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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Dia da Consciência Pesada, digo, Negra

Está chegando o dia de lembrar!!

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Porque eu era contra....

Porque eu balancei....

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No dia 20 vindouro, celebrar-se-á em cerca de 1.260 municípios, de 18 estados brasileiros, em 6 deles com Lei Estadual (todos os municípios), o Dia da Consciência Negra, o dia em que Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares foi morto, em 1695. Desde 2011, um decreto presidencial diz que é facultativo a cada município adotar ou não o dia como feriado. Interessante notar que o estado com maior número de municípios aderentes é o Rio Grande do Sul, com mais de 500, e que a Bahia, estado em que se encontra uma das maiores concentrações de habitantes da raça negra, tem apenas 3.... e entre eles não está Salvador.


Zumbi era líder de uma espécie de reino que chegou a ter o tamanho de Portugal, no interior do estado da antiga Bahia, onde se abrigava os escravos fugidos. Apesar de haver controvérsias sobre seu comportamento como líder, afinal dizia-se que ele mesmo acabou tendo escravos no auge do poder, não há dúvida de que é um exemplo de resistência a ser celebrado. Afinal, a causa pela qual lutou é uma mancha na História do Brasil. Nosso país foi a segunda maior nação escravista da história moderna, o último a abolir a escravidão, o penúltimo país das Américas a abolir o tráfico negreiro, e o maior importador de escravos de todos os tempos. Muitos dizem que o país não seria tão grande como é não fossem os escravos, mas isso não permite que se admita a forma como tudo foi feito.

Ainda acho um exagero fazer um feriado por causa desse motivo, mas desde que li 1808 (comentei sobre o livro neste post), balancei. Fiquei enojado com o jeito que tratávamos os escravos, e não temo em repetir o que escrevi, agora...

Nunca na história deste planeta apareceu outro país que mais se tenha dedicado ao sequestro de gente para trabalhar de graça e contra a vontade, como o nosso. Foram quase 400 anos sem sair de cima. Tivemos aqui 10 milhões de escravos negros. E aí vem uma estatística impressionante: isso representa 45% do número de nativos que foram tirados de suas tribos. O restante sucumbia, ou no traslado da tribo ao porto, ou na prisão aguardando a deportação ou na viagem oceânica em condições sub-humanas, ou na chegada enquanto aguardavam o destino final, em verdadeiros depósitos de gente. A descrição das condições da viagem são de arrepiar:  
(trecho do livro) "Os navios negreiros que chegam ao Brasil apresentam um retrato terrível das misérias humanas. O convés é abarrotado por criaturas, apertadas umas às outras tanto quanto possível. Suas faces melancólicas e seus corpos nus e esquálidos são o suficiente para encher de horror qualquer pessoa não habituada a esse tipo de cenaMuitos deles, enquanto caminham dos navios até os depósitos onde ficarão expostos para venda, mais se parecem com esqueletos ambulantes, em especial as crianças. A pele, que de tão frágil parece ser incapaz de manter os ossos juntos, é coberta por uma doença repulsiva, que os portugueses chamam de sarna 
Sendo assim, se tivemos 10 milhões de escravos, numa continha rápida, isso significa que 11 milhões de seres humanos foram assassinados, sim, isto caracteriza um assassinato. Mais que isso, pela dimensão, caracteriza genocídio!! 
Isso sem contar os que foram assassinados aqui mesmo, enquanto já possuídos por algum senhor. A forma como eram tratados por aqui..... Marcados como gado, comercializados  como gado, açoitados a cada falha: 

(trecho do livro) "...recomendava-se que não se ultrapassasse 40 chibatadas, mas há relatos de 200, 300 até 600 açoites num só castigo.... as costas ou nádegas ficavam em carne viva ... numa época sem antibióticos, havia risco de morte por gangrena ou infecção generalizada, e o que se fazia, banhava-se o escravo com uma mistura de sal, vinagre e pimenta malagueta numa tentativa de evitar a infecção... "
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Acréscimo de 2019
Mais um número terrível, revelado por Laurentino Gomes no Bial, sobre seu novo livro (o primeiro de uma nova Trilogia) Escravidão. 
Diz ele que, na média, durante os 350 ANOS de escravatura no Brasil, 14 negros POR DIA viraram comida de tubarão, o que no inconsciente coletivo da espécie, mudou seu comportamento como cardume, porque perceberam os navios negreiros como boa fonte de carne.... Os negros pulavam dos navios para se matarem, ou para tentarem escapar, ou cadáveres eram jogados ao mar, porque muitos morriam de banzo (saudade) ou doenças que contraíam nos navios, ou mesmo antes, durante a espera pelos navios, em ambiente imundos e apertados.

 

Acréscimo de 2020
Entrei numa onda de ler poesia clássica que começara em 2019 com A Odisséia de Homero (o outro).
Neste ano, continuei e fiz resenhas na métrica de cada autor (LINK nos nomes)
Li Os Lusíadas de Camões
Li A Divina Comédia de Dante, 
Li Navio Negreiro de Castro Alves, do qual extraio este meu Canto.

 Canto III (1 sextilha simples, versos dodecassílabos, rimas AACDDC)


Aí então cai a ficha, o eu-lírico percebe

Que nos porões ocorre o que não se concebe.

Canto III, seis versos, começa a falar da dor,

Dodecassílabo, descreve o poeta o espanto.

Ao findar, descrevo aqui o seu triste canto:

“Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!”

.


Portanto, amigos, respeito Zumbi, que lutou contra tudo isso aí de cima.

Homerix Com a Consciência Pesada Ventura

17 comentários:

  1. Homero:

    Gostei muito do seu post, e estou de acordo.

    Não tenho certeza se concordo com haver um feriado, mas sem dúvida é uma data que precisa ser lembrada, assim como o Dia Internacional da Mulher. Mas realmente o fato de ser feriado contribui para chamar mais atenção. Só de as pessoas se perguntarem "hoje é feriado de que mesmo?", já acho válido.

    Nunca me esqueço de uma amiga minha comentando sobre sua primeira aula na faculdade de direito, em que em meio a um debate o professor disse algo como "a igualdade está em tratar desigualmente os desiguais". Isto está inclusive na Constituição.

    Desde então, sempre que surge este tipo de debate, isso me vem à cabeça. E é por isto que acho importantes estas datas. Me incomodo quando escuto coisas do tipo "se tem dia internacional da mulher, por que não tem do homem?", ou "se tem dia da consciência negra, por que não tem da consciência branca?". Para mim, a resposta é simples (embora eu nem sempre tenha paciência para responder...hehe): os homens e os brancos não tiveram que lutar, se sacrificar nem morrer pelo simples fatos se sê-los...


    Acho que é isso...desculpe se me alonguei! :-)
    Sds,


    Letícia KP

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  2. Carissimo, também li 1808 e permanece viva na minha memória a descrição do que era um escravo "tigrado". Ano passado tive a grande oportunidade de fazer visita guiada a 3 antigas fazendas de café, nas proximidades da cidade de Bananal (SP) que, naturalmente para a época, serviram-se da mão-de-obra escrava e, igualmente, tive a terrível, inesquecível e deprimente ocasião de ver o que era uma legítima senzala: eu, que meço 1,58m, mal podia ficar de pé sem que a minha cabeça tocasse o teto da referida senzala (que era exatamente o piso da sala e dos quartos dos senhores da fazenda - essa posição da senzala na casa era estratégica para, com o calor da quantidade expressiva de pessoas: homens, mulheres e crianças, "aquecer" os ambientes superiores). A única fonte de ventilação era justamente a porta de entrada da senzala, bem mais baixa do que o meu 1,58m (devia ter 1,35/1,40m) e era um espaço único, sem nenhuma divisão, muito menos alguma privacidade. Estando ali, ao vivo e a cores, bem pude avaliar o que deve ter sido viver como escravo naquelas condições. Não consegui me furtar a dirigir uma prece emocionada a tantos que viveram em situação semelhante... e tive vergonha de constatar que alguém utilizou instrumentos de tortura, de madeira, de ferro (aquecido ou não) ou o "fosso" onde, após as torturas, não satisfeito, o Senhor mandava colocar o escravo já bastante machucado, pendurado de cabeça para baixo, para morrer afogado... Quando o dia de visitas acabou, eu também estava acabada...
    Concordo com voce: "Dia da Consciência Pesada"!!!

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  3. Salve Zumbi! e salve o Homerix que fez um belo post em homenagem. Abs, Camargo

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  4. Concordo com o primeiro comentário "os homens e os brancos não tiveram que lutar, se sacrificar nem morrer pelo simples fatos se sê-los". Sendo mulher e negra sei bem o que é isto, e acredito que o problema não esta na data 20 de Novembro ser ou não feriado, o que devemos é estar atento a simbologia desta data, já que devido a tudo que a população negra sofreu durante este período terrível da história do Brasil, sofre sequelas atualmente, ainda somos descriminados das mais diversas maneiras, que de tão veladas, dá-se a impressão que o preconceito racial no Brasil acabou. O Doa da Consciencia Negra serve para cutucar a sociedade sobre o assunto.

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  5. Caro amigo Homero, nasci branco e, como nosso nascimento não é escolha, fico envergonhado e triste ao ler as verdades que o tempo guardou dos nossos irmãos negros e escravos de outras terras que para cá vieram, lutaram, trabalharam e ... morreram para que este pais tivesse o porte de hoje.... Quantas injustiças a raça humana é capaz de cometer... Porque ainda nos chamam de racionais diante de tanta irracionalidade... Ainda hoje temos estes fatos acontecendo na nossa sociedade "democratizada" e totalmente "anti aparteid".. Como Somos tão individualistas e egoistas cquando tratamos o "outro" como simplesmente "outro" e não como irmão. Valeu pela postagem e PERDoE-NOS IRMÃOS NEGROS PELOS NOSSO CRIMES DE ONTEM E DE HOJE.

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  6. Caro Homerix,
    Parabéns pela homenagem ao Dia da Consciência Negra!
    Felizmente evoluímos muito nestes últimos 125 anos após a Abolição da Escravatura no Brasil. Fico imaginando como nossa sociedade e a igreja eram hipócritas se dizendo cristãs e ao mesmo tempo cometendo essas barbaridades contra nossos irmãos negros!
    Discriminar alguém pela cor da pele é o mesmo que ter preconceito contra os baixinhos, os gordinhos, os homossexuais, os deficientes físicos, os doentes mentais, etc.
    Um abraço,
    Desiderio

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  7. Merix,
    Diante do holocausto sofrido por este povo, o reino de Zumbi deveria ser recriado como Estado Independente. Afinal, o território já lhes pertenceu um dia, sendo a terra prometida do povo que se libertou do Egito. Às favas com as cotas, que jamais serão suficientes para reparar tamanha usurpação. Viva o Estado de Zumbi e o Movimento Zumbiista! Viva Walking Dead!
    Acho que misturei algumas histórias e estórias, mas é isso aí: Shame on you, elite branca!
    Abraço,

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  8. Homerix,
    Vale o feriado, a lembrança desta lamentável mancha na História do Brasil, mas discordo da elevação de Zumbi à condição de herói da luta contra a escravidão.
    O Quilombo dos Palmares era uma reprodução de reinos africanos em que também haviam escravos. Como alguém que lidera uma nação com escravos pode ser símbolo da luta contra a escravidão? No máximo, herói contra a opressão colonial européia.
    É bom recordar que o comércio de escravos não foi uma invenção ibérica colonial. Escravos existem desde que o mundo é mundo. Egípcios, gregos, romanos e praticamente todos os povos da antiguidade tinham escravos. A palavra slave, escravo em inglês, remete ao povo eslavo que, em alguma época, forneceu mão-de-obra escrava para as potências da época.
    Nos tempos de do Império Romano, os escravos vinham das colônias conquistadas mas também da África onde eram capturados em guerras tribais locais. Os vencedores escravizavam os perdedores e os vendiam. Inicialmente no norte da África, para a Europa e, depois da descoberta da América, passaram a vendê-los ainda aos europeus mas para virem para o Novo Mundo.
    Ontem, Dia Nacional da Consciência Negra, conheci a história de Francisco José do Nascimento, o "Dragão do Mar", este sim um herói da luta contra a escravidão no Brasil.
    No Ceará há poucos portods abrigados e, como as águas próximo à costa são rasas, os navios tinham que fundear afastados e descarregar sua carga em jangadas (embarcações de pequeno calado) que transportavam as mercadorias para terra e também no sentido inverso. Dentre essas mercadorias, haviam escravos.
    As jangadas eram manejadas por ex-escravos libertos ou filhos de escravos libertos, estes também livres.
    Indignados com o comércio humano de escravos e liderados por Francisco José, fizeram uma greve que paralisou as atividades portuárias de embarque e desembarque de mercadorias enquanto perdurasse a escravidão. Isso forçou o governo do Ceará a abolir a escravidão no Estado anos antes da Lei áurea.
    Este sim, merece todas as homenagens do Dia da Consciência Negra.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Jos%C3%A9_do_Nascimento
    Sds

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  9. Chefe Homero, muito legal o que você sempre posta. Realmente não temos a dimensão geral de tudo que aconteceu, aliás os livros de histórias fazem sempre resumo do resumo. Costumo viajar para lugares em que a história ainda existe, senzalas antigas, artefatos de açoites, cartas, não tem como não se chocar com as lembraças daqueles tempos cruéis. Gosto muito de ler sobre isso, estive em Angola e consegui ver um dos princípais portos de saída desses navios negreiros, ou melhor, navios da morte. Logicamente que existe muito folclore em relação aos diversos líderes, mas não podemos negar que fomos muito cruéis com esse povo, fomos??????????? Ou será que ainda temos resquícios dessa forma desumana de tratar os afros? Com certeza ainda existem muitos brancos, pardos, negros, amarelos que possuem em suas mentes, essa doença............só nos restam lembrar sempre o que fomos e o que fizemos para que isso fique bem longe lá no passado.

    Fábio Bastos

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  10. Como NEGRO que sou, sou CONTRA esse feriado. Não existe consciência negra, roxa, azul, branca, amarela, marrom, vermelha. Existe consciência HUMANA. Tem MUITA, mas MUITA GENTE levando dinheiro público com essa palhaçada de "consciência negra", um deles é o tal do Frei Davi. Tá cheio de espertalhão por aí, se escondendo atrás de ONG, só para enriquecer às custas da "causa negra". Falam em "dívida histórica"... Um monte de besteiras. Há cinco dias tivemos um feriado para celebrar um golpe militar patrocinado pelas elites rurais do país, expulsando do Brasil o maior estadista que este país já teve e transformando um pulsante Império, respeitado no mundo inteiro, numa República de bananas, plena em corrupção, golpes de Estado e ditaduras. O país que se lembra de Zumbi, um negro que tinha escravos negros e o alça a "Herói", é o mesmo país que celebra a República como algo lindo, que quer mudar nome da ponte Presidente Costa e Silva porque lembra "um ditador", mas que homenageia até hoje Getúlio Vargas, que também foi ditador e cuja ditadura matou mais gente, de maneira mais cruel até, que a própria ditadura militar. Basta dizer que foi Vargas quem entregou Olga Benário, grávida na época, aos Nazistas. E os comunistas, burros que só, ainda acham bonito o "nacionalismo de Vargas". País de paradoxos, de absurdos históricos. Nossa História é uma farsa, mal contada, cheia de viés esquerdista. O brasileiro é um bicho muito estranho. Isso aqui não tem futuro algum.

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  11. Caro amigo,

    Sem dúvida, uma situação horrível, que talvez explique algumas de nossas distorções sociológicas (como a aversão ao trabalho por uma parte da elite nacional; parecido com o que ocorria na Rússia imperial, onde houve servos da gleba até o início do século XX).
    Boa informação. Um abraço.

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  12. Talvez os negros precisem menos de heróis e mais de exemplos.
    Exemplos como Machado de Assis, patrono da literatura brasileira, ou como os irmãos engenheiros Antônio é André Rebouças, todos negros.
    Mas se for para escolher um herói, que tal João Cândido, o "Almirante Negro", eternizado em canção de Aldir Blanc? João Cândido liderou a "revolta da chibata", em protesto contra os castigos físicos que os oficiais da marinha aplicavam aos marujos negros.

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  13. É, amigo, entendo bem seu dilema. Mas concordo com você. Ainda que a figura de Zumbi seja romanceada por muitos, um dia para nos lembrarmos desse horror, fazendo nossa mea culpa como povo e não deixando que as novas gerações esqueçam esse traço perverso da nossa história, não é muito diante de todo o horror que nos causa. Oxalá possamos aprender com esse passado inglório. Parabéns por sua reflexão.

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  14. Zumbi e senhor das guerras
    E senhor das demandas
    Quando Zumbi chega
    É zumba quem manda
    Jorge Ben Jor

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. Na minha opinião a escravidão foi o período mais vergonhoso e deprimente da história do país e se fosse possível sofrer integralmente as mazelas de terceiros diria que talvez somente as agruras do holocausto superam o nível da dor vivenciada nas capturas daqueles (antes) seres livres, nos navios negreiros e nas senzalas. Após a abolição da escravatura, a limitação de oportunidades de trabalho aos alforriados repercute até os dias de hoje. Nossa desigualdade social é descomunal, e a ocupação das nossas terras idem. Alia-se a esses fatos uma população em grande parte passiva e de baixa instrução, acreditando em salvadores da pátria e afeta à venda de votos por migalhas. Os elementos desta mesma população idealizam a sua almejada realização através de ídolos distantes da sua realidade. O mesma fama alcançada por grandes jogadores de futebol e modelos fotográficos torna-se uma obstinação frequentemente frustrada e somente menos nociva quando a admiração é concentrada no poder do traficante de drogas. Chega-se assim ao nosso atual estágio financeiro e cultural. Felizmente ainda há em todos os níveis sociais aqueles que acreditam e estimulam o crescimento pessoal e intelectual nesta nação. É preciso e possível mudar.

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  17. Homero, concordo plenamente com tudo que escreveste sobre o sofrimento que foi submetido nossos irmãos da raça negra. Concordo também que a data deva ser destaque, afinal, muitos que nem passaram por esse sofrimento, recebem suas homenagens.
    Contudo, não concordo com o feriado pois além do povo usufruir do mesmo, si quer faz uma homenagem ou uma oração.
    Passa a ser apenas um dia de feriado.
    Então meu amigo, que a lembrança, a oração e o destaque prevaleça sobre o ( para maioria) apenas feriado

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