quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Suicidas, o livro!

Post Original de setembro de 2012
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 “Hoje é a primeira vez que pisaremos em Cyrille’s House sem a presença dos nossos pais. Também não poderia ser diferente. Não estamos indo para brincar no balanço ou nadar na piscina enquanto nossas mães conversam sobre a última moda em Paris. Desta vez, iremos por algo muito mais sério. Nós decidimos nos matar.”


Nenhum outro livro me chamou tanto a atenção desde um outro que vocês conhecem, um que começa com ‘A Arma’ e termina com ‘Escarlate’. Dediquei boa parte do domingo da Independência à sua leitura. Foram 340 páginas, em dois períodos, o primeiro terminado pela necessidade de me aprontar para uma visita que chegaria em meia hora, e o segundo terminado pelo compromisso de ter que levantar cedo para trabalhar, mesmo que ainda sem sono. Na segunda-feira, matei o resto.

O texto de abertura deste post é o que se encontra na contracapa do livro ‘Suicidas’, Editora Saraiva, de Raphael Montes, de 22 anos de idade. Normalmente, opta-se por colocar uma sinopse do livro nesse local. Renata assim o fez e o resultado foi uma sinopse forte, matadora, que chama à leitura! Aqui, atingiram esse objetivo com esse trecho aí de cima, extraído do próprio livro. Mas não há dúvida de que a escolha foi perfeita!!! Foi o que me atraiu! E ela não estraga nada do livro, afinal você a encontra no final do 1º capítulo.

Leitura tensa, envolvente, intensa.

Três linhas de narrativa: uma no presente, duas no passado. Tudo perfeitamente conectado pelo autor: a descrição da noite em si, as anotações de um dos participantes em flashback, que vão revelando os motivos que os levaram a tomar aquela decisão, e finalmente, o encontro, no presente, um ano após a noite trágica, das mães dos suicidas, para discutir o relato da noite em si, registra do por aquele mesmo suicida, visando buscar razões e culpas. Impactante!

Um romance policial com gosto de Conan Doyle!

Pronto pra virar filme! De sucesso! Primeiro, com a ambiência original, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Basta fazer uma seleção de elenco no cast de Malhação. Filme de baixo orçamento. É só escolher os cenários e investir em maquiagem, alguma computação gráfica e dezenas de litros de líquido escarlate. Depois do sucesso nacional, certamente Hollywood deve fazer um remake... uma moda atual da Meca do Cinema. Aí é só mudar o ambiente para, vamos dizer, Los Angeles e Carmel!

Pena que o filme será Rated R... quem sabe NC-17, na classificação de censura, americana. A versão nacional será censurada para menores de 18 anos. No mínimo!
Violento? Sim, muuuito!!!

Ao mesmo tempo que adolescentes não poderiam assistir, seria ótimo para a juventude ter uma ideia do que drogas e álcool e falta de objetivo podem levar as pessoas a fazerem. 

Ao menos, os pais poderão assistir e verificar que muitos deles têm comportamento similar aos pais dos garotos que resolveram se suicidar. Um alerta fenomenal!! Uma chamada à consciência de pais que deixam filhos soltos, sem um mínimo de supervisão... mas antes disso, que não se preocuparam em ensinar valores, de moral e ética, a eles!!

Mensagem dura, essa ...

Homerix Ainda Pensando Ventura


terça-feira, 29 de novembro de 2016

“O JANTAR ESTÁ SERVIDO!”, diz Raphael Montes

Na verdade, este é um dos capítulos do novo sucesso do jovem escritor (sim, porque será um sucesso!!!) JANTAR SECRETO.

E era também um dos possíveis títulos do livro, e até o meu preferido, e de seus editores, segundo ele, em uma entrevista que vi na última Bienal, mas ele bateu firme.

Seja minha preferência ou não, o livro é um espanto.

ESCATOLÓGICO .... ESTONTEANTE ... ESPETACULAR!!!

Nada define melhor seu estilo do que a crítica do The Guardian, jornal britânico, que topa a capa do livro: “RM é capaz de aliar a atmosfera de suspense de Alfred Hitchcock com o humor negro de Quentin Tarantino”

E bota Tarantino nisso!!!!

Se quiser outras citações, a editora Companhia das Letras não economizou.... a contracapa dá depoimentos de Zuenir Ventura, João Emanuel Carneiro e Jeffrey Deaver, que, aliás, deve estar se roendo de inveja de alguém ter feito um livro ainda mais sangrento que ‘O Colecionador de Ossos’!!! 

Aliás (de novo!), a foto da contracapa está perfeita, vejam lá no final!! Eu reconheço quem é o garçom! Aposto que, se virar filme, e vai virar, XXX-Rated, ele deve fazer um cameo, aparecendo numa ponta .... ou ,quem sabe, se arriscar no papel principal, como ator... não... ele não é tão eclético .... brilhante, sim, mas não vai jogar em todas!!!

Resenha? Precisa mesmo? Ainda não ficou com vontade de ler? Então, vai lá!!!

Grupo de jovens do interior do sul do Brasil se instala em Copacabana para cursar universidades, e em meio a dificuldades financeiras, acabam criando um negócio altamente lucrativo: promover jantares com carne de gaivota!!!
GAIVOTA??? 
Eu também pensei em começar este post com:

No Ano de 2020 ... digo .... 2016

Entendedores entenderão!!!

#soylentgreen
#jantarsecreto
#raphaelmontes
#novohitchcok

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Mas Será o Benedict???

Poxa.... eu já ia me esquecendo de comentar sobre Dr. Strange!! Assisti quase na estréia....

E merece o comentário!! 

Muito e principalmente por mais um papel intrigante de Benedict Cumberbatch.

Ele conquistou o público brasileiro com sua indefectível atuação como Sherlock Holmes, na telinha, entrou arrasando na telona, como Kahn, o maior vilão de Jornada nas Estrelas (histórico, desde os anos sessenta, na TV, e depois no cinema em 1981), no segundo filme da retomada – Star Trek – Beyond Darkness (link), e até concorreu a um Oscar, indicação absolutamente merecida por retratar Alan Turing, herói gênio da Segunda Guerra e mesmo assim perseguido por ser gay.... e só não ganhou porque Alan concorria com Stephen Hawkings, impecavelmente retratado por Eddie Redmayne.

Agora resolveu ganhar dinheiro de verdade e sucumbiu ao Universo Marvel!!! Sim, porque certamente haverá continuações!! Ele está brilhante! Ele é Dr. Stephen Strange, renomado neurocirurgião, arrogante, sabe-tudo, dono da verdade, esbanjador, que de repente vê sua vida desmoronar porque suas mãos, razão de seu ganha-pão, são destruídas em um acidente de carro (mas que carro!!). Desesperado, renega suas convicções lógicas, e procura ajuda fora da razão, viaja ao Nepal (que já tem wi-fi) e se descobre um espetacular mágico, que só necessita de polimento e treinamento, que a gente começa a acompanhar....

Destaque para os diálogos bem-humorados, especialmente aqueles que envolvem seu próprio nome, para aos efeitos especiais (até exagerados), para o vilão Le Chiffre, isto é, o mesmo ator dinamarquês que torturou James Bond em Casino Royale, e para mais uma hilária (literalmente... vocês verão!) aparição de Stan Lee, numa pontinha (cameo), como ele sempre faz em todos os filmes que retratam suas brilhantes histórias em quadrinhos.

Ao final, não se levantem das poltronas e aguardem as cenas pós-créditos ... eu disse ‘cenas’, no plural!!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Eu acredito no CINEMA - by Kaio Caiazzo


Kaio Caiazzo é um jovem cineasta, amigo do Felipe, admirador da Baleia, e de boa música e de bom cinema. 

Abro espaço aqui para uma de suas marcantes declarações, que peguei no Facebook, desta vez, de amor ao cinema, num momento difícil de sua vida.

Nunca eu selecionei o marcador deste post, 'Cinema', com tanta propriedade!


Chego a ter vergonha de mostrar-lhe minha lista dos 300 melhores filmes a que assisti... mas deixo-a aqui... 

Aqui vai!!
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Em tempos de angústias e dores, eu acredito no Cinema. E acredito piamente, com a mesma fé e devoção do mais fiel religioso. Meus deuses respondem por diversos nomes e nacionalidades, todos com o mesmo impacto de resignificar a existência através dos mais belos milagres visuais.

E ave Antonioni, Wilder, Fellini, Kubrick, Dreyer, Lang, Mauro, Welles e muitos outros - alguns até ainda encarnados entre nós, embora já com lugar garantido à Eternidade. Eu acredito na poesia de Chaplin ao realizar - numa cabana com frio, fome e desilusão - a mais bela apresentação já executada com pães. Eu acredito na postura segura de Buster Keaton enquanto uma casa cai em sua cabeça, sem acertá-lo. Acredito na grandiosa cidade de Metropolis, tão impossível de ser realizada nos anos 20, e ainda assim lá tão imponente e atemporal. Acredito no olhar de Lillian Gish e em tudo que sua profundidade pode despertar. Ou nas lágrimas da Joana D'Arc de Falconetti, as mais sinceras que uma câmera já captou. Acredito em Carmen Santos e sua onipotência em cada frame. Acredito nas mil faces de Lon Chaney, Alec Guinness e Peter Sellers. Acredito em Norma Desmond e em Charles Foster Kane. Acredito que dançar na chuva até pode ser legal, desde com Gene Kelly ao lado. Acredito nas estrelas da Atlântida, dispostas a iluminar qualquer tipo de escuridão. Ou na luz das crianças que invocam Orfeu Negro ao som de Tom Jobim em algum morro do Rio de Janeiro. Desconfio da Humanidade dos indiferentes diante de Danúbio Azul no espaço.

E muitas vezes imagino o imenso vazio que me sobraria sem a Magia do Cinema. Pois certamente não consigo separar Cinema da noção de Magia - um de seus "descobridores", um legítimo mágico e ilusionista movido pela irresistível indagação "e se?". E se?, a tal pergunta que move o mundo desde sempre. No meu caso, "e se não houvesse Cinema?"... Realmente não sei. Não é algo imaginável, cá entre nós. No princípio não era o verbo, e sim as sinfonias visuais que carregavam em imagens silenciosas a essência do mundo. Fosse mudo, sonoro, colorido, repleto de efeitos especiais ou 3D. Independente da trama, personagem ou direção de Arte.

É no Cinema que renovo as energias e esperanças em um Futuro que vale a pena ser vivido e compartilhado. A luz do projetor rumo à tela atravessa minha vida e lhe renova o significado. É onde justifico meu mais sincero sorriso e acordo diariamente para continuar o sonho, acordado. É o que vivo, leio, pratico, escrevo, sinto, respiro. Apesar de todo caos, e acima dele, é no que acredito. Sem medo de ser julgado, e com toda intensidade possível. Posso suspirar aliviado.


Eu acredito no Cinema.

É Legal Ser Negão no Senegal

Renata esteve no Acre a divulgar seus livros,  a convite e expensas do SESC. E testemunhou o inclemente sol.  E me lembrei da expressão Ca...