sábado, 12 de setembro de 2026

OUÇA e LEIA - Drive My Car... fundo sexual?

 

 Esta é mais uma edição do Papo do Contramestre, 

a conversar sobre The Beatles, suas canções, suas vidas 

quadro do programa Submarino Angolano, 

da Rádio LAC, Luanda Antena Comercial, 95,5 FM

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Olá, amigos do Submarino Angolano!!!

Aqui é Homero Ventura, directo do Brasil

Seguimos a acompanhar o que aconteceu há 60 anos na vida dos Beatles…

>> Entra instrumental de Norwegian Wood

Olá, amigos do Submarino Angolano!!!

Aqui é Homero Ventura, directo do Brasil

Seguimos a acompanhar o que aconteceu há 60 anos na vida dos Beatles…

Coloque-se em Abbey Road, na noite de 13 de outubro de 1965.

É o 2º dia de gravações para o que viria a ser o 6º álbum da banda, Rubber Soul, além de um single Duplo Lado A, sensacional.

No dia anterior, duas canções haviam vindo ao mundo, Run For Your Life e Norwegian Wood!

Hoje era dia de mais uma Lennon/McCartney

 

1. Drive My Car   (70%  Paul McCartney)

Paul propõe: 'Baby, você pode dirigir meu carro, sim, eu vou ser uma estrela, você pode dirigir meu carro e talvez eu te ame!'

Paul estava com uma melodia promissora e uma péssima letra na cabeça e foi à casa de John para consertarem, juntos. Era ruim mesmo … tipo assim:

"You can buy me golden rings /

get me all the kind of things /

oo, if (you) can buy me rings /

then baby I'll love you."

Nossa, que coisa horrenda!!!

Ninguém queria mais rimar “ring” com “thing” que é muuuito pobre, e além disso eles já havia comprado Diamond Rings my friend if that makes you fell alright, um ano antes!! Ficaram verdadeiramente embatucados, já estavam a caminho de terminar uma sessão vazia, como  nunca antes, quando decidiram tomar um chá, fumar um cigarrinho, que era regra,  e Paul veio só no final, com um 'Drive My Car' salvador, associado com um matador 'Beep Beep Yeah' e aí John e ele mataram o resto, desenvolvendo uma letra pra relacionar garoto, garota e carro, e com o requinte, usual, de fazerem três versos com letras diferentes, entremeando refrões com  ("Baby, you can drive my car...").

Ali no final, no 3ºverso, parece que, na verdade, quem fala é a garota, dizendo que ele podia dirigir o carro dela mas

‘I got no car and it's breaking my heart, but I've found a driver and that's a start’,

 o motorista sendo ele.

O You can drive my carteria também uma conotação sexual implícita, mas são apenas rumores!

Bem, naquela noite, sim, eles chegaram para trabalhar apenas às 7 da noite, "Drive My Car" foi gravada em quatro tentativas, sendo a última a única tomada completa. 

A faixa rítmica contou, Paul McCartney no baixo, George Harrison na Fender Stratocaster e Ringo Starr na bateria. 

Registre-se que foi a primeira vez na história beatle que a carruagem virou abóbora! Sim, a sessão passou da meia-noite, pouco, mas passou, apenas 15 minutos! E foi a primeira de muuuiitas! Teve até as que ouviram o galo cantar!!!

Musicalmente, a canção começa com um riff  de guitarra, que é feito por Paul e ele vem em overdub, já que na base, ele leva seu competente baixo, 

Entra introdução com e baixo, ambos de Paul

O baixo de Paul é fundamental...

Segue o baixo de Paul

Nos versos, o que se ouve é a guitarra de George tocando as mesmas notas do baixo de Paul, uma oitava acima, uma sugestão de George aceita pelo poderoso autor.

Entra guitarra de George nos tons mais baixos

Percebe-se bem aqui no Take 4 em sua base instrumental, junto com a guitarra de George, e a bateria de Ringo. 

Entra a guitarra de George e a bateria de Ringo

Depois vieram os overdubs!!!

George tentou fazer o solo de guitarra, mas não houve jeito de Paul aprovar, ele tentou muitas vezes, até que finalmente, Paul decidiu ele mesmo fazê-lo!!!! George teve que ter muita paciência... e nada podia fazer, a canção era de Paul, ele era o grande gerente da coisa toda!!

Entra o solo de guitarra slide de Paul.

Portanto é Paul quem faz o solo em ótima guitarra slide, após o segundo refrão, numa sessão verso sem letra. E ficou realmente ótimo!

Ouça aqui Ringo no adorável cowbell

Entra aqui Rino cowbell de Ringo

Adoro Cowbell, vocês sabem, mas desta vez não contei quantas vezes, mas conto que o adorável instrumento começa logo após o riff inicial e vai até o final, só interrompendo estrategicamente nas últimas frases de cada verso, para dar o devido destaque à letra que conclui os versos, e à participação de George harmonizando. 

Beep Beep Yeah

Beep Beep Yeah

Ô banda boa!!!

A canção não tem a guitarra base de John...

John também adicionou pandeiro!!!

Breve pandeiro de John

E é John quem apõe o  ótimo piano dos refrões. 

Entra o piano de John nos refrões  junto com cowbell de Ringo

 John é importantíssimo no vocal, fazendo a harmonia baixa com Paul, e interessante é que, nas 3 primeiras frases dos versos, ele varia as notas, com Paul no lead repetindo uma nota só,

Entra apenas vocal de John e Paul nas 3 primeiras frases

I told that girl that my prospects were good
And she said: Baby, it's understood
Working for peanuts is all very fine

Seguem assim na última frase só que agora com o auxílio de uma terceira voz, de George, numa 6ª constante!!!

Entra vocal isolado de George harmonizando na última frase

But I can show you a better time

Baby, you can drive my car

Yes, I'm gonna be a star

Baby, you can drive my car

And maybe I love you

e nos refrões, é Paul quem varia as notas na melodia, lá no alto, enquanto John mantém quase sempre uma nota só, no andar de baixo!

Entra vocal de Paul e John

Baby, you can drive my car
Yes, I'm gonna be a star
Baby, you can drive my car
And maybe I love you

E, na hora do 'Beep Beep mm Beep Yeah', 

Entra apenas vocal de Paul e John e George

 Beep beep'm, beep beep’m, yeah

George se une aos dois em harmonia tripla! Paul ficou muito feliz com a presença de George pois o som da harmonia tripla fazia realmente parecer com uma buzina!

Note que até o cowbel até para, para dar o devido destaque à presença de George na harmonia!

Ô banda boa!! 

Apesar do apelo do 'Beep Beep mm Beep Yeah', que poderia levantar multidões, como sempre levantavam os ‘Yeah Yeah Yeah’s, de She Loves You, Drive My Car nunca foi tocada ao vivo pelos Beatles.

Felizmente, Paul a tocou muito na carreira solo, mais de 300 vezes, e foi presença notável no famoso CD Paul Is Live, de 1993. O mais marcante feito de Drive My Car, na minha opinião, entretanto, é que ela foi escolhida pra ser uma de 4 canções que Paul tocou nos minutos mais bem pagos do mercado mundial, o intervalo do Super Bowl . o futebol americano. 

Foi em 2005. 

E ela abria a seção!!! As outras foram Get Back, Live And Let Die e, claro, Hey Jude.

Entra Drive My Car com Paul McCartney no Super Bowl em 2005

Bem, venham agora convencer Paul McCartney a ser motorista de uma garota!!

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