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sábado, 1 de março de 2014

Ame-o ou Deixe-o

Esse bordão foi usado na época da ditadura, em relação ao Brasil.... como que dizendo, tipo assim, "se não está gostando, vaza daqui!!"

Corolário imediato surgiu dos comediantes:
Brasil, Ame-o ou Deixe-o?

O último que sair apague a luz do aeroporto!
Na época, em 1970, crucificaram uma dupla de sucesso, Dom e Ravel, pois seu sucesso 'Eu Te Amo meu Brasil, Eu Te amo" (meu coração é verde amarelo branco azul anil ... ninguém segura a juventude do Brasil.) foi utilizado pela ditadura por seu tom ufanista.Se o outro lado pegasse esse 'ninguém segura' talvez a ditadura tivesse durado menos, sei lá..

Mas este post, na verdade é pra elogiar o uso recente do bordão, que o Rio Show, caderno semanal de variedades do Globo,  vocês viram ontem?

Quando peguei o caderno achei estranho, pois li: 
"Carnaval, Deixe-o" 
Ué, não combina um jornal que quer leitores olhar para uma parcela pequena da população, que realmente quer distância da folia, eu inclusive......

Aí, prestei atenção, olhei o lado de baixo e olha só!!


Muito bom, né??

Eu, como sempre, vou usar a segunda opção, só que de uma forma que eu não esperava....

E a única vez em que usei a primeira foi por um motivo nobre... era o Bloco do Sargento Pimenta, claro que registrei no blog, aliás, foi uma surpresa lembrar que o post foi lido por quase 1000 pessoas.... há quanto tempo não tenho isso por aqui. Leia aqui: http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2011/03/no-bloco-do-sargento-pimenta.html.

Mas, voltando ao uso original, .... às vezes dá vontade mesmo, né????

4 comentários:

  1. Homerix,

    Vontade de deixá-lo, nunca. Lutamos contra uma ditadura e suas câmaras de execução nos porões dos doi-codis da vida. Mas, como dói estarmos hoje diante de outra ditadura, que se alastra pela América Latina, com “requintes bolivarianos”, que caracterizam a franquia dos Castros, como um câncer agressivo, que degrada princípios democráticos, a exemplo do que temos visto num dos países mais duramente afetado pela virulência dessa ditadura, a Venezuela. Queiram ou não, os tentáculos daquela ditadura já se fazem sentir no Brasil há tempos, só não vê quem não quer ou se omite, por conveniência ou conivência. O slogan a focar deve ser “ame-o, nunca deixe-o”, sobretudo com o propósito nobre: ame-o, nunca deixe-o ao sabor dos ventos soprados pelos ditadores declarados ou enrustidos, que grassam pelas pradarias, planaltos e demais cantos do país, e que adorariam ter uma população predominantemente de jerimuns obedientes e dependentes viciados de assistencialismo e doutras práticas “cativantes” do catecismo ditatorial, que enublam os horizontes, as visões e iludem as populações, cada vez mais a mercê da franquia, sustentando e consolidando o modelo destrutivo, do qual a Venezuela é um exemplo a não ser seguido. Ame-o, nunca deixe-o, jamais...

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  2. Ame-o ou deixe-o é um bordão adaptado. O original era "love it or leave it", usado nos EUA endereçado à juventude que desertava das convocações para lutar na guerra do Vietnam.
    Love it or leave it faz um trocadilho sonoro intencional para chamar a atenção.
    A citação da canção "Eu te amo, meu Brasil, eu te amo" me lembrou de outra, da mesma época que também foi capturada e adaptada para outros fins:
    "Oh, meu Brasil, eu gosto de você!
    Quero cantar ao mundo inteiro a alegria de ser brasileiro.
    Conte comigo, Brasil! Acima de tudo brasileiro
    Conte comigo, Brasil! Acima de tudo brasileiro!
    Tenho certeza que muitos já ouviram essa canção que virou um canto de estádio da torcida do Flamengo que apenas trocou Brasil por Mengão e brasileiro por rubro-negro na letra original.
    Aposto que tem muito flamenguista que canta isso no estádio desde os anos 80 que nem desconfia da origem desse canto.

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  3. Alessandro Gomides1 de março de 2014 21:56

    Legal a sacada dos editores. Eu achava que estava me chegando para o lado do deixe-o, mas ver pessoas fazendo coisas comuns, só que fantasiadas, é algo que sempre me faz sorrir. Como, hoje em dia, são muito poucas coisas que me fazem sorrir, lá fui eu atrás de um ou dois bloquinhos, daqueles em que se pode levar crianças. Vejo certo lirismo nisso tudo.

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  4. Dias atrás, estava lembrando essa canção e fiquei imaginando do trecho “ninguém segura a juventude do Brasil”.
    Essa então juventude, parece-me que grande parte já era seguidora de Fidel, Che e outros que sempre pregaram o socialismo na base da força e com muitas mortes, sem qualquer respeito à vida humana, hoje está ai no poder querendo apagar a memória do Regime Militar.
    Mudar o nome de uma ponte construida na época, não será o suficiente. Teriam que derrubá-la e construir outra, tal qual fizeram com a Perimetral.
    Porto Maravilha só para turistas ver e o povo que se dane.
    Estou muito preocupado com o que tenho visto.
    Itamar

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