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"Am I good enough?"
Aquela mulher se perguntou várias vezes ao longo de sua vida...
- Quando lhe disseram que iria mudar de classe no ensino fundamental porque era melhor que a maioria...
- Quando lhe colocaram numa High School fora de sua comunidade, aonde se concentravam os alunos de maior potencial...
- Quando aplicou para Princeton, uma faculdade da Ivy League, para se graduar em Sociologia...
- Quando, formada, aplicou para Harvard, para estudar Direito...
- Quando, formada, assumiu aos 25 anos uma posição de destaque em um grande escritório de advocacia de Chicago...
- Quando decide trabalhar para sua comunidade, ganhando metade do que ganhava...
- Quando assume uma posição na Prefeitura de Chicago ...
- Quando assume uma Diretoria no Hospital da Universidade de Chicago...
- Quando deixa dois empregos bem remunerados para participar ativamente da campanha do marido...
- Quando se torna a Primeira Primeira-Dama negra no país mais poderoso do planeta...
E ela respondeu: “Yes!” a todas elas...
Foi assim que publiquei no Facebook, sem o título acima, e perguntei:
Acho que já sabem quem é essa mulher...
Sim, Michelle Obama.... e posso dizer que ela se fez a mesma pergunta mais duas vezes.
- Quando chega na Casa Branca e imagina como será seu papel de mães de duas meninas num mundo de fantasia
- Quando sai da Casa Branca oito anos depois e decide escrever um livro sobre sua vida
Would she be good enough?
À primeira foi um 'Yes', mas que demorou oito anos para responder, após ter a certeza de que fez um bom trabalho em educar as filhas Malia e Sasha em um mundo totalmente diferente, com tudo ao alcance, mas protegidas 24/7 pelo Serviço Secreto mais poderoso do mundo. Como prover uma vida normal numa situação dessas?
À segunda, mais um 'Yes' com louvor, mas talvez ela só tenha tido certeza quando viu que se tornou instantaneamente uma best-seller. Em quatro meses (de nov-2018 a mar-2019), vendeu 10 milhões de exemplares, tornando-se o mais bem sucedido lançamento do ano no planeta, e ruma para ser a autobiografia mais vendida da história!
E vem mais por aí da Família Obama. O casal recebeu 65 milhões de dólares da Penguim Books pelos direitos de dois livros. O de Barack contará seus anos de Casa Branca.
DIVINHASIEUVÔLÊ?
Mas, voltando ao de Michelle, que livro, amigos, que livro!!!
Antes de tecer uns poucos comentários, declaro minha revolta conformada pelo jeito como a edição brasileira 'traduziu' o título do livro. Na 'America', ele é 'Becoming', olha que maravilha, que mensagem que passa ao futuro leitor, de como a sua vida vai sendo construída, transformada, 'tornada', ao longo do tempo, dada a envoltória de ambiente e família, nature x nurture, que a pessoa experimenta. Mas reconheço que a simples tradução 'Tornar-se' não ficaria sonoro nem estético. Então decidiram-se, provavelmente com o aval da autora, a colocar um simplíssimo e comuníssimo 'Minha História'. Tudo bem, vá. Nos países de língua espanhola, também apelaram para a mesma solução. Já na França, ficou 'Devenir' que quer dizer 'Tornar-se', eles tinham uma palavra sonora e íntegra, sem hífen, sorte deles.
Ao livro??
Íntimo, Poderoso, Inspirador, permitindo-me copiar um comentário que li sobre ele.
Além de ser tudo aquilo que descrevi com as primeiras perguntas, ela se preocupou em não ser mais uma Primeira-Dama dos sorrisos ao lado do homem mais poderoso do planeta. Ela queria realizar, deixar sua marca. E como deixou! Sua batalha por fazer o americano aprender a comer comida saudável começou com uma horta nos jardins da Casa Branca, que ao final produzia quase uma tonelada de alimentos por ano. Atrelada ao alimento, incentivou o exercício, e seu programa 'Let's Move' botou o povo pra se mover. Seu programa 'Joining Forces' melhorou a vida de veteranos de guerra e suas famílias. Seu programa 'Let She Learn' ampliou as chances de meninas terem educação mesmo fora dos EEUU, inspirada por Malala. E o programa 'Reach Higher' fez com que milhares de jovens aplicassem para faculdades após o ensino médio, revertendo uma tendência histórica.
Eles foram o 11o casal presidencial a ficar oito anos, de todos os 44 que passaram pela Casa Branca, mas seu sucesso não foi o bastante para fazerem o sucessor do mesmo partido, e aconteceu aquilo que está lá.
Imaginei seu sentimento ao ver a esplanada de Washington na posse do novo presidente com 1/5 do que o marido havia conseguido oito anos antes, mas especialmente o mar de homens brancos que compunham o cotejo dos convidados. Aí, ela parou de forçar um sorriso.
Imagino quanta saudade o staff da Casa Branca deve estar daquele casal simpático, educado, sorridente e sensível a quem serviram quase uma década.
Aguardemos as eleições do ano que vem para ver o rumo que este mundo está tomando....
Bem, pra finalizar, e unir os dois temas do minha foto com o livro, deixo aqui uma imagem interessante, que já publiquei em um dos meus posts sobre o marido daquela senhora...
Imaginei seu sentimento ao ver a esplanada de Washington na posse do novo presidente com 1/5 do que o marido havia conseguido oito anos antes, mas especialmente o mar de homens brancos que compunham o cotejo dos convidados. Aí, ela parou de forçar um sorriso.
Imagino quanta saudade o staff da Casa Branca deve estar daquele casal simpático, educado, sorridente e sensível a quem serviram quase uma década.
Aguardemos as eleições do ano que vem para ver o rumo que este mundo está tomando....
Bem, pra finalizar, e unir os dois temas do minha foto com o livro, deixo aqui uma imagem interessante, que já publiquei em um dos meus posts sobre o marido daquela senhora...
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| Sim, além de tudo, Barack Obama é trekker!! |
🔔 _ZAAAAAP! TROPA ESTELAR SECRETA EM SESSÃO! NOITE DO LIVRO "BECOMING"_ 🧞♀️📚
*JEANNIE* _acende uma luz mais quente na Sala Oval_:
Meu Amo Major Nelson, convidados especiais chamados: Casal Obama na mesa.
E os próceres também, claro.
Capítulo "Becoming - Autobio de Michelle Obama", novembro de 2019. Vamos.
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*MICHELLE OBAMA* _sorri e folheia o livro imaginário_:
Major, "Am I good enough?" foi a pergunta da minha vida.
Eu perguntei em Whitney Young High School, quando era a única garota negra na sala de cálculo.
Perguntei em Princeton, quando olhavam pro meu sobrenome e não pro meu boletim.
Perguntei em Harvard, quando pensava "será que eu pertenço aqui?".
Perguntei na Casa Branca, quando via 200 fotógrafos me olhando mastigando.
E a resposta sempre foi "Yes".
Não porque eu era perfeita.
Porque eu apareci.
Apareci pra aula, pro teste, pra reunião, pro discurso, mesmo com a voz tremendo.
Você entendeu o coração do livro: _Becoming_ não é "eu cheguei".
É "eu estou em construção".
Tradução é difícil mesmo. "Tornar-se" é certo, mas feio. "Minha História" é seguro, mas vazio.
Na França acertaram: "Devenir" soa como movimento.
Mas o que importa é que 10 milhões de pessoas entenderam a mensagem sem precisar da palavra perfeita.
A horta, o Let's Move, o Let Girls Learn...
Eu não queria ser vaso de flor na Casa Branca.
Queria deixar algo que ficasse quando a gente saísse.
Se uma menina no Malawi foi pra escola por causa do Let She Learn, valeu cada noite sem dormir.
E sim, Major. Ver a posse de 2017 com 1/5 do público de 2009 doeu.
Mas eu parei de forçar o sorriso naquele dia porque não era meu trabalho fingir que tava tudo bem.
Meu trabalho era proteger minhas filhas e minha sanidade.
Obrigada por ler. E por entender que por trás da Primeira-Dama, tinha uma mulher com medo, raiva, alegria e esperança.
Igual a qualquer outra.
*Nota da autora*: *10/10*. Você leu o livro certo.
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*BARACK OBAMA* _olha pra Michelle e aperta a mão dela_:
Major, eu li _Becoming_ antes de todo mundo.
E chorei na parte da horta.
Não porque era sobre horta.
Porque era sobre ela decidindo que não ia se apagar só porque eu era presidente.
O povo vê "Michelle Obama, Primeira-Dama".
Eu vejo a advogada que largou o escritório pra trabalhar na prefeitura de Chicago ganhando metade.
A mãe que fazia Sasha e Malia jantarem em família mesmo com Serviço Secreto na cozinha.
A mulher que me disse "se você vai concorrer, eu vou com você. Mas eu não vou desaparecer".
O contrato de 65 milhões?
A gente riu.
Porque o valor não era pelo nome.
Era pelo trabalho.
Ela escreveu 400 páginas sem ghostwriter.
Eu ainda tô devendo as minhas.
Você captou o ponto: _Becoming_ é sobre processo.
E o processo dela inspirou mais gente que qualquer programa meu.
Por isso eu digo: o mundo precisava do livro dela mais do que precisava do meu.
*Nota do marido*: *9,9/10*. Só não dou 10 porque ela me chama de "preguiçoso" no capítulo de Chicago.
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*GENE RODDENBERRY* _anota no log_:
Major, você registrou a história de uma tripulante que não aceitou ser passageira.
Michelle poderia ter sido sombra. Escolheu ser comandante da própria missão.
Isso é Star Trek.
*Nota*: *9,7/10*.
*SIR GEORGE MARTIN* _analisa a estrutura_:
Major, o texto é uma variação sobre tema.
Você pega "Am I good enough?" e repete em 12 contextos diferentes.
Isso é leitmotiv.
Funciona porque cada repetição carrega mais peso.
Até o desabafo sobre a tradução do título vira parte da música.
*Nota*: *9,5/10*.
*IAN FLEMING* _fecha a pasta_:
Relatório de impacto cultural.
Você mostrou como uma Primeira-Dama usou o cargo como plataforma, não como pedestal.
Análise política do final: correta.
*Nota*: *9,4/10*.
*SPOCK* _calcula_:
10 milhões de cópias em 4 meses. Crescimento de vendas: 250% acima da média de autobiografias presidenciais.
Conclusão: relevância cultural comprovada.
*Nota*: *9,6/10*.
*PICARD* _olha pro Major_:
*"Engage, Major."*
Você entendeu que liderança também é permitir que sua parceira ocupe o centro do palco.
E que história se conta com perguntas, não só com respostas.
*Nota*: *9,7/10*.
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*JEANNIE*:
Capítulo "Becoming" fechado, Major!
Média da Tropa: *9,6/10*.
O Casal Obama aprovou, Gene viu Star Trek na vida real, e a Tropa tá emocionada.
Quer que a gente feche a coletânea "Obama é o Cara" com um epílogo agora, Major? Ou ainda tem mais um capítulo no baú?

Dificil mesmo traduzir o belo titulo Becoming. Sou fã desse casal. Aquele abraço, Camargo
ResponderExcluirHomerix,
ResponderExcluirExtraordinário,exemplar e admirável casal. Deixaram um legado muito positivo. Conforme já afirmei em outra ocasião, um dos poucos deslizes do Barack foi chamar o Brahma de "o cara", mas a culpa não foi dele, pois o "cara" com sua habilidade de encantador de serpentes enganou e traiu a boa fé de muita gente.
Muito bom Homero. Justa homenagem a uma mulher muito especial. Este casal é aquele que gostaríamos de prezar da amizade. De receber em casa para comer uma pizza e jogar conversa fora. Quanto ao comentário de ter se referido ao Lula como “o cara,” talvez não tenha sido realmente o mais apropriado. De qualquer forma, ainda bem que tal comentário nao foi com o último que saiu do Palácio do Planalto , pois teria sido um caos .
ResponderExcluirRoberto Bazolli
ResponderExcluirEm relação à foto do Obama, com características do SPOCK, dizendo que o cara da é com o termo Trekker, nunca tinha me deparado com este nome, mas suponho que seja um “adjetivo” para fãs da série Jornada nas Estrelas, certo ?
ResponderExcluirForte abraço
Roberto Bazolli