À esquerda, como poema,
Descrevo um pouco dos fatos.
À direita, o mesmo tema,
Em meus posts correlatos.
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Tá chegando 2012!!
Ah, como o tempo passa!
Mas nada de muita pose
Quando levantar a taça!
Dizem que é o fim do mundo!
Foi até pro cinema,
E se pensar um segundo,
Temos mesmo um problema!
Mas a realidade inibe...
O sonhar, contido....
Estamos a mil léguas
De sermos uma nação,
Pois seguimos dando tréguas
À deslavada corrupção!
O poder deles é enorme!
Inda mais quando se conta
Com uma massa disforme!
Pois enquanto o movimento
Contra a podre corrupção
Chama milhares ao evento,
Pro dos gays vem um milhão!
Um insulto ao brasileiro!
E ainda trouxe pro baralho
Seu menino careteiro!
Nos salvar de todo o mal
De vez em quando desvia...
Qual é a tua, afinal?
E só quer saber de blindagem
Contra Calmon e as tropas
Que investigam a sacanagem!
Teve até uma faxina
De alguns ministros sacanas.
Mas eles voltam à rotina
E nem devolvem a grana!!
Mas seguimos na luta
Com as armas que se tem.
Mantendo uma conduta
Rumo ao certo e para o bem.
Há bandidos de uniforme
E quem com eles bole
Pra sempre agora dorme
Como a juíza Acioli.
Mas há também os honestos
Que honram a corporação,
A quem envio os protestos
De estima e consideração.
Recusaram toda a grana,
Cumpriram a obrigação,
E colocaram em cana
O traficante NEM chefão!
A Rocinha foi, então,
Facilmente ocupada!
Repetiu-se o Alemão.
Vem UPP na parada!
É momento de refletir
Sobre o que se fez de errado
De forma a não repetir.
Aproveite o aprendizado.
Foram momentos de aflição,
Duas situações de guerra:
O terremoto no Japão,
E as chuvas aqui na serra.
Em enfrentar Tsunami!
Mas no Rio nada acabou.
São 10 meses de vexame!
A gente tenta apreciar
A intenção desses senhores,
Mas como negociar
Com bueiros voadores?
Surgiram matadores
Em vários pontos do planeta
Um real circo de horrores,
Eles queriam vendetta.
Quando era mais novinho.
Na Noruega, dos intrusos,
Que invadiram seu ninho.
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Fabiana e sua vara
Nos colocaram em cena!
Vamos ver se se equipara
À bela russa Yelena!
Precisou-se muita reza
Pra não desmanchar o elo
Da carreira de nosso César,
Que foi do inferno ao Cielo!
Em um semestre perfeito
Não teve pra ninguém
Joga bola esse sujeito!
Que até Deus duvida.
Mas depois, foi incrível!
E perdemos a partida.
Não engrenamos mais.
Foi vexame no Japão!
Ano que vem, a gente faz!
Lembra muito Cassius Clay!
Que com ele se depara,
Está enfrentando um rei!
O mundo entrou em crise.
PIIGS são bola da vez.
E sempre é bom que se frise:
Vem aí o dragão chinês!
Tiveram algumas conquistas!
E lá se foram 10 anos
Dos ataques terroristas!
E para quebrar o feitiço
Os SEALs mataram Osama.
Mas nem ainda por isso
A coisa tá boa pro Obama!
Como estava em seus planos,
Mas é duro agüentar o ataque
De doidos republicanos!
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Lá também, o Capital Recebeu sério convite: Distribuam mais igual, Gente da Wall Street! Pro árabe, a primavera Teve outra conotação, Pois de repente, a galera Entrou em séria ação! E derrubaram governantes Na Líbia, Tunísia, Egito, e em países em que antes, Seu poder era restrito. Um deles, até à cova, Como o líbio Muamar! E outros levarão uma sova Como o sírio Bashar! E Chávez, o ditador, na falta de substância, Diz que Obama é causador De tumores à distância! --- O cinema de Hollywood Teve um ano especial! Assisti o quanto pude, E fiz cobertura total! Mas eu nem sei se gostei! Quem levou o conflito Foi o Discurso do Rei! Dois sucessos do Brasil: O segundo Tropa de Elite, E a animação gráfica RIO! Foi-se Amy Winehouse. Não vamos poder mais vê-la, Pois tornou sua vida um caos. Mega shows pelo Brasil Muitos falaram ‘Eu Vou’ Mas eu não fui ao Rock In Rio E o que é pior, Justin Bieber! Não merece o frenesi, Segundo este (ho)mero escriba! Para o nosso rei Roberto O ano foi tudo bem! No Jô, foi de peito aberto, E emocionou em Jerusalém! Na TV, a ótima Fátima Deixou o Bonner pateta! Só não foi maior a lástima, Pois entrou Patrícia Poeta! Partiu pro andar de cima O grande Zé Vasconcellos! Deixou uma obra-prima, Por enquanto, sem paralelos! E no humor, quase partiu Chico Anísio, genial! Mas de novo sucumbiu! Que saia logo do hospital! E pra mim teve um momento De ouro de muito quilate: Em novembro, o lançamento Do livro A Arma Escarlate! Tem muito mais a dizer, Mas vou ficando por aqui! Tudo de bom pra você, Sem nenhum 'abacaxi'! Pensando bem, sim, faz pose! Para o ano agora entrante! Desejo que 2012 Lhe seja um ano brilhante!!
FELIZ 2012
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Resenha em verso. Novidade, boa, para mim. Mais agradável de ler, fica divertido. Mesmo comentando sobre as partes chatas do ano. Esto aqui pensando se lembro de alguma coisa comigo, em especial. Nada! Acho que tivemos terremoto em 2011.
ResponderExcluirJeannie resume
ResponderExcluirA Radiografia em Prosa de 2011: Do Fim do Mundo ao Despertar das Ruas e dos Ringues
O ano de 2011 caracterizou-se pela transição de lideranças globais, convulsões sociais no Médio Oriente, escândalos e "faxinas" políticas no Brasil, além de um ano cinematográfico e desportivo de altíssima voltagem.
1. A Profecia Maia e a Realidade Económica Brasileira
O ano civil correu sob o fantasma pop da profecia do calendário Maia, que estipulava o fim do mundo para dezembro de 2012 — um tema que invadiu os cinemas mundiais. No plano económico, o Brasil celebrou a conquista estatística de se tornar o sexto maior PIB do mundo, ultrapassando formalmente o Reino Unido. Contudo, o poema avisa que a realidade social inibia o sonho, pois o país continuava a dar tréguas à deslavada corrupção.
O cronista expõe um paradoxo de mobilização das massas nas ruas: enquanto os protestos da sociedade civil contra a corrupção parlamentar reuniam escassos milhares de pessoas, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo arrastava mais de um milhão de cidadãos para as avenidas.
2. O Lodaçal do Congresso, a Faxina de Dilma e o STF
A política nacional fustigou a sensibilidade pública com o regresso de Jader Barbalho ao Senado, após ter renunciado anos antes para evitar a cassação, trazendo consigo o seu filho Helder Barbalho (mencionado no trocadilho "seu menino careteiro"). No governo federal, a Presidente Dilma Rousseff iniciou a sua célebre "Faxina Ministerial", demitindo sucessivos ministros envolvidos em escândalos de desvios de verbas (como Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi e Pedro Novais), embora o texto sublinhe a impunidade dos que voltavam à rotina sem devolver o dinheiro público.
No Judiciário, o STF foi criticado pelo bardo por ensaiar manobras de blindagem corporativa para travar as investigações lideradas pela corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra Eliana Calmon, que havia denunciado a existência de "bandidos de toga" na magistratura.
3. A Barbárie no Asfalto, a Morte de Patrícia Acioli e a Queda de Nem da Rocinha
A segurança pública viveu momentos de horror e de heroísmo cívico. A 11 de agosto de 2011, a juíza Patrícia Acioli, conhecida por combater com rigor as milícias e os polícias corruptos ("bandidos de uniforme"), foi brutalmente assassinada com 21 tiros à porta de casa, em Niterói, por polícias militares que ela própria investigava.
Em contrapartida, a corporação lavou a honra em novembro: polícias honestos recusaram subornos milionários e capturaram, escondido na mala de um carro, o traficante Nem da Rocinha (Antônio Francisco Bonfim Lopes), o chefe absoluto do crime na comunidade. A prisão facilitou a ocupação pacífica da Rocinha pelas forças de segurança para a instalação de mais uma UPP, repetindo o sucesso do Complexo do Alemão em 2010.
4. As Tragédias da Natureza: O Show do Japão e o Vexame na Serra
No campo climático, o mundo assistiu chocado ao sismo e ao tsunami de Tohoku no Japão, a 11 de março, onde os japoneses deram um show de resiliência e civilidade para conter o desastre nuclear de Fukushima. O contraste com o Brasil foi doloroso: a Região Serrana do Rio de Janeiro enfrentou a maior catástrofe climática da história do país em janeiro, com enxurradas e deslizamentos que mataram mais de 900 pessoas. Dez meses depois, a reconstrução era um vexame político. Na capital fluminense, o cidadão ainda tinha de conviver com o absurdo dos bueiros voadores da Light, que explodiam nas calçadas devido a falhas na rede subterrânea de gás e eletricidade.
No noticiário internacional de crimes e vendettas, o ano registou o massacre na escola de Realengo, no Rio de Janeiro, perpetrado por um antigo aluno, e o terrível duplo atentado na Noruega levado a cabo pelo extremista Anders Breivik, que chocou o planeta ao assassinar 77 pessoas na ilha de Utoya e em Oslo.
Jeannie resume Parte 2
ResponderExcluir5. O Salto com Vara, o Drama de Cielo e o Ano Espetacular do MMA
No desporto, a saltadora Fabiana Murer conquistou a medalha de ouro no Mundial de Daegu, colocando a sua vara na cena internacional para rivalizar com o mito da russa Yelena Isinbaeva. Nas piscinas, o velocista César Cielo enfrentou um duro drama de bastidores ao testar positivo num controlo antidoping por diurético; precisou de muita reza e assessoria jurídica para conseguir a absolvição no Tribunal Arbitral do Desporto e conquistar o ouro no Mundial de Xangai, indo "do inferno ao Cielo".
Nos ringues, o lutador brasileiro Anderson Silva consagrou-se definitivamente como o rei absoluto do UFC ao nocautear Vitor Belfort com um pontapé frontal histórico no primeiro assalto, com uma postura cénica e uma agilidade que o bardo compara ao lendário pugilista Cassius Clay (Muhammad Ali).
6. O Drible de Deus de Neymar e o Vexame no Japão
O futebol brasileiro foi dominado pelo talento do jovem Neymar, que liderou o Santos na conquista da Taça Libertadores no primeiro semestre. Na mítica partida contra o Flamengo (o histórico 5 a 4), o atacante marcou um golo impossível que lhe valeu o prémio Puskás da FIFA.
Contudo, o encerramento do ano trouxe a aflição e o vexame no Japão: em dezembro, na final do Mundial de Clubes da FIFA em Yokohama, o Santos enfrentou o Barcelona de Lionel Messi e foi atropelado por uma goleada impiedosa de 4 a 0, provando que o planeamento dos meninos da Vila ainda não tinha engrenado diante do futebol europeu.
7. Os PIIGS, os 10 Anos do 11 de Setembro e o Sapato de Ouro dos SEALs
Na economia global, o centro da crisis deslocou-se para a Europa com o colapso fiscal dos países periféricos da Zona Euro — batizados com o acrónimo pejorativo de PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha) —, enquanto o dragão da economia chinesa continuava a crescer. No plano geopolítico, o mundo relembrou os 10 anos dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
O grande feito militar da administração de Barack Obama deu-se a 2 de maio de 2011, quando a equipa de elite dos Navy SEALs invadiu um complexo em Abbottabad, no Paquistão, e assassinou o terrorista Osama bin Laden ("mataram Osama"). Contudo, a vitória não salvou o presidente americano da lama fiscal interna, tendo de enfrentar a oposição feroz dos republicanos no Congresso, a retirada das tropas do Iraque e o surgimento do movimento popular "Occupy Wall Street", que exigia a distribuição da riqueza acumulada pelo capital financeiro.
Jeannie resume Parte 3
ResponderExcluir8. A Primavera Árabe e os Tumores à Distância de Chávez
O Médio Oriente foi sacudido pelo fenómeno revolucionário da Primavera Árabe. A revolta popular derrubou ditaduras históricas na Tunísia (Ben Ali) e no Egito (Hosni Mubarak). O desfecho mais sangrento deu-se na Líbia, onde o ditador Muammar Kadafi foi capturado e morto numa cova em Sirte, em outubro, enquanto a Síria mergulhava numa violenta guerra civil contra as tropas de Bashar al-Assad.
Na Venezuela, o presidente Hugo Chávez, enfrentando o avanço do seu próprio cancro e na falta de substância ideológica, disparou uma das suas mais bizarras teorias da conspiração, acusando a Casa Branca e Barack Obama de terem desenvolvido uma tecnologia capaz de inocular tumores à distância nos líderes de esquerda da América Latina.
9. O Cinema de Hollywood e o Silêncio d'O Discurso do Rei
No ecrã grande, o bardo realizou uma cobertura total da temporada de premiações de Hollywood. Embora o sombrio e febril Cisne Negro (com Natalie Portman) fosse o grande favorito da crítica, a grande consagração na noite dos Óscares coube ao drama histórico britânico "O Discurso do Rei", que levou as estatuetas principais.
A nível nacional, as telas foram dominadas pelo sucesso avassalador de bilheteira de Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro, de José Padilha, e pela belíssima animação gráfica Rio, realizada por Carlos Saldanha, projetando as cores do Brasil para o mundo.
10. A Perda de Amy, o Rock in Rio e as Novas Cadeiras da TV Globo
A música ocidental perdeu uma das suas vozes mais brilhantes e trágicas a 23 de julho de 2011, com a morte de Amy Winehouse aos 27 anos, vítima de uma paragem cardíaca provocada por abuso de álcool após anos de caos na vida privada. No Brasil, o festival Rock in Rio regressou à sua cidade natal em setembro, atraindo megashows como Coldplay e Red Hot Chili Peppers. Fora do festival, o país acolheu concertos históricos de Elton John, Eric Clapton, Ringo Starr e Paul McCartney. As críticas do bardo pouparam o Rei Roberto Carlos, que brilhou num concerto histórico gravado em Jerusalém, mas castigaram as visitas e o frenesi comercial em torno das estrelas pop juvenis Britney Spears e Justin Bieber.
Na televisão brasileira, a grande dança das cadeiras deu-se no jornalismo da Rede Globo: a apresentadora Fátima Bernardes anunciou a sua saída do Jornal Nacional após catorze anos na bancada ao lado do marido William Bonner, abrindo espaço para a entrada da jornalista Patrícia Poeta no principal telejornal do país. O humor chorou as perdas do genial comediante Zé Vasconcellos, mestre do stand-up pioneiro que partiu para o andar de cima, e acompanhou com aflição os internamentos do mestre Chico Anysio, que lutava bravamente no hospital contra complicações respiratórias.
11. O Orgulho do Livro e a Rima Espontânea
Para o bardo Homero Ventura, o ponto dourado e de maior quilate do ano deu-se em novembro, com o orgulhoso lançamento físico do livro da sua filha Renata Ventura, a aclamada fantasia juvenil "A Arma Escarlate", consagrando a veia artística da família no mercado literário.
Mantendo a leveza do esquema ABAB, as suas quadrinhas dispensam o rigorismo métrico formal para fazer correr a crônica de e-mail com o ritmo de uma conversa descontraída entre amigos. O senhor entregou 50 estrofes exatas com soluções fonéticas divertidas e descontraídas, fechando o texto com o terno abraço coletivo assinado em nome de toda a Família Ventura: Homero, Neusa, Felipe e Renata.