sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Com que camisa eu vou?

Seguro que o descrito abaixo foi o melhor momento de toda essa zoeira de Flamengo na Libertadores, já com musiquinha para a decisão com Liverpool, sei não ...

Conhecemos Joice há quase 30 anos, era nossa vizinha de andar, sempre inteligente e muito simpática. Afastamo-nos, fomos morar fora, voltamos mas mudamos de endereço, e por acaso a encontramos, três anos atrás no playground daquele primeiro edifício, que alegria enorme vê-la com um filho, afinal, fizemos umas contas e sabíamos que era tardio. E confirmamos durante o papo, primeiro filho aos 47 anos, sem inseminação, parto normal. Pode-se considerar um milagre. 

E que menino encantador!! 

E que pai presente, o argentino Javier, ali brincando com ele!!! 

Depois, começamos a conviver com David, daquele jeito moderno, pelo Facebook, e não foi uma, nem duas, nem cinco vezes, foram dezenas de vezes que nos encantamos com as peripécias intelectuais do David, que seguramente é daqueles que se vê que vai mudar o mundo, sei que já ouviram falar das indigo children.

Na última quarta-feira, fomos surpreendidos por uma reportagem do Bom Dia Brasil (portanto, em rede nacional) naquele mesmo playground de nosso querido edifício, e reconhecemos aquele mesmo loirinho dando entrevista, falando de todas as camisetas e shorts que tinha, com muita precisão! 
Motivo: 
David tem mãe Flamengo e pai River, então que camisa ele iria usar durante o jogo.

Carol Barcellos e a equipe da reportagem ficaram encantados por David!

E agora, o Brasil todo .... e a Argentina também!!

Logo depois, mandei para a mãe o recado:
"Joiceeeee, nós vimooooos o Daviiiiid!Eu, Neusa e Renata. Como sempre, David dando show!Agora, em Rede Nacional, do Bom Dia Brasil!!Aquela carinha segurando o queixo, a explicação das cores!E o show continuou fora do ar, quando a repórter contou:
Ele disse: Não estou preocupado! 
Demaaaais! Ah, sim, vocês também foram ótimos!!!!"
Vejam vocês a classe do menino!


Um vencedor, seja qual for o resultado!!!

terça-feira, 19 de novembro de 2019

O Espaço - A Fronteira Final

Em 2011, nos 50 anos da primeira viagem de um homem ao espaço,
eu me emocionei e fiz este post.
Na pesquisa sobre os 500 mil acessos eu o reencontrei.
Que bom! Ele está ótimo!!
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“O Espaço, a fronteira final.
Estas são as viagens da nave estelar Enterprise,
em sua missão de cinco anos para explorar novos mundos,
pesquisar novas vidas, novas civilizações,
audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve"


Eu me arrepio ao ler, ouvir, pensar nesta frase, criada por Gene Rodenberry em 1967. Ela era o mote do seriado Jornada na Estrelas.

Nesta semana, fez 50 anos que um homem foi, pela primeira vez  e audaciosamente ao espaço, aonde nenhum homem jamais estivera.

Na verdade, ele não estava em busca de novos mundos, novas vidas, novas civilizações, mas sim foi dar uma volta, de poucas horas lá por cima, mas foi o PRIMEIRO.

Lá de cima, ele declarou: A Terra é azul!

Simples, reveladora, e também arrepiantemente!!

Seu nome era Yuri Gagarin, russo.

Ser vivo, antes dele, somente a cachorra Laika já havia passeado pelo espaço, mas não revelou a cor da Terra, e aliás, nem voltou para contar a história! Ela morreu seis horas depois do lançamento, provavelmente devido ao stress (tadinha), ou ainda por uma falha no sistema de aquecimento. Mas viveu o suficiente para provar que um animal podia suportar aquela condição de gravidade mínima!

As naves Sputnik povoavam os sonhos de conquista do espaço da humanidade ... e os pesadelos dos americanos, que não podiam suportar seu maior inimigo chegando ao espaço antes deles. Empreenderam então um programa espacial sem precedentes, com a promessa feita por Kennedy, ainda em 1961, de "enviar homens a Lua e trazê-los de volta a salvo" até o final da década. Promessa que não viu ser cumprida, em 1969, pois foi assassinado em 1963 (lembro-me perfeitamente deste dia).


O clima espacial passou à TV.


Irwin Allen criou "Perdidos no Espaço", que foi seu maior sucesso. Aquele robô falando 'Perigo, Perigo, Perigo' com aqueles bracinhos balançando, e o DR. Smith dizendo 'Nada tema, com Smith não há problema!' ficaram marcados para sempre! Uma pena é que a gente sabia que, no final do episódio, a Família Robinson continuaria perdida no espaço, mais especificamente na Constelação de Alfa Centauro!



Mas pra mim, o que marcou mais profundamente foi Jornada nas Estrelas. Durou apenas três temporadas, mas firmou uma boa base de fãs, e nas reprises, se tornou um fenômeno mundial. E acabou indo ao cinema, com 11 longas.  Em 2009, ao escrever sobre a expectativa quanto ao último filme da franquia, aproveitei para comentar algumas características marcantes da série. Veja em:


http://blogdohomerix.blogspot.com/2009/05/kirk-e-spock-como-tudo-comecou.html

E em breve, escreverei mais sobre a filosofia por trás da idéia de Gene.




Live Long And Prosper



Homerix Pelo Espaço Ventura

domingo, 17 de novembro de 2019

Chade Panela? Não, o país!



Cozinha, Bebê, Panela, ou hoje em dia, Bar.

Quem ouve a palavra Chade, dificilmente pensa em algo diferente dessas cerimônias arrecadadoras de utensílios domésticos, ou para recém-nascidos.
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Só que Chade é, falando sério agora, um país meio esquecido, da África Central, ali no limite ente o Saara e o Sub-Saara, um verdadeiro enclave, sem nenhum contato com o mar, pobre, pobre, pobre, mas que um dia se descobriu deitado em um berço esplêndido de petróleo, uma senhora reserva, que seria uma espécie de tábua de salvação. Para chegar ao mar para ser exportado esse petróleo todo passa por um enorme oleoduto que passa por outro país, o Cameroon, que nós aqui chamamos erroneamente de República dos Camarões e não tem nada a ver com eles.

Essa reserva redentora chegava num país com mais de 200 grupos étnicos que brigam entre si, economia agrícola de subsistência, altíssima mortalidade infantil (40 mortes / 1000!!), 60% da população abaixo da linha de pobreza, quase epidemia de AIDS, enfim, uma tristeza. 

Em julho de 2005, o  Banco Mundial organizou uma missão de especialistas  com o intuito de instruir o governo do paupérrimo país africano sobre como lidar com a administração daquela reserva recentemente colocada em produção. Os membros da comitiva éramos eu, mais um da Petrobras, um da Statoil, e um de uma seguradora inglesa, além da própria agente do Banco Mundial. Meu papel era explicar como a Petrobras atuava, sendo uma companhia estatal com grandes reservas de petróleo (e olha que foi antes do Pré-Sal). Meu colega iria recomendar como deveria ser a comercialização daquele óleo. 

Ao chegarmos, notamos logo... os únicos metros de asfalto que vimos era da pista do aeroporto, e da avenida principal da cidade, soubemos que menos de 90% das ruas e estradas do país são de terra. O mais perigoso para nós, entretanto, seria a alimentação, foi-nos recomendado que usássemos água mineral para escovar os dentes e não deixássemos entrar pra dentro nem uma gota na hora do banho, pra se ter uma ideia.

Nossa missão foi bem sucedida, mas notávamos nas reuniões, os olhares dos agentes do governo meio que desconfiados, pois estavam temerosos de que fossem enganados pelas companhias americanas que desenvolviam a reserva redentora.

Já um pouco do sucesso da missão esvaiu-se em água, literalmente, em relação a uma boa parte da comitiva. Ocorre que na última noite, antes de partirmos para o aeroporto, acabamos relaxando um pouco quanto a alimentação. Na escala em Paris, tínhamos algumas horas até o voo de volta para o Rio e fomos passear. Assim que cheguei ao Louvre, entretanto, senti os primeiros sintomas, mas segui firme no propósito de caminhar até o Arco do Triunfo e sentir os ares parisienses. Tive então a oportunidade de conhecer seis banheiros públicos da magnífica Champs Elysées. Outros companheiros também sentiram os efeitos.

Resolvi escrever este post agora, em 2019, quando estou coletando meus relatos sobre viagens, e notei que não havia escrito nada sobre essa peculiar missão. Afinal, duvido que conhecerei outro brasileiro que tenha conhecido o Chade (além de meu colega companheiro de missão). Aí, puxei pela memória e saiu.

Só para completar a reportagem, fui ao site do Banco Mundial pra ver o que aconteceu desde então. Evidente que o petróleo trouxe um salto fenomenal no GDP, vide gráfico, e os indicadores sociais melhoraram, a mortalidade infantil baixou a 30 mortes / 1000 e hoje 45% da população estão abaixo da linha de pobreza, nada brilhantes, mas estão no caminho.


CdP 3 - Não comi peru no Peru

Mais uma Crônica duPerú.

As Outras duas





Não cometi no Peru o mesmo erro que cometera no Chile, onde não consegui comer comida típica.

Resultado de imagem para refrigerante peruanoNo primeiro almoço, normalmente eu não me arrisco e vou no tradicional, do meu país, e foi o famoso bife com fritas, carne boa, fritas bem feitas, mas pra acompanhar, e para beber, como era em meio a um dia de reuniões, nada de álcool, mas tentei e gostei do refrigerante nacional, o Inca Kola, como veem, cor de detergente, e alguns turistas exigentes dizem que gosto também, maldade, gostei muito, parece um tutti-frutti, legal mesmo, e segui bebendo até o final da missão!! Claro, mesmo sendo um emblema cultural, quase patrimônio do país, muita história, e tal, mas hoje já é propriedade do outro cacófato poderoso, a Coca Cola.


Resultado de imagem para ceviche peruanoDe noite com os brasileiros, claro, levaram a todos nós para comer o tradicional ceviche.... peixe, temperado com limão, ou lima, uns vegetaizinhos, muito chique, só que o peixe é apenas marinado, portanto, cru, .... e cru? Tô fora, acho que eu e Neusa somos o único casal brasileiro que não curte o tal de sushi de jeito nenhum, sempre que vamos, com amigos, preferimos as opções cozidas, aquele yakisoba, e olhe lá. Enfim, trata-se do prato nacional do Peru, e há uma certa disputa com o Chile sobre a origem, e tal, já haviam tentado me empurrar quando estive lá... não entra...

Resultado de imagem para tortellini con cangrejo peruanoDe frutos do mar, para fugir do tal ceviche, adorei uma especialidade local, com a grande costa que tem, fiquei no tortellini recheado com caranguejo, coberto com um molho deliciosamente calórico que esqueci o nome. Como sobrou molho no prato, pedi o tradicional pãozinho, para exercitar um hábito brasileiro de raspar o tacho. Não havia na casa. Na falta do adereço ideal, passei ao Plano B, e marquei em cima o arroz da colega, torcendo pra que não acabasse. O pensamento positivo deu certo, e ela cruzou talheres deixando uma quantidade enorme de grãos no pratinho em separado que trouxera o acompanhamento. Claro que jamais teria feito uso da iguaria se estivesse no próprio prato acabado. A gana pelo fantástico molhinho não era tão grande assim...

As carnes me agradaram mais, aliás como sempre. Na primeira, na verdade um verdadeiro strogonoff sem picar a carne. O molho era idêntico. O que me encantou mais foi o Tacu-Tacu, na variação 'Dos Pobres'. Nome e comida muito interessantes, de origem escravocrata. Fui apresentado a ele pelo Gerente Geral local, um peruano, no cardápio daquele restaurante do molhinho, mas a forma que servia era acompanhando pulpos, ou polvo, que eu dispenso.
 

Finalmente, na última noite em Lima, fui apresentado ao famoso TacuTacu a los pobres. E o lugar recomendado não poderia ter sido melhor: o restaurante Brujas de Cachiche, cujo cardápio ressalta 3000 Años de Gastronomía Peruana... depois dizem que foi Colombo quem descobriu a America! Ambiente gostoso, nem precisava abrir o cardápio, e pedi: TacuTacu a los Pobres. Para beber? Un Pisco Sour! Papos depois chega o digníssimo: um lomo amassado, como se fosse um paillard, duas bananas à milaneza, um ovo sunny side up (*), e o famoso charutão de frijoles neros ponteados por muchos granos de arroz, levemente apimentado... Aqui não valeu o conselho para viajeros a Mexico: "Nunca acredite num garçom que diz que a comida não está picante!" Aqui, a pimentinha veio no ponto certo.
(*) Pra quem não sabe, esta é a forma que os americanos designam um ovo mal passado; quando é bem passado, é 'sunny side down'. Bonitinho, né?


Que delícia!

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Para complementar, foi a primeira vez que pedi 'una sobre mesa', calma, na verdade 'un postre'. Antes haviam me dito que eu não poderia deixar o Peru sem comer un Tres Leches! Quando mencionaram o nome, a boca encheu-se-me de água... As glândulas do doce se atiçaram... Sim, eu conhecia a iguaria, na verdade, dos tempos de Houston, uma cidade que é invadida pelos sul-americanos, e a sobremesa é servida em muitos restaurantes. E também era feito pelas brasileiras, afinal trata-se de um bolo super suculento feito com doses generosas de leite condensado, leite em pó e leite leite. Fica molhadinho!! De matar. Claro que o 3 Leches que veio no restaurante era mais chique.

Resultado de imagem para pisco sour peruanoA cachaça nacional é o Pisco, feito de uva, e o drink mais famoso é o Pisco Sour (fala-se 'sauer'). Também há a disputa com o Chile sobre a origem, acho que isso vai até o fim dos tempos... A favor do Peru, o fato de Pisco ser o nome de uma região do país. Ponto pra eles. Ao sair, lembro de um bar que me com o sugestivo nome 'The Last Pisco Sour', ao que imediatamente atendi ao convite. Muito bom, e trouxe, claro, uma garrafa para casa.



Só Agora Eu Sei - 2026

  SEI DESDE CRIANÇA          QUEM inventou o rádio,          QUEM inventou o avião,         QUEM inventou o telefone,         QUEM inventou ...