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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Terê e Júlio

Escrevi esta homenagem aos amigos Júlio e Terê em 2009, quando moravam na Nigéria!!!


Se me pedem pra falar
Da mulher do outro, eu fujo!
Mas não posso me furtar
A falar de Miss Araújo!

E se o outro é o Júlio,
Mais tranqüilo eu sigo!
E encho a boca de orgulho
Pra falar de meu amigo!

Júlio está sempre elegante,
Mas no bolso, não põe a mão!
Que nada! Não se espante!
É intriga da oposição!
A Terê sempre garante
Que ele é um maridão!

Descrever a Família Gontijo
Me enche de satisfação!
Muito respeito eu exijo!
Portanto, preste atenção!

Pros filhos de Júlio e Terê
O que não falta é família!
Solidão é que não vão ter
Por falta de tio ou tia!

Quem diria que a família,
Mineirinha até o fundo,
Iria escrever a cartilha
De como ganhar o mundo?

Começou em San Francisco!
Enquanto Júlio estudava,
A Terê cozinhava!
Daniel ficava arisco
E com a Juliana brincava,
Enquanto Ana Paula mamava!

Na volta, veio o vício!
Todo sábado, sem perdão,
No Rio ou Macaé!
O buraco ficou vitalício,
Virou item de exportação,
Virou instrumento de fé!

Depois, veio um vazio,
No começo da vida texana,
Pois tinham deixado no Rio
Sua querida Juliana!

Depois viraram o jogo,
Com agitação e amizade
E logo puseram fogo
Na vida chata da cidade!

Terê, então nem se conta!
Sempre a se relacionar!
Além de estar sempre pronta
Para os amigos ajudar.

Daniel voltou pro Brasil,
Em busca de novos caminhos.
De repente, Ana Paula se viu
A centralizar os carinhos.

Quando se foram, deixaram
Um vazio triste e profundo.
Um oceano cruzaram
Pra conquistar outro mundo.

Em Lagos, passaram no exame.
Ao lado, a miséria sem fim!
E Terê virou madame,
Com cozinheiro de Benin.

Na Nigéria vão ficando,
Sem filhos pra tomar conta.
Se precisar, é só dizer quando!
Pra viagem, Terê está pronta.

O Júlio ganha a milhagem
Quando viaja a serviço.
Terê aproveita a vantagem
Sem pagar nada por isso!

Então, é Londres, Roma, Paris!
Terê escolhe onde fica!
Mas ela fica mesmo feliz,
Quando vai pra Costa Rica!

Lá está a Ana Paula,
Feliz como pinto no lixo!
Na cozinha, ela dá aula!
É a gerente do bochicho!

Terê até vem à terrinha
Pra ver os outros filhos,
Pra ser um pouco mãezinha
E colocá-los nos trilhos!

Logo ela vai pras Gerais,
Pra ver toda a família.
Deixa a mãe ficar em paz,
E vai com Júlio pra Brasília!

Lá ele mata a saudade
De pai e mãe abraçar!
Mas logo sai da cidade,
Pois seu negócio é pescar!

Que nossa amizade sempre seja
Verdadeira, Sincera e Pura.
Vida longa é o que lhes deseja
Toda a Família Ventura!


sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Hoje é um dia especial

Há 1 ano, sou gerente,
  há 4, voltei da América,
     há 8, fui pra lá.
Há 10 anos, escrevo,
   há 15, meu lar é de 6,
      há 18, não procrio,
           há 19, calculo VPL,
                há 20, viajo.
Há 21 anos, sou órfão,
 há 23, pai,
   há 25, marido,
     há 26, Petrobras,
       há 27, engenheiro,
         há 29, namorado,
           há 32, politécnico.
Há 33 anos, fiz cursinho,
   há 41, admissão,
       há 42, vi Pelé jogar,
            há 43, sou beatlemaníaco
                 há 44, sou marista.
Há 45 anos, li
  há 48, falei,
      há 49, desmamei,
          há 50, nasci,
  Neste exato dia!
   5.0
meio século
fifty/fifty?
half & half?
segundo tempo?
topo da ladeira?
metade do caminho?
contagem regressiva?
o caminho de volta?
o começo do fim?
o fim do começo?
a caminho do pó?
velocidade zero?
pressão mínima?
cinqüentinha
Lá vou eu!
Fui!


Será uma visão pessimista (pelo ar de decadência) ou otimista (pela meta)?
Bem, segundo o IBGE, sou super-otimista: me falta meio ano de vida!!
Acabo de entrar na contagem regressiva de 183 dias para o fim!!!
Afinal, é ano bissexto!!!
A expectativa média de vida de um brasileiro nascido em 1958 era de 50,5 anos!!!
Dizia o IBGE naquela época!
Pois é, amanhã, restarão 182 dias, e assim por diante!!
Que nada, como eu disse, vou sair dos “ENTA” e chegar aos 100 anos!!
Se Deus permitir, como agora, com saúde, e no seio da família!!
Trabalhando, não sei!
Escrevendo, com certeza!!
Se o alemão deixar!!