sábado, 4 de abril de 2026

OUÇA e LEIA - McCartney no Centro das Novidades - By Cláudio Teran



Todo Domingo é Total, das 7 às 9 da manhã, na Rádio Assunção Cearense!!! 

https://620am.com.br/

É Cláudio Teran quem comanda!!!

Mas todo Sábado é Cabal, pois Cláudio Teran nos conta as Beatles News, no Programa Submarino Angolano da LAC Luanda, às 13 horas BSB, 17 horas LDA!

Hoje, tem super novidades de Paul, mas tabém de Ringo e de John

Clique no Play Verdinho

para ouvir

View on Vocaroo >>

E leia a seguir!

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McCartney no Centro das Novidades

 Entra A Hard day's Night com a Orquestra de George Martin


Amigos e amigas olha nós aqui de novo. Mergulhador Cláudio Teran chegando, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do Brasil com as novidades Beatles da semana.

E só dá Paul McCartney na pauta. Beatles News, Beatles ao cair da tarde pelas ondas da sua LAC FM e o nosso Submarino Angolano. Então, juntos vamos, mergulhar.

 Entra Gimme Love com George Harrison

Para os fãs de George Harrison que lamentam a falta de lançamentos relevantes, uma pequena informação. O videoclipe stop-motion da música "Give Me Love", ganhou o prêmio de "Melhor Animação" no Hollywood Music Video Awards.

Dirigido por Finn Wolfhard, o video usou diversos elementos em sua produção, da argila à inteligência artificial. Tudo ao som de Give me Love. George participa com seu visual da década de setenta, como um dos bonecos da animação stop motion.

Foi tudo feito em um lugar chamado Nobody Told Me Studios, com participação de Dhani Harrison e um time de profissionais do design digital comandados por Finn Wolfhard. No YouTube tem um making of desse trabalho vencedor.

 Entra Blue Suede Shoes ao vivo com John Lennon

Oito álbuns de John Lennon estão de volta em SHM CD e com embalagens luxuosas. SHM-CD (Super High Material) é um formato de CD de alta fidelidade desenvolvido no Japão pela JVC Kenwood e Universal Music em 2007.

E utiliza um policarbonato superior, mais transparente, derivado de telas LCD. Segundo a JVC e a Universal Music, este material permite uma gravação e leitura mais precisa dos dados do CD, resultando em um som mais limpo e encorpado.

 Entra Boni Moronie com John Lennon

O SHM-CD é comum no Japão, mas pela primeira vez os discos de John nesse formato ganham lançamento mundial. Os álbuns vêm com encartes e capas originais, e a edição bem cuidada tem fotos impressas no próprio CD. Quer comprar? Os SHM CD, Live Peace in Toronto, Plastic Ono Band, Imagine, Mind Games, Walls and Bridges, Rock’n’Roll, Double Fantasy & Milk and Honey já estão em pré-venda. E estarão nas lojas físicas e digitais a partir do dia oito de maio. Sometime in NYC ficou fora do pacote.

 Entra Golden Slumbers ao vivo com Paul McCartney em Los Angeles

No sábado passado enquanto o Submarino Angolano estava no ar, antecipamos que havia gente na fila para assistir ao segundo show de Paul McCartney e banda no Fonda Theatre em Los Angeles. A segunda noite foi a do encontro dos vips.

Stevie Nicks, Taylor Swift, Margot Robbie, Billie Eilish, Ringo Starr e Barbara Bach compareceram. Ingressos para as apresentações no Teatro Fonda esgotaram-se em minutos. Quem conseguiu entrar encontrou à venda diversos itens personalizados com a logomarca Rocks the Fonda. Havia copos, camisetas, bonés e muito mais.

Nos setlists das duas noites, nenhuma novidade, ou seja, ele não cantou Days We Left Behind. Tocou 21 faixas no dia 27, e 23 no dia 28. O setlist da segunda noite incluiu músicas não tocadas na primeira como Maybe I’m Amazed e From me to You.

 Entra Lost Horizon com Paul McCartney? 

Na segunda-feira, uma surpresa. De repente, apareceu esta canção na internet...  Chama-se Lost Horizon, mais uma inédita do novo disco de Paul McCartney. Mas é ele mesmo? O surgimento de Lost Horizon gerou polêmica, desconfiança e desmentidos.

Um desconhecido soltou a faixa no You Tube, usando como tela a logomarca do próximo disco de Paul, The Boys of Dungeon Line. Os desconfiados consultaram a inteligência artificial do Google, eu entre eles. A IA do Google disse: a canção é autêntica.

Por outro lado, portais especializados em Beatles tentaram saber alguma coisa do próprio staff de Paul McCartney, e o agente publicitário da MPL, Steve Martin, disse aos editores da Revista Beatlefan que Lost Horizon, essa canção aí, é fake...

Depois que a polêmica estava estabelecida, Lost Horizon sumiu do You Tube. Foi retirada, mas o Mergulhador conseguiu salvá-la para analisar melhor. Meu ponto de partida foi procurar alguma Lost Horizon lançada por outros artistas para checar se alguém teria feito uma brincadeira utilizando a voz de Paul com Inteligência Artificial.

No próprio You Tube tem muitas gravações com uso de IA onde Paul McCartney e os outros Beatles aparecem cantando faixas do Oasis, U2 e outras bandas. No caso de Lost Horizon não há nada. Burt Bacharach e Michael Schenker Group têm canções com o título Lost Horizon, mas são bem diferentes desta atribuída a Paul McCartney.

Diante disso persiste o mistério. É Paul ou não é? O que o amigo ouvinte e seguidor do Submarino Angolano acha?  Antigamente, quando o formato dos discos era somente físico, os vazamentos eram comuns tão logo cópias promocionais dos futuros álbuns chegavam à imprensa para audições antecipadas. Versões piratas geralmente vinham daí.

Hoje não tem mais isso, os arquivos são digitais, então em tese Paul McCartney e seu staff têm como manter The Boys of Dungeon Line inédito até a data oficial de lançamento, marcada para o dia 29 de Maio. Mas, e esta Lost Horizon?

Enquanto isso, na terça-feira, os rumores de que Paul McCartney tocaria para os funcionários da Apple na festa de 50 anos da empresa criada por Steve Jobs foi de boato a fato em poucas horas, e ele foi lá e cantou sim para a turma da Apple. 

 Entra Hey Jude ao vivo com Paul McCartney na Apple

Quando Paul chegou ao Apple Park, em Cupertino, na California, foi calorosamente recebidos pelo CEO, Tim Cook e toda a diretoria da Apple. A banda fez a passagem de som no palco hi tech no final da tarde da terça-feira, dia 31 de março.

À noite, os sortudos da Apple viram Paul em um show exclusivo. O mesmo tocado no Teatro Fonda com um total de 23 músicas. A repercussão não demorou, pois quem estava lá começou a soltar vídeos nas redes sociais em tempo real.

No dia seguinte, Paul soltou uma nota: “nos divertimos muito tocando para o pessoal da Apple em sua sede em Cupertino. Não consigo acreditar que já se passaram 50 anos desde que Steve Jobs me deu meu primeiro iPhone, mas é verdade! Foi ótimo estar lá para ajudar Tim Cook e sua incrível equipe a comemorar seu aniversário”. Paul McCartney.

 Entra Let It Be ao vivo com Paul McCartney na Apple

Há muitos vídeos na internet com trechos da apresentação postados pelos funcionários da Apple. E opiniões divididas dos fãs. ‘Preferia não ver Paul misturado com Tom Cook. Esse cara é um trumpista’.

A BBC 2 através da plataforma iPlayer confirmou para o dia 11 de Abril a exibição do documentário, A Caçada ao Baixo Perdido, que conta a história da busca de 50 anos pelo primeiro contrabaixo Hofner de Paul McCartney, roubado dele em 1972.

Mais Paul McCartney. Está disponível no You Tube, Man on the Run in Conversation, longa entrevista comandada pelo diretor Morgan Neville. O conteúdo é muito interessante, e tem muitas coisas que Paul conta, que não foram ditas no documentário.

 Entra It's Been Too Long com Ringo Starr

Na quinta-feira, Ringo Starr & T Bone Burnett receberam amigos e convidados para um evento restrito, a festa de audição do álbum ‘Long Long Road’, que os mortais comuns como nós e milhões de outros só ouvirão a partir do dia 24 de abril.

Sean Penn, Jeff Bridges, John Mellencamp e outros famosos escutaram por antecipação as 10 novas faixas. “Long Long Road” tem colaborações de Sheryl Crow, Billy Strings, Molly Tuttle, Sarah Jorosz e St. Vincent, da nova geração do country.

Na sexta-feira, 3 de abril saiu o segundo single do novo álbum de Ringo, a regravação de "Choose Love", com participação de St. Vincent. E a gente fecha as BN com ela...

 Entra Choose Love com Ringo Starr


As Viagens do Submarino Angolano em março de 2026

 O racional desta publicação é o seguinte: a cada mês apresentar o teaser que sempre faço a cada viagem, que sempre termina com o link para o programa ao vivo, todo sábado

https://mytuner-radio.com/pt/radio/lac-luanda-antena-comercial-397525/#google_vignette
Às 13 horas (Brasília) 17 horas (Luanda)

E também apresentar o respectivo OUÇA e LEIA atrelado, com o áudio E o texto do Papo do Contramestre ou da Madrinha

Vamos às viagens de março de 2026!

Papo 8:  14 de março de 2026
Bem... Hoje, voltaremos a ressaltar a fase romântica de George Harrisnon.
Pela última vez! 
Nos capítulos seguintes virão as fases Madura, Indiana e Psicodélica de nosso guitarrista!
Sim, foi a última declaração de amor dele, lançada no último disco dos Beatles.
E é um bluezinho delicioso, com direito a lap guitar de John, ...
... e a um piano maneiríssimo de Paul!!!
Aqui, neste LINK, o OUÇA e LEIA correspondente


Papo 9: 21 de março de 2026
Este Contramestre do Submarino Angolano já fez programa de quase UMA HORA.... foi sobre uma das Décadas pós Beatles...  mas falava sobre os 4 (já não tão rapazes assim) e tinha vários factos e fonemas.

Hoje, companheiros de viagem, o Papo do Contramestre terá QUARENTA minutos versando apenas sobre UMA CANÇÃO, de UM BEATLE, que não teve nenhuma participação dos outros três, e que no disco pouco passava de DOIS minutos!!

Muita história pra contar, não é mesmo?

Um recorde até aqui, nos anais deste espetacular submarino. 

Notarão também que o Contramestre está vivaz como nunca antes!

Venham descobrir os 5 Ws / 1H sobre a canção mais regravada da história da Música Popular, com detalhes e causos e surpresas. 

Aqui, neste LINK, o OUÇA e LEIA correspondente


Papo 10:  28 de março de 2026
Exibido em 4 de abril
HOJE É DIA DE MADRINHAAAA!
ALELUIAAAA!
Escorregada do último programa de março para o primeiro de abril, temos mais um papo delicioso de Virgínia Abreu de Paula a contar como SENTIU os Beatles lá em seus ainda 16 aninhos!!!
E hoje com direito a Alain Delon, Mutantes, Cinema Mudo e Tom Jobim, algumas das presenças muito rapidinhas, mas marcantes! 
E, dou um doce pra quem PERCEBER a presença de Ney Matogrosso!
Conto DEPOIS do programa.
Aqui, neste LINK, o OUÇA e LEIA correspondente


sexta-feira, 3 de abril de 2026

The Beatles In My Life: Conhecendo o LP Os Reis do Iê Iê Iê


 The Beatles In My Life: Depois do filme Os Reis do Iê Iê Iê, veio o LP

Este é o 8º programa mensal especial do Submarino Angolano, 
em que Virgínia Abreu de Paula nos conta 
sobre suas experiências com os Beatles. 

Ela tem hoje 77 anos e viveu Beatles na veia, 
e tem muita história pra contar!


 Clique no play verdinho... 

e leia o que acontece aqui, abaixo !!

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Entra vinheta de The Beatles In My Life 

Caros ouvintes. Eu de novo. 

Diretamente  de Montes Claros MG falando sobre os Beatles  na minha  vida. 

. The Beatles In My Life.


Entra vinheta de The Beatles In My Life

Entra A Hard Day's Night

No episódio passado, saí  do cinema, depois de ver o filme "A Hard Day’s Night", para o  casamento do meu primo Tarcísio. Chegando lá, uma surpresa. Uma moça com cabelo Beatles! Mop Top. Ela com a cabeça igual a de Paul. E o rosto  também. O mesmo narizinho. Fico pensando, que, finalmente,  as  meninas podem copiar o visual dos  seus  ídolos. Será que teve  alguma  de topete  com  brilhantina? Pode até ser,  embora nunca  tenha visto.  E as costeletas de  Elvis?  Impossivel. Franjas  dos Beatles,  sim.

Durante  a festa,   ouço  o  papo  entre  minha  mãe  e minha prima Marlene, irmã do noivo. Minha mãe. -

“Hoje  eu  fui ver o filme dos  Beatles!” 

– Oh, tia Fina, que legal. A  senhora gostou?” 

“Sim! Muito alegre...e eles cantam!”

Pois é, além de tudo, eles cantam! É como sempre digo. A maravilhosa música deles veio de bônus. Mas o real motivo de tanta devoção, é mistério. 

Entra Fool on The Hill 

Sei que, alguns anos depois, uma prima disse algo parecido. A gente tinha ouvido Fool on  the Hill. Ao témino,  ela sai  com  essa:   

Não é  que  também  cantam e  compõem músicas  lindas  assim?  

Completa dizendo que para ela,  eles  eram ... filósofos!

Bom, no dia seguinte, vamos para o Rio de  Janeiro. Minha  primeira viagem  ao  Rio. Conhecer  o mar!  Fico emocionada ao  ver o Cristo Redentor! Tudo lindo. 

Entra Balada de um Louco

Eis então  que vejo, num jornal, no  dia 17 de janeiro,  o  aviso que, no dia 18,  nada  menos  que Alain Delon chegaria à cidade maravilhosa. Às cinco da tarde. Ficaria no Copacabana Palace. Pertinho de onde a gente  estava.  

Dia seguinte, olha nós lá na porta do Copa esperando a chegada do homem mais lindo  do  mundo. 

Eu muito apaixonada, gente. Tinha até  álbum só com fotos dele. Primeira vez que vi um filme  com  ele, perdi o apetite para o almoço. Tinha visto o filme  pela  manhã. Sei de uma moça  que perdeu o sono. Sei de uma senhora  que teve de beber um litro de água ao sair do cinema.  E sei  de outra que ficou  de cama, teve de chamar  médico! Puxa vida, como me comportaria ao  ver o  galã  de perto?

Não sei, não fiquei sabendo.  Pois, adoeceu com pleurisia no dia do  embarque. Chegada adiada  sine die.

Pronto. Que decepção! Junto com preocupação. Seria doença grave? Vendo minha cara de  tristeza,  meu pai  resolve  me  ajudar  aconselhando  a  ver  outras  belezas ali  perto  de mim.  As ondas  do mar,  as  gaivotas  voando...

Paisagem  magnífica  bem  na  sua  frente.
 Diz  ele. 

E eu  respondo cantando.

Mas pra  que? Pra  que tanto céu, pra que  tanto mar pra quê? De que servem as ondas que quebram e o vento da tarde,  de que serve a tarde, inútil  paisagem. Pode ser que não venhas mais que não venhas nunca mais... De que valem as  flores que nascem  pelos caminhos, se o meu  caminho, sozinha... é  nada...”  

Nossa, que fossa!  

Vamos seguindo de volta para o hotel. No  caminho, está uma loja de discos. Na  vitrine, exposto "A Hard Day’s Night". 

Entra A Hard Day's Night

Pois aquelas carinhas na capa me puxam para cima de novo. Fizeram o que a paisagem não conseguiu. Gente, que capa deliciosa! Novamente, eles indo além do conhecido.  Totalmente fora do convencional. Cinco fotinhas de cada um em preto e branco, caretando, sorrindo, fazendo  graça. Até de costas. Como rolos  de filmes! 

“Vamos comprar”,  decide  minha  mãe.  E compramos.

No ônibus na volta, ele vem no meu colo dentro de uma sacola. Não  podia colocar dentro da mala. Tinham  de estar  comigo. E eu sentindo estar  abraçada a eles durante  toda a viagem

Parada  em  Belo  Horizonte. Meu pai  compra "O Estado de Minas". Vem o comentário sobre o filme pelo Cyro  Siqueira. Surpresa, surpresa! Bonequinho aplaudindo! É verdade que não em pé. Mas batendo palmas. Elogios do início ao fim.

Compara  o filme às comédias Keystone. O que seria isso? Não importa. Ali estava um  intelectual, daqueles que só apreciam filmes Classe A, delirando com a aventura cinematográfica dos  Beatles. E Virgíli,o que pensava ser  bobajada ...Perdeu!

Finalmente,  de volta a Montes  Claros. Hora  de apreciar  o  disco. Do meu jeito. Curtindo.  Capa na  mão, apreciando o trabalho artístico de Robert Freeman. Percebo algo novo: nenhuma música  cover.  Todas  deles. Lennon/McCartney. 

Entra I'm Happy Just To Dance With You

Hoje, já sei  que haveria  uma de George, mas ... ele não a entregou  a tempo. Era lento mesmo, no início. Porém, é o cantor principal da faixa I’m Happy Just to Dance With You. Faz parte da trilha do filme, mas só agora, ouvindo com atenção, pego um pouco do significado da letra.  Custo a crer. Ele se contentava em dançar com seu par. Sem precisar de apertar. Esses Beatles são mesmo  avançados, preciso  de  rapazes, assim...  é o que  penso!  Que lição fantástica. 

Entra And I Love Her

Sinto diferença na gravação de And I Love  Her. No filme, ouvimos bem sua voz o tempo todo. No disco, tem apenas pequeno  trecho  como  no  filme. Duas frases. Fora  disso, é como se  houvesse  um certo eco,  uma sujeirinha. Prefiro como no filme. Hoje sei que usaram uma  técnica  chamada overdub, Paul cantando com ele mesmo. Perde  um  pouco  a mágica. Como  eles não perceberam isso? Talvez para sentirmos ainda  mais a mágica, quando, no meio da música, de repente, surge  sua  voz límpida, purinha... Bright  are the stars  that  shine, dark  is the Sky.

Lado B. Impactante o inicio de Any Time At All. 

Entra Anytime At All

E continua impactando até ao fim. 

Adoro o ritmo de  I’ll Cry Instead. 

Entra I'll Cry Instead

Entra Things We Said Today

Vou às alturas com Things We SaidToday, que é para mim a mais cativante de todo Lado B.  

Entra When I Get Home

When I Get Home me deixa curiosa sobre aquelas vacas voltando pra casa.  I'm gonna love her till the cows come home. 

Outra de ritmo que me faz levantar para  dançar:  You Can’t  Do That.  

Entra You Can't Do That

Lembra o estilo de certos grupos femininos americanos. Já tinham gravado músicas de sucesso de meninas, mantendo o estilo de uma voz liderando e os outros confirmando.  Ringo canta que  is talking  about  boys.  Os outros confirmam que  yeah  yeah  boys!  Só que  agora é musica  de autoria deles. John canta  que  I think I'll let you down... E eles confirmam: let you down.

Termina com I’ll Be Back, 

Entra I'll Be Back

... que se parece ligeiramente com Things  We  Said  today.  Sim,  músicas fantásticas... principalmente devido ao som de suas vozes.  Mersey Sound? Mais precisamente, Beatles sound. 

E como é férias, Walmor logo  chega. Agora, tiro as  dúvidas. Fico sabendo que algumas comédias  do cinema mudo eram chamadas Keystone. Boa comparação com o filme dos Beatles. Instead é "ao  invés".  Mas ele se embatuca com a expressão  das vacas. 

Entra I Wanna Hold Your Hand

Fico na certeza que ele aprecia os Beatles também musicalmente. Sabia que tinha  gostado  do jeito deles. Eis o que já  tinha me dito antes. ~

“Eu  vinha  pela  Afonso  Pena,  quando  ouvi  essa musica  I Wanna  Hold Your hand.. Entrei na loja para  saber quem estava cantando. Quando  vi  a capa, eu gostei.  Dá para  sentir  que são inteligentes.”  

Bom, tinha gostado  da música  também, coisa  inacreditável vindo de quem detestava rock.  Caso contrário, não teria  ficado interessado em saber  quem estava cantando. Mas não fez  elogio  a ela. Fez a eles. A foto mostrava  serem  rapazes  inteligentes. Ele viu o algo  mais.

E naquela  tarde,  disco  tocando na sala cheia  de pessoas conversando, ele se  levanta e pede  silêncio. Se  aproxima  do  toca  disco, atento.  Fim  da  música   e  ele  diz: 

Belisssima  música . Tenho  de reconhecer que os  Beatles são surpreendentes.   

Qual era a música?  If  I  Fell.

Entra If I Fell

Até a próxima, amigos  da LAC.  Obrigada pela audiência.

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Já temos 7 episódios

  1. Como a Madrinha soube da existência dos Beatles clique aqui, 
  2. Quando ela ouviu The Beatles pela 1ª vez, clique aqui! 
  3. Como ela viu o primeiro compacto dos Beatles, clique aqui! 
  4. Como ela ouviu o 1º LP dos Beatles, clique aqui! 
  5. Quando ela comprou o 2º LP dos Beatles, clique aqui! 
  6. Um break: homenagem a George Martin, clique aqui! 
  7. Quando ela viu The Beatles na Telona clique aqui!
  8. Suas impressões sobre o disco A Hard Day's Night, este aqui

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Entaniversários 2026

 Poderia estar no Aurélio (lá venho eu com definições homéricas):

beatle                          
S. m. Ingl.
 1.      qualificativo aplicado a apenas quatro seres humanos
 2.      no plural, entidade especial que se materializou no planeta para compor, cantar, tocar, encantar e mudar o mundo da música, ou melhor, o mundo, sobre os quais frequentemente se ouve falar, em celebrações de aniversário de seus feitos inigualáveis.

Tudo bem, a definição pode ser exagerada, mas vira e mexe aparece nos jornais uma reportagem com manchetes em letras garrafais:
Neste mesmo dia/mês, 10n anos atrás, os Beatles faziam alguma coisa!
(lançavam um disco, davam uma declaração bombástica, abriam uma loja psicodélica, lançavam um novo selo no mercado, tiravam férias nas Bahamas, contratavam uma orquestra para acompanhar rock’n roll, ganhavam um título de Membro do Império Britânico, insultavam Imelda Marcos, reclamavam dos impostos cobrados pela Rainha, levavam um soco de Cassius Clay, faziam uma jam session com Elvis Presley, tomavam banho no mar de Miami, iam ao cinema, comiam pipoca, sei lá!)
Então, surge mais uma definição do Aurélio, desta vez, na versão Homerix:

entaniversário                          
S. m.
múltiplo de dezenas de aniversários (10n anos, sendo 'n' mínimo de 4, máximo de 9), traduzindo, quarENTA, cinquENTA, sessENTA, setENTA, oitENTA, novENTA anos. 

Ano que vem, começará a rodada dos setentinha, claro! Será no dia 6 de julho de 2027, todos nos lembraremos do setentenário d’O Dia em que John encontrou Paul’, o que certamente daria nome de filme, até já teve, com o nome Nowhere Boy (LINK). John, em sua costumeira modéstia, desde pequeno sabia que seria grande. Sempre foi o líder dos grupos em que se metia, para o bem ou para o mal. E líder ele era dos Quarrymen, uma banda de adolescentes ingleses que tocavam skiffle e rock em variados lugares de Liverpool, inclusive em pátios de igrejas. E foi num pátio de igreja, naquela tarde de verão, que ele foi apresentado a Paul por um amigo comum. Paul mostrou na guitarra seu conhecimento sobre o rock americano e também trechos de composições suas. De imediato, John percebeu que estava diante de  “um igual”. Nas 24 horas seguintes, ficou matutando, com seu imensurável ego, o dilema de continuar como estrela solitária ou deixar seu brilho ser ofuscado pela presença de um outro talento no grupo. Quiseram os deuses que ele optasse pela última, e assim criou-se a semente do sucesso dos Beatles.
E depois, continuará a onda dos 70, a começar pelas outras 7 COndições Sine Qua Non The Beatles existiriam, além da descrita agorinha cá em cima, vejam a tabelinha!!
Entenda-se The Beatles' como Beatles sem Ringo

Talvez não sejam assim celebrados os 70 anos das idas do grupo para Hamburgo, entre 1960 e 1961, quando eles eram cinco, ainda sem Ringo, que ainda nem sonhava que tipo de vida teria pela frente. Lá na cidade portuária alemã, eles realmente tiraram sangue para tocar ao vivo, 7, 8 horas seguidas por noite, movidos a estimulantes, e desenvolveram seu incomparável carisma e qualidade de desempenho, deixando-os a anos-luz das outras bandas de Liverpool. 
Em 8 de dezembro de 2030, o mundo lamentará o 2º Entaniversário (50 anos) sem John Lennon, que se foi deste plano espiritual de forma torpe, assassinado com vários tiros pelas costas, por um fanático, quando chegava ao edifício onde morava em New York, após uma sessão de gravação daquele que acabaria sendo um álbum póstumo, cuja canção principal era “Just Like Starting Over”, retratando sua volta ao mundo público, após cinco anos de vida privada para dedicar-se a seu segundo filho. Uma notícia que abalou o mundo: a maioria das pessoas se lembra do que estava fazendo quando a ouviu;
Sempre celebramos os entaniversários de vida dos dois Beatles que sobraram por aqui: os 80 de Ringo, foram em 7 julho de 2020 e os 80 de Paul, foi em 18 de junho de 2022. E que depois venham os 90 e passem dos 100 anos...... Eles têm que compensar a partida prematura dos outros dois e testemunhar a continuidade de sua obra.
 Voltando aos momentos notáveis como grupo, a mídia registrará, no primeiro dia de 2032, o septuagésimo aniversário da rejeição dos Beatles pelo burocrata de plantão da gravadora Decca Records, que ouviu um teste ao vivo dos rapazes, e sacramentou, impávido: "Esses grupos com guitarras estão com os dias contados!". Claro que o "gênio" se arrependeu profundamente, apesar de ele estar intrinsecamente certo, pois os dias estavam realmente contados: só que o contador já está, hoje, em 23.466 e segue a crescer! Felizmente, para a sua história, George Harrison aconselhou, e ele pôde se redimir, e contratou uma outra banda que fez um teste por lá, cujo nome lembrava algo como “Pedras Rolantes”!!
  E virá 5 de outubro de 2032 quando o mundo celebrará 70 anos do nascimento oficial dos Beatles, com  seu primeiro compacto (com “Love me Do” e “P.S. I Love You”), que conseguiu chegar ao 17º lugar na parada nacional inglesa, feito nunca antes alcançado por nenhum outro artista em sua  estréia.
  Talvez 2033 passe em branco, quem sabe uma rápida menção aos setentinha do lançamento do primeiro LP “Please Please Me” e o tempo recorde de sua gravação, praticamente um LP inteiro em apenas um dia, mas 2034 virá com toda força, com o setentenário da invasão beatle na terra de Tio Sam, com os shows de Ed Sullivan, e do lançamento do filme “A Hard Day’s Night”, aqui lançado como “Os Reis do Iê Iê Iê”, ainda hoje considerado um marco do cinema mundial.
  Temos celebrado os 60 anos. Em 2025, teve “Help” e “Rubber Soul”, 2026 virá com “Revolver”, todos álbuns antológicos, tornando-se respeitáveis sessentões, e, chegará o ano da graça de 2027, com “Sgt. Peppers’ Lonely Hearts Club Band” e "Magical Mistery Tour", o filme e o disco, e depois, 2028 celebrando um sexagenário Álbum Branco além do filme Yellow Submarine, e 2029, como o último ano produtivo da banda virando idoso, com três momentos: os álbuns Yellow Submarine e Abbey Road e a foto icônica da capa deste último, que também será celebrada.
  Um ciclo se fechará com os 60 anos do lançamento de Let It Be, em 2030, mas certamente não parará por aí. Depois dos 60, virão os 70 e depois os 80, e assim por diante, até que chegarão as comemorações centenárias, então pode ser que já sem a presença de nenhum beatle nesta dimensão, tomara que não. Paul e Ringo já deverão estar lá, juntos a John e a George, observando o “estrago” maravilhoso que fizeram em sua passagem pela Terra. E a gente também lá, quem sabe, vendo os filhos (já passei a bola para os meus!), netos e bisnetos ainda embevecidos pelo inebriante som, e contribuindo para a permanência do mito!!!
    Não há dúvida de que o fenômeno veio pra ficar .... para sempre.
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A partir de agora, um pouco mais de detalhes de algumas da celebrações que virão!

  Em 2027, chegará a vez de celebrar o sessentão “Sgt. Peppers”, o mais-que-notável marco da música mundial, aquele divisor de águas, do antes e do depois. Sempre houve festas mundiais em homenagem ao notável disco, lançado em junho de 1967. Esquecem-se, entretanto, de notar o quadridecênio (!) da morte do empresário Brian Epstein, que ocorreu apenas 2 meses depois, numa overdose adicional de soníferos, o que, queiram ou não, contribuiu decisivamente para o fim da banda, pois tiveram que tocar o negócio sozinhos. Não entendiam da coisa, Paul se destacou como líder, o que gerou o desconforto de John (ah, o ciúme!), e por aí foi, até que caiu a última gota, a japonesa que virou a cabeça deste último, conseguiu o que queria, e transbordou o copo.
  A imprensa poderá deixar passar despercebido (mas eu não deixarei de registrar) no Natal de 2027, o sexto “entaniversário” da última mensagem de Natal dos Beatles!!!! Surpresa? Explico: desde 1963 (por sugestão de Brian Epstein, claro) os Beatles gravavam uma mensagem de Natal que era direcionada somente aos membros do fã-clube oficial, sempre simpática e bem-humorada. Na última, além da mensagem, gravaram uma canção, da autoria dos quatro, coisa raríssima, chamada “Christmas Time (is here again)”. Ela teria morrido na lembrança dos fanáticos que ouviam discos-pirata, não fosse o projeto Anthology, que a encontrou nos arquivos da EMI e a lançou em 1995 como Lado B de “Free As a Bird”, aquela canção mixada com o além (voz e violão de John, que Paul, George e Ringo adicionaram arranjos, composição adicional e outros instrumentos). Simplezinha mas bonitinha, “Christmas Time ...” é bem melódica, e é uma oportunidade de ouvir a excepcional harmonia vocal de John, Paul, George, Ringo, os quatro cantando juntos, também coisa rara.
Em julho de 2028, o filme “Yellow Submarine” também tornar-se-á sexagenário. O projeto, que pegava o clima de “Sgt. Peppers” e algumas grandes canções, colocou os quatro Beatles em um desenho animado, numa aventura non-sense fenomenal. Numa falha de avaliação dos Beatles (não foi a única!), eles não acreditavam no projeto e não aceitaram colocar suas próprias vozes. Acabou não fazendo falta, pois colocaram dubladores excelentes e com vozes bem parecidas com os originais, e o resultado global ficou tão bom, que os Beatles adoraram, se arrependeram e acabaram gravando, ao vivo, uma cena final muito simpática e engraçada. O desenho é cultuado como revolucionário, e celebrado até hoje. 
Em novembro de 2028, os jornais celebrarão os 60 anos do lançamento do álbum “The Beatles”, mais conhecido como “White Álbum” (no Brasil, “Álbum Branco”), inédito álbum duplo na carreira deles, inédita capa absolutamente branca apenas com o nome em alto-relevo – no vinil (logo após outra inédita capa, absolutamente lotada de personagens, cores e figuras, que fora o álbum anterior, o não menos famoso “Sgt Peppers”), inéditos encartes com fotos tamanho família dos rapazes (àquela época, já nem tanto), inédita canção de Ringo Starr (primeira a ser permitida pelos donos da banda, Lennon/McCartney), inédita canção experimental de John Lennon, inédito solo (entre os melhores do mundo) executado por um convidado ilustre, inédito “hard rock”, e mais um nem-um-pouco-inédito primeiro lugar em todas as paradas do planeta. Foi o álbum em que ficou patente o começo da divisão: cada beatle chegava com sua composição e praticamente contratava os outros três para tocar instrumentos e prover backing vocal, com pouquíssima influência importante. Nada o que reclamar da celebração, mais que merecida, mas apenas da data em que os festejos começaram, quase seis meses antes do aniversário correto: afinal, o disco foi lançado em novembro de 1968. Entretanto, dá pra entender a expectativa, afinal, tudo o que se refere aos fab four desperta muita atenção, ainda hoje.
           Mais marcante ainda será esperar os jornais de 30 de janeiro de 2029, quando certamente estará estampado nas manchetes .......
    Há 60 anos, os Beatles fizeram sua última aparição ao vivo.
..... lembrando o antológico, e, infelizmente, curto concerto realizado no terraço do edifício em que ficavam os estúdios da Apple, em Savile Row, quando cantaram, de maneira primorosa, além de outras, "Get Back", "Don't Let Me Down”, e "One After 909", desconhecida música do começo da carreira, causando um tumulto sem par nas ruas circunvizinhas, até que foi interrompido pela polícia. As imagens daquele show, felizmente registradas, permanecem vivas na memória de muita gente
      Em setembro de 2029, será a vez dos “sessentanos” do lançamento de “Abbey Road”, para mim e para muita gente (incluindo George Martin, o grande arranjador), o melhor disco beatle, infelizmente seu último trabalho juntos: ali estavam “Something”, “Come Together”, “Oh! Darling!”, “Here Comes The Sun”, "Because", além do imbatível medley de 9 canções, incluindo “Golden Slumbers / Carry That Weight / The End, com John, Paul e George fazendo um duelo de guitarras, e o único e melódico solo de bateria de Ringo em disco beatle oficial. Além do disco em si, os jornais darão destaque a uma outra data, anterior, mais precisamente o 8 de agosto, quando uma notória fotografia atinge a marca. Depois de desistirem de ir ao Himalaia para tirar uma foto para a capa do disco, que tinha Everest entre seus nomes prováveis (uma mensagem de que haviam chegado ao topo do mundo? Não, apenas era a marca de cigarros que alguns fumavam à época!), os Beatles resolveram, naquele belo dia de verão, economizar uns trocados: vamos simplesmente sair do estúdio e atravessar a rua! Doce decisão! Foi o estopim para o surgimento da capa de disco mais famosa de todos os tempos, mais uma capa beatle cheia de mitos, e muita história pra contar. Sim, talvez a foto da capa seja muito celebrada: afinal, trata-se da única faixa de pedestres com notoriedade mundial, ponto de turismo obrigatório!!
E em 2030, chegará  um Entaniversário a lamentar
Será em abril de 2030, quando o mundo vai se lembrar dos 50 anos sem Beatles, e lerá a declaração de Paul nos jornais anunciando o fim da maior banda de todos os tempos, como se fosse ele o mentor de tudo: na verdade, o fim já havia acontecido, mas ninguém sabia... o fim era inevitável, seja por causa da vontade de cada um desenvolver seu trabalho individual, seja por causa de John (talvez influenciado por Yoko), enfim, sempre haverá controvérsias. O sonho de colocá-los juntos novamente acabou com a partida de John, em 1980 e de George, em 2001. Agora, só mandando Paul e Ringo para tocar no céu (ou no inferno, como queriam alguns mid-western americanos, quando Lennon disse que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo!). Desde 1970, a imprensa mundial e em especial, a inglesa, cisma em tentar identificar um grupo sucessor para preencher “o vazio”. Mais ou menos como a imprensa brasileira sempre tentou encontrar um Novo Pelé. Novos Beatles, impossível, afinal aquilo foi uma conjugação cósmica de talentos, num momento astral que dificilmente se repetirá. E mesmo que algum grupo chegasse perto, em talento, em musicalidade, em canções inesquecíveis, seria impossível repetir o que conseguiram, em qualidade e quantidade.
Felizmente, no mesmo 2030, mas em agosto, alguns celebrarão os 70 anos dos Beatles, pois foi naquele mês de 1960 que John pensou nesse nome e o adotou para sua banda. Ocorre que, àquela época, Ringo não estava na banda ainda. Portanto, em minha opinião, ainda não eram The Beatles. Os 70 somente ocorrerão em agosto de 2032, lembrando a mesma data de 1962, qundo Ringo entrou.

    

OUÇA e LEIA - O Lado B de Beatles 65

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