The Beatles In My Life: Ser Beatlemaníaca
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Entra vinheta de The Beatles In My Life
Virgínia Abreu de Paula, The Beatles in My Life
Queridos ouvintes. da LAC Eu de volta, diretamente de Montes
Claros, no Sertão Roseano de Minas Gerais.
Eu em 1965, já estou consciente de ser Beatlemaníaca. O que muda com isso? Há uma certa leveza interna e uma sensação de ser necessário fazer algo novo, não sei bem o quê. Tinha havido um chamado. E eu o tinha escutado.
Entra “Airport Love Theme” de Alfred Newman
Assim que começam as aulas, ilustro a capa do fichário, com fotos dos Beatles, e de Liverpool e de Londres. A foto maior é de Paul. Abaixo,o slogan: O Homem de Virg+inia. E foto de um avião seguindo na direção da capital inglesa. Abaixo, escrito: para onde eu vou. De fato, cheguei lá em1970. Marcante aquela música que tocava no avião, na chegada ao Rio, onde eu pegaria o Boeing para Londres.
Descubro outras garotas Beatlemaníacas. Só garotas. Em 1965, ainda não havia amizades entre moças e rapazes aqui. Só se aproximavam se fosse para alguma paquera. Bater papo sobre os Beatles, só mesmo com as meninas. Um grupinho bem legal.
Todas com um Beatle preferido, porém, nada como vemos hoje em dia. Hoje vejo fãs dizendo que preferem George, que era vítima de John e Paul, e à sombra deles. O quê? Ou que gostam dos Beatles, menos de Ringo, que nem era bom baterista. Credo, que horror. E mais: adoram os Beatles, menos Paul porque era mandáo e metido.
Em 1965, todos amavam Ringo, John, Paul e George. Igualmente. A preferência por um, geralmente por acharem mais bonito, em nada diminuía os demais. Tínhamos consciência da importância dos quatro.
A gente gostava de usar seus sobrenomes. Eu me tornei Virginia McCartney. E tinha Leila Harrison. E aquela que mudou seu nome para Georgiana.
Qual deles tinha mais fãs?
Entra Do You Want To Know a Secret com The Beatles
George em primeiríssimo lugar.
Paul em segundo.
Entra And I Love Her com The Beatles
Ringo em terceiro.
Entra Boys com The Beatles
John? Na minha turma, ninguém tinha nosso querido John como o preferido.
Entra I Should Have Known Better
Mas como eu disse, todas nós o amávamos loucamente, mesmo não sendo o nosso especial. E eu reconhecia, que a boca mais linda era a dele. O sorriso mais belo do mundo musical.
Creio que era assim no mundo inteiro. Todos gostando de Todos.,
Entra We Love You Beatles (oh yes we do)
Pois tinha até a música que, cantavam nos shows,citando os nomes de cada um. We Love you Beatles, on Yes we do...We Love you Ringo, We Love you, Paul, We Love you John, We Love you George. Claro! Se todos eram Beatles, e se amávamos os Beatles, amávamos todos. Eu cheguei a sonhar me casando com os quatro! Porque só com um...ficava faltando os outros, não seria a mesma coisa.
Entram sons de Hamburgo,
E que mais fazíamos? Buscavamos por revistas com eles. A gente queria ler tudo sobre eles. Que surpresa saber de outro Beatle, de nome Stuart, que tinha falecido jovem. Uma das meninas chega e ver seu espírito ao pé da sua cama à noite! Nossa, e que como era bonito o tal Stuart.
E, é claro, a gente se reunia para ouvi-los.
Os LPs, os compactos e compactos duplos que a Odeon não parava de lançar. Achei um do ano anterior, comEntra A Taste of Honey com The Beatles
Twist and Shout, ~
Do you want to know a secret,
A taste of Honey e
There’s a place.
As duas primeiras já foram comentadas por mim.
Entra A Taste of Honey com Herp Albert
A Taste of Honey, de Eric Marlow, seria por acaso, do filme do mesmo nome? Um filme que amei de montão, com Rita Tushingham, no estilo “realismo de pia de cozinha”?. Não. Era da trilha não. Fez grande sucesso com Herb Alpert. Mas a versão dos Beatles é a que bate fundo no meu coração.
There’s a Place nos leva a profunda conversa sobre seu significado..
Entra There's A Place com The Beatles
Mesmo sendo fraca no inglês, deu para captar que “Existe um lugar onde posso ir quando estou triste”.When I feel blue. E onde é este lugar? Na mente! Os Beatles nos ensinando a meditar antes de conhecerem o Maharishi!
Muitos anos depois me chegam detalhes sobre essa composição. Paul, assim como eu, apreciava a tilha sonora do filme West Side Story de Leonard Berstein. Ele tinha o disco.
Entra Somewhere com Leonard Bernstein
E eu também. A música “Somewhere” o comovia. Tony, estadunidense, apaixonado por Maria, Portoriquenha. Paixão correspondida. E proibida, devido ao preconceito. Eles afirmavam que existia um lugar para eles. Um tempo e um lugar para eles serem felizes juntos. É realmente emocionante ouvir os dois acreditando nesse lugar do futuro.
Volta There's A Place com The Beatles
Paul quer compor algo nesse estilo, conversa com John. Ele aceita, mudando toda a mensagem. Sim, existe um lugar, mas não há tempo, não é futuro, é agora...na mente. Porque na mente não há tristeza. Não há um triste amanhã.
Don’t you know that it is so?
Berstein deve ter adorado saber que os inspirou. Se não sabem, Leonard Bersntein era Beatlemaníaco, assim como sua filha.
Agora convido vocês a ouvirem comigo os outros compactos duplos, no próximo episódio.
Até lá, e muito obrigada pela audiência.
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