sexta-feira, 8 de março de 2019

Capitã Marvelosa!!!

Pronto, passado o Oscar, voltamos à cinegrafia normal....

Para falar do filme que recomendo, preciso dar uma introdução.

Quem acompanha os 'Vingadores, deve ter notado a cena pós-créditos do último filme, inacabado, 'Guerra Infinita', em que Nick Fury (o sempre ótimo Samuel L. Jackson), antes de desaparecer totalmente, pois ficou na metade do mundo que foi dizimada aleatoriamente pelo arquivilão Thanos, aciona um comunicador mandando um sinal pra não se sabe onde, pedindo ajuda. O dispositivo tinha um símbolo, um 'M' estilizado, que não reconheci, então fiquei a ver navios. Logo depois, em casa, Renata descobriu tratar-se que era um chamada para a Capitã Marvel. Continuei a ver navios, pois não me lembrava dessa super-heroína, que devia ser excepcional, pois afinal levava o nome da franquia, Marvel Comics. Não me lembrava absolutamente dela, não sei se os gibis foram lançados no Brasil, mas o fato é que varreu-se-me da memória.

Isto posto, passo a um breve análise sobre essa febre de filmes de super-heróis, que começou lá atrás com um Hulk, aliás, dois Hulks, com atores diferentes, que ficaram meio esquecidos. A coisa começou a ficar séria mesmo o Homem de Ferro, Thor e Capitão América e mais um Hulk, desta vez conectado com os outros três. Depois vieram as sequências de cada um individualmente e o primeiro Vingadores, juntando todos eles e mais outros heróis, como a Viúva Negra, o Arqueiro, e tantos outros, e mais um 'Vingadores' (Ultron), e veio 'Guerra Civil', em que os Homens-Inseto (Aranha e Formiga) são agregados, e vem um filme sobre o Dr. Estranho, e outro com Pantera Negra, muitos deles com referências entre si, amarradinhos, e finalmente, 'Guerra Infinita', com aquele final terrível, mas com a esperança do 'pager' de Fury.

Para amarrar tudo, e antes da batalha final da Guerra, a Marvel nos brinda com a história de Capitã Marvel. Escolheram para viver o papel de Carol Danvers, uma vencedora de Oscar, Brie Larson, que foi a mãe de Jack em 'O Quarto de Jack'. A atriz teve que se preparar para sair da linha de filmes só de interpretação com olhos e gestos, para viver uma lutadora, forte e rápida, usando braços e pernas, saindo muito de sua zona de conforto. E se saiu muito bem, os críticos xiitas que me perdoem. Ela é uma pilota de caça da década de 1990, que some numa missão e ganha poderes com a exposição a um material radiativo. Eu me empolguei em vários momentos, com a amarração com o arco narrativo (a cena pós-créditos é de arrepiar), com as referências ao Universo Marvel, com os cenários de 3 décadas atrás (Blockbuster girl foi o máximo), com as homenagens (sim, no plural) a Stan Lee, com a origem de Nick Fury e Coulson, aliás, fiquei impressionado com o rejuvenescimento dos dois atores, uma coisa é você fazer um photoshop puntual, outra é fazer num filme todo, em movimento. E fiquei feliz por entender por que, se ela era tão poderosa assim, que não apareceu nos demais filmes dos Vingadores!!!

A galera aplaudiu intensamente, eu também, especialmente após a primeira cena pós-créditos ... sim ... há duas, Atenção!!!

Ah, sim, e tem outro elemento pra me encantar, uma gato sensacional. Adorei saber a origem do tapa-olho de Nick Fury. Notei enquanto aguardava a cena pós-créditos que Goose foi produzido por uma empresa de efeitos especiais chamada 'Animals for Hollywood', muito interessante, né!!

Uma observação final.... a época do lançamento! Dia 7 de Março, um dia antes do Dia Internacional da Mulher... com essa onda toda de empoderamento (ô palavra ruim, importada do inglês) feminino, o filme mostra a primeira heroína do Universo Marvel, rivalizando agora com a Mulher Maravilha da DC Comics. A acrescentar que a heroína já era empoderada antes de ganhar seus poderes, como uma das primeiras 'pilotas' de caça, que sabe o que quer, tanto que foi escolhida para a missão que a acabou levando ao status de superpoderosa. E mais ainda, coincidindo com a semana que uma outra pilota de caça, de verdade, hoje senadora, veio a público contar sua história de estupro na Força Aérea americana, quase 30 anos depois.


segunda-feira, 4 de março de 2019

No Bloco do Sargento Pimenta



Hoje tem Sargento Pimenta. 
Aqui, minha experiência com a iniciativa, 8 anos atrás, 
quando ficava num humilde cruzamento de Botafogo, 
para 3000 fanáticos. 
Hoje, requer uma extensa porção do Aterro, para 50 mil deles!!!
O poder dos Beatles é eterno!
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Até o Carnaval 2011, eu tinha um dito padrão: se você me vir acompanhando um bloco, póchamá a ambulância que eu fiquei louco.

Não tinha a menor chance de me encontrar num aglomerado de pessoas grudadas, suadas, bêbadas, mijonas, a acompanhar um trio elétrico tocando marchinhas de carnaval. Quer dizer, marchinhas até que tudo bem, mas nos últimos anos, outros ritmos vem invadindo o repertório, que eu simplesmente, dispenso.

Neste ano, uma abertura surgiu, e eu saí num bloco.

E não é que eu tenha ficado louco.

Eu, em verdade, sou louco!


            Louco por Beatles!

O repertório seria puro Beatles, em ritmo de maracatu, funk e até samba, do bom! O Felipe havia ido ao show deles, no Teatro Rival, e aprovado os arranjos. Então, era a oportunidade pra me enlouquecer com dignidade. Vesti meu abadá, e fomos à luta (eu, Neusa e Renata). A última vez em que o havia vestido, na verdade uma camiseta com a estampa da capa do disco Let It Be, foi no insuperável show de um deles, em São Paulo, sobre o qual dei meu dePAULimento (ver link). Felipe, namorada e amigos também pimentaram, mas não os encontramos. Era muita gente. Foi apertado, mas foi bom. O som valeu o esforço.

O nome do Bloco deriva de um dos melhores discos dos Beatles, o revolucionário Sergeant Peppers' Lonely Hearts Club Band, de 1967. Meu Deus, lá se vão 44 anos. E ainda o disco é cultuado.

Grande idéia!

O som estava bom, a banda de dezenas de componentes, estava muito bem, era uma galera boa. Tinha guitarras, tinha metais, tinha bateria (com mestre, apito e tudo o que tem direito), as adaptações estavam ótimas. E o povo respondeu muito bem. Cantaram todas as músicas, o que mostra que a influência dos Beatles segue firme e forte. Teve até um hino do Sargento Pimenta, muito legal: colocaram uma letra apropriada sobre a música de 'Obladi Oblada'. Se tiver curiosidade, o video e a transcrição da letra estão neste link. O trecho que mais gostei foi este, por sobre a letra do refrão

In a couple of years they have built a home sweet home  ... 
With a couple of kids running in the yard of Desmond and Molly Jones.

que no hino ficou como 

Quem no Rio já ouviu carnaval com esse som?  ...
O Sargento tá aqui, vamos exaltar Paul, Ringo, George e John!

A banda ficou estacionada o tempo todo, como era planejado. E foi um sucesso! Mais de 5.000 foliões se aglomeraram no cruzamento das ruas Visconde Caravelas e Capitão Salomão, em Botafogo, Rio de Janeiro. Veja aí na figura: tudo o que estava em vermelho estava cheio de gente. Como disse um amigo, acho que os organizadores subestimaram a força beatle. No ano que vem, merece um lugar mais amplo. De repente, está disputando lugar com a Banda de Ipanema, HeHeHe...




Presenças ilustres, Bruno Mazzeo e Carlos Minc, que eu tenha sabido!

Eu? Como deu pra ver no video, eu estava feliz, que nem pinto no lixo (ainda não captei bem o significado da expressão), tanto que esqueci de tirar uma simples foto minha. Mas fiz o video. Pena que a camerazinha do celular não capta o som da bateria, interessante. O Felipe já havia notado isso no show do Rival. Mas eu garanto que tinha bateria, e mandaram muito bem. E estava contagiante.

E perdoe a movimentação desenfreada da câmera. 

Era o contágio beatle...

Homerix Na Folia Ventura




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Será que algum dia eles vêm aqui....

Morreu Tavito, autor sensível de muitas canções, 
uma, em especial, que toca fundo o coração dos beatlemaníacos.
Relembro aqui, o post de abril de 2011, quando Paul esteve no Rio.
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ERREI!!!

Em meu post anunciativo da presença de Paul aqui,  http://blogdohomerix.blogspot.com/2011/04/paul-in-rio.html
eu disse
O show está confirmado para o dia 22 de maio, mas é certo que abrirão outra data.

Houve uma pré-venda hoje, a partir da meia-noite, para clientes dos Cartões de Crédito Bradesco e American Express, que penso ter se extinguido em poucas horas.


.... Na quinta-feira (14), às 9 da manhã, será aberta a venda ao grande público! Mas certamente se extinguirá em outras tantas horas, e a organização abrirá a outra data, que já está reservada!!!
Pois é, acertei sobre as poucas horas da pré venda, afinal foram mesmo poucas horas (mais precisamente 3 horas), mas errei miseravelmente na venda ao grande público, pois em verdade foi apenas uma .... uma hora o tempo que durou o processo, até aparecer o quadro ao lado.


 

Mas vem um segundo!
A apresentação extra será realizada no dia 23 de maio; pré-venda dos ingressos começa à 0h do dia 16 de abril, pra quem tem Cartões de Crédito American Express ou Bradesco.
Ou seja, de sexta para sábado! HOJE!

Um amigo que insiste em não gostar de Beatles estava atônito ontem no almoço. Ele não acredita como isso acontece, afinal, ele não viu um só panfleto na rua, um outdoor, um anúncio pago na TV, nada, nadinha. Pois é, um dia quem sabe eu o faça entender por quê... 

Paul McCartney não precisa de campanha alguma pra encher estádios. Ele, só ou com seus outros três amigos, os vem enchendo há quase 50 anos, com um breve intervalo de uns poucos, no início da carreira solo. Aliás, foi ele (com seus três amigos) que inventou esse negócio de show em estádios.

Vocês devem se lembrar daquela música , que dizia
Muito prazer, vamos dançar
Que eu vou falar no seu ouvido
Coisas que vão fazer você tremer dentro do vestido,
Vamos deixar tudo rolar;
E o som dos Beatles na vitrola.
 Será que algum dia ELES vêm aqui
Cantar as canções que a gente quer ouvir?


Eu me arrepio sempre que ouço, ou mesmo lembro dessa música... um disco dos Beatles na vitrola ... que saudade!

Se não conhece, veja e ouça ESTE VIDEO, a música chama-se Rua Ramalhete (nem eu sabia disso) e vale muito a pena!!! Seu compositor é Tavito, mineiro contemporâneo de Milton Nascimento e que participou do antológico disco 'Clube da Esquina'.

Pois é, ELES não vieram cantar as canções que a gente queria ouvir! Aliás, John morreu no mesmo ano em que aquele disco foi lançado, desgraçadamente.

Mas Paul veio... e cantou  ...
e cantará as músicas que a gente quer ouvir!!!

E eu estarei lá!!!

Novamente!!

E sempre que ele voltar!!!


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Minha fama de mau

Eu ia fazer a minha própria crítica do filme 'Minha Fama de Mau', mas o que Lindinor escreveu bate 100% com o que eu penso, então resolvi compartilhar. 
Apenas acrescento umas coisinhas.
1. Ótimos desempenhos vocais dos 3 atores
2. Narração caiu bem, como uma luva, além de todas as quebras da quarta parede terem sido hilárias.
3. Especialmente tocante para mim foi a presença, como parte da banda do Clube do Rock, de três integrantes da banda antiga do meu filho, Los Bife. Pena que no dia da gravação, meu filho tinha compromissos já assumidos. Adoraria vê-lo na telona!

Aqui, a crítica do amigo:

"Minha fama de mau é um daqueles filmes que, mesmo que você não seja fã do Erasmo, deteste o Roberto e ache a Wanderléa sem sal, ah, e abomine a Jovem Guarda, você deve ver. É cinema da melhor qualidade. 
Elenco afiado, com um Chay Suede provando ser um dos bons atores de sua geração. O Tremendão aplaudiu a atuação e eu também. 
Gabriel Leone incorpora o jovem RC da minha infância, com belo desempenho. 
Malu Rodrigues é uma Wandeca papo firme, com graça, ingenuidade e sapequice. 
Isabela Garcia, como a mãe do cantor é ótima, como sempre. E ainda temos o bônus de ver Paula Toller, como a mexeriqueira Candinha. 
Roteiro ágil, misturando linguagens, dando um ritmo dinâmico. Fotografia que somada à computação gráfica e as imagens de época em P&B, nos trouxeram o Rio dos anos 1960 de volta. A cidade da minha infância. 
Figurinos e direção de arte pra lá de inspirados. 
Trilha sonora? Precisa falar? 
E por último, uma Bianca Comparato muito madura em múltiplos papéis.Resumindo: um filme muito, muito bom."

Star Trek - Jornada nas Estrelas

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