Mais 23 textos sobre minha visão de American Way Of Life?
A loja da foto aí de cima é uma instituição americana: o paraíso do Do It Yourself! Ali, você encontra o que você precisa para fazer você mesmo, desde marcenaria a pintura, de elétrica a hidráulica, de colocação de persianas a tapetes, de A a Z.

UMA, no jardim de casa: ao invés de contratar o salvadorenho de plantão para cortar a grama, fiz umas continhas, e investi, num cortador de grama movido a gasolina, o equivalente a três meses de custo do serviço do hermano, e ganhei quatro anos de terapia quinzenal. Terapia, entretanto que me rendeu uma urticária que durou uma semana, ao enfrentar a hera venenosa que invadia a máquina do ar-condicionado que ficava na parte externa da casa, tudo bem, um pequeno percalço. Outro percalço foi a ridícula reclamação de uma vizinha de que preferia que eu cortasse a grama sem exibir os feixes de músculos de meu abdômen totalmente indefinido;
OUTRA, ao lado do jardim, o ‘driveway’ da garagem estava cada vez mais enegrecido, e em conversa com visitantes, disseram-me que uma lavagem sob pressão poderia ajudar bastante. Já vacinado com o possível custo de uma contratação de mão-de-obra, fiz uma visitinha básica ao impressionante Home Depot e, surpresa, soube que poderia alugar um pressurizador, e fazer eu mesmo. Assim o fiz, fiquei quatro horas tendo orgasmos sucessivos vendo aquele jato triangular de pressão fazer cada polegada do passeio passar do cinza escuro para o cinza clarinho dos painéis de cimento. Aproveitei o milagroso equipamento e dei uma geral nas madeiras existentes, deixando a casa com uma aparência bem melhor. O locador gostou tanto que até reembolsou os 70 dólares do aluguel do equipamento. O pagamento pela mão-de-obra, eu deixei pra lá, foi uma tremenda terapia.
A casa do americano médio, mais precisamente, sua garagem, é uma verdadeira oficina mecânica, tamanha a quantidade de ferramentas, gerais ou específicas, que eles guardam, à espera de algo que precise ser consertado, sem a contratação da caríssima mão-de-obra. Ouvi de casos em que a quantidade e complexidade das ferramentas foi tamanha, que acabou por expulsar um carro da garagem, e algum tempo depois, o outro. Ou seja, os carros da família dormiam ao relento, em prol da oficina.
E os brasileiros que se mudaram pra lá de vez, não os expatriados como eu, vão pelo mesmo caminho. Este é um típico fenômeno de AWoL.
A casa do americano médio, mais precisamente, sua garagem, é uma verdadeira oficina mecânica, tamanha a quantidade de ferramentas, gerais ou específicas, que eles guardam, à espera de algo que precise ser consertado, sem a contratação da caríssima mão-de-obra. Ouvi de casos em que a quantidade e complexidade das ferramentas foi tamanha, que acabou por expulsar um carro da garagem, e algum tempo depois, o outro. Ou seja, os carros da família dormiam ao relento, em prol da oficina.
E os brasileiros que se mudaram pra lá de vez, não os expatriados como eu, vão pelo mesmo caminho. Este é um típico fenômeno de AWoL.
Uma das vezes que estive em Huston, dei uma volta por um bairro só de casas, a maioria de um só pavimento. Duas coisas me chamaram a atenção: quase todas ostentavam uma bandeira americana e algumas a do Texas e muitas garagens estavam tão cheias de coisas que os carros ficavam na frente das casas.
ResponderExcluirUma curiosidade sobre as bandeiras: percebendo que muitas vezes a bandeira texana ficava acima da americana, perguntei o motivo e me explicaram que, como o Texas havia sido um país independente dos EUA, só se juntando a este por plebiscito, sua bandeira é a única, dentre as bandeiras dos estados, que pode ficar acima da americana. Quem quiser que o Texas volte a ser independente pode hastear a bandeira texana de cabeça para baixo!