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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Entre o Natal e o Ano Novo

Quando comecei a escrever minha mensagem de boas festas e retrospectiva do ano, confesso que passei por uma crise de produtividade tal que pensei que ia ficar SEM versos, mas no final a coisa progrediu e ela acabou ficando com quase CEM estrofes, faltaram só 13.

Foi legal que o título levou a algumas interpretações interessantes: um amigo achou que se tratava de uma comparação entre o Grêmio e o Internacional, outro entre o DVD (que tem laser vermelho) e o Blu-ray (que tem laser azul), e um outro que o associou às cores de uma apresentação do trabalho, em powerpoint.


Graças a alguns dos amigos que já a leram até o fim, vejo que se puxasse pela memória, poderia ter me aproximado bastante da contagem centenária,

Só o Sílvio Santos italiano
Renderia três ou quatro,
Pois passou todo o ano
Qual ator em anfiteatro.

Disse às vítimas do terremoto:
“Aproveitem o acampamento!”
E provou ser um devoto
De prostitutas no aposento.

Tanto destaque no jornal
Teve sangrento desenlace.
Passou um tempo no hospital
Após catedralada na face.

E o Gilmar Mentes poderia
Render também outras tantas:
Continuou com a vil mania
De proteger Daniel Dantas.

E depois da decisão
De extraditar o Battisti,
Acabou com a população
Pondo-lhe o dedo em riste,
Pois libertou da prisão
O ginecologista tarado,
E devolveu ao Grande Irmão
O pobre Sean atordoado.

De volta ao lado anil,
Um elogio que procede:
Grandes shows no Brasil
De Elton, Kiss e Radiohead.

Também teve o piloto mágico:
Num Airbus sem turbinas,
Evitou um fim trágico
Em águas novaiorquinas.

E por aí iria ...

Bem, em homenagem ao exato momento em que estamos, e tendo sobrevivido ao primeiro abuso, lembrei-me de uma das frases lapidares de 2009 (queria que fosse minha, mas não é).

Se já leu, lê de novo:

Não importa o que você come
entre o Natal e o Ano Novo,
mas sim, o que você come
entre o Ano Novo e o Natal.
Abraços  e Feliz 2010

Homero

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Agradecimento a Boechat

Para: "Ricardo Boechat" <rboechat@band.com.br>
De: Homero Vasques de Oliveira Ventura/RJ/Petrobras
Data: 21/12/2009 9:57
Assunto: Res: Um 2009 Azul ou Vermelho?


Cara, que legal, reposta sua, de próprio punho!! Obrigadíssimo!

Notou a expressão que usei de você? Naquele dia, foi o ponto alto da coluna do Simão, que deu a deixa e você completou de primeira! Parabéns! O Megale também fez uma dessas com o Milton Pitonisa Neves, perguntando se a rua que ia levar o nome dele, lá não sei onde, morria na praia! Perfeito!!

Grande abraço e mais uma vez, obrigado

Homero Vendo Tudo Ventura

P.S. Você se lembra que eu já fiz uma dessas para vocês da BandNewsFM, dois anos atrás? O Megale até colocou no ar!

  De: "Ricardo Boechat" [rboechat@band.com.br]
  Enviada em: 21/12/2009 08:28 ZW2
  Para: Homero Vasques de Oliveira Ventura
  Assunto: RES: Um 2009 Azul ou Vermelho?


Obrigado, Homero. Você faz jus ao nome! O poeta grego deve estar orgulhoso! ABS. Boechat
 


De: homeroventura@petrobras.com.br [mailto:homeroventura@petrobras.com.br]
Enviada em: domingo, 20 de dezembro de 2009 14:18
Para: Ouvinte Rio de Janeiro
Cc: megale@band.com.br; Ricardo Boechat
Assunto: Um 2009 Azul ou Vermelho?
 

Boechat, Megale, e amigos da Bandnews FM, eis minha já tradicional retrospectiva do ano em versos!

Ó, usei uma expressão sua, Boechat, mas dei o crédito devido!



(See attached file: Um 2009 Azul ou Vermelho.doc)

Obrigado por mais um ano de notícia bem dada!

Homero Saudando 2010 Ventura


domingo, 20 de dezembro de 2009

Um 2009 Azul ou Vermelho?

Compartilho o que escrevi
Para provocar reflexão.
Aos votos que já recebi
Agradeço de coração!
 
Mais um Natal bombando
Nem dá pra acreditar!
Esse tempo tá passando ....
A gente tem que se ligar!
 
Outro ano chega ao fim.
Tempestade e bonança.
Mais pra bom ou pra ruim?
Vou pôr tudo na balança!

 
Tanta coisa aconteceu!
Foi impossível um alvo fixo.
Não foi desta vez que eu
Pude evitar ser prolixo.
 
Então trate de desenvolver
Sua paciência de monge.
Se tiver disposição de ler,

Relaxe, que a coisa vai longe.
 
Começou com a indecência,
De uma imposição maldita:
Foi o inicio de vigência
Da reforma da escrita.

 
Será que alguém compactua
Com essa bobagem sem igual
Descontando quem atua
No mercado editorial?
 
Vão tirar bom dinheiro,
Com a maior facilidade,
Do bolso do brasileiro,
Sem a menor necessidade .
 
Lá fora aconteceu a posse
Inesquecível de Barack Obama
!
Mas a alegria foi precoce:
Ele acabou o ano na lama.


Começou uma luta tenaz
Pra dar jeito nos males da Terra.
Até levou Prêmio Nobel da Paz,

Mas mandou 30 mil pra guerra
!
Prometeu a tortura abolir,
Seu objetivo é magnânimo.
Mas tão cedo não vai conseguir
Lacrar o lar de Guantánamo.
 
É certo que pegou o bonde
Em meio a uma grande crise.
Está tentando fazer por onde.
Sem que o país paralise.


Aqui, não dá pra negar
Que a crise ficou no croqui.
Deu até pra emprestar
Uns trocados ao FMI!


Poucos momentos brilhantes,

Outros tramados em covis.
Falcatruas como ‘nunca antes
Na história desse país’.

Tivemos que testemunhar
O decoro abandonado,
Coisas de aterrorizar,
Na câmara e no senado.



A mansão de Agaciel Maia
O celular de Tião Viana
Tudo gente da mesma laia
Que devia estar em cana.

 
Diretores em profusão,
Cada senador tinha três.
Sabiam da aberração
Na maior desfaçatez.
 
Mais de mil atos secretos
De Sarney, o rei do truque,
Favorecendo amigos, netos
Salvo pelo aético Duque.

A viagem da modelo,
Paga pelo deputado,
Desfiou podre novelo
De deixar Maluf chocado.

 
Até mesmo gente decente
Achou que era coisa normal:
Dar passagem a parente
Na maior cara de pau.

E foi verba indenizatória;
E foi castelo do Edemar;

A gente tem que ter memória!
Eles tem que indenizar!

 
E foi hora extra no recesso;
E foi nepotismo descarado;
Tem que instaurar processo
Nesse congresso achincalhado. 

O Gilmar Mentes poderia
Render estrofes tantas:
Continuou com a vil mania
De proteger Daniel Dantas.

E depois da decisão
De extraditar o Battisti,
Acabou com a população
Pondo-lhe o dedo em riste,

Pois libertou da prisão
O ginecologista tarado,
E devolveu ao Grande Irmão
O pobre Sean atordoado.

 
Pra compensar, teve o Pré-Sal,
Confirmando bilhões de barris.
Descoberta fenomenal

A despertar interesses vis.

 
São benefícios a granel

Repartidos num empório.

Em vez de Marco Maciel,
Temos o marco regulatório.

 

Piadas sem graça à parte,
Sei que temos capacidade
De usar cabeça e arte
Pra tornar tudo realidade.


Lá fora, o Lula é O Cara,

Quase uma unanimidade.
Mas tropeça quando declara
O apoio a Ahmadinejad.
 
E mantém o mau costume
De apoiar bolivarianos,
Aceitando sem queixume
Chávez y sus hermanos.
 
Rafael Correa e Morales
Já causaram derrotas duras.
E se não bastassem os males,
Apareceu o cara de Honduras.
 
Zelaya exilou de pijama
Mas aqui ganhou guarida,
E veio inscrever sua cama
No programa Su Casa, Mi Vida . (*) 

O Sílvio Santos italiano
De momentos teve uns quatro,
Pois passou todo o ano
Qual ator em anfiteatro.

Disse às vítimas do terremoto:
“Aproveitem o acampamento!”
E provou ser um devoto
De prostitutas no aposento.

Tanto destaque no jornal
Teve sangrento desenlace.
Passou um tempo no hospital
Após catedralada na face.




De volta ao lado anil,
Um elogio que procede:
Grandes shows no Brasil
De Elton, Kiss e Radiohead.

Também teve o piloto mágico:
Num Airbus sem turbinas,
Evitou um fim trágico
Em águas novaiorquinas.



Azul também foi o esporte.
Faltou pouco pro Barrichelo;
E a galera nadou forte,
No comando, Cesar Cielo.
 
No atletismo, enorme pane.
O doping foi o tormento,
E pegou até a Daiane
Num infeliz tratamento.
 
A Olimpíada será no Rio!
Em princípio, uma alegria,
Mas me dá até calafrio
Só de pensar na sangria.
 
Foi assim no PanAmericano,
Com obras superfaturadas,
Dez vezes mais que o plano,
E ninguém cobrando nada.
 
Mas sei que vai dar certo.
É só encarar desafios
E ficar de olho aberto
Pra combater os desvios.
 
O caos aéreo se acalmou,
Mas acabou mal o romance:
Muitos brasileiros levou
O tubo de Pitot da Air France.
 
Em meio a todos os fatos
Houve notáveis celebrações.
Carreiras, momentos, atos;
Ciência, esporte, emoções.
 
Roberto Carlos comemorou
O jubileu de seu reinado;
Fez 40 o milésimo gol
Do Rei Pelé, iluminado!

Entraram também nos 'enta'
O homem pisando na lua,
E, em célebre vestimenta,
Os Beatles cruzando a rua.

 
E aqueles eternos rapazes
Continuam surpreendendo
Com lançamentos audazes

Sempre vendendo, vendendo.
 
Michael Jackson está morto
Deixou nos fãs uma ferida.
Tudo culpa do jeito torto
Com que levou sua vida.
 
Ide em paz, Rei do Pop!
Grato por sucessos sem fim:
Ben, Thriller, Bad, Don’t Stop
Till You Get Enough, Billy Jean.
 
Segue bem viva Madonna
E desta vez não mandou carta:
Veio visitar a sogrona
E a UPP do Dona Marta.
 
Os Titãs seguiram inovando
Com um melhor ator no menu.
A música pouco revelando
A melhor é Maria Gadú.
 
No telona, um gênio ferino
Brindou legião de felizardos:
Nos abençoou Tarantino
Com seus inglórios bastardos.
 
E a Índia voltou à cena,
Que discorde quem puder,
Com o melhor do cinema,
Em Slumdog Millionaire.
 
Pra mim, em particular,
Que sou fã desde moleque,
Tive muito o que celebrar
Com a volta de Star Trek.

Mas voltou à baila Brasília,
Com o esquema do Arruda:
Comandando uma quadrilha
Que embolsava grana graúda.

E foi bolsa, cueca e meia,
A nos deixar indignados.
Será que a coisa permeia
Em todos os outros estados?

Arruda ia sair atirando
Mas o partido é muito coeso.
Foi melhor ficar enrolando.

Estão todos de rabo preso.
De Sanctis e a guerra santa:
Colarinho branco na cadeia!

Se antes combatia o Dantas
Agora é a Camargo Correia.
 
O grande Joaquim Barbosa
Seguiu em posições coerentes
Em oposição corajosa
Ao duvidoso Gilmar Mentes.
 
Na saúde, atendimento sinistro,
E ultrapassamos a Argentina,
Cravando triste registro:
500 mortos por gripe suína.
 
ENEM foi grande vexame!
Sucumbiu a um trambiqueiro
Logo antes do exame.
Credibilidade pelo bueiro.
 
Tudo nos mostra a telinha:
Notícia, humor, dramaturgia,
Coisa séria e abobrinha,
Constantes no dia-a-dia.
 
Casseta acabou muito fraco;
Pânico é impossível ver;
Quem botou todos no saco,
Foi o ótimo CQC!
 
Teve Maysa e os espinhos
De uma vida tortuosa;
Das Índias, teve os Caminhos
Sob uma ótica auspiciosa.
 
Glória Peres segue sendo
Audaciosa nos roteiros.
E continua nos trazendo
Retratos do mundo inteiro.
 
Começa meio devagar
E dá saudade quando acaba
Deixando a gente a falar
Baguan Keliê, Are Baba.
 
Se Glória quer variar,
Manoel Carlos tem o dom
De sempre nos mostrar
A vida dura do Leblon.
Pôs mais uma Helena no ar:
Deve gostar do som.
Mas pensa sim em mudar
A letra de Chico e Tom:
Sei lá-á-á ... Sei lá-á-á ...
Só sei que Se É Mayer É Bom.
 
Vimos também na TV
Um menino crivado de agulhas.
Só  mesmo vendo pra crer,
Obra de um bando de pulhas.
 
E o arcebispo de Olinda
Que excomungou a estuprada,
Colocou na berlinda
Uma igreja contestada.
 
Por que é que também não pune,
E não usa a mesma moeda,
Em vez de deixar imunes,
Os pedófilos que ela hospeda?
 
O futebol nos deu alegria,
Mas um e outro resmunga,
Pois não suporta a agonia
De ter que engolir o Dunga.
 
Ronaldo foi sensação
Da primeira metade do ano
Mas depois teve Vascão
E cariocas em primeiro plano

O Fluzão queimou a língua
Da gente que tinha prática:
Calou e deixou à míngua
A crítica e a matemática.

Foi a grande sensação
Lá do fundo da tabela.
E ainda salvou o Fogão
Em reação mais que bela,

Lá em cima, o mais querido
Levou o Brasileirão.
Foi mais que merecido
E teve sorte de campeão.


Zé Roberto ficou, ninguém quis;
Ressuscitaram o Petkovic;
Adriano vem da Itália, infeliz;
Puro planejamento, cappici?!

 
Entretanto, um último ato
Quase chegou a estragar
A imagem do campeonato:
A pancadaria no Paraná.
 
Na vizinha Santa Cantarina,
Mais um ano de má sorte
E trouxe junto em sua sina
Outros do Sul, Sudeste e Norte.
 
A chuva não perdoou
A falta de administração,
E mais uma vez quem pagou
Foi a pobre população.
 
Foi muita água este ano,
O índice dobrou geral,
Seguindo à risca o plano
Do aquecimento global.
 
Apesar de muito tentarem
Arrumar a casa em Copenhagen,
Buscavam uma McLaren
Mas levaram um Volkswagen.
 
E disseram que foi um raio
A causa do grande apagão;
Só faltou colocar no balaio
Irresponsabilidade e má gestão .
 
Algumas favelas do Rio,
Do tráfico estão isentas.
As UPPs são só elogio.
Agora só faltam 900.
 
Well, that´s enough!
Fiquemos por aqui.
Já foi muita estrofe.
Acho até que me excedi.
 
Se botar tudo no baú
Deu vermelho na cabeça.
Mas parece que está tudo azul
Não importa o que aconteça.
 
Saúde? Uma calamidade!
Educação? Molambenta!
Segurança? Nem se fala!
     E só cresce popularidade:
     Em cada 100, mais de 80!
     Parece que nada abala!
 
Com uma certeza que não treme,
E uma autoridade que aceitamos,
Se diz que vai nos tirar da ‘eme’,
É porque entende que lá estamos.
 
Agora vem 2010
Ano muito importante,
O futuro a nossos pés
Oportunidade exuberante!
 
Elegeremos presidente.
Torço pro seu sucesso.
Mas minha atenção premente
É a renovação do Congresso
 
São dois terços do Senado!
Mande os caras embora,
Junto a todos os deputados!
É essa a nossa hora!
 
Quem concorrer à reeleição,
Vamos garantir que dance.
Pra nunca mais meterem a mão!
Não vamos perder essa chance!
 
Acho que dei meu recado
Tomara não ter sido à toa.
Desculpe o tempo tomado
Espero que fique numa boa!
 
Que curta junto à família
Uma farta noite de Natal!
Que siga sempre a cartilha
Da vida digna e moral!  
 
Que 2010 seja um colosso!
Que as realizações sejam de vulto!
Use uma dose de pré-sal grosso
Pra se proteger do inimigo oculto.
 
Um abraço, com ternura,
Nesta nobre e sagrada data
De toda a Família Ventura
Homero, Neusa, Felipe e Renata
 
 
(*) Expressão de Ricardo Boechat

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

My Precious

No dia 9 de dezembro de 2009, à tarde, mandei uma mensagem convidando alguns vizinhos de andar a virem apreciar (hhuuummmm) uma preciosidade: a caixa The Beatles Box Stereo, com a coleção completa da obra dos quatro rapazes de Liverpool, toda remasterizada em estéreo, e mais alguns extras.

Naquela mesma noite, experimentei sensações inesquecíveis.


Foram prazeres quase mundanos!


Depois que cheguei, tomei banho, jantei, escovei os dentes, e finalmente comecei o processo de abertura da caixa que esteve em exposição aqui ontem.


Peguei uma faquinha na cozinha, sentei-me ao sofá e comecei. Tirei, com todo o cuidado, o plástico externo (que qualidade de plástico!) que envolvia a preciosidade.  Tirei a caixa do envólucro externo (que qualidade de papelão!) em que estava 'engavetada', e aí ela apareceu límpida, resplandescente, em todo o seu esplendor interno. Fiquei admirando-a de todos os ângulos, naquele preto extra brilho, por alguns minutos, quando finalmente me decidi a abri-la. E aí veio o primeiro dilema: a coisa estava tão bem feita que eu não identifiquei por onde abri-la. Fiquei com receio de fazer um esforço indevido e danificá-la. Expus o problema à minha esposa que observava do outro lado da sala, e passei-o (o problema) a ela, que então, num passe de mágica, fez 'plic', e abriu o lado mais estreito, que estava preso por um singelo ímã, embutido no corpo do cartão (que qualidade de cartão!). Esses maridos .....


Logo após o 'plic', descortinou-se um ambiente iluminado (figurativamente, claro), associei a imagem àquele momento em que os alemães abrem a arca perdida em Indiana Jones, como que luzes saindo das frestas, até que completei o processo de destampamento: debaixo das 'luzes', dois compartimentos, cada um com uma lingüeta negra (que qualidade de lingüeta!), para auxiliar a retirada dos respectivos CDs em 'caixas' de papelão fino, protegidos individualmente por plástico. No compartimento da direita, Please Please Me, With The Beatles, A Hard Day's Night, Beatles For Sale, Help, Rubber Soul, Revolver e Sergeant Pepper's Lonely Hearts Cub Band; no da esquerda, Magical Mistery Tour, The Beatles (o Álbum Branco), Yellow Submarine, Abbey Road, Let It Be, Past Masters e um DVD com mini-documentários.


Procedi então à abertura do primeiro CD, logicamente observando a ordem cronológica. Please Please Me, lançado em fevereiro de 1963, foi o primeiro a ser atacado. Novamente com todo o cuidado, lancei mão da faquinha, abri caminho pelos sulcos do plástico (que plástico! não deu nem vontade de jogar fora!), e atingi o CD propriamente dito. Abri uma vez, notei que havia mais um desdobramento a fazer, ou seja, era uma capa tripla, com dois 'bolsos': um com o disco itself, outro com um encarte. O 3-fold era decorado com fotos brilhosas em branco e preto, tinindo (que qualidade de foto!), duas delas que EU NUNCA HAVIA VISTO, dos quatro rapazes, já com o visual do terninho beatle, posando no arrabaldes de Liverpool. O disco, com o selo original da Parlophone, vistoso, escrito em fonte rebuscada, com um símbolo de £ estilizado, tudo exatamente como havia saído no LP de 46 anos atrás. A diferença era a marca Stereo, bem destacada, afinal era a primeira vez em que aquele CD saía no formato estéreo. O encarte (que qualidade de encarte!) mostrava, além do texto original que já estava no CD de 1987, vinha com descrições adicionais de como havia sido feito aquele CD que então me encantava. E tudo entremeado por fotos, muitas fotos, magníficas, muitas delas inéditas, como as que mostram os Beatles fazendo pose num estúdio fotográfico, coloridas.


Bem, repeti o processo com os demais CDs, e foram 13 orgasmos sucessivos da alma. Que qualidade de impressão, montagem, gráfica, tudo nítido, tudo claro, muita coisa nova, enfim! Era um 'Que coisa maravilhosa!" aqui, logo depois um "Cacete!", ali, seguido de um "Olha que coisa!" acolá, e assim foi. Levei mais de uma hora no processo. E já estava mais que justificada a compra. Eu não poderia esperar coisa diferente de um produto produzido pelos Beatles.


Tudo isso sem ainda ouvir uma só nota.


Passei ao som:
          Ouvi a primeira canção 'When I Saw Her Standing There'. Límpida, clara (que qualidade de som!), voz do lado direito, instrumentos no esquerdo, como era de se esperar de um produto estéreo. Peguei meu CD velhinho, de 22 anos de idade, coloquei a mesma canção, sons iguais vindos dos dois auto-falantes, como era de se esperar de um produto mono, mas bem mais amarrado, abafado, em comparação com o que ouvira no CD novo. Ouvi de novo a mesma canção no novo para confirmar a impressão. Como era de se esperar. Foi para isso que eles fizeram esse trabalho todo. Talvez eu sinta pouca diferença naqueles discos a partir dos meados da carreira, que já eram no formato estéreo. Repeti o processo nas outras 13 canções do CD, até chegar a "Twist And Shout". Compra justificada ao quadrado.

Passei à imagem:
          Cada CD vem com um mini-documentário sobre ele. No caso de Please Please Me, uma gracinha, com imagens da época, muitas fotos com edição de movimento (Que qualidade de edição!). Apesar de eu ter o Beatles Anthology, a coleção de videos oficial dos Beatles, há no mini-documentário imagens novíssimas para mim. Depoimentos dos 5 Beatles (John, Paul, George, Ringo e o 'quinto', George Martin, o grande maestro), alguns que eu nunca havia ouvido. Diálogos entre os rapazes durante as gravações. O máximo! Pena que é curtinho, perto de 3,5 minutos. É a única coisa ruim daquilo tudo, pois acabou logo. Compra justificada ao cubo.

Findo o processo, acomodei o CD de volta em seu bolso da caixa, a caixa do CD de volta em sua posição na super caixa e  .... E agora? Onde colocá-la? Notei que, em minha estante da sala, a prateleira superior, central, parecia ter altura suficiente para acomodar. Bingo! Sobrou menos de 1 milímetro! E, lá está ela, magnífica peça de decoração abrilhantando meu lar!!


Para referir-me a ela, fui buscar inspiração em "O Senhor dos Anéis", e uso a mesma expressão que o estranho Gollum, ao seu querido Anel:
My Precious 

Um Abraço

Homero Nas Nuvens Ventura

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Seminário Nacional dos Palhaços

Recebi de um amigo a mensagem abaixo.
____________________________
____________________

Nada contra a nobre profissão dos palhaços profissionais, mas daonde saiu o anúncio, da câmara de deputados... !!!

Deve ser um seminário cujo público alvo, na verdade, é a totalidade do povo brasileiro,
     todos nós, os palhaços que mantém aquelas casas de tolerância.

E é um seminário permanente:
     todo dia a gente vê alguém lá do distrito querendo fazer a gente de palhaço.

E é de graça, não precisa nem de matrícula, nem de sair de casa,
     basta ler jornal, ouvir rádio ou ver TV.

Que nada, de graça coisa nenhuma,
     é caro .... muito caro!!

Eu, hein!

Abraço

Homero Sick to Death Ventura

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Pague menos IR, legalmente!

ATENÇÃO!

Vale dinheiro vivo! Ou quase vivo!

Vamos lá!

Todo ano você declara o que pagou à sua Previdência Privada como dedução na alínea de Pagamentos a Previdência Privada.

E deixa de ter Imposto a Pagar referente àquele montante multiplicado pela alíquota a que você está sujeito, correto?

Pois bem, se você tem mais Investimentos em Previdência Privada além da de sua empresa, você também pode jogar como dedução na mesma alínea. A totalidade do montante dessa alínea, até um limite de 12% de seus Rendimentos Brutos, é dedutível para efeito de Imposto de Renda.

Estime rendimentos e da Previdência de sua empresa de seu contra-cheque de dezembro, e verifique se, no total dos 12 meses de 2012, há sobra entre:
      1. de um lado, 12% de seus Rendimentos Brutos e,
      2. do outro lado, o que se paga à Petros.
No caso de haver essa sobra, aconselho a pensar seriamente em fazer um investimento em um Plano de Previdência Privada em um banco qualquer, num montante similar à sobra calculada.

Isto claro, se você tiver uma outra sobra: a de dinheiro para investir.

E se não tiver, mas dispuser de um dinheirinho aplicado em renda fixa, por exemplo, acho que vale mesmo retirar deste último e aplicar naquele.

Esse dinheiro, multiplicado pela sua alíquota máxima de IR, 'retornará' em maio de 2010, quando você fizer a Declaração Anual de Rendimentos, na forma de menos imposto a pagar!!

Ah, para se ter direito à dedução, o investimento tem que ser do tipo PGBL. Aquele outro que se chama VGBL não se presta ao efeito.


Trata-se de uma forma legal e, ao mesmo tempo, legal (!), de se pagar menos imposto, neste país em que não se sabe direito para onde o seu imposto vai, além dos bolsos, cuecas e meias de certos políticos.

Se você já sabia desse mecanismo, parabéns; se não sabia, fique sabendo!

Eu mesmo, fiquei sabendo somente este ano, bobinho! E a coisa já é permitida há tempos!!

Abraço

Homero Prestando Serviço Ventura

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Obama é 'da paz'???

 
Na segunda-feira, minha filha repassou-me uma carta de Michael Moore ao presidente americano implorando para que não mandasse mais tropas ao Afeganistão.
 

 
Esperei o desenlace.
 
E ele aconteceu.
 
Estou arrasado.
 
Veja no link aí embaixo,
    a carta que tanto quis que fosse lida,
       a sugestão aceita,
           a presidência redimida.
 
Mas não foi.
open-letter-president-obama-michael-moore
 
Obama não aguentou as pressões, e mandou 30.000 soldados para o Afeganistão...

Homero Desapontado Ventura

Concurso d'O Globo

Amigos, ontem à noite exercitei minha criatividade e produzi 6 mensagens convite a vocês para receberem uma deustação de 7 dias do Jornal O Globo.

Veja abaixo, o que produzi.

O autor das mensagens mais criativas ganhará uma TV LCD 40".

Mesmo que você já seja assinante, pode receber a degustação, mas caso o seja, pode transferir a degustação para outro endereço do RIO, a seu bel-prazer.

Caso você não se sinta confortável em receber o jornal em casa, sem qualquer compromisso, me avise, por favor, que eu tenho que escolher outro amigo e, claro, mudar alguns versos,

Um abraço e obrigado!!


Homero Ventura


Rodrigo, preste atenção!
O amigo lembrou de você.
Oferto uma degustação
Que é de beiço lamber:
7 dias de informação
Só com o trabalho de ler.
Com O Globo nas mãos,
Você vai enriquecer!
Sem gastar tostão,
É doce ganhar saber!
Depois assine e então,
Perpetue o prazer.

Marcelo, caro amigo,
Tenho uma boa nova:
Vai ficar feliz comigo,
Te explico nesta trova.
É uma degustação
Não de queijo nem de vinho,
Sim de informação
Pra iluminar o caminho.
Aproveite uma semana
Depois, O Globo assine!
Gasta pouca grana
E bota o mundo na vitrine!


Joyce, abra o olho.
Vem aí a informação!
Sete dias com um molho:
Sem gastar um tostão.
Economia, educação,
Ciência, tecnologia,
Esportes, opinião,
Cultura dia após dia.
Com O Globo em casa,
Você viaja pelo mundo.
A imaginação cria asa,
E o saber é profundo!


Minha amiga Janaína,
Vai chegar informação
Numa oferta que combina
Economia e satisfação.
São 7 dias de graça
Com O Globo no portão.
Pena que logo passa,
Mas tem remediação.
Você faz a assinatura
E garante de antemão
Muito saber e cultura
Oportunidade de montão.

Kátia, sem lero-lero,
Faz, acontece, arrasa.
Degusta a custo zero
O Globo em sua casa.
7 dias na companhia
De um elenco finíssimo:
Ancelmo Ubaldo Garcia
Merval Jabor Veríssimo.
Elio Xexéo Prado
Noblat Ferreira dos Santos.
Classe por todo lado
Cultura por todo canto.

Abre a porta Mariana
Encontra à sua mão
Durante uma semana
O Globo, informação.
Tem blogs e Gente Boa
Que ensina a Morar Bem,
Prosa Verso assim à toa,
E muito NhemNhemNhém.
TV, Rio Show, Fanzine
Globinho e 2º caderno.
Quando acabar, assine,
E fique do lado moderno.