Capítulo 42, em capítulos
Esta é minha saga
O Universo das Canções dos Beatles
Capítulo 42, em capítulos
Esta é minha saga
O Universo das Canções dos Beatles
Sou casado e tenho dois filhos. Meus 65 já se foram, mas me sinto muito jovem. Mas sou 'old enough' pra ter visto Pelé jogar. Sou engenheiro civil, mas queria mesmo era ter sido engenheiro de som entre 62 e 70 na Abbey Road n°3. Sou Beatles desde Os Reis do IêIêIê. Sou Star Trek desde o 1° episódio.Sou James Bond desde Roger Moore (but Sean is the Best!). E sou Homerix, para os íntimos e virei locutor aos 64, falando sobre a paixão maior, justamente "when I turned sixty-four!"....
Capítulo 42
Esta é minha saga
O Universo das Canções dos Beatles
Sou casado e tenho dois filhos. Meus 65 já se foram, mas me sinto muito jovem. Mas sou 'old enough' pra ter visto Pelé jogar. Sou engenheiro civil, mas queria mesmo era ter sido engenheiro de som entre 62 e 70 na Abbey Road n°3. Sou Beatles desde Os Reis do IêIêIê. Sou Star Trek desde o 1° episódio.Sou James Bond desde Roger Moore (but Sean is the Best!). E sou Homerix, para os íntimos e virei locutor aos 64, falando sobre a paixão maior, justamente "when I turned sixty-four!"....
Esta canção fecha o álbum Revolver
a história do álbum, cenário, assuntos e canções, aqui neste LINK
É uma de 5 canções sobre Drogas, na Classe Viagem
as demais 4 canções do mesmo Assunto e Classe, neste LINK
Atenção, canções com títulos em vermelho
são links que levam a análises sobre elas
14. Tomorrow Never Knows (Trip Acid Song by John Lennon)
John viaja: 'Desligue sua mente, relaxe e flutue correnteza abaixo, isso não é morrer, isso não é morrer. Renuncie a todos os pensamentos, renda-se ao vazio, isso é brilhar, isso é brilhar. Ainda você pode ver o significado de dentro, isso é ser, isto é ser'
John tirou inspiração do Livro Tibetano dos Mortos, na visão de Timothy Leary, o guru dos anos 60, defensor das propriedades terapêuticas do LSD. Pronto! Nem preciso mais justificar minha classificação, né! O nome da canção foi por muito tempo Mark 1, depois The Void (que John não queria, porque atrelava ao estado da mente de um viajante do LSD - O Vazio), e acabou num malapropismo de Ringo, mais uma vez (remember A Hard Day's Night), que disse essa frase aparentemente sem sentido, que John adorou e adotou, mesmo não aparecendo na letra, coisa que aconteceu apenas em outras 6 canções na carreira (A Day In The Life, The Ballad of John & Yoko, Revolution 9, dele, e Love You To, The Inner Light e For You Blue, de George, Paul nunca se utilizou da prática). Estruturalmente, é uma sucessão de oito versos (sem ponte, sem refrão) diferentes, sendo um deles ocupado por um "solo"... mais abaixo explico as aspas... Rimas? Nenhuma! Mesmo os verbos em gerúndio, terminando em "ing" podem ser assim considerados. Aliás, com essa viagem, quem se importa com rimas? Renda-se ao vazio, desligue sua mente, renuncie à ignorância e ao ódio, amor é tudo, jogue o jogo da existência até o fim, do começo, do começo.Musicalmente, a canção é uma verdadeira revolução.... apesar de ser apenas um acorde, um MI Maior. Ela abriu os trabalhos de estúdio para o álbum Revolver, em abril de 1966, com os Beatles já dedicando bem mais tempo ao estúdio, ainda iriam excursionar, mas não teriam mais nenhum filme para tomar seu tempo. Então, começou a experimentação. Coincidiu com a promoção do Engenheiro de Som Geoff Emmerick a Produtor, e o álbum foi seu primeiro trabalho nesse papel. Ao mesmo tempo que tinha boas idéias, ele materializava os desejos dos rapazes. Por exemplo, John queria soar como um monge tibetano no alto de uma montanha, sugeriu até que colocassem-no pendurado de cabeça para baixo enquanto girava em torno do microfone, gravando (!!!). Emmerick arrumou uma solução menos radical, passando a voz de John por um alto-falante Leslie, uma geringonça enorme usada para órgãos, que teve um efeito espetacular na voz de John e na excepcional bateria de Ringo, ambos foram gravados no Leslie! Dá pra notar o efeito.
E a revolução passava por invenções! John estava cansado de gravar sua voz por cima de sua voz (pra deixar o som mais cheio, dá pra notar, por causa de pequenos desvios em canções anteriores), Emmerick encomendou a Ken Thousend, um colega engenheiro da casa, e ele apareceu com uma engenhoca eletrônica a que deram o nome ADT - Authomatic Double Tracking, que produz o efeito sem falhas. O ADT foi usado até o fim da carreira dos Beatles e 'exportado' para outros estúdios. Finalmente, a bateria de Ringo precisava ficar de acordo com o peso da canção, e Emmerick autorizou um microfone grudado na bateria, prática que era proibida, Ringo adorou, enfim, uma penca de novidades. Afora isso, foi a primeira vez em que tiveram a ideia de gravar a guitarra de George invertida, coisa que apareceu ao mundo em Rain, gravada depois, porém lançada em compacto antes do LP. Outra inovação foi o uso e abuso de tape loops: os quatro Beatles produziram sons em suas casas, e trouxeram no dia seguinte e que se materializaram na versão final. Parte dessa salada de sons foi utilizada no "solo", agora dá pra entender as aspas!! Pra completar, George trouxe um tambura, instrumento indiano que produz um zunido tipo zangão, e que abre a canção. Foi uma festa! E estavam todos animados com as experimentações!
A canção é considerada um marco na tecnologia de gravação! Geoff Emmerick ganhou um Grammy de Produção pelo álbum Revover, aos 21 anos de idade, ele era mais jovem que os Beatles!
Sou casado e tenho dois filhos. Meus 65 já se foram, mas me sinto muito jovem. Mas sou 'old enough' pra ter visto Pelé jogar. Sou engenheiro civil, mas queria mesmo era ter sido engenheiro de som entre 62 e 70 na Abbey Road n°3. Sou Beatles desde Os Reis do IêIêIê. Sou Star Trek desde o 1° episódio.Sou James Bond desde Roger Moore (but Sean is the Best!). E sou Homerix, para os íntimos e virei locutor aos 64, falando sobre a paixão maior, justamente "when I turned sixty-four!"....
Esta canção é a 6ª do Lado B do álbum Revolver
a história do álbum, cenário, assuntos e canções, aqui neste LINK
É uma de 4 canções sobre Drogas, na Classe História
as demais 3 canções do mesmo Assunto e Classe, neste LINK
Atenção, canções com títulos em vermelho
são links que levam a análises sobre elas
13. Got to Get You Into My Life (Story Acid Song by Paul McCartney)
Paul conta: 'Você não fugiu, você não mentiu, você sabia que eu só queria te abraçar. E caso tivesse ido embora, você saberia a tempo, nós nos encontraríamos de novo, pois eu lhe disse: Oh, você foi feita para estar junto de mim, Oh, e eu quero que você me ouça dizer que estaremos juntos todos os dias. Preciso ter você em minha vida.'
Perceberam a declaração de amor eterno? Quem seria a felizarda a quem era dedicada essa canção, uma verdadeira Love Song? Jane Asher, sua namorada? Bem, não foi bem assim. Muitos anos depois, Paul contou a verdade: era a maconha 'marvada', chamada de 'Pot' na boca pequena!!! Pois é, vamos voltar ao encontro com Bob Dylan que, aliás, pensava que eles já estavam na onda, porque na canção I Wanna Hold Your Hand, eles berravam 'I get high, I get high, I get hiiiiigh' hehe, na verdade, era 'I can't hide, I can't hide, I can't hiiiide'. Todos ficaram chapados, mas foi Paul quem descobriu o 'segredo do universo'. No meio da 'viagem', ele chamou Mal Evans, o roadie que sempre estava com eles, e pediu 'Tive uma revelação. Anota aí, Mal, pra eu não me esquecer: Existem 7 níveis!' Paul achou engraçado quando Mal lhe entregou o papel no dia seguinte, e não fez nada com a descoberta, mas, brincadeiras à parte, o fato é ela realmente se tornou companheira dele, tanto, tanto, que as ÚNICAS noites de sua vida de casado em que não passou com Linda foram no Japão, quando ele foi PRESO ao chegar no aeroporto, por porte de maconha. Letra enganosa e extensa, com três versos extensos, com 7 linhas cada um, sendo as 3 últimas com melodias diferentes das 4 primeiras, e cada um com letra diferente dos demais. Em termos de rimas, note no 1° verso a interessante ocorrência de rimas pobres (paupérrimas, aliás), com palavras iguais "there", mas com precedentes ricas ("mind" com "find"), o que torna o conjunto rico! No 2° verso, ocorre coisa similar, "hold you" com "told you", porém como as duas precedentes são verbos, a riqueza do conjunto vai pro espaço, mas no 3° verso, tudo volta ao normal, "stay there" com "way there", todas as ocorrências nos segmentos maiores dos versos, onde também a riqueza se estabelece nas rimas "ride" com "I" e "lie" com "time" e . Há outros conjuntos nos segmentos menores de cada verso, a saber, "see you" com "need you", pobre, depois "near me" com "hear me", rico, e depois repetindo o primeiro no verso final. Saldo mais que positivo!!
Na história de gravação da canção, aqui inverteu-se, pois em Revolver, 'as primeiras serão as últimas', explicando: a 1ª canção a ser gravada, Tomorrow Never Knows, seria a última no LP final, enquanto a 2ª, exatamente esta que analisamos aqui, a penúltima faixa! E foram quatro sessões, tendo a última um distanciamento enorme das outras três, explicarei por quê. A primeira base foi apenas o violão de Paul, o chimbal do Ringo e um órgão de George Martin, abandonado ainda no primeiro dia, com a decisão de dar um ritmo soul à canção. No segundo dia, já são os quatro em seus instrumentos tradicionais, sendo que o pedal fuzz da guitarra de George aposentou a primeira ideia acústica!
No 3° dia houve apenas um overdub de guitarra, e depois, houve a parada de 40 dias, quando o autor Paul pensou no toque definitivo, de dar uma puxada pro Motown que bombava nos Estados Unidos, decisão e execução que marcariam a faixa para sempre: a chamada de três trompetistas e dois saxofonistas. Eles chegaram, não tinha nada escrito, Paul tocou pra eles a visão que ele tinha da coisa, no piano, e algumas horas depois, saíram com o serviço pronto, cada um com 18 libras no bolso (equivalente a R$ 2000 de hoje) e o nome para sempre marcado na história deles!! Na versão final, os metais dominam totalmente, escondem as guitarras anteriormente gravadas, que aparecem apenas no final entre os dois últimos refrões. Já o baixo é proeminente, e também a bateria de Ringo, o chimbal ao longo de toda a canção e dois tambores anunciando versos e refrões.
Claro que nunca foi tocada ao vivo plos Beatles, mas Paul a ressuscitou em três de suas excursões, mas deixarei aqui um versão marcante. Quem estava por aqui na década de 1970 com idade suficiente para gostar de boa música, com certeza notou a excepcional interpretação do Earth, Wind & Fire. Conheça ou relembre neste LINK.
Sou casado e tenho dois filhos. Meus 65 já se foram, mas me sinto muito jovem. Mas sou 'old enough' pra ter visto Pelé jogar. Sou engenheiro civil, mas queria mesmo era ter sido engenheiro de som entre 62 e 70 na Abbey Road n°3. Sou Beatles desde Os Reis do IêIêIê. Sou Star Trek desde o 1° episódio.Sou James Bond desde Roger Moore (but Sean is the Best!). E sou Homerix, para os íntimos e virei locutor aos 64, falando sobre a paixão maior, justamente "when I turned sixty-four!"....
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