscar de maquiagem).  Aí, talvez não saibamos se está igualzinho à velha senhora de hoje que está firme, mas luta contra a demência há 10 anos, afinal não a conhecemos. Mas a interpretação dela em seu auge no poder, que pudemos testemunhar em vários momentos da década de 1980, duarante os quase 12 anos em que foi a mulher mais poderosa do mundo, ah essa está perfeita! Posso apostar que Margaret disse exatamente aquele 'Sink it', quando decidiu pelo afundamento do navio argentino.

E como é bom presenciar cenas do Parlamento Britânico, uma tradição multissecular, Conservadores de um lado, Trabalhistas do outro, sentados apertadinhos em bancadas acolchoadas em forma de estádio. Um se levantando com sua pastinha e se dirigindo ao púlpito de seu lado, o apoio de seus correligionários grita 'Yeah, Yeah', depois fechando a pastinha e sentando-se para ouvir a outra parte fazer a mesma coisa, e todos ouvindo o mestre de cerimônias gritando 'Order, Order', quando os ânimos se exaltam. Demais!!!

Se Mery Streep vai ganhar, isso é com os membros da Academia, mas que merece, merece. Mesmo sem ter visto nenhuma das outras concorrentes, desta vez, ela leva: foram 18 as indicações deste ano por seu papel. Não tem pra ninguém!!!

Homerix Oscarizando Ventura



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ALEGRIA

Se você colocar uma letra 'O' entre as letras 'G' e 'R' aí do título , e acrescentar 'VIVA', você tem o nome de uma invenção do Século XXI. O inventor chama-se Paulo Barros, que tem uma profissão interessante. Cê já imaginou, o cara chegar num banco para preencher uma ficha, a mocinha pergunta: 'Nome?', ele diz 'Paulo Barros', depois 'Profissão?', e o cara, 'Carnavalesco'? Pois é, uma profissão muito restrita. Só uns poucos podem ostentar o título, creio que umas poucas centenas de pessoas no mundo, mas as que mais importam são as que dirigem o Carnaval do Rio de Janeiro, daí, o universo que interessa se restringe a pouco mais de uma dezena. São, na verdade, artistas, com um ano para criar sua arte e 82 minutos para mostrá-la na Avenida. Esse tal de Barros resolveu revolucionar o Carnaval, quando lançou, em 2004, a 'Alegoria Viva', com mais de 100 pessoas simulando um DNA, na Unidos da Tijuca. E ele inovava também nos outros carros alegóricos, e nas fantasias, perfeitamente amarradas ao enredo, mas não levou o título.

Se você trocar a letra 'R' de posição aí do título para antes da letra 'G' , você tem o sentimento que eu estava desenvolvendo pelo Carnaval do Rio, na Sapucaí, pois vieram outros anos, outras maravilhas de alegorias, mesmo à frente de outra escola, e nada. O  cara ganhava sempre os Estandartes de Ouro, d'O Globo, mas na hora do vamuvê, nada! Via que, seguidamente, aquele novo gênio era preterido pelos jurados que 'entendiam' de carnaval, em prol das escolas tradicionais, com seus enredos normais, suas fantasias comuns, suas alegorias sem graça, enquanto um cara super criativo ficava lá, tendo que se contentar em repetir o seu show no Desfile da Campeãs. Ainda assim, sempre acompanhei os últimos anos (não gosto é de bloco ou baile), fosse pela TV ou ao vivo, na esperança de vê-lo vencedor.

Se você trocar a letra 'G' de posição aí do título para o começo da palavra ,  e colocar o complemento 'DOS CARNAVALESCOS REVOLUCIONÁRIOS', é aonde o Paulo Barros está, desde 2004, na companhia de Joãozinho Trinta, e uns poucos outros.

Se você não trocar nenhuma letra de posição aí do título ,  você tem o sentimento que se apossou de mim na quarta-feira de cinzas de 2010, e tenho certeza, de grande do povo carioca (ainda que torcedores de outras escolas), e porque não dizer, do povo brasileiro, já que a Sapucaí é o centro das atenções do país nesta época. Finalmente, Paulo Barros conseguira descobrir como  ganhar carnavais, retratando SEGREDOS. O enredo partira da idéia de um estudante, através do Orkut, que o Paulo Barros, antenado com os tempos modernos, leu, e começou a burilar a cabeça sobre como poderia surpreender de novo. E conseguiu!

Retratou o segredo dos ilusionistas na melhor Comissão de Frente que qualquer pessoa de bom senso já viu. Felizmente, os jurados entenderam isso, e deram 5 Dez Nota Dez, mas a diferença foi muito pouca: a Tijuca só livrou dois décimos no quesito, devia livrar um ponto inteiro. Na época, eu fiquei até com vergonha, com pena das outras pobres escolas que vieram depois no primeiro dia, mesmo pela TV, ou no segundo dia, que vi lá na Avenida. 

No ano seguinte, ele repetiu a dose!!! Mais uma Comissão de Frente espetacular com as cabaeças que caem nas mãos de seus donos. Infelizmente, entretanto, não ganhou o carnaval, como merecia.

Aliás, em 2011, Obama esteve aqui e que escola escolheram para mostrar nosso carnaval ao Presidente? A campeão Beija-FLor? Nãããão! A Unidos da Tijuca, comandada pelo genial Paulo Barros!!
 
Sábia decisão!

Vamos ver como o genial carnavalesco nos surpreenderá nesta segunda-feira,  a partir 1:20 da manhã de terça (!!!) 
 
Homero Curado da Alergia Ventura