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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Lampiões e Marias Bonitas

Fizemos o amigo oculto de minha gerência na Feira de São Cristóvão, Restaurante Baião de 2, onde cada prato dá pra quatro. A servir-nos, garçons fantasiados de nordestinos do cangaço, com certeza, muitos deles nordestinos mesmo. À saída, oferece-se esta oportunidade de foto, que não desperdiçamos. Em tempo, o fotógrafo também é 'do bando de Virgulino Ventura', éramos 11.


Fiquei pensando cá comigo que os donos do restaurante deveriam contratar garçons de ascendência japonesa e vesti-los como se cangaceiros fossem. Constituir-se-ia numa espécie de contraponto aos restaurantes japoneses, que arrebanharam tantos nordestinos e colocaram neles aqueles kimonos, e faixas vermelhas na cabeça pra fazer sashimi.... Pense bem, dá pra contar nos dedos os sushi-men como direi, originais, ao menos no Rio de Janeiro....

E fez-me lembrar daqueles universos paralelos das histórias em quadrinhos de minha infância profunda, em que tudo acontecia ao inverso, quem era bom virava mau, e vice-versa. Em Super Homem isso ocorria muito, por exemplo, na época da guerra-fria, ele aparecia a serviço do Kremlin, coisas do gênero. Aquilo, para os americanos da época, era o maior nível de Eixo do Mal. Aqui, quem é nissei vira nordestino....

Arre égua!!!

 
Homero Aperriado da Mulesta Ventura