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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Uma postagem com mais de 1.000 acessos...

O livro de Renata possibilitou uma quebra de barreira do Homerix!

A postagem sobre o livro A Arma Escarlate, de Renata Ventura, passou dos 1.000 acessos.... eu até tinha curiosidade sobre a notação que ia sair, se ia ter o pontinho dos milhares ... e teve!!

A postagem em questão descreve o livro, mostrando sua Capa, a Sinopse intrigante, a Nota da Autora reveladora, e uma entrevista cativante!!

Notícia sobre o livro?

Alguns leitores já acabaram de ler, devorando as 549 páginas em alguns dias.

Bom sinal!!!

Abaixo, as 10 Mais do Homerix, quase completando um ano de casa...
Em tempo, os nomes das postagens são links!!!

Texto Popularidade Assunto
A Arma Escarlate - Habemus Data & Habemus ... 1.072 Acessos Livro
As Flores do Tenentismo 642 Acessos Livro
Luz no fim do túnel? 616 Acessos Política
Decência ou Morte 501 Acessos Política
Colégio Santista, fator crítico de sucesso 495 Acessos Educação
Lá se vão 30 anos ... 484 Acessos Celebração
Petrobras, 58 anos; eu, 30 458 Acessos Celebração
Habemus Capa 424 Acessos Livro
Inadequado é a mãe! 395 Acessos Educação
Royalty Em Português 395 Acessos Energia


Note que os assuntos das postagens são recorrentes Livro, Política, Educação, Celebração, e um intruso, de Energia.

Era isso!! Rapidinho!!!

Abraço

Homerix Matusalendo Ventura

domingo, 27 de novembro de 2011

O Verdadeiro Super Mário

Meus filhos viveram o começo da febre dos video-games, mas felizmente conseguimos controlá-los bem, reservando apenas os fins-de-semana para a prática.

E vez por outra acompanhava as peripécias dos personagens, que seguramente fizeram parte de nossas vidas.

Depois do Atari e seus joguinhos simples, veio o Pac-Man, com sua volúpia come-come, o ouricinho Sonic do Megadrive e o Super Mario Brothers da Nintendo.

E então era sempre uma expectativa sobre se iam passar de fase, se iam conseguir as estrelinhas, e aquela musiquinha ficava em nosso sub-consciente.

Essa introdução toda foi por causa do nome de um desses personagens!!

É que comemorou-se na semana passada o centenenário de Mario Lago, que na verdade morreu há 10 anos...

Esse sim, o verdadeiro Super Mário!!!!

Acostumei-me, como noveleiro, a ver aquela figura tranquila, já nos seus 60 anos, a fazer papéis sóbrios, com uma voz marcante, em tantas novelas globais....e também muitos filmes. Depois, fiquei sabendo que aquela música famosa do Ataulfo Alves, 'Saudades da Amélia' tinha letra dele, e também 'Atire a Primeira Pedra', e muitas marchinhas de carnaval, como 'Aurora', por exemplo. E depois, quando foram chegando seus 90 anos, fizeram homenagens a ele, e descobri tratar-se de poeta, escritor, advogado, e ativista político, com direitos cassados pela revolução..

E agora, quando celebrou-se o centenário, descobri também que era Fluminense de coração, mas que nunca se conformou e morreu envergonhado por seu time ter subido da 3ª à 1ª Divisão pela porta dos fundos, sem ganhar o direito disputando a 2ª... Realmente, um grande homem!!!

Um Super Mário!!!

Neste momento corre uma campanha para nomeá-lo Homem do Século XX.

Exagerado? Talvez, mas, com certeza, candidato!!

Homerix Mariolagoando Ventura

sábado, 26 de novembro de 2011

Contabilidade na prática!

A oportunidade de me tornar agente divulgador do livro de minha filha ....


...proporcionou-me reviver alguns conceitos básicos de contabilidade.

Tenho vendido alguns livros com autógrafo personalizado da autora. A operação é a seguinte: 
  1. um potencial comprador me diz de sua vontade de ter um livro autografado e faz a encomenda,  então eu já considero a operação como uma venda realizada, dou baixa no estoque usando para determinar o CPV - Custo do Produto Vendido, o método do custo médio unitário, e emito uma fatura, ainda que virtual, mas já um fato gerador.
  2. de noite eu falo pra autora o nome e profissão ou origem do comprador, ela produz o autógrado personalizado, agregando valor ao produto, 
  3. no dia seguinte (ou em algum momento combinado) eu entrego o produto acabado e recebo o pagamento, em princípio.

Se eu registro a operação nos livros no momento 1, que é o fato gerador da venda, eu estou trabalhando em Regime de Competência...

Se eu registro no momento 3, quando recebo o pagamento, eu estou trabalhando em Regime de Caixa...

No momento 1, quando eu não recebo o pagamento adiantado, acabei de gerar um Contas a receber...

Se eu não recebo o pagamento no momento 3, o comprador entra na conta de Devedores Duvidosos...
(brincadeira!!!)

Convoco os amigos contadores de plantão a retificarem ou ratificarem minhas definições, e a acharem outras facetas contábeis da operação.

Um outro aspecto interessante do mundo escarlate que se intalou em nossas vidas, apareceu numa reunião, em que se falava que o pagamento de um imposto na Nigéria era feito em óleo, aí eu disse: 'Pagamento em Espécie', e meu interlocutor contestou, dizendo que não era em dinheiro. E eu lhe corrigi o conceito!!!

É que Pagamento em Espécie é aquele que é feito com o produto que gera a sua receita, e não com a receita, o dinheiro gerado pela venda do produto. No caso da operação nigeriana, o óleo é a espécie, e óleo é entregue ao coletor do imposto como forma de pagamento.

Transportando para o mundo da hotelaria, se um hoteleiro precisa pagar uma conta de 2000 Reais, e a diária de seu hotel é de 400 Reais, e ele decide fazer um Pagamento em Espécie, ele diz ao vendedor: "Se você quiser, vai ao meu hotel e fica lá 5 dias!" A espécie do hoteleiro é a diária de hotel, o produto que gera a sua receita.

E, pensei também num exemplo mais próximo de minha vida: o livro de Renata! Se ela for a um almoço e a conta for de 40 Reais, ela pode muito bem, caso o gerente do restaurante aceite, fazer um Pagamento em Espécie, então ela entregaria um exemplar de seu livro como pagamento. O livro é a espécie, para Renata.

E o simples exemplo acima ressalta um fenômeno presente no consumo. Gasta-se  facilmente 40 Reais num almoço a la carte de sexta-feira com sobremesa, por exemplo. É certo que ajuda na sua subsitência física, mas a maioria do conteúdo vai parar na privada no dia seguinte (bem, o 'quando' e o 'quanto' vai depender da qualidade do preparo da comida...). Os mesmos 40 Reais você pode investir num livro de 550 páginas cheio de conteúdo, emoção e mensagens, que levou 4 anos e muita pesquisa pra ser escrito, e que vai ficar a seu lado e de sua família por toda a vida, podendo passar a outras gerações...

Diga-me aonde estou errado ao achar estranha esta comparação?

Pronto, sem querer, e passeando por alguns conceitos,  acabo de fazer propaganda do livro de Renata, que pode ser conseguido comigo, autografado, por R$ 39,90 na verdade, o mesmo preço das livrarias....



Abraço

Homerix Incorrigível Ventura




terça-feira, 22 de novembro de 2011

A Arma Escarlate foi lançado!!!

Calma!!! Não se trata de erro de concordância em gênero!!!
Trata-se do livro 'A Arma Escarlate'!!!
Se ainda não sabe sobre ele, leia neste link:
http://blogdohomerix.blogspot.com/2011/10/habemus-data-habemus-nota.html




Na foto acima, Renata executa um ato que repetiu 145 vezes na noite de 18 de novembro de 2011.

Um autógrafo em seu primeiro livro.

Foi na Livraria Saraiva do Shopping Rio Sul, Rio de Janeiro, Brasil, Terra...

Seu sorriso foi distribuído à vontade, ao longo das 3:20 minutos em que esteve num senta, assina, levanta, abraça, faz pose, agradece, despede, senta, assina, levanta, abraça, faz pose, agradece, despede, senta, assina, levanta, abraça, faz pose, agradece, despede ... de dar gosto. E o sorriso foi uma constante.

Foi seu grande dia!!!   Ela estava muito feliz!!

Espero que se repita várias vezes

A remessa de 150 exemplares do livro (50 a mais que o normal aceito pela Saraiva) que a Editora mandou acabou se mostrando a conta certa. Achávamos que podia ser mais, pela divulgação que fizemos, mas não havia condições físicas de se vender mais. Sobraram somente 5 exemplares, que foram para a banca dos mais vendidos no dia seguinte, por expressar a realidade do dia do lançamento, naquela loja.

E pensa bem: eram 180 minutos regulamentares (de 7 ás 10). Como as dedicatórias eram longas, UM minuto por autógrado era pouco.

O gerente da loja veio nos cumprimentar pelo sucesso, ao final do evento. Disse que nunca vira um lançamento vender tanto. O mais comum é a venda de 30 a 50 exemplares, 100 muito raro! Ô divulgação! Ô amizades!

Ainda mais, a seco, sem coquetel, hehehe... Disse-nos o gerente que boa parte dos convidados normalmente vem para aproveitar o coquetel. No nosso caso, nada contratamos, até mesmo porque Renata é anti-alcoolista. Ela nunca pôs uma gota na boca e acha que o álcool mata mais gente e causa muito mais prejuízo á sociedade do que qualquer outra droga. Então, optamos por oferecer simpáticos bombons, que foram muito bem consumidos...

Agradecemos a todos pela paciência em esperar na fila....  que se estendeu sempre além da entrada da cafeteria... fazendo com que o segurança constantemente ficasse garantindo a passagem dos comensais. Ou seja, um pequeno tumulto, como eu queria.

 

Temos noção de que o sucesso do lançamento não é garantia de sucesso expressivo, afinal, muitos amigos apareceram, por deferência a nós. Segue a luta para fazer com que a  disseminação ocorra, pelos amigos, para os amigos dos amigos, numa corrente do bem. Conhecem a lenda de Malba Tahan, do tabuleiro do xadrez? Se um deles chegasse à 10ª casa, seria magnífico!!! Outro dia, escrevo sobre isso!!

E aguardamos as primeiras resenhas positivas, que certamente virão, entre algumas críticas, que Renata terá que administrar... No próprio evento, tivemos o depoimento de um engenheiro cinquentão, 'chato, que só lê livro técnico há 30 anos', que devorou 50 páginas ali mesmo e ficou encantado com o ritmo, a amarração com a realidade carioca. E disse que vai dar filme!!

Bem, fotos? Foram quase 100, que estão expostas no Facebook, A Arma Escarlate. Não tem sentido colocar uma ou outra aqui, afinal o destaque e agradecimento é igual para todos. E colocá-las todas aqui seria inexequível.


Registro aqui apenas a foto de Yasmin, a fã mais jovem de Renata, e de sua família, cuja matriarca Suzi convive com a gente há 6 anos, e fez questão de trazer marido e filhos, lá de sua comunidade, comprar o livro, obter o autógrafo e ficar conosco até o final da grande noite.



E, já que registrei a mais jovem, registro também a mais velha fã de Renata, ambas ladeadas pelos seus dois mais ardorosos e incondicionais fãs!!




Sucesso, minha filha!!!

Um abraço a todos
Homerix e Neusa Emocionados Ventura!!

domingo, 20 de novembro de 2011

Uma Opção Escarlate Virtual

O lançamento do livro A Arma Escarlate foi um sucesso!

Foram vendidos todos os livros que a editora mandou pra Saraiva (inclusive a cota extra).

Este ainda não é o post sobre o evento, pois ainda não disponho da totalidade das fotos.

Mas reservo este espaço aos que não puderam ir, com uma alternativa interessante.(hehehe)

Bem, antes de apresentá-la, mostro a todos a Matriz Escarlate (já apresentada em mensagens e no Facebook, mas inédita no blog)



Bem, a todos os que foram, exercendo a Opção 4, nosso muitíssimo obrigado.

Aos que não puderam ir, restam as opções de 1 a , da Matriz.
Entretanto, criei uma oportunidade virtual, uma Opção 4a, pra quem escolheu as duas últimas (nossa preferência, hehehe,).
Basta exercer sua opção, 2 ou 3, e preencher as lacunas da foto abaixo....


Hehehehe!!!!  (também já apresentei no facebook...)

Esta Opção 4a contará pra gente como se tivessem estado lá!!!
Aliás, falando sinceramente, foi a conta certa, não teríamos conseguido atender a mais ninguém.... o evento durou até um pouco mais que as 3 horas programadas. A família da escritora foi fechou a Saraiva, junto com o Gerente, ás 10:30.

Grande Abraço

Homerix Inventando Moda Ventura

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Alea Jacta Escarlate


(se ainda não sabe a origem do 'Escarlate' aí de cima, leia aqui a proposta do livro: 


Minha chegada ao Rio, há quase 30 anos, foi quase concomitante com a inauguração do Shopping Rio Sul. Na verdade, um ano depois...

Recém-casados, íamos sempre lá, ao cinema, naquelas salas pequeninas, e na Praça de Alimentação,  nas lojas, comprando pouco, é verdade, começo de vida, e no supermercado. Sim, no começo, antes da expansão, que criou o 4º piso, lá havia um supermercado e muitas vagas de estacionamento. 

Dentre as lojas, havia uma,  de departamentos, em frente às escadas não-rolantes, que trespassava os 3 pisos, tinha escadas rolantes próprias, e um pouco de tudo, a Mesbla. Quando a Mesbla faliu, os dois primeiros foram ocupados pela Renner. Parte do espaço que era da antiga loja no 3º piso foi ocupada pela Livraria Saraiva, uma Megastore, que vendia também discos e filmes. Sempre íamos lá, com as crianças pequenas, sempre fomos clientes, até eles crescerem, e até hoje somos...

Hoje, jamais poderíamos imaginar naquele início, naquele espaço, quem estará lá é Renata Ventura, lançando seu livro A Arma Escarlate, e recebendo os amigos, dela, do pai e da mãe, e, os seus primeiros fãs, que não viam a hora de botar as mãos no livro...

Esperamos que sejam os primeiros de uma legião... hehehe.

Estive lá ontem, para ver como é que estava. Que bom que estava tudo bem, os livros já haviam chegado, e também lá estava o banner, e o livro estava muito bem colocado, em boa companhia: à direita, o livro póstumo de José Saramago, e à esquerda, uma biografia não-autorizada de Paul McCartney. Bom sinal!!!


É isso!!! 

A sorte está lançada!!!

Abraço

Homerix Sem Palavras Mas Sempre Escrevendo Ventura

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Across The Universe

Este aí de cima é o nome de uma das mais lindas canções beatle. Mais especificamente, de John Lennon. Uma verdadeira obra prima, com lindas passagens poéticas, oriundas provavelmente de um mix com uma pincelada de coquetel alucinógeno, adicionada de três pitadas de meditação transcendental.
Este aí de cima, também, é o nome de um filme que agora está em DVD. Assisti ao filme, à época. E escrevi o texto abaixo, mas apenas sobre o trailer. E o filme confirmou todas as impressões!

 Na última semana recebi um video ES-PE-TA-CU-LAR, com uma execução da canção, o que me levou a recomendar, mas, claro, não sem antes re-editar este meu texto. Ao fim, eu dou o link para o video, imperdível!!!
Trata-se de um musical. Certamente, já não é uma boa credencial de partida para muitos. O atenuante (e que atenuante!) é que as músicas são dos Beatles, portanto, já é um bom motivo pra quebrar a resistência dos que fazem cara feia para aquele estilo de filme.
O musical passa-se no final da década de 60, em meio a jovens universitários, retratando a era hippie, os tempos do “Paz e Amor”, as drogas e a guerra do Vietnam.
A história é interpretada através das letras das músicas beatle, que são interpretadas pelos atores dançarinos, ou ficam apenas ao fundo.  Então, temos:
  1. ·         Um personagem chamado Jude, para quem é cantada "Hey Jude"1968, dando conselhos de como lidar com uma garota. Na verdade, o nome Jude, na mente de Paul McCartney, que compôs a antológica canção, era inspirada em Julian, primeiro filho de Lennon, então com 5 anos, que ele carinhosamente chamava de Jules, ou Jude;
  2. ·         Uma personagem chamada Prudence, para quem os amigos cantam "Dear Prudence", uma linda canção de John, pouco conhecida pelo grande público, em homenagem a Prudence Farrow, presente no Album Branco1968. Prudence, junto com sua irmã Mia, foram companheiras dos Beatles em seus tempos de Índia, onde aprendiam Meditação Transcendental com o Maharishi Mahesh Iogi, antes de se decepcionarem, ao descobrir que o tal guru era um 171 danado. No filme, a personagem é interpretada por uma descendente oriental, talvez lembrando uma outra, de sobrenome Ono, que foi importantíssima para o fim dos Beatles;
  3. ·         Depois, aparece um sujeito cantando todo feliz, numa pista de boliche, a canção "I've Just Seen A Face", uma esquecida canção de Paul, do lado B do álbum "HELP"1965, que descreve um cara todo feliz com seu amor, lembrando de como se encontraram;
  4. ·         Bono Vox, o líder do U2, participa como ator e faz Dr. Robert, lembrando um médico que, na Londres de 1965, foi o responsável pela introdução de John e George Harrison no mundo das drogas lisérgicas, personagem retratado numa canção de mesmo nome, de John, no album Revolver1965. No filme, Bono aparece cantando "I Am The Walrus" uma das melhores canções beatle, Top 5 em minha opinião, também de  Lennon, certamente auxiliado pelo estado alterado de sua mente, em mais viagem alucinógena, afinal, é impossível pensar em “sardinhas de semolina subindo pela Torre Eiffel” com a mente limpa!
  5. ·         A parte mais marcante do filme, que trata da guerra do Vietnam começa (ao menos, penso que começa, já que só vi o trailer) com "Revolution"1968, de Lennon, e que saiu como Lado B do compacto que tinha "Hey Jude" do Lado A, e cuja letra já tinha tudo a ver com o movimento anti-guerra;
  6. ·         Depois, a melhor cena do trailer, com a música "I Want You (She’s So Heavy)", que John fez pensando em Yoko: lá no meio da letra, ele diz "She’s so heavy!", querendo mencionar não o peso corporal da esquelética nipônica, mas o peso de suas idéias, aliás, o principal motivo da paixão desenfreada que ele sentiu por ela, no maior caso de amor da história do rock. A canção finalizava o Lado A do álbum “Abbey Road”1969, último gravado pelos Beatles (mas não o último lançado). No filme, um certo personagem diz que tem um encontro marcado com Tio Sam; logo depois, aparece a famosa figura colorida, do velhinho Sam, de barbicha e cartola, ganhando vida e quase saindo de um outdoor com o dedo apontado pro personagem e cantando "I want you --- I want you so ba-a-a-ad hey", representando o governo americano convocando os jovens para batalharem a guerra santa contra o comunismo do sudeste asiático. O sujeito, então, é recrutado e começa o treinamento, de cuecas, ao ritmo da música. Quando o ritmo muda, aparecem ele e um bando de recrutas, já no campo de guerra, entre bombas, carregando uma réplica da Estátua da Liberdade, com a tocha apontada para frente tal qual o canhão de um tanque, na hora em que a única letra da música é “She’s so heavy!". É genial, ou não é? Como é pesado o fardo de levar a “liberdade” capitalista ao mundo comunista, e a que preço, de quantas vidas humanas!!!! Coisas que estamos a observar hoje, no Oriente Médio, por outros motivos. Certamente, não era esta a intenção de John no momento da composição, mas tenho certeza que, longe de se revirar no túmulo, ele está aprovando a adaptação, com um leve sorriso nos lábios (acho que já usei esta imagem em outro texto meu ....);
  7.          Finalmente, mais uma de John, “Strawberry Fields Forever”,de 1967, em mais uma adaptação livre do filme: na canção original, Lennon inspirou-se em uma lembrança de sua infância, quando pulava os muros de um orfanato de Liverpool chamado “Strawberry Field”, para brincar com os amigos em seus jardins. A canção foi lançada em compacto juntamente com “Penny Lane”, de McCartney, que, coincidentemente, naquele mesmo mês de 1967, pensava em uma reminiscência de infância, na mesma Liverpool. Coisas de uma parceria iluminada! Bem, no filme, os campos são os da guerra e os morangos, esmagados, escorrem sangue dos jovens que lá morriam, a troco de nada. Sem dúvida que provocou mais um sorriso de John.
Como viram, contando com a canção título, John deu de 6 a 2 em Paul, e George ficou chupando o dedo, pelo menos neste extrato de trailer. No resto do filme, outras 26 canções beatle são executadas, inclusive 3 de George (não poderia faltar), verifiquei na Internet.
Lennon e Lizzie
A canção título, “Across The Universe", foi gravada em 1968 e se constitui no único ponto de ligação da carreira beatle com alguma coisa brasileira. Paul achou que precisava de uma voz feminina para fazer fundo vocal, no trecho “Nothing’s gonna change my world ...”, saiu para a rua, a famosa Abbey Road, encontrou o bando de mulheres que sempre faziam plantão histérico na frente do estúdio, e perguntou: “Alguém aí sabe cantar?”. Duas levantaram a mão, uma delas era a brasileira Elizabeth Bravo, que passava uma temporada em Londres. E lá foi ela e deu seu recado. Portanto, há uma voz tupiniquim com presença fundamental na carreira dos Beatles ...
A canção, como ela foi gravada naquela noite, foi incluída num álbum beneficente, em 1969, que ninguém conhecia por aqui. Depois, sem as vozes femininas, foi lançada no último disco da carreira Beatle, “Let It Be” 1970. Felizmente, a voz brasileira veio à tona, quando foram lançados os dois discos “Past Masters Volumes One and Two”1988, que compilavam as canções lançadas apenas em compactos e, felizmente, ressuscitou a gravação original daquela fria noite de fevereiro, 20 anos antes.
Pensando naquela canção, minha mente viaja, como viajava a de John, quando escreveu: “Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my opened mind, possessing and caressing me…. Jai Guru Deva”. As últimas três palavras diziam, em sânscrito, “Saudações ao guru”, e assim repito eu, a Lennon, seu mantra:
OOOOOOMMMMMMMMMMM

Num outro dia, como disse, ouvi, com lágrimas nos olhos, e cada centímetro de meu corpo arrepiado, essa obra-prima revivida.

        Aqui, nesta re-edição, três vozes... um certo Rufus, com um voz forte, pra logo depois entrar um certo Mobby em uma oitava abaixo, e depois ninguém menos que um certo Sean, o filho de John, fazendo uma segunda voz perfeita, e com aquela cara de John Lennon de olhos puxados....

        Imperdível!!! 


Ainda mais porque os Beatles, eles mesmos, NUNCA a cantaram ao vivo!!!

Pra ouvir e re-ouvir e re-ouvir e re-ouvir e chorar e chorar e chorar....


Agora notei que o público aplaude de pé... não poderia ser de outra forma!!


Homerix OMMMMMMMMMMMeando Ventura

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A Capitã Gancho



Leia, neste link, tudo o que você precisa saber sobre o livro e nunca teve coragem de perguntar, hehehe (lembrando Woody Allen) 

O livro só vai pras ruas depois daquela noite. Pódexá  queviso quando!!!

E já tem pré-venda no site da Saraiva...

Enquanto isso, compartilho com você como foi minha experiência à época da escrita da obra
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Acompanhei o processo de criação .. Renata resistiu no início em me mostrar  os capítulos já escritos ... só mostrou quando estava no primeiro terço do livro e ficou preocupada se iriam gostar.... aí ela me passou o primeiro capítulo ... e eu chorei..... e pedi mais ... e veio o segundo ... e o terceiro .. e eu ria com as ideias, com a imaginação ... e me emocionava .... até que chegou o momento em que eu recebi o capítulo que ela tinha acabado de escrever, ali pela metade das 550 páginas ... e aí começou a durar mais minha angústia pelo novo capítulo que saía do forno.... Neusa também entrou no circuito e fomos acompanhando até o fim...

Então, ainda durante o processo, preocupado por ser apenas a opinião de pai e mãe deslumbrados, busquei uma opinião isenta, ou, ao menos, mais isenta que a minha. E encontrei uma ótima, uma professora de português que não tinha o menor interesse em ler fantasia, nunca leu Harry Potter, ou Anne Rice, ou Senhor dos Anéis, enfim, excelente.

E aí eu mandei o primeiro ... ela disse, 'Manda outro' ... e o segundo ... 'Mais um, por favor' ... e o terceiro.... e ela não quis parar mais, ... e ficava ansiosa por receber o próximo capítulo... e assim foi até o final. Ela ficou encantada com a amarração da fantasia com a realidade... e muitos outros atrativos da narrativa, entre eles a habilidade que eu defio a seguir...

Eu chamo Renata de Capitã Gancho, tal é a forma com que ela chama as pessoas a não pararem de ler quando terminam um capítulo.

Isto posto, se a proposta do livro te deixou com ímpetos de comprar, que bom!!

Mas o que quero mesmo é que você leia os primeiros capítulos.

Tenho impressão que você não vai querer parar mais....

Aqui, o anúncio da chegada do livro em casa
http://blogdohomerix.blogspot.com/2011/11/arma-escarlate-em-nossas-maos.html
Ah, sim... Divulgue, se gostou, pra todas as suas redes, por todos os meios  de comunicação, inclusive por tambores, se necessário... hehehe!!


Homerix Enganchado Ventura



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Prazer no futebol no dia que Homerix ficou Sexagenário


Calma, na verdade, ainda faltam 7 anos para o Homero chegar aos 60.

Mas o Homerix chegou, aos 60 mil acessos.

E foi um dia antes do previsto, pela média que eu vinha tendo...

Como estou de férias, estava acompanhando de perto.... às 4 da tarde faltavam 100 acessos e eles aconteceram antes de terminar a décima sexta hora... muitos do post sobre Royalties.. Realmente, não sei o que houve...

Três leitores viram o número 60.000 aparecer na tela: foram minha amiga Symone, de Goiânia e os colegas de trabalho Mônica e Gilberto. Isso já aconteceu antes. Coisas da rede...

Obrigado a todos!!

Mas o dia dos 60k foi mais interessante por conta do futebol!

Ao longo do dia ficamos sabendo que Neymar não vai pra Barcelona, nem pra Real Madrid nem pra time nenhum. O time que chegou com o melhor pacote, que incluía o coração, foi o Saaaaantooooosss. Finalmente foi confirmado o que eu sempre dizia aos amigos que me perguntavam ironicamente quando ele ia embora, 'agora ele vai', diziam, numa inveja, uma torciiida.... Vou esfregar na cara de todos eles o jornal de hoje. Ontem foi o verdadeiro Dia do Fico, para a nação santista. Não um 9 de janeiro, mas um 9 de novembro. E eu acho que, na verdade, todo mundo ganha com a permanência da Jóia da Vila na Vila. Todos podem presenciar quarta e domingo o manancial de jogadas do craque...  Ó só que coisa: quando ele for pra Europa, se é que vai, em 2014, ele estará com 22 anos de idade....E vamos ver se essa imprensa de m---- que só pensava naquilo, pára de importunar a nós todos.


E de noite, uma vitória sensacional do Vasco da Gama: tendo que fazer 2 gols, fez o primeiro, mas levou o empate, o que oobrigava a fazer mais 3 gols, pela regra do gol qualificado (fora de casa). Pra piorar, no começo do segundo tempo, quem fez gol foi o Universtario, que disputava a vaga para a semifinal da Copa Sulamericana. Isso levava à necessidade de o vasco fazer 4 gols, em 40 minutos. E o Vasco fez. Fez as contas? 5x2!! Muito por conta de uma monstruosa atuação do zagueiro Dedé, cada vez mais merecendo a alcunha de Dedéckenbauer, que fez dois gols e participou do gol decisivo!!! E tudo pra premiar sua centésima partida pelo Vasco!! Especial!!!!

Espetacular!!!!

Além, é claro do grandíssimo fato do dia.

É a primeira vez em que a frase....

O TRAFICANTE NEM FOI PRESO.


..... uma coisa boa!!!


Desde ontem à noite, a favela da Rocinha está livre do traficante que comandava aquelas plagas há 10 anos, de nome Francisco Bonfim Lopes, mais conhecido como

 NEM


Homerix Sessentando Ventura

domingo, 6 de novembro de 2011

RETORNO, retorne, please!!!

BREVE MENSAGEM A RENATO BORGES, CRIADOR DE...


APÓS A ESPETACULAR PERFORMANDE DE ONTEM.

Cara, não deixe morrer o espetacular show de ontem.
Isso não pode ser um evento único, no Leopoldo Miguez, e finito!

Se vocês tivessem acreditado que daria certo, poderiam ter trazido amigos da imprensa, se eu soubesse do que se tratava teria divulgado. Não pode acabar assim!!!

Que clima!!

A abertura com os despertadores de Time, a projeção perfeita de imagens estonteantes, geometricas ou não, em um telão prismático, 'a la' Dark Side; a menção involuntária a Amused to Death (que você nem conhecia, mas recebeu o espírito de Roger Waters para colocar aquela imagem do olho lá); a inclusão de sinos como em High Hopes de Division Bell.

Clima Pink Floyd é tudo de bom...

Não entendi a totalidade das falas (isso pode ser melhorado em outras edições) mas o que entendi me impressionou...."quando encontrar o que procuro, saberei o que procurava, mas terei que seguir procurando" - ou algo assim - o máximo.

Os músicos-atores vagando pelo espaço, à procura....
O som vindo de lugares desconhecidos (especialmente o violino), os tambores japoneses só sabíamos pelas luzes individuais, que denotavam a coreografia arrepiante...
O violão, a guitarra e a bateria, fortes, precisos.... A música...

O clima de Blue Men com as luzes e com aquele véu passando pela platéia.

A iluminação.... ou a falta de... perfeita... as projeções no teto ....

Claro que a minha sogra detestou, mas esperava-se...

Já o resto da família gostou muito... e eu, simplesmente, bem, eu é tudo isso que escrevi aí em cima...

Parabéns


Homerix Agradecido Ventura 

Manual do Colonizado - de Renata Ventura #3

Aqui, a última parte da Introdução ao 100% Off - O Manual do Colonizado - monografia de Renata Ventura - 2006.

A primeira, neste link: 



A segunda, neste link:


A terceira (e última), transcrita aqui: 
 
          O século XIX no Brasil não só pode ser definido como “um século de francofonia por excelência (BASTOS, 2002: 3)” como também um século de colonização por excelência, mesmo que esta colonização não viesse mais de Portugal, sua antiga e logo esquecida Metrópole. Naquele momento, “nossa culuta absorveu tudo ou quase tudo o que se produzia na França (BASTOS, 2002: 3).” Enquanto o povo brasileiro era excluído, nas bibliotecas, nos teatros e no palácio do imperador discutiam-se modos, políticas, interpretações e soluções francesas para problemas ilusórios de um país que eles não conheciam de verdade.
          Fazia sucesso então o Jornal das Famílias, periódico que ensinava às moças e rapazes da época regras de comportamento. Publicava “receitas e regras de savoir-vivre (BASTOS, 2002: 4)”, lições de etiqueta européias; ensinava como se portar, como viver, como falar e enchia de vento a mente das mulheres brasileiras com contos e novelas inocentes e vazias de conteúdo. Ponto curioso: o Jornal da Família fora criado por um francês chamado B.L. Garnier, que vira no Brasil uma oportunidade de expansão editorial! O mercado editorial francês conseguia lucrar com venda de livros e revistas em uma sociedade com 86% de analfabetos. Havia algo de podre no Império do Brasil..... Talvez fosse o queijo francês.
          Jô Soares, em seu livro 'O Xangô de Baker Street', expressa com maestria os costumes daquele época ingênua e inocente, em toda sua incoerência. Em 350 páginas, brinda o leitor com momentos de puro absurdo ao descrever com sutileza as situações riséveis por que tinham que passar os brasileiros, ainda tão euroc~entricos e colonizados (1).
      No camarim, sentaram-se nos móveis novos que decoravam a saleta. Todos estavam impecavelmente vestidos, com seus uniformes e trajes de gala. Podia-se ter a impressão de estarem eles instalados em algum salon de Paris, não fosse as rodelas de suor presentes em todas as axilas (SOARES, 1995: 16).

            O brasileiro era um povo que queria ser outro povo, vivendo em um país que queria ser outro país. Felizmente, os brasileiros aprenderam muito de lá para cá. Deixaram de ser aqueles papagaios ridículos de antigamente.
                Hoje são modernos, falam inglês.

 


(1) A vida da elite brasileira era bajular os franceses, como os cortesãos de antigamente, que faziam absurdos para serem notados pelo Rei. Para Erasmo de Rotterdam, “Não há escravidão mais vil, mais repulsiva, mais desprezável (ROTTERDAM, 1509: 92)” do que aquela de um cortesão. “Para eles, a maior felicidade consiste em ter a honra de falar ao rei, de chamá-lo de Senhor e Mestre absoluto, de fazer-lhe um breve e estudado cumprimento, de poder prodigalizar-lhe os títulos faustosos de Vossa Majestade, Vossa Alteza Real, Vossa Serenidade, etc., etc. (ROTTERDAM, 1509: 93).”
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Bem, isso tudo foi só a introdução... quem sabe um dia publique-se a monografia toda... bem quem sabe antes, eu publique alguns trechos, hehehe


Abraço

Homerix Very Proud Ventura

100% Off - O Manual do Colonizado - de Renata Ventura #2

Aqui a segunda parte da Introdução ao 100% Off - O Manual do Colonizado.

A primeira, neste link: 



CONSIDERAÇÕES INICIAIS DO MANUAL
Em 1886...
(...) a caminho do hotel, [Sarah Bernhardt] quis pedir ao cocheiro que levantasse a capota a fim de melhor observar a paisagem e as pessoas que se amontoavam nas ruas para ver um pedaço daquela francesa, porém o intérprete brasileiro que a acompanhava a impediu:

-          Não, madame. No Basil, não é chique andar de capota levantada.

-          Por que não?

-          Não sei, madame. Acho que é para dar a impressão de que aqui não faz tanto calor assim. (SOARES, 1995: 15)


Assim era o Brasil na época do Império; assim foi o Brasil até meados dos anos 1940. Tentava fingir, com todas as suas forças, que era um país europeu. Mais especificamente, pensava que era a França. Tudo que vinha da França era chique: falar com biquinho era chique, ver peças em francês era chique (mesmo que não se entendesse coisa alguma), andar pelas ruas vestindo casacas, meias, camadas e mais camadas de vestidos, chapéus e coletes era chique (apesar do calor). Falar empostado, fingir-se de esnobe, ler em francês era chique; livros, revistas, jornais. Até barata francesa era chique. Aliás, até a palavra “chique” era chique!
Paris foi a capital do século XIX, segundo definição de Walter Benjamin (BASTOS, 2002: 2).O Brasil, é claro, não podia ficar de fora. Na literatura, escritores brasileiros se esforçavam para analisar os “atrasos” do país “primitivo” em que viviam, comparando-o incessantemente à França ou à magnífica Europa em geral. Não lhes passava pela cabeça sair às ruas e observar a população, que consideravam primitiva e pobre de espírito. Preferiam aprender sobre o Brasil pelos livros europeus, que certamente, devido à clara evolução de seus costumes e pensamentos, saberiam mais sobre aquele país tropical do que os próprios brasileiros que moravam nele. 
Enquanto isso, a literatura brasileira sofria. A cultura brasileira sofria. Ignorava-se os índios, ignorava-se os pobres, ignorava-se a própria ignorância da população, que não tinha dinheiro para pagar nem os professores particulares de francês nem as roupas emperiquitadas da época, muito menos a comida que necessitavam para sobreviver ou um curso do mais básico português. Dos quatro milhões de habitantes do Brasil na década de 1870, apenas 14% estavam alfabetizados. No entanto, as elites só conseguiam pensar na França.

Neste link, a terceira e última


Au revoir

Homerix En Français Venturá