The Beatles In My Life: Homenagem da Madrinha a George Martin
Clique no play verdinho acima e se quiser leia o que acontece ali abaixo
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Olá amigos da LAC, aqui estou eu mais um episódio da série The Beatles in My Life, diretamente de Montes Claros, Brasil.
Eu já contei como descobri ser beatlemaníaca, mas penso ser interessante voltar ao mesmo assunto, mas com mais detalhes. Fiquei fã deles desde o primeiro dia. Apenas fã. Se bem que teve aquela noite em que Elaine e eu deixamos escapar gritos ao ouvi-los cantando via rádio.
Entra I Want To Hold Your Hand
Olhamos uma para outra e caímos na gargalhada. Mas eu me considerando só fã. Todos ao meu redor sabendo disso. Tanto que meu tio e padrinho João presenteou me com o disco Beatlemania no Natal de 64.
Chega janeiro de 65 Vou com meus pais para Belo Horizonte ver o casamento do primo Tarcísio. Meu irmão Virgílio vai nos esperando. a estação. Assim que é desde o trem, ele vai logo me dizendo.
"Amanhã vai estrear um filme que você vai querer ver.
Vai ficar na vontade. Ninguém vai querer te levar."
Eu fiquei curiosa, né?
Qual filme seria?
Os Reis do Iê Iê iê com The Beatles?
"Não adianta pedir que não vou ver essa bobajada."
Ainda estava naquela que, sendo um jovem inteligente, não tinha como apreciar os Beatles. E eu, como não era beatlemaníaca, não liguei a mínima. O filme chegaria a Montes Claros depois de um ano. Era só esperar. À noite vamos ao cinema ver O Professor Aloprado, de Jerry Lewis.
Entra um trecho qualquer deste trailer do Professor AlopradoE não é que passaram o trailer do filme dos Beatles? Pronto, lá estão os quatro muito fofos sentados. Onde mesmo? Carrinhos de bebê? De onde? George om John e Ringo com Paul? Carinhas de inocentes bebês que nem sabiam direito que tinham a dizer. Mas Paul dá conta de informar que tinham acabado de fazer um filme pela United Artists.
Não consegui achar o trailer original dos Beatles de 1965
Eu nunca tinha visto um trailer como aquele e nunca tinha sentido nada como o que senti vendo um simples trailer. Eu luto para não gritar, consigo me controlar, mas diga em voz alta
Não posso esperar um ano. Eu vou com você, diz minha mãe.
Abençoada mãe! E dia seguinte, às duas da tarde, lá estamos no Cine Acaiaca, lotado de adolescentes cheios de alegria, simplesmente porque passariam cerca de duas horas com eles, The FAB Four.
Começa o filme. Nossa,
Entra O ACORDE
ouvi aquele acorde vendo eles correndo numa rua com as garotas atrás, causa impacto tão forte que a ficha cai.
De repente. Eu sei: Eu sou beatlemaníaca.
Respiro fundo e minha alma sorri. A ver eles sendo eles, eu cheia de espanto. Tudo é raridade. O modo como caminham, o modo de falar que inglês diferente é o Grand House. É o inglês Scouse.
Entra qualquer diálogo entre eles, falando com sotaque ScouseA propósito, achei desnecessária a presença figura do avô. Uma avó que não existe. Melhor tudo com sabor documentário.
Entra qualquer cena do Wilfred VOVÔ Bramble
O ator Wilfred Bramble é excelente, o homem clean de um programa de TV. Traz momentos engraçados, mas sai fora da realidade beatle. Richard Lester talvez tenha subestimado a força dos Beatles, achando que roteiro só com relacionado às suas vidas ficaria vazio. Enganou-se.
Claro está que seguem um roteiro fictício, mas dentro do que realmente faziam: viagens, entrevistas, ensaios, gravações, shows e até banhos. Tudo com senso de humor e sabor Beatles e um certo nonsense. O que mais me espanta? O estilo do filme, apenas no visual, lembra o chamado kitchen sink realism britânico,
E não conegui achar nada em áudio sobre o tal Kitchen Sink Realism
com cortes bruscos de uma cena para a outra em preto e branco. Apesar do tema pop. Muito em voga em filmes premiados nos festivais, estilo apreciado por entendidos em cinema, não pela turminha jovem do rock. Pois ali estavam os Beatles, num filme meio que vanguardista feito para teenagers.
Aprovariam? E como, aprovado aos gritos! Acho que foi a primeira vez que isso aconteceu. Hoje Hard Day's Night é dado como exemplo do cinema pop britânico, que surgiu depois do que eu mencionei, mas que bebeu da mesma fonte.
Vejo muitos afirmando que John era líder, como se fosse necessário ter um líder numa banda. E respondo sugerindo que vejam suas entrevistas e seus filmes. Verão que todos recebiam a mesma atenção. John nunca esteve acima dos outros, se bem que nesse filme um deles recebeu atenção especial. Quem? Ringo?
Entra áudio da cena do Ringo, com This Boy orquestral
Há uma sequência toda dele andando solto pelas ruas ao som de This Boy com a orquestra de George Martin. É um dos pontos altos do filme.
Entra I'm so happy just To Dance With YouGeorge também tem sua sequência exclusiva, mas gostei, não. Ele encontra um designer de moda que lhe mostra os modelitos. Todo orgulhoso do seu trabalho, George o trata com desdém, na maior falta de educação. Há fãs que gostaram e muito. Não sei como, não tem graça. George, meu amor, eu te perdoo. Não foi culpa sua. Estava no script, não é?
Todos os momentos musicais são inesquecíveis, mas tenho meus preferidos.
Entra qualquer cena do trem ISHKB
Eles no vagão do trem cantando I Should I Have Better, Pattie Boyd Boy presente. Ali teve início o romance com George
Entra qualquer cena do filme de If I FellJohn paquerando Ringo enquanto canta e faz fé. O que? Ousadia, Ousadia Beatles. Isto é adorável. Ringo fazendo cara de criança aborrecida enquanto arruma a bateria. Quem é que pode?
Entra qualquer cena do And I Love HerPaul tocando aquele baixo mais lindo do mundo cantando And I love Her Só ele na minha frente. Não vejo nada mais do que ele. Só ele. Achei meu príncipe encantado.
Entra cena deles indo pra fora e fazendo estrepolias de Can't Buy Me Love
E Can't BE Me Love na mais perfeita cena de todo o filme para mim. Direção nota dez! Viva Richard Lester. Cinema puro. É bom ser músico de sucesso, mas cansa. Há um certo sufoco entre aquelas paredes, até que as portas se abrem, entra a luz e eles saltam meio que voando para a liberdade, pousando com classe para .... brincarem. Claro, afinal, são os Beatles.
Entra I´ll Cry Instead (que foi usada como abertura da versão em DVD)Fim do filme. Energia de pura alegria e muita emoção no ar, envolvendo todos. Sinto-me abençoada e agora consciente de ser beatlemaníaco... beatlemaníaco. Eu já era e não sabia. Foi preciso um acorde me acordar. Eu e minha mãe vamos direto para o casamento e lá?
Entra a marcha nupcial de Hendelson, só pra enganar!Beem o que acontece lá fica para o próximo programa.
Entra You Can´t DO That, afinal ela não pode fazer isso com a gente, deixarnos um mês esperandoObrigada pela atenção e até o mês que vem.
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