segunda-feira, 25 de março de 2019

Churchill, O Cara - Volume I

Olá! Caso se interesse pelo livro,

deixo aqui o Link Amazon
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Terminei a primeira metade de uma missão que assumi quando comprei, na Bienal de São Paulo, em agosto, a biografia de Churchill em dois volumes, um box muito maneiro.

Sobre a segunda, comecei a falar neste link:
https://blogdohomerix.blogspot.com/2019/03/churchill-era-o-cara.html

Comecei a ler o primeiro volume no começo de outubro, portanto antes de saber que era também o livro que o presidente eleito estava lendo, vamos deixar isso claro!

O fato é o seguinte: que figura sensacional!

As pessoas que não têm acesso à vida dele imaginam-no com aquela cara já de idoso, na época em que era primeiro-ministro da Grã-Bretanha, liderando o país a uma vitória na Segunda Guerra Mundial. Agora eu sei que aquele era somente o ápice de uma carreira já brilhante! 

Ele começou sua carreira política muito cedo mas antes disso foi um militar de combate. Saía cavalgando destemidamente com seu cavalo à frente das tropas rumo às hordas inimigas, nas guerras das colônias do Império Britânico. Foram dezenas as vezes em que ouviu o zunir de balas passando próximas a seus ouvidos. Ele dizia, em cartas que escrevia a sua mãe e aos seus amigos, que ele tinha essa confiança toda porque sabia que um dia seria algo muito grande para o seu país. E atuava como correspondente de guerra, ganhando muitas libras. Esteve também nas trincheiras comandando batalhões na França, durante a primeira grande guerra. 

Na política, começou no Partido Conservador mas migrou para o Liberal, depois voltou ao Conservador, ele ia se movendo conforme eram suas convicções no momento. Primeira mudança de partido dele se deu de maneira espetacular. Depois de ser conservador por alguns anos, ficou descontente com algumas posições até que chegou um momento, no meio de uma sessão parlamentar em que ele simplesmente pegou suas coisas de sua cadeira, levantou-se e passou para o lado da oposição. Quem conhece o Parlamento inglês, sabe do que estou falando.

Foi o mais jovem ministro da história da Inglaterra. E ocupou outros três cargos do mesmo nível antes de ser primeiro-ministro. Na primeira guerra, era Lord do Almirantado, e fez com que a armada britânica mudasse seu meio de propulsão de carvão para petróleo, o que foi fundamental para o sucesso da Inglaterra. Depois, já na época das trincheiras, defendeu insistentemente o desenvolvimento daquele trator com esteiras, que viria a ser chamado de tanque.

Na vida pessoal, estudou sempre em colégios internos, como ocorria com todas as crianças de famílias ricas na Inglaterra. A família era uma coisa assim meio distante pra ele: apesar de amar profundamente pai e mãe, havia anos em que ele voltava para casa para passar as férias de fim-de-ano, mas a mãe estava viajando, em compromissos políticos com marido, Lord Randolph, e ele ficava só com sua querida ama.

Na vida amorosa, casou-se relativamente tarde, aos 34 anos, com Clementine, que foi sua companheira até o fim da vida, durante 56 anos. Essa demora toda em se fixar era por conta de uma paixão que ele tinha por um certo ser, que o impedia de dedicar seu tempo a qualquer outra pessoa que fosse. Esse ser era ele mesmo. Ele declarou isso para algumas de suas pretendentes.

Toda essa vida política e militar extremamente ativa, e ele ainda arrumava muito tempo para escrever. Escreveu muito. Além das cartas (é impressionante como escrevia cartas para todos e por isso sabemos muito de sua vida), escrevia muitos livros, que lhe rendiam muitos recursos. Ele ganhava muito mais dinheiro como escritor do que na vida parlamentar ou mesmo como ministro. E percorria também o Império e os EUA ganhando dinheiro com palestras sempre muito admiradas. E ainda encontrou talento para a pintura. Admirável, sem dúvida!

O primeiro livro desta biografia acaba com ele sem cargo ministerial, mas firme na política, agora de volta ao Partido Conservador, e batalhando para que a Inglaterra se rearmasse, devido a nova ameaça alemã. Mas poucos acreditavam nele...

domingo, 17 de março de 2019

Três Oitão do Bem

Sábado, 16 de Março de 2019, 20:30 horas
Um número grande de colegas de turma se reunia na Bahia
Era a celebração de 38 anos de histórias de um vínculo
Todos entramos na Petrobras, num 5 de fevereiro de 1981
Como eu não pude ir ao evento, mandei esta mensagem
No nosso grupo de Whatsapp
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Gente, como já devem saber, não estou aí!!
E, como sempre, ou quase, dou aquele meu jeito de estar!!!


Ô que turma animada
Nem que seja um jantar!
Até data quebrada
É motivo de festejar!

E o quórum tá em dia!
Damos valor ao babado,
Apesar de a maioria
Já ter se desligado!

Então, ‘cheguemu’ em 38.
Tempo passa como vento...
Nada de ficar afoito
Sem pensar no momento.

Este ano está muito punk
Até parece pirraça!
Esperamos que logo estanque
Essa fila de desgraça.

Brumadinho, Urubu, Boechat
Marielle, Suzano, Inundação...
Está na hora de parar
Tanta imperícia e destruição!

E no âmbito oficial,
Tem que baixar a fumaça:
É sair de rede social
E colocar a mão na massa.

Nossa turma segue unida
E pronta pra usar o tacape,
Sempre buscando a saída
No Facebook, Yahoo e Whatsapp.

No bolso, a apreensão:
Petros é dor de cabeça...
Tem que ter logo solução
Pra que em paz se envelheça.

Até se pode esquecer
As agruras do momento!
Dançar, comer, beber,
Mas elevar o pensamento!

Precisa fechar essa fenda
E só fazer o que é bom,
Pedir que o mundo aprenda
Aquela mensagem de John.

Seja reta ou seja torta,
Se faz sol ou se chove,
O que apenas importa¿
Que All you need is love!

Não pude estar com vocês,
Mas estou em pensamento!
Se esbaldem em fuzuês
E aproveitem o momento!

Grande abraço

Homerix




sexta-feira, 15 de março de 2019

Zero Killed, Commander!!

Foi há 10 anos.
Ontem, vi um pedaço de 'Sully', filme de Clint Eastwood
que retrata o acontecimento e o que aconteceu com o piloto.
Incrível que tenham chegado a acusá-lo de alguma coisa!
Tenho que ver o filme inteiro.
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Na guerra da Secessão, nos Estados Unidos do Século XIX, com os estados do norte, libertários, lutando contra os estados do sul, escravagistas, derramou-se muito sangue irmão. Quando após uma batalha, um capitão de tropa chegava ao quartel sem nenhuma perda, sem nenhuma baixa, ele falava  a seu comandante: "Zero Killed , Commander".
Com o tempo, a expressão evoluiu para "0 Killed",  e depois para uma abreviação, "0 K" que era pronunciado "ôu kei", e que se transformou no hoje universalmente utilizado "OK", para se dizer que tudo está ou ocorreu bem, conforme o previsto.
Lembro-me agora que, em janeiro de 2009, o "OK" foi utilizado na acepção da origem do termo. O piloto de um Airbus da U.S. Airways teve suas duas turbinas invadidas por pássaros, numa coincidência rara, probabilidade bem baixa de ocorrência, ao sair do Aeropoto de La Guardia, em New York. As duas turbinas explodiram, e o avião ficou à mercê da habilidade do piloto. Ele consegui fazer uma curva, alinhou a aeronave com o Rio Hudson, as asas paralelas à linha d'água, e pousou, quase sem impacto, salvando 100% dos passageiros e da tripulação, ele mesmo incluído. Uma perícia rara!
Zero Killed, Commander !




Tivesse ele ficado menos do que paralelo à linha d'água, e uma ponta da asa resvalasse na superfície, o avião poderia até mesmo capotar, e a contagem de casualties (vítimas) seria bem mais expressiva. Outra conseqüência danosa, que a habilidade dele evitou, foi o afundamento da aeronave nas águas geladas do rio. O pouso foi tão suave que a fuselagem manteve sua integridade, e serviu como um casco de navio: os ocupantes puderam descer(quase) tranqüilamente, e esperaram sobre as asas o resgate que, aliás, estava bem perto, nas docas do porto. Parece que até mesmo isto, o genial piloto, Captain Chesley 'Sully' Sullenberger,  previu, ao escolher o ponto de descida...

Enquanto isso, do outro lado do mundo, a contagem de mortos é diferente... é TK, ou Thousand Killed, em mais uma desproporcional reação, de 30 pra 1, de um de dois lados de uma guerra milenar... 


terça-feira, 12 de março de 2019

USE CINTO NO BANCO DE TRÁS!!!

Anteontem foi um dia triste para mim, e para pelo menos 2.000 pessoas que conheceram a história de Manu pelo meu blog, uma menina de 7 anos que encantava a todos e brigava com um câncer e precisava de uma medula, ela conseguiu, e venceu o câncer, e seguiu sua vida, mas morreu, na madrugada daquele domingo, aos 15 anos, vítima de um acidente de carro.

Escrevi meu inconformismo com os desígnios do Altíssimo aqui neste link, onde também se encontra a história da luta de Manu, que ela brilhantmente venceu, com muito esforço, muitas doenças colaterais, uma vida de luta. 
https://blogdohomerix.blogspot.com/2014/11/manu-ja-tem-10-anos.html

Não sabia das circunstâncias, mas logo desconfiei.

Hoje, veio a confirmação. 

O carro, que capotou após bater em um barranco, tinha cinco pessoas. Manu e outras duas meninas estavam atrás. Na frente, um casal de irmãos, que também faleceu. Todos voltavam de uma festa, numa cidade vizinha. A Manu estava no meio do banco de trás, sem cinto de segurança. As duas sobreviventes estavam uma de cada lado dela, com cinto. Após o carro parar, as duas saíram pelos vidros e foram andando atrás de ajuda. 
Nenhuma delas corre risco de vida"
Notaram o meu ressalto, em vermelho grande.

Querem que eu desenhe? Melhor não, né!!!

Veja a comparação com as duas amigas que estavam o lado de Manu: as duas sobreviveram, ela morreu. Num capotamento,  o cinto mantém a pessoa presa ao banco enquanto o carro vira, vira, vira, torna mais difícil o choque da cabeça com o teto do carro que está sendo amassado em sucessivos choques contra o piso da estrada ou rua, seja terra ou asfalto.

Para mim, não há dúvida!!!

Minha filha Renata é xiita com isso, chega a ser inconveniente, não deixa o carro sair enquanto todos no banco de trás não estiverem com cinto.

Ela está certa!!!

Decerto, Manu ficará feliz ao inspirar a todos duas vezes:

  • uma em vida, por sua luta e campanha, que salvou outras vidas, 
  • e outra no motivo de sua morte, que poderá salvar ainda mais vidas!
Isso dependerá muito de você. 
Se você vê valor neste alerta, passe para suas comunidades.

OUÇA e LEIA - A Descoberta de This Boy

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