quinta-feira, 10 de julho de 2014

Alemanha, o país do futebol

..... reproduzindo o que é bom  ....
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Eles tiraram o futebol do país da lama para transformá-lo no mais organizado e poderoso do mundo. Estádios lotados e novos craques despontaram de uma filosofia simples: o papel social do esporte é mais importante que qualquer troféu
por Guilherme Pavarin e Alexandre Versignassi

No comecinho dos anos 2000, o grandalhão Oliver Bierhoff era o maior - e bota maior - símbolo do então apático futebol alemão. Experiente, corpulento, de canelas longas, pouca técnica e quase nenhuma movimentação, o centroavante abusava dos seus 1,91 m para finalizar as jogadas do único jeito que sabia: pelo alto, entre os zagueiros, cabeceando firme para dentro das redes. O movimento era repetido à exaustão. Jogo a jogo.
Na Eurocopa de 2000, na Bélgica, os alemães sentiram a limitação bater na ponta das chuteiras. Atirados em um grupo com equipes fortes - Inglaterra, Portugal e Romênia -, caíram logo na primeira fase, marcando apenas um ponto e um gol. Vexame para uma camisa tricampeã mundial, que já tinha vestido Franz Beckenbauer, Karl Rummenigge, Paul Breitner. "Estávamos pensando exatamente como vocês brasileiros pensam hoje: que não precisávamos aprender nada. E fomos jogando cada vez pior, pior e pior", resumiu o próprio Breitner numa entrevista recente para o canal ESPN Brasil. Mas a queda em 2000 fez os alemães acordarem. Autoridades foram a público e tornaram o desempenho da seleção assunto de estado. O governo traçou um plano ambicioso: em uma década, a Alemanha deveria voltar a ser uma potência futebolística.
A missão, afirmaram os governantes, era fazer com que a população voltasse a se encantar com o esporte. O país, então, botou a mão no bolso. Em pouco mais de 12 anos, investiu cerca de US$ 1 bilhão em academias e centros de treinamentos para jovens. A ideia era usar esses CTs públicos para ensinar futebol com uma receita em duas medidas: 50% habilidade, 50% força - em vez dos 200% força que a seleção vinha aplicando.
Quem cuida de tudo lá é a DFB (Associação Alemã de Futebol), a CBF deles. Ligada ao governo, a associação alemã é dona de 366 centros futebolísticos. Desde 2001, crianças de 9 a 17 anos desenvolvem seus talentos em academias perto de suas casas, sem vínculo com clubes. Cerca de mil técnicos treinam 25 mil jovens. A DFB, na verdade, é tudo o que a CBF não é. A nossa Confederação Brasileira de Futebol é um órgão privado, e não possui nenhum projeto de formação de jogadores além das seleções de base (sub-15, sub-17 e sub-20), que só pinçam jovens talentos que já treinam em algum clube. E tem a corrupção - os escândalos se avolumam há décadas.
Enquanto isso, na Alemanha, a DFB tratou de reformar a Bundesliga - o campeonato nacional deles. A primeira foi impor uma política financeira rigorosa. Os clubes passaram a ter que enviar, três vezes ao ano, atestados de orçamento positivo. Analisados um a um, os casos deveriam seguir à risca um livro de 200 páginas que especifica normas financeiras.
Se aprovados, ok, podem jogar a liga. Do contrário, W.O.: perdem pontos e, se a "infração" administrativa for grave, nem entram em campo. Assim, nenhuma extravagância, como contratar um Neymar, poderia ser feita sem que o clube desse garantias de poder efetuar o pagamento. Tal controle foi capaz de praticamente extinguir as dívidas das equipes locais. Dos 30 times da Bundesliga, só dois têm dívidas. E o gasto com salários não passa de 50% da receita dos clubes; em outros países, o valor chega a 70%. No Brasil, a dívida dos 20 maiores clubes é de R$ 4 bilhões. Na Inglaterra, de R$ 11 bilhões.
Com esse pacotão, a missão alemã estava clara: gerar novos talentos e nutrir o futebol deles numa competição sustentável. Hoje, 13 anos depois, os resultados são sólidos. Bayern e Borussia Dortmund, dois dos grandes clubes da nação, foram os finalistas da Champions League, o principal torneio interclubes do mundo. Como numa boa lavoura, proliferam novos craques. Mario Goetze, de 20 anos, André Schürrle, de 22, mais Marco Reus e Thomas Müller, de 23, são alguns nomes que fazem Bierhoff e seus antigos companheiros parecem praticantes de outro esporte. Para completar, a liga do país tem o melhor público do mundo, média de 45 mil pessoas por jogo (40% são mulheres). Só a torcida do Borussia Dortmund tem média de 80 mil (!) por jogo. É uma final de Libertadores no Maracanã a cada domingo - coisa inédita na história do futebol. Não tem comparação: média de público do Brasileiro é 15 mil pessoas. A da segunda divisão alemã é de 17 mil. Nossa média, aliás, é só a 13º do mundo, atrás de China e EUA.
O fato é que nenhum país trata o futebol tão a sério quanto a Alemanha. E não é só para tentar ganhar troféus. Quando eles propuseram uma revolução no futebol, a justificativa foi a seguinte: só a bola seria capaz de unir a nação.
Faz mais sentido do que parece. A Alemanha é o terceiro país com mais imigrantes no mundo (atrás de EUA e Rússia). Mais de 20% dos 82 milhões de habitantes da Alemanha são ou imigrantes ou filhos de imigrantes. Num país onde até não muito tempo atrás era preciso ser "ariano" para ser cidadão, isso poderia virar um caldeirão de intolerância. Às vezes até vira. Mas o futebol ajuda a manter a coisa em fogo baixo, justamente porque nada na Alemanha abraçou mais imigrantes do que o futebol.
O Bayern de Munique, por exemplo, é um arco-íris étnico. No time mais tradicional da Alemanha, tem negro, branco, moreno, narigudo, careca, black power... Se botar o uniforme do Bangu nos caras, vira tudo carioca. Uma combinação de fazer Hitler revirar no túmulo - e, junto com as iniciativas que vimos aqui, de tornar a Alemanha tetracampeã no Brasil, o país da corrupção no futebol.

http://super.abril.com.br/esporte/alemanha-pais-futebol-752840.shtml

terça-feira, 8 de julho de 2014

Baleia Con Vida!!!



Quem quer conhecer Baleia ao vivo,
Boa Oportunidade, no Humaitá!!!
Show completo!
E com Convidados!
Rua Humaitá, 163
20 Horas 
Entrada pela Rua Visconde Silva
Logo ao lado do Posto Petrobras
Aqui, o release!!
Após ser apontada como uma das promessas da nova cena musical por diversos sites e indicada ao Prêmio Multishow 2012, na categoria Experimente, o BALEIA decidiu entrar em estúdio, em 2012, para gravar seu primeiro álbum, ‘Quebra Azul’.
Lançado em outubro de 2013 e recebido com muito entusiasmo, ‘Quebra Azul’ ganhou elogios tanto do público quanto da crítica, sendo descrito como “aquele som que você escuta quando está do outro lado do mundo e se sente em casa” (Monkeybuzz).

“Post-rock”, “pop progressivo” e “pós-MPB” foram algumas definições dadas pelos críticos que tentaram definir o estilo de ‘Quebra Azul’, um álbum que amplia o espectro musical da banda ao sintetizar as ideias e referências de seus 6 integrantes em 8 canções próprias.
Ainda em 2013, ‘Quebra Azul’ foi destaque em dezenas de listas de melhores álbuns do ano como as listas da Oi FM, da Revista Noize, da Miojo Indie, Monkeybuzz, Rock in Press e Portal MTV, que destacou a temática do disco ao dizer que ela “flui como água e o que soaria incomum, acalma a alma.”

Agora, o Baleia está levando seu álbum aos palcos. Em sua primeira apresentação após o lançamento do disco, lotou o teatro do Solar de Botafogo, e, logo no início de 2014, sacudiu o palco do Circo Voador junto ao músico Cícero. A parceria com o músico ainda rendeu o primeiro show do Baleia em São Paulo. Os dois dividiram o palco do Cine Joia em abril.

Além disso, o primeiro single do álbum, ‘Motim’, será lançado na Europa como parte da coletânea de músicas brasileiras "Rolê: New Sounds of Brazil" do selo internacional "Mais Um Discos, ao lado de artistas como Arnaldo Antunes e Rodrigo Amarante.

Sobre o "Quebra Azul"

Com arranjos inusitados, que chegam a combinar duas baterias em uma mesma faixa, a estrutura das canções fogem do aconchego cíclico da música popular e refletem o extenso tempo de produção do álbum. O resultado é um ambiente musical pop progressivo, permeado por sutilezas sonoras e pelo fino equilíbrio entre introspecção e explosão.

As gravações foram feitas por Lucas Ariel, e a mixagem por Lucas e Bruno Giorgi, indicado ao Grammy Latino em 2012, pelo álbum ‘Chão’, de Lenine. Já a masterização ficou nas mãos de Carlos Freitas, do Estúdio Classic Master (SP), também indicado ao Grammy pelo mesmo álbum. A produção é assinada por Bruno Giorgi, Lucas Ariel e pelo Baleia.

O álbum está disponível para download gratuito no site oficial da banda e ganhou a versão física em abril: www.baleiabaleia.com

domingo, 6 de julho de 2014

Genial o comercial da Nike

Assisti já em duas sessões de cinema.

Num futuro próximo, o governo expulsa os grandes craques e os substitui por clones,

São eles, Ibrahimovic, Ribery, Iniesta, Rooney, Cristiano Ronaldo, Howard, Neymar e David Luiz.

A ordem em que listei os nomes não é a mesma da foto. Preferi outra listagem interessante!
 
Note que Ibrahimovic nem foi classificado, Ribery nem veio ao Brasil,  Iniesta e Rooney saíram no segunda rodada, Cristiano, na terceira, Howard nas oitavas e Neymar nas quartas. Só sobrou David Luiz!!!

Mas isso não vem ao caso, o que importa é que a história segue bem legal. Um Ronaldo Fenômeno não se conforma com o fim do futebol e vai atrás dos craques, que estão trabalhando em empregos normais por aí. Genial o Neymar barbeiro e o Cristiano de Manequim, ... de loja!!

E promove um jogo dos craques reais com seus clones, em morte súbita. E aí começa o show da computação gráfica, com as manobras de cada craque por entre os assustados clones.

E uma pena ver que aquela alegria de Neymar retratada na CG não está mais conosco!!!

Vejam aqui o video
Golaço da Nike!!

Houston, meus momentos de Classic Rock

Este é mais um capítulo

Mostrava eu no Facebook, para um amigo, uma desastrada descrição de um espetacular momento do excelente DVD COncert For George, dos melhores que eu tenho, em que Billy Preston canta 'My Sweet Lord'. Se não sabe, aqui está:

Então me lembrei que EU VI o grande Billy Preston ao vivo, em Houston, num show de Eric Clapton.

Então me lembrei que os 4 anos em que morei em Houston foram seguramente os mais profícuos de minha história nesse aspecto. Eu diria que aproveitei bem! E felizmente, minha família veio junto, apenas um ou outro só com Felipe

EU VI Roger Waters, In the Flesh

EU VI Santana, sim, o Carlos Santana - Oye Como Va

EU VI Aerosmith com todos os lábios e agudos firmes de Steve Tyler

EU VI Yes, com a volta de Rick Wakeman

EU VI Rolling Stones, pequenininhos lá de cima do gigante Reliant Stadium

EU VI Deep Purple smoking in the water

EU VI Kansas dustying in the wind

EU VI Lynyrd Skynyrd, os sobreviventes,  e sua Sweet Home Alabama

EU VI Prince, ainda quando era Prince

EU VI Bob Dylan, já bastante baqueado e balbuciando letras

e alguns outros, mas principalmente,

EU VI Paul McCartney cantando pela primeira vez, ao vivo, uma canção que eu reputo como uma das 5 melhores dos Beatles, e que tenho certeza que poucos aqui conhecem, apesar de fazer parte daquele disco que mudou a história do rock. Contei sobre este show

Era She's Leaving Home ... foi demais pra mim!!!!

A maioria desses shows aconteceu no Woodlands Pavillion, que eu faço questão de mostrar aqui





De Pernas Bambas

Narrei este texto para um amigo que descobri recentemente estar cego. Foi a semente do Projeto Homerix em Áudio . Como que um "Episódi...