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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Passear em New York



  1. Em New York poder namorar, é para nós um prêmio, pois na Broadway poder andar, é nosso sonho boêmio, e mesmo se for de dia, será mais do que um prazer, só de pensar arrepia, tanto que dá pra fazer, seja rua, praça ou avenida, seja parque, arranha-céu ou museu, estaremos felizes da vida, agradecendo o que Deus nos deu, e ainda que só andemos, sem gastar um tostão, mais que realizados estaremos, mesmo perdidos na multidão.
  2. Sempre que pensamos num local ideal pra namorar, New York vem sempre em primeiro lugar, o lazer, o consumo, o caminhar, as artes e a cultura apreciar, e nada melhor que lá estar, num momento espetacular, depois de um sonho almejar, de muito estudar e trabalhar até cansar, e de filhos bem criar, é tempo de comemorar: nascemos em 58, namoramos desde 78, já estamos em 2008 ... tá na hora de molhar o biscoito.
  3. Mereço passear sob o céu de baunilha de Nova York, de mãos dadas com meu amor, perder-me dele nas folhas de outono do Central Park e achá-lo no Empire State um momento mágico depois, pegar um dinheirinho na Wall Street, pedir a benção do chefão poderoso para cair no consumo como o diabo gosta, entrando na Prada pra ver como o diabo veste, e pedir que se esqueçam de mim e dele no Plaza, fazendo sexo na cidade que nunca dorme. 
  4. Ontem eu sonhei que descia a Brodway de mãos dadas com meu amor, cortando Manhattan na diagonal e parando a cada praça mágica nos cruzamentos com as grandes avenidas, e quando acordei, foi a vez dela contar seu pesadelo de que passeava na Quinta Avenida, mas nada podia comprar, pois estava sem dinheiro, nem cartão de crédito, e então concluímos que estamos a merecer um passeio em Nova York.
  5. Ontem eu sonhei que descia a Brodway de mãos dadas com meu amor, cortando Manhattan na diagonal e parando a cada praça mágica nos cruzamentos com as grandes avenidas, e quando acordei, foi a vez dela contar seu pesadelo de que passeava na Quinta Avenida, mas nada podia comprar, pois estava sem dinheiro, nem cartão de crédito, e então concluímos que estamos a merecer um passeio em Nova York.
Resultado: 3º Lugar - Jóia Swarovski

domingo, 18 de maio de 2008

BBB - O Aposto e o Epílogo

The Beatles - Bob Spitz

Capítulo 5 - O Aposto e o Epílogo

Seguindo a saga gramatical ......

Pude relembrar que os tais quatro sujeitos tinham muitos predicados, mas entre eles não estava a capacidade de serem eternos como grupo. Precipitou as coisas, a morte do empresário Brian Epstein, aos 32 anos, em 1967. É bem verdade que, sem as turnês, ele tinha menos importância para o grupo, e isso certamente contribuiu para a depressão em que entrou, culminando na overdose de soníferos que o matou. Paul como que assumiu o papel, o que começou a irritar John, que por sua vez nem tinha as condições para sê-lo, dado o teor lisérgico de seu sangue. E foram de Paul as principais idéias que vieram: além do 'Sgt. Peppers', o projeto 'Magical Mistery Tour', e a idéia do desenho animado 'Yellow Submarine'. Depois, veio Yoko, que encontrou um John enjoado com seu casamento, encantou-o com um papo de alto nível que não tinha em casa, grudou como cola ao beatle, indo com ele a todos os lugares, inclusive ao sacrossanto ambiente dos estúdios, irritando profundamente os demais com sua arrogância, palpites e intromissões, e finalmente acabou convencendo John que ele não precisava daqueles outros três. Instalou-se um clima terrível entre os quatro, disputas judiciais, sobre o controle do imenso patrimônio, que acabou por levar ao fim do grupo, em abril de 1970. Não sem antes produzirem seus dois melhores LP's, o 'The Beatles', conhecido por Álbum Branco e 'Abbey Road', o que mostrou que eles ainda teriam muito fôlego para produzir antologia juntos, não fosse a chegada daquela japonesa senhora à vida deles, hoje com 75 anos (pode?) e administrando o patrimônio do beatle assassinado.



 Pude, resumindo, admirar o estilo de Bob Spitz, meu guia e autor do livro (para terminar meu relato com um aposto), que quase sempre terminava um capítulo com um gancho, tipo “Mal sabia ele que aquilo era só o começo...” ou “E se não sabiam, descobririam em breve...” ou “Nada voltaria a ser como antes...” ou “Na verdade, eles se preparavam para uma viagem inimaginável...” ou ainda “Isto foi um aperitivo do que estava por vir!”.  

Então, apesar de o livro terminar num clima triste de ruptura, de separação, ele ameniza as coisas com um magnífico gancho final: 

Mas a lenda dos Beatles 
tinha apenas começado!

sábado, 17 de maio de 2008

BBB - Os Advérbios e Os Numerais

The Beatles - Bob Spitz

Capítulo 4 - Os Advérbios e Os Numerais

Seguindo a saga gramatical ...



Pude notar o efeito dos advérbios em sua nobre função de ampliar a magnitude dos adjetivos, como em 'absolutamente maravilhoso', 'delicadamente eloqüente', 'explosivamente criativo', 'completamente sintonizado', 'inacreditavelmente avançado' e por aí foi. E notei também a elevação dos adjetivos à categoria de excepcional, sofisticado, ousado, psicodélico, surreal, artístico, inovador, mágico, épico, fantástico, primoroso, inimitável, incomparável, em junho de 1967 com o lançamento de 'Sergeant Peppers Lonely Hearts Club Band'. Depois que os Beatles saíram da cena dos shows ao vivo, eles ficaram meio que sumidos, não davam muita atenção à imprensa, que especulava sobre o fim do grupo, mas na verdade, eles meteram a cara no trabalho, dedicando-se, durante 5 meses, à elaboração do novo disco, bem mais que as 13 horas que dedicaram a 'Please Please Me'. Bem verdade é que meteram a cara também nas drogas. Se elas impactaram ou não sua criatividade, fica para cada um concluir. O fato é que, com aquele disco divisor de águas, os Beatles se colocaram definitivamente na história, responsáveis por um renascimento do rock, que, a partir de então passou a ter duas épocas: antes e depois de 'Sgt. Peppers'.
 Pude conferir novamente o poder dos numerais: mais que adjetivos, advérbios e substantivos, são eles que mais impressionam na história dos Beatles.

  Nos cardinais, a lista vai das unidades ao bilhão, todos números imbatíveis até então, numa carreira de pouco mais de sete anos, muitos deles não superados até hoje: o equivalente a 15 LP’s; duas centenas canções próprias gravada; milhares de fãs na recepção em aeroportos e estações; milhares (mesmo!) de garotas satisfazendo-lhes as necessidades, como direi, fisiológicas; dezenas de milhares de pagantes em estádios; centenas de milhares de fãs acompanhando pelas ruas; cada lançamento com milhões de discos vendidos, fossem compactos ou LP's; dezenas de milhões de espectadores na TV americana; centenas de milhões de fãs em todo mundo,   e finalizando com o espetacular numeral de um bilhão de discos vendidos na história, recorde presente no Guinness, este alcançado depois do fim do grupo. 


Nos numerais ordinais, depois do 17º lugar na parada inglesa em seu disco de esstréia, o numeral mais constante é o deles, aliás esta foi também a vez que uma banda atingiu tal colocação assim logo de cara. Vamos lá: banda a gravar um LP só de composições próprias (e houve outros 10), banda com todos os membros compositores, instrumentistas e cantores, banda a tocar num estádio, banda a lançar um disco com as letras das canções impressas, banda a promover um disco com um vídeo-clip; banda a gravar com sintetizador; banda a ocupar sete dos 10 primeiros lugares da parada americana (*); banda a ter 11 primeiros lugares consecutivos na mesma parada (*); banda a fazer um filme em longa-metragem; banda a usar instrumentos de orquestra, e instrumentos indianos numa gravação de rock; banda a ter um show transmitido ao vivo pela televisão, para os quatro cantos do planeta, e por que não, banda a fazer um show ao vivo em cima de um telhado. 



(*) e nenhuma outra até hoje ....


Os Capítulos


1. Razão de ser do Projeto BBB



2. Antes do Sucesso



3. Os Substantivos e Os Adjetivos



4. Os Advérbios e os Numerais



sexta-feira, 16 de maio de 2008

Rainha Sou Todo Dia

Concurso do Prezunic, para ganhar Um Dia de Rainha - num SPA

Frase 1
Rainha ser por um dia,
            seria bom de repente,
pois além de ter fio e fia,
            cuido de irmão doente.
Se não bastasse a sangria,
            a mãe é velha e carente,
e ao marido, favor não ria,
            falta crescer na mente.
Nenhum problema teria,
            não fosse o suado batente.
Faço tudo com alegria,
            um sorriso largo nos dente!

Frase 2

Obrigado, seu Prezunic,
            que bem mereço esse dia!
Até gosto de butique,
            mas pego também fogão e pia.
No trabalho nunca falto,
            sou exemplar empregada,
E se Deus me livrar de assalto,
            vou feliz pra segunda jornada,
Com dois filhos mãe e irmão,
            em casa é sempre perrengue.
É muito trabalho e oração,
            pra que todos escapem da dengue.
Ser rainha por um dia
            é bom demais pra acreditar!
Só de pensar me arrepia,
            o perigo mesmo é eu acostumar!

Frase 3

Sem cair na eSPArrela da sorte eSPArsa, dá pra sonhar em SPAirecer um pouco, eSPAntar a vida eSPArtana, jogar o eSPAnador no lixo, arrebentar o eSPArtilho, esquecer o aSPArtame e cair no eSPAguete, deSPAchando a tristeza pro eSPAço e sendo “Rainha” por um dia, mesmo entre aSPAs.

Frase 4

Namorei e casei, pari e criei, ri e chorei, trabalhei e estudei, caí e levantei, aprendi e ensinei, perdi e ganhei ..... tô nessa vida desde os dezoito .... tá na hora de molhar o biscoito.

Resultado: nada!

Nem te conto a frase vencedora .....

BBB - Os Substantivos e Os Adjetivos

The Beatles - Bob Spitz

Capítulo 3 - Os Substantivos e Os Adjetivos

Seguramente, consolidei meu conhecimento sobre os Beatles lendo este livraço, em tamanho e conteúdo, riquíssimo em detalhes, e muito bem escrito, com pouquíssimos erros. Aliás, usando este exagero de aumentativos e superlativos, lembrei-me que foi o primeiro livro Beatle que li em bom português. 


Pude, então, apreciar substantivos como fenômeno, loucura, espanto, histeria, desmaio, frenesi (permitam o francesismo), pânico, tumulto, selvageria, arrebatamento, comoção, polvorosa, balbúrdia, multidão, estupefação, pandemônio, todos atrelados à Beatlemania, estado de espírito que acometeu o mundo de outubro de 1963 a agosto de 1966. A primeira data foi a primeira vez em que o termo foi usado pela imprensa inglesa, após um show no teatro London Paladium. A última foi a data do último concerto ao vivo, no Estádio Candlestick Park, em San Francisco. Foram quase 3 anos de situações de amor extremo ao quarteto (muuuuitas vezes materializado ....), testemunhados em ruas, aeroportos, teatros, ginásios, e depois estádios, completamente abarrotados, filas de dobrar quarteirões para comprar ingressos dos filmes e outros espetáculos; gritos de ferir as gargantas à sua simples presença, e muito maiores quando cantavam, e principalmente balançavam as cabeças agitando os cabelos compridos e gritando “Uuuuuuuuu”, ou mesmo se simplesmente sorriam; estratégias para escapar à turba, barreiras de policiais reduzidas a pó, enfim, uma sucessão de demonstrações, que acabou por cansá-los, dando origem ao “basta” californiano.  Daquela época, notáveis as descrições dos encontros com o rei dos ringues Cassius Clay (“Sou mais bonito que eles!”) e “The King” Elvis Presley (“Vão ficar aí parados como súditos diante de um rei?”), o ídolo de quem tomaram o trono. A lamentar, a descrição da revolta de algumas cidades conservadoras a uma declaração de que os Beatles eram mais populares que Jesus, proferida, claro, por John, que levou à queima de milhares de seus discos em praça pública, e gerou um imenso desconforto. Desconforto ampliado ao quadrado, e aliado ao perigo, quando tiveram que sair às pressas das Filipinas, por terem se recusado a almoçar com a primeira dama Imelda Marcos, aquela dos 3000 pares de sapato! Enfim, coisas da Beatlemania!


Pude concordar com adjetivos como fulgurante, arrebatador, intenso, vibrante, irresistível, exuberante, empolgante, que emolduravam as críticas às canções dos primeiros LP's, 'Please Please Me', 'With The Beatles', 'A Hard Day’s Night', 'The Beatles For Sale' e 'Help'. Depois, os críticos passaram a taxar os rapazes de originais, ousados, requintados, singulares, criativos, audaciosos, complexos, no lançamento dos dois últimos LP's da época do pé-na-estrada, 'Rubber Soul' e 'Revolver'. Aliás, a mudança do tom havia já começado com 'Yesterday', a última canção de 'Help', primeira a ter arranjo de cordas em um disco de rock. Foi interessante reler a descrição do processo de composição da canção, de Paul, que sonhou com a melodia, mas levou mais de um ano para terminá-la, primeiro com o temor de que seria um plágio, de tão bela que era, depois, porque não conseguia livrar-se da letra do primeiro verso, que viera logo nas primeiras semanas: “Scrambled eggs ...  oh, my baby, how I love your legs ...”.


quarta-feira, 14 de maio de 2008

BBB - Antes do Sucesso

The Beatles - Bob Spitz

 
 Capítulo 2 - Antes do Sucesso

Spitz começa o livro pela descrição de Liverpool, e sua condição de porto mais importante da Inglaterra, o clima, as dificuldades da população.

 Depois, é descrita a vida de John desde os avós, os pais e tios (no caso dele, uma tia muito importante), o namoro dos pais, o nascimento sob as bombas alemãs, sua infância, seus amigos, seus dramas: abandonado por pai e mãe, redescobru a mãe na adolescência, aprendeu com ela os primeiros acordes, num banjo, e a perdeu-a novamente, para sempre, atropelada por um motorista bêbado. Spitz relata esses e outros conflitos, tudo o que contribuiu para transformá-lo no gênio que foi. Parou a descrição de John um dia antes do encontro do Século (daria filme: O Dia em que John encontrou Paul), em julho de 57. (ver post meu, com um filme moderno, competente, que conta boa parte desta história, AQUI).
  
Fala sobre a vida de Paul, com o mesmo nível de detalhes, desde os avós, brevemente, os pais, mais um pouco, ressaltando a falta que lhe fez a mãe, enfermeira, que morreu cedo, de câncer, que ele homenageria no último disco dos Beatels, na canção Let It Be). Segue com Paul até aquele mesmo momento histórico, conta como foi o encontro no pátio da igreja, que fora combinado por Ivan Vaughn, um amigo comum, o salvador da humanidade do rock. Depois, detalha o começo do relacionamento entre os dois, o conflito interno de John, quando descobriu um talento igual (ele se achava!!) ou mesmo maior que o seu, e segue com os primeiros encontros para tocar e mesmo compor, até que Paul trouxe George, seis meses depois, um cara bem mais jovem, mas tocando guitarra melhor que os dois.

Neste momento, Spitz para, e volta no tempo para relatar a vida da família Harrison, desta vez em menos detalhes que as de Lennon e  McCartney. Quando ele chega ao momento do encontro com John e Paul, voltou a falar do "presente", agora dos três juntos (o baterista era Pete Best). Segue pelas diversas formações e nomes do conjunto, Quarry Men, John and The Moondogs, The Silver Beatles, as viagens para Hamburgo, até que começam a tocar no Cavern Club, todo meio-dia, por serem a única banda que não tinha nenhum trabalhador (estavam decididos a viver daquilo!), até que seu desempenho chama a atenção de um certo Brian Epstein. 

Volta no tempo novamente para contar a história de Brian,  judeu homossexual, e dono de uma rede de lojas de discos: a família tradicional, os sentimentos de anti-semitismo do pós-guerra, os conflitos de um cara que não podia revelar sua verdadeira face (lembre-se, lá se vão 50 anos!), problemas com a polícia, chegou até a ser espancado por um 'namorado' que encontrou na rua, enfim. Brian vê nos rapazes, mesmo não sendo um especialista no rock'n roll, que engatinhava, um potencial enorme, um senso de humor, um comportamento no palco, e um desempenho vocal jamais antes observado. Oferece-se para empresariá-los, consegue um teste na Decca Records, que é recusado pelo 'gênio' de plantão ("esses grupos de guitarra estão com os dias contados!"), depois conversa com George Martin, da EMI garantindo, profeticamente: "Esses caras serão maiores que Elvis Presley!".

Somente aí, então, entra Ringo na banda, pois George Martin não havia gostado do baterista Pete Best. Em nova viagem ao passado, conta a vida do paupérrimo Ringo e seus inúmeros problemas médicos, que o fizeram passar mais de ano internado em hospitais públicos, sua educação claudicante, até que se descobre na bateria.



Estão formados The Beatles e só então, na página 350 do livro, eles entram em estúdio para gravar Love Me Do, seu primeiro compacto.



Os Capítulos


1. Razão de ser do Projeto BBB



2. Antes do Sucesso



3. Os Substantivos e Os Adjetivos
http://blogdohomerix.blogspot.com/2008/05/bbb-os-substantivos-e-os-adjetivos.html

4. Os Advérbios e os Numerais
http://blogdohomerix.blogspot.com/2008/05/bbb-os-adverbios-e-os-numerais.html

The Big Beatles Book (BBB)

The Beatles - Bob Spitz

Capítulo 1 - Razão de Ser do Projeto BBB

Lançaram no mercado uma super biografia beatle em 2008, de Bob Spitz. Com meu conhecimento pretérito sobre o assunto, talvez não a comprasse, eu achava que já sabia tudo. Felizmente, deram-me de presente de aniversário (aliás, foram duas!). Que bom que se lembraram de mim! 


        Pensei que, para lê-la, iria demorar bastante, face ao caráter bíblico do enorme volume, de 1000 páginas: talvez eu fosse ler um capítulo, ou um ano da vida beatle, depois passar a ler um outro livro, enfim, calmamente eu daria conta do recado. 
      Quanto ao nível de conhecimento, eu pretensamente estimava que já saberia 60% do que estava lá, mas que seria bom ler de forma diferente para ter outras interpretações sobre o mesmo tema. E ainda mais, em português.
 
Qual nada! A avaliação inicial de conhecimento foi dramaticamente reduzida para 20%, após a leitura de suas primeiras páginas! 
 
No prólogo, que corre no final de 1960, ele conta como foi o primeiro show do grupo depois de voltar da primeira viagem a Hamburgo, escorraçados pelas autoridades alemãs, alguns momentos de ansiedade por terem ficado parados uns tempos, a luta por uma participação num show, em conjunto com outras 3 bandas, em que receberiam um cachê de 6£ (isso mesmo!), e o magistral desempenho que logo os colocou como a melhor banda de Liverpool, semente para que se tornassem depois a melhor da Inglaterra, depois a melhor do mundo, depois a melhor de todos os tempos, passado e futuro! 
 
E eu não sabia quase nada daquilo! 
 
E a perspectiva de lê-lo em doses homeopáticas também foi imediatamente trocada por uma febre de leitura, poucas vezes experimentada.

O livro passa 349 páginas descrevendo o período antes de entrarem em estúdio para gravar seu primeiro disco.
 
E é isto que me apaixonou no livro. O autor foi fundo em pesquisas, levou 7 anos buscando fontes confiáveis, em mais de 500 publicações, com o intuito de separar o mito da realidade. E nem sempre conseguiu, mas quando isso acontece, ele fala, e deixa que o leitor decida qual versão melhor lhe apetece. São 12 páginas de bibliografia, 5 de agradecimentos e 130 de notas, dando nome a quem falou o que e quando e onde. Ele foi atrás de amigos da época (e inimigos também) em busca de depoimentos, cruzou informações, referências, enfim fez o dever de casa direitinho, e agora descreve o que coletou, na dose certa.
 
As últimas 500 páginas, que cobriram a carreira oficial dos Beatles, a partir de meados de 1962, quando lançaram o primeiro compacto, foram como uma viagem a um lugar já muito conhecido, de diversas outras oportunidades, só que desta vez guiado por um especialista, para levar aos meandros de cada lugar, contando os diálogos que rolavam, os pensamentos dos moradores, e chegando inclusive aos detalhes sórdidos.
 

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Lulu Faz 1 Aninho

Já passou  1 ano inteiro
Desde que a LUz chegou ao lar!
Nem bem saiu do chiqueiro
E até já liga do celular!

Parabéns à menininha,
Que ela seja muito feliz,
Sempre sapeca e fofinha,
Mas olha onde mete o nariz!

Papai e mamãe que abram o olho
Ela vai ser do barulho!
Daqui a pouco chega um pimpolho
Mais um presente sem embrulho!

Que o caminho seja cheio
De saúde, amor e ternura,
No início no fim e no meio,
Lhes deseja a família Ventura!