segunda-feira, 17 de agosto de 2026

OUÇA e LEIA - Norwegian Wood - botando fogo na zorra toda


 Esta é mais uma edição do Papo do Contramestre, 

a conversar sobre The Beatles, suas canções, suas vidas 

quadro do programa Submarino Angolano, 

da Rádio LAC, Luanda Antena Comercial, 95,5 FM

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PRA OUVIR O QUE VEM A SEGUIR!

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Olá, amigos do Submarino Angolano!!!

Aqui é Homero Ventura, directo do Brasil

Seguimos a acompanhar o que aconteceu há 60 anos na vida dos Beatles…

>> Entra instrumental de Run ForYour Life

Coloque-se em Abbey Road, na noite de 12 de outubro de 1965. Antes, de tarde, Os Beatles haviam começado o processo de gravações que renderiam um LP que seria o começo da revolução e um compacto Duplo Lado A, o primeiro da história. Naquela tarde haviam deixado pronta para overdubs a canção Run For Your Life, que fecharia o LP Rubber Soul. 

De noite, outra canção de John, que traria ao mundo do rock um país no título e na letra, a Noruega, e outro país na música, a Índia…. Sim… não eram mais os mesmos rapazes que faziam ingênuas canções de amor!!! Viraram a chave!!!

 

Norwegian Wood  (by John Lennon)

         This Bird Has Flown

>> Entra Norwegian Wood com The Beatles

John conta: 'Certa vez eu tive uma garota, ou eu deveria dizer, ela me teve. Ela me mostrou seu quarto. Não é boa? A madeira é norueguesa! Ela pediu para que eu ficasse e me sentasse em qualquer lugar, então eu olhei em volta e notei que não havia uma cadeira.!'


A insinuação de um relacionamento sexual é evidente, ao menos essa era a intenção dele… só que não, afinal está lá que
conversam até às duas da manhã e, quando ela diz que precisa de acordar cedo para trabalhar, ela o manda dormir na banheira, menina má.

>> Entra original “we talked until two and then she said it’s time for bed’ na voz de John

>> e, na minha voz…

She told me she worked in the morningDisse que cedo trabalhava
And started to laugh
E passou a rir
I told her I didn't… Eu disse que não
And crawled off to sleep in the bath
E à banheira eu fui pra dormir

Já o uso do verbo 'ter' denota um relacionamento diferente, foi usado logo na frase inicial, de forma genial, Paul ao lê-la, disse “Brilliant!”, quando chegou em Kenwood para finalizar a composição!

>> “I once had a girl, or should I say, she once had me’

No dia seguinte, ela já não está mais lá, ele realmente não a teve, ele estava só, ela fez o que quis dele, e vem aí o subtítulo… ela se foi… ela voou

>> Entra voz de John  “And when I awoke, I was alone, this bird has flown”

'This bird has flown', aliás era o título de trabalho da canção até decidirem-se por Norwegian Wood, a partir do terceiro take. Bird é como os ingleses chamavam as garotas na época. Rumores corriam sobre quem seria a garota em questão.

John disse que realmente estava tentando escrever sobre um caso sem deixar sua esposa saber que estava escrevendo sobre um caso, pobre Cynthia! Rumores corriam de que poderia ser Maurreen Cleave, renomada jornalista, ou ainda Sonny Freeman, esposa do fotógrafo de quatro capas dos discos dos Beatles até justamente este que estavam a gravar, que era um casal que John e Cynthia viajavam juntos (pô, sacanagem, John!).

Ela gostava de dizer que era norueguesa, e tinha decorações em madeira em seu apartamento. Na época estava na moda o uso de móveis com revestimento de madeira de pinho barata, vinda da Noruega.

Rumours… Only rumours

A primeira vez que John externou a canção foi naquela viagem que o casal Lennon e o casal Martin fizeram à Suíça no início daquele ano, em que George Martin quebrou o pé! Alguns meses depois ela voltou a ser trabalhada.

Norwegian Wood, como veio ao mundo é uma canção com versos em Mi Maior e Pontes em Mi Menor, sem refrões, em ritmo de valsa no tempo 3x4, bem explícito nas pontes TUM-ta-ta-TUM-t-ta, e meio disfarçado nos versos, mais pra um 6x8, mas ainda valsa!

A contribuição de escrita de Paul na música vem nas pontes, como já acontecera em composições anteriores da dupla, pois John não era um bom ‘engenheiro’ construtor de pontes, se me entendem!

E é justamente na ponte que o vocal de Paul entra firme na canção, harmonizando lindamente com John na melodia principal

>> Entra John mais Paul “She asked me to stay and she told me to sit anywhere, so I looked around and I noticed there wasn't a chair”

E Paul também declarou que foi dele a ideia de colocar fogo na zorra toda por vingança pela garota ter ido dormir. Paul menino mau!!!!

>> Entra John “So I Lit a fire, isn’t it good, Norwegian Wood”

Em minha versão eu deixei em aberto, botei no impessoal… interprete-se como quiser..

And when I awoke… Quando eu acordei
I was alone… Estava só
This bird had flown… Ela se foi

So I lit a fire… Um fogo se fez
Isn't it good… Tronco de Lei!
Norwegian wood… Norueguês!

Emendamos agora na parte musical da análise da canção,

Além do violão de John, note que percussão da canção é apenas o tambor e uma pandeireta tocados por Ringo, que aliás só entra na ponte, ou batendo nas próprias pernas em overdubs.

>> Entra  a percussão de Ringo

Tem a guitarra baixo de Paul,

>> Entra o baixo de Paul 

E tem George num cha-kun-dun ao violão 12 cordas, bastante vigoroso nas pontes

>> Violão de George

Tem um violão 12 cordas base de John, que abre a canção com as notas da melodia, 

>> Violão de John

que depois é repetida por George, tocando, não sua guitarra, mas o astro principal daquela canção, uma CÍTARA, que, como seria testemunhado depois, constituir-se-ia num marco da história da música.

>> Entra  a introdução no violão, depois a cítara introdutória, 

E depois ela volta em graves ao estilo drone sound, besouro mesmo,  nas primeiras notas dos compassos dos versos que vêm após as pontes, note…. Se você conta de 1 a 4 os tempos dos compassos desses versos, sempre que você contar UM você ouve a cítara em modo-besouro!!!

I sat on a rug
Biding my time
Drinking her wine

We talked until two
And then she said
It's time for bed

 

A presença do instrumento indiano era mais um ‘nunca-antes-na-história’ da carreira dos Beatles.

>> Entre A Hard Day's Night em instrumentos indianos, do filme

 George fora apresentado ao instrumento durante as filmagens de HELP!, no mesmo ano, depois comprou um exemplar numa loja de Londres, e começou a dedilhar no estranho artefato.

O que ele aprendeu autodidaticamente não o fazia um virtuose no instrumento, mas se mostrou suficiente para tocar aquelas linhas, tanto na introdução, como ao longo, aqueles ‘drone sounds’ (que parecem um zangão zunindo), e na finalização da canção, e revolucionar a história.

Depois dos Beatles, também os Rolling Stones,  e os Yardbirds, e Donovan, e outros tantos abriram os olhos para aquela sonoridade, afinal, se os Beatles faziam, era porque era bom, eles já haviam desenvolvido esse sentimento no mundo da música!

>> Entra Love You To, de George Harrison nos Beatles

Posteriormente, George imergiria naquele mundo, viajou pra a Índia para imiscuir-se naquela cultura, o que mudaria também sua vida.

Em Revolver, no ano seguinte, uma de suas 3 contribuições seria com instrumentos indianos,

>> Segue Love You To

e mais um ano depois, seria a base de sua única composição em Sgt.Peppers,

>> Entra Within You Without You, de George Harrison nos Beatles

e ainda haveria uma full-indian-song com a distinção de ser lançada num single dos Beatles, ainda que em um Lado B, em 1968.

>> Entra The Inner Light, de George Harrison nos Beatles

Voltando à gravação de Norwegian Wood, mas ainda com destaque ao quesito cítara, vai aqui um lamento deste analista. Foram 4 os takes, onde dá pra perceber a nítida melhora, um a um, ainda que com uma ressalva, um movimento da cítara que tem no 1º Take, mas que não sobreviveu no final.

O Take 1 foi oficializado no Anthology II, de 1996. Foram muuuitas diferenças, entre os 3 primeiros takes e o take 4, mais especificamente, SETE principais diferenças em relação à versão final, parece até aquele jogo de 7 Erros, bem mais que o aumento de um tom inteiro, de Ré Maior pra Mi Maior, e a definição do título definitivo de This Bird, senão vejamos…. Vai contando… na verdade foram 6 acertos e UM erro

1.      Ponto 1: cítara já abre a canção jogo no 1º compasso da introdução, enquanto na versão final, ela entra no 3º, achei melhor pois quando entra a cítara, a gente sente o impacto da mudança, da surpresa, da revolução… ( introdução do Take1)

2.       Ponto 2: Note que John parece meio preguiçoso, aliás, acompanhando o tom da canção que está menor que a versão final, que ficou muuuito melhor … 

frase inicial do Take 1 - I once had a girl, Or should I say, She once had me-  

 e em seguida a mesma frase do Take 4

3.       Ponto 3: Note, que John dobra as últimas frases dos versos 

“isn’t it good NORWEGIAN WOOD”,  

até poderia ser, só que não… está bem melhor como ficou, sem dobrar

4.        Ponto 4: Note ainda que ainda não há os tais drone sounds da cítara nos primeiros tempos dos compassos dos versos pós-pontes, como destaquei na versão original, e que eu acho fundamental

Drone Sound

5.        Ponto 5 :Note que John canta um trecho trocado, ele troca de lugar o tempo e o vinho 

1º Take - Drinking her wine ... Biding my time 

Take 4 - Biding my time ... Drinking her wine ... 

, e     e ainda no quesito canto, que a escansão da fala de John difere da versão final, e eu prefiro a final por muuuitas léguas.. por exemplo: ele canta 1º Take 1 or-should-I-say e no final ficou or-shouldI-say coisas desse tipo!

6.       Ponto 6: Note que a harmonia aguda de Paul está bem mais alta (ficou exagerado mesmo), (a1ª           A 1ª ponte do Take1, com harmonia de 

7.      Ponto 7: Finalmente, minha única ressalva: nas pontes, a cítara complementa, nos momentos de intervalo entre frases dos cantores com notáveis triplets, duas vezes em cada ponte, a 1ª com 3 triplets e a 2ª com dois triplets. 

A 1ª Ponte, com os 5 triplets 

... este o meu lamento… eu achei adorável essa inserção… mas os Beatles também tomavam decisões erradas de vez em quando, era raro!

Caramba, eu falei mais sobre a versão que não foi, do que a versão que foi! Incorrigível que sou!!! Ouçam agora, com atenção e digam se concordam comigo, ao serem apresentados ao Take 1, na íntegra,

>> entra Take 1 do Anthology na íntegra

Vejam também que finalizava de uma vez por todas aquela história de ‘várias canções por sessão de gravação’ com um recorde de 3 ou 4 canções, numa manhã, tarde ou noite, na romântica época de Please Please Me, inaugurando-se uma configuração muito mais comum, de ‘várias sessões de gravação por canção’ cujo contador poderia chegar às DEZENAS de sessões, a partir de 1967.

Para Norwegian Wood, os 4 takes foram executados duas sessões com nove dias de diferença, sendo que o Take 1 precisou da sessão toda do dia 12, no caso, uma noite, e os Takes 2, 3 e 4 foram atacados no dia 21, em que foi bem modificada, como falei!

Norwegian Wood nunca foi tocada ao vivo, nem pelos Beatles, muito menos por John, em carreira solo. Foram poucas as vezes em que ele se lembrou da época mais gloriosa da história da música! Uma pena!

Mas claro que teve sim muitas covers, mais de 200 vocais ou apenas instrumentais, está entre as mais regravadas dos Beatles, sendo que no Brasil, nosso grande Milton Nascimento lançou uma versão psicodélica espetacular, verdadeira viagem, de quase 7 minutos, mostra seu alcance vocal em falsetes perfeitos tem luxuosa participação de Beto Guedes nas harmonias das pontes que recomendo que procurem por aí, mas não cabe divulgar aqui inteira aqui.

>> entra Norwegian Wood com Milton Nascimento

Falando ainda em Brasil teve também o Sérgio Mendes, bossa and soul, com suas duas vocalistas sensacionais, só que trocando o gênero, 

>> entra Norwegian Wood com Sérgio Mendes

mas busquem também essa cover pois eu deixei para hoje uma coisa especial para mostrar inteira!! 

Foi uma descoberta que fiz ao adaptar meu texto para este áudio que ouvem no momento: Achei esta cover excepcional, que junta a 4ª e a 8ª artes!!!

Alan Copeland and Singers  fizeram ainda em 1968 um sensacional mashup entre música, com Norwegian Wood,  e com TV, a música-tema de Missão Impossível, de Lalo Schifrin,  que ficou perfeito.

E a letra de nosso John realmente se configurou numa missão impossível... afinal a missão era chegar aos finalmentes,  fazer um seikelá com a garota, mas ela o mandou dormir na banheira!!!

John deve ter gostado!!!

Alan Copeland ganhou inclusive um Grammy por causa desse mashup, foi o Best Contemporary Pop Performance, Chorus em 1969. Mais um Grammy a contabilizar para os Beatles!

>> entra Norwegian Wood com Alan Copeland and Singers

Nowegian Wood foi lançada como 2ª faixa do Lado A do álbum Rubber Soul, em 3 de dezembro de 1965 e três meses depois chegou ao Brasil, onde, felizmente, o álbum veio na sua configuração oficial. 

Em 1973, ela foi uma de 6 canções de Rubber Soul honorificadas na coletânea Beatles 62-66, popularmente conhecida como Álbum Vermelho, aliás, Rubber Soul é o campeão de participações naquele projeto, considerando aí também o Blue Album, Beatles 67-70. Nenhum outro álbum dos Beatles chega perto do campeão Rubber Soul, tanto em valor absoluto como em relativo, pois quase metade de suas canções estavam lá!! 

Depois, em 1976, foi lançada oficialmente pela EMI uma coletânea chamada Beatles Love Songs, e Norwegian Wood estava lá… meio estranho, né… pois seria mais apropriado se o álbum se chamasse Almost Love Songs, pois, afinal, John ficou como o General Junot quando chegou a Lisboa para conquistar Portugal, ficou a ver navios, os navios da armada de D. João VI fugindo para o Brasil, em 1808.

Enfim, venham, junto com The Beatles, botar fogo naquela madeira toda.

domingo, 16 de agosto de 2026

O Projeto By Homerix - 17 Canções


PBH Song Count: 17
Este Projeto By Homerix não tem qualquer fim lucrativo. 
Tem caráter meramente lúdico.
Serve apenas ao intuito de mostrar que sempre é possível fazer versões fiéis das canções dos Beatles, com  métrica e rima adequadas ao efeito.
Os áudios aqui veiculados foram gravados e editados em ambiente amador por sobre instrumental extraído das canções originais.
Eles são destinados ao público leitor do Blog do Homerix, e NÃO DEVEM ser veiculados em qualquer ambiente público no Brasil.

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O Projeto By Homerix tem a intenção de produzir versões plausíveis de todas as canções originais lançadas pelos Beatles... dentre elas, algumas que tiveram já versões livres em português, porém a maioria delas sem NADA A VER com o original.

É um projeto HOMÉRICO, em ambos os sentidos da palavra. A dificuldade de se encaixar a objetividade da língua inglesa, povoada de monossílados, em versões na nossa língua, onde di, tri, e polissílabos imperam, e ainda com rimas, sempre que possível, nos mesmos lugares em que ELES rimaram, tem sido e vai continuar a ser um belo desafio. Outro desafio será, às vezes, cantar no mesmo tom da canção, afinal quem nasceu pra Homerix não pode pleitear o alcance de um John, Paul ou George.... Ringo vai ser mais fácil, hehehehe!!

Estou adorando a ideia!!!

Vou deixá-las registradas aqui...

E começo com a última delas, a de Nº 17

Dpeois, quando chegar a 18ª, eu passo a 17ª para a ordem cronológica.


17. Tronco Norueguês (Ela se foi), que fiz para Nowregian Wood (This Bird Has Flown)

(Lennon/McCartney, LP Rubber SoulDec.1965,  LP Rubber Soul, Brasil, Mar1966),

  • Na letra, consegui perto de 95% de correspondência com a letra original, com as adaptações necessárias da métrica. Gostei especialmente de deixar em aberto o final!
  • Na música, não tive dificuldade de acompanhar o tom de John, mas chegou na hora da ponte, tive que fazer a harmonia uma oitava abaixo da que Paul fez, mas ficou bom
  • Não há versões conhecidas de Norwegian Wood em português, e eu até entendo por quê, afinal não é fácil, não foi mesmo fácil!
Eis aqui minha versão:
https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/08/projeto-by-homerix-tronco-noruegues-ela.html

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Vamos à Ordem Cronológica Histórica do Projeto By Homerix!

A primeira canção a merecer essa atenção foi I Need You de George Harrison. Eu estava a produzir o áudio sobre ela, sua gravação, suas entranhas, quando de repente surgiu sua Ponte em Português... ficou muito bom... vi que levava jeito pra coisa... compus o resto da letra.

Estava plantada a semente...

1. Preciso de Ti, que fiz para I Need You

(George Harrison, LP HELP!, Ago.1965, Dez.1965 Brasil),

Apenas a 2ª  de 21 canções que George compôs durante a carreira dos Beatles, e que foi para o Lado A, do LP e para o filme de mesmo nome. E ele teria mais uma no Lado B do LP. Exibida em 7 de junho de 2025 no Submarino Angolano.

Houve no Brasil uma versão boa, Te Adoro, de 1966, com os .Golden Boys.

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/projecto-by-homerix-preciso-de-ti-ouca.html

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2. No Anoitecer, que fiz para The Night Before 

(Lennon/McCartney, LP HELP!, Ago.1965 KK, Dez.1965 Brasil)

Adorei a solução para o nome, até mais poética!!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/09/no-anoitecer-versao-homerix-para-night.html 

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3. Ocê Gosta Muidimim, que fiz para You Like Me Too Much 

(George Harrison LP HELP!, Ago.1965 KK, Dez.1965 Brasil)

Aqui a 2ª canção de George num mesmo álbum. A obsessão em colocar a fala igualzinha em português fez-me recorrer ao mineirês, ali no refrão que não é refrão, e depois extrapolei para o resto da versão, especialmente ao descrever que a moça "cascô fora"!!!!!!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/ouca-e-leia-oce-gosta-muidi-mim-by.html 

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4. Tu Tens que Esconder Teu Amor, que fiz para You've Goto To Hide Your Love Away 

(Lennon/McCartney LP HELP!, Ago.1965 KK, Dez.1965 Brasil)

Aqui, fiquei até constrangido em ter uma versão tão pesada logo em seguida à versão em mineirês, que ficou superdivertida.

Tive dificuldades, tanto na voz grave.... difícil buscar a nota mais baixa, assim como foi difícil atingir a nota suprema da voz aguda, tive que recorrer ao falsete!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/youve-got-to-hide-your-love-away-john.html 

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E agora, as duas apresentadas no sábado 25, último do mês de outubro, não por acaso, duas das versões que mais me incomodavam, há 60 anos, ou quase, por sua incompatibilidade com a letra original!

5. Até O Fim, que fiz para I Should Have Known Better 

(Lennon/McCartney, LP A Hard Day's Night!, Jul.1964 UK - Jan.1965 Brasil)

Posso dizer que salvei a Menina Linda (Renato e Seus Blue Caps, Jan.1965) daquele tarado. Sei que Renato Barros admitidamente nada sabia de inglês, mas decerto poderia ter evitado fazer aquele hino à pedofilia. Hoje, jamais seria gravada!!!

Na minha versão, fiquei feliz em como traduzi o sentimento do rapaz, que parecia enfeitiçado pela garota, envolvido que estava pela magia do seu beijo. Namorava uma bruxinha do amor, e não sabia!!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/ate-o-fim-by-homerix-lennon.html

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6. Não Quer Saber Mais De Mim que fiz para Ticket To Ride 

(Lennon/McCartney, LP A Hard Day's Night Ago.1965 KK, Dez.1965 Brasil),

A original conto a  história do rapaz que perde sua garota.

O tal Anthony Middleton, que com esse nome devia saber algum inglês, poderia bem ter feito algo melhor do que aquela ficção do sujeito levando seu "broto" à praia, ao Corcovado, ao cinema, mas tinha Gente Demais (The Youngsters, Jan.1966) pra namorar. 

Na minha versão, conto a história do rapaz que  está vendo seu amor indo embora, tenta convencê-la do contrário, mas vê que "já era" e que ela nã "não tá mais nem aí" pra ele, aliás fiquei bem feliz de usar estas duas expressões no vernáculo popular brasileiro!

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/10/nao-quer-saber-mais-de-mim-by-homerix.html 

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7. Diga-me O Que Vê, que fiz para Tell Me What You See

(Paul McCartney, LP HELP!, Ago.1965, cmpacto duplo em Jan.1966 Brasil),

Aqui, fui buscar a solução para uma das rimas numa palavra pouco comum (léu), mas confesso que tive problema no vocal. Primeiro, a harmonia vocal de Paul estava além de meu alcance vocal, então eu preferi fazer a harmonia na 2ª voz na oitava menor, mais grave. Ficou estranho, sei, mas foi o que se pôde fazer. E então, nessa oitava mais baixa, eu tinha dificuldade de alcançar a gravíssima primeira nota dos versos, daí pedi ao Felipe que usasse o Auto Tune, aquela ferramenta que não deixa os cantores cantarem desafinados!!! 

Não houve no Brasil versão para Tell Me What You See. Eis a minha:  

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/11/projecto-by-homerix-diga-me-o-que-ve.html 


8. Tu Vais Perder Teu Bem, que fiz para You´re Going to Lose That Girl

(John Lennon, LP HELP!, Ago.1965, Dez.1965 Brasil),

Na letra, investi em várias licenças poéticas, mas sempre mantendo o sentido da letra original... isso possibiltou ampliar as possibilidades do duelo vocal de Jonh com Paul/George (a-do-rei o "Depois não diga que eu não avisei!") e colocar um pitoresco conjunto de rimas em Ó (só - bocó - pó - dó). No vocal, gravei 3 vozes, mas não consegui fazer a harmonia de Paul lá no alto, então o fiz na oitava mais grave! 

Houve no Brasil uma versão de You're Goint To Lose That Girl, do nosso valoroso Renato e Seus Blue Caps. Foi em 1966 e chamou-se Meu Primeiro Amor. Como já se vê pelo nome, não houve a preocupação em manter a fidelidade à letra original. Na gravação, nota-se que modificam a ponte, o solo da guitarra está mais fraquinho, mas está valendo!!! Renato Barros e seu grupo foram muito importantes para a Jovem Guarda!!. 

Eis a minha:  

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/11/projeto-by-homerix-tu-vais-perder-teu.html


10. HELP!, que fiz para HELP!

(Lennon/McCartney, LP HELP!, Ago.1965, Dez.1965 Brasil),

Na introdução, mantive a interjeição de socorro em inglês, mas na letra, traduzi pro AJUDE e SOCORRA. 

No áudio, ADOREI foi fazer as harmonias de Paul e George, ponto alto da canção. Desta vez não tive qualquer dificuldade, claro que usando o registro baixo de minha voz, sem aventuras lá no alto!!! 

Não consegui encontrar nenhuma outra versão de HELP! em português 

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/11/projeto-by-homerix-te-ama-ouca-e-leia.html 


11. Te Pego, que fiz para I'll Get You

(Lennon/McCartneysingleAgo.1963, Jul.1964 no LP Beatles Again, Brasil),

Na letra, adorei pegar o "Te Pego no Final", apesar de ter uma conotação mais sexual por aqui do que o o Get you da original.

No áudio, foram 4 vocais meus, o John Base, o Paul grave, o Paul Agudo e o George na ponte. Tive que me esgoelar para fazer o Paul Agudo, mas foi o que deu pra fazer. DEixei porque ficou diverido ver meu esforço!!

Não tenho noção se houve versão dela no Brasil

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/12/projeto-by-homerix-te-pego-ouca-e-leia.html


12. Encontrei um Rosto, que fiz para I've Just Seen A Face

(Paul McCartneyLP HELP!, Ago.1965, Jun.1974 Brasil re-edição HELP Origina),

Não tive maiores esforços para cantar, nem para buscar a traduçºao, não tem nenhum ponto de destaque

Houve duas versões dela no Brasil: 

  1. Bitkids, uma banda de meninos, meninos mesmo, o mais velho tinha 17 anos, que apareceu em 1995 e sumiu dois anos depois. Gravaram apenas um disco, com capa imitando With The Beatles, e entre as canções, a maioria versões de Beatles estava Mary
  2. E  descobri ainda uma outra, de 1999, de uma banda chamada Tequila Baby, um punk rock chamado Caindo, bem doidinho!

Nenhuma delas tinha nada a ver com a original, mas estamos aí para corrigir

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/12/projeto-by-homerix-ive-just-seen-face.html

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13. Ontem, que fiz para Yesterday

(Paul McCartneyLP HELP!, Ago.1965, e apenas em Out.1966, no Brasil, num compacto duplo juntamente com outras 3 canções do HELP! original),

Na letra, procurei, como sempre, deixar o máximo obediente à letra original... tive dificuldade justamente na frase final, I Believe in Yesterday, mas foi o que pude fazer.

Já na cantoria, tive que apelar. Não consegui cantar em Fa Maior, o tom de Paul. Minha oitava grave não atingiu a gravidade do início, e minha oitava aguda ficava horrorosa para atingir a agudice de Paul. Então, Felipe produziu um instrumental em Sol Maior, e eu cantei naminha oitava grave, mesmo assim, foi difícil. 

Houve uma boa versão de Yesterday, no Brasil, que foi cantada por Agnaldo Timóteo, feita pelo grande versionista Rossini Pinto!

Eis aqui minha versão:

https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/04/projecto-by-homerix-ontem-ouca-e-leia.html  


14. É Só Amor, que fiz para It's Only Love

(John Lennon, LP HELP!, Ago.1965, e apenas em Out.1966, no Brasil, num compacto duplo juntamente com outras 3 canções do HELP! original),

Na letra, procurei, como sempre, deixar o máximo obediente à letra original... só que não cumpri a promessa de rimar nas mesmas posições que o autor... era imposs´vel encontrar fonemas em português para as 26 ocorrências de "ai" em inglês... aliás nem tentei, mas procurei ser... plausível no significado!

Já na cantoria, foi tranquilo, usei meu modo grave e deu certo, nem precisei do falsete no final. 

Não encontrei registro de versão brasileira oficialmente gravada para It's Only Love

Eis aqui minha versão:
https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/04/projecto-by-homerix-e-so-amor-ouca-e.html


15. Te Ama, que fiz para She Loves You

(Lennon/McCartney, single, Ago.1963, Jul.1964 no LP Beatles Again, Brasil),

Da letra, gostei de algumas soluções e palavras que são menos usadas, como mazela, fariseu e até mesmo escambau, esta última uma gíria, bem colocada. Foi o que deu pra fazer... hehe 
No áudio, tive dificuldade de fazer o agudo de Paul, então fiz a 1ª voz na mesma base da 2ª, que é John quem faz. Fiquei feliz em acertar a 6ª de Sol (Mi), que George entoava no 4º Sim, estendido, da introdução e do final.
Falei pro Felipe afinar e ele disse que não precisou, estava certinho

                     Não encontrei qualquer versão no Brasil

Eis aqui minha versão:

https://blogdohomerix.blogspot.com/2025/11/projeto-by-homerix-te-ama-ouca-e-leia.html 


16. Salve Tua Cabeça, que fiz para Run FOr Your Life

(Lennon, LP Rubber Soul, Dec.1965,  LP Rubber Soul, Brasil, Dez.1966),

Fiz versão bem fiel, assustadora, e ainda inventei novo verso. Minha AI resistiu em fazer a análise!!
No áudio, o vocal foi tranquilo e adorei fazer as harmonias de Paul e George
Teve versão no Brasil, muito ruim, de Renato e Seus Blue Caps, chamada de Dona do Meu Coração
Eis aqui minha versão:
https://blogdohomerix.blogspot.com/2026/07/projeto-by-homerix-salve-tua-vida-ouca.html

sábado, 15 de agosto de 2026

Projeto By Homerix -Tronco Norueguês (Ela se foi) - OUÇA e LEIA


Este Projeto By Homerix não tem qualquer fim lucrativo. 
Tem caráter meramente lúdico.
Serve apenas ao intuito de mostrar que sempre é possível fazer versões fiéis das canções dos Beatles, com  métrica e rima adequadas ao efeito.
Os áudios aqui veiculados foram gravados e editados em ambiente amador por sobre instrumental extraído das canções originais.
Eles são destinados ao público leitor do Blog do Homerix, e NÃO DEVEM ser veiculados em qualquer ambiente público no Brasil.


Aqui minha versão de 

Norwegian Wood (This Bird Has Flown) 
(by Lennon & McCartney)

Clique no Play Verdinho pra ouvir


O que está escrito a seguir!!

As letras, a original dos Beatles e versão do Homerix

Aqui, 

  • Na letra, consegui perto de 95% de correspondência com a letra original, com as adaptações necessárias da métrica. Gostei especialmente de deixar em aberto o final!
  • Na música, não tive dificuldade de acompanhar o tom de John, mas chegou na hora da ponte, tive que fazer a harmonia uma oitava abaixo da que Paul fez, mas ficou bom
  • Não há versões conhecidas de Norwegian Wood em português, e eu até entendo por quê, afinal não é fácil, não foi mesmo fácil!

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"Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" … “Tronco Norueguês (Ela se foi)”
LEnnon/McCartney ... Homerix

I once had a girl… Eu tive um xodó
Or should I say… mas só que não
She once had me… ela a mim

She showed me her room… Num quarto burguês
Isn't it good… Tronco de lei!
Norwegian wood… Norueguês!

She asked me to stay… Pediu preu ficar
And she told me to sit anywhere… E pra sentar em qualquer lugar
So I looked around… Olhei ao redor
And I noticed there wasn't a chair… Mas notei:  “cadeira não há”


I sat on a rug… Eu sentei no chão
Biding my time… Tempo voou
Drinking her wine… Vinho rolou

We talked until two… E horas depois
And then she said… Ela falou:
"It's time for bed"… Sono chegou!

She told me she worked in the morning… Disse que cedo trabalhava
And started to laugh… E passou a rir
I told her I didn't… Eu disse que não
And crawled off to sleep in the bath… E à banheira eu fui pra dormir

And when I awoke… Quando eu acordei
I was alone… Estava só
This bird had flown… Ela se foi

So I lit a fire… Um fogo se fez
Isn't it good… Tronco de Lei!
Norwegian wood… Norueguês!

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OUÇA e LEIA - O 3º Olho de George Harrison - by Cláudio Teran

 


É Cláudio Teran quem comanda a Beatles News!!


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E leia a seguir!

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O 3º Olho de George Harrison

 Entra A Hard day's Night com a Orquestra de George Martin  

 Alô amigos e amigas. Cláudio Teran chegando, direto de Fortaleza, Ceará, Nordeste do Brasil, batendo ponto em mais uma edição das Beatles News para o Submarino Angolano.

Beatles em novidades. Beatles ao cair da tarde nas ondas da sua LAC FM. Então vamos mergulhar

 Entra Meat Free Monday com Paul McCartney

Paul McCartney recomendou o documentário ecológico ‘Eating Our Way to Extinction’ (Comendo Até a Extinção) em tradução livre. Ele destacou que o filme está disponível gratuitamente no You Tube e seu roteiro ressalta a importância da alimentação para lidar com a crise climática atual. Quem quiser ver o ouvir o filme, bora lá. Está disponível em 20 idiomas.

 Entra Greece, instrumental com George Harrison  

Olivia Harrison tem compromissos agendados para Outubro nos EUA. Dia 6 em New York e dia 8 em Los Angeles. Na Brooklin Academy of Music Opera House, será entrevistada por Martin Scorcese. Em Los Angeles, outro cineasta, Cameron Crowe vai conversar com ela sobre o novo livro de fotografias de George Harrison. Detalhe: ingressos já estão a venda. 

E o que esperar de, The Third Eye: Early Photographs. É um livro que reúne fotografias pessoais feitas por George Harrison entre os anos de 1963 e 1969. A edição está programada para chegar às livrarias em 6 de outubro nos Estados Unidos e em 8 de outubro no Reino Unido.

Segundo a curadoria presidida por Olivia Harriron o livro propõe um novo olhar sobre os Beatles e resgata um tempo em que o jovem George Harrison carregava uma câmera Pentax e registrava momentos que normalmente escapavam das lentes dos fotógrafos profissionais: viagens, bastidores, férias, brincadeiras e situações íntimas do cotidiano da banda.

São mais de 200 fotografias, muitas delas publicadas pela primeira vez, em preto e branco e em cores, além de imagens extraídas de filmes registrados em Super 8mm. O material acompanha os Beatles desde Liverpool até a explosão mundial da Beatlemania, passando por lugares como Estados Unidos, Austrália, Paris, Índia, Tahiti entre outros destinos.

Quem teve acesso às prévias do livro diz que é justamente aí que está a importância de The Third Eye. George não fotografava os Beatles como um jornalista ou um fotógrafo contratado. Ele era um deles. Então sua câmera registrava John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e o próprio George em momentos de descontração, longe dos palcos.

E bem longe das poses cuidadosamente construídas para a imprensa.

“O resultado é uma espécie de álbum íntimo da maior banda da história do rock — visto por alguém que estava dentro daquele fenômeno”, diz um comunicado distribuído à imprensa no início desta semana.

 Entra Sunshine Life For Me (Sail Away Raymond) com George Harrison  

O título, “The Third Eye” — “O Terceiro Olho”, tem, segundo Olivia Harrison, um significado especial. É como se George oferecesse ao público uma nova maneira de enxergar os Beatles: não apenas através da música, mas através de seu próprio olhar e senso de humor.

O novo livro também inclui textos inéditos de George ao lado das fotografias, uma introdução do escritor irlandês Colm Tóibín e um artigo final do escritor americano George Saunders. Olivia também participa da obra com reflexões sobre o acervo.

Atenção compradores. Uma edição especial de luxo do livro, incluirá uma gravação inédita de George Harrison - em vinil de sete polegadas, além de quatro cópias fotográficas e cartões numerados e assinados por Olivia. E então senhoras e senhores que música seria essa?

 Entra Fear of Flying com George Harrison  

Para brasileiros e angolanos, uma informação especialmente importante: está prevista uma edição em português do Brasil, o que permitirá que esse material chegue também ao público brasileiro em versão traduzida. A edição internacional, entretanto, já aparece em pré-venda para entrega no Brasil, enquanto informações oficiais sobre editora e data específica da edição brasileira ainda não aparecem nos anúncios internacionais consultados.

Um dos Wings vai virar estátua! A ideia é que o guitarrista Henry McCullough, seja homenageado com um memorial permanente em sua cidade natal, Portstewart, no condado de Londonderry, na Irlanda do Norte. A frente dos esforços, Josie, sua esposa por décadas.

 Entra Henry's Blues com Wings

Henry McCullough faleceu em 2016. Foi o único irlandês a se apresentar no Festival de Woodstock em 1969, tocando com Joe Cocker. Participou com Sir Paul McCartney do início do Wings e dos primeiros álbuns da banda. Ele também fez turnês com artistas como Jimi Hendrix e o Pink Floyd. 

 Entra solo de My Love com Wings

"Uma estátua significaria muito, um reconhecimento”, disse a viúva.

 Entra Dig A Pony instrumental com The Beatles

Os Beatles arranjaram uma encrenca com alfaiates de Londres. Eles são contra os planos para transformar o antigo prédio da Apple Records em um museu. Segundo Mark Henderson, da Savile Row Bespoke Association, que representa os alfaiates que trabalham há décadas na vizinhança do futuro museu, a presença dos Beatles vai gerar tumulto.

"Teremos congestionamentos perigosos" e "impacto negativo" para o comércio local. "As calçadas da rua são estreitas e já ficam frequentemente lotadas de visitantes, então a tendência é que isso piores no futuro, então rejeitamos", disse a associação dos alfaiates.

Ela representa marcas como a Edward Sexton, que confeccionava ternos para os Beatles. Inclusive alguns ternos com os quais George Harrison e Paul McCartney aparecem no documentário Get Back, foram encomendados e comprados na Edward Sexton.

Os representantes da categoria apresentaram um documento à Câmara Municipal de Westminster contra o Museu dos Beatles. Além deles, escritórios de representantes comerciais baseados em Saville Row também entraram com ações contra o museu.

Em comunicado, a Apple afirmou que o museu será um ativo cultural local e não apenas um destino turístico. O plano prevê que seja uma plataforma educacional fundamentada na música, na criatividade e na história social. E vai revitalizar a região também.

A Câmara Municipal de Westminster tomará uma decisão oportunamente.

 Entra Ed Sullivan apresentando os Beatles no Shea Stadium

E para fechar nossa participação, uma lembrança de 61 anos antes. No dia 15 de agosto de 1965, os Beatles subiram ao palco do Shea Stadium, um momento histórico, não apenas para os Beatles mas para a música popular. Dizem que o Shea Stadium recebeu 60 mil pagantes naquele 15 de agosto, e a gente vai para o palco do concerto agora, no Mergulhador!!

 Entra She's A Woman ao vivo com The Beatles no Shea Stadium

domingo, 9 de agosto de 2026

Colégio Santista - Fator crítico de sucesso

Hoje, Dia dos Pais
Dia de lembrar do meu colégio da infância e adolescência!
...texto de 2011...
...agora com Áudio meu...
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Ou quase...  
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Colégio Santista - Fator Crítico de Sucesso
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1964
1975
Viva o Facebook!

Graças à sua existência e abrangência, e à dedicação e mobilização de alguns, estou tendo oportunidade de reviver um passado que parecia distante: minha educação básica, do princípio ao fim no Colégio Santista, tradicional instituição marista da minha cidade, Santos, fundado em 1904.

A coisa começou com a publicação no mural de um colega, de uma foto daqueles tempos, e foi crescendo aos poucos, em princípio, com os poucos amigos daquele colega convidando como amigos outros que conhecia, de outras turmas. Mas tudo se organizou mesmo quando alguém descobriu que se podia formar um grupo aberto no Facebook. Daí, foi, e tem sido, uma febre. E foi, e tem sido, um tal de pessoas puxarem pela memória, e testarem se outros que não viam há 35 ou 40 anos e só se lembravam do nome, estavam já cadastrados, e se não estivessem, era um tal de chamar: "Entra no Facebook você também!". Viramos todos garotos propaganda da rede social de Mr. Zuckerberg.

Quando escrevi este texto em 2011, estávamos prestes a celebrar o 1.000º inscrito .... e a 300ª foto. Como é legal relembrar os cabelos que usávamos, as calças boca-de-sino e os paletós xadrez das festas. Mas o mais legal e tocante são as memórias que aquelas fotos suscitam, as lembranças dos professores e os irmãos maristas que nos educaram e nos formaram bons cidadãos. Muitos que já se foram, e uns poucos que ainda estão conosco. Irmãos e professores que levaram a sério o lema do beato Marcelino Champagnat, o fundador da ordem marista: "Educar é formar bons cristãos e virtuosos cidadãos; para educar uma criança é preciso amá-la" Toda escola, adaptando ou eliminando a menção religiosa, deveria se pautar por essas palavras. O Santista fez isso com a gente, direitinho.
 
Sendo um colégio religioso, era rígido o suficiente para prover valores morais firmes a seus alunos, com educação séria, o que o tornava muito concorrido, e fazia as famílias da cidade fazerem grande esforço para matricularem seus filhos e mantê-los lá. Famílias que pressionaram muito para que o privilégio da boa educação fosse estendido ao sexo oposto. Em 1970, o colégio adaptou-se aos tempos modernos e admitiu a presença feminina, após 65 anos como um tradicional colégio de meninos! Eu estava lá nessa transição revolucionária. Recebemos, ao que me lembre, muito bem, as meninas no nosso convívio.

Lá passei 12 ótimos anos de minha vida, Primário, Ginásio e Científico, como assim era chamado, bem mais romântico que hoje. E foram 12 anos (o normal seriam 11), de 1964 a 1975, pois não tive idade para fazer o exame de Admissão ao Ginasial, e tive que fazer o 5º Ano, coisa que tinha naquela época. É que entrei no 1º ano do Primário com tenros 6 aninhos, veja que coisa fofa lá em cima, à esquerda (HeHeHe). Que saudade da lancheirinha! O ponto alto da hora do lanche, que hora tão feliz, era desenroscar aquela garrafa de plástico e tomar aquele suquinho de qualquer coisa com leve gosto de plástico, e desembrulhar o papel alumínio, para comer aquele misto-frio (ou sanduíche de atum) maravilhoso!! Mais tarde, quando aposentei a lancheirinha, a corrida pelo enorme pátio para ver quem chegava na frente, na fila da lanchonete.   E tinha a banda, que disputava e ganhava de outras escolas, com evoluções memoráveis. E tinha os desfiles de 6 de setembro, em que marchávamos ao som da banda marcial, com impecáveis fardas brancas e quepes. Em alguns anos eu até ia à frente, empunhando uma espada maneiríssima, como se diz hoje. E tinha a rotina de perfilar ante  bandeiras e cantar o Hino do Brasil e, sim, o Hino Do Colégio, três estrofes das quais a segunda me lembro até hoje, inteirinha. Muito legal! 


Memórias que não se apagam!!!

Ter feito o 5º ano certamente frustrou aos meus pais, pois viram seu filho perder um ano em sua evolução escolar, profissional, de forma irrecuperável. Frustrou a mim, pois perdi a convivência com amigos queridos, especialmente o Magalhães, grande sujeito, que já se foi, que era com quem mais brincava, com quem mais competia pelo 1º lugar, perdendo eu sempre. Mas agora, olhando por um amplo espectro, não fosse assim, e eu não teria conhecido o Cid e o Zé Marques, meus colegas de Científico, com quem eu jogava sueca, na garagem da casa do primeiro, e não teria conhecido a Neusa, aos 20 anos de idade, sua vizinha, que de vez em quando se juntava a nós (ela também estudou no Santista, mas só nos anos de Científico, e na turma de Medicina, eu na de Engenharia). E ela não teria sido a minha 1ª namorada, e não teríamos nos casado, e eu não estaria feliz com ela até hoje, e com nossos queridos filhos Renata e Felipe.

Enfim, assim é o destino!!!

Felizmente, quando a conheci, já não ostentava a cabeleira da foto da direita, que usei em meu último ano no Colégio Santista. Ela me diz hoje que se tivesse me conhecido daquele jeito, teria pensado mal de mim, e nem teria percebido o meu sorriso, que a conquistou (palavras dela...). A cabeleira foi trocada pela careca de calouro, aos 18 anos, quando fui um dos 6 santistas a entrar na Escola Poltécnica da USP. Essa configuração hexagonal repetiu-se outras duas vezes em minha vida: fui um dos 6 politécnicos a entrar como estagiário na Petrobras, e um dos 6 estagiários a se formarem engenheiros de petróleo designados para a área internacional da empresa.

Tudo o que consegui começou naqueles 12 anos de ensino básico e virtuoso, seguiu com estudo e dedicação, claro que associado a oportunidade e sorte. Mas aquela base está presente em cada ato meu como cidadão, que prezo muito, e que consegui, junto com Neusa, passar a meus filhos.

Infelizmente, essa ventura (!) não está mais disponível às famílias santistas. O Colégio Santista, berço de tanta gente importante e conceituada, não existe mais! A mãe dele (como a piada) subiu no telhado quando, em 1987, os maristas se mudaram, e a administração mudou de mãos. A educação começou a ter uma tendência mais socialista e esquerdizante, e os pais foram, naturalmente, tirando seus filhos da escola. Nos tempos áureos, chegou a ter 1800 alunos. Foi minguando, minguando, até que, em 2009, tinha pouco mais de 400, e foi estatizada pela prefeitura. Dizem eles que continuarão as tradições da escola, mas acho difícil, sem os valores da causa marista.

Publicando este post no Dia dos Pais, saúdo a todos os que auxiliaram na formação do cidadão que sou, mas devo declarar também que o pai que sou, foi devido à educação que tive, que o  pai que tive pôde proporcionar a mim, mantendo-me, em todo meu ensino básico, no tradicional Colégio Santista.

Obrigado, pai!!!

E estendido a todos os pais, 
especialmente àqueles que se preocupam 
"em deixar filhos melhores para o mundo".


Parabéns, também, aos eternos 
títeres que me formaram no Colégio Santista
Nilo, Farid, Silvestre, Eliza, Wilma, Dulce, Regina, Fernando, Lobo, Maria Helena, Cordella, Bóris, Buzo, Adilson, Maria Alice, Nilde, Marlene, etc, etc, etc, etc...




Homero Agradecido Ventura

sábado, 8 de agosto de 2026

OUÇA e LEIA - A Gênese da Capa de Abbey Road - Minha 1ª Participação no Submarino Angolano

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Por que não vamos lá fora e atravessamos a rua?
disse um suheito a seus amigos, há  57 anos, neste 8 de agosto.

Essa pergunta, aparentemente bobinha e sem sentido, teria caído em esquecimento total e absoluto se fossem outros o lugar, os personagens envolvidos na cena, e o que aquele ato simples de atravessar a rua representaria para o mundo da música.

         O lugar:           Estúdios da EMI, em Londres
         O dia:              8 de agosto de 1969
         O sujeito:        Ringo Starr
         Seus amigos:   John Lennon, Paul McCartney e George Harrison 
         A proposta:      Atravessar em fila indiana a Abbey Road,
                                 ter o movimento registrado em fotografia,
                           e ter a fotografia estampada na capa 
do último disco dos Beatles,
                                 na minha opinião, o melhor de todos eles,
                                 não sem motivo, o mais vendido de sua carreira 

Estava a maior banda do mundo envolta em dúvidas sobre a capa e até mesmo sobre o nome do disco que estavam acabando de gravar. E era um disco especial, todos sabiam, John, nem tanto. Eles vinham de uma experiência que consideraram frustrada, o Projeto Get Back, em que haviam embarcado numa ideia de volta às origens, e até abandonado a batuta de George Martin, o grande produtor e mentor de seus discos até então. Só eles mesmos para ficarem frustrados com aquilo que viria a se tornar o último disco LANÇADO dos Beatles, que acabou levando o nome de Let It Be. Fiz questão de enfatizar o particípio qualificativo acima, para distingui-lo de GRAVADO, que é o que se aplica àquele disco sobre o qual pairava a dúvida da capa, e sobre o qual, aliás, não vou falar aqui, deixo para falar à época do aniversário de seu lançamento, em setembro. Quem faz aniversário agora é a foto da capa, e é sobre ela que versa este pequeno ensaio.
     Estava praticamente combinado que eles voltariam a aparecer na capa, como somente haviam deixado de fazer no último LP de estúdio, o famoso The Beatles, conhecido como Álbum Branco, pela total ausência de cor, inclusive no nome, que aparecia em alto relevo. Afora aquele álbum, todos os demais traziam a imagem deles na capa, fosse em foto ou desenho, e era bom para registrar as mudanças de visual do grupo: naquele verão de 1969, John, Ringo e George ostentavam grande cabeleira, e grossas barbas. Somente Paul, que nunca foi adepto do estilo cabelão, sempre optou por um visual mais comportado, estava de cara limpa, sem barba ou bigode. 
Restava saber aonde tirar a foto. Por uns bons dias, pensou-se em chamar o álbum de Everest, muito devido a uma marca de cigarros fumados incessantemente pelo engenheiro de som Geoff Emerick (que ganharia o Grammy por seu magnífico trabalho naquele disco). E chegou-se a fazer planos para ir ao próprio Everest para tirar a foto, mas a produção seria muito complicada. Dinheiro não era problema, mas acabaria atrasando o cronograma de lançamento do disco. Pensando bem, até que o local seria bastante apropriado, pois era o topo do mundo, exatamente aonde os Beatles se encontravam: no topo do mundo do entretenimento, não havia ninguém mais poderoso que eles.
Num belo dia, Ringo , em sua genial simplicidade, fez a proposta título. Discutia-se o nome e a capa do último disco, e como seria sua capa, ideias pululavam, além do Everest acima mencionado, Pirâmides do Egito, Coliseu,  mas Ringo não estava querendo arriscar-se em lugares exóticos, que o obrigariam a comer feijão enlatado de novo, como fez na Índia, e soltou um: “Oh, come on!! Let’s cross the street and call it Abbey Road!!”. Aquele disco seria o último dos Beatles e aquela capa, a mais famosa capa de disco de todos os tempos, ao custo de poucas centenas de libras. 

Proposta aceita,
foi convocado o fotógrafo Iain Mcmillan, que estava de plantão, e saíram do estúdio. A produção teve alguma dificuldade para parar o trânsito, o fotógrafo subiu em uma pequena escada e tirou meia dúzia de fotos. Paul escolheu a que mais lhe agradou. Estava decidida e realizada mais uma capa Beatle. E o disco foi também nomeado Abbey Road, em homenagem à casa que os abrigara nos últimos sete anos, palco de muitas revoluções musicais. E o Estúdio também mudos seu nome para Abbey Road Studios.
A capa de Abbey Road ficou mundialmente famosa. O inocente fusca bege à toa, ganhou notoriedade imediata e começou a passar de mão em mão de colecionadores. Chegou a valer dezenas de milhares de libras, e hoje está no museu da Volkswagen, na Alemanha.
Desde o fim dos Beatles, todo santo dia, ao menos uma pessoa, às vezes dezenas, preferencialmente em grupos de quatro, repete a coreografia da capa, com pé trocado do 3º, que normalmente está descalço, e tudo o que tem direito. Entre elas, o mané aqui! Estive lá pela primeira vez em 1992. Só que como eu estava sozinho, tive que esperar por outros três manés para acompanhar-me na jornada e um 5º mané para tirar a foto. E retornei algumas vezes: por menos tempo que eu tivesse, fosse apenas uma escala do voo de ida ou de volta, eu pegava a Jubilee Line do metrô, descia na estação St. James Wood e repetia a coreografia.

E deixava, sempre, minha mensagem no muro dos estúdios da EMI. Claro que nunca encontrava a mensagem anterior: aquele local virou ponto de registro do amor pelos Beatles. Cada centímetro quadrado de sua tinta branca é preenchido com declarações, poemas, citações de letras, Beatles 4ever, fulano esteve aqui, sicrano ama beltrana, e coisas do gênero.  A velocidade de preenchimento é enorme: a cada três meses, o muro tem que ser pintado, para começar uma nova série de pichamentos, totalmente legais e autorizados!

         Quem tiver dúvidas sobre o fenômeno, pode ir ao site da EMI, e procurar a imagem: há uma câmara permanentemente ligada, registrando a movimentação aquela faixa de pedestres. Pode estar vazia agora, mas não demora muito e aparece alguém atravessando e fazendo pose.


         E se for a Londres, não deixe de pagar o seu micofazer a peregrinação ao santuário!!!

Um abraço do Homerix


OUÇA e LEIA - Norwegian Wood - botando fogo na zorra toda

 Esta é mais uma edição do Papo do Contramestre,  a conversar sobre The Beatles, suas canções, suas vidas  quadro do programa Submarino Ang...