Mais um 5 de fevereiro?
Homerix já atualizou
Seu poema petroleiro!
Foi uma saga peculiar,
Seguimos firmes com afinco.
Tínhamos que celebrar!
Chegamos aos 45!
Hoje, somos todos idosos,
Pela definição oficial.
Mas estamos bastante garbosos,
E idoso é o escambau!
O peso dos anos nos fez bem
E deixamos legado pleno!
Entretanto, nos legou também
Quilos a mais e cabelos a menos
Após quatro décadas e meia,
Estamos agora aqui no Plaza,
Que está feliz com a casa cheia
Nestes 3 dias, é nossa casa!
Somos quase 50, todos aqui,
Nos ares quentes de Camaçari,
Dos 4 cantos do Brasil,
Mas a maioria veio do Rio.
Tem a turma de Brasília,
E os que vieram cá da Bahia.
Teve um que trouxe toda a família,
Mas casais são a maioria!
Acompanhados ou sós, aí varia,
A maioria com suas amadas!
Alguns já vão na terceira via
Outros ainda na primeira namorada!
Comentamos nossos projetos
E compartilhamos retratos,
A maioria, de seus netos,
Outros nada ou apenas gatos!
Alguns filhos estão desgarrados,
Espalhados por esse mundão.
Perto ou longe, são muito amados
Junto ao nosso coração.
O tempo passou, bem sabemos.
Mudamos muito, assim sempre será!
Por vezes, não nos reconhecemos...
Tem que fazer cara-crachá.
A amizade entre nós ecoa,
Sorrisos, papos e confraria!
A convivência é muito boa
E tem viola e cantoria!
Ao chegar neste apogeu,
Vou relembrar assim zás-trás
De como a coisa aconteceu
há 15 anos atrás.
Não pude vir à nodsa festa
Mandei um poema em meu lugar.
Lourdinha aparou essa aresta
Botou Luiz Flávio a declamar
_________
Era um clima hospitaleiro!
Era um sonho comum!
Era 5 de fevereiro!
Era 1981!
Éramos mais de duzentos,
Com cabelo e sem barriga,
Movidos aos quentes ventos
Da capital mais antiga.
Era gente de todo lado
Formando um grupo complexo.
Por vezes equilibrado,
Com exceção do tema sexo...
Nossa conta era a seguinte,
A engenharia tinha esse hino:
Relação de 1 pra 20!
Pouca caixa e muito pino! (1)
O dia era ensolarado.
Marazul ou Praiamar. (2)
Pondo as exceções de lado,
Viemos para ficar.
Chegamos humildes, quietos
Pra aprender um novo mundo,
Nova língua, um dialeto,
Conhecimento profundo.
Morreu no primeiro dia
Um mito que engana o mundo:
Que o petróleo então dormia,
Em lagos bem lá no fundo.
Geologia para engenheiros ...
Difícil aprender a lição.
Pois nos deixava cabreiros
Com tanta imaginação.
A gente nem entendia direito,
E pior, vinha o Girão! (3)
E a gente ria do seu jeito,
Falar Rausgama, Neutrão. (4)
Pra ensinar Processamento,
Zé Alves, de falar ‘sólene'. (5)
E tinha que estar atento
Pra entender a UPGN. (6)
E Antônio Cláudio, que figura!
Aquele cigarro obrigatório,
Compartilhava sua cultura
Nos sinistros reservatórios...(7)
Senão o Otto, era o Lima. (8)
Tentando nos convencer
"Perfurar está por cima:
Cê num vai se arrepender!"
A turma foi dividida:
Uns pra lá, outros pra cá,
Uma decisão pra vida,
Quase sem poder voltar.
Cada um teve um destino
No curso e na profissão.
Sul, Sudeste ou Nordestino,
Na Técnica ou Gestão.
Provimos o crescimento
De uma empresa sem igual,
Que valia monumento,
Mesmo antes do Pré-Sal.
Pena que uns sem-vergonha
Quase acabaram com tudo...
A situação é medonha,
Mas petroleiro é cascudo!
Aos engenheiros ou ex,
Muita luz em seu caminho.
Sigam com jeito cortês
Neste mundo em desalinho.
Repito, desejo expresso
Para o futuro que virá!!
Sorte, Saúde, Sucesso,
E Sossego e .... SARAVÁ!
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