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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Foi lindo .... Foi triste ... O que fazer?


Invariavelmente foi assim..


Lindo no começo,  dezenas de milhares de pessoas (100 mil num dia, 300 mil no outro no Rio, linda a foto panorâmica da Rio Branco e da Presidente Vargas cheinhas) em passeata pacífica, pela melhora dos serviços públicos e pelo fim da corrupção (esquece os 20 centavos!). Dezenas de cidades, capitais ou não, com envolvimento diferenciado, comunhão com a polícia, afinal os benefícios pedidoa valem também pra eles, os jornais mudando o tom, de tachar o movimento de baderneiro com uns poucos pacíficos para justamente o oposto, enfim, a coisa ia indo bem..


Triste, quando se apresentaram os baderneiros violentos de plantão, depredando locais públicos e privados, incendiando, apedrejando, massacrando e encurralando policiais, que não reagiam, enfim, qual o equilíbrio da ação policial? Quando eles devem agir ou não, com a falta de preparo que têm, enfim!!

Esse é o fenômeno de grupo: sempre tem uma parcela que se destaca negativamente, por menor que seja. A gente vê isso nos condomínios, por menor que seja o número de unidades, em classes, por menor que seja o número de alunos, assim é...
Ainda lembro aqui uma vergonha alheia que senti na semana passada, no Jornal Nacional.... o pobre do Bonner, direto da Ilha da fantasia do futebol, em meio a reportagens sérias sobre os movimento de Rio, de Brasília, chamadas pela locutora que ficou na sede, e de repente ele aparecia, constrangiiiido, fazendo suas inserções, tipo: ‘ A Seleção Brasileira treinou hoje.. ’ ... e depois de mais notícias, sobre São Paulo e Belo Horizonte, vinha ele novamente: “A Nigéria bateu o Taiti...”””

Apostei e ganhei. No dia seguinte ele voltou pro Rio!
Abro para o debate...

Seria tão bom se os governantes entendessem o recado e simplesmente passassem a governar direito.... O que acharam das ações (?!) da Presidente?


17 comentários:

  1. Também me chamou atenção as caras e bocas que o Bonner estava fazendo quando entrava em cena, mas não consegui adjetivar como "o pobre do Bonner", não sei, acho que pobre é uma palavra que não combina com ele.

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  2. Sobre o Bonner esta perfeito a cara de "tonto" e se pensar no negocio que envolve a Copa, os patrocinadores devem estar preocupados, esse movimento mudou o foco e ate a Globo esta perdida.
    Em resumo, o sonho que o Lula criou acabou ja faz tempo, a classe media esta pagando mais caro os servicos com pior qualidade e nao recebe Bolsa Familia.... e ainda tem que acreditar que o custo elevado de todas essas as obras, mensalao, etc... nunca existiram e tudo que se publica contra os governos e problema da imprensa.
    Abs, Igrejas

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  3. Toda a classe política deve estar tendo pesadelos e vai demorar muito para reagir...E vai reagir com muito medo. Torço para que criem um pouco de juizo e não aprovem a PEC do ministério público e diminuam a corrupção pelo menos um pouco. E dona Dilma, será que vai finalmente trocar o Mantega por alguém sério?

    Sds,
    Brandão

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  4. É natural que tudo que ameace nossa ilusão de tranquilidade nos assuste. Isto nos leva a imaginar dragões soltando fogos. É disto que os oportunistas se aproveitam. Se vão ou não se aproveitar também deste movimento não sei. O que sei é que não se pode usar a violência para impor ideias. O discurso oficial que escuto hoje é o mesmo usado em toda a nossa história. As pessoas estão nas ruas dizendo o que pensam sobre vários assuntos. Não seria mais fácil escutá-los que agredi-los?

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  5. "O POVO UNIDO NÃO PRECISA DE PARTIDO!"
    Este slogan mostra a disposição de quem protesta e dá sinais claros aos políticos para que se cuidem, pois sua inoperância (ou "operância" em causa própria), já passou dos limites. O povo está cansado de assistir a tanta incompetência, a tanta corrupção.
    Temos nas mãos um grande país a ser reconstruído, com seriedade, com foco no que é necessário e imprescindível e temos que cobrar dos governantes e políticos o que eles estão fazendo com os impostos que pagamos sobre nossos salários e aposentadorias, que em muitos casos correspondem a seis meses de suado trabalho(!!!).
    Izeusse

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  6. Ainda estou em dúvida. O movimento do passe livre pode ser pacífico, e não conseguir conter os anarquistas violentos. Nesse caso, são incompetentes. Podem ser violentos, e nesse caso são mentirosos, já que se dizem pacíficos.

    É sempre igual: a manifestação começa pacífica e gigantesca, e no final uma parcela dessa manifestação (que ainda assim é muita gente) entra em confronto com a polícia. Aconteceu isso na semana passada em São Paulo, na terça, e no Rio de Janeiro. Essa semana o mesmo aconteceu em Porto Alegre e tomou maiores conseqüências no Rio de Janeiro. No Rio a máscara caiu, porque havia muitos poucos policiais, e não se podia falar que houve abuso policial.

    Hoje tivemos quebra-quebra em São Gonçalo e em São Paulo. Isso é coincidência? Que minoria é essa que está em todo lugar? Ou será que o quebra-quebra é o verdadeiro objetivo das manifestações?

    De uma coisa tenho certeza: quem vai nessas manifestações, de forma pacífica, está ajudando eles. Se há uma massa de dezenas milhares de pessoas bloqueando uma rua, e em um canto alguns milhares estão depredando um prédio público, essa massa dificulta muito a chegada do reforço policial. Atuando como um cordão humano de isolamento e protege os anarquistas que tocam o terror.

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  7. Homero, repare que quem defende as manifestações faz isso de maneira anônima. Assim como ficam anônimos nos protestos, atrás de máscaras, tocando o terror. Cabe a quem tem bom senso saber filtrar o que esses "Anonymous" falam. Muitas vezes é pura inconsequencia juvenil. Falo isso porque há muito pouco tempo era exatamente assim, e de certo modo ainda sou: não abandonei a prancha de surf ou o skate, e quando estou com fone de ouvido estou escutando os sons anarquistas de Dead Kennedys, Ramones, Black Flag e X.

    Para quem não sabe: a pichação da letra A dentro de um círculo, comum nos protestos, é o símbolo do anarquismo. Enquanto os socialistas revolucionários acreditam que o caminho para a revolução passa pela construção de um partido, que vai guiar e educar a massa ate o momento da revolução, os anarquistas rejeitam qualquer partido o hierarquia. A crença básica é a de que uma ação direta e decisiva vai fazer as massas exploradas "acordarem", iniciando uma revolta e um processo revolucionário. E aí baby, o que aconteceu na Alerj será apenas um ensaio.

    Quem quiser saber como é um processo revolucionário com toques anarquistas pode ler sobre a revolução espanhola. O general Franco tentou um golpe e fracassou em várias cidades, porque os cidadãos foram às ruas, em parte organizados pelos partidos de esquerda e em parte sem organização. Aconteceram casos de cidades em que todas as figuras de autoridade foram executadas: prefeitos, padres, policiais, etc. Quando as tropas de Franco tomaram as cidades, foi a vez dos estudantes e operários serem executados. A Espanha se tornou um dos países mais atrasados da Europa, por décadas, com o regime ditatorial de Franco.

    Queremos isso para o Brasil?

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  8. O melhor do manifesto foi mostrar, não só para os governantes, como também paras as multinacionais e para os estrangeiros, que o Brasil não vai mais aceitar ser oprimido. Acordamos e estamos lutando pelos nossos direitos. Demorou, mas finalmente nós, brasileiros, fomos as ruas reivindicar o que é nosso.

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  9. Homerix,

    Coincidência ou não, ontem o jornal peruano publicava o texto "Brasil no sabe qué hacer con sus estadios después del mundial 2014" e acrescenta "Pedro Daniel, economista de BDO Brasil, la quinta mayor firma de auditoría del país, dijo que los costos de construcción por asiento son tan altos como los estadios más caros construídos para la Copa Mundial de Alemania del 2006. La diferencia es que en Alemania pudieron llenar los estadios luego que terminaron los partidos, explicó. Un ex ministro de Deportes había dicho en el 2007 que los proyectos de los estadios no requerían dinero público... La Copa se convirtió en un problema en el momento en que los estadios se construyeron con dinero público en lugar de privado, dijo Romario...".

    O problema é que não se leva a sério as prioridades do Brasil, como educação, saúde e infra-estrutura. Perdemos tempo hospedando Copa, sem estarmos preparado para isso, gastando mundos e fundos de forma desnecessária. Quando o Brasil se candidatou para a Copa 2014, na verdade deveria ter se candidatado para a Copa 2022 ou 2026. E iniciar desde aquele momento um projeto lúcido e bem estruturado de construção de infra-estrutura na melhor versão 5P. Tenho dúvidas quanto aos critérios da FIFA para seleção do Brasil como hospedeiro da Copa 2014. A vaia ao Sr. Blatter no sábado passado foi bem aplicada e merecida. Pode até ser que havia gente que vaiava sem saber exatamente o porquê, mas certamente a consciência do Sr Blatter processou muito bem e assimilou a cabida vaia. O seu apelo ao fairplay não foi nada fair e o melhor que ele poderia fazer, nesse momento, seria a sua renúncia, pelo bem do futebol mundial. A lamentar dessas manifestações a violência que não constroi nada. As manifestações são legítimas e democráticas, mas devemos reprovar a forma pouco ou nada civilizada que meia dúzia de baderneiros estão a contaminar.

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  10. O mais importante disso tudo é que a população encontrou uma maneira de se mobilizar para protestar. O movimento de agora é um 'boom', um choque, para chamar a atenção de todos. Depois, a cada lei polêmica a ser votada, a cada político corrupto que assume um cargo, a cada aumento de preço de serviço fundamental, a população vai se mobilizar, vai pra frente do Congresso, da Câmara, da casa dos governantes, e vai protestar!!!

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  11. Na quinta-feira passada após o trabalho, vesti minha pele de cidadã e junto com meu marido e 100 mil pessoas caminhei da Candelária à Cinelândia com o coração revigorado pela esperança. O clima era de cordialidade e gentileza, quando alguém esbarrava o pedido de desculpas era instantâneo, tudo muito pacífico os cretinos que cometeram atos de vandalismo não representam o espírito deste movimento que dentre suas pautas, tachadas por alguns de "difusas", deseja mesmo é qualidade nos serviços públicos. Eu não sei como isso vai acabar mas estou muito feliz que começou! Grande abraço!

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  12. Marcelo Faissal Pinheiro19 de junho de 2013 11:18

    O movimento é justo e demonstra a capacidade de mobilização espontânea da sociedade. Pelo que tenho lido ele ainda vai crescer e atingir mais cidades do interior, mostrando que sua força reside na justa vontade de um país inteiro de evoluir socialmente.

    Que os agentes do "poder público" entendam a insatisfação que emana do povo, seu desejo de justiça social e trabalhem para melhorar o país.

    Que o povo crie consciência de que cobrar é muito importante, mas também é fundamental escolher pessoas que o representem bem.

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  13. Estimado Homero ,
    - Finalmente o "balde encheu" .O Brasil acordou ! Chega daquela atitude submissa, de aceitar a mensagem ..não reaja a assaltos e aí subliminarmente fica a mensagem para qualquer tipo e nível de assalto ( e os piores são os assaltos institucionais ). Só espero que toda esta energia não seja disperdiçada e que efetivamente mostre que a população já não se sente mais representada por estes políticos, que os poderes da república já chegaram no limite e que esta associação entre empresas e poder, lubrificada pela corrupção, já não mais passará sem reação pelos cidadãos comuns "pagadores de impostos" .
    Chega de submissão , da não reação, do "sou da paz", "bandeira branca", e tantas outras bobagens que como lavagem cerebral foram passando para a nossa juventude . Como diria Sun Tzu "Se queres a paz, prepara-te para a Guerra" .
    Sds, MAURI

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  14. Creio que se a polícia usasse a inteligência, seria fácil descobrir quem estaria ali para provocar a baderna.
    Passando no meio dos manifestantes, vi que nas calçadas ficavam alguns elementos parados e com o rosto coberto por lenços.
    Ora, se todos estavam pondo a cara para o Brasil ver (principalmente os políticos) como não saber quem seriam os suspeitos?
    Enquanto isso um senador, creio com poucos votos, está tentando mudar a lei da anistia, ao invés de propor melhorias no orçamento para atender a saúde publica, educação, projetos contra a corrupção e contra os gastos públicos desnecessários.

    Itamar

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  15. Quando essas manifestações começaram, confesso que não entendi direito e não vi sentido naquilo tudo.
    Como os R$ 0,20 de aumento nas passagens de SP representavam aproximadamente 6,5%, ou seja, seria apenas a reposição da inflação, me perguntei porque aqueles manifestantes não se insurgiram contra o aumento da alimentação fora de casa de mais de 20% ou do tomate que chegou a triplicar de preço?
    Minha resposta: porque o aumento dos alimentos era resultado das forças do mercado, independendo da vontade ou autorização de um governante. Portanto, o movimento seria político porque queria mesmo era apontar o dedo para um governante ou partido, caso contrário estariam todos gritando palavras de ordem em frente a restaurantes e mercados.
    Também critiquei os manifestantes que ateavam fogo no mobiliário urbano e pichavam monumentos e prédios públicos. Como esperavam me convencer se seu argumentos eram aqueles?
    Depois, algumas coisas ficaram mais claras pra mim (e para boa parte da população):
    1) Eu acertei quando avaliei que o movimento era político, mas errei ao achar que era especificamente contra determinado partido ou governante. Era contra TODOS os partidos e governantes.
    2) Ficou claro que no meio da massa de manifestantes havia também todo tipo de gente: arruaceiros, oportunistas, ladrões, etc., muitos dos quais totalmente desconectados do espírito do movimento. Nas manifestações seguintes os prórios manifestantes deixaram isso bem claro.
    3) Ficou mais claro ainda o despreparo das polícias e dos governantes (governadores e prefeitos) para lidar com manifestações populares de cunho, digamos assim, "não-cultural". Cordão do BolaPreta, OK. Movimento Passe Livre, não-OK.
    4) A mídia ficou tão confusa quanto eu. Pior, porque dividida entre o que estava vendo e o que os patrões e patrocinadores queriam que fosse dito.
    5) Os partidos, os políticos, os sociólogos e até os analistas políticos estão meio perdidos porque estão diante de algo fora do padrão. Alguns se apressaram em dizer que estão dispostos a negociar mas, com quem? Outros dizem que o movimento não pode continuar acéfalo, que uma liderança deve (ou deveria) aparecer. Dizem isso porque este é o modelo com que estão acostumados a lidar, negociar, cooptar, neutralizar...
    6) Ficou claro que o movimento não é de direita nem de esquerda. Esses conceitos morreram. Os partidos não conseguem se diferenciar e os políticos, ao pularem de um partido para outro, mostram que os partidos são apenas máquinas eleitorais, trampolins para o poder, desprovidos de ideologia. Hoje não temos partidos de oposição. A oposição é o povo nas ruas contra a situação representada por TODOS os políticos e partidos que, ao atuarem predominantemente em causa própria, se mostram insensíveis às necessidades da população.
    Sinceramente, não sei no que isso tudo vai dar. Não tenho bola de cristal e acredito que ninguém tenha mas, vai ser muito interessante assistir à campanha eleitoral de 2014 para ver o que os políticos e os partidos vão fazer.
    Será que vão se mexer? Será que alguma coisa vai mudar ou vai ficar tudo na mesma? Será que mais uma vez teremos que escolher entre milhares de clones do Justo Veríssimo, aquele personagem do Chico Anysio que queria "que o povo se exploda"?
    Será que o(s) governo(s) entenderam que não é preciso negociar com um interlocutor? Que basta fazerem seu trabalho direito, trabalhando para o bem estar da população que os elegeram e não para atender seus próprios interesses ou de lobbies econômicos ou de artuculações políticas de manutenção de poder?
    Aguardemos o desenrolar dos acontecimentos.

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  16. Homerix,

    Os problemas que experimentamos no Brasil são comuns aos países da América Latina e da África, o que têm impedido esses continentes de emergirem de se consolidarem de forma sustentável.

    E foi exatamente de um país africano que surgiu uma declaração, com o lastro do admirável e respeitável Nelson Mandela. Foi lido na edição de 16/06/2013 do jornal peruano El Comercio. Trata-se de um excelente puxão de orelhas a quem quer que a carapuça lhes sirva:

    ABRASPAS

    SI NO HAY COMIDA CUANDO SE TIENE HAMBRE,
    SI NO HAY MEDICAMENTOS CUANDO SE ESTÁ ENFERMO,
    SI HAY IGNORANCIA Y NO SE RESPETAN
    LOS DERECHOS ELEMENTALES DE LAS PERSONAS,
    LA DEMOCRACIA ES UNA CÁSCARA VACÍA,
    AUNQUE LOS CIUDADANOS VOTEN Y TENGAN PARLAMENTO.

    FACHASPAS

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  17. Homerix,

    Recomendo a leitura do editorial do peruano El Comercio, no site http://elcomercio.pe/actualidad/1597058/noticia-editorial-formula-explosiva

    Las recientes manifestaciones en Brasil han dejado desconcertados a muchos espectadores en el ámbito internacional. No en vano en los últimos años el país ha experimentado uno de los crecimientos económicos más importantes de su historia. Solo en la última década –y gracias en gran parte a las reformas estructurales de liberalización de la economía que emprendiera el gobierno de Cardoso–, más de 40 millones de brasileños han salido de la pobreza para incorporarse a la clase media, que así ha visto su tamaño crecer en 50%...

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