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sábado, 15 de agosto de 2026

Projeto By Homerix -Tronco Norueguês (Ela se foi) - OUÇA e LEIA


Este Projeto By Homerix não tem qualquer fim lucrativo. 
Tem caráter meramente lúdico.
Serve apenas ao intuito de mostrar que sempre é possível fazer versões fiéis das canções dos Beatles, com  métrica e rima adequadas ao efeito.
Os áudios aqui veiculados foram gravados e editados em ambiente amador por sobre instrumental extraído das canções originais.
Eles são destinados ao público leitor do Blog do Homerix, e NÃO DEVEM ser veiculados em qualquer ambiente público no Brasil.

Aqui minha versão de 

Norwegian Wood (This Bird Has Flown) 
(by Lennon & McCartney)

Clique no Play Verdinho pra ouvir


O que está escrito a seguir!!

As letras, a original dos Beatles e versão do Homerix

Aqui, 


  • Na letra, consegui perto de 96& de correspondência com a letra original, com as adaptações necessárias da métrica. Gostei especialmente de deixar em aberto o final!
  • Na música, não tive dificuldade de acompanhar o tom de John, mas chegou na hora da ponte, tive que fazer a harmonia uma oitava abaixo da que Paul fez, mas ficou bom
  • Não há versões conhecidas de Norwegian Wood em português, e eu até entendo por quê, afinal não é fácil, não foi mesmo fácil!

Clique no Play Verdinho para ouvir

 E siga a versão logo abaixo

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"Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" … “Tronco Norueguês (Ela se foi)”
LEnnon/McCartney ... Homerix

I once had a girl… Eu tive um xodó
Or should I say… mas só que não
She once had me… ela a mim

She showed me her room… Num quarto burguês
Isn't it good… Tronco de lei!
Norwegian wood… Norueguês!

She asked me to stay… Pediu preu ficar
And she told me to sit anywhere… E pra sentar em qualquer lugar
So I looked around… Olhei ao redor
And I noticed there wasn't a chair… Mas notei:  “cadeira não há”


I sat on a rug… Eu sentei no chão
Biding my time… Tempo voou
Drinking her wine… Vinho rolou

We talked until two… E horas depois
And then she said… Ela falou:
"It's time for bed"… Sono chegou!

She told me she worked in the morning… Disse que cedo trabalhava
And started to laugh… E passou a rir
I told her I didn't… Eu disse que não
And crawled off to sleep in the bath… E à banheira eu fui pra dormir

And when I awoke… Quando eu acordei
I was alone… Estava só
This bird had flown… Ela se foi

So I lit a fire… Um fogo se fez
Isn't it good… Tronco de Lei!
Norwegian wood… Norueguês!

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OUÇA e LEIA - O 3º Olho de George Harrison - by Cláudio Teran

 


É Cláudio Teran quem comanda a Beatles News!!


Clique no Play Verdinho

para ouvir

E leia a seguir!

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O 3º Olho de George Harrison

 Entra A Hard day's Night com a Orquestra de George Martin  

 Alô amigos e amigas. Cláudio Teran chegando, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do Brasil, batendo ponto em mais uma edição das Beatles News para o Submarino Angolano.

Beatles em novidades. Beatles ao cair da tarde nas ondas da sua LAC FM. Então vamos mergulhar

 Entra Meat Free Monday com Paul McCartney

Paul McCartney recomendou o documentário ecológico ‘Eating Our Way to Extinction’ (Comendo Até a Extinção) em tradução livre. Ele destacou que o filme está disponível gratuitamente no You Tube e seu roteiro ressalta a importância da alimentação para lidar com a crise climática atual. Quem quiser ver o ouvir o filme, bora lá. Está disponível em 20 idiomas.

 Entra Love Comes To Everyone, instrumental com George Harrison  

Olivia Harrison tem compromissos agendados para Outubro nos EUA. Dia 6 em New York e dia 8 em Los Angeles. Na Brooklin Academy of Music Opera House, será entrevistada por Martin Scorcese. Em Los Angeles, outro cineasta, Cameron Crowe vai conversar com ela sobre o novo livro de fotografias de George Harrison. Detalhe: ingressos já estão a venda. 

E o que esperar de, The Third Eye: Early Photographs. É um livro que reúne fotografias pessoais feitas por George Harrison entre os anos de 1963 e 1969. A edição está programada para chegar às livrarias em 6 de outubro nos Estados Unidos e em 8 de outubro no Reino Unido.

Segundo a curadoria presidida por Olivia Harriron o livro propõe um novo olhar sobre os Beatles e resgata um tempo em que o jovem George Harrison carregava uma câmera Pentax e registrava momentos que normalmente escapavam das lentes dos fotógrafos profissionais: viagens, bastidores, férias, brincadeiras e situações íntimas do cotidiano da banda.

São mais de 200 fotografias, muitas delas publicadas pela primeira vez, em preto e branco e em cores, além de imagens extraídas de filmes registrados em Super 8mm. O material acompanha os Beatles desde Liverpool até a explosão mundial da Beatlemania, passando por lugares como Estados Unidos, Austrália, Paris, Índia, Tahiti entre outros destinos.

Quem teve acesso às prévias do livro diz que é justamente aí que está a importância de The Third Eye. George não fotografava os Beatles como um jornalista ou um fotógrafo contratado. Ele era um deles. Então sua câmera registrava John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e o próprio George em momentos de descontração, longe dos palcos.

E bem longe das poses cuidadosamente construídas para a imprensa.

“O resultado é uma espécie de álbum íntimo da maior banda da história do rock — visto por alguém que estava dentro daquele fenômeno”, diz um comunicado distribuído à imprensa no início desta semana.

 Entra Sunshine Life For Me (Sail Away Raymond) com George Harrison  

O título, “The Third Eye” — “O Terceiro Olho”, tem, segundo Olivia Harrison, um significado especial. É como se George oferecesse ao público uma nova maneira de enxergar os Beatles: não apenas através da música, mas através de seu próprio olhar e senso de humor.

O novo livro também inclui textos inéditos de George ao lado das fotografias, uma introdução do escritor irlandês Colm Tóibín e um artigo final do escritor americano George Saunders. Olivia também participa da obra com reflexões sobre o acervo.

Atenção compradores. Uma edição especial de luxo do livro, incluirá uma gravação inédita de George Harrison - em vinil de sete polegadas, além de quatro cópias fotográficas e cartões numerados e assinados por Olivia. E então senhoras e senhores que música seria essa?

 Entra Fear of Flying com George Harrison  

Para brasileiros e angolanos, uma informação especialmente importante: está prevista uma edição em português do Brasil, o que permitirá que esse material chegue também ao público brasileiro em versão traduzida. A edição internacional, entretanto, já aparece em pré-venda para entrega no Brasil, enquanto informações oficiais sobre editora e data específica da edição brasileira ainda não aparecem nos anúncios internacionais consultados.

Um dos Wings vai virar estátua! A ideia é que o guitarrista Henry McCullough, seja homenageado com um memorial permanente em sua cidade natal, Portstewart, no condado de Londonderry, na Irlanda do Norte. A frente dos esforços, Josie, sua esposa por décadas.

 Entra --- com Wings

Henry McCullough faleceu em 2016. Foi o único irlandês a se apresentar no Festival de Woodstock em 1969, tocando com Joe Cocker. Participou com Sir Paul McCartney do início do Wings e dos primeiros álbuns da banda. Ele também fez turnês com artistas como Jimi Hendrix e o Pink Floyd. 

 Entra solo de My Love com Wings

"Uma estátua significaria muito, um reconhecimento”, disse a viúva.

 Entra Dig A Pony instrumental com The Beatles

Os Beatles arranjaram uma encrenca com alfaiates de Londres. Eles são contra os planos para transformar o antigo prédio da Apple Records em um museu. Segundo Mark Henderson, da Savile Row Bespoke Association, que representa os alfaiates que trabalham há décadas na vizinhança do futuro museu, a presença dos Beatles vai gerar tumulto.

"Teremos congestionamentos perigosos" e "impacto negativo" para o comércio local. "As calçadas da rua são estreitas e já ficam frequentemente lotadas de visitantes, então a tendência é que isso piores no futuro, então rejeitamos", disse a associação dos alfaiates.

Ela representa marcas como a Edward Sexton, que confeccionava ternos para os Beatles. Inclusive alguns ternos com os quais George Harrison e Paul McCartney aparecem no documentário Get Back, foram encomendados e comprados na Edward Sexton.

Os representantes da categoria apresentaram um documento à Câmara Municipal de Westminster contra o Museu dos Beatles. Além deles, escritórios de representantes comerciais baseados em Saville Row também entraram com ações contra o museu.

Em comunicado, a Apple afirmou que o museu será um ativo cultural local e não apenas um destino turístico. O plano prevê que seja uma plataforma educacional fundamentada na música, na criatividade e na história social. E vai revitalizar a região também.

A Câmara Municipal de Westminster tomará uma decisão oportunamente.

 Entra Ed Sullivan apresentando os Beatles no Shea Stadium

E para fechar nossa participação, uma lembrança de 61 anos antes. No dia 15 de agosto de 1965, os Beatles subiram ao palco do Shea Stadium, um momento histórico, não apenas para os Beatles mas para a música popular. Dizem que o Shea Stadium recebeu 60 mil pagantes naquele 15 de agosto, e a gente vai para o palco do concerto agora, no Mergulhador!!

 Entra She's A Woman ao vivo com The Beatles no Shea Stadium

domingo, 9 de agosto de 2026

Colégio Santista - Fator crítico de sucesso

Hoje, Dia dos Pais
Dia de lembrar do meu colégio da infância e adolescência!
...texto de 2011...
...agora com Áudio meu...
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Clique no Play Verdinho abaixo!
Para me ouvir
E siga lendo que estou a falar!
Ou quase...  
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Colégio Santista - Fator Crítico de Sucesso
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1964
1975
Viva o Facebook!

Graças à sua existência e abrangência, e à dedicação e mobilização de alguns, estou tendo oportunidade de reviver um passado que parecia distante: minha educação básica, do princípio ao fim no Colégio Santista, tradicional instituição marista da minha cidade, Santos, fundado em 1904.

A coisa começou com a publicação no mural de um colega, de uma foto daqueles tempos, e foi crescendo aos poucos, em princípio, com os poucos amigos daquele colega convidando como amigos outros que conhecia, de outras turmas. Mas tudo se organizou mesmo quando alguém descobriu que se podia formar um grupo aberto no Facebook. Daí, foi, e tem sido, uma febre. E foi, e tem sido, um tal de pessoas puxarem pela memória, e testarem se outros que não viam há 35 ou 40 anos e só se lembravam do nome, estavam já cadastrados, e se não estivessem, era um tal de chamar: "Entra no Facebook você também!". Viramos todos garotos propaganda da rede social de Mr. Zuckerberg.

Quando escrevi este texto em 2011, estávamos prestes a celebrar o 1.000º inscrito .... e a 300ª foto. Como é legal relembrar os cabelos que usávamos, as calças boca-de-sino e os paletós xadrez das festas. Mas o mais legal e tocante são as memórias que aquelas fotos suscitam, as lembranças dos professores e os irmãos maristas que nos educaram e nos formaram bons cidadãos. Muitos que já se foram, e uns poucos que ainda estão conosco. Irmãos e professores que levaram a sério o lema do beato Marcelino Champagnat, o fundador da ordem marista: "Educar é formar bons cristãos e virtuosos cidadãos; para educar uma criança é preciso amá-la" Toda escola, adaptando ou eliminando a menção religiosa, deveria se pautar por essas palavras. O Santista fez isso com a gente, direitinho.
 
Sendo um colégio religioso, era rígido o suficiente para prover valores morais firmes a seus alunos, com educação séria, o que o tornava muito concorrido, e fazia as famílias da cidade fazerem grande esforço para matricularem seus filhos e mantê-los lá. Famílias que pressionaram muito para que o privilégio da boa educação fosse estendido ao sexo oposto. Em 1970, o colégio adaptou-se aos tempos modernos e admitiu a presença feminina, após 65 anos como um tradicional colégio de meninos! Eu estava lá nessa transição revolucionária. Recebemos, ao que me lembre, muito bem, as meninas no nosso convívio.

Lá passei 12 ótimos anos de minha vida, Primário, Ginásio e Científico, como assim era chamado, bem mais romântico que hoje. E foram 12 anos (o normal seriam 11), de 1964 a 1975, pois não tive idade para fazer o exame de Admissão ao Ginasial, e tive que fazer o 5º Ano, coisa que tinha naquela época. É que entrei no 1º ano do Primário com tenros 6 aninhos, veja que coisa fofa lá em cima, à esquerda (HeHeHe). Que saudade da lancheirinha! O ponto alto da hora do lanche, que hora tão feliz, era desenroscar aquela garrafa de plástico e tomar aquele suquinho de qualquer coisa com leve gosto de plástico, e desembrulhar o papel alumínio, para comer aquele misto-frio (ou sanduíche de atum) maravilhoso!! Mais tarde, quando aposentei a lancheirinha, a corrida pelo enorme pátio para ver quem chegava na frente, na fila da lanchonete.   E tinha a banda, que disputava e ganhava de outras escolas, com evoluções memoráveis. E tinha os desfiles de 6 de setembro, em que marchávamos ao som da banda marcial, com impecáveis fardas brancas e quepes. Em alguns anos eu até ia à frente, empunhando uma espada maneiríssima, como se diz hoje. E tinha a rotina de perfilar ante  bandeiras e cantar o Hino do Brasil e, sim, o Hino Do Colégio, três estrofes das quais a segunda me lembro até hoje, inteirinha. Muito legal! 


Memórias que não se apagam!!!

Ter feito o 5º ano certamente frustrou aos meus pais, pois viram seu filho perder um ano em sua evolução escolar, profissional, de forma irrecuperável. Frustrou a mim, pois perdi a convivência com amigos queridos, especialmente o Magalhães, grande sujeito, que já se foi, que era com quem mais brincava, com quem mais competia pelo 1º lugar, perdendo eu sempre. Mas agora, olhando por um amplo espectro, não fosse assim, e eu não teria conhecido o Cid e o Zé Marques, meus colegas de Científico, com quem eu jogava sueca, na garagem da casa do primeiro, e não teria conhecido a Neusa, aos 20 anos de idade, sua vizinha, que de vez em quando se juntava a nós (ela também estudou no Santista, mas só nos anos de Científico, e na turma de Medicina, eu na de Engenharia). E ela não teria sido a minha 1ª namorada, e não teríamos nos casado, e eu não estaria feliz com ela até hoje, e com nossos queridos filhos Renata e Felipe.

Enfim, assim é o destino!!!

Felizmente, quando a conheci, já não ostentava a cabeleira da foto da direita, que usei em meu último ano no Colégio Santista. Ela me diz hoje que se tivesse me conhecido daquele jeito, teria pensado mal de mim, e nem teria percebido o meu sorriso, que a conquistou (palavras dela...). A cabeleira foi trocada pela careca de calouro, aos 18 anos, quando fui um dos 6 santistas a entrar na Escola Poltécnica da USP. Essa configuração hexagonal repetiu-se outras duas vezes em minha vida: fui um dos 6 politécnicos a entrar como estagiário na Petrobras, e um dos 6 estagiários a se formarem engenheiros de petróleo designados para a área internacional da empresa.

Tudo o que consegui começou naqueles 12 anos de ensino básico e virtuoso, seguiu com estudo e dedicação, claro que associado a oportunidade e sorte. Mas aquela base está presente em cada ato meu como cidadão, que prezo muito, e que consegui, junto com Neusa, passar a meus filhos.

Infelizmente, essa ventura (!) não está mais disponível às famílias santistas. O Colégio Santista, berço de tanta gente importante e conceituada, não existe mais! A mãe dele (como a piada) subiu no telhado quando, em 1987, os maristas se mudaram, e a administração mudou de mãos. A educação começou a ter uma tendência mais socialista e esquerdizante, e os pais foram, naturalmente, tirando seus filhos da escola. Nos tempos áureos, chegou a ter 1800 alunos. Foi minguando, minguando, até que, em 2009, tinha pouco mais de 400, e foi estatizada pela prefeitura. Dizem eles que continuarão as tradições da escola, mas acho difícil, sem os valores da causa marista.

Publicando este post no Dia dos Pais, saúdo a todos os que auxiliaram na formação do cidadão que sou, mas devo declarar também que o pai que sou, foi devido à educação que tive, que o  pai que tive pôde proporcionar a mim, mantendo-me, em todo meu ensino básico, no tradicional Colégio Santista.

Obrigado, pai!!!

E estendido a todos os pais, 
especialmente àqueles que se preocupam 
"em deixar filhos melhores para o mundo".


Parabéns, também, aos eternos 
títeres que me formaram no Colégio Santista
Nilo, Farid, Silvestre, Eliza, Wilma, Dulce, Regina, Fernando, Lobo, Maria Helena, Cordella, Bóris, Buzo, Adilson, Maria Alice, Nilde, Marlene, etc, etc, etc, etc...




Homero Agradecido Ventura

sábado, 8 de agosto de 2026

OUÇA e LEIA - A Gênese da Capa de Abbey Road - Minha 1ª Participação no Submarino Angolano

Primeiro, Clique no Play Verdinho, para ouvir

      e siga a ler o que está a ouvir

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Por que não vamos lá fora e atravessamos a rua?
disse um suheito a seus amigos, há  57 anos, neste 8 de agosto.

Essa pergunta, aparentemente bobinha e sem sentido, teria caído em esquecimento total e absoluto se fossem outros o lugar, os personagens envolvidos na cena, e o que aquele ato simples de atravessar a rua representaria para o mundo da música.

         O lugar:           Estúdios da EMI, em Londres
         O dia:              8 de agosto de 1969
         O sujeito:        Ringo Starr
         Seus amigos:   John Lennon, Paul McCartney e George Harrison 
         A proposta:      Atravessar em fila indiana a Abbey Road,
                                 ter o movimento registrado em fotografia,
                           e ter a fotografia estampada na capa 
do último disco dos Beatles,
                                 na minha opinião, o melhor de todos eles,
                                 não sem motivo, o mais vendido de sua carreira 

Estava a maior banda do mundo envolta em dúvidas sobre a capa e até mesmo sobre o nome do disco que estavam acabando de gravar. E era um disco especial, todos sabiam, John, nem tanto. Eles vinham de uma experiência que consideraram frustrada, o Projeto Get Back, em que haviam embarcado numa ideia de volta às origens, e até abandonado a batuta de George Martin, o grande produtor e mentor de seus discos até então. Só eles mesmos para ficarem frustrados com aquilo que viria a se tornar o último disco LANÇADO dos Beatles, que acabou levando o nome de Let It Be. Fiz questão de enfatizar o particípio qualificativo acima, para distingui-lo de GRAVADO, que é o que se aplica àquele disco sobre o qual pairava a dúvida da capa, e sobre o qual, aliás, não vou falar aqui, deixo para falar à época do aniversário de seu lançamento, em setembro. Quem faz aniversário agora é a foto da capa, e é sobre ela que versa este pequeno ensaio.
     Estava praticamente combinado que eles voltariam a aparecer na capa, como somente haviam deixado de fazer no último LP de estúdio, o famoso The Beatles, conhecido como Álbum Branco, pela total ausência de cor, inclusive no nome, que aparecia em alto relevo. Afora aquele álbum, todos os demais traziam a imagem deles na capa, fosse em foto ou desenho, e era bom para registrar as mudanças de visual do grupo: naquele verão de 1969, John, Ringo e George ostentavam grande cabeleira, e grossas barbas. Somente Paul, que nunca foi adepto do estilo cabelão, sempre optou por um visual mais comportado, estava de cara limpa, sem barba ou bigode. 
Restava saber aonde tirar a foto. Por uns bons dias, pensou-se em chamar o álbum de Everest, muito devido a uma marca de cigarros fumados incessantemente pelo engenheiro de som Geoff Emerick (que ganharia o Grammy por seu magnífico trabalho naquele disco). E chegou-se a fazer planos para ir ao próprio Everest para tirar a foto, mas a produção seria muito complicada. Dinheiro não era problema, mas acabaria atrasando o cronograma de lançamento do disco. Pensando bem, até que o local seria bastante apropriado, pois era o topo do mundo, exatamente aonde os Beatles se encontravam: no topo do mundo do entretenimento, não havia ninguém mais poderoso que eles.
Num belo dia, Ringo , em sua genial simplicidade, fez a proposta título. Discutia-se o nome e a capa do último disco, e como seria sua capa, ideias pululavam, além do Everest acima mencionado, Pirâmides do Egito, Coliseu,  mas Ringo não estava querendo arriscar-se em lugares exóticos, que o obrigariam a comer feijão enlatado de novo, como fez na Índia, e soltou um: “Oh, come on!! Let’s cross the street and call it Abbey Road!!”. Aquele disco seria o último dos Beatles e aquela capa, a mais famosa capa de disco de todos os tempos, ao custo de poucas centenas de libras. 

Proposta aceita,
foi convocado o fotógrafo Iain Mcmillan, que estava de plantão, e saíram do estúdio. A produção teve alguma dificuldade para parar o trânsito, o fotógrafo subiu em uma pequena escada e tirou meia dúzia de fotos. Paul escolheu a que mais lhe agradou. Estava decidida e realizada mais uma capa Beatle. E o disco foi também nomeado Abbey Road, em homenagem à casa que os abrigara nos últimos sete anos, palco de muitas revoluções musicais. E o Estúdio também mudos seu nome para Abbey Road Studios.
A capa de Abbey Road ficou mundialmente famosa. O inocente fusca bege à toa, ganhou notoriedade imediata e começou a passar de mão em mão de colecionadores. Chegou a valer dezenas de milhares de libras, e hoje está no museu da Volkswagen, na Alemanha.
Desde o fim dos Beatles, todo santo dia, ao menos uma pessoa, às vezes dezenas, preferencialmente em grupos de quatro, repete a coreografia da capa, com pé trocado do 3º, que normalmente está descalço, e tudo o que tem direito. Entre elas, o mané aqui! Estive lá pela primeira vez em 1992. Só que como eu estava sozinho, tive que esperar por outros três manés para acompanhar-me na jornada e um 5º mané para tirar a foto. E retornei algumas vezes: por menos tempo que eu tivesse, fosse apenas uma escala do voo de ida ou de volta, eu pegava a Jubilee Line do metrô, descia na estação St. James Wood e repetia a coreografia.

E deixava, sempre, minha mensagem no muro dos estúdios da EMI. Claro que nunca encontrava a mensagem anterior: aquele local virou ponto de registro do amor pelos Beatles. Cada centímetro quadrado de sua tinta branca é preenchido com declarações, poemas, citações de letras, Beatles 4ever, fulano esteve aqui, sicrano ama beltrana, e coisas do gênero.  A velocidade de preenchimento é enorme: a cada três meses, o muro tem que ser pintado, para começar uma nova série de pichamentos, totalmente legais e autorizados!

         Quem tiver dúvidas sobre o fenômeno, pode ir ao site da EMI, e procurar a imagem: há uma câmara permanentemente ligada, registrando a movimentação aquela faixa de pedestres. Pode estar vazia agora, mas não demora muito e aparece alguém atravessando e fazendo pose.


         E se for a Londres, não deixe de pagar o seu micofazer a peregrinação ao santuário!!!

Um abraço do Homerix


OUÇA e LEIA - Uma chance de ver Ringo com tudo pago - Cláudio Teran


 Todo Domingo é Total, das 7 às 9 da manhã, na Rádio Assunção Cearense!!! 

https://620am.com.br/

É Cláudio Teran quem comanda!!!

Mas todo Sábado é Cabal, pois Cláudio Teran nos conta as Beatles News, no Programa Submarino Angolano da LAC Luanda, às 13 horas BSB, 17 horas LDA!

Hoje, tem Beatles e também Ringo

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para ouvir

E leia a seguir!

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Uma chance de ver Ringo com tudo pago

Alô amigos e amigas, Cláudio Teran chegando, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do soberano Brasil para mais uma participação no Submarino Angolano.

Beatles News. Beatles ao cair da tarde nas ondas da sua LAC FM. Vamos mergulhar

 Entra Wait - instrumental - com The Beatles  

Em termos práticos o Box de luxo do Rubber Soul tem três versões da mesma coisa, e isso é criticado por quem entende que não haveria necessidade desse relançamento, mas começamos as Beatles News com uma opinião pessoal do Mergulhador.

Cultuamos uma banda que encerrou as atividades em 1970, mas continua firme como uma das mais importantes senão a mais importante de todos os tempos. É certo que o colecionismo de mídia mudou na era digital, mas para quem não tem mais como receber criações novas e inéditas da sua banda, restam os relançamentos.

Então ter de volta o Rubber Soul repaginado, é sim, importante. Óbvio que sempre haverá quem critique ou até reclame. Normal. Faz parte. Ninguém é obrigado a comprar uma mídia física, mas ter um novo lançamento é sempre agradável para quem realmente é fã, então bem vindo o novo Box do Rubber Soul. 

Entra Norwegian Wood - Take 1 - com The Beatles  

Entre as diversas análises sobre este relançamento expostas na mídia mundial, uma das mais relevantes destaca as inovações no processo de gravação. Rubber Soul foi gravado em novos equipamentos recém chegados a Abbey Road, que exigiram dos técnicos, adaptações para fazer a captação dos sons produzidos.

Vem daí a sonoridade diferenciada do álbum em relação aos anteriores.

Entra You Won't See Me- Instrumental - com The Beatles  

Os mais atentos notaram a ausência de uma versão alternativa para You Won’t See Me. Esta canção de autoria de Paul McCartney foi gravada durante uma sessão noturna em modo maratona no dia 13 de Novembro de 1965. Foi uma das últimas produzidas para o álbum e teve apenas dois takes registrados.

Brian Epstein e a EMI tinham pressa em finalizar Rubber Soul. A estratégia era aproveitar o período natalino para vender o novo disco dos Beatles, por isso Rubber Soul chegou às lojas dos EUA e reino Unido no comecinho de dezembro de 1965.

‘You Won’t See Me’ foi concluída rapidamente. A letra aborda a relação de Paul e Jane Asher. De alguma maneira, ele reclama da dificuldade em ver a namorada, que também vivia atarefada com compromissos profissionais. A música chegou pronta ao estúdio, Paul tocou piano e John e George criaram a harmonia vocal. O take 1 não é completo, serviu apenas de guia para o take 2 onde a música foi finalizada.

Com duração de 3 minutos e 22 segundos, ‘You Won’t See Me’ foi a canção com duração mais longa registrada pelos Beatles até então. A ausência de uma versão alternativa no novo Box foi porque não tem quase nada nos arquivos. Quando a faixa ficou pronta em seu take 2, Paul apenas acrescentou o contrabaixo.

Entra You Won't See Me- com Renato e Seus Vlue Caps  

‘You Won’t See Me’ foi um sucesso no Brasil na versão criada por Renato & Seus Blue Caps com o título “Até o Fim” estouro nas rádios em seu tempo. Os Beatles nunca a consideraram para os palcos, mas Paul a resgatou na turnê de 2004 ao tocá-la em público pela primeira vez.

Entra You Won't See Me- ao vivo com Paul McCartney

A edição mais recente da revista MOJO, apresenta um olhar exclusivo sobre a nova versão expandida de "Rubber Soul". A publicação com os Beatles na capa conta a história por trás do que é considerado a primeira obra-prima dos "Fab Four".

Os editores também falam de "Little Girl", a demo de John Lennon que MOJO apresenta como ‘música dos Beatles há muito perdida e recém-descoberta’!

Entra Michell - com Pat Labelle

A revista também trás um CD bônus, "Spread The Word! The Soul of The Beatles", com 15 sucessos de R&B que John, Paul, George e Ringo curtiam em 1965. Tem Little Richard, Otis Redding, Ray Charles, Patti Labelle, Wilson Pickett e Larry Williams.

Entra What Goes On - ao vivo com Ringo Starr & His All Star Band

Que tal assistir Ringo Starr e a All-Starr Band gratuitamente e com tudo pago, direto da área vip? E com passagens aéreas e hospedagem gratuitas, direito a comes e bebes e um encontro presencial com Ringo? É um sonho que pode se tornar realidade caso o ouvinte do Submarino Angolano participe de uma promoção especial.

As páginas oficiais de Ringo e da Fundação Lotus abriram inscrições para fisgar os sortudos que serão escolhidos. Participar é simples, basta fazer uma doação em dinheiro para a Lotus Foundation na plataforma www.fandiem.com/ringostarr  

É exigida idade mínima a partir de 18 anos e a promoção está aberta para todo o mundo. Iniciou no dia 4 de Agosto e vai até o dia 13 de setembro. Quanto maior for a doação em dinheiro, maiores serão as chances de ganhar. Quem doar 10 dólares, por exemplo, ganha 100 pontos para concorrer. Quem fizer a doação máxima, no valor de 1.000 dólares, ganha nada menos que 20 mil pontos para a disputa.

Quem vencer, terá três noites em um hotel em New York com direito a acompanhante. Também receberá passagens aéreas ida e volta, dois ingressos Premium para ver o show no Forrest Hills Tennis Stadium - na área vip - e o Crème de La Crème dessa promoção, um encontro presencial com Ringo Starr no backstage!

Entra Think Yourself instrumental com The Beatles

O acesso à área vip por entrada restrita garante aos sorteados, merchandise exclusivo da nova turnê da All-Starr Band. O objetivo da promoção é ajudar a instituição de caridade criada por Ringo Starr e Barbara Bach. A Lotus Foundation financia, apoia e promove projetos de caridade voltados para o bem-estar social.

E contribui em áreas como saúde, bem estar social e recuperação de dependência química. Banca pesquisas de combate ao câncer, paralisia cerebral e diversas outras causas. Que tal um encontro exclusivo com Sir Ringo Starr? Para saber mais acesse a página:  www.fandiem.com/ringostarr , ou as redes sociais do Ringão.

Entra If I Needed Someone com  - ao vivo com The Beatles

Na semana passada, quando falamos das canções do Rubber Soul tocadas ao vivo pelos Beatles, citamos If I Needed Someone, de George Harrison, presente no setlist da tour 1966 e no repertório da turnê solo de George no Japão em 1991.

Alguns ouvintes reclamaram. Ficaram com a impressão de que omitimos a informação de que George tem duas faixas no Rubber Soul. Sim, ocorre que Think For Yourself nunca foi tocada ao vivo. E nós estávamos nos referindo às canções que foram tocadas ao vivo, ou pelos Betles ou nas carreiras solo. No novo Box ouviremos um trecho da sessão de overdubs dos vocais dessa música e as conversas dos Beatles durante a sessão.

Entra Think Yourself - take de papol com The Beatles

Entra Nowhere Man - instrumental com The Beatles

Fechamos com Nowhere Man, ao vivo no dia 24 de junho de 1966. Naquele dia os Beatles fizeram duas apresentações no Circus Krone, em Munique, Alemanha, às 17h15 e mais tarde às 21h00, durante a tour conhecida como Blitztournee.

O segundo show, gravado pelo canal estatal de TV ZDF, registra a ocasião em que os Beatles tocaram debaixo da lona de um Circo! Pedaço clássico da história... 

Entra Nowhere Man - ao vivo  com The Beatles

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Será que estava escrito?


Homerix em Áudio

Clique no Play Verdinho para ouvir


O que se segue abaixo
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Será que estava escrito?

Passou mais um 4 de agosto.
Completou 48 anos!!
Pensei no Day After! 
Como terei eu acordado naquela manhã de 5 de agosto de 1978?

Teria dormido bem?

Quase certo que sim, porque dormir mal não faz parte de meu ser.

Mas decerto que devo ter pensado na noite anterior, a do primeiro beijo, na Boate Terraço da Ilha Porchat, para onde eu tinha tomado a coragem de convidar Neusa, sabe-se lá como, depois de conhecê-la melhor um ano antes, na casa do Cid, seu vizinho da João Guerra, onde jogávamos Sueca, um delicioso jogo de baralho em duplas. Não a conhecera ali, pois ela já estava no radar há alguns anos, quando a via com seu namorado de então, no Colégio Santista.

Será que eu sabia que seria um namoro firme? 

Era meu primeiro namoro... será que eu ia acertar assim logo de cara e encontrar a mulher de minha vida? Até então, minha perspectiva era a de um futuro solitário, com um belo cachorro a meu lado... era mesmo!

Era um namoro de fins-de-semana, pois eu cursava a Escola Politécnica da USP, em São Paulo, onde morava numa República com outros cinco santistas, então aquelas noites paulistanas eram sempre de expectativa pelo fim das aulas de sexta-feira, quando pegaria meu Passat pra descer a Serra do Mar, as famosas curvas da Estrada de Santos, após as quais eu invariavelmente estacioná-lo-ia na João Guerra para vê-la, só indo pra minha casa tarde da noite. E sábado e domingo, íamos à praia, coisa que eu nunca fazia, mesmo morando em frente! Uma das muuuitas coisas que ela me ensinou a gostar.... quer dizer .... carnaval ela não conseguiu ... mas eu ia sempre com ela nos bailes do Atlético.

Será que passava por meus pensamentos que aqueles encontros de fins-de-semana passariam a ser mensais, depois da formatura, quando morei um ano em Salvador, mudando de profissão (de Engenheiro Civil a Engenheiro de Petróleo), e quando a saudade era suportada por longas e diárias cartas, onde eu contava detalhes de meu dia-a-dia baiano, incluindo aqueles longos fins-de-semana sem ela? 

O namoro suportaria isso?

Hoje é 7 de agosto!

A resposta?

Parecia que sim, afinal, tornamo-nos noivos, num daqueles retornos mensais, também num agosto, e a um ano da grande data de nossas vidas, quando ela adentrou, maravilhosa, a nave central da Basílica Maior de Santo Antônio do Embaré, a principal igreja de Santos (na verdade, a igreja se chama Basílica Menor, mas mudou de patamar, depois da passagem dela)!!

Lá se vão 44 anos!

E, logo após a lua-de-mel, no Sul, viria uma grande mudança! Eu ia tirar a grande alegria da casa de Dona Mira e Seu Antônio, para morar a 500 km dali, e eles ficariam sem ela, cuidando do Carlinhos, meu querido e especial cunhado. Será que isso estava em meu subconsciente naquele 5 de agosto? 

Será que isso daria certo?

Deu, sim, voltávamos frequentemente a Santos, e muitas vezes, buscávamos todos para ficarem com a gente aqui no Rio, era uma festa, especialmente após a chegada de Renata, e depois de Felipe... pena que vovô Antônio aproveitou pouco tempo do sonhado neto. E então, vieram Dona Mira e Carlinhos morar perto da gente, no mesmo prédio, três andares abaixo, depois mudamos para três andares acima, e veio a proposta para mudarmos para oito mil quilômetros dali. 

Será que isso teria a mínima chance de funcionar?

Funcionou, fomos, e voltamos 4 anos depois, e ano seguinte estávamos os seis juntos num mesmo teto, mais um tempo passou, e se foi o querido Carlinhos, e outro tempo depois, nossa querida Dona Mira, e ficamos, aposentados, e junto com filhos e Luna e Apollo, curtindo essa vida, bem felizes.

Tudo deu certo! 

... agora, com algumas atualizações...
  • O filho saiu de casa...
  • Voltei a trabalhar...
  • Apollo se foi, lindo!
  • A filha também se foi!
  • E levou Luna com ela!

Mas decerto que nem de longe imaginava tudo isso aquele universitário de 20 anos, um dia depois de encontrar o amor de sua vida!!

Decerto que não...

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

OUÇA e LEIA - RUBBER SOUL DE LUXE - by Cláudio Teran



Todo Domingo é Total, das 7 às 9 da manhã, na Rádio Assunção Cearense!!! 

https://620am.com.br/

É Cláudio Teran quem comanda!!!

Mas todo Sábado é Cabal, pois Cláudio Teran nos conta as Beatles News, no Programa Submarino Angolano da LAC Luanda, às 13 horas BSB, 17 horas LDA!

Hoje, o astro principal é Paul, mas tem Ringo, John, e The Beatles... nada de George

Clique no Play Verdinho

para ouvir

E leia a seguir!

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RUBBER SOUL DE LUXE

 Entra A Hard day's Night com a Orquestra de George Martin  

Alô amigos e amigas, Cláudio Teran chegando, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do soberaníssimo Brasil para mais uma participação no Submarino Angolano.

Beatles News. Beatles em novidades. Beatles ao cair da tarde na ondas da sua LAC FM.

Então vamos mergulhar

 Entra I'm Looking Through You com The Beatles  Take de estúdio 

Entre os dias 11 a 22 de Agosto, em Londres, a Iconic Gallery realizará a mostra ‘Abbey Road: Reframed’, uma nova exposição fotográfica que explora “quase um século de história da música” vivida no ambiente dos estúdios Abbey Road.

E o estúdio é o foco da exposição dividida em três perspectivas interconectadas: A Arte da Gravação, Criadores de Imagens Icônicas e o Programa de Aceleração da Fotografia Musical de Abbey Road. Tem Beatles? Mas é claro que sim.

Pela primeira vez será exposta a fita master da edição em mono do Sgt. Pepper, acondicionada em sua caixa de papelão. E também o famoso microfone Neumann U48 usado em inúmeros vocais, o gravador de 4 canais Studer J37 usado na gravação de Sgt. Pepper e a bateria da foto da capa do Sgt. Pepper, projetada por Sir Peter Blake.

A mostra fotográfica desta exposição também promete fotos inéditas dos Beatles e de centenas de artistas que gravaram em Abbey Road. Haverá também exposição de instrumentos musicais pertencentes ao estúdio ou doados por músicos aos Estúdios Abbey Road. 

Para quem for a Londres no período entre 11 e 22 de Agosto, uma boa notícia: a entrada é gratuita.

Paul McCartney é indicado pela primeira vez ao Mercury Prize 2026, o prestigioso prêmio criado em 1992 que escolhe o melhor álbum do ano de um artista britânico ou irlandês. Paul está no páreo com, “Boys of Dungeon Lane”.

 Entra Days We Left Behind com Paul McCartney 

O prêmio será entregue na Utilita Arena de Newcastle, no dia 22 de outubro, e o vencedor escolhido por um painel de 11 especialistas da indústria musical. Será que o Paul leva essa? Ele está concorrendo somente com artistas da nova geração britânica e irlandesa

 Entra What Goes On com Ringo Starr & The All Starr Band

O grande acontecimento da semana foi a confirmação de que Rubber Soul terá uma versão estendida. Já está oficializado, sacramentado e em pré-venda. E a edição atualizada chegará ao mercado, como de praxe, em múltiplas versões a partir da 1ª semana de outubro.

O que podemos esperar? Rubber Soul é um disco especial para todos os fãs dos Beatles. Representa ao mesmo tempo uma despedida da primeira fase e a entrada em uma segunda fase que seria decisiva para a consolidação da banda.

 Entra Here There and Everywhere com The Beatles

A edição especial expandida ressurge com o álbum original remixado pelo produtor Giles Martin e o engenheiro Sam Okell, em estéreo e Dolby Atmos. Também teremos a mixagem mono original, e a versão da Capitol nos EUA. Esta, por sinal, sempre chamou atenção pela seleção musical. A Capitol usou a mesma capa, mas retirou algumas músicas e incluiu outras como I’ve Just Seen a Face e It’s Only Love que não pertencem às sessões de Rubber Soul, mas funcionam muito bem no repertório.

 Entra The Word com Ringo Starr e sua All Starr Band

Em termos práticos, o Box de luxo em CD tem três versões da mesma coisa, e isso é criticado por quem entende que não haveria necessidade desse relançamento.

Por outro lado o pacote quase completo inclui um livro de 88 páginas, e um CD de outtakes e versões de demonstração. Vinte e oito no total, o que significa o dobro do repertório do álbum original lançado em 3 de Dezembro de 1965.

 Entra Norwegian Wood com The Beatles Take 1

Para ser mais específico, o Rubber Soul de luxo trás 24 gravações das sessões com 20 takes inéditos - e três demos caseiras de “Day Tripper” e “We Can Work It Out”, e uma pequena surpresa, “Little Girl”, um esboço de música de autoria de John Lennon nunca antes escutado, lançado ou sequer mencionado por estudiosos.

Mas, por que o pacote de luxo é considerado “quase completo”? Porque, por fora há um blue Ray de áudio com mixagem em alta resolução do Rubber Soul, uma versão com qualidade sonora superior. Este item, à venda em separado, também inclui vídeos promocionais de Day Tripper e We Can Work It Out. 

 Entra Girl com The Beatles

Segundo o produtor Giles Martin, quem comprar o Box do Rubber Soul encontrará uma nova mixagem estéreo extraída diretamente das fitas master de quatro canais. Segundo ele também, a clareza do áudio vai impressionar até os ouvidos mais exigentes graças ao processo de desmixagem de ponta desenvolvido pela premiada equipe de som liderada por Emile de la Rey na empresa WingNut Films Productions Ltd. de Peter Jackson. Esse equipamento separa vozes e instrumentais com alta tecnologia.

E quanto a “Little Girl”?   

 Entra chamada de Little Girl

 Segue Girl com The Beatles

Giles Martin antecipa que essa gravação vem do espólio de John Lennon — é de 1965 e foi cedida por Sean Lennon. O que podemos esperar? O filho de George Martin disse à revista Rolling Stone que “Little Girl” é um esboço bruto de letra inacabada que soa como um rascunho de "I'm Only Sleeping".

O editor da Rolling Stone, Rob Scheffield perguntou a Giles Martin o motivo de lançar a demo de "Litle Girl" e não incluir "12-Bar Original", e ouviu uma resposta que no sentir do Mergulhador não é bem vinda. Giles disse: "bem, para começar, 12 Bar Original não é muito boa, e quem quiser ouvi-la, está na Antologia. Essa faixa não é das sessões do álbum. Little Girl não foi ouvida, então faz sentido lançá-la".

Eu considero lamentável essa posição do produtor. Não cabe a Giles Martin decidir se uma faixa é boa ou não, pois nem o Pai dele fazia isso. Incluir 12 Bar Original neste Box permitiria aos fãs ouvir a versão completa, já que a do Anthology é editada.

Se "Little Girl" foi escrita tarde demais para ser incluída em "Rubber Soul", isso poderia explicar a ligação melódica com "I'm Only Sleeping". Tem um trecho, quando John canta "I love you", que é incrivelmente parecido com a forma como ele canta a palavra "sleeping").  

 Entra Drive My Car com Paul McCartney

Talvez por isso ele tenha decidido reaproveitar essa parte para criar uma música mais forte para o próximo álbum, Revolver. Palavras ditas pelo editor da revista Rolling Stone, Bob Sheffield.

Detalhe interessante da história de Rubber Soul. Quem acompanhou o Mergulhador desde o começo esta participação do Mergulhador, ouviu aí diversas trilhas de músicas de rubber Soul tocadas ao vivo. George Harrison só fez UMA (O Mergulhador se enganoooou! Fez também Think For Yourself!), e foi justamente If I Needed Someone!

 Entra If I Needed Someone com George Harrison

 Paul diz: Esta fue la primera gira em que toco esta canción en España!

 Entra You Won't See Me com The Beatles

 Ringo Starr aproveita a sua What Goes On e a toca ao vivo nas turnês da All Starr Band

 Entra What Goes On com Ringo Starr & The All Starr Band

Fechamos ouvindo o take 1 de Michelle, primeira gravação da edição de luxo de Rubber Soul que está disponibilizada para ser ouvida antecipadamente. O que chama atenção é o arranjo. A música nasceu pronta, como revela a primeira tentativa de gravá-la entre 12 de Outubro e 15 de Novembro de 1965...

 Entra Michelle  com The Beatles Take 1 e vai até o fim

 

sábado, 25 de julho de 2026

OUÇA e LEIA - A Descoberta de This Boy


 The Beatles In My Life: Ser Beatlemaníaca

Este é o 10º programa mensal especial do Submarino Angolano, 
em que Virgínia Abreu de Paula nos conta 
sobre suas experiências com os Beatles. 

Ela tem hoje 78 anos e viveu Beatles na veia, 
e tem muita história pra contar!


 Clique no play verdinho... 

 

e leia o que acontece aqui, abaixo !!

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Entra vinheta de The Beatles In My Life 


Ei ouvintes  da LAC. Eu aqui de novo com Os Beatles na Minha Vida.The Beatles in my life.

Entra o Calhambeque com Roberto Carlos


Quero contar sobre  uma  festinha que compareci  em Belo Horizonte no primeiro semestre de 1965. Festa de amigos da minha prima Marlene. O convite era especialmente para meus pais. Festa de adultos. Mas me carregaram com eles. Assim que chego, a dona da casa informa sobre a existência  de uma saleta nos fundos, para garotas da minha idade. 

"Mas não sei se você vai gostar.  Minha filha é Beatlemaníaca, e vai ser só Beatles lá na saleta" 

Mamãe dá uma risada,dizendo .

"Então vai ser perfeito para ela,” 

  Sou levada lá para os fundos, pela mãe da moça que me apresenta assim:

"Esta é Virginia, prima de Marlene, É que nem vocês: apaixonada pelos Beatles."

  Vejo que só tem duas mocinhas na sala. Uma delas, com corte de cabelo Beatles. É a filha da dona da casa. Fica em pé, me estende a mão, dizendo:

"Eu sou John, I'm John and I play a guitar E você, quem é?"

Eu levo cerca de dois segundos para entender  a pergunta. Na certa, queria dizer que John era seu Beatle preferido. Coisa que não existia, em Montes Claros, como disse no programa passado.Entrei na dela após os dois segundos e respondi  seriamente.

"Prazer. Eu sou Paul! I'm Paul and I play a base 

 Ela se alegra. Vira para a outra moça, pedindo que ligasse com urgência para Lurdinha. Vira para mim de novo e explica.que a outra mocinha, cujo nome não recordo, Suely? Algo assim, Que seja. 

“Suely é George! I'm George and I play a guitar  Lourdinha é Ringo, ela tem de vir.”

Entenderam? Exemplo perfeito do que falei antes:  ter um favorito não diminuía o outro. E os quatro é que faziam Os Beatles serem tão maravilhosos. Uma festa faltando a representante de um deles, não seria a mesma coisa.

Enquanto aguardo Ringo, vou olhando os discos. Além dos álbuns, tem os compactos simples e os duplos. Ela compra todos, mesmo com músicas repetidas. É uma colecionadora.  

Em poucos minutos, eis que Lourdinha chega. Sob palmas. I'm Ringo and I play the deums Ringo se fazendo presente. Agora sim, é hora de festejar ao som deles o tempo todo, começando com A Hard Day’s Night.

Entra A Hard Day's Night com The Beatles!!! 

Tem aquelas que nos fazem dançar como Long Tall Sally, que é de Little Richard, mas que Paul a toma para si. 

Entra Long Tall Sally com The Beatles!!! 

Aquelas que já ouvimos tanto que cantamos junto em alto e bom som, como: I should have known Better. 

Entra I Should Have Known Better  com The Beatles!!! 

E aquelas que todas se sentam para ouvir de olhos fechados, sonhando, como Things we said today

Entra Things We Saida Today com The Beatles!!! 

Tem ainda as  que nosso John faz comentários antes, nos dando aulas, revejo a garota, compacto duplo que eu desconhecia, nas mãos e dizendo,

. “Esta foi a primeira música que gravaram, gente. Ainda em 1962!  Love me Do!”

Só não sei se na gravação lançada no Brasil era Ringo na bateria.

Que Homero entre aqui para nos esclarecer.

EPAAAA ... OUVI MEU NOME???

Oi, Madrinha, que bom poder ajudar!!

Entra Love Me Do com The Beatles!!! 

É o seguinte: Love Me Do foi lançada no Brasil como Lado B de Please Please Me num compacto ... e era Andy White na bateria, mas você ouve o Ringo lá, ele tá tocando pandeiro, ou pandeireta, como chamam em Angola, e é fácil você distinguir, se você ouve o pandeiro, é porque não é na bateria o Ringo... Ringo na bateria, Love Me Do com Ringo na bateria foi lançada em 1988, no Past Masters, ok? 

Grande beijo, siga seu ótimo trabalho aí!!!

Segue Love Me Do com The Beatles e com Ringo na bateria!!! 

O Mi do fnal de A Day In The Life

Entra This Boy com Orquestra de George Martin!!! 

Pena que nunca mais estive com aquelas garotas. Por onde andarão?  Ficaram as lembranças bem vívidas, da nossa alegria ali juntas. Posso rever  as cenas, como num filme. Nosso John se levanta para virar o duplo. 

“Preparem seus corações para viverem" (viverem mesmo, não falei errado) 

Ah,  a Ringo’s Theme do filme, que ouvimos com orquestra de George  Martin. 

“This Boy”.

Mas ali são eles cantando com aquelas vozes de Liverpool, inigualáveis.

 That boy

...gritos...

Took my Love away

...silencio, ouvindo com atenção...Então, 

Oh yeah This Boy

...mais gritos!  

Agora eu entendo. 

Sim, é preciso gritar. Juro que não é histerismo. 

Emoção demais para deixar trancada dentro do peito.  

Espero que tenham gostado, agradeço a todos ouvintes, e até a próxima.

Já temos 10 episódios

  1. Como a Madrinha soube da existência dos Beatles clique aqui
  2. Quando ela ouviu The Beatles pela 1ª vez, clique aqui
  3. Como ela viu o primeiro compacto dos Beatles, clique aqui
  4. Como ela ouviu o 1º LP dos Beatles, clique aqui
  5. Quando ela comprou o 2º LP dos Beatles, clique aqui
  6. Um break: homenagem a George Martin, clique aqui
  7. Quando ela viu The Beatles na Telona clique aqui!
  8. Suas impressões sobre o disco A Hard Day's Night, clique aqui
  9. Como conheceu o 1º Compacto Duplo, clique aqui
  10. A Descoberta de This Boy, este aqui

Projeto By Homerix -Tronco Norueguês (Ela se foi) - OUÇA e LEIA

Este Projeto By Homerix não tem qualquer fim lucrativo.  Tem caráter meramente lúdico. Serve apenas ao intuito de mostrar que sempre é possí...