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sábado, 30 de junho de 2012

Os PIIGS Comandam a Europa!

No futebol, vamos esclarecer....

PIIGS!!! Você sabe o que é essa sigla?


Está provado que Saúde nas Finanças NÃO TEM NADA A VER com Sáude no Esporte.

A Irlanda foi a exceção à regra e ficou logo na primara fase, mas todos os demais, Portugal, Espanha, Itália e Grécia seguiram firmes. Justamente  caiu fora aquele país que já está com seus problemas mais ou menos equacionados, mais humilde.

Inglaterra, França e Holanda foram eliminadas nas quartas de final. A Grécia teve a chance de mandar a Alemanha pra casa mais cedo, nas mesmas quartas, mas levaram um vareio...

Mas o PIIGS Futebol Clube iria vingar seu irmão mais fraquinho na semifinal. A Itália selou o destino da Alemanha com dois gols de Super Mario, o Balotelli, polêmico descendente de ganeses, nascido e naturalizado italiano.

A outra semifinal já era totalmente piigsmaleana... o clássico ibérico: Portugal e Espanha!

A final foi entre as bolas da vez da tropa de socorro: Espanha e Itália estavam pegando fogo até sábado, quando uma reunião entre os maiorais decidiu por manobras de salvamento!!

E no campo de jogo??

Show de bola espanhol, verdadeiro olé 4x0, sem chances


Então, a sigla agora é PIIGS!

Homerix Misturando Futebol com Economia Ventura

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A Saúde de Obama

Se me conhecem, sabem de minha admiração por Barack Obama. Venho escrevendo sobre ele desde que ele se candidatou a candidato democrata em 2008, portanto desde a era pré-bog. Quando comecei meu blog, alimentei meus escritos antigos, e continuei falando sobre ele, então já como o 1º Presidente Negro Amricano (isso, claro, sem contar Morgan Freeman, em Impacto Profundo, hehehe). O fato é que, contabilizando textos pré e pós-blog, já são uns 15. Portanto, mais até que dois de meus ícones que ilustram a 'capa' do blog, veja aí em cima. São 12 textos de James Bond e apenas 6 de Star Trek. Até teve um deles que juntou Obama e Star Trek. 

Veja aqui: http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2009/06/sr-barock-ou-seria-sr-spack.html

Acho até que eu devia mesmo mudar o símbolo do Homerix, não acham?  Ficaria mais ou menos assim:

           

Hehe, brincadeia... vou mudar não!!

Bem, o de hoje é para celebrar a grande vitória de ontem do meu candidato a reeleição. Lembro-me perfeitamente de quando ele tomou posse e eu escrevi um de meus melhores textos, celebrando sua chegada. Lembro-me que o texto foi elogiado por duas cronistas, para quem eu mandei. 

Este aqui: http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2009/01/obamaximo.html

Uma delas, disse:
Belo texto, Homero, mas vamos ver como ele se sai. Tudo vai depender se ele consegue implantar a reforma da Saúde que ele prometeu. Será a grande batalha de seu governo!
BINGO!!!

Finalmente ontem, a Suprema Corte, que lá é séria, aprovou quase a totalidade de sua proposta. Agora, o atendimento de saúde nos EUA é quase universal, colocando mais de 50 milões de americanos na conta. Claro que alguns terão que pagar essa conta, daí a suspeita de que essa vitória não seja plenamente traduzida em votos nas próximas eleições. Há uma grande rejeição à proposta. Mas não deixa de ser um estrondosa vitória política, já que outros presidentes democratas tentam algo parecido desde 1940... Interessante também que a vitória foi apertada, por 5x4, sendo que o voto de Minerva foi dado pelo Juiz John Roberts, que está lá por indicação do nefasto George W. Bush. Aquilo é um Supremo que vota por convicções, não por conjunções políticas! Vamos ver como se sairá o nosso, no caso do mensalão!!!

Os republicanos já estão se atrapalhando todos com o evento. Mitt Romney já garantiu que vai derrubar tudo, se eleito, mas, ao mesmo tempo, foi  no estado de Massachussets (acertei?), com sua aprovação, que foi aprovada uma reforma parecida quando ele era o governador. Incoerência??

Mais textos meus sobre Obama??

Confira aqui: http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2011/03/obama-e-o-cara.html

Abração!

Homerix Sempre Obâmico Ventura

quinta-feira, 28 de junho de 2012

75% da Capacidade Digital

Convidado que fui a uma celebração na empresa, deixei meu escritório e fui de carro ao edifício do evento, aonde também tinha direito à garagem àquela hora, devidamente credenciado que estava.

Entretanto ao deixar o carro, ao invés de dirigir-me ao 24 andar, local do Salão aonde corria a festa, fui ao 5, aonde se localizava o departamento médico. À atendente da emergência que me perguntava qual o motivo da visita, forneci minha matrícula e ditei-lhe, qual chefe a uma secretária, dos tempos antigos:

'Bote aí, moça: O idiota fechou a porta do carro em seu dedo indicador!'

Pois é, querendo ficar mais perto da roleta, estacionei o carro junto a uma parede, deixando menos espaço para a abertura da porta, que nem pôde chegar ao seu 1 estágio de abertura. Após me esqueirar para sair do carro, me distraí e fechei a porta com a mão direita, deixando a pontinha do indicador da mesma mão no limite do fechamento. A porta fechou, mas não totalmente, por causa do próprio dedo. Ficou naquele estágio 'fechada-mas-não-completamente'.

Ai!

Doendo muito, imediatamente percebi que deixando o dedo pra cima, a dor era menor. Na emergência, deram-me o que eu imaginava, uma bolsa de gelo, e lá fiquei por meia-hora. A médica viu que foi superficial, que parecia que nada estava quebrado, e recomendou apenas que, se a coisa piorasse, que fosse tirar uma radiografia pra verificar a existência de alguma fissura.E lá fui eu para a festa, com o meu dedo pra cima!!


Ainda bem que era o Fura-bolos, e não o Pai-de-todos, não é mesmo. Iria pegar meio mal caminhar com uma ofensa ambulante...

Consegui aproveitar um pouco da celebração, especialmente as comidas e doces, voltei pra casa, assisti ao jogo da Libertadores, com mais gelo no dedo, e aqui estou, com 75% de mkinha capacidade digital.... pois é... este escriba só usa quatro dedos para digitar,  ou seja, eusó sei 'quatrilografar, coisa que fiz nos 857 posts deste blog..., digo 856!

Neste, só usei três!!!

Homerix Com 3 Dedos Ventura




quarta-feira, 27 de junho de 2012

Lago ... Lego ... Ligo ...


Estava tudo calmo como um LAGO
Até brincava com a prole de LEGO
Alertavam-no mas ..."Eu não LIGO"
Distraiu, foi viajar e LOGO
Derrubaram o LUGO


Uma breve brincadeira com a situação paraguaia. E desculpem o pouco inspirado uso do LEGO. Apenas foi bom para lembrar seu passado de bispo proliferador da raça humana e seus incontáveis filhos ilegítimos.

Sobre o assunto, melhor deixar aqui um relato, com o qual eu concordo em muitas coisas, mas não com tudo...


Arnaldo Jabor afirmou que Fernando Lugo nunca fez nada para o Paraguai, mas dizia ser de esquerda, que é a senha para a impunidade. Para ele, os demagogos que governam países como Hugo Chávez e Cristina Kirchner são piores que whisky paraguaio.

Veja aqui neste video:

O assunto lembra o episódio Zelaya, lembram-se?

Opiniões? 

Homero Com Saudade do Lugo, digo, Lego Ventura

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Querida Helena Serguéievna

Quatro alunos chegam para visitar sua professora, uma mulher solitária, no dia do seu aniversário. Encantada com a delicadeza dos alunos, ela os convida para jantar. A partir de então, uma surpresa abate-se sobre a professora e leva todos os personagens a uma transformação.  
Este é o enredo de uma peça de teatro que vimos neste domingo. 

Nada mais se pode adiantar sobre ele. 

Qualquer detalhe adicional vai estragar a surpresa, o espanto, e mesmo a revolta, que cada um dos diálogos, atitudes, movimentos que se sucederão após o idílico e singelo início, provocarão na atônita e boquiaberta platéia... Impressionante, envolvente, assustador!

A peça, Querida Helena Serguéievna, de uma autora russa contemporânea chamada Ludmila Razumovskaia. A peça, de 1980, portanto antes da queda do Muro de Berlin, claro que foi proibida pelo regime. Mas felizmente não calada! Começou seu circuito fora da Rússia.

Interessante como muito do que se fala vale para qualquer época e lugar, como o relacionamento entre professor e aluno, como a opressão que regras de sociedade podem impor, como um tratamento desejado pode depender de favores. E olha que tudo aquilo passa sob um regime autoritário, comunista, que poder-se-ia concluir, não aconteceria mais. Que nada! Tudo aquilo pode muito bem acontecer, e acontece! Valores frágeis, falta de ética, aqui, hoje??? Qual o quê!!!

Aliás, é uma beleza que se invista em um texto denso, provocativo, sério, numa época dominada por comédias simples, por besteiróis, e outros ainda menos cotadas!! Tem muita gente rindo e pouca gente falando sério por aqui....

E o elenco???



A protagonista é vivida por outra Helena, a Varvaki, com uma carreira sólida no teatro, com poucas oportunidades na TV. Uma interpretação doce e enérgica, conforme a necessidade. Os demais são quatro jovens, creio que em seus 25 anos, no máximo, que estão muito bem. Texto difícil, tenso, pesado, e que até exige alguma ação física importante. Muito bem levado!!! Eles são Fábio Enriquez, Gabriel Vaz, João Pedro Zappa e  Marina Provenzano, em ordem alfabética, para não destacar ninguém, todos num mesmo nível, admirável!!

Pausa para algumas palvras sobre o teatro!!
Nem, parece, mas lá se vão 7 anos em que duas atrizes de 1º Escalão da TV/Teatro/ Cinema resolveram investir na criação de um teatro. Mais um espaço de cultura na Cidade Maravilhosa.


As atrizes: Marieta Severo e Andréa Beltrão.
O espaço: Teatro Poeira
No primeiro uso, As Centenárias, com elas mesmas à frente, grande sucesso.
E vieram muitos outros... e depois abriram um espaço secundário, ao qual deram o adequadíssimo nome de Poeirinha.. Muito fofo não??
Espaço muito fofo, também.... um palco retangular e, ao longo das laterias maiores 4 fileiras, duas a duas, totalizando um público de 50 pessoas, por aí. Você fica cara a cara com o elenco, podendo ouvir  até sua respiração mais calma!! Atenção, o ingresso não é marcado!!! Mas não importa!!

Bem, o alerta é o seguinte!!!
A peça termina dia 7 de julho!!

Não percam!!!

Local: Teatro Poeirinha (Rua São João Batista, 108 - Botafogo)
Bilheteria: (21) 2537-8053.
Horários: Quinta a Sábado, às 21h; Domingo, às 19h
Altamente Recomendado!!!

Abraço

Homerix Voltando ao Teatro Ventura




Pink Floyd lembrado!!!


Com Boechat de férias, desfalaa-se o time da BandNews naquele ping-pong matinal com a CBN. Que ping-pong? Explico neste post:

Ocorre que, sabedores disso, a BandNews fez uma jogada de mestre: chamou e vai chamar convidados, para o período nacional, de 7 às 9 da manhã, onde conversam com os âncoras!

E começou com ninguém menos que o brilhante correspondente Megale, direto da trincheira novaiorquina, como o chefe sempre fala.

Fiquei sabendo então de um desfecho do episódio referente àquele execrável treinador de futebol americano Sandusky, que foi condenado a, no mínimo, 60 anos de prisão, por 45 casos de abuso sexual de seus jovens treinandos, ao longo de 3 décadas!!!

Disso tudo eu sabia, mas não o que aconteceu logo em seu primeiro dia de pena. Ele foi recepcionado por um coro de 300 presidiários que entoaram, em uníssono, logo que as luzes se apagaram:

Hey, Teacher, leave those kids alone!!!

...  refrão de um grande sucesso do Pink Floyd - Another Brick In The Wall - Part II

Super!

Pra quem não sabe, essa música e o disco The Wall em que que nasceu foram reproduzidos no último show de Roger Waters no Brasil, sobre o qual eu falei neste post:

Abraço

Homerix Still On The Wall Ventura

domingo, 24 de junho de 2012

O Globo Escarlate

Em 5 de janeiro de 2011
o Jornal O Globo
em seu Caderno Zona Sul
publicou uma foto
e uma reportagem
 Este é o link OFICIAL do jornal O Globo 
com a reportagem sobre o livro A Arma Escarlate!
http://oglobo.globo.com/zona-sul/o-harry-potter-do-dona-marta-3577388
Esta notícia ficou entre as 5 mais lidas do caderno na versão on-line até a última sexta-feira 22 de junho, de manhã. De repente, ao final do dia, sumiu da lista. Começamos nova campanha.

Desde então as 'curtidas' aumentaram de 560 para 810, portanto estamos sendo bem sucedidos.
Vamos continuar 'curtindo'!!!
Se puderem, então, ENTREM no link, e apertem, lá dentro 
Curtir, Recomendar, Twittar!
Se não conseguirem, leiam aqui mesmo a reportagem!
Que ficou demais!!
Lembram-se do filme 'Os Dois Filhos de Francisco'? 
Estas são as fichas telefônicas de hoje!! 
Muito obrigado!!!
Homerix


Claro que ainda falta aquela reportagem no caderno de literatura... 
mas chegamos lá!!!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Arma Escarlate no Livreiro - d'O Globo


O Globo mantém um site de leitores e autores de livros, chamado 'O Livreiro'.
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ATENÇÃO, pausa para esclarecimento:

Nessa fase de Pré-Bienal, que começa em 9 de agosto, parece que a Editora não está repondo os estoques das livrarias, para fazer uma grande venda na Bienal. Então, ainda vale a compra pela Internet, mas também ela pode ser feita diretamente com a autora Renata Ventura, pelo preço das livrarias, e já incluindo o frete. É só mandar um email para

a.arma.escarlate@gmail.com
E, claro, Renata espera a todos na Bienal, onde estará todos os dias, até o dia 19 de agosto, para conversar sobre o livro e autografar os exemplares, sejam comprados na própria Bienal ou não!!!!
A patir da Bienal, as lojas serão abastecidas novamente!!!
Siga lendo este post!

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O livro de Renata, 'A Arma Escarlate' (link pra conhecer e onde comprar) está lá, bem cotado... pouco lido mas bem cotado pelos que leram... média 5.... nota 5 (felizmente 5 é o número máximo de estrelas).

Veja aqui:

A primeira edição está quase esgotada. Leia o que os leitores abaixo têm a dizer, e 
anime-se para esgotar a edição mais rapidamente!!!


Abaixo, as opiniões!!!


  • Gilbert Filho
    Gilbert Filho: Acho o livro fantástico e muito criativo. Algumas pessoas questionam esse "criativo", pelo fato dele "parecer-se" com Harry Potter. Sim, foi inspirado, porém a obra de Renata Ventura diferencia da obra da nossa querida Rowling em muitos quesitos. O folclore brasileiro, sua história, seus mitos, e tudo o mais foi acrescentado ao livro. As críticas sobre o Brasil também aparecem constantemente nele, fazendo eu desejar por mais e mais. Essa é a minha opnião.
    • Matheus De Lima Pereira
      Matheus De Lima Pereira: “É isto aí! Falou tudo! Sem citar que tem outras fontes: Star Wars, Crônicas de Nárnia, Senhor dos Aneis, Castelo Rá-Tim-Bum e outras tantas ;) Mas referências à parte, Renata Ventura conseguiu com êxito e maestria construir um verdadeiro universo fictício épico, paisagem esta para o desenrolar dos enredos da Série!


  • Matheus De Lima Pereira
    Matheus De Lima Pereira: Outra coisa que vale a pena mencionar e pela qual vale a pena parabenizar a autora é o estudo de campo, realizado também por entre outros Érico Veríssimo, João Guimarães Rosa cet., efetuado minuciosa e exaustivamente por ela, que vai captando a partir de detalhes do quotidiano, informações e sugestões para tecer a trama do livro. Outro fato, é que nesta interativa jornada de criação literária, a própria autora vai descobrindo detalhes da obra e da personalidade de seus personagens. Obviamento, ambos os recém citados aspectos mantêm profundas identidade e interconexão.


  • Lucas Rodrigues
    Lucas Rodrigues: O livro é espetacular, com toda certeza vale a pena ser lido, recomendadíssimo. Um dos meus preferidos.

  • Matheus De Lima Pereira
    Matheus De Lima Pereira: Algo legal é a existência de comportamento religioso (sobretudo a querida e engraçadinha bruxa caipira católica (también otras cositas más, que mucho gustan a Capí, cómo los que ya leeran el libro lo pueden decír) e de ateísmo em bruxos, algo inédito, ao menos de modo tão explícito quanto o abordado na saga. É incrível mesmo porque rompe a estigmatização que a bruxaria sofreu sobretudo na Idade Média e até há pouco tempo (parte do século passado e ainda hoje de certa maneira). Tal estigmatização vem em partes da existência de pagãos e de mulheres independentes indesejados na limpeza étnica judaico-cristã (embora o judaísmo tenha sofrido as duras penas do Tribunal de Santo Ofício), o que é reforçado pela misoginia patriarcal e suas normativas, e em partes pela grande neurose histérica da teocracia mítica alienada.
    A existência de bruxos não caricaturais, como a Mary Popkins cinematográfica do início do século XX, e que aparece de certo modo em Harry Potter (mas não tão profundamente como em Mary Popkins ou em A Arma Escarlate), é algo impressionante da maneira como é feita pela Renata, mediante um traço não mencionado geralmente na ficção e deturpado pelo Maleus Maleficarum. Ora pipocas, bruxos com religiosidade rompem aquele suposto satanismo do Maleus Maleficarum.


  • Matheus De Lima Pereira
    Matheus De Lima Pereira: Livro incrível e riquíssimo em ideias, temáticas e associações, inclusive com outros universos ficcionais como Harry Potter e Senhor dos Anéis. O mais surpreendente não é a existência de tal rico panorama de ideias e relações, mas o modo como tal panorama é ritmicamente rica (pois ainda na última página, há um trecho de tirar o fôlego e de uma tensão descomunal comparativamente a outras porções da obra), gostosa de ler e profundamente tecido, armado, estruturado ao longo de tão envolvente trama. O mais legal é que podemos sentir o quotidiano da trama, e a partir de um quotidiano tece-se ao longo da obra toda a sua temática belíssima. Ao longo da obra, vê-se uma profunda crítica social aos dilemas atuais de nosso país e do mundo, dilemas estes com uma longa tradição histórica, também abordada ao longo da obra. Outra coisa que chama nossa atenção, saltando-nos aos olhos, é a trivialização incrível e a desmitificação da bruxaria na conjuntura ficcional da obra, pois que bruxos e azêmolas (ou mequetrefes, segundo uma nomenclatura mais pixie, pessoal :D) são condições orgânicas perfeitamente compreensíveis como potencialidades humanas. Ora pois, até pode haver descendentes mequetrefes de ascendentes bruxos e descendentes bruxos de ascendentes azêmolas (estes últimos sendo os fiascos). Havendo ainda o incrível Capí, tão humano, tão lindo, gente, e tão divinamente ativista pela paz com a Natureza! Capí este que é filho de fiasco, embora ele mesmo seja a personificação de quaisquer antagonismos ao fiasco. O modo natural como ela tece sua trama, de incrível profundida sociológica, salta-nos às mentes, levemente titubeando em passagens onde a licença poética faz-se presente, como nas "Aulas de Educação Antifísica". Este titubeio é recuperado pela existência da professora astrônoma, gêmea siamesa de uma professora astróloga, e por um aluno ateu, também presente na vivência profundamente natural de Capí, quase panteísmo, negação vivenciada do sobrenatural.
    • Matheus De Lima Pereira
      Matheus De Lima Pereira: “Sim, é que sou meio prolixo, verborrágico mesmo! Bem, pelo visto nós dois amamos MUUUUUIIIITO o livro, né? =) Só que você é mais dedicado que eu, eu ainda não li nem pela segunda vez. Acho que vou fazer isto agora nas férias de Junho.”
    • Gilbert Filho
      Gilbert Filho: Nossa, nem eu detalharia o livro assim, tão detalhado e bem escrito.

      Parabéns! E sim, a Renata foi fantástica no livro, rsrsrs, :-)”

  • Matheus De Lima Pereira
    Matheus De Lima Pereira: Outra coisa de ressaltar os olhos é a presença de um empolgante universo linguístico. Da democracia linguística esperantista ao maravilhoso mundo tupi e iorubá, de dar orgulho a um Policarpo Quaresma qualquer, emocionando o mais altivo Zamenhof. Outra coisa de tirar o fôlego é a presença de uma ampla gama de personalidades e tendências, várias delas consoantes e pertencentes a um modo pixie de ver, sentir e viver a vida.
    O livro é digníssimo de estudo literário, poético, teatral, linguístico, sociológico, psicológico, histórico, antropológico e futurista (e em um âmbito sci-fi também e sobretudo). Tal obra riquíssima (uma vez mais aproveitar oportunidade de isto salientar é mister) vale a pena de ser lida, pois conduzindo-nos a profundas reflexões sobre nossas ações e conscientizando-nos com personagens tão incríveis a viver uma vida mais ética, mais humana e cujos erros são apenas detalhes rumo à grande jornada viva, à grande jornada sensciente e à grande jornada inteligente.
    Espero que continue o enfoque em direitos animais, em democracia linguística, em anarquismo e em laicismo, em oposição às normatividades terroristas da teocracia antiateia, do patriarcado mono(tonal)gâmico misógino opressor e do capitalismo, bem como de seu aparelhamento estatal politburocrático ideológico, teocracia esta vigente.

  • Cyntia  Toffani
    Cyntia Toffani: Ótimo livro, recomendadíssimo... é um de meus livros preferidos na minha biblioteca de mais de 500 livros...

  • Ismael Ph
    Ismael Ph: Adorei a história, com certeza uma das minhas preferidas


  • Carla Madruga
    Carla Madruga: "A Arma Escarlate" me surpreendeu totalmente.

    Como fã de Harry Potter, comecei a ler achando que este livro seria apenas uma cópia barata. E eu estava redondamente enganada. "A Arma Escarlate" é um livro maravilhoso, denso, que me fez chorar, rir, me revoltar, ter medo, e, principalmente, que me fez PENSAR. Pensar no Brasil, nos problemas sociais, na corrupção, na riqueza de nossa cultura, na complexidade da alma humana... Enfim, um livro FANTÁSTICO. Vale muito a pena. 5 estrelas.


  • Gabriel F. Marinho
    Gabriel F. Marinho: Simplesmente sensacional!

  • Gert Maizonave
    Gert Maizonave: Na minha opinião esse livro arrasa em criatividade, e verossimilhança das personalidades. Por exemplo, não há personagens caricatos, e ainda assim seus atos se desenrolam em incríveis consequências. Frequentemente me pego em dúvida se a Renata não está na verdade lembrando de algo que aconteceu...
    De qualquer maneira, eis uma das mais agradáveis e interessantes e inteligentes leituras que já fiz, seguramente comparável com o melhor de Anne Rice, e ainda promove a "acareação" do público adolescente com problemas que a maioria quer deixar para pensar depois.



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    Pois é, junte-se a eles!!!

    Abraço

    Homerix Sempre Escarlate Ventura

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Na EuroCopa e na EuroVida, Alemanha x Grécia,

Na Eurocopa 2012, 
uma das quartas de final será Alemanha x Grécia!!

Revivo, então, um debate que publiquei há uns meses!
Que ainda está bem atual, face à crise, que perdura...
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Na revista Stern, um embate interessante...
1. Primeiro, foi uma carta de um alemão chamado Walter!

Depois de a Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia
Os gregos, que primeiros fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves
Caros gregos,
    Desde 1981, pertencemos à mesma família. Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita do que qualquer outro povo da U.E.
    Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo. Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos. O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.    No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo.
    Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade.
    Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.    Os gregos foram quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.
    Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!

2. A resposta de um grego, chamado Georgios



Caro Walter,
    Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.
    O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.
    Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
    A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
    Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRETO.
    Estimado Walter, Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia. Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indenizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indenizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., et. 6. A
 tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.
    Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o. Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.
    Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
    Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por ai os vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?
    Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saiamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
    Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
    E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também disso são devedores da Grécia: EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!
    Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.
    E EXIJO QUE SEJA AGORA! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.
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E nós aqui doutro lado, o que achamos disso!!
Quem ganhou o embate?
  1. O Alemão
  2. O Grego
  3. Os Dois
  4. Nenhum Dos Dois


Homerixen Von Venturapoulos

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ator Pornô

Na terça-feira, portanto, ontem, houve um show do Los Bife em Botafogo (mais detalhes lá embaixo).

O legal é o aviso que deram, pelo Facebook, aos fãs que estariam presentes.

Note bem:
Como terça-feira, tocaremos uma música recente nossa não muito conhecida e não queremos que se torne aquele momento desanimado do show em que tocamos música nova, coloco aqui a letra do refrão para todos cantarem junto:

"ô oô oôo ô oôo
ô o...ô oôo ô
ô oô oôo ô oô
ô ô ô ô eô"

Favor decorar até lá.
Bjs

Esse é o Los Bife e sua irreverência!!

A música se chama Ator Pornô e não tem nada de pornografia, mas muito do rock auto-depreciativo, característico da banda, que logo lançará seu primeiro disco,  de nome Super Supérfluo!! 

Aliás, a capa já foi escolhida, veja aqui: http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2012/06/habemus-capam-los-bife.html

O show de ontem foi muito legal! Tocaram praticamente o disco todo (n-2), e 3 covers, duas que eu já conhecia e outra, impagável, do Sidney Magal!

O projeto Matriz Live Sessions recebe a banda Los Bife!

A banda, que começou a tocar ainda em tempos de escola, tem como marca principal a auto-depreciação, misturando hardcore com música country, salsa e o que mais der na telha. Estamos falando de uma das chamadas “bandas para tocar ao vivo”: quando for a um show do LOS BIFE, não estranhe estar numa rodinha punk e, de repente, se encontrar dançando quadrilha. 


LOS BIFE é: Igor Leão (voz e guitarra), Felipe Ventura (guitarra, violino, voz e vocais) Eduardo Miceli (baixo, voz e vocais) Maurício Costa (guitarra e vocais) e Guy Charnaux (bateria).



Claro que eu estava lá! E era o ÚNICO acima de 30 anos de idade!!

Abraço


 Homerix Ô OÔ  OÔO OÔO Ventura

domingo, 17 de junho de 2012

RIO+20 e Youth Blast

(Relato de Renata Ventura - ela fala sobre sua experiência)

PALESTRA NA RIO+20 (13/06/2012)

Fui convidada para dar uma palestra em inglês, sobre Esperanto e Comunicação Sustentável, no primeiro dia da Rio+20! Minha apresentação foi a primeira da conferência, começando meia hora antes da abertura oficial, onde falou nossa presidente Dilma Rousseff!

Ao meu lado estavam Francisco Stefano Wechsler, doutor em Ciência Animal pela Universidade da Georgia, e a alemã Ursula Sandkühler Grattapaglia, diretora de uma fazenda-escola para crianças vitimadas pela violência em Goiás. Os dois também discursaram sobre o Esperanto e algumas outras propostas sustentáveis para o mundo atual. 

Conseguimos entusiasmar os presentes (aqueles que não estavam ouvindo a Dilma discursar, claro, rs) com a ideia de aprender Esperanto. Nossa plateia contou também com a presença de uma representante da UNESCO, que nos pediu os textos de nossas palestras para serem publicados no site oficial da organização!

Nos dias que antecederam a Rio+20, jovens esperantistas fizeram sucesso na Youth Blast, conferência destinada a reunir jovens que querem tornar a Terra um mundo melhor. No primeiro dia de encontro, os esperantistas sofreram discriminação por parte de alguns brasileiros, que menosprezaram o Esperanto, dizendo que era inútil porque “todos já sabiam inglês”. À medida que o dia foi avançando, no entanto, esses mesmos jovens foram percebendo o quanto estavam equivocados. Foram testemunhando a saída em massa de participantes brasileiros da conferência, por não estarem acompanhando o inglês dos palestrantes. Apesar de anos de estudo.

No dia seguinte, grande parte daqueles brasileiros não voltou para a Youth Blast, esvaziando parcialmente o evento. Foi então que aqueles mesmos jovens, que antes haviam menosprezado o Esperanto, abordaram novamente os esperantistas pedindo: “Me contem mais sobre esse tal de Esperanto?” Porque viram que o inglês não estava dando muito certo.

Resumindo, a conferência, sediada no Brasil, foi quase esvaziada de brasileiros – ficando dominada pelos estrangeiros. Mesmo assim, muitos estrangeiros não encontraram espaço para falar, por não falarem bem inglês. Não tiveram voz. E quanto mais o encontro avançava, mais as pessoas de lá se interessaram pela proposta do Esperanto – por estarem sentindo na pele a dificuldade de se usar uma língua nacional, que não é neutra e tem dono, em um evento internacional.

No final, o Rafael Zerbetto (à direita nesta foto), esperantista, foi até convidado para falar no encerramento do Youth Blast! Seu video foi declarado um dos 3 melhores da América em pre-seleção para esta RIO+20.

Por enquanto, estas são as notícias da Rio+20 (notícias que vocês não vão ouvir nos jornais, provavelmente). Depois voltarei para falar sobre a Cúpula dos Povos, que começou hoje! Tentarei participar!

Renata Sustentável Ventura  (hehehe)

Homerix falando: para o texto da palestra, ainda em inglês,  clique aqui

sábado, 16 de junho de 2012

Os porquês do Esperanto!!!

Palestra de Renata Ventura na Rio+20

(Recado dela: Ainda não tive tempo de traduzir minha palestra ao português, infelizmente, mas assim que eu puder, farei!!!   Aguardem!)


We’re here on Rio+20 to talk about sustainability, about the environment, but most of all, we’re here to talk about some very important proposals to make the world a better place, right?

Each of the speakers in this summit will speak of what he or she knows the most.
Well, what I know most about is Esperanto.
After me, Francisco will talk about sustainability, Esperanto and the environment, but first you might need an introduction to what Esperanto actually is.
Esperanto is the international NEUTRAL language. It was created by a young polish eye doctor named Zamenhof, in 1887, to serve as a language that could be used for international communication. 

His idea was that everyone would speak their own languages inside their own countries, and would use Esperanto internationally, to communicate easily with people from other countries. This language couldn’t be the property of any nation. And it had to be easy to learn. A very simple idea, that needed a genius mind to put it to practice.
Zamenhof lived in a town called Bialystok, in Poland, and in this town lived people (6) of many different nations: Polish, Russian, German,  and Jews. Each of them spoke a different language and people could not understand one another. To talk amongst each other, they had to use the Russian language, that was imposed on them by the Russian Empire, but it was too difficult and too humiliating, and so they just kept fighting each other, for lack of understanding.

So young Zamenhof thought: if only they had a neutral language to talk amongst themselves, a language that wouldn’t humiliate them, that didn’t have the weight of a more powerful nation behind it, that was easy to learn, people would start understanding one another and the fighting would stop.

Zamenhof was only 17 years old when he finished the first draft of this language.

At the time, he was shunned by his friends as a foolish dreamer.

Today, it is spoken by millions around the planet, in more than 200 countries. It is spoken daily by young people, by old people, by poets, by engineers, by Catholics, atheists, Indians, Jews, musicians, economists, even politicians! And, believe it or not, it is one of the most used languages on the Internet. The Esperanto version of the wikipedia has more than  five hundred thousand articles. That’s almost as much as Arabic. Google has a version in Esperanto; and so does Facebook. For decades, Esperanto has been used by travelers who want to see the world while actually getting to personally know the local people in each country they visit.

The United Nations has passed two resolutions recommending that Esperanto be taught in schools around the world. The Chinese government has trained hundreds of Esperanto teachers, it has an Esperanto doctors degree and an  official televised news program in the language. The Hungarians have instituted Esperanto as one of the languages that can be chosen by students in their language examinations to enter university. The Brazilian congress is discussing the adoption of Esperanto in schools.

So, why are all these countries looking towards Esperanto? Why not just leave international communication in English?

There are several reasons for that, and  I’ll talk about some of them here, but the greatest reason is a beautiful word called  “NEUTRALITY”.
Esperanto is a NEUTRAL language.

NEUTRAL means that Esperanto is not the property of any nation. It is not imposed by an economically superior country. It is a language that has no owner. Its owners are those people who choose to learn it.
And why is a NEUTRAL language important in international affairs?
When you learn French, or German, or Russian, you’re always learning a foreign language. It will never really become YOUR language. You will never be fully comfortable at it. At least not as comfortable as those who speak it since they were babies.

The same happens with English, and that’s why English is not the most efficient tool for international communication. It gives an unfair advantage to Americans, to Englishmen, to Australians. You can learn English, but you can never be as proficient in it as a native-English-speaker. 

That’s why, to be truly international, a language cannot be national. Otherwise, it gives unfair advantages to one nation over all the others.

How can a Brazilian stand on equal conditions to an American during a political debate, for instance? Or during a debate about science? The Brazilian, no matter how hard he studied English, will always sound less smart than the American if the Brazilian is speaking in a foreign language while the American is speaking in the language he learned since birth.


We don’t want international relations to be unfair. We want to start a debate on equal terms and equal conditions. Right?

I’ll give you another example: Someone organizes an international math congress.

The Americans and the British send their greatest mathematicians to discuss in the congress. Naturally. But do the other countries send their greatest mathematicians as well? No, they send their greatest English-speakers. They can’t send their greatest mathematicians, because their greatest mathematicians do not necessarily speak English. So the question is: What countries end up having the advantage in the congress?
The fact is that English is not such an easy language. It takes years to learn. And if you’re too busy becoming a math genius, maybe you just don’t have the time to dedicate thousands of hours to study a foreign language.

And it’s not only a question of time.

What if you don’t have the money to pay for a good English course? What if you’re poor?

Is this fair? Is this democratic? This leaves out most of the world population, who has neither the time nor the money to dedicate the years of study necessary to master a foreign language.

Claude Piron, a respected linguist, psychologist and translator, who died not so long ago, wrote an excellent book about the challenge of international communication.

He worked for decades as a translator to the United Nations and to other big international organizations, so he had a very big experience in this field. He once said this about the difficulty most people find in learning English: quote:  
“When an average pole, or an average Italian, or Korean, or Portuguese, try to discuss in English, they look like aphasiacs – as if they had suffered a stroke and the language center in their brains had been damaged. They constantly scan their mind for the right word, their pronunciation is poor, they use gestures to make up for the lack of words, they need a few repetitions to understand, and very often they simply give up, because the exertion of expressing themselves in a language they don’t master is too strenuous. Yet, they studied English for six or seven years!”
He goes on to explain why English, or any other national language, is not adapted to the demands of intercultural communication, and he concludes by saying: quote: “I’ve attended hundreds of international meetings held in English, hundreds with simultaneous interpretation, and hundreds in Esperanto. The only really lively ones, the ones with equal participation of all, the ones in which people can really be spontaneous and at ease are the Esperanto ones.”


Esperanto has actually been called a “linguistic handshake”.

That is because, in a handshake, both people have to make an equal effort to reach the hand of the other. This is what happens when you talk to people in Esperanto. Everyone in the conversation had to study and learn the language just as you did. No one has an unfair advantage.

To quote Claude Piron again, 
The miracle of Esperanto is that you can keep your accent and the way of forming your sentences, and yet everybody understands everybody. And no one ever feels inferior, ridiculous or simply… foreign.
An international language should be a bridge between cultures, not a barrier.
It should facilitate communication, not hinder it.
It should be equally accessible to all. Not just to a few who were lucky enough to be born in a particular country, or who had the money to pay for years of language classes.
One neutral international language would take care of that.

But to do that, this international language must also have another characteristic:
It must be easy.
Easy for everyone.
Any national language takes at least four years to learn, if you’re a genius. If you’re a normal person, you take about 6 to 7 years, sometimes 10, depending on which country you come from and in how much money you have to spend.
Well, Esperanto can be learned in a few months. And you can learn it by yourself. You don’t need to pay a teacher.
You can even learn it online.

The first Esperanto speakers learned it from a book that had about 30 pages.
That is because Esperanto is 10 times easier to learn than English. Some people learn it in a few weeks.
In fact, I had an American online student of Esperanto – I used to send her lessons by email every couple of days and she studied them with her kid. Well, in TWO WEEKS she already had a blog entirely in Esperanto. Don’t ask me how she did this, I don’t know. It amazed me as well.
The fact is that Zamenhof was not only a young polish eye doctor. He was also a genius linguist, who spoke almost a dozen languages, and who endeavored to create THE EASIEST language on the planet.
EASY, but at the same time, COMPLETE. That is: able to express every feeling, every detail, every possibility of human life.
And he did it. It has been proven that Esperanto is one of the best languages for translation, if not the best, because it can express absolutely everything, and in a way that doesn’t change the order of the words and doesn’t change the spirit that was imprinted on the original text.

How did Zamenhof do it?

Well, he did it by, FIRST, creating a logical grammar, with few rules and no exceptions to them, SECOND, by creating a global vocabulary, originated from dozens of already existing languages, with words that could be easily recognizable by most people, and THIRD, by making it all very easy to pronounce – for everybody.
You leave the first lesson knowing how to pronounce correctly any word you read, and knowing how to write correctly any word you hear.

As for the grammar, it can be learned in one day, if you really want to. Its logic accompanies the natural logic of our brain– so that no one must strain their brains to comprehend a different logic, like we must do when we learn national languages. And this logical grammar actually improves our brain’s capacity for logical thinking – This has been proven in many studies done with kids around the world. It actually improved their math scores even… That is because Esperanto is like a crossword puzzle. If you don’t know a word, you can simply play with pieces of words you already know, to form a new one that expresses what you want. This makes it easy to learn it without having to memorize the entire vocabulary…
It has a system of suffixes and prefixes that makes our lives a whole lot easier, so that, when we learn one word, we are actually learning about 50. If you learn the word “tooth”, for instance, you immediately know how to say “teeth”, “dentist”, “dental”, “dentition”, “tooth-brush”, etc, and you do it just by adding a suffix or a prefix that you already learned.

So, if this language is so good, why aren’t there more speakers around the world? Why just a few million?
Well, first because we’re lousy propagandists. rsrs
We are shy and we don’t like imposing anything on anyone.

The second reason is that Esperanto is still a very young language. It is only about 120 years old. A baby-language. How many thousand years does the English language have? So, what we should be asking is, how come Esperanto got so many speakers in so little time?
And Esperanto is growing more every day. Especially now, with the Internet.
A third reason for why Esperanto is not spoken by more people is that there is a huge counter-propaganda against it. This counter-propaganda has been made since the inception of the language, by very powerful people.

When Esperanto was launched, it was a huge success for such a bold idea. Thousands learned it on the first few years, and it was rapidly spreading. But then it started being hit repeatedly,  by the first world war, that killed hundreds of Esperanto speakers, then by Hitler, who actually persecuted Esperanto-speakers (just as he did Jews, Gypsies and Homosexuals), he put them all in concentration camps and actually executed many of them, including all of Zamenhof’s family – except for a grandson, who escaped by changing his last name, and for Zamenhof himself, who had already died of depression after witnessing the start of the first world war. Then, came Stalin, who actually killed every Esperanto-speaker he could find – he called it a bourgeoisie language. Then came the Americans, who actually persecuted Esperanto for the exact opposite reason: they called it a communist language.  (Yeah, go figure. Stalin was killing Esperanto-speakers and Americans were calling it a communist language).


The Americans didn’t actually kill Esperanto speakers, of course, but they did try to discredit it. Summing it up, it was persecuted by every major dictator in the last century. Including Saddam Hussein. Very dangerous language, aparently.

Today, the persecution is less violent. It is made by organizations and by people who think they stand to loose with the adoption of Esperanto. Mainly, those organizations and countries that make big profit from teaching English. The media usually helps them, saying outright lies about Esperanto on the news. And most of us believe in everything we hear in the news, right?

But the fourth and main reason as to why Esperanto has always had so much difficulty growing as fast as it could is a very simple one:
PEOPLE – FEAR – CHANGE.
Especially bold change.

Schopenhauer summed it up perfectly, saying:
“All truth passes through three stages.
First, it is ridiculed.
Second, it is violently opposed.
Third, it is accepted as being self- evident.”
In our case, it was kind of the other way around: first it was violently opposed. Then, it started being ridiculed, and now we’re starting to see the problems of a  globalized world with no common international language.

Here are some of the things we accept as being self-evident now: equal rights for women, equality of races, universal voting rights… These were all hard-fought victories. They took centuries of arguing, of protesting, of fighting, until they were finally accepted. And now, most of us see them as being evident.

So, in the future, our grandchildren might look back at history and ask: “Did those dupes really think women were inferior to men?! That doesn’t even make sense!”
“And did we really need translators to talk to people from other countries?!?! Couldn’t they just go up to them and talk?!”

I love English. I really do. And I don’t think people will stop learning it if Esperanto is adopted worldwide. But those who do learn it, will do it because they WANT TO. Not because they were made to. They will do it because they love music in English, and because they love American movies. Not out of absolute necessity. Not because of an imposition. And if they do decide not to learn it – if they decide to learn Italian instead, they will have much more time to do it than they have today. And they will learn it much more quickly, because knowing Esperanto actually decreases the number of years it takes to learn other languages.

What we must ask ourselves now is this: 
Is English really working as an international language? Is it the fairest choice? The most equal? The most democratic for all?
Os is it just the language of an economically superior country?
Throughout history, this has been the case: first it was Latin, then Spanish, then French… now it’s English. Tomorrow it might be Chinese. And thanks God the Chinese are looking to Esperanto. Because Mandarin is not that easy.
As for whether English is working or not as an international language…
If it was really working,  the United Nations wouldn’t need to spend so much money to translate everything to so many languages. We wouldn’t need translators.

After a century of English dominance, people still don’t master it. And that’s because national languages have grammar exceptions, cultural slangs, difficult pronunciations… For instance, who in here can pronounce the word “World” correctly? WORLD. It’s a physical impossibility for a great percentage of the world population.
And sometimes this can cause major international problems. Don’t underestimate a word misspoken in a global political debate. It might trigger a war.
 
And so can an error in translation. And those errors are VERY common. Translators are great, but they are also human. They make mistakes. And we don’t want mistakes being made on peace negotiations, do we?

Communication without barriers  – without intermediaries – 
that’s what scared Hitler; 
that’s what scared Stalin.

We talk of democracy. We talk of equality. But international equality can only start existing when I do not impose my national language on another person. This is called (61) RESPECT. 

For a more professional study of this, I highly recommend the book by Claude Piron “Les Langues: un defí”, “O desafio das línguas” in Portuguese. You can find this book for free on the Internet, in many languages. I don’t think English is one of them, but I might be wrong.
Just one last thought:
If everyone in the world decided to start studying Esperanto today, in six months time we would all be understanding one another. With no need for translations.
Problem solved.