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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Minhas Mães e Meu Pai

Horas antes da cerimônia do Oscar, acabei assistindo ao meu oitavo candidato a Melhor Filme, 'Minhas Mães e Meu Pai'.

Sinopse rápida, sem atrapalhar quem ainda não viu: casal de mulheres cria um casal de filhos, já adolescentes, que nasceram da junção de um mesmo doador de espermatozóides com o óvulo (e útero) de cada uma delas, e se surpreendem quando descobrem que os filhos procuraram e encontraram seu pai biológico.

Da trama não falo mais nada, pra não atrapalhar, mas permito-me comentar as relações entre as personagens principais.

Annete Benning e Juliane Moore são as duas mães e parceiras. Qualquer uma poderia ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Escolheram Annete como representante do casal.

Resumindo o papo, eu diria que Annete poderia concorrer mesmo ao Oscar de Melhor Ator!!! Não porque tenha atuado com trejeitos másculos, longe disso. É que, na verdade, o relacionamento entre as duas, apesar de ser em nossos dias, parece que se passa com um casal heterossexual à moda antiga, dos 70's ou 80's, com Annette sendo o esposo, e Julianne , a esposa, senão vejamos:
  • A gente percebe isso logo de cara, quando estão todos à mesa de jantar quando chega Annete, pede desculpas pelo atraso, dá um beijinho em Julianne, e senta-se à mesa, e reclama secamente quando descobre que a companheira comprou um carro, questionando pra quê (só faltou lembrar quem é que bota o dinheiro em casa!);
  • Esta última justifica que é para facilitar aquele trabalho que pretende começar, atuando como paisagista, Annete questiona, trata-o como jardinagem, diminuindo a categoria do trabalho da parceira;
  • Lá pelo meio do filme, coisas acontecem, e Julianne acusa Annete de ter atrapalhado seu desenvolvimento profissional, ao insistir que ela deixasse de trabalhar para cuidar melhor dos filhos;
  • E em um outro momento, justifica umas decisões que tomou, porque há muito tempo Annete não liga mais pra ela, não a procura mais, pensa mais no trabalho no que nela, enfim.

Então, Annete é o homem da casa!

Então, trata-se de um filme machista!!

Moderno, mas machista!

Machista, mas muito bom!

Eu cortaria uma ou outra cena, mas é perdoável.

Diversão boa e final emocionante, com grandes desempenhos!

Homero Analista de Relacionamentos Ventura