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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

BonDubai 3 - A Ida

Aqui, continua a descrição, em capítulos, de uma viagem que fiz em dezembro de 2006. O destino era Dubai, maravilhosa invenção árabe, mas a envoltória de uma paixão acabou por causar alguns percalços, em época de caos aéreo, que hoje considero divertidos...


Aqui, os capítulos anteriores
2 - O Filme
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Capítulo 3 - A Ida para Dubai


         Enfim, valeu a correria. Cheguei em tempo hábil para o check-in na Brittish Airways (BA, a partir daqui) para Londres. Quem não estava em tempo hábil era a própria BA. O vôo estava atrasado em 2 horas! Foi o suficiente para estragar a conexão de colegas que iriam para a Líbia, mas não a nossa (minha e de um colega companheiro de missão) para Dubai: teríamos ainda 2 horas e meia de conexão. Embarcado, instalado na poltrona, acabei adormecendo, para refazer-me das emoções vespertinas. Acordei quando o avião partiu, 1:45 depois!!! A habilidade da BA deve ter sido contaminada pelos controladores de vôo brasileiros, sem dúvida. Então, nossa folgadíssima conexão de 4,5 horas fora reduzida a míseros 45 minutos. 

         Na chegada a Londres, fila para cheque de bagagem: a cidade ainda está traumatizada pela descoberta de planos de explosão de bombas em vôos ingleses, elaboradas a partir de líqüidos. Todos estavam obrigados a recolher frascos suspeitos, fora o costumeiro tira sapato, tira computador, tira cinto. Passado esse obstáculo, tive que ir ao balcão da BA, pois não me haviam fornecido, em São paulo, o cartão de embarque para Dubai. Tudo bem, parti para o portão 6, como instruía o cartão. Lá chegando, um silêncio, não havia viva alma no portão 6.  O portão certo era o 25 e fui aconselhado: “You have to run, sir!”. O portão 25 era o último do terminal, em uma área separada. E, sabe-se, nestas horas, não aparecem aqueles carrinhos elétricos que dão carona aos idosos e atrasados. Pernas pra que te quero... Fui o último a embarcar e ainda assim, o pessoal de bordo da BA me pediu desculpas pela confusão. Esses ingleses!

           Os vôos em si foram ótimos!! É política da empresa permitir para viagens longas, com tempo total maior que 16 horas, a viagem em classe executiva. E a classe executiva da Brittish Airways é qual-quer-coi-sa, muito conforto, deita-se na ho-ri-zon-tal. Mesmo assim, eu sempre durmo pouco em avião. Aproveito sempre o tempo para escrever. Nesse caso, a perna Rio - Londres foi utilizada pra organizar a palestra que eu iria dar. Na de Londres - Dubai escrevi os textos até aqui, incluindo a crítica a Casino Royale, um pouco inspirado pelo excelente serviço, que incluía um drink que eu conheci ali: o Kyr Royale, que na verdade trata-se de Champagne temperado com licor de cassis. E a cor dele é o que há, né, fala a verdade!!!

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Próximo capítulo: A Chegada a Dubai


Um comentário:

  1. O Kyr Royale foi o drink que derrubou a Eva Green... né?
    Paulus

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