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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Engenheiro metido a besta


Hoje 11/12, celebra-se mais um Dia do Engenheiro.
Algum tempo atrás um amigo reclamou que eu não celebrei,
um blogueiro engenheiro teria que registrar....
Falha nossa!!!
Pensei rapidamente no assunto
e lembrei que um belo motivo para 
eu ter inconscientemente esquecido da data
pode ser minha sina de exemplo de desvio de função visceral.
Escrevi sobre isso, e agora atualizo!
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Sou um engenheiro civil que nunca projetou ou construiu nenhuma casa, prédio, ponte, estrada ou barragem, afinal, 4 dias depois de me formar, soube que iria me tornar Engenheiro de Petróleo. Cronologia? Formei-me em 31/12/1980 e recebi, no dia 4/1/1981 o telegrama dizendo que havia passado no concurso da Petrobras, e que seria admitido (caso passasse nos testes psicológicos) para o curso de Engenharia de Petróleo. Daí, varreu-se-me da memória qualquer vestígio de vigas, pilares e lajes durante aquele mês, e entrei na Petrobras em 5/2/1981, aonde fiquei até 2016... nunca fiz uma entrevista de emprego, nunca mandei um currículo... depois ainda exerci a profissão por mais um ano, e agora parei mesmo!

Era um mundo totalmente diferente ...
Éramos 200 engenheiros na ensolarada Salvador, que embarcariam num novo mundo, uma nova língua, um verdadeiro dialeto, e acabou-se logo no primeiro dia uma ideia que o povo ainda tem: que o petróleo então dormia em lagos no fundo da terra. Essa nova engenharia era inversa da que eu havia aprendido, ela construía para baixo, e era uma obra de um, dois, sete, dez quilômetros lá para o fundo, para trazer o óleo à luz do sol.

Foi um ano de especialização e então haveria a distribuição pelo país. Fiquei no 'quintil' (existe isso?) melhor e consegui vir para o Rio, fui cedido à Braspetro, subsidiária que cuidava dos negócios internacionais, que era a opção mais próxima que podia da minha querida Santos.

Mas o desvio não parou por aí.... afinal, 6 anos depois de formado em Engenharia de Petróleo, foi a vez de abandonar poços, revestimentos, árvores de natal (secas ou molhadas), separadores, FPSOs, e virei Analista Econômico de Contratos de Exploração e Produção, onde realmente me encontrei profissionalmente, e virei fera em contratos de todos os tipos, Concessão, Associação, Partilha de Produção, Serviços, de países dos quatro cantos do mundo....

A coisa foi ainda mais adiante quando desviei de vez,  10 anos depois, e virei Gerente Financeiro de nosso escritório nos Estados Unidos, e esse foi outro mundo novo, aprendi contabilidade e finanças na marra, em outro idioma, e pra complicar um pouco, os negócios eram não apenas de E&P ("aquela diretoria que fura poço e acha óleo", lembram-se de Severino Cavalcanti?) que era minha praia como engenheiro, mas tinha que controlar as atividades de Trading e Procurement. Foi tenso!!!

Na volta, cheguei a ser responsável pela Comunicação Internacional, mas logo voltei ao Portfolio  e segui minha estrada por aí, e geri a estratégia internacional até que acharam que a atividade internacional não era mais prioridade.
Claro que, em todos esses movimentos, sempre me vali do raciocínio lógico que desenvolvi na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, e tudo o que consegui começou lá, não posso renegar. Os ventos da vida é me levaram a outros portos.
Isso tudo sem contar que sou mesmo é um
engenheiro metido a besta
que acha que sabe escrever
e fica incomodando os amigos com suas abobrinhas...

Um abraço

Homero Para Sempre Desviado Ventura

5 comentários:

  1. Homerix, nada de "metido à besta"... Sabes que também sou engenheiro (de 1982) e também contador, e, modéstia à parte, escrevemos um tantinho melhor do que muitos "letristas" por aí...Feliz ou infelizmente...E tenho muito a agradecer a você e à nossa saudosa amiga Leilane (Enga, química e "letrista") por muitas dicas IMPORTANTES do tipo "mim fazer", "meia-chateada" e vai por aí afora...Abçs, Anonymous AC

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  2. É muito interessante e estimulante ver o histórico profissional dos colegas de trabalho com tanta diversidade de atividades. Considero que a mudança é essencial para o desenvolvimento profissional e observo que ela tem ocorrido cada vez mais cedo atualmente. Na minha turma são pouquíssimos casos de pessoas que continuam na mesma atividade desde o início (há quase 9 anos). Acho que não há um tempo mínimo ou máximo, cabe a nós saber o tempo certo.
    Juliana

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  3. Homerix,

    A recíproca do título da sua postagem é mesmo um gerador de grandes problemas, i.e., as bestas metidas a engenheiro, entre outras profissões. O seu CV é exemplar e inspirador, quer pela a origem que certifica o profissional oriundo da Poli-USP, quer pela competência e pela versatilidade. Parabéns.

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