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domingo, 12 de julho de 2020

E o campeão é....

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Imerso que fiquei em minha sanha poética, desde que resolvi ler ‘Os Lusíadas’,  depois veio ‘Navio Negreiro’ e, depois, ‘A Divina Comédia’ e, agora, lendo ‘Paradise Lost’ (falta 1/4 do livro), e produzindo resenhas dos 3 primeiros, sendo que a última delas levou 40 dias, uma verdadeira quarentena, acabei me esquecendo de elaborar resenhas sobre os outros livros que li antes dela (a sanha).

Verificando a minha lista no blog, vi que o último a ser resenhado foi ‘Ficções do Interlúdio’, de Fernando Pessoa, e depois dele vieram cinco livros, que eu resenharei oportunamente, mas dou destaque para um deles, que fechou meu projeto de clássicos iniciado ano passado, com  a compra de 3 boxes na última Bienal do Livro, de Franz Kafka, Mário de Andrade e Fernando Pessoa, autores fundamentais, dos quais eu não havia lido nadinha. Resgatei essa dívida. Faltam centenas de outras (dívidas), mas eu vou como Martinho, devagar, devagar, devagarinho.

Destaco esse tal livro porque, além de ter sido o melhor dos cinco, é o que fecha aquele projeto. E fechá-lo-ei com um resultado, e a declaração do Campeão entre os três, que foi justamente o autor desse livro que selecionei para resenhar.

Ai, curiosidade, calma, o resultado tem que vir no final, né.... mas será antes do final, fique tranquilrao. Preciso organizar meu pensamento e relembrar vocês do histórico, antes de declarar o campeão.

Os primeiros livros que li de cada caixa foram 

  • ‘Paulicéia Desvairada’ de MdA, 
  • ‘O Processo’ de FK, e 
  • ‘Mensagens’ de FP, e eu resenhei os três num post só, aqui . 

Depois vieram (em cada 'aqui' tem um link, caso queira ler):
  • ‘Macunaíma’ de MdA, resenhado aqui
  • ‘Metamorfose’ de FK, resenhado aqui
  • ‘Amar, Verbo Intransitivo’, que resenhei aqui
  • 'Ficções do Interlúdio', que resenhei aqui
  • 'O Castelo' de FK, que resenhei aqui
  • ‘O Livro do Desassossego’ de FP, ficou sem resenha porque não acabei... foi desassossego demais pra mim

O último que li do Projeto 3-Box-Classic (chamei assim só agora) foi 'Contos Novos' de MdA.

Espetacular! Nove contos lançados em 1947, portanto dois anos após sua passagem. E que bela seleção foi aquela! Um melhor que o outro. Alguns são meio que autobiográficos, pois contam de uma certa prima Maria, paixão de infância, e, sempre que o pai é mencionado, é uma cara sério, sisudo, o autor deve ter sofrido com isso. Tem um outro sobre um certo Frederico, em que dá uma velada impressão de uma relação homossexual que ficou no passado, três contos em terceira pessoa falando de personagens impagáveis ( e uma caneta tinteiro...), e dois causos muito interessantes.

Mário de Andrade – Wikipédia, a enciclopédia livreO fato é que veio sacramentar a impressão que eu já tinha antes de começar a lê-lo. Dos 3 autores, elejo Mário de Andrade o mais interessante. Afinal 'Macunaíma' eu reputo quase tão bom quanto '100 Anos de Solidão' tendo até agradeço "Obrigado, Mária García Marquez de Andrade"; e 'Amar - Verbo Intransitivo' é dos melhores que li do gênero crônica social, e agora, esse 'Contos Novos', sensacional, e 'Paulicéia Desvairada', o único poema da caixa, terei que dar uma segunda chance!

Fernando Pessoa, gostei muito de seus heterônimos, impressionante a possessão que parece ocorrer, veja um trecho de uma minha resenha: "E a segunda fala, nada mais é do que uma psicografia em altíssimo nível. É ou não é?" . Porém, teve um livro que não consegui terminar.

E Kafka, gostei dos 3 livros que li, mas muito angustiantes, todos eles.... esse trecho de uma resenha  minha diz: "Muito tenso! Muito denso! Muito penso! Não é à toa que a lista de sinônimos para 'kafkiano' inclua adjetivos como absurdo, ilógico, labiríntico, surreal, incoerente, confuso, complicado, baralhado, angustiante, tormentoso."

Enfim, Mário de Andrade é o Campeão!!!



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