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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Elza Soares ... Que vida!!!

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“Eu não tenho idade .... Eu tenho TEMPO!”

É assim que Elza Soares vem respondendo sobre sua idade, já há algum tempo.

E é mesmo como Zeca Camargo me escreveu na dedicatória de meu exemplar da biografia que ele escreveu da Cantora Brasileira do Milênio, eleita que foi no final do mesmo, pela BBC, e substituiu Ella Fitzgerald quando a diva negra americana precisou ser operada de catarata, com aplausos de pé.

Ele escreveu: 
Homero, Que vida,
Que história! 

Só tenho que concordar! 

Uma vida que surgiu para o mundo num certo Planeta Fome, quando respondeu ser este o planeta de onde vinha, a um gozador Ary Barroso, que a interrompeu no meio apresentação da caloura, dizendo: 
Senhoras e Senhores,
neste momento, nasce uma estrela!

e ela cantou até o final abraçada no genial criador de Aquarela do Brasil. Ganhou o prêmio máximo e comprou remédios para um filho de menos de um ano que iria morrer logo...

Naquele momento, ela tinha 18 anos, e 6 filhos, pois se casara aos 12, obrigada pelo pai, e sofria maus tratos do jovem marido, que chegou a atirar nela por não concordar com sua carreira musical, pouco antes de morrer, de tuberculose. 

Planeta Fome é também o nome de seu último disco (quase 40 na carreira), lançado há poucos meses, e 66 anos depois daquele primeira vez em que usou a expressão, e que tem músicas inéditas ou releituras fortes, com o ponto em comum de letras mais fortes ainda, para o qual o Felipe teve o orgulho de prover arranjos de cordas e gravação de violinos para SETE das canções! 

Sim, aos 85 anos, de ‘tempo’, ela segue produtiva, cantando em Rock In Rio, é enredo do Carnaval do Rio, e está com agenda cheia até meados de 2020, sendo recebida no exterior com tons de Elzamania, mesmo com o físico prejudicado por lesão na coluna, que a obriga a cantar sentada. 

Uma verdadeira heroína da vida, tantos altos e baixos, tantos preconceitos, de vários jaezes, injustiças e perseguições, um marido violento e outro astro e bêbado, três filhos perdidos, para o parto, a doença, a tragédia, que se mudava para o exterior em busca de paz e de virada, o que nem sempre conseguia.

Aqui, um elogio ao escritor da biografia.... no começo ele faz brincadeiras com a presença do Z no nome dela (talvez se lembrando do próprio nome...), mas é assim que ele desenvolve a trama na linha do tempo. Depois de um começo linear, ele divide a narrativa, avançando pela vida pessoal até um ponto, depois volta para um ponto anterior da vida profissional e segue contando sobre a carreira, deixando para trás aquele momento em que interrompera a vida pessoal, e depois volta a ela, e retoma a narrativa daquele ponto que havia deixado para trás, e segue numa e noutra, idas e voltas, um verdadeiro zigue-zague.

E ao final, sabedor de que escreve sobre um ser vivo e ativo, faz um capítulo final notável, ressaltando os pensamentos da estrela, aonde eu anotei a declaração inicial deste texto, e com a qual termino minha resenha.

Elza não tem IDADE ... ela tem TEMPO!!!!

5 comentários:

  1. Homerix,

    Belíssima Postagem. Uma lutadora, incomparável e extraordinária cantora.

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  2. Belo post sobre esta mulher admirável. Abraço, Camargo

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  3. Belo post para uma bela personalidade. abs

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  4. Pedro Casemiro Magalhães26 de fevereiro de 2020 00:35

    Muito bom e oportuno seus comentários. Tive o privilégio de assistir Elza no auge de sua carreira.

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