Os amigos se acostumaram a minhas mensagens de fim de ano, com retrospectiva, em verso ou prosa, em que procurava destacar o que foi positivo/negativo, azul/vermelho, Papai Noel inchado/murcho, e invariariavelmente o lado mau suplantou o lado bom...
Mas certamente nunca como neste ano que se vai...
Comecei a fazer o balanço deste ano e foi difícil arrumar coisas boas.... Vê só...
Teve um Paulo, um Pedro, um Alberto, um Renato, um Fernando, nomes comuns que produziram números incomuns, como R$ 23 milhões, como US$ 97 milhões, como R$ 423 milhões, como R$ 10 bilhões, teve termos que viraram rotina... teve condução coercitiva, teve delação premiada, teve prisão preventiva, teve inquérito, teve indiciamento.... teve cabeças que rolaram, literalmente, aqui e lá fora .... teve 'serial killer' na ficção e na vida real, teve a aposentadoria e o silêncio de Joaquim Barbosa, teve pai matando filho, teve criança esquecida em carro, teve talibãs e traficantes massacrando outras, teve separatismo violento, teve aviões sumindo, sendo abatidos, teve mais palestinos x judeus, teve desembargadores abusando, teve Ebola, e não teremos mais José Wilker, Robin Williams, Jair Rodrigues, Chaves e muitos outros, teve PIBinho, teve inflaçãozona, teve educaçãozinha, teve déficitizão, teve IDEBinho, e finalmente teve Botafogo, e teve um 7x1 que virou placar de semifinal de Copa do Mundo. No campo pessoal, as perdas de dois amigos contemporâneos, Ivo e Júlio...
E de bom? Foi difícil... tive que começar pelo meu lado pessoal, com A Comissão Chapeleira sendo muito bem recebido e a Baleia escalada para o Lollapalooza, e teve os livros de Fernanda Torres e Raphael Montes, sensacionais, a ia parando por aí, mas pensei, pensei...., bem vamos lá, teve Paul no Brasil, teve o futebol de Minas Gerais, teve a Copa do Mundo, teve Jack Bauer, teve Rebu, teve Dupla Identidade, teve pouso em cometa, teve Sérgio Moro, teve Rodrigo Janot, teve Malala Nobel, e agora no finalzinho teve a natação em piscina curta, teve Gabriel Medina, sensacional, e teve o bom e velho Obama reatando com Cuba, com o back-up de um Papa Francisco que segue sendo um fato positivo.. Se você se lembrar de mais algum me avisa
E foi este último fato que mereceu a foto que anexo aqui... com a genial capa da Veja desta semana.
Um Natal de Paz, um 2015 Idem, com uma reversão do que aconteceu neste ano!!!
P.S. E teve eleição, que foi boa pra 52% e ruim pra 48% e não pode ser colocada em nenhum dos dois parágrafos, pois depende do ponto de vista....

E teve o Ivo que tanto lamentamos....
ResponderExcluirAbs
F aiube
Eu passo tranquilamente um final de ano sem o show do Roberto, ou sem a Simone cantando "Entao e Natal..."
ResponderExcluirMas nao da para passar um final de ano sem a retrospectiva do Homerix.
Bom Homero, sinceramente, uma surpresa mesmo, em 2014 (e das boas), foi ver o Rubinho campeao.
Abracos, felicidades a vc e leitores, e respectivas familias. Que 2015 seja muito melhor que este ano que termina. Tem que ter fe!
Mastrangelo
Homero V:
ResponderExcluirFeliz Natal e que 2015 seja ótimo para você e família!!!! Abraço do Brandão
É Homero este 2014 não foi tão bom assim, mas vamos que vamos, que chegue 2015 com esperança de dias melhores. Boas Festas prá você e sua família.
ResponderExcluirÉ Homero este 2014 não foi tão bom assim, mas vamos que vamos, que chegue 2015 com esperança de dias melhores. Boas Festas prá você e sua família.
ResponderExcluirRepito a mesagem porque esqueci de assinar... rsrsrs
Marília Dalcol
Ano bem complicado esse meu prezado Homero.
ResponderExcluirDesejo a voce e toda sua família, um feliz Natal e que 2015, venha com muita paz, amor, saúde, harmonia.
Que a nossa Petrobras volte a ser a empresa dos sonhos dos brasileiros honestos e trabalhadores.
Que todos os corruptos e corruptores sejam presos.
Que nossos governantes sejam pessoas com memórias e não fantoches como o "Lazai".
Enfim, um grande abraço a todos .
Itamar
Homerix,
ResponderExcluirEsse é um ano amarelo vergonha, não pelos 7x1, que foi sem dó e sem dolo, mas apenas conseqüência da incompetência das cêbeefes, das malas felipãonenses, parreirenses , david luizesences e só não tomamos de 10, pois o Júlio Cesar não permitiu, mas que seria uma placa RIP sobre um mundial forçado no patropi. Mas a maior goleada, impiedosa, dolosa e dolorosa, foi a corrupção de aplo espectro, sobre a qual se aplicou um dos melhores e mais eficientes solventes de corrupção graças à oportuna e eficiente operação Lava-Jato, que lava tudo, sem deixar resíduos, que, espero lave todas as frentes e retaguardas. Oportunidade ímpar para passar o Brasil a limpo.
Jeannie resume
ResponderExcluir9. A Radiografia em Prosa de 2014: O Ano do Colapso Moral, do 7x1 e da Explosão do Petrolão
O encerramento do ano de 2014 representou um dos pontos mais dramáticos, recessivos e escandalosos da história republicana do Brasil. Se o bardo e os seus "entendedores" já estavam habituados a ver o lado vermelho suplantar o azul, o balanço de 2014 quebrou todas as barreiras, com a ruína económica, a maior operação anticorrupção do país e um trauma desportivo nacional que virou jargão popular.
Nomes Comuns, Números Incomuns e os Termos da Lava Jato
O cenário político e corporativo nacional foi completamente sacudido pela deflagração da Operação Lava Jato pela Polícia Federal, a 17 de março de 2014, sob o comando do juiz federal Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba e a atuação do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.
O poema usa de uma ironia brilhante e cirúrgica ao listar "nomes comuns que produziram números incomuns":
• Paulo (Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras);
• Pedro (Pedro Barusco, ex-gerente de Engenharia da estatal);
• Alberto (Alberto Youssef, o doleiro que comandava a engrenagem de lavagem);
• Renato (Renato Duque, ex-diretor de Engenharia);
• Fernando (Fernando Baiano, apontado como o operador do PMDB no esquema).
Estes homens pariram números assombrosos e desvios bilionários na casa dos R$ 10 mil milhões (com Barusco a prometer devolver, sozinho, cerca de US$ 97 milhões em contas no exterior). O quotidiano dos brasileiros e os ecrãs corporativos da própria Petrobras foram inundados por novos termos jurídicos que viraram rotina de rodapé: condução coercitiva, delação premiada, prisão preventiva, inquérito e indiciamento. O Judiciário assistiu ainda à reforma, à aposentadoria precoce e ao absoluto silêncio do ministro Joaquim Barbosa, que deixou a presidência do STF em julho daquele ano.
A Barbárie no Asfalto e as Feridas Sociais
No campo social e da segurança, o país viveu sob o signo do terror e da violência. O poema relembra tragédias familiares brutais de pais a assassinarem filhos e de crianças tragicamente esquecidas dentro de automóveis em dias de calor. No asfalto carioca, o luto e a indignação espalharam-se com os abusos cometidos por desembargadores e episódios de violência urbana.
Na ficção e no noticiário, o tema dos assassinos em série dominou as conversas: a TV Globo exibiu a aclamada série Dupla Identidade, escrita por Glória Perez e protagonizada por Bruno Gagliasso como um assassino em série, enquanto na vida real a polícia capturava o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha em Goiânia, acusado do homicídio de mais de 30 pessoas.
O Terror Global, os Aviões da Malásia e o Surto de Ébola
No plano internacional, o ano foi de extrema violência e tragédias absurdas:
• As Decapitações do Estado Islâmico: O grupo terrorista ISIS chocou o mundo ao divulgar vídeos com a execução brutal de jornalistas e prisioneiros ocidentais ("cabeças que rolaram, literalmente, aqui e lá fora"), enquanto o grupo extremista Talibã promovia um massacre monstruoso numa escola em Peshawar, no Paquistão, matando mais de 130 crianças.
• Os Mistérios e os Abates no Céu: A aviação civil viveu o seu ano mais macabro com a companhia Malaysia Airlines. Em março, o voo MH370 sumiu misteriosamente dos radares com 239 pessoas a bordo nas águas do Oceano Índico; em julho, o voo MH17 foi brutalmente abatido por um míssil terra-ar disparado por separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, matando as 298 pessoas a bordo. O Médio Oriente voltou a arder com mais uma sangrenta escalada de guerra na Faixa de Gaza entre palestinos e judeus das forças de Israel.
• A Crise Sanitária do Ébola: A África Ocidental (e casos isolados no Ocidente) enfrentou o maior e mais mortal surto do vírus Ébola da história, espalhando o desespero global e obrigando a Organização Mundial da Saúde a decretar emergência internacional.
Jeannie resume Parte 2
ResponderExcluirAs Perdas Culturais e o Luto dos Contemporâneos
O mundo da cultura e do entretenimento chorou a perda de ícones insubstituíveis que partiram para o andar de cima: o brilhante ator José Wilker, o genial comediante americano Robin Williams, o mestre da MPB Jair Rodrigues e o eterno Roberto Gómez Bolaños, criador do Chaves. No campo pessoal, o coração do bardo Homero sofreu as perdas dolorosas de dois grandes amigos contemporâneos da sua própria geração: Ivo e Júlio.
A Ruína Económica e o Pesadelo do 7x1
Na economia nacional, o governo da Presidente Dilma Rousseff entregou um cenário de recessão técnica generalizada. A maquiagem fiscal ruiu por completo: o Ministro Guido Mantega entregou mais um "PIBinho" medíocre (que fechou em apenas 0,5%), uma "inflaçãozona" que estourou o teto da meta, uma educaçãozinha com queda nos índices nacionais e um "déficitizão" histórico nas contas públicas, com o pior índice do IDEB ("IDEBinho") a coroar o descalabro educacional.
No futebol, o sofrimento dividiu-se em dois planos: no cenário de clubes, o tradicional Botafogo viveu o pesadelo de ser rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro pela segunda vez na sua história. E no plano nacional, o Brasil sediou a Copa do Mundo de 2014 em junho e julho. O orgulho inicial do país ruiu na tarde de 8 de julho de 2014, no Estádio Mineirão em Belo Horizonte: nas meias-finais, a Seleção Brasileira foi historicamente esmagada e humilhada pela Alemanha por uma impiedosa goleada de 7 a 1, um resultado tão traumático que virou o jargão nacional definitivo para definir qualquer fracasso quotidiano.
O Lado Azul: A Vitória da Família, do Rock e as Glórias das Águas
Encontrar notícias azuis de bonança foi um exercício herculano para o bardo, que teve de se socorrer do orgulho pessoal da Família Ventura. O segundo livro da sua filha Renata Ventura, a aclamada fantasia juvenil "A Comissão Chapeleira" (a aguardada sequência de A Arma Escarlate), foi lançado e recebido em apoteose pelo público leitor. Na música, a banda Baleia (do seu filho Felipe Ventura) conquistou a glória ao ser oficialmente escalada para o prestigiado festival internacional Lollapalooza Brasil.
Na cultura e no entretenimento, destacaram-se os lançamentos literários sensacionais de Fernanda Torres (Fim) e de Raphael Montes (Dias Perfeitos). O país acolheu mais uma memorável digressão de Paul McCartney pelos estádios brasileiros. No ecrã da TV, os "entendedores" vibraram com o regresso do agente Jack Bauer na minissérie 24 Horas: Viva um Novo Dia, o sucesso da novela O Rebu e a densidade de Dupla Identidade. No campo da ciência espacial, a humanidade aplaudiu o feito histórico da Agência Espacial Europeia, que operou o inédito pouso da sonda Philae no cometa 67P em novembro através da missão Rosetta.
No desporto internacional, a jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai fez história ao ser agraciada com o Prémio Nobel da Paz aos 17 anos. Nas águas e nas piscinas, o desfecho do ano foi brilhante e "azul": o surfista brasileiro Gabriel Medina conquistou o seu inédito e sensacional título de Campeão Mundial de Surf no Havaí, lavando a alma do desporto nacional, enquanto a delegação de natação brasileira brilhava no Mundial de Piscina Curta em Doha, liderada por César Cielo.
O grande e histórico facto geopolítico final deu-se a 17 de dezembro de 2014, com o anúncio oficial do reatamento das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba após mais de cinquenta anos de embargo e Guerra Fria. O processo histórico liderado por Barack Obama e Raúl Castro contou com o apoio confidencial e o backup decisivo da diplomacia do Papa Francisco, que consolidou o seu papel como o grande facto positivo e pacificador do planeta, merecendo a genial e histórica capa da revista Veja de dezembro daquela semana celebrando o "Papa da Paz".