sábado, 23 de janeiro de 2021

Good Day Sunshine! Paul está in love!!!

Esta canção abre o Lado B do álbum Revolver 

a história do álbum, cenário, assuntos e canções, aqui neste LINK

É uma de 27 canções de Paixão por Garotas

as demais 26 canções do mesmo Assunto e Classe, aqui, neste LINK

Atenção, canções com títulos em vermelho 

são links que levam a análises sobre elas

8. Good Day Sunshine  Love Girl Song by Paul McCartney)

Paul está feliz "Estou apaixonado e sei que ela é minha! Bom dia, Sol! Bom dia, Sol!"  
Segunda canção de amor de Paul em Revolver, única classe e assunto que se repete no álbum!  A outra é a estupenda Here, There and Everywhere. As duas foram feitas sob o sol, ao largo da piscina da casa de John, que teve pouquíssima participação em suas letras. E, falando em sol, é a segunda canção Beatle que leva o sol no nome e, a partir desta, Paul perde o monopólio iniciado com I'll Follow The Sun, e passa a bola pra George e John que dão boas-vindas ao Astro Rei em Here Comes The Sun e Sun King, ambas em Abbey Road. O clima de todas as outras canções do revolucionário álbum é bem menos upbeat (pra cima), menos leve, aliás, o próprio Paul tem canções densas como For No One e Eleanor Rigby, e mesmo Got To Ge You Into My Life, aparentemente outra canção de amor, não é nada disso, verão em breve!
Bom, interrompendo as curiosidades, vamos à letra! Quer um resumo em poucas palavras? Paul passeia no parque ao sol, e está feliz com sua namorada! E eu digo namorada, pois seu amor no momento, era Jane Asher, a atriz com quem tinha um relacionamento aberto, já comentado em diversas canções. A canção não tem pontes, apenas versos (2,5) e refrões (5x3 "Good day, sunshine!"). A razão do 'meio' verso da contabilidade, é porque a outra metade daquele segundo verso não tem letra, mas um excepcional solo de piano, tocado por quem? Deixo um pequeno mistério, a ser esclarecido mais adiante! As regras Beatle de composição estão presentes, pois os versos têm letras diferentes e as rimas são ricas, em sua maioria, "out-about-down-ground-tree-me-fine-mine", a escorregada ficando por conta da paupérrima "way-day". 
Good Day Sunshine tomou apenas uma sessão de gravação para ser concluída pelos rapazes. A base foi Paul ao piano, George no baixo e Ringo na bateria, ué, cadê John? Bem John aparece nos overdubs, usando boca e mãos! A boca, com sua voz harmonizando os vocais dos refrões juntamente com George. As mãos, batendo palmas, juntamente com os outros três, note que elas começam durante o solo de piano, em um ritmo, que é mantido no próximo verso, mas dobram a velocidade nos refrões finais. Fundamentais! Ringo acresce um pandeiro ao longo de toda a canção e, finalmente,  vem o solo de piano, complementando o segundo verso, tocado magistralmente por quem, Quem, QUEM? Raimundo Nonato? Não, claro, foi o Maestro George Martin, descendo do aquário para brilhar, num piano, acelerado para assemelhar o som a um Honky Tonky, como faria dali a dois anos em Rocky Racoon! Não chega a ser uma obra-prima como a que fez em In My Life, mas é fenomenal! Não se pode deixar de destacar o piano base tocado pelo autor Paul com muita competência, imprimindo um tom alegre à canção, ao longo dela toda, e só interrompido para o solo entrar. 
Os Beatles nunca a tocaram ao vivo, mas Paul, ah, o velho Paul, a colocou em status estratosférico! Quase 40 anos depois, Good Day Sunshine foi tocada ao vivo para uma Estação Espacial. Em novembro de 2005, em uma das ‘performances’ do show da US Tour, em Annaheim, California, Paul e sua banda acordaram os astronautas da Estação Espacial Internacional pela primeira vez com uma performance ao vivo. Normalmente, os astronautas são acordados por música gravada. Daquela vez, o foram por uma canção muito apropriada para quem está acordando com a luz do sol batendo firme nos olhos, como nenhum outro ser humano pode apreciar. Veja o LINK: lá no alto, dois astronautas, um americano, que dava piruetas de felicidade, em gravidade zero, ao lado de um soviético que parecia não estar lá muito bem entendendo o que se passava. A outra canção foi English Tea, do disco solo daquele ano!
 


sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

She Said She Said: You don't understand what I said. I Said: No No No you're wrong...

Esta canção é a última do Lado A do álbum Revolver 

a história do álbum, cenário, assuntos e canções, aqui neste LINK

É uma de 19 canções sobre da Classe DR, das canções sobre Garotas!

as demais 18 canções do mesmo Assunto e Classe, aqui, neste LINK


7. She Said She Said (Dtr Girl Song by John Lennon)

John argumenta "Ela disse: Você não entendeu o que eu disse.' Eu disse: 'Não, não, não. Você está errada! Quando eu era um garoto, tudo era certo, tudo era certo."  

Olha, sempre gostei dessa canção, sua guitarra pesada, a bateria inspirada, a valsinha lá no meio, o vocal de John (como sempre), e tal, e sabia algo da inspiração, mas apenas recentemente, atinei para a interessantíssima história de sua gravação.
Vamos à ordem natural da coisa: a inspiração! Os Beatles estavam na turnê americana de 1965, e descansavam num resort na Califórnia, rodeados de convidados famosos e convidadAs, algumas delas estrelas da revista Playboy, sabem o que eu quero dizer. John e George haviam experimentado LSD em New York, e estavam com a firme intenção de trazer Ringo e Paul para a mesma ‘viagem’. Foram bem sucedidos com Ringo, mas Paul (Paul? Cadê Paul?) resistiu, mas viria a viajar posteriormente. Enfim, o ambiente era de sexo, drogas e até rock and roll, este último só na inspiração, os outros dois, direto! Peter Fonda, ainda antes de Easy Rider, era um dos convidados e, a cada cinco minutos, dizia: “Eu sei o que é estar morto!” Foram muitas as vezes, John se encheu da lúgubre companhia dele, mas guardou a frase “I know what is like to be dead” e respondeu na última vez “You make me feel like I’ve never been born”, que ele guardou no bolso também, mas só no ano seguinte, vieram a melodia e o resto da letra, com alguma colaboração de George, na ponte! Paul? Cadê Paul? John resolveu colocar as palavras de Fonda na boca de uma mulher (“She said”), e a canção virou uma DR de casal. O primeiro verso é “I Said” tra-la-lá, o segundo verso é “She said” tra-la-lá, “eu disse, ela disse”, pronto, típica DR, inclusive na ponte, que está expressa no título do post, e traduzida aqui em cima, no caput!!! Depois da ponte, vem um terceiro verso, com letra diferente, olha a norma Beatle em ação, sem repetição. Já em rimas, são poucas, e todas num único fonema “éd”, veja: “said-dead-sad-mad-head”. Depois da repetição da ponte, vem um quarto verso, porém como repetição do terceiro. Isso é permitido no manual, hehe...
Agora, o inusitado. Veja o cenário!  
A última sessão de gravação de Revolver fora em 17 de junho. No dia 21, os quatro Beatles foram a Abbey Road para acompanhar a primeira sessão de mixagem. Numa bela hora, alguém reparou: "Gente, tem só 13!!". Era quase regra que os LPs deles teriam sempre 14 canções (apenas A Hard Day's Night tivera 13, mas eram TODAS Lennon/McCartney). Todos os olhos se voltaram para John! E ele não decepcionou: "Tenho esta musiquinha aqui!" e cantarolou She Said She Said, para estupefação geral. E 'bora descer pro estúdio. Eram 7 da noite, após um dia inteiro de mixagem!!! Mal Evans coletou guitarras dos armários, montou bateria e bora ensaiar, não era o plano, o chão de estúdio estava vazio, varrido, encerado, pronto pra próxima banda dia seguinte. Não tinha outra data... dois dias depois eles partiriam pra excursão à Alemanha, Japão e Filipinas! Bem, ensaiaram, ensaiaram, ensaiaram, perto de 25 vezes até John mandar ligar o gravador. E gravado ficou: John na guitarra base, George no baixo, Ringo na bateria. Paul? Cadê Paul? E depois foram três takes até John considerar ok!! E então vieram os overdubs. George na guitarra solo, mais George em sua guitarra 'indiana', Ringo no chocalho, e John no órgão Hammond (uma nota só ao longo de toda a canção). Paul? Cadê Paul? E veio o magnífico vocal de John e o magnífico backing vocal de George e ... Paul? Cadê Paul? 
Pois é... algo houve durante os ensaios, alguma desinteligência sobre os arranjos, entre o baixista Paul tentando dar o melhor de si para a canção que acabara de apender, e John, seu exigente compositor, e Paul disse: "Oh, f##k you!". Pode até ter acontecido o diálogo do título do post, trocando "She saidpor "He said", claro, no começo da discussão! Uma verdadeira DR entre amigos, com o abandono de um deles do pedaço. Os três remanescentes olharam um para o outro e disseram: "Well, we'll do it". E George assumiu o baixo, deixou a guitarra para os overdubs, deu o melhor de si. Depois dos overdubs, de volta à mixagem, mais um par de horas, e She Said She Said estava pronta, às 4 da manhã do dia seguinte, sem NENHUMA participação de Paul! Foi a primeira vez que isso aconteceu!
Mas olha, sabe aquela característica dos cegos, que compensam um pouco sua desventura, com uma audição, e um olfato privilegiados, ou um surdo em relação à audição e visão? Foi o que aconteceu em She Said She Said. Ringo e George mostraram ápices de suas competências na bateria e guitarra e compensaram a ausência do amigo. No baixo, George foi apenas burocrático no baixo, afinal não era sua physique-du-role, mas ele extrapola na guitarra, distorcido, presente, arriscando, ecoando as notas de John nos versos. E note como Ringo está agressivo em sua bateria, praticamente acompanhando as notas do vocal de John, e nos ecos de George na guitarra, e depois especialmente vigoroso nos pratos, e depois mudando o tempo para um 3 por 4 na ponte em valsa, e depois no final, acelerando a bateria, um show, considerada seu melhor desempenho até então. E George também super-atuante na harmonia vocal, fazendo a gente nem sentir falta do vocal agudo de Paul! 
E como é que uma canção de última hora, gravada às pressas e com discórdia na banda chega a tamanha repercussão? É porque era John Lennon, é porque era Beatles. She Said She Said foi considerada, juntamente com I'm Only Sleeping (já analisada) e Tomorrow Never Knows, que fecha o álbum (a ser analisada por este escriba), como o tripé inaugural da era psicodélica. E não ficou por aí, a unanimidade de recepções positivas atingiu ninguém menos que o Maestro Leonard Bernstein, admirado pela mudança no tempo (lembrem da valsa na ponte). Vou deixar aqui sua declaração original: "... remarkable song ... and demonstrated its shift in time signature as an example of the Beatles' talent for inventive and unexpected musical devices in their work". Então, é tão marcante essa mudanã de tempo, que eu fiz questão de deixar aqui pra vocês, neste LINK. 
Para finalizar, procurava eu por uma imagem para ilustrar o post e encontrei essa capa de compacto, que unia She Said She Said e Good Day Sunshine, justamente a canção que virá em seguida, e achei-a perfeita para ilustrar a presença de Paul, com uma breve edição de minha parte. Afinal, são duas canções com sete Beatles tocando, então, na média, três e meio em cada uma (ah, as estatísticas...), e o Beatle pela metade está bem claro em minha edição! Só não consegui achar aonde esse single foi lançado! Quando algum especialista me informar, eu corrijo aqui!! Essa é a beleza do blog!! Sempre disposto a  aceitar alterações!

 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Aperitivo de Abbey Road

Em um grupo WApp de aposentados (nem todos) de que participo, começaram a falar de um ex-colega culto, excelente profissional, que era eclético, com interesses em variados temas culturais, inclusive mantinha um tabuleiro de xadrez em que jogava na hora do almoço com quem aparecesse. 

Nome: Alberto 

Apelido: Big Jack!

Imediatamente, pedi que me passassem o contato para incluí-lo no grupo, que tem tema livre, sem política, e preferencialmente sem amarguras de aposentado. Assim o fiz e lhe dei as boas-vindas. E logo mostrou sua arte, com quadros muito bem pintados, e eu nem sabia daquela sua faceta!

Como todo dia tem um texto meu sobre Beatles, ele ficou positivamente tocado pela informação e estilo, declarou meu blog ser um ‘refrigério’ (adorei!) e disse: ‘Não vejo a hora de chegar 'Abbey Road!’.  Eu disse que aguardasse, que chegaria lá por abril, mas perguntei: 

‘Quer um aperitivo?’

ele disse: ”Claro!” e eu dissertei:

“É o seguinte, amigo, você chegou tarde neste Latifúndio do Homerix.

O que você está lendo de minha lavra é a terceira fase de minha Saga

O Universo das Canções dos Beatles

E eu nem sabia, a seu início, que ela teria 3 fases.

Meu objetivo inicial, e único até então, era destrinchar os assuntos das letras dos Beatles.

E lá se foram 30 Capítulos!

Só que senti necessidade de fazer estatísticas... e vieram mais 6.

E então veio a vontade de esmiuçar os álbuns.

Foi quando você chegou, e já no sétimo.

Você diz que anseia por Abbey Road, e eu te prometi pra abril.

Mas até lá, você pode ter um aperitivo.

A primeira fase classificou as 185 canções com letras dos Beatles em Grupos, Assuntos e Classes.

E eu já escrevi alguma coisa sobre cada uma delas!

Claro que não está no nível estas últimas análises desta terceira fase!

Mas é um aperitivo!

Veja como ficou o quadro de Abbey Road:


 

E veja abaixo este link resumo, que tem a lista dos Capítulos de minha saga até agora.

https://blogdohomerix.blogspot.com/2020/09/the-beatles-o-universo-das-cancoes.html

Então, se você quer ler o aperitivo sobre “Mean Mr.Mustard” você clica no link do Capítulo 18, das Canções da Classe 'Funny’ das Story Songs. Ali você encontra também as outras 3 da mesma Classe, de Abbey Road. E também as demais 3 histórias engraçadas em canções dos Beatles, aliás, todas no Álbum Branco!u

E assim por diante: quer ver The End, vá ao Capítulo 14 e veja o que já escrevi sobre ela, e  também sobre as outras 3 World Seech Songs!

E assim por diante!

Prometo que pra todas elas, haverá ampliação da análises nos moldes atuais!


Yellow Submarine, Captain, Full speed ahead!

 Esta canção é a 6ª do Lado A do álbum Revolver 

a história do álbum, cenário, assuntos e canções, aqui neste LINK

É uma de 9 canções que contam Histórias na forma de Contos

as demais 8 canções do mesmo Assunto e Classe, aqui, neste LINK


6. Yellow Submarine   Tale Story Song by Paul McCartney)

Paul conta na voz de Ringo: 'Na cidade onde eu nasci viveu um homem que viajava pelo mar. E ele contou sobre sua vida na Terra dos Submarinos!' 
Olhaí o Paul fazendo uma canção especialmente para Ringo brilhar! Ele se deitou um dia e veio uma imagem colorida e depois um submarino, e uma canção alegre, para crianças, e a fez sem muita variação vocal, para propiciar um desempenho bom ao amigo, que não tinha lá um alcance muito brilhante. John contribuiu na letra, mas a melodia e o refrão 'We all live in a Yellow Submarine são de Paul. Recentemente surgiu uma novidade... John teria contribuído mais que isso... mas deixa pra história contar melhor!! 
Um amigo deles, Donovan, sugeriu o 'Sky of blue and sea of green' super poético. Esse cara é o mesmo quem ensinou a John, anos depois, o dedilhado de violão que acabou usando em Julia e Dear Prudence, portanto, ele pode se considerar já importante no cenário Beatle! Não se pode dizer que a letra seja um primor, pois só tem uma rima, e nem rica é, "green" com "submarine", dois substantivos (mesmo a cor, normalmente um adjetivo, está ali na classe substantivo). Mas está firme a política de não repetição: são 5 (cinco!) versos diferentes, sendo o terceiro pela metade, introduzindo a 'banda' e o quarto com um diálogo marinho (ver lá embaixo)! Uma curiosidade é que Ringo alterou um trecho da letra ao cantar. Estava escrito "Everyone of us has all he needs", mas ele cantou "has all we need", e assim ficou, mesmo errado!
A gravação teve dois dias distintos, no primeiro se dedicaram à canção itself, com John no violão, Paul no baixo, Ringo na bateria e George na pandeireta, hehehe, não tinha guitarra na gravação. Depois, Ringo acrescentou seu lead vocal, e teve o luxuoso auxílio do maior trio harmônico da história da música, aliás foi o único ser humano que teve esse luxo, em algumas oportunidades na carreira enquanto Beatle. A harmonia dos três aparece no refrão!

John, assim como todos, estava inserido no clima da canção e acrescentou um tempero fenomenal  ainda naquele primeiro dia de gravação. Foi por sobre o vocal de Ringo, já gravado, ele incorporou um demente e foi espelhando, ecoando o final de cada linha no verso final.  Geoff Emmerick o produtor ali do chão de fábrica, alterou o som de sua voz, para que parecesse saído de um megafone do alto de uma escotilha!  Algo assim: 

E deixo, em homenagem aos 90 minutos que dediquei a esta canção, um Áudio para explicar melhor este momento final. Neste LINK. 
Ainda assim, seria uma canção quase normal, mas no segundo dia de gravação, a coisa saiu fora de controle  ... que bom! Após uma parada de quase uma semana, por conta de uma doença de George Martin, mente vazia, oficina do diabo, os Beatles decidiram chamar amigos para participarem da gravação final. Vieram Marianne Faithful, Mick Jaegger e Brian Jones (dos Rolling Stones), Pattie Harrison, esposa do George, eles produzem aquele papo de fundo no segundo verso. Mal Evans (o eterno roadie) estava lá como sempre e alguns desconhecidos, dentre eles o próprio motorista dos rapazes. John e Paul assumem os papéis de Capitão e piloto do submarino "Full speed ahead Mr. Boatswain, full speed ahead, Full speed ahead it is, Sgt. Cut the cable, drop the cable, Aye, aye, Sir, aye, aye. Captain, captain". Vários efeitos sonoros foram criados, ondas do mar, apitos, sinos, latas, correntes, e até bolhas insufladas por John num balde d'água. Sons de motores, gritos de comando, e até uma banda de circo foi simulada, após o "and the band begins to play", não, não era uma banda de metais contratada, mas um som vindo do banco de sons da EMI. Todos que estavam no estúdio entraram no singalong do refrão, e Mal Evans, o gigante gentil  (1,97 m), conduziu a todos portando um tambor daqueles da frente de banda marcial, até porque é  uma marcha mesmo, puxando uma fila indiana pelo estúdio e todos cantando 'We all live in a yellow yubmarine, a yellow yubmarine, yellow yubmarine!'. Uma festa, saudada por John em entrevista posterior: "We virtually made the track come alive in the studio." Pena que não há registro em vídeo da efeméride.   
A canção foi lançada em compacto Lado A (a única vez que Ringo estrelou um compacto), tendo Eleanor Rigby no Lado B, na verdade, um duplo Lado A. Foi o primeiro compacto em que os Beatles lançaram músicas que já estavam em um LP, Revolver, lançado no mesmo dia. O single chegou ao primeiro lugar no Reino Unido, mas 'apenas' ao Número 2 nos EUA, porque coincidiu com a repercussão da fala de John sobre Jesus Cristo e consequente banimento das rádios em alguns estados do sul.   
 
Paul conseguiu seu intento de criar uma canção infantil, porque ela é, de longe, a canção mais lembrada e cantada por crianças, até hoje, em todo o mundo, e responsável, em parte, pela penetração de Beatles na juventude, porque eles vão crescendo e depois conhecendo outras canções, se os pais forem preocupados o suficiente com o gosto musical dos filhos. Mas o que Paul não esperava, certamente não estava em seus planos, não a fez com essa intenção, que a canção tivesse tanta repercussão em movimentos de contracultura, a atmosfera colorida, o convite a viajar até o sol, muito daquilo até foi considerado um convite às drogas. A coisa chegou a um ponto de a canção ser usada em  manifestações anti-Guerra do Vietnam na época, e segue sendo até hoje, contra governos fascistas. Tão marcante foi o legado da canção que dois anos depois, ela foi tema do quarto filme dos Beatles, na verdade, uma animação psicodélica da maior qualidade com grande receptividade de crítica e público. E, atrelado ao filme, um LP inteiro, na verdade, um lado dele com canções dos Beatles que aparecem no filme (menos Nowhere Man), quatro delas inéditas e o Lado B, com as canções clássicas lindas da trilha, criadas pelo Maestro/Criador/Gênio George Martin. Os brasileiros não poderiam ficar sem sua versão, com letra nada-a'ver, mas ficou bonitinho! E perdoe o 'mal geito' dos erros gramaticais das legendas!! Foram Os VIPs, veja aqui neste LINK.

Star Trek - Jornada nas Estrelas

Em 30 de julho de 2022, morreu a Tenente Uhura! Nichelle Nichols, aos 89 anos! E eu disse: Rest in Peace ... in your last Star Trek! ____...