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sábado, 2 de janeiro de 2010

AVATÁXIMO

 
AVATAR  - A minha relação com esse filme começou com uma absoluta má vontade. Pelo trailer que vi, considerei já ter passado da idade de apreciar animações em computação gráfica, com temas épicos, batalhas mirabolantes, enfim, havia decidido não ver. 
Aí vem o Felipe e pergunta: Qual foi o filme de James Cameron que você não gostou? Aí comecei: ‘Rambo II’, ‘Aliens – O Resgate’, ‘True Lies’, ‘Exterminador do Futuro 1 e 2’, e, claro, ‘Titanic’. Bom retrospecto, é verdade! Mas achei pouco. E daí que o cara gastou 500.000.000  de dólares na produção (coloquei todos os zeros de propósito), que a tecnologia usada é inovadora, que o 3D é perfeito, que o projeto durou 10 anos para ser concluído, e daí, quero que ele se exploda.  
Aí, a Renata foi ver, e disse que o filme era isso, aquilo, e ficava de mal comigo se eu não fosse. Felipe foi ver e confirmou. Perguntei se a mãe ia gostar, e os dois foram positivamente unânimes. 
Enfim, acabei indo! Comprei ingressos na sexta para ir no sábado (porque a coisa está assim, não chegue em cima da hora pra comprar). A sessão começa bem com todos os trailers já necessitando que colocássemos os óculos especiais, muito bons, especialmente ‘Alice No País das Maravilhas’, dirigido pelo sempre inovador Tim Burton, em mais uma parceria com o magnífico Johnny Depp, como o Chapeleiro Maluco, e ‘Toy Story 3’, não um trailer, mas um divertidíssimo teaser. 
E, finalmente, começou AVATAR. Resumo da história: com uma hora de filme (ele tem 2:40 hs), fiz questão de mandar um torpedo pra Renata e Felipe: AVATÁXIMO!!! 
Agradecimento, ao vivo, por terem me obrigado a ir! Im-per-dí-vel! Dá para se enxergar cada um dos quinhentos milhões de dólares gastos. A presença de Sigourney Weaver dá um certo peso ao elenco, o 3D é realmente perfeito, mas o que encanta realmente é o universo criado por James Cameron, que assina também o roteiro. No planeta Pandora, uma civilização (humanóides, porém gigantes, de 3 metros de altura), que vive em total harmonia com sua natureza, e em briga com colonizadores humanos em busca de recursos naturais. 
Os Na’Vi são muito interessantes, corpos esguios, ágeis e resistentes, e a tecnologia faz com que seus movimentos na tela sejam precisos, leves, as orelhas pontudas são uma gracinha, denotando as reações, de alerta, alegria e tristeza (especialidade de nossos cachorros). 
James Cameron se deu ao luxo de desenvolver uma língua própria para a sua civilização, o que dá enorme autenticidade à coisa. Grande decisão. 
Muito, mas muito legal mesmo, é a conexão entre alguns humanos e seus Avatares Na’Vi, que é o cerne da teoria de Cameron. Quando um humano dorme, seu correspondente (sua outra persona, seu avatar) acorda, e vice-versa, o que gera uma série de situações interessantíssimas. 
E os animais de Pandora são absolutamente encantadores (e também assustadores, claro), assim como a comunicação do povo com seus ancestrais, suas origens, suas divindades. 
Teve aplauso no final. 
Olha, simplesmente Nota 10 !!!

11 comentários:

  1. Assisti boquiaberto e bestificado a Avatar 3D. É realmente sensacional (com duplo sentido)! Além de ter uma história com boas mensagens, é espetacular a criação de um mundo novo, com flora e fauna próprias, além dos habitantes, sua língua e cultura. A gente sabe que é tudo inventado, mas, de tão bem feito, acredita em tudo que está vendo. Algumas mensagens que percebi no filme:
    Ecológica: toda a vida está interligada numa rede de energia;
    Anticolonialista ou antiimperialista: crítica feroz aos meios utilizados pelas potências mundiais para explorar suas colônias. A carapuça cabe nos americanos atuais e também nos ingleses, franceses, espanhóis e portugueses. Me fez lembrar de como os espanhóis massacraram os nativos americanos em sua busca por ouro, prata e pedras preciosas. Também lembrei de um documentário que mostrava a destruição causada pela mineração na ilha de Bouganville (que dá o nome à flor) no Pacífico. A referênca mais recente seria a tomada do Iraque pelos EUA. Teria sido por petróleo? Também me surpreendeu um filme americano com as forças armadas americanas no papel de vilã e em que desertores são os heróis. Como será a reação da Academia?
    Um toque quase infantil do filme, ao menos para os anglófonos, o nome do minério motivo do embate com os nativos: "Unobtenium". Literalmente, "impossível de obter"! A retirada das tropas americanas no final dá a deixa de que Avatar-2 vem aí. Vai dar trabalho achar um subtítulo diferente de "O Império Contra-Ataca".

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  2. Homero, Também fui assistir Avatar 3D de nariz torcido, achando que não iria gostar de jeito nenhum, mas como quem me indicou é alguém cuja opinião sobre filmes respeito muito, resolvi dar uma chance ao James Cameron. O filme é realmente incrível, depois de poucos minutos eu já era parte do filme! Aquele encontro dos protagonistas a noite na floresta é mágico!

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  3. Oi, Homero, bom dia!
    Ontem fui assistir Avatar, realmente o filme é o máximo! Eu estava mesmo com expectativa de que seria bom mas foi melhor do que eu imaginava, em algumas cenas a sensação é que você está testemunhando tudo em tempo real, fantástico! Saí da sala de cinema pensando em entrar para o Green Peace ou pelo menos aderir à campanha de coleta seletiva do lixo, ser uma multiplicadora disso no meu prédio, sei lá, alguma coisa que ajude a não acabar com nosso planeta, com nossos recursos. O filme traz essa reflexão, de que respeito pela natureza é essencial;

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  4. Já quanto ao Avatar, não fui tão entusiasmado assim quanto você em reagir ao filme. Vou rever (desta vez em 3D, pois não tive paciência em esperar para assistir com esse "improvement") para ver se não fui muito crítico;

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  5. Avatar" - Apesar de ser um filme de ficção científica, não cai na armadilha inverossímil, afinal se passa em outro planeta, em época suficientemente distante para dar a impressão de factibilidade. O truque é velho: a longo prazo e a longa distância, tudo é possível. Há uma história geral, romance, ciência, moral da história, guerra e, lógico, efeitos especiais. Um filme com a assinatura de grandiloqüência de James Cameron, seu diretor, vide "Titanic". História - 8, atuações - 6 (prejudicadas pelos Avatares computadorizados), Efeitos Especiais - 10.

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  6. Oi, Homero. Tenho concordado sempre com seu gosto cinéfilo e fui ver Avatar a seu conselho. Não me arrependi, é mesmo muito poético. Merece o sucesso que está fazendo.

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  7. Homero, não consegui achar nada de mais no filme. Talvez porque não tenha o seu alcance poético.

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  8. Vi Avatar na última sexta. O meu depoimento será semelhante ao seu: não queria ir ver e achava um pouco de apelação. Contudo, estava com o meu filho e com essa onda de calor que esquecemos por estarmos no escritório tinha que sair de casa nas tardes tijucanas (que são diferentes dos veraneios gaúchos :-)) e acabamos vendo. Que viagem! Muito bem escrito e filmado. Deverá ser o "papa Oscar".

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  9. Já quanto ao Avatar, não fui tão entusiasmado assim quanto você em reagir ao filme. Vou rever (desta vez em 3D, pois não tive paciência em esperar para assistir com esse "improvement") para ver se não fui muito crítico;

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  10. Meu prezado cronista,

    li sua mensagem - como sempre - mas aconteceu exatamente o que você previu, lí o nome do filho no nome do pai. Loucuras à parte, não comentei porque ainda não havia tido o prazer de assistir o filme.

    Fiquei maravilhada, não só com o visú, com os efeitos, mas com as mensagens nas entrelinhas (apesar de muitos que afirmarem que delirei na batatinha). Adorei o texto, gostei da sensibilidade sutil, do amor universal, da crítica à prepotencia estadunidense, da vitória utópica da natureza sobre a humana.

    Naturalmente terei que voltar ao cinema, a primeira vez foi de identificação, saber do que se trata - a exemplo de Matrix que assisti diversas vezes.

    Enfim, adoro seus textos. Mande mais.

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  11. Ontem, aqui em Santa Cruz de la Sierra, consegui ver AVATAR em 3D.

    10 para os efeitos especiais, 10 para o 3D.
    10 para as paisagens.
    1 para o coronel que consegue respirar na atmosfera de pandora e nao morre. Já estava internamente chamando ele de Jason!

    Nota 8 no geral ao filme. Realmente é uma boa diversao.

    Nao sei como a hipocrisia americana nao reclamou das roupas dos NA'VI e dos seios à amostra (eram poucos mas haviam).

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