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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Rush to see 'RUSH'

Traduzindo: 
Corra para ver 'RUSH - No Limite da Emoção'!

Em época de perspectivas de não se ter nenhum brasileiro da Fórmula 1, o cinema nos brinda com um magnífico relato da época dos bons tempos.

Era 1976! 

Emerson Fittipaldi abdicou das grandes equipes para se dedicar ao projeto brasileiro do Copersucar, e Nelson Piquet ainda engatinhava. Era época de Niki Lauda como grande campeão! O austríaco era exímio acertador de carros, frio, calculista, de poucos amigos, com objetivos claros. Disputava um duelo particular com o inglês James Bond, digo, Hunt, que vagava o outro lado do ringue, garanhão, irresponsável, desmiolado.

Eu acompanhava daqui de longe esse duelo (e foi inacreditável o que aconteceu naquele ano) nas pistas, mas não sabia do que ocorria fora delas. 

O filme RUSH, de Ron Howard (de "Mente Brilhante") relata essa época, de forma ESPETACULAR.

A começar pela escolha dos atores: Daniel Brühl, como Lauda, está perfeito na caracterização, tanto antes como depois do acidente. Chris Hemsworth (o Thor) nem precisou batalhar muito. Ele já é James Hunt, sem maquiagem nenhuma!

Gente, me arrepiei, em alguns duelos na pista, me emocionei, com o acidente de Nurburgring, e gargalhei, em muitas cenas, em diversos diálogos e declarações.

Ao final, não resisti e puxei um aplauso, que foi seguido por alguns!

Fantástico!

Uma obrigação pra quem é fã de Fórmula 1, ou foi, daquela época.

Uma grande diversão pra quem não é, mesmo pra quem nunca ouviu falar de nenhum dos dois, e vai sair admirando muito mais esses loucos que se metem em caixões cercados de combustível por todos os lados que voam a centenas de quilômetros por hora em pistas nem sempre seguras.


Homerinho Aplaude de Pé!!!

10 comentários:

  1. Homero, não sei se foi de propósito ou ato falho mas na penúltima linha do 3o parágrafo, você colocou James BOND (!!!) como colega de equipe de Nikki Lauda e não James HUNT.

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  2. Concordo com vc, Homero, o filme é mesmo es-pe-ta-cu-lar, principalmente, para nós que, ainda muito, muito jovens, tivemos a oportunidade de acompanhar as corridas da F1 (como o meu pai não perdia uma, eu acabava assistindo também) naqueles idos da década de 70, as escuderies (que já nem mais existem) que foram importantes naquela época e os famosos pilotos de então, R. Petersen, Mario Andretti, Clay Regazzoni, Carlos Reutmann, Jack Ickyx e Fittipaldi, para citar alguns. Eu só muito lamento que a moçada de hoje não vá ver o filme com os nossos 'olhos' por desconhecerem o que representaram os reais protagonistas daquela época e, assim, vão perder em emoção o que foi aquele Grande Prêmio. Recordo, ainda, que tempos depois, o Niki Lauda veio ao Rio de Janeiro para consulta com o Dr. Pitanguy na esperança de corrigir ou melhorar as sequelas do seu gravissimo acidente. Vida que segue...

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  3. Ainda não assisti, mas gostei da chamada, no radio: "no tempo em que sexo era seguro e correr era perigoso".

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  4. Pessoal, vamos lá:

    Fernando, pode ter sido um trocadilho proposital do Homerix, pois tem a ver com um diálogo do filme. Só não digo mais para não estragar a surpresa! :-)

    Rosana, não tenho mais nada acrescentar tanto o que você falou como o Homero. O filme é tão bom que estou até com medo de ver um outro filme qualquer e comparar (e não ser tão bom quanto Rush)! :-) Mas o que ia falar é que até mesmo a moçada que está assistindo está admirando. Ou seja, apesar de parecer "datada"m a história é atemporal e bela, passando uma excelente mensagem.

    Ricardo Haddad

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  5. Ah, ia me esquecendo: o Lauda operou em 84 ou 85 para poder voltar a chorar normalmente, pois foi uma correção do canal lacrimal.

    Ricardo Haddad

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  6. Filmaço! Sensacional! Palmas (de pé) para o diretor, que conseguiu várias façanhas:
    Retratou os fatos de forma imparcial, sem eleger um ou outro com mocinho ou vilão;
    Conseguiu passar para a tela o clima que rolava entre os dois fora das pistas desde as categorias iniciais e seuscirculos pessoais e familiares;
    Direção de arte impecável com perfeita reconstituição de época, tanto nos figurinos, cabelos, carros de passeio e, principalmente, os carros de corrida DA ÉPOCA! Me deu vontade de assistir ao "making of" do filme para saber como e onde foram filmadas as cenas. Fica claro que algumas imagens são reais, de filmagens da época, mas tão bem mescladas com as filmadas agora que não dá pra saber o que é real, o que é montagem ou o que foi editado. Até a tonalidade das cores ficou de acordo com a das películas originais.
    Conseguiu reproduzir os acidentes com enorme verossimilança, especialmente o do Lauda. A cena que mostra o acidente na TV é a cena real transmitida e percebe-se que a cena reproduzida ficou idêntica.
    Também faz referência ao acidente que matou François Cevert, decapitado pelo guard-rail no EUA e, fato desconhecido pela maioria do público brasileiro, o pessoal da MacLaren fulos da vida com o Emerson Fittipaldi que havia deixado a equipe para criar a sua própria, com o patrocínio da Copersucar.
    Muito boa a cena mostrando o "primeiro encontro" de Lauda com sua futura esposa numa estradinha no interior da Itália.
    Muito boa a escolha do ator que faz o papel de Clay Regazzoni e do figurante no papel do Comendador Ferrari. Não me recordo exatamente das suas fisionomias mas o rosto dos atores me fez recordá-los.
    Ainda a destacar a tensão passada nas cenas de corrida com chuva forte. Quem está em casa assistindo não imagina o que se passa com os pilotos dirigindo naquelas condições.
    Será que teremos Rush 2 (Mansel X Piquet) e Rush 3 (Senna X Prost) ou mesmo Rush 4 (Alonso X Hamilton, na Mac Laren), retratando outras grandes rivalidades na F1?

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  7. Pesquisando agora no IMDB para saber onde eu já havia visto Daniel Bruhl (Lauda em Rush), descobri:
    Em Bastardos Inglórios, ele era o soldado herói alemão homenageado no filme de propaganda nazista objeto da "Operação Kino" e que se apaixona pela judia Shoshana, a dona do cinema.
    Papel principal em "Adeus Lenin", de 2003. Outro filmaço, imperdível!

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  8. Homero, mais uma dica fantástica !!! Como vc sabe, preferi não ler antes. Agora li e vi que empolgou muito mais gente também. Além de tudo já escrito, e sutilezas como a do "coffin", e as ótimas passagens cômicas, me chamou muito a atenção outros pontos. Simplesmente imperdível, como você já havia antecipado em seu blog... Se pudesse resumir, eu diria que além de ser um exercício constante de superação, em seu extremo limite, também demonstra que muitas vezes é realmente MUITO importante saber a hora de parar e ir pra casa, assim como também, BEM ANTES DISSO, tentar equilibrar a vida profissional com a pessoal...Eta desafiozinho difícil, sô !!!
    Bom, mas vamos ao que me impressionou mais do que o "usual" no filme: não há bandidos nem mocinhos - impossível escolher alguém como vilão e outro como herói; um casal austríaco fala em alemão, o narrador do GP do Japão em japonês, e um jornalista italiano em italiano... Os diálogos em inglês ficam apenas para as ocasiões que assim o exigem, como um austríaco falando com um suíço (Niki x Clay)... Reconstituição dos fatos e das corridas simplesmente espetacular !!! Citação a Reuteman, Emerson, Copersucar, e também as inconfundíveis costeletas de EF... Até a minha esposa G. lembrou disso e concordou comigo... Inclusive, até ela, que nunca deve ter assistido uma corrida inteira de F-1 na vida, gostou muito do filme !!! Simplesmente WUNDERBAR, wonderful, merveilleux, etc...Best Regards, A2.

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  9. Ah, depois lendo com mais calma o comentário de Fernando, mais duas coisas vieram: o "santo spray" e o que gerava nos que vinham atrás... Até que uma máquina de furar pode ajudar mesmo....E cheguei a ir duas vezes no finado autódromo N.Piquet (Jacarepaguá) e pela TV é difícil de notar que as cores da Mclaren (o vermelho) eram bem mais claras e abertas que as da ferrari (o famos vermelho ferrari, do cavalinho). Na verdade, o "red' da Mclaren de 1980 beirava quase um "pink"... Quemviu ao vivo, decerto se recordará! Saudações again ! A2

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